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As Cruzadas: Gesta Dei per Francos skip to main | skip to sidebar INICIO GLÓRIA ESPAÑOL CLUNY SANTA JOANA D'ARC TEMAS CANÇÕES DE GESTA Canções de gesta Gesta Dei per francos CAVALARIA Cavalaria Ordens de Cavalaria Templários CIVILIZAÇÃO CRISTÃ Carlos Magno Civilização Cristã Cristandade Cruzadas Blog As Cruzadas França CIÊNCIA Arquitetura Astronomia Ciências Invenções Progresso Técnica CLASSES SOCIAIS Classes sociais Clero Papas Reis Nobreza Feudalismo Escravidão Trabalho Vassalagem CULTURA Arte Cultura Literatura Simbolismo Direito ECONOMIA Agricultura Agricultura Economia Impostos Família Guerra História IGREJA Igreja Educação Universidade Hospital Inquisição Mosteiros Nossa Senhora Paz União Igreja-Estado APRESENTAÇÕES AULAS CODEX (diversos) GREGORIANO GREGORIANO (MP3) MÚSICA NATAL VIDEOS 360º Blog Idade Média CASTELOS CERIMÔNIAS POWERPOINTS VIDEOS 360º CATEDRAIS ABADIAS ABADIAS MÚSICA ÓRGÃO SINOS VIDEOS VITRAIS 360º 360º só França CIDADE VIDEOS MÚSICAS 360º CONTOS CANTIGAS CRUZADAS APOLOGIA O ISLÃ segundo Papas e santos Balduíno IV CANÇÃO DE ROLAND GESTA DEI PER FRANCOS MUSICA VIDEOS 360º PAPAS Beato URBANO II Carta de Instrução 'Popolo dei Franchi' Sermão em Clermont-Ferrand Outro testemunho São Gregório VII São Pio V Beato Eugênio III Celestino III Inocêncio III João VIII Pascoal II PIO II SANTOS São Bernardo A franceses e bávaros Sermão Elogio dos Templários São Francisco de Assis Mansidão e força Diante do Sultão Exemplo pessoal O Direito de Cruzada São Luís IX Retrato pelo príncipe de Joinville São Luís e o mameluco Morte na IX Cruzada Santa Teresinha Beato Marco d'Aviano HERÓIS Balduíno IV Carlos Magno Godofredo de Bouillon Santa Joana d'Arc Santa Clotilde Ricardo Coração de Leão São Luís IX, rei São Nuno Álvares Pereira VIDEOS ORAÇÕES CANTICOS NATAL Semana Santa e Páscoa VIA SACRA VIDEOS Nossa Senhora Milagres Corpus Christi São Bernardo São Fernando SIMBOLOS Gesta Dei per Francos Luis Dufaur Introdução Godofredo de Bouillon. No fundo, a igreja do Santo Sepulcro, Jerusalém. A Gesta Francorum (“Gesta dos Francos”) é uma crônica da Primeira Cruzada, escrita em latim em torno de 1100-1101 por um participante da épica empresa sagrada. O nome completo é Gesta Francorum et aliorum Hierosolymytanorum (“Gesta dos Francos e os outros peregrinos para Jerusalém”). Esta Crônica narra os acontecimentos da Primeira Cruzada a partir do lançamento, em novembro 1095 até a batalha de Ascalon, em agosto de 1099. Ninguém sabe o nome do autor (que muitas vezes é referido como “Anônimo”), mas é sabido que fazia parte do exército cruzado recrutado por Boemundo de Taranto em 1096 no ducado de Apúlia, sul da Itália. Quase certamente foi um normando ou italiano, e deve ter sido apenas um cavalheiro, e não um grande líder ou um clérigo. O relato foi composto e redigido durante a Cruzada com a ajuda de um escriba que, ocasionalmente, acrescentou comentários pessoais. A Gesta descreve o dia-a-dia da Cruzada (itinerário, operações táticas, logística) e aquilo que se passava no ânimo dos cruzados (mudanças de estados de espírito, disposições em relação aos gregos, etc.). Enquanto depoimento de uma testemunha ocular dos acontecimentos, a Gesta tem um valor incomparável. Para os contemporâneos cultivados da Idade Média, seu autor era um “rústico”. Foi assim que Gilberto de Nogent escreveu sua Dei gesta per Francos (1108) com base no original, mas dizendo que ele “muitas vezes deixava o leitor atordoado pela sua vacuidade insípida.” O monge Roberto de Reims foi contratado para reescrever o Gesta completa visando a beleza histórica e literária. Houve ainda outros embelezamentos. Porém, o original ficou conservado até nossos dias, constituindo uma das mais prezadas fontes contemporânea da Primeira Cruzada. Esse original foi escrito em latim. Grandes excertos dele foram vertidos para o inglês. Nos post seguintes oferecemos uma tradução para o português. Tal vez seja a primeira tradução a nossa língua, pelo menos disponível na Internet. Gesta Dei per Francos [A Gesta de Deus por meio dos Francos] O beato Papa Urbano II pregou a primeira Cruzada 1. Urbano II: O Discurso em Clermont Ao chegar a hora de cumprir o que Nosso Senhor ensina aos fiéis diariamente, especialmente no Evangelho: “Se alguém quiser vir após Mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”, uma poderosa agitação tomou conta de toda a região da Gália. A idéia era que, se alguém quisesse zelosamente seguir o Senhor, com coração e mente puros, e desejasse fielmente carregar sua cruz seguindo as Suas pegadas, não hesitaria em tomar o caminho do Santo Sepulcro. E assim Urbano, Papa da Sé Romana, com seus arcebispos, bispos, abades e sacerdotes, tão logo puderam, puseram-se a caminho para além das montanhas e começaram a fazer sermões e a pregar com eloqüência, dizendo: “Aquele que quiser salvar sua alma não deve hesitar em pegar humildemente o caminho do Senhor, e se não tiver dinheiro suficiente, a misericórdia divina lhe dará o bastante”. Então o senhor apostólico continuou: “Irmãos, devemos suportar muito sofrimento pelo Nome de Cristo ‒ miséria, pobreza, nudez, perseguição, necessidade, doença, fome, sede, e outros males deste tipo, como o Senhor disse a Seus discípulos: “Vós deveis sofrer muito por causa de Meu Nome” e “Não vos envergonheis de Me confessar diante dos homens. em verdade eu vos darei boca e sabedoria”, e, finalmente, “Grande será a vossa recompensa no Céu”. E quando este discurso começava a repercutir fora, pouco a pouco, por todas as regiões da Gália, os Francos, após ouvirem tais relatos, imediatamente mandaram costurar cruzes sobre seu ombro direito, dizendo que seguiriam unanimemente os passos de Cristo, pelos quais tinham sido resgatados das garras do inferno. O fim da Cruzada Popular Encontro dos restos da 'cruzada popular' de Pedro o Eremita Um dos episódios mais tristes e errados do tempo da Primeira Cruzada foi protagonizado pela “Cruzada Popular”, ou “dos camponeses”, convocada por um pregador de grande capacidade de atração popular: Pedro o Eremita. Pedro agiu em desobediência às prudentes exortações do Beato Urbano II. O Papa, e com ele seus sucessores, exortavam à Cruzada com explícita exclusão daqueles que não tinham condições de combater ou habilidades para isso, como anciãos e mulheres. Pedro com seus inflamados discursos congregou uma multidão de populares, incluindo crianças, incapacitados para uma campanha militar do fôlego da Cruzada, contra inimigos da força bélica e da ferocidade como os turcos seljúcidas. A multidão de Pedro, sem preparo, sem planificação, sem chefes militares experientes, acabou sendo horrivelmente massacrada pelas hordas maometanas. Assim narra aquele trágico fim, a Gesta Dei per Francos ( A Gesta de Deus através dos Francos ): Pedro o Eremita, pregador popular, agiu sem obediência Mas Pedro, acima mencionado, foi o primeiro a atingir Constantinopla, nas calendas de agosto, e com ele uma grande hoste de Alamanos. Lá encontrou Lombardos, Longobardos e muitos outros reunidos. O imperador lhes disse: “Não cruzeis o Estreito até que o chefe da hoste dos Cristãos chegue, pois não sois suficientemente fortes para travardes batalha contra os Turcos”. Os Cristãos se comportaram mal. derrubaram e queimaram edifícios da cidade, levaram o chumbo com o qual as igrejas foram construídas e venderam-no aos gregos. O Imperador, enraivecido, ordenou-lhes atravessar o Estreito. Depois da travessia, continuaram a fazer todo tipo de mal, queimando e saqueando casas e igrejas. Finalmente chegaram a Nicomédia, onde os Lombardos, Longobardos e Alamanos separaram-se dos Francos porque estes estavam constantemente inflados de arrogância. Os Lombardos e Longobardos escolheram um líder cujo nome era Reinaldo. Os Alamanos fizeram o mesmo. Entraram na Romênia (na Ásia Menor) e continuaram por quatro dias, para além da cidade de Nicéia. Eles encontraram uma fortaleza chamada Xerogord, que estava vazia, e tomaram-na. Nela encontraram uma ampla reserva de cereais, vinho e carne, e uma abundância de todos os produtos. Os Turcos, por conseguinte, crendo que os cristãos estavam na fortaleza, passaram a assediá-la. Havia uma cisterna diante do portão da fortaleza, e em sopé uma fonte de água corrente, perto da qual Reinaldo saiu para interceptar os Turcos. Mas estes, que chegaram no dia da Dedicação de São Miguel, encontraram Reinaldo e aqueles que estavam com ele e mataram muitos deles. Pedro o Eremita fez uma cruzada sem nobres e sem organização. Resultado: massacre. Aqueles que permaneceram vivos fugiram para a fortaleza, que os Turcos logo sitiaram, privando-os de água. Tal foi a aflição de nosso povo causada pela sede, que sangrou seus cavalos e jumentos e bebeu o sangue. outros jogavam seus cintos e lenços para dentro da cisterna e espremiam a água em suas bocas. alguns urinavam nas mãos uns dos outros e bebiam. outros cavavam o chão úmido e deitavam de costas e espalhavam terra sobre os seus peitos para aliviar a secura excessiva da sede. Os bispos e sacerdotes, de fato, continuavam a confortar nosso povo, e a admoestá-los para que não sucumbissem: “Em toda a parte sede fortes na fé de Cristo, e não temais os que vos perseguem, assim como o Senhor disse: “Não temais os que matam o corpo, mas não são capazes de matar a alma”. Esta angústia durou oito dias. Então, o senhor dos Alamanos fez um acordo com os turcos de entregar-lhes seus companheiros e, fingindo ir à luta, fugiu até eles, e muitos com ele. Contudo, os que não estavam dispostos a negar o Senhor receberam sentença de morte. alguns, a quem levaram vivos, dividiram entre si como ovelhas. colocaram outros como alvos e os mataram com flechas. a outros venderam e doaram como animais. Levaram alguns levaram cativos para suas próprias casas, outros para Chorosan, outros para Antioquia, outros para Aleppo ou onde quer que morassem. Estes foram os primeiros a receber um martírio feliz em nome do Senhor Jesus. Em seguida, os turcos, ouvindo dizer que Pedro o Eremita e Walter Sans Avoir estavam em Civitote, localizada acima da cidade de Nicéia, lá foram com grande alegria para matá-los e os que estavam com eles. E ao chegarem encontraram Walter com seus homens e logo os mataram a todos. Mas Pedro o Eremita tinha ido a Constantinopla, um pouco antes, porque não conseguia conter as diversas hostes que não lhe davam ouvidos. Apontou o caminho errado De fato, os turcos precipitaram-se sobre estas pessoas e mataram muitas delas. Algumas encontraram dormindo, algumas deitadas, outras nuas – mataram a todas. Com essas pessoas encontraram um certo padre celebrando Missa, a quem logo martirizaram sobre o altar. Aqueles que conseguiram escapar fugiram para Civitote, outros atiraram-se de cabeça no mar, enquanto alguns se esconderam nas florestas e montanhas. Mas os turcos, perseguindo-os até a fortaleza, colheram madeira para queimar o forte. Os cristãos que estavam no forte, portanto, atearam fogo à madeira que tinha sido colhida, e o fogo, virando em direção dos turcos, cremou alguns deles. mas o Senhor livrou nosso povo do fogo naquele momento. No entanto, os turcos pegaram-nos vivos e dividiram-nos, assim como haviam feito aos outros, e os espalharam por todas estas regiões, alguns para Chorosan e outros para a Pérsia. Isso tudo aconteceu no mês de outubro. O Imperador, ao ouvir que os turcos tinham dispersado nosso povo desta maneira, ficou extremamente feliz, mandou buscá-los e os fez cruzar o Estreito. E depois de o terem atravessado, comprou todas as suas armas. Relato dos principais exércitos cruzados Logo eles [N.R.: os excércitos francos que partiram da Gália] deixaram suas casas na Gália e, em seguida formaram três grupos. Um grupo de Francos, a saber, Pedro, o Eremita, o Duque Godofredo, seu irmão Balduíno, e Balduíno, Conde do Monte entraram na região da Hungria. Estes poderosíssimos cavaleiros, e muitos outros que desconheço, foram pelo caminho que Carlos Magno, o milagroso rei da França, há muito tempo havia percorrido, até Constantinopla. ... O segundo grupo ‒ a saber: Raimundo, Conde de São Gilles e o bispo de Puy ‒ entraram na região da Eslavônia. Godofredo de Bouillon A terceira divisão, contudo, passou pela antiga estrada de Roma. Nesta se encontravam estavam Boemundo, Ricardo dos Principados, Roberto Conde de Flandres, Roberto o Normando, Hugo o Grande, Everardo de Puiset, Achard de Montmerle, Ysooard de Mousson, e muitos outros. Em seguida foram para os portos de Brindisi, ou Bari, ou Otranto. Então Hugo o Grande e Guilherme, filho de Marchisus, foram para o mar no porto de Bari e, atravessando o estreito, chegaram a Durazzo. Mas o governador do lugar, com coração cheio de más intenções, imediatamente levou estes renomadíssimos homens para o cativeiro tão logo soube que tinham desembarcado ali, e ordenou que fossem cuidadosamente conduzidos ao Imperador em Constantinopla, onde deveriam prestar vassalagem a ele. Como Boemundo de Taranto se fez cruzado Supõe-se que o autor da “Gesta Dei per Francos” foi um clérigo, muito próximo, ou a serviço de Boemundo de Taranto, um dos heróis da I Cruzada. A grande quantidade de pormenores a respeito deste chefe cruzado fundamenta essa suposição. Mas Boemundo, poderoso na batalha, que estava envolvido no cerco de Amalfi no mar de Salerno, soube que uma hoste incontável de Cristãos de Francos havia chegado para ir ao Sepulcro do Senhor, e que estavam preparados para dar batalha contra a horda pagã. Começou então a investigar de perto que armas de combate essas pessoas portavam, e que sinal de Cristo carregavam no caminho, ou que brado de guerra davam. Em ordem, foram-lhe dadas as seguintes respostas: ‒ “Eles carregam armas adequadas para a batalha. ‒ no ombro direito, ou entre ambos os ombros, usam eles a Cruz de Cristo. ‒ o brado, “Deus o quer!, Deus o quer!, Deus o quer!” bradam eles, em verdade, a uma só voz”. Movido diretamente pelo Espírito Santo, ordenou que a mais preciosa capa que trazia consigo fosse cortada em pedaços, e logo fez com que dela se fizessem cruzes. Então, a maioria dos cavaleiros engajados naquele cerco correu ansiosamente até ele, de maneira que o Conde Rogério permaneceu praticamente sozinho. Retornando à sua terra de origem, o Senhor Boemundo diligentemente se preparou para empreender, com seriedade, a viagem ao Santo Sepulcro. Finalmente, cruzou ele o mar com seu exército. Com ele estavam Tancredo, filho de Marchisus, Ricardo de Principati e Rainulfo seu irmão, Roberto de Anse, Herman de Cannae, Roberto do Vale Surda, Roberto, filho de Tostanus, Hunfredo, filho de Raoul, Ricardo, filho do Conde Rainulfo, o Conde de Roscignolo com seus irmãos, Boellus de Chartres, Albered de Cagnano e Hunfredo do Monte Seaglioso. Todos estes cruzaram o mar para prestarem serviço a Boemundo e desembarcaram na região da Bulgária, onde encontraram uma grande abundância de cereais, vinho e alimentos. Daí descendo para o vale do Andronópoli, eles esperaram até que todos também tivessem cruzado o mar. Em seguida, o sábio Boemundo convocou um conselho com seu povo, confortando e admoestando a todos (com estas palavras): Taranto, Castello Aragonese ‒ “Senhores, ouvi vós todos, porque somos peregrinos de Deus. Devemos, portanto, ser melhores e mais humildes que antes. Não saqueiem esta terra, uma vez que ela pertence aos Cristãos, e que ninguém, sob pena de ferir-se, tome mais do que necessita para comer”. Partindo dali, caminhamos com grande abundância, de vila a vila, cidade a cidade, fortaleza a fortaleza, até chegarmos a Castoria. Lá comemoramos solenemente o Natal do Senhor. Ficamos lá por vários dias e procuramos um mercado, mas as pessoas não estavam dispostas a nô-lo conceder porque temiam-nos muito, pensando que não viemos como peregrinos, mas para devastar sua terra e matá-los. Por isso, tomamos seu gado, cavalos, jumentos, e tudo que encontramos. Deixando Castoria, entramos em Pelagonia, onde havia uma certa cidade de hereges fortificada. Atacamo-la por todos os lados, e ela logo cedeu à nossa influência. Então, ateamos fogo nela e queimamos o campo com seus habitantes, isto é, a congregação dos hereges. Mais tarde, chegamos ao rio Vardar. E então o Senhor Boemundo atravessou com seu povo, mas não com todos, pois o Conde de Roscignolo com seus irmãos ficaram para trás. Nisso, um exército do Imperador veio e atacou o Conde com seus irmãos e todos que estavam com eles. Tancredo, ouvindo isso, voltou e, arremessando-se para o rio nadou ao encalço dos outros, e dois mil foram para o rio seguindo Tancredo. Finalmente, caíram eles sobre os Turcopolos e Patzinaks, lutando com nossos homens. Eles (Tancredo e seus homens) atacaram o inimigo repentina e corajosamente e os venceram gloriosamente. Tomaram a vários deles e levaram-nos, atados, na presença de Boemundo, que falou para eles da seguinte forma: ‒ “Homens miseráveis, por que motivo matais o povo de Cristo e meu? Não tenho nenhuma desavença com seu Imperador”. Eles responderam: “Não podemos fazer o contrário, estamos a serviço do Imperador, e o que ele ordena devemos cumprir”. Boemundo lhes permitiu partir impunes. Esta batalha foi travada no quarto dia da semana, que é o início do jejum. Por tudo seja bendito o Senhor! Amém. Taranto, Castello Aragonese O infeliz Imperador enviou um dos seus homens, a quem ele muito amava, e a quem chamam Corpalatius, juntamente com nossos enviados, para nos conduzir em segurança através de sua terra até que chegássemos a Constantinopla. E, enquanto fazíamos uma pausa diante de suas cidades, mandou que os habitantes nos oferecessem víveres, assim também como fizerem os de quem temos falado. Na verdade, tinham eles um tão grande temor pelo mais valente exército do Senhor Boemundo, que não permitiram que nenhum de nós entrasse nas muralhas da cidade. Nossos homens queriam atacar e tomar uma determinada cidade fortificada porque estava cheia de todos os tipos de produtos. Mas o renomado Boemundo recusou-se a dar permissão, não só por justiça para com a terra, mas também por causa de seu juramento ao Imperador. Portanto, ao saber das notícias, ficou enormemente irritado com Tancredo e todo o resto. Isso aconteceu ao entardecer. Quando amanheceu, os moradores da cidade saíram e, em procissão, carregando cruzes em suas mãos, puseram-se na presença de Boemundo. Satisfeito, ele os recebeu, e com alegria deixou-os partir. Em seguida, chegamos a uma certa cidade chamada Serrhae, onde montamos nossas tendas e tivemos provisões suficientes para aquele momento. Lá o culto Boemundo fez um acordo muito amistoso com dois Corpalatii e, em respeito por sua amizade, bem como por justiça para com a terra, ordenou que todos os animais que tinham sido roubados por nossos homens fossem devolvidos. Corpalatius prometeu a ele que enviaria mensageiros para, em ordem, devolver os animais a seus proprietários. Então, continuamos de castelo em castelo e de vila a vila até a cidade de Rusa. O povo dos Gregos saiu, trazendo-nos muitas provisões, e foi alegremente ao encontro do Senhor Boemundo. Lá, instalamos tendas, no quarto dia da semana antes da festa do Senhor. Lá também, o douto Boemundo deixou todo o seu exército e avançou para falar com o Imperador em Constantinopla. Deu ele ordens a seus vassalos, dizendo: ‒ “Aproximem-se da cidade gradualmente. Eu, porém, continuarei à frente”. E ele levou consigo alguns à frente do exército de Cristo e, vendo os peregrinos comprando comida, disse a si mesmo que sairia da estrada e conduziria o seu povo onde viveriam feliz. Finalmente, entrou ele em um certo vale cheio de bens de todos os tipos que são alimento adequado para o corpo, e nele celebramos a Páscoa com muitíssima devoção. Godofredo de Bouillon e a perfídia do imperador de Constantinopla Godofredo de Bouillon, vitral da abacial Saint-Denis, Paris O Duque Godofredo foi o primeiro de todos os senhores a vir a Constantinopla com um grande exército. Chegou ele dois dias antes da Natividade de Nosso Senhor e acampou fora da cidade, até que o iníquo Imperador ordenou que ele fosse hospedado em um subúrbio da cidade. E quando o Duque estava assim instalado, todo dia enviava seus escudeiros para, sob juramento, buscar feno e outras provisões para os cavalos. Quando agora eles planejavam ir aonde quisessem, sob a força de seu juramento, o pérfido Imperador colocou-os sob vigilância e deu ordem a seus Turcopolos e Patzinaks de atacá-los e matá-los. Então, quando Balduíno, irmão do Duque, soube disso, colocou-se em uma emboscada e, em seguida, descobriu-os matando seu povo. Ele os atacou com grande raiva e, com a ajuda de Deus, os derrotou. Capturando sessenta deles, matou alguns e entregou o restante ao Duque, seu irmão. Quando o imperador soube disso, ficou extremamente zangado. Então o Duque, vendo que o Imperador ficou furioso, partiu com seus homens para fora e acampou fora da cidade. Além disso, ao entardecer, o Imperador ordenou que suas forças atacassem o Duque e o povo de Cristo. O invicto Duque e os cavaleiros de Cristo perseguiram-nos, mataram sete deles, e afugentaram o resto até as portas da cidade. O Duque, retornando às suas tendas, permaneceu lá por cinco dias, até que tivesse chegado a um acordo com o Imperador. O Imperador disse-lhe para cruzar o Estreito de São Jorge, e prometeu que teria todo o tipo de víveres lá, assim como em Constantinopla, e de distribuir esmolas aos pobres com as quais eles pudessem viver. Boemundo e os artifícios traiçoeiros do imperador grego Quando o Imperador soube que o honradíssimo Boemundo tinha vindo até ele, ordenou que este fosse recebido com honras e cuidadosamente instalado fora da cidade. Quando ele tinha sido assim instalado, o ímpio imperador mandou buscá-lo para que fosse falar com ele em segredo. Com a mesma finalidade, vieram o Duque Godofredo com seu irmão, e finalmente o Conde de St. Gilles aproximou-se da cidade. Então, o Imperador, em ansiosa e ardente fúria, estava excogitando algum modo pelo qual pudessem, habil e fraudulentamente, conquistar esses Cavaleiros de Cristo. Mas a Graça Divina, revelando (seus planos), fez com que nem ele nem seus homens achassem tempo ou lugar para lhes fazer mal. Por fim, todos os líderes nobres que estavam em Constantinopla se reuniram. Temendo que fossem privados de seu país, eles decidiram em seus conselhos e cálculos engenhosos, que nossos duques, condes, ou todos os líderes deveriam prestar um juramento de fidelidade ao Imperador. Estes absolutamente recusaram e disseram: “É-nos realmente indigno e, além disso, parece-nos injusto prestar um juramento a ele.” Por ventura nós seremos ainda muitas vezes enganados por nossos líderes. No final, o que deveriam eles fazer? Eles dizem que por força da necessidade humilharam-se, quisessem ou não, à vontade do injustíssimo Imperador. Contudo, ao poderosíssimo Boemundo, a quem ele temia enormemente porque em tempos passados (Boemundo) muitas vezes o tinha expulsado do campo com o seu exército, o Imperador disse que, se ele, de bom grado prestasse-lhe juramento, dar-lhe-ia, em troca, terras na extensão de quinze dias de viagem até Antioquia, por oito de largura. E ele (o imperador) jurou-lhe de tal modo que, se ele observasse fielmente o juramento, nunca ultrapassaria sua própria terra. Por que razão cavaleiros tão corajosos e tão fortes fizeram isso? Porque eles foram constrangidos por muita necessidade. O Imperador também fez a todos os nossos homens uma promessa de segurança. Do mesmo modo, fez ele o juramento de que ele, juntamente com seu exército, viria conosco, por terra e por mar. que fielmente nos forneceria provisões por terra e mar, e que ele diligentemente repararia nossos prejuízos. além disso, que ele não queria e nem permitiria que qualquer um dos nossos peregrinos fosse perturbado ou molestado a caminho do Santo Sepulcro. Raimundo de Toulouse: as intrigas do imperador Alexio I Comneno ameaçam a unidade da Cruzada Alexios Komnenos O Conde de St. Gilles, no entanto, foi instalado fora da cidade em um subúrbio de Constantinopla. Assim, o Imperador ordenou ao Conde que prestasse homenagem e juramento de fidelidade a ele, como os outros haviam feito. E enquanto o Imperador fazia essas demandas, o Conde meditava como ele poderia vingar-se do exército do Imperador. Mas o Duque Godofredo e Roberto, Conde de Flandres, e os outros príncipes disseram a ele que seria injusto lutar contra os Cristãos. O sábio Boemundo também disse que se o Conde fizesse qualquer injustiça ao Imperador, e se recusasse a prestar-lhe juramento de fidelidade, ele próprio tomaria o partido do Imperador. Assim, o Conde, depois de receber os conselhos de seus homens, jurou que não consentiria em ter a vida e a honra de Aleixo maculada, quer fosse por ele próprio ou por qualquer outra pessoa. Quando ele foi chamado para fazer o juramento, respondeu que não faria isso ainda que com risco de sua própria cabeça. Em seguida o exército do Senhor Boemundo aproximou-se de Constantinopla. Tancredo, de fato, e Ricardo de Principati, e quase a totalidade da força de Boemundo com ele, atravessou furtivamente o Estreito, para evitar o juramento ao Imperador. E agora o exército do Conde de St. Gilles aproximou-se de Constantinopla. O Conde permaneceu lá com seu próprio grupo. Portanto, o ilustre Boemundo ficou para trás com o Imperador, a fim de planejarem como arranjar provisões para as pessoas que estavam do outro lado da cidade de Nicéia. A vitória de Nicéia E assim o Duque Godofredo foi primeiro a Nicomédia, juntamente com Tancredo e todo o resto, e lá estiveram por três dias. O Duque, na verdade, vendo que não havia estrada aberta pela qual ele poderia conduzir seu exército para a cidade de Nicéia, pois um exército tão numeroso não poderia passar pelo caminho por onde os outros haviam passado antes, enviou à frente três mil homens com machados e espadas para cortar e abrir esta estrada, para que ficasse aberta até a cidade de Nicéia. Eles cortaram essa estrada por uma montanha muito grande e estreita, e fixaram cruzes de ferro e madeira ao longo do caminho para que os peregrinos identificassem o caminho. Enquanto isso, chegamos a Nicéia, que é a capital de toda a Romenia, no quarto dia, um dia antes da Nona de Maio, e lá acamparam. No entanto, antes da chegada de Boemundo, tal era a escassez de pão entre nós que um pão era vendido por vinte ou trinta denários. Depois da chegada do ilustre Boemundo, este ordenou que o maior número de provisões possível fosse trazido por mar, que chegaram por duas vias ao mesmo tempo, por terra e por mar, e houve a maior abundância em todo o exército de Cristo . Além disso, no dia da Ascensão do Senhor, começamos o ataque à cidade por todos os lados, e a construção de máquinas de madeira e torres de madeira, com os quais pudéssemos destruir as torres nas muralhas. Atacamos a cidade com tanta coragem e ferocidade que chegamos a arruinar sua própria muralha. Os turcos que estavam na cidade, horda de bárbaros que eram, enviaram mensagens para outros que tinham vindo dar-lhes auxílio. Eis o que dizia a mensagem: que eles poderiam aproximar-se da cidade com coragem e seguros, e entrar pela porta do meio, pois desse lado ninguém iria se opor a eles ou molestá-los. Este portão foi cercado naquele mesmo dia ‒ o sábado depois da Ascensão do Senhor ‒ pelo Conde de St. Gilles e pelo Bispo de Puy. O Conde, aproximando-se por outro lado, foi protegido por poder divino, e com seu poderosíssimo exército se glorificava por sua força terrestre. E assim ele encontrou os Turcos vindo aqui contra nós. Armados de todos os lados com o sinal da cruz, ele correu em cima deles violentamente e venceu-os. Eles puseram-se em fuga e a maioria deles foram mortos. Novamente eles voltaram, reforçados por outros, alegres e exultantes, seguros do (resultado) da batalha, e trazendo consigo as cordas com as quais nos levariam atados até Chorosan. Além disso, alegres começaram a descer a crista da montanha, a uma curta distância. Todos que desceram lá ficaram com suas cabeças cortadas nas mãos de nossos homens. além disso, nossos homens lançavam as cabeças dos mortos longe para dentro da cidade, para que eles (os turcos) pudessem se aterrorizar com isso. Em seguida, o Conde de St. Gilles e o Bispo de Puy reuniram-se em conselho a respeito de como eles poderiam ter danificado uma certa torre que estava em frente a suas tendas. Foram designados homens para fazer a escavação, com besteiros [relat. besta] e arqueiros para defendê-los de todos os lados. Então, eles cavaram até as fundações da muralha e assentaram vigas de madeira sob ela, e em seguida atearam fogo a ela. No entanto, a noite tinha chegado, a torre já tinha caído no meio da noite, e porque era noite não poderiam lutar com o inimigo. Com efeito, durante a noite os turcos apressadamente construíram e restauraram tão solidamente a muralha, que quando amanheceu ninguém poderia molestá-los daquele lado. Agora, o Conde da Normandia veio, o Conde Estêvão e muitos outros, e, finalmente, Roger de Barneville. Por fim, Boemundo, bem na frente do exército, sitiou a cidade. Ao seu lado estava Tancredo, depois dele o Duque Godofredo, o Conde de St. Gilles, perto de quem estava o Bispo de Puy. De tal maneira foi sitiada por terra que ninguém se atrevia a entrar ou sair. Lá todas as nossas forças foram reunidas em um só corpo, e quem poderia ter contado um tão grande exército de Cristo? Penso que ninguém jamais viu ou verá cavaleiros tão distintos! No entanto, havia um grande lago de um lado da cidade, no qual os Turcos enviavam seus navios para trazerem forragem, madeira, e muitas outras coisas. Então nossos líderes reuniram-se em conselho e enviaram mensageiros a Constantinopla para pedir ao Imperador que mandasse navios para Civitote, onde há um forte, e que ele devia mandar trazer bois para arrastar os navios pelas montanhas e pelos bosques, até que se aproximassem do lago. Isso foi feito imediatamente, e ele enviou seus Turcopolos com eles. Turcopolo Eles não quiseram colocar os barcos no lago no mesmo dia em que eles foram trazidos, mas sob o manto da noite eles lançaram-nos no lago. (Os barcos foram) enchidos com Turcopolos bem enfeitados com armas. Além disso, nos primeiros albores da manhã, os navios colocaram-se em boa ordem e apressaram-se através do lago contra a cidade. Os turcos maravilharam-se ao vê-los, sem saber se eram tripulados por seus próprios exércitos ou pelo do Imperador. No entanto, quando reconheceram que era o exército do Imperador, ficaram amedrontados até a morte, chorando e lamentando, e os Francos se alegraram e deram glória a Deus. Os turcos, além disso, vendo que não poderiam ter nenhum outro auxílio de seus exércitos, enviaram uma mensagem ao Imperador, de que estariam dispostos a entregar a cidade, se lhes permitissem ir embora com suas esposas e filhos e todos os seus bens. Então o Imperador, cheio de vaidade e maus pensamentos, mandou que eles partissem impunes, sem nenhum medo, e que fossem levados até ele em Constantinopla, com grande certeza (de segurança). Destes cuidava ele zelosamente, de modo que os tinha preparado contra qualquer dano ou obstáculo da parte dos Francos. Estávamos empenhados naquele cerco há sete semanas e três dias. Muitos dos nossos homens lá receberam o martírio, e, contentes e jubilosos, entregaram suas almas felizes a Deus. Muitos dos muito pobres morreram de fome pelo Nome de Cristo, e estes levaram triunfalmente para o Céu suas vestes do martírio clamando em uma voz, “Vingai, Senhor, nosso sangue que foi derramado por Vós, que sois bendito e digno de louvor por todo o sempre. Amém”. Enquanto isso, após a cidade ter-se rendido e os turcos conduzidos a Constantinopla, o Imperador cada vez mais alegre porque a cidade tinha sido entregue ao seu poder, ordenou que uma enorme distribuição de esmolas fosse feita aos nossos pobres. A Batalha de Doriléia Nosso Senhor Jesus Cristo à testa dos Cruzados No terceiro dia, os Turcos fizeram um assalto violento a Boemundo e seus companheiros. Os Turcos começaram a gritar, a uivar e chorar em voz alta incessantemente, fazendo um som infernal, não sei como, na sua própria língua. Quando o sábio Boemundo viu de longe os inúmeros Turcos gritando e chorando num som diabólico, imediatamente ordenou que todos os cavaleiros desmontassem e armassem prontamente as tendas. Antes das tendas serem levantadas, falou a todos os soldados: ‒ “Meus senhores e os mais fortes dos soldados de Cristo! Uma difícil batalha está se formando em torno de nós. Que todos avancem contra eles, corajosamente, e que a infantaria monte as tendas com cuidado e rapidez“. Quando tudo isso tinha se passado, os turcos já haviam nos cercado por todos os lados. Eles nos atacaram, cortando, jogando e atirando flechas por toda parte, de uma forma estranha. Embora mal pudéssemos contê-los, ou até mesmo suportar o peso de um tal exército, no entanto, todos nós conseguimos manter nossas fileiras. O Beato Adhermar, bispo de Puy (de mitra-elmo) decidiu a batalha em favor dos Cruzados Nossas mulheres foram uma grande bênção para nós naquele dia, pois carregaram água para nossos combatentes e confortaram os lutadores e defensores. O sábio Boemundo imediatamente ordenou que os outros, ou seja, o Conde de Saint Gilles, o Duque Godofredo, Hugo de França, o bispo de Le Puy, e todo o resto dos soldados de Cristo se apressassem e marchassem rapidamente para o campo de batalha. Ele disse: “Se eles querem lutar hoje, quem venham com força total”. O forte e corajoso Duque Godofredo e Hugo de França adiantaram-se com seus exércitos. O Bispo de Le Puy seguiu com suas tropas, e o Conde de Saint Gilles veio em seguida, com um grande exército. Nosso povo estava muito curioso [para saber] de onde uma tal multidão de Turcos, Árabes, Sarracenos, e outros cujos nomes ignoro, tinha vindo. Com efeito, esta raça excomungada enchia todas as montanhas, montes, vales e planícies por todos os lados, tanto dentro como fora do campo de batalha. A primeira batalha em que Francos e Turcos se enfrentaram para valer Tivemos uma conversa secreta e, depois de louvarmos a Deus e de termos nos aconselhado, dissemos: “Unamo-nos todos na Fé de Cristo e na vitória da Santa Cruz, pois, se Deus quiser, hoje todos nos tornaremos ricos”. Nossas forças puseram-se em uma contínua linha de batalha. À esquerda havia Boemundo, Roberto o Normando, o prudente Tancredo, Roberto de Ansa, e Ricardo do Principado. O Bispo de Le Puy aproximou-se por uma outra montanha e, assim os turcos infiéis ficaram cercados por todos os lados. [nota: o Beato bispo Ademar de Le Puy tinha, em outras palavras, conduzido um grupo de cavaleiros franceses do sul através das montanhas, ao redor e atrás das linhas turcas. O aparecimento súbito no campo do Bispo e seus cavaleiros, que vieram por trás dos flancos turcos, pôs os Turcos em pânico e garantiu a vitória aos cruzados.] Em Doriléia, os turcos perderam a invencibilidade Raimundo de Saint Gilles também lutou no lado esquerdo. À direita estavam o Duque Godofredo, o Conde de Flandres (um valentíssimo cavaleiro) e Hugo de França, juntamente com muitos outros cujos nomes desconheço. Logo que nossos cavaleiros chegaram, os Turcos, Árabes, Sarracenos, Angulanos, e todos as tribos bárbaras rapidamente fugiram pelos atalhos das montanhas e planícies. Os Turcos, Persas, Paulicianos, Sarracenos, Angulanos e outros pagãos eram 360.000, além dos Árabes, cujos números só Deus conhece. Com velocidade extraordinária, fugiram para suas tendas, mas não puderam permanecer lá por muito tempo. Mais uma vez fugiram e nós os seguimos, matando-os um dia inteiro. Levamos muitos despojos: ouro, prata, cavalos, burros, camelos, carneiros, gado, e muitas outras coisas que não conhecemos. Se o Senhor não estivesse conosco na batalha e não tivesse nos enviado um outro exército repentinamente, nenhum dos nossos homens teria escapado, pois a batalha durou da terceira até a hora nona. Mas Deus Todo Poderoso é misericordioso e bondoso. Ele não permitiu que Suas tropas perecessem, nem quis Ele entregá-las nas mãos do inimigo. antes, Ele prontamente enviou-nos ajuda. Dois dos nossos honrados cavaleiros foram mortos, a saber, Godofredo de Monte Scaglioso e Guilherme, o filho do Marquês e irmão de Tancredo. Alguns outros cavaleiros e soldados de infantaria, cujos nomes não sei, também foram mortos. Quem será suficientemente sábio e instruído para se atrever a descrever a prudência, coragem e bravura dos Turcos? Na batalha de Doriléia a Cruz significou o fim da hegemonia da Meia Lua islâmica Eles acreditavam que poderiam aterrorizar a raça dos Francos, ameaçando-os com suas flechas, como tinham aterrorizado os Árabes, Sarracenos, Armênios, Sírios e Gregos. Mas, queira Deus, eles nunca serão tão poderosos como nossos homens. Na verdade, os turcos dizem que são aparentados aos Francos e que nenhum homem deveria, por natureza, ser cavaleiro, a não ser os Francos e eles próprios [os turcos]. Falo a verdade, que ninguém pode negar. Que se tivessem sido sempre firmes na Fé de Cristo e do Cristianismo, se tivessem querido confessar a Deus Trino, e se tivessem honestamente acreditado, de boa fé, que o Filho de Deus nasceu da Virgem, que Ele sofreu e ressuscitou dos mortos e subiu ao Céu na presença dos Seus discípulos, que Ele enviou o conforto perfeito do Espírito Santo, e que Ele reina no Céu e na terra. se eles tivessem acreditado em tudo isso, teria sido impossível encontrar um povo mais poderoso, mais corajoso, ou mais hábil na arte da guerra. Pela graça de Deus, no entanto, nós os derrotamos. A batalha ocorreu no dia primeiro de Julho. Fonte: Traduzido por James Brundage, As Cruzadas: uma História- Documentário (Milwaukee, WI: Marquette University Press, 1962), 49-51. Nota sobre direitos autorais: O Professor Brundage informou a Medieval Sourcebook que a copyright não foi renovada neste trabalho. Além disso, ele deu permissão para uso de suas traduções. Em Antioquia, nas vésperas do Natal de 1098 Antioquia Os Cruzados sitiaram a imensa cidade de Antioquia a caminho de Jerusalém. Instalaram-se em volta da cidade e logo começaram a sofrer falta de alimentos. Exércitos turcos ainda viriam a atacá-los sitiá-los em acontecimentos dos mais dramáticos da I Cruzada. Aconteceu em Antioquia que os grãos e os alimentos começaram a ser excessivamente caros antes da Natividade do Senhor. Não nos atrevemos a ir para fora. não poderíamos encontrar absolutamente nada para comer dentro da terra dos Cristãos, e ninguém se atrevia a entrar na terra dos Sarracenos sem um grande exército. Na última convocação de uma assembléia, os senhores decidiram como eles poderiam cuidar de tantas pessoas. Concluíram eles no conselho que uma parte da nossa força deveria sair diligentemente para arrecadar alimentos e guardar o Exército em toda parte, enquanto a outra parte deveria permanecer fiel na vigia do inimigo. Finalmente, Boemundo disse, “Senhores e ilustríssimos cavaleiros, se assim o desejarem, e se parecer digno e bom para Vós, serei eu que partirei com o Conde de Flandres, nesta busca”. Assim, quando as festividades da Natividade haviam sido gloriosissimamente celebradas na segunda-feira, segundo dia da semana, eles e mais de vinte mil cavaleiros e soldados de infantaria partiram e entraram na terra dos Sarracenos, seguros e ilesos. Vista desde as muralhas de Antioquia Foram reunidos, de fato, muitos Turcos, Árabes e Sarracenos de Jerusalém, Damasco, Aleppo, e de outras regiões, que estavam a caminho para reforçar Antioquia. Então, quando souberam que um exército Cristão estava sendo levado para sua terra, prepararam-se para a batalha contra os Cristãos, e logo ao amanhecer chegaram ao local onde nosso povo estava reunido. Os bárbaros se dividiram e formaram duas linhas de batalha, uma na frente e uma atrás, procurando cercar-nos de todos os lados. O digno Conde de Flandres, portanto, cingido por todos os lados com a armadura da Fé verdadeira e o sinal da cruz, que ele usava fielmente todos os dias, foi de encontro a eles, juntamente com Boemundo, e nossos homens precipitaram-se todos juntos sobre eles. Boemundo de Tarento entra em Antioquia, junho 1098 Eles imediatamente puseram-se em fuga e às pressas deram as costas. muitos deles foram mortos, e nossos homens levaram seus cavalos e outros despojos. Mas outros, que tinham permanecido vivos, fugiram rapidamente e partiram para a ira da perdição. Nós, porém, voltando com grande alegria, louvamos a Deus e glorificamos a Deus Trino em Um, que vive e reina agora e para sempre, amém. Finalmente, os turcos, na cidade de Antioquia, inimigos de Deus e do Cristianismo Santo, crendo que o Senhor Boemundo e o Conde de Flandres não estavam no cerco, saíram da cidade e ousadamente avançaram para dar batalha contra nós. Sabendo que os cavaleiros mais valentes estavam fora, eles armaram emboscada para nós em todos os lugares, sobretudo daquele lado onde o cerco estava se estendendo. Uma quarta-feira descobriram que podiam resistir e nos atacar. Os mais iníquos bárbaros sairam cautelosamente e, caindo violentamente em cima de nós, mataram muitos dos nossos cavaleiros e soldados que estavam fora de sua guarda. Até mesmo o Bispo de Puy, nesse dia amargo, perdeu seu senescal, que estava portando seu estandarte. Não fosse um córrego que nos separava, eles teriam nos atacado mais vezes e causado grande dano ao nosso povo. Muralhas de Antioquia Nessa altura, o célebre Boemundo, avançando com seu exército da terra dos Sarracenos, chegou à montanha de Tancredo, desejando saber se por acaso encontraria qualquer coisa para levar consigo, porque eles estavam saqueando toda a região. Alguns, na verdade, encontraram algo, mas outros foram embora de mãos vazias. Então o sábio Boemundo, censurou-lhes, dizendo: ‒ “Oh, povo infeliz e miserável! Oh, o mais vil de todos os Cristãos! Por que quereis ir embora tão rapidamente? Apenas parai, parai até que estejamos todos reunidos, e não vagueis como ovelhas sem pastor. Além disso, se o inimigo encontrá-los vagando, matar-vos-ão, pois eles estão vigiando noite e dia para encontrá-los sozinhos, ou errando em grupos sem um líder, e eles empenham-se diariamente para matá-los e levá-los cativos”. Quando concluiu suas palavras, ele voltou para seu acampamento com seus homens, mais de mãos vazias que cheias. Os sofrimentos dos Cruzados em Antioquia Aconteceu em Antioquia que os grãos e os alimentos começaram a ser excessivamente caros antes da Natividade do Senhor. Não nos atrevemos a ir para fora. não poderíamos encontrar absolutamente nada para comer dentro da terra dos Cristãos, e ninguém se atrevia a entrar na terra dos Sarracenos sem um grande exército. Na última convocação de uma assembléia, os senhores decidiram como eles poderiam cuidar de tantas pessoas. Concluíram eles no conselho que uma parte da nossa força deveria sair diligentemente para arrecadar alimentos e guardar o Exército em toda parte, enquanto a outra parte deveria permanecer fiel na vigia do inimigo. Finalmente, Boemundo disse, “Senhores e ilustríssimos cavaleiros, se assim o desejarem, e se parecer digno e bom para Vós, serei eu que partirei com o Conde de Flandres, nesta busca”. Assim, quando as festividades da Natividade haviam sido gloriosissimamente celebradas na segunda-feira, segundo dia da semana, eles e mais de vinte mil cavaleiros e soldados de infantaria partiram e entraram na terra dos Sarracenos, seguros e ilesos. Foram reunidos, de fato, muitos Turcos, Árabes e Sarracenos de Jerusalém, Damasco, Aleppo, e de outras regiões, que estavam a caminho para reforçar Antioquia. Então, quando souberam que um exército Cristão estava sendo levado para sua terra, prepararam-se para a batalha contra os Cristãos, e logo ao amanhecer chegaram ao local onde nosso povo estava reunido. Os bárbaros se dividiram e formaram duas linhas de batalha, uma na frente e uma atrás, procurando cercar-nos de todos os lados. O digno Conde de Flandres, portanto, cingido por todos os lados com a armadura da Fé verdadeira e o sinal da cruz, que ele usava fielmente todos os dias, foi de encontro a eles, juntamente com Boemundo, e nossos homens precipitaram-se todos juntos sobre eles. Eles imediatamente puseram-se em fuga e às pressas deram as costas. muitos deles foram mortos, e nossos homens levaram seus cavalos e outros despojos. Mas outros, que tinham permanecido vivos, fugiram rapidamente e partiram para a ira da perdição. Nós, porém, voltando com grande alegria, louvamos a Deus e glorificamos a Deus Trino em Um, que vive e reina agora e para sempre, amém. Finalmente, os turcos, na cidade de Antioquia, inimigos de Deus e do Cristianismo Santo, crendo que o Senhor Boemundo e o Conde de Flandres não estavam no cerco, saíram da cidade e ousadamente avançaram para dar batalha contra nós. Sabendo que os cavaleiros mais valentes estavam fora, eles armaram emboscada para nós em todos os lugares, sobretudo daquele lado onde o cerco estava se estendendo. Uma quarta-feira descobriram que podiam resistir e nos atacar. Os mais iníquos bárbaros sairam cautelosamente e, caindo violentamente em cima de nós, mataram muitos dos nossos cavaleiros e soldados que estavam fora de sua guarda. Até mesmo o Bispo de Puy, nesse dia amargo, perdeu seu senescal, que estava portando seu estandarte. Não fosse um córrego que nos separava, eles teriam nos atacado mais vezes e causado grande dano ao nosso povo. Nessa altura, o célebre Boemundo, avançando com seu exército da terra dos Sarracenos, chegou à montanha de Tancredo, desejando saber se por acaso encontraria qualquer coisa para levar consigo, porque eles estavam saqueando toda a região. Alguns, na verdade, encontraram algo, mas outros foram embora de mãos vazias. Então o sábio Boemundo, censurou-lhes, dizendo: ‒ “Oh, povo infeliz e miserável! Oh, o mais vil de todos os Cristãos! Por que quereis ir embora tão rapidamente? Apenas parai, parai até que estejamos todos reunidos, e não vagueis como ovelhas sem pastor. Além disso, se o inimigo encontrá-los vagando, matar-vos-ão, pois eles estão vigiando noite e dia para encontrá-los sozinhos, ou errando em grupos sem um líder, e eles empenham-se diariamente para matá-los e levá-los cativos”. Quando concluiu suas palavras, ele voltou para seu acampamento com seus homens, mais de mãos vazias que cheias. Conquista de Antioquia Não posso enumerar todas as coisas que fizemos antes da cidade ser tomada, porque não há absolutamente ninguém nestas regiões, quer seja clérigo ou leigo, que possa escrever ou relatar como as coisas aconteceram. Entretanto, vou dizer um pouco. Havia um certo Emir da raça dos Turcos, cujo nome era Pirus [Firuz], que tornou-se grande amigo de Boemundo. Através de um intercâmbio de mensageiros, Boemundo muitas vezes pressionava este homem para recebê-lo dentro da cidade da forma mais amistosa possível e, depois de prometer a ele o Cristianismo mais abertamente, mandou dizer que o faria rico, com muitas honras. Pirus rendeu-se a essas palavras e promessas, dizendo: “Guardo três torres, e prometo entregá-las gratuitamente a ele, e a qualquer hora que ele deseje eu o receberei dentro delas”. Assim, Boemundo estava seguro de que entraria na cidade, e, encantado, com mente serena e semblante alegre, dirigiu-se a todos os líderes, com palavras alegres, tais como: ‒ “Homens, ilustríssimos cavaleiros, vêde como todos nós, em maior ou menor grau, estamos em extrema pobreza e miséria, e como ignoramos totalmente de que lado nos sairemos melhor. Portanto, se vos parecer bom e honroso, que um de nós se coloque à frente do resto, e se ele puder obter ou planejar (a captura) da cidade por qualquer plano ou esquema, por si ou com a ajuda de outros, vamos a uma só voz conceder-lhe a cidade de presente”. Eles terminantemente recusaram e repeliram (a sugestão), dizendo: “Esta cidade não deve ser dada a ninguém, mas vamos possuí-la equitativamente, já que tivemos esforço igual, então tenhamos recompensa idêntica com ela”. Boemundo, ao ouvir estas palavras, riu um pouco para si mesmo e retirou-se imediatamente. Não muito tempo depois ouvimos mensagens relativas (à aproximação de) um exército de inimigos nossos: Turcos, Publicanos, Agulanos, Azimitas, e muitas outras nações gentias que não sei como enumerar ou nomear. Imediatamente todos os nossos chefes se reuniram, e realizaram um conselho, dizendo: ‒ “Se Boemundo pode tomar a cidade, por si próprio ou com a ajuda de outros, vamos dá-la a ele livremente e com o assentimento de todos, com a condição de que se o Imperador vier em nosso auxílio e desejar executar todo o acordo, como jurou e prometeu, vamos, por direito, devolvê-la a ele. Mas se ele não fizer isso, que Boemundo a mantenha sob seu poder”. Imediatamente, portanto, Boemundo começou humildemente a suplicar a seu amigo, diariamente, oferecendo, do modo mais humilde, as maiores e mais doces promessas desta forma: ‒ “Vede, verdadeiramente temos agora um momento adequado para realizar todo o bem que desejamos. portanto, agora, Pirus, meu amigo, ajude-me”. Enormemente satisfeito com a mensagem, replicou que o ajudaria de todas as maneiras, como ele deveria fazer. Assim, ao cair da noite, ele cautelosamente enviou seu filho até Boemundo como garantia de que ele pudesse estar absolutamente certo de sua entrada na cidade. Mandou também um recado para ele desta maneira: ‒ “Amanhã, soe as trombetas para que o exército Franco adiante-se, fingindo que saquearão a terra dos Sarracenos, e depois voltem rapidamente pela montanha, à direita. De fato, com a mente alerta aguardarei esses exércitos, e eu vou levá-los para as torres que tenho em meu poder e encargo”. Então Boemundo mandou chamar um servo seu de nome Malacorona, e ordenou-lhe que, como arauto, admoestasse fielmente a maioria dos Francos para se prepararem para ir à terra dos Sarracenos. E assim foi feito. Nisso, Boemundo confiou seu plano ao Duque Godofredo e ao Conde de Flandres, também ao Conde de St. Gilles e ao Bispo de Puy, dizendo: ‒ “A graça de Deus favorecendo, esta noite Antioquia nos será entregue”. Todas estas questões foram finalmente acertadas. os cavaleiros se colocariam nos planaltos e os soldados no pé da montanha. A noite toda eles cavalgaram e marcharam até o amanhecer, e depois começaram a se aproximar das torres que essa pessoa (Pirus) vigilantemente guardava. Boemundo logo desmontou e deu ordens para o resto, dizendo: ‒ “Ide, com a mente segura e de feliz acordo, e subi pela escada para dentro de Antioquia que, se Deus quiser, teremos de imediato em nosso poder”. Subiram a escada, que já tinha sido colocada e firmemente amarrada às estruturas da muralha da cidade. Cerca de sessenta dos nossos homens subiram e distribuíram-se entre as torres que aquele homem estava vigiando. Pirus, ao ver que tão poucos dos nossos homens haviam subido, começou a tremer de medo por si próprio e por nossos homens, temendo que caíssem nas mãos dos Turcos. E ele disse, “Micro Francos echome ‒ Há poucos Francos aqui! Onde está o ferocíssimo Boemundo, aquele invicto cavaleiro?” Enquanto isso, um servo Longobardo desceu novamente, e correu o mais rápido (possível) até Boemundo, dizendo: ‒ “Por que estais aqui, ilustre homem? Por que vieste para cá? Eis que já tomamos três torres!” Boemundo adiantou-se com o resto, e todos foram alegres até a escada. Assim, quando aqueles que estavam nas torres viram isso, começaram a gritar com vozes alegres: ‒ “Deus o quer!” Começamos a igualmente a gritar, agora os homens começaram a subir lá em cima de modo espantoso. Então, eles chegaram ao topo e correram apressadamente para as outras torres. Aqueles com os quais eles se depararam ali foram logo postos à morte. e até mesmo um irmão de Pirus foi morto. Entretanto, a escada pela qual tínhamos subido quebrou acidentalmente, baixando então, entre nós, o maior desânimo e tristeza. Contudo, embora a escada estivesse quebrada, havia ainda perto de nós um portão que havia sido fechado do lado esquerdo e, por ser noite, tinha permanecido despercebido por algumas pessoas. Mas, pelo tato e indagando sobre ele, nós o encontramos, e todos correram para ele e, depois de tê-lo arrombado, entramos por ele. Então, o barulho de uma multidão incontável ressoou por toda a cidade. Boemundo não deu nenhum descanso a seus homens, mas ordenou que seu estandarte fosse levado até a frente do castelo em uma colina. Na verdade, todos juntos gritavam na cidade. Além disso, quando ao amanhecer, aqueles que se encontravam nas tendas ouviram o violentíssimo brado ressoando pela cidade, saíram correndo às pressas e viram o estandarte de Boemundo em cima do monte, e com rapidez todos correram precipitadamente e entraram na cidade. Eles mataram os Turcos e Sarracenos que lá encontraram, exceto aqueles que tinham fugido para a cidadela. Outros Turcos saíram pelas portas e, fugindo, escaparam vivos. Mas Cassiano, seu senhor, temendo enormemente a raça dos Francos, fugiu com os muitos outros que com ele estavam e entraram na terra de Tancredo, não muito longe da cidade. Seus cavalos, entretanto, estavam exauridos, e, refugiando-se em uma quinta, arrojaram-se em uma casa. Os habitantes da montanha, Sírios e Armênios, ao reconhecer-lhe (Cassiano), logo o agarraram, cortaram sua cabeça, e levaram-na à presença de Boemundo, para que pudessem ganhar sua liberdade. Eles também venderam sua espada da cintura e bainha por sessenta besantes. Tudo isso ocorreu no terceiro dia do mês de Junho, no quinto dia da semana, no terceiro dia antes das Nonas de junho. Todas as praças da cidade já estavam repletas de cadáveres, de modo que ninguém podia suportá-la devido o mau odor. Só se conseguia andar nas ruas da cidade passando por cima dos corpos dos mortos. Os turcos contra-atacam: conciliábulos muçulmanos. Primeira parte: entre os chefes turcos Algum tempo antes, Cassiano, Emir de Antioquia, tinha enviado uma mensagem para Curbara, chefe do Sultão da Pérsia, enquanto ele ainda estava na Chorosan, para vir ajudá-lo enquanto ainda havia tempo, porque um poderosíssimo exército de Francos tinha sitiado Antioquia. Se o Emir o ajudasse, ele (Cassiano) lhe daria Antioquia, ou o enriqueceria com um dom muito grande. Como Curbara tinha, há muito tempo, reunido um enorme exército de Turcos, e tinha recebido permissão do Califa, o seu papa, para matar os cristãos, ele começou uma longa marcha para Antioquia. O Emir de Jerusalém veio em seu auxílio com um exército, e o Rei de Damasco chegou lá com um exército muito grande. Na verdade, Curbara reuniu também incontáveis povos pagãos: Turcos, Árabes, Sarracenos, Publicanos, Azimitas, Curdos, Persas, Agulanos e inúmeros outros povos. Os Agulanos eram três mil, e não temiam lanças, setas, nem qualquer tipo de armas, porque eles e todos os seus cavalos eram equipados com ferro ao redor, e em batalha eles se recusavam a carregar qualquer armamento, exceto espadas. Todos estes vieram ao cerco de Antioquia para dispersar o agrupamento de Francos. E quando se aproximaram da cidade, Sensadolus, filho de Cassiano, Emir de Antioquia, foi ao encontro deles, e em lágrimas correu logo para Curbara, rogando-lhe com estas palavras: ‒ “Chefe invencível, eu, um pleiteante, suplico-Vos que me ajudeis, agora que os Francos estão me sitiando de todos os lados na cidade de Antioquia. agora que têm a cidade sob sua influência e procuram afastar-nos da região da Romênia, ou mesmo ainda da Síria e de Chorosan. Eles têm feito tudo o que queriam, mataram meu pai, agora nada mais resta a não ser matarem-me, e a Vós, e todos os outros de nossa raça. Há muito tempo espero sua ajuda para socorrer-me este perigo”. Respondeu-lhe Curbara: ‒ “Se quereis que de boa vontade eu entre em seu serviço, e para ajudá-lo fielmente neste perigo, ponha aquela cidade em minhas mãos, e depois vêde como eu o servirei e protegerei com os meus homens”. Sensadolus respondeu: ‒ “Se puderes matar todos os Francos e dar-me suas cabeças, dar-te-ei a cidade, e prestar-te-ei honras e guardarei a cidade sob teu senhorio”. A isto Curbara respondeu: “Isso não vai dar certo. entregue-me a cidade”. E, querendo ou não, ele lhe entregou a cidade. Mas no terceiro dia depois que tínhamos entrado na cidade, a guarda avançada de Curbara correu na frente da cidade. seu exército, no entanto, acampou no Portão de Ferro. Tomaram a fortaleza de assalto e mataram todos os seus defensores, que encontramos atados com correntes de ferro, depois que a maior batalha havia sido travada. No dia seguinte, o exército dos pagãos moveu-se, e, aproximando-se da cidade, acampou entre os dois rios e ficou lá por dois dias. Depois de terem retomado a fortaleza, Curbara convocou um de seus emires que ele sabia ser veraz, gentil e sereno e lhe disse: ‒ “Quero que tomeis sob vosso encargo a guarda desta fortaleza em fidelidade a mim, porque há muito tempo sei que sois fidelíssimo. portanto, peço-vos guardar este castelo com o maior cuidado, pois, como sei que sois prudentíssimo em vossas ações, não posso encontrar aqui ninguém que seja mais veraz e corajoso”. A ele, o Emir respondeu: ‒ “Nunca recusaria obedecê-lo em tal serviço, mas antes de que me persuadais apelando, darei meu consentimento, com a condição de que, se os Francos expulsarem seus homens do mortal campo de batalha e conquistarem, imediatamente entregarei esta fortaleza a eles”. Curbara disse-lhe: ‒ “Reconhecendo sua honradez e sabedoria, consinto plenamente a qualquer bem que deseje fazer”. E então Curbara retornou ao seu exército. Imediatamente os Turcos, debicando dos ajuntamentos de Francos, trouxeram à presença de Curbara uma certa espada muito miserável coberta de ferrugem, um arco de madeira muito desgastado e um lança extremamente inútil que tinham acabado de tomar de peregrinos pobres, e disseram: ‒ “Eis as armas que os Francos levam para travar batalha contra nós!” Então Curbara começou a rir, dizendo diante de todos que estavam naquele encontro: ‒ “Estas são as guerreiras e brilhantes armas que os cristãos trouxeram contra nós na Ásia, com as quais eles esperam e contam expulsar-nos para além dos limites da Chorosan e apagar nossos nomes para além dos rios da Amazônia, eles que tocaram nossos parentes da Romania e da cidade real de Antioquia, que é a famosa capital de toda a Síria!” Em seguida, convocou seu escriba e disse: ‒ “Escreva rapidamente diversos documentos que devem ser lidos em Chorosan. “Para o califa, o nosso Papa, e para nosso Rei, o Senhor Sultão, o mais valente dos cavaleiros, e para todos os mais ilustres cavaleiros de Chorosan. saudações e homenagem sem medida. “Deixe-mo-los alegrarem-se e deleitarem-se em alegre concórdia e satisfazerem seus apetites. deixe-mo-los comandarem e darem a conhecer a toda aquela região que as pessoas se entregam inteiramente à exuberância e ao luxo, e que se alegram de ter muitos filhos para lutar bravamente contra os Cristãos. “Recebam eles, com prazer, estas três armas que recentemente tomamos de um esquadrão de Francos, e que saibam agora que armas os exércitos Francos usam contra nós. arcos muito finos e perfeitos que usarão contra as nossas armas, que são duas, três vezes, ou até mesmo quatro vezes soldadas ou purificadas como a mais pura prata ou ouro. “Além disso, saibam todos, também, que impedi os Francos de entrarem em Antioquia, e que mantenho a cidadela à minha inteira disposição, enquanto eles (os inimigos) estão embaixo na cidade. “Da mesma forma, agora tenho a todos em minhas mãos. Fá-los-ei sofrer pena de morte, ou serem levados até Chorosan no mais duro cativeiro, porque com suas armas estão nos ameaçando para retirar-nos e expulsar-nos de todo o nosso território, ou lançar-nos fora além da Índia superior, como expulsaram todos os nossos irmãos da Romenia ou da Síria. “Agora eu te juro por Maomé e todos os nomes dos deuses, que eu não voltarei diante de Vós até que eu tenha adquirido, com a minha forte mão direita, a cidade régia de Antioquia, toda a Síria, Romenia e Bulgária, até a Apúlia à honra dos deuses, e à Vossa glória, e à de todos aqueles que são raça dos turcos”. E assim concluiu ele suas palavras. Os turcos contra-atacam: conciliábulos muçulmanos. Segunda parte: a mãe de Curbara pressente o desastre A mãe do mesmo Curbara, que morava na cidade de Aleppo, veio imediatamente até ele e, chorando, disse: ‒ “Filho, estas coisas que estou ouvindo, são verdadeiras?” ‒ “Que coisas?”, disse ele. ‒ “Ouvi dizer que você vai entrar em luta com o exército dos Francos”, respondeu ela. E ele respondeu: “A senhora sabe toda a verdade”. Então, ela disse: ‒ ”Filho, em nome de todos os deuses e por sua grande bondade, advirto-o a que não entreis em batalha com os Francos, porque você é um cavaleiro invicto, e nunca ouvi falar de qualquer imprudência sua ou de seu exército. Ninguém nunca te viu fugir do campo de batalha diante de um vencedor. A fama do seu exército se espalhou para o estrangeiro, e todos os cavaleiros ilustres tremem quando ouvem seu nome. “Pois sabemos muito bem, Filho, que você é poderoso na batalha, e valente e engenhoso, e que nenhum exército de Cristãos ou pagãos pode ter coragem diante de tua face, mas à simples menção de seu nome fugirão como ovelhas fogem diante da ira de um leão. E por isso eu te suplico, filho querido, que vos sujeiteis ao meu conselho: nunca vos imagineis em vossa mente ou conselho, de querer fazer guerra com o exército cristão”. Então Curbara, após ouvir a advertência de sua mãe, respondeu com voz irada: ‒ ”Que é isso, mãe, que estás me dizendo? Acho que estás louca, ou cheia de fúrias. Pois tenho comigo mais emires do que o número de cristãos, de condição maior ou menor”. Sua mãe respondeu-lhe: ‒ “Ó filho dulcíssimo, os Cristãos não podem lutar com suas forças, pois sei que eles não são capazes de prevalecer contra você, mas o Deus deles está lutando por eles diariamente e está olhando por eles e defendendo-os com a Sua proteção dia e noite, como um pastor cuida de seu rebanho. “Ele não permite que sejam feridos ou perturbados por qualquer povo, e quem quer que pretenda pôr-se em seu caminho, este mesmo Deus deles coloca igualmente a derrota, assim como Ele disse pela boca do profeta Davi: ‘Dispersai as pessoas que se deleitam nas guerras’, e em outro lugar: ‘Despejai a Vossa ira sobre as nações que não Vos conhecem e, contra os reinos que não invocam o Teu Nome’. “Antes de estarem prontos para começar a batalha, seu Deus, todo poderoso e potente na batalha, juntamente com os Seus santos, já conquistou todos os seus inimigos. “Até quando Ele prevalecerá contra você, que são Seus inimigos, e que estão se preparando para resistir a eles com todo o seu valor?! Este, além disso, querido, conhece em verdade: estes. os Cristãos, chamados “filhos de Cristo” e pela boca dos profetas “filhos adotivos e da promessa”, segundo o apóstolo são os herdeiros de Cristo a quem Ele já deu a herança prometida, dizendo através dos profetas: “do nascente ao poente será o vosso limite e ninguém poderá resistir diante de vós”. “Quem pode contradizer ou opor-se a estas palavras? Certamente, se você empreender esta batalha contra eles, será tua a maior perda e desgraça, e você perderá muitos de seus cavaleiros fiéis e todos os despojos que você tem consigo, e fugirá com inexcedível temor. “No entanto, você não morrerá agora nesta batalha, mas, neste ano, porque com raiva súbita, Deus não julga imediatamente aquele que O ofendeu, mas quando Ele quer, pune com manifesta vingança, e por isso temo que Ele exigirá de você uma pena amarga. Você não morrerá agora, eu digo, mas perecerá apesar de todos os seus bens presentes”. Então Curbara, profundamente entristecido em seu coração, diante das palavras de sua mãe, respondeu: ‒ ”Caríssima Mãe, rogo-vos, quem vos disse essas coisas sobre o povo Cristão, de que Deus ama somente a eles, e que Ele detém o mais poderoso exército de lutar contra Ele, e que aqueles Cristãos conquistar-nos-ão na batalha de Antioquia, e que capturarão o nosso espólio, e nos perseguirão com grande vitória, e que morrerei neste ano de morte súbita?” Então sua mãe respondeu-lhe com tristeza: ‒ “Filho querido, eis que há mais de cem anos foi encontrado no nosso livro e nos volumes dos Gentios que o exército Cristão viria contra nós, nos conquistaria em todos os lugares e dominaria sobre os pagãos, e que o nosso povo estaria sujeito a eles em todos os lugares. “Mas não sei se estas coisas estão para acontecer agora ou no futuro. Miserável mulher que sou, segui-o desde Aleppo, cidade belíssima, na qual, contemplando e fazendo criativas rimas, eu olhava para as estrelas do céu e sabiamente examinava os planetas e os doze signos, ou multitudes infindáveis. Em todas essas achei que o exército cristão venceria em toda parte, e por isso estou muito triste e temo enormemente ficar sem você”. Curbara disse-lhe: ‒ “Querida mãe, explique-me todas as coisas credíveis que estão em meu coração”. Respondendo a isto, ela disse: ‒ “Isto, querido, farei livremente, se eu souber as coisas que são desconhecidas para você”. Ele disse a ela: ‒ ”Não são Boemundo e Tancredo deuses dos Francos, e eles não os libertam de seus inimigos? Não comeram estes homens, em uma refeição, duas mil novilhas e quatro mil porcos?” Sua mãe respondeu: ‒ ”Querido filho, Boemundo e Tancredo são mortais, como todo o resto, mas o seu Deus os ama muito acima de todos os outros e lhes dá mais coragem na luta que aos demais. Pois (é) o seu Deus, Onipotente é o Seu nome, que fez o céu e a terra e estabeleceu o mar e tudo que neles há, cuja morada está preparada no Céu para toda a eternidade, cujo poder é temido em todo lugar “. Seu filho disse: ‒ “Ainda que seja assim, não vou deixar de travar batalha contra eles”. Então, quando sua mãe soube que ele de forma alguma cederia ao seu conselho, voltou, muito triste, para Aleppo, carregando consigo todos os presentes que podia levar. Mas no terceiro dia Curbara armou-se e a maioria dos Turcos com ele, e foi em direção da cidade do lado em que se localizava a fortaleza. Pensando que poderíamos resistir-lhes, preparamo-nos para a batalha contra eles, mas tão grande era o seu valor que não podíamos contê-los e, sob coação, portanto, entramos na cidade. O portão estava tão incrivelmente fechado e estreito para eles que muitos morreram lá, pressionados pelos demais. Entretanto, alguns lutaram do lado de fora da cidade, outros no interior, no quinto dia da semana durante todo o dia até à noite. Os turcos esmagados em Kerbogha A partir dessa hora [N.R.: do achado da Santa Lança] reunimos-nos em conselho de batalha. Imediatamente, todos os nossos líderes decidiram o plano de enviar um mensageiro para os Turcos, inimigos de Cristo, para perguntar-lhes afirmativamente: ‒ “Por que motivo entrastes insolentemente na terra dos Cristãos, e por que acampastes, e por que matais e assaltais os servos de Cristo?” Quando seu discurso já tinha terminado, encontraram a Pedro o Eremita e Herlwin, e disseram-lhes o seguinte: ‒ “Ide para o exército maldito dos Turcos e cuidadosamente dizei-lhes tudo isso, perguntando-lhes porque eles ousada e arrogantemente entraram nas terras dos Cristãos e nas nossas próprias”. Ao ouvir estas palavras, os mensageiros partiram e foram para a assembléia profana, dizendo tudo a Curbara e aos outros da seguinte forma: ‒ “Nossos chefes e nobres gostariam de saber porque razão vós, precipitada e arrogantemente, entrastes em sua terra, a terra dos Cristãos. “Pensamos que, sem dúvida, e acreditamos que vós viestes para cá porque desejais vos tornar inteiramente cristãos. ou viestes aqui com o propósito de molestar os cristãos em todos os sentidos? “Todos os nossos chefes juntos pedem-lhe, portanto, que rapidamente deixem a terra de Deus e dos cristãos, que o santo apóstolo Pedro, por sua pregação, converteu há muito tempo ao culto de Cristo. “Mas eles concedem, além disso, que podeis levar consigo todos os vossos pertences, cavalos, mulas, jumentos, camelos, carneiros e gado. ser-lhes-á permitido carregar convosco todos os demais pertences, onde quer que desejem”. Então Curbara, chefe do exército do Sultão da Pérsia, com todos os outros, cheio de arrogância, respondeu em linguagem feroz: ‒ “Vosso Deus e vosso cristianismo, não procuramos e nem desejamos, mas absolutamente rejeitamos a vós e a eles. “Agora, chegamos aqui porque muito nos admirava que os príncipes e nobres que vós mencionais chamem esta terra deles, a terra que tiramos de um povo efeminado. “Agora, quereis saber o que estamos lhe dizendo? Portanto, voltem logo e informem os seus senhores que se desejarem tornar-se turcos, em tudo, e quiserem negar o Deus que vós adorais de cabeça baixa, e desprezar suas leis, nós lhes daremos isso e mais terras, castelos e cidades suficientes. “Além disso, por outro lado, (faremos) com que mais nenhum de vós sejais soldado de infantaria, mas serão todos cavaleiros, como somos e sempre os teremos em alta estima. “Caso contrário, saibam que todos serão punidos de morte, ou serão levados acorrentados para Chorosan, para servir a nós e a nossos filhos em cativeiro perpétuo”. Nossos mensageiros rapidamente voltaram, relatando tudo o que essa raça crudelíssima havia respondido. Dizia-se que Herlwin conhecia ambas as línguas, e ter sido o intérprete de Pedro, o Eremita. Enquanto isso, nosso exército, ameaçado de ambos os lados, não sabia o que fazer, pois de um lado eram perseguidos pela fome torturante, e de outro eram constrangidos pelo medo dos turcos. Finalmente, quando completaram-se os três dias de jejum, e foi realizada uma procissão de uma igreja para outra, eles confessaram os seus pecados, foram absolvidos, e fielmente receberam a Comunhão do Corpo e Sangue de Cristo. após a coleta das esmolas, celebrou-se uma Missa. Em seguida, foram formadas seis fileiras de batalha com as forças dentro da cidade. Na primeira fileira, bem à frente, estava Hugo, o Grande com os Francos e o Conde de Flandres. na segunda, o Duque Godofredo com seu exército. na terceira estava Roberto o Normando, com seus cavaleiros. na quarta, trazendo consigo a Lança do Salvador, estava o Bispo de Puy, juntamente com seu povo e com o exército de Raimundo, o Conde de Saint-Gilles, que ficou para trás para observar a cidadela de medo que os turcos descessem à cidade. na quinta fileira estava Tancredo, filho de Marchisus, com seu povo, e na sexta fileira estava o sábio Boemundo, com seu exército. Nossos bispos, sacerdotes, clérigos e monges, vestidos com paramentos sagrados, saíram conosco com cruzes, orando e suplicando ao Senhor que nos protegesse, guardasse e livrasse de todo o mal. Alguns ficaram na muralha da porta, portando as sagradas cruzes, fazendo o sinal (da cruz) e nos abençoando. Assim estávamos armados, e, protegidos com o sinal da cruz saímos pelo portão que fica diante da mesquita. Depois que Curbara viu as fileiras dos Francos, tão bem formadas, saindo uma após a outra, disse: ‒ “Deixem-nas sair, para que melhor possamos tê-las em nosso poder!” Mas depois que saíram da cidade e Curbara viu o enorme exército dos Francos, ele foi muitíssimo assustado. Imediatamente enviou um recado para o seu Emir, que era encarregado de tudo, que se visse uma luz queimando na frente do exército, deveria mandar soar as trombetas para que ele recuasse, sabendo que os turcos haviam perdido a batalha. Curbara começou imediatamente a se retirar pouco a pouco em direção à montanha, e os nossos homens seguiram-lhes pouco a pouco. Finalmente os turcos se dividiram, uma parte foi para o mar e o resto parou ali, esperando fechar os nossos homens entre si. Quando nossos homens viram isso, fizeram o mesmo. Uma sétima fileira foi formada lá, a partir das fileiras do Duque Godofredo e do Conde da Normandia, e em sua cabeça estava Reinaldo. Eles enviaram esta fileira de encontro aos Turcos que estavam vindo por mar. Os Turcos, no entanto, travaram batalha com eles, e lançando flechas mataram muitos dos nossos homens. Outros esquadrões, além disso, passaram do rio para a montanha, que estava a cerca de duas milhas de distância. Os esquadrões começaram a surgir de ambos os lados e a cercar nossos homens de todos os lados, lançando jabalinas, atirando flechas e ferindo-os. Saíram também das montanhas inúmeros exércitos com cavalos brancos, cujos estandartes eram todos brancos. E assim, quando nossos líderes viram este exército, ignoravam inteiramente o que era e que eram, até que reconheceram a ajuda de Cristo, cujos líderes eram São Jorge, São Mercúrio e São Demétrio. Deve-se acreditar nisso porque muitos de nossos homens viu isso. Entretanto, quando os Turcos, que estavam estacionados no lado em direção ao mar, vendo que não podiam agüentar mais, atearam fogo à vegetação de modo que, ao ver isso, aqueles que estavam nas tendas fugiriam. Estes, reconhecendo esse sinal, pegaram todos seus despojos preciosos e fugiram. Mas nossos homens combateram ainda um tempo onde se encontrava o maior exército dos turcos), ou seja, na região das tendas. O Duque Godofredo, o Conde de Flandres, e Hugo, o Grande cavalgavam perto da água, onde estava a força do inimigo. Estes homens, fortificados pelo sinal da cruz, juntos atacaram o inimigo primeiro. Quando as outras fileiras viram isso, também atacaram. Os Turcos e os Persas, por sua vez, bradaram. Então, invocamos o Deus vivo e verdadeiro e os atacamos, e em nome de Jesus Cristo e do Santo Sepulcro começamos a batalha, e, com a ajuda de Deus, os derrotamos. Mas os Turcos, apavorados, começaram a fugir e nossos homens os seguiram até suas tendas. Então, os cavaleiros de Cristo preferiram persegui-los a procurar espólios, e os perseguiram até a Ponte de Ferro e, em seguida até a fortaleza de Tancredo. O inimigo, na verdade, deixou seus estandartes lá, ouro, prata e muitos ornamentos, também carneiros, gado, cavalos, mulas, camelos, burros, cereais, vinho, manteiga, e muitas outras coisas de que precisávamos. Quando os Armênios e Sírios, que habitavam nessas regiões, souberam que havíamos vencido os Turcos, correram para a montanha para encontrá-los e mataram tantos quantos puderam pegar. Nós, porém, retornamos à cidade com grande alegria e louvando e abençoando a Deus, que deu a vitória ao Seu povo. Então, quando o emir, que estava guardando a cidadela, viu que Curbara e todo o resto havia fugido do campo diante do exército dos Francos, ficou muito assustado. Imediatamente e com grande pressa procurou os estandartes dos Francos. Assim, o Conde de Saint Gilles, que estava estacionado diante da cidadela, ordenou que seu estandarte fosse levado até ele. O emir pegou-o e colocou-o cuidadosamente sobre a torre. O Longobardos que estavam lá disseram imediatamente: ‒ “Este não é o estandarte de Boemundo!” Então o emir perguntou e disse: “De quem é?” Eles responderam: “Pertence ao Conde de St. Gilles”. Nisto o Emir foi e tomou o estandarte e devolveu-o para o Conde. Mas naquela hora o venerável Boemundo veio e deu-lhe seu estandarte. Ele recebeu-o com grande alegria e entrou em um acordo com Boemundo ‒ de que os pagãos que desejassem abraçar o Cristianismo poderiam ficar com ele, e que ele deveria permitir que aqueles que desejassem ir embora que partissem a salvo e sem serem molestados. Ele concordou com tudo o que o emir pediu e logo enviou os seus servos para a cidadela. Poucos dias depois disto, o Emir foi batizado com aqueles de seus homens, que preferiram reconhecer a Cristo. Mas aqueles que desejaram aderir à suas próprias leis, o Senhor Boemundo mandou que fossem conduzidos para a terra dos Sarracenos. Esta batalha foi travada no quarto dia antes das calendas de Julho, na vigília dos apóstolos Pedro e Paulo, no reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Quem é a honra e glória para todo o sempre. Amém. E depois que nossos inimigos haviam sido completamente conquistados, demos graças a Deus Trino e Uno, o Altíssimo. Alguns dos inimigos, exaustos, outros, feridos em sua fuga desvairada, sucumbiram à morte no vale, floresta, campos e estradas. Mas o povo de Cristo, isto é, os peregrinos vitoriosos voltaram para a cidade, rejubilando-se do feliz triunfo sobre o inimigo derrotado. A Marcha a Jerusalém Assim, saímos da cidade fortificada e chegamos a Trípoli no sexto dia da semana, no dia treze de Maio, e ficamos lá por três dias. Finalmente, o Rei de Trípoli fez um acordo com os chefes, e ele logo devolveu-lhe mais de trezentos peregrinos que haviam sido capturados lá e deu quinze mil besantes e quinze cavalos de grande valor. ele também nos deu um grande suprimento de cavalos, jumentos e de todos os bens, ficando assim, todo o exército de Cristo, muito enriquecido. Mas ele fez um acordo com eles que se ganhassem a guerra para a qual o Emir da Babilônia estava se preparando contra eles, e pudessem tomar Jerusalém, ele se tornaria cristão e reconheceria a sua terra como (um dom) deles. E dessa forma ficou resolvido. Deixamos a cidade no segundo dia da semana, no mês de Maio e, passando por uma estrada estreita e difícil durante todo o dia e noite, chegamos a uma fortaleza cujo nome era Botroun. Então, chegamos a uma cidade perto do mar chamada Gibilet, na qual sofremos grande sede e, exaustos, chegamos a um rio chamado Ibrahim. Então, na véspera do dia da Ascensão do Senhor, atravessamos uma montanha na qual o caminho era muitíssimo estreito, e lá esperávamos encontrar o inimigo armando emboscada contra nós. Mas Deus nos favoreceu e nenhum deles se atreveu a aparecer em nosso caminho. Então nossos cavaleiros foram à frente e abriram caminho para nós, e chegamos a uma cidade à beira-mar chamada Beirute, e daí fomos para outra cidade chamada Sidon, daí para uma outra chamada Tiro e de Tiro para a cidade de Acre. Mas de Acre, chegamos a um lugar fortificado cujo nome era Cayphas e, então, chegamos perto de Cesaréia. Lá foi celebrada Pentecostes no terceiro dia de Maio. Então chegamos a Ramlah, que os Sarracenos haviam esvaziado de medo dos Francos. Perto dali ficava a famosa igreja onde repousava o precioso corpo de São Jorge, desde que lá, pelo Nome de Cristo, ele alegremente recebera o martírio de pagãos traiçoeiros. Lá nossos chefes realizaram um concílio para escolher um bispo que deveria ser encarregado deste lugar e erigir uma igreja. Deram-lhe dízimos e enriqueceram-no com ouro e prata, com cavalos e outros animais, para que pusesse viver mais devota e honradamente com aqueles que estavam com ele. Ele ficou lá com alegria. A reconquista de Jerusalém Finalmente, nossos chefes decidiram sitiar a cidade com máquinas de cerco, para que pudéssemos entrar e adorar o Salvador no Santo Sepulcro. Eles construíram torres de madeira e muitas outras máquinas de cerco. O Duque Godofredo fez uma torre de madeira e outros dispositivos de cerco, e o Conde Raimundo fez o mesmo, embora fosse necessário trazer madeira de uma distância considerável. No entanto, quando os Sarracenos viram nossos homens envolvidos neste trabalho, reforçaram enormemente as fortificações da cidade e aumentaram a altura das torres pequenas durante a noite. Em uma determinada noite de sábado, os chefes, depois de terem decidido quais as partes da muralha eram mais fracas, arrastaram a torre e as máquinas para o lado oriental da cidade. Além disso, montamos a torre de madrugada e a equipamos e cobrimos no primeiro, segundo e terceiro dias da semana. O Conde de St. Gilles ergueu sua torre na planície ao sul da cidade. Enquanto tudo isso acontecia, nossa reserva de água era tão limitada que ninguém podia comprar água suficiente por um denário para satisfazer ou saciar sua sede. Dia e noite, no quarto e quinto dias da semana, fizemos um determinado ataque à cidade de todos os lados. No entanto, antes de fazermos este assalto à cidade, os bispos e padres convenceram a todos, exortando e pregando, para honrar o Senhor marchando em torno de Jerusalém em uma grande procissão, e se preparar para a batalha através da oração, do jejum e esmolas. Logo no início do sexto dia da semana, mais uma vez atacamos a cidade de todos os lados, mas como o ataque foi mal sucedido, ficamos todos aturdidos e temerosos. No entanto, quando se aproximou a hora em que Nosso Senhor Jesus Cristo se dignou a sofrer na cruz por nós, nossos cavaleiros começaram a lutar bravamente em uma das torres, ou seja, o grupo com o Duque Godofredo e seu irmão, o Conde Eustace. Um dos nossos cavaleiros, chamado Letholdo, escalou o muro da cidade, e tão logo ele subiu os defensores fugiram dos muros e pela cidade. Nossos homens os seguiram, matando até o Templo de Salomão, onde a matança foi tão grande que nossos homens patinavam em sangue até os tornozelos.... O Conde Raimundo trouxe o seu exército e sua torre até perto da muralha pelo sul, mas entre a torre e a muralha havia um fosso profundo. Então, os nossos homens reuniram-se em conselho para decidir como poderiam preenchê-lo, e mandaram proclamar por arautos que aquele que carregasse três pedras para o fosso receberia um denário. Foram necessários três dias e três noites de trabalho para enchê-lo, e quando finalmente a vala ficou cheia, moveram a torre até a muralha, mas os homens que defendiam essa parte da muralha lutaram desesperadamente com pedras e fogo. Quando o Conde soube que o Francos já estavam na cidade, disse aos seus homens: ‒ “Por que tardais? Eis que o Francos estão agora mesmo dentro da cidade”. O emir que comandava a Torre de São David entregou-se ao Conde e abriu o portão no qual os peregrinos sempre costumavam pagar o tributo. Mas desta vez os peregrinos entraram na cidade, perseguindo e matando os Sarracenos até o Templo de Salomão, onde o inimigo se reunira em maior número. A batalha durou o dia todo de tal forma que o Templo estava coberto de sangue. Quando os pagãos haviam sido derrotados, nossos homens prenderam um grande número, tanto homens quanto mulheres, quer matando-os ou mantendo-os em cativeiro, como desejavam. No telhado do Templo um grande número de pagãos, de ambos os sexos, estava reunido, e estes foram levados sob a proteção de Tancredo e Gaston de Beert. Mais tarde, o exército espalhou-se pela cidade e tomou posse do ouro e da prata, cavalos e mulas, e das casas cheias de bens de todos os tipos. Regozijando e chorando de alegria, nosso povo veio para o Sepulcro de Jesus, nosso Salvador para adorar e pagar as suas dívidas [isto é, pagar o voto dos cruzados de rezar no Sepulcro]. Ao amanhecer, nossos homens cautelosamente foram até o telhado do Templo e atacaram os homens e mulheres Sarracenos, decapitando-os com espadas nuas. Alguns dos Sarracenos, contudo, saltaram do telhado do Templo. Tancredo, vendo isso, ficou muito irritado. “A Visão da Paz” Godefredo de Bouillon reza no Santo Sepulcro Então, nossos líderes decidiram, em Conselho, que cada um deveria oferecer esmolas com orações, para que o Senhor pudesse escolher para Si aquele que Ele queria que reinasse sobre os outros e governasse a cidade. Ordenaram também que todos os Sarracenos mortos fossem lançados fora por causa do odor fétido, pois a cidade toda estava cheia de corpos. e assim os Sarracenos que sobreviveram arrastaram os mortos até os portões de saída e arranjaram-nos em pilhas como se fossem casas. Ninguém jamais ouviu nem viu um tal morticínio de pagãos, pois formaram-se piras funerárias com eles como pirâmides, e só Deus sabe o número deles. Mas Raimundo fez com que o emir e os outros que com ele estavam fossem conduzidos até Ascalon, íntegros e ilesos. No entanto, no oitavo dia após a tomada da cidade, escolheram Godofredo como chefe da cidade, para lutar contra os pagãos e proteger os aristãos. No dia de São Pedro ad Vincula eles também escolheram como patriarca um homem muito sábio e honrado de nome Arnolfo. Esta cidade foi conquistada pelos cristãos de Deus no dia quinze de julho, o sexto dia da semana. Fonte: August C. Krey, A Primeira Cruzada: relatos das testemunhas e participantes, (Princeton: 1921), 262. FIM 0 comentários Share | Nenhum comentário: Postar um comentário Obrigado pelo comentário! Escreva sempre. Este blog se reserva o direito de moderação dos comentários de acordo com sua idoneidade e teor. Este blog não faz seus necessariamente os comentários e opiniões dos comentaristas. Não serão publicados comentários que contenham linguagem vulgar ou desrespeitosa. 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Se não renunciarem ao que dizem, um terrível castigo cairá sobre eles” (V, 73). “Sim, aqueles que dizem ‘Deus é o Messias, filho de Maria’, são ímpios” (V, 72). “Combatei contra aqueles que não acreditam em Alá, que julgam lícito aquilo que Alá e seu profeta declararam ilícito, assim como contra aqueles dos povos do Livro’ que não praticam a religião verdadeira, até que paguem o tributo, humilhados e com suas próprias mãos” (IX, 29). “Combatei-os (...) até que não exista outra religião senão a de Alá” (VIII, 39). “Fazei-os prisioneiros! Sitiai-os! Armai emboscadas contra eles!” (IX, 5). “Nenhum profeta pôde fazer prisioneiros sem antes ter praticado massacres na terra” (VIII, 67). “Não afrouxeis e não pedi a paz enquanto sejais os mais fortes” (XLVII, 35). 1672-1683: a católica Polônia repele a invasão islâmica A CAVALARIA A CAVALARIA O que foi a Cavalaria medieval? O título de ‘cavaleiro’ e o de membro da Cavalaria A Cavalaria: ideal das almas propulsoras na Idade Média O que era o cavaleiro medieval: um ideal de honra, uma espécie de sacerdocio militar Hierarquia e símbolos na Cavalaria Como se entrava na Cavalaria? Como começou a Cavalaria medieval? O ideal da Cavalaria em ação nas Cruzadas Cavalaria e Cruzadas: defesa da Igreja e da justiça O cavaleiro, braço armado da Santa Igreja A Igreja modelando o ideal do cavaleiro Fidelidade ao senhor feudal, fidelidade a Deus A Cavalaria se estruturou orgánicamente Quem podia entrar na Cavalaria? Como era a cerimônia de entrada na Cavalaria? O cerimonial litúrgico da investidura do cavaleiro A degradação do cavaleiro Os dez mandamentos, ou código, da Cavalaria O quê significavam os “dez mandamentos” da Cavalaria – 1 O quê significavam os “dez mandamentos” da Cavalaria – 2 O quê significavam os “dez mandamentos” da Cavalaria – 3 São Francisco de Assis e a base evangélica para recuperar as terras invadidas pelos muçulmanos Diálogo entre São Francisco de Assis e o Sultão al-Malik al-Kamil em 1219, perto de Damieta, Egito. “O sultão lhe apresentou outra questão: − “Vosso Senhor ensina no Evangelho que vós não deveis retribuir mal com mal, e não deveis recusar o manto que quem vos quer tirar a túnica, etc. Então, vós, cristãos não deveríeis invadir as nossas terras, etc.”. “Respondeu o bem-aventurado Francisco: − “Me parece que vós não tendes lido todo o Evangelho. Em outra parte, de fato, está dito: Se teu olho te escandaliza, arranca-o e joga-o longe de ti (Mt. 5,25). “Com isto quis nos ensinar que também no caso de um homem que fosse nosso amigo ou parente, que nos amássemos como a pupila do olho, nós devemos estar dispostos a separa-lo, e afastá-lo de nós, até arrancá-lo de nós, se tenta nos afastar da fé e do amor de nosso Deus. “Exatamente por isto o cristãos agem de acordo com a Justiça quando invadem vossas terras e vos combatem, porque vós blasfemais contra o Nome de Cristo e vos empenhais em afastar de Sua religião todos os homens que podeis. “Se, pelo contrário, vós quiserdes conhecer, confessar e adorar o Criador e Redentor do mundo eles vos amariam como a si próprios”. “Todos os presentes ficaram tomados de admiração pela resposta dele”. (Fonte: “ Fonti Francescane”, Seção terceira – Outros testemunhos franciscanos, número 2691 ). Montgisard: um rei leproso e 500 cavaleiros desfazem o exército de Saladino Pesquisar este blog Fotos de 'As Cruzadas' São Bernardo aos Templários São Bernardo abade de Claraval, falou sobre a vida que devem levar aqueles que combatem por Jesus Cristo, com estas palavras: “Quando se aproxima a hora do combate, armam-se de fé os cavaleiros, abrem-se a Deus em sua alma e cobrem-se, por fora, de ferro, não de ouro, a fim de que assim sejam bem apercebidos de armas, não adornados com jóias, infundam medo e pavor aos seus inimigos, sem excitar sua cobiça. “É preciso ter cavalos fortes e velozes, não formosos e bem ajaezados pois o verdadeiro cavaleiro pensa mais em vencer do que em fazer proezas e os cavaleiros mundanos precisamente o que desejam é causar admiração e pasmo e não causar medo. “Mostrando-se em tudo verdadeiros israelitas, que se adiantam ao combate pacífica e sossegadamente. mas apenas o clarim dá o sinal do ataque, deixando subitamente sua natural benignidade, parecem gritar com o salmista: Não temos odiado, Senhor, aos que te aborrecem? Não temos consumido de dor, ao ver a conduta de teus inimigos?” A Canção de Rolando (Canção de Roldão) (9 excertos) 1º : Rolando cavalga pelo campo de batalha 2º : O grande luto pela morte de Rolando 3º : Os francos lutam epicamente mas vão sendo massacrados 4º : A traicão 5º : Carlos Magno e o exército católico galopam para salvar Rolando 6º : O conde Olivier entrega sua alma a Deus 7º : Só fica Rolando no campo de batalha 8º : Rolando sente a morte a chegar 9º e final: Os anjos levam a alma de Rolando ao Paraíso As Cruzadas em seu e-mail RECEBA AS ATUALIZAÇÕES EM SEU E-MAIL Digite seu email: Carregando... Maomé e o Corão segundo Santo Tomás de Aquino: “Maomé seduziu os povos prometendo-lhes deleites carnais. .... “Introduziu entre as poucas coisas verdadeiras que ensinou muitas fábulas e falsíssimas doutrinas . Não aduziu prodígios sobrenaturais, único testemunho adequado da inspiração divina. .... “Afirmou que era enviado pelas armas, sinais estes que não faltam a ladrões e tiranos. Desde o início, não acreditaram nele os homens sábios nas coisas divinas e experimentados nestas e nas humanas, mas pessoas incultas, habitantes do deserto, ignorantes de toda doutrina divina. E só mediante a multidão destes, obrigou os demais, pela violência das armas, a aceitar a sua lei. “Nenhum oráculo divino dos profetas que o precederam dá testemunho dele. ao contrário, ele desfigura totalmente o Antigo e Novo Testamento, tornando-os um relato fantasioso, como o pode confirmar quem examina seus escritos. “Por isso, proibiu astutamente a seus sequazes a leitura do Antigo e Novo Testamento, para que não percebessem a falsidade dele”. Summa contra Gentiles, Livro I, capítulo 6 Inscreva-se RECEBA AS ATUALIZAÇÕES EM SEU E-MAIL Digite seu email: Catedrais medievais Páginas Início MUSICA Slideshow de 'Castelos medievais' Marcadores Abdulrrahman (1) Adhémar de Monteuil (5) Adoração (2) Afonso Henriques (2) Albânia (2) albigenses (3) Alcoraz (1) Alemanha (7) Amaury I (2) Amoris laetitia (1) Andaluzia (2) Antioquia (9) Apologia (10) Aragão (3) Armenia (3) Arsur (1) Ascalon (1) Astúrias (1) Áustria (6) Balduíno du Bourg (1) Balduíno I (7) Balduino III (2) Balduino IV (2) Balduíno IV (14) Balean de Ibelin (4) Barcelona (1) Baviera (1) Beato (2) Beato Marco d'Aviano (8) Belgrado (4) Bento XIV (1) Berlim (1) Bill Warner (2) Blois (1) Boemundo (11) Boko Haram (1) Bragadino (1) Brasil (1) Bretanha (1) Brexit (1) Budapeste (2) Canção de Cruzada (1) canção de gesta (10) Canção de Rolando (6) Carlos de Lorena (2) Carlos Magno (12) Carlos Martel (1) Catalunha (1) cátaros (5) catolicismo (5) cavalaria (10) Ceuta (1) Chanson de Roland (8) Chipre (1) Cid (1) Clemente III (1) Clermont-Ferrand (6) Comunhão (1) comunismo (1) Concílio (3) Constantinopla (7) controle da natalidade (1) controle natalidade (2) Corão (15) Córdoba (1) Covadonga (2) cristianismo (2) Cristofobia (5) crueldade (1) Cruzadas (1) cruzados (20) Dabiq (1) demônio (1) descristianização (7) desordem (1) despotismo (1) diálogo (2) Direito (4) divórcio (1) Dom Afonso Henriques (2) Don Juan de Áustria (4) Don Pelayo (1) don Rodrigo (1) Dorileia (3) Ecumenismo (3) Egito (1) eslavos (1) Espanha (16) Estado Islâmico (18) Esztergom (1) Eugênio de Saboia (2) Eugênio III (1) Europa (13) exorcismo (1) exploração sexual (1) fanatismo (1) Fernan Gonzales (3) Foulques de Neuilly (1) França (21) Francisco I (3) Frederico II (1) fundamentalismo (3) Gênova (4) Gesta Dei per Francos (18) Godofredo de Bouillon (14) Grã-Bretanha (5) Granada (2) Gregório VIII (1) guerra santa (2) Guilherme o Conquistador (2) Hastings (2) hereges (1) História (7) Hospitalários (1) Hungria (7) Hunyadi (4) hussitas (1) idade média (17) Igreja (9) Igreja Católica (7) imigração (4) Império Turco (2) indulgências (1) Infante D. 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O título de ‘cavaleiro’ e o de membro da Cavalaria A Cavalaria: ideal das almas propulsoras na Idade Média O que era o cavaleiro medieval: um ideal de honra, uma espécie de sacerdocio militar Hierarquia e símbolos na Cavalaria Como se entrava na Cavalaria? Como começou a Cavalaria medieval? O ideal da Cavalaria em ação nas Cruzadas Cavalaria e Cruzadas: defesa da Igreja e da justiça O cavaleiro, braço armado da Santa Igreja A Igreja modelando o ideal do cavaleiro Fidelidade ao senhor feudal, fidelidade a Deus A Cavalaria se estruturou orgánicamente Quem podia entrar na Cavalaria? Como era a cerimônia de entrada na Cavalaria? 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São Tomás de Aquino: no islamismo acreditaram homens animalizados, ignorantes da doutrina divina, que obrigaram os outros pela violência das armas São João Bosco: Quem foi Maomé? São João Bosco: O que ensinam o islamismo, Maomé e o Corão? Santo Afonso Maria de Ligório: O islamismo não pode ser verdadeiro São Francisco Xavier: peste grosseira e escravizadora que vive na ignorância de seus dogmas São João Damasceno, Doutor da Igreja: Maomé, falso profeta, excogitou nova heresia eriçada de coisas ridículas São Francisco de Assis: é de acordo com a Justiça combater os muçulmanos Santa Teresinha do Menino Jesus: “Com que alegria teria partido para combater os hereges nas Cruzadas” Abismais incompatibilidades entre Maomé e Jesus Papa São Gregório VII, alma inspiradora das Cruzadas Bem-aventurado Papa Urbano II: Sermão da Cruzada, Clermont-Ferrand, 27.11.1095 (versão mais completa) Papa Pascoal II comemora a conquista de Jerusalém e exorta a reforçar a Cruzada Beato Eugênio III Papa: Convocação da II Cruzada - Bula “Quantum predecessores” Papa Gregório VIII: “A misericórdia celeste pode trocar os dias da vitória muçulmana em dias de humilhação” Papa São Pio V: cartas incitando os Reis católicos a combater contra os muçulmanos Papa Bento XIV: “muçulmanos, os piores entre os celerados” São Bernardo de Claraval: Carta incitando franceses e bávaros a partirem para a II Cruzada



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  Adolf Hitler – Wikipédia, a enciclopédia livre Adolf Hitler Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Nota: Para outros significados de Hitler, veja Hitler (desambiguação) . Adolf Hitler Adolf Hitler em 1937 Führer da Alemanha Período 2 de agosto de 1934 até 30 de abril de 1945 Antecessor(a) Paul von Hindenburg (Presidente) Sucessor(a) Karl Dönitz (Presidente) Chanceler ... Áustria , então parte do Império Austro-Húngaro , e foi criado na cidade de Linz . Ele se mudou para ... programa de reindustrialização e rearmamento da Alemanha no final da década de 1930 e então, a 1 de ... nascimento não trazia o nome do seu pai, então Alois inicialmente assumiu o sobrenome da mãe, Schicklgruber ... '). [ 6 ] [ 7 ] Alois assumiu então o sobrenome 'Hitler', [ 7 ] também escrito e soletrado como Hiedler ... Graz neste período e nenhum documento comprova a existência de Leopold Frankenberger, [ 10 ] então CACHE

Adolf Hitler – Wikipédia, a enciclopédia livre Adolf Hitler Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Nota: Para outros significados de Hitler, veja Hitler (desambiguação) . Adolf Hitler Adolf Hitler em 1937 Führer da Alemanha Período 2 de agosto de 1934 até 30 de abril de 1945 Antecessor(a) Paul von Hindenburg (Presidente) Sucessor(a) Karl Dönitz (Presidente) Chanceler da Alemanha Período 30 de janeiro de 1933 até 30 de abril de 1945 Presidente Ele mesmo (como Führer) Antecessor(a) Kurt von Schleicher Sucessor(a) Joseph Goebbels Reichsstatthalter da Prússia Período 30 de janeiro de 1933 até 30 de janeiro de 1935 Ministro-presidente Franz von Papen Hermann Göring Antecessor(a) Kurt von Schleicher (Reichskommisar) Sucessor(a) Hermann Göring (Ministro-presidente) Dados pessoais Nascimento 20 de abril de 1889 Braunau am Inn , Áustria-Hungria Morte 30 de abril de 1945 (56 anos) Berlim , Alemanha Nacionalidade austríaco até 1925 alemão depois de 1932 Progenitores Mãe: Klara Hitler Pai: Alois Hitler Casamento dos progenitores 7 de janeiro de 1885 Esposa Eva Braun Partido Partido dos Trabalhadores Alemães (1920-1921) Partido Nazista (1921-1945) Religião Ver: Visão religiosa de Adolf Hitler Profissão Soldado , artista , escritor , político Assinatura Serviço militar Serviço/ramo Exército do Império Alemão Anos de serviço 1914-1918 Graduação Gefreiter (cabo) Unidade 16º Regimento Bávaro da Reserva Batalhas/guerras Primeira Guerra Mundial Condecorações Cruz de Ferro 1ª e 2ª Classes Distintivo dos feridos Adolf Hitler ( alemão: [ˈadɔlf ˈhɪtlɐ] ( ouvir ) . Braunau am Inn , 20 de abril de 1889 — Berlim , 30 de abril de 1945 ), por vezes em português Adolfo Hitler [ 1 ] [ 2 ] [ 3 ] , foi um político alemão que serviu como líder do Partido Nazista ( Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei . NSDAP), Chanceler do Reich (de 1933 a 1945) e Führer ('líder') da Alemanha Nazista de 1934 até 1945. Como ditador do Reich Alemão, ele foi o principal instigador da Segunda Guerra Mundial na Europa e foi figura central do Holocausto . Hitler nasceu na Áustria , então parte do Império Austro-Húngaro , e foi criado na cidade de Linz . Ele se mudou para a Alemanha em 1913 e serviu com distinção no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial . Se juntou ao Partido dos Trabalhadores Alemães , precursor do Partido Nazista, em 1919 e se tornou seu líder em 1921. Em 1923, ele organizou um golpe de estado em Munique para tentar tomar o poder. O fracassado golpe resultou na prisão de Hitler. Enquanto preso, ele ditou seu primeiro trabalho literário, a sua autobiografia e manifesto político, Mein Kampf ('Minha Luta'). Quando foi solto da cadeia, em 1924, Hitler ganhou apoio popular pela Alemanha com sua forte oposição ao Tratado de Versalhes e promoveu suas ideias de pangermanismo , antissemitismo e anticomunismo , com seu carisma e forte propaganda . Ele frequentemente criticava o sistema capitalista e comunista como sendo parte de uma conspiração judia . Em 1933, o Partido Nazista se tornou o maior partido eleito no Reichstag , com seu líder, Adolf Hitler, sendo apontado Chanceler da Alemanha no dia 30 de janeiro do mesmo ano. Após novas eleições, ganhas por sua coalizão, o Parlamento aprovou a Lei habilitante de 1933 , que começou o processo de transformar a República de Weimar na Alemanha Nazista , uma ditadura de partido único totalitária e autocrática de ideologia nacional socialista . Hitler pregava a eliminação dos judeus da Alemanha e o estabelecimento de uma Nova Ordem para combater o que ele via como 'injustiças pós-Primeira Grande Guerra', numa Europa dominada pelos britânicos e franceses . Em seus primeiros seis anos no poder, a economia alemã se recuperou da Grande Depressão , as restrições impostas ao país após a Primeira Guerra Mundial foram ignoradas e territórios na fronteira, lar de milhões de Volksdeutsche (alemães étnicos), foram anexados — ações que deram a ele grande apoio popular. Hitler queria estabelecer o Lebensraum ('espaço vital') para o povo alemão. Sua política externa agressiva é considerada um dos motivos que levaram a Europa e o mundo a segunda grande guerra . Ele iniciou um grande programa de reindustrialização e rearmamento da Alemanha no final da década de 1930 e então, a 1 de setembro de 1939, ordenou a invasão da Polônia , resultando numa declaração de guerra por parte do Reino Unido e da França alguns dias depois. Em junho de 1941, Hitler ordenou a invasão da União Soviética . Em meados de 1942, a Wehrmacht (as forças armadas nazistas) e as tropas do Eixo já ocupavam boa parte da Europa continental , do Norte da África e quase um-quarto do território soviético. Contudo, após falharem em conquistar Moscou e serem derrotados em Stalingrado , as forças nazistas começaram a retroceder. A entrada dos Estados Unidos na guerra ao lado dos Aliados forçou a Alemanha a ficar na defensiva, acumulando uma série de derrotas a partir de 1943. Nos últimos dias do conflito, durante a Batalha de Berlim em 1945, Hitler se casou com sua amante de longa data, Eva Braun . No dia 30 de abril de 1945, os dois cometeram suicídio para evitar serem capturados pelo exército vermelho . Seus corpos foram queimados e enterrados. Uma semana mais tarde a Alemanha se rendeu formalmente. Sob a liderança de Adolf Hitler, com uma ideologia racialmente motivada , o regime nazista perpetrou um dos maiores genocídios da história da humanidade, matando pelo menos 6 milhões de judeus e milhões de outras pessoas que Hitler e seus seguidores consideravam como Untermenschen ('sub-humanos') e socialmente 'indesejáveis'. Os nazistas também foram responsáveis pela morte de mais de 19,3 milhões de civis e prisioneiros de guerra . Além disso, no total, 29 milhões de soldados e civis morreram como resultado do conflito na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. O número de fatalidades neste conflito foi sem precedentes e ainda é uma das guerras mais mortais da história . Índice 1 Primeiros anos 1.1 Ancestralidade 1.2 Infância e educação 1.3 Juventude em Viena e Munique 1.4 Primeira Guerra Mundial 2 Início da carreira política 2.1 Golpe da Cervejaria 2.2 Reconstruindo o Partido Nazista 3 Ascensão ao poder 3.1 Governo Brüning 3.2 Indicação para Chanceler 3.3 Incêndio do Reichstag e eleições de março 3.4 Dia de Potsdam e Lei habilitante de 1933 3.5 Expansão final dos poderes 4 Ditador da Alemanha 4.1 Economia e cultura 4.2 Rearmamento e novas alianças 5 Segunda Guerra Mundial 5.1 Sucessos diplomáticos iniciais 5.1.1 Aliança com o Japão 5.1.2 Áustria e Tchecoslováquia 5.2 Começo da Segunda Guerra Mundial 5.3 Caminho para a derrota 5.4 Derrota e morte 5.5 O Holocausto 6 Estilo de liderança 7 Legado 8 Visões religiosas 9 Saúde 10 Família 11 Em filmes de propaganda 11.1 Lista com alguns filmes 12 Ver também 13 Notas 14 Referências 14.1 Bibliografia 14.2 Online 15 Ligações externas Primeiros anos Ancestralidade Alois , o pai de Hitler. Klara , a mãe de Hitler. Seu pai, Alois Hitler, Sr. (1837–1903) era filho ilegítimo de Maria Anna Schicklgruber . [ 4 ] Sua certidão de nascimento não trazia o nome do seu pai, então Alois inicialmente assumiu o sobrenome da mãe, Schicklgruber . Em 1842, Johann Georg Hiedler se casou com Maria Anna. Alois foi criado na família do irmão de Georg, Johann Nepomuk Hiedler . [ 5 ] Em 1876, Alois foi legitimado e seu registro batismal foi mudado por um padre para registrar Johann Georg Hiedler como pai de Alois (registrado como 'Georg Hitler'). [ 6 ] [ 7 ] Alois assumiu então o sobrenome 'Hitler', [ 7 ] também escrito e soletrado como Hiedler , Hüttler ou Huettler . O sobrenome Hitler é provavelmente baseado em 'aquele que vive em uma cabana' ( alemão : Hütte para 'cabana'). [ 8 ] O oficial nazista Hans Frank sugeriu que a mãe de Alois era empregada doméstica em uma casa de uma família judia em Graz , e que o filho de 19 anos desta família, Leopold Frankenberger , seria o pai de Alois. [ 9 ] Mas nenhum Frankenberger foi registrado em Graz neste período e nenhum documento comprova a existência de Leopold Frankenberger, [ 10 ] então a maioria dos historiadores consideram que a ideia de que o avô de Hitler era judeu é falsa. [ 11 ] [ 12 ] Infância e educação Adolf Hitler com aproximadamente um ano de idade (c. 1889–90). Adolf Hitler nasceu em 20 de abril de 1889 em Braunau am Inn , uma cidade da Áustria-Hungria (hoje em dia localizada na Áustria ), próximo a fronteira do Império Alemão . [ 13 ] Ele era um dos seis filhos nascidos de Alois Hitler e Klara Pölzl (1860–1907). Três dos seus irmãos — Gustav, Ida e Otto — morreram ainda na infância. [ 14 ] Quando Hitler tinha apenas três anos, sua família se mudou para Passau , na Alemanha. [ 15 ] Lá ele adquiriu um dialeto bávaro , que trouxe uma marca reconhecível a sua voz. [ 16 ] [ 17 ] [ 18 ] A família retornou para a Áustria e se assentou em Leonding em 1894 e em junho de 1895 Alois se aposentou em Hafeld, próximo de Lambach , onde ele passou a criar abelhas. Hitler estudou numa Volksschule (escola pública) próximo a Fischlham . [ 19 ] [ 20 ] A mudança para Hafeld coincidiu com um aumento nos conflitos pai-filho causado com a recusa de Hitler de se conformar a estrita disciplina de sua escola. [ 21 ] A ideia da fazenda de abelhas de Alois Hitler em Hafeld terminou em fracasso e em 1897 a família se mudou para Lambach. Aos oito anos de idade Hitler começou a ter aulas de canto e chegou a se apresentar no coral de sua igreja. Neste período até considerou virar padre. [ 22 ] Em 1898 retornou novamente para Leonding. A morte do seu irmão mais novo, Edmund , devido ao sarampo, em 1900, afetou muito Hitler. Ele mudou de uma pessoa confiável, extrovertida e um aluno consciencioso para um rapaz taciturno e desapegado que batia de frente com seus pais e professores. [ 23 ] Hitler em 1899, com nove ou dez anos. Alois havia feito sucesso na carreira como funcionário público da alfândega e queria que seu filho seguisse seus passos. [ 24 ] Hitler descreveu mais tarde um dia que seu pai o levou até o escritório que trabalhava, dizendo que este evento que deu origem a um antagonismo irreconciliável entre pai e filho, já que ambos tinham temperamento forte. [ 25 ] [ 26 ] [ 27 ] Ignorando a vontade do filho de frequentar uma escola clássica e se tornar um artista, Alois enviou Hitler para um Realschule (uma escola secundária ) em Linz em setembro de 1900. [ nota 1 ] [ 28 ] Hitler se rebelou contra esta decisão e no livro Mein Kampf ele afirmou que propositalmente foi mal na escola, esperando que uma vez que seu pai visse o pouco progresso que fazia na escola técnica ele então deixaria ele perseguir seu sonho numa escola artística. [ 29 ] Como muitos austríacos alemães, Hitler começou a desenvolver ideias nacionalistas pan-germânicas desde muito jovem. [ 30 ] Ele expressava apoio a Alemanha , desprezando a decadente Monarquia de Habsburgo e seu império multi-étnico. [ 31 ] [ 32 ] Hitler e seus amigos se cumprimentavam com 'Heil' e cantavam o ' Deutschlandlied ' ao invés do hino imperial austríaco . [ 33 ] Após a repentina morte de Alois em 3 de janeiro de 1903, a performance de Hitler na escola se deteriorou e sua mãe permitiu que ele abandonasse os estudos naquele momento. [ 34 ] Ele então se matriculou em uma Realschule em Steyr em setembro de 1904, onde seu comportamento e performance escolar melhoraram. [ 35 ] Em 1905, após passar no exame final, Hitler deixou a escola sem ambições de aprofundar os estudos ou fazer planos de carreira. [ 36 ] Juventude em Viena e Munique A casa que Hitler passou parte da sua adolescência, em Leonding , na Áustria (foto tirada em 1984). Desde 1905, Hitler passou a viver uma vida boêmia em Viena , financiada pela pensão de órfão que recebia e do apoio proveniente de sua mãe. Ele teve vários trabalhos, incluindo o de pintor, vendendo aquarelas de locais turísticos de Viena. A Academia de Belas-Artes o rejeitou em 1907 e em 1908, afirmando que ele era 'inapto para pintura'. [ 37 ] [ 38 ] O diretor da academia sugeriu que Hitler estudasse arquitetura, que também era do seu interesse, mas ele não tinha as qualificações acadêmicas já que ele não tinha terminado a escola secundária. [ 39 ] Em 21 de dezembro de 1907, sua mãe morreu de câncer de mama aos 47 anos. Hitler acabou ficando sem dinheiro e foi forçado a viver em abrigos para sem-tetos. [ 40 ] No tempo que vivia lá, Viena era um viveiro de preconceito religioso e racismo . [ 41 ] O medo de serem sobrepujados por imigrantes vindos do leste Europeu era grande e o prefeito populista Karl Lueger explorava a retórica anti-semita para fins políticos. O nacionalismo alemão estava em alta no distrito de Mariahilf , onde Hitler vivia. [ 42 ] O nacionalista Georg Ritter von Schönerer , que advogava o pangermanismo , anti-semitismo, anti- eslavismo e anti-catolicismo, era uma grande influência para Hitler. [ 43 ] Ele lia jornais como o Deutsches Volksblatt que espalhava preconceito e cultivava o medo dos cristãos de serem inundados pelo influxo de judeus do leste. [ 44 ] Hitler também lia jornais que pregavam o darwinismo social e exploravam algumas das ideias dos filósofos Nietzsche , Le Bon e Schopenhauer . [ 45 ] Era hostil ao que ele via como 'Germanofobia Católica' e demonstrou admiração por Martinho Lutero . [ 46 ] Uma aguarela pintada por Adolf Hitler, em 1914. A origem do antissemitismo de Hitler e a primeira vez que ele a expressou é motivo de debates. [ 47 ] Ele afirmou no Mein Kampf que ele se tornou um anti-semita em Viena. [ 48 ] Seu amigo próximo, August Kubizek , afirmou que Hitler era um 'convicto anti-semita' antes dele deixar Linz . [ 49 ] Várias fontes dão evidência que Hitler tinha amigos judeus quando jovem no começo da sua estadia em Viena. [ 50 ] [ 51 ] O historiador Richard J. Evans diz que 'historiadores agora geralmente concordam que seu notório e assassino anti-semitismo surgiu com força após a derrota alemã [na Primeira Grande Guerra], como uma paranoia da Dolchstoßlegende ( lenda da punhalada pelas costas )'. [ 52 ] Hitler recebeu a parte final da pensão do seu pai em maio de 1913 e se mudou para Munique , no sul da Alemanha . [ 53 ] Historiadores acreditam que ele deixou Viena para fugir do alistamento do exército austro-húngaro . [ 54 ] Hitler mais tarde afirmou que não queria servir no exército austríaco devido a alta miscigenação das forças armadas. [ 53 ] Após ser julgado inapto para o serviço — ele falhou em um exame físico em Salzburgo em 5 de fevereiro de 1914 — retornou para Munique. [ 55 ] Primeira Guerra Mundial Hitler ( na extrema direita, sentado ) com seus camaradas do Regimento de Infantaria Bávaro ( c. 1914–18). Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial , Hitler vivia em Munique e, embora fosse um cidadão austríaco, ele se voluntariou no Exército da Baviera . [ 56 ] Um relatório feito pelas autoridades bávaras em 1924 diz que Hitler serviu no exército local por erro. [ 56 ] Ele se juntou ao 16º Regimento Reserva de Infantaria Bávara (1ª Companhia do Regimento), [ 57 ] [ 56 ] servindo como mensageiro na Frente Ocidental na França e na Bélgica , uma função perigosa, que envolvia exposição a fogo inimigo, em vez da proteção proporcionada por uma trincheira . [ 58 ] Serviu também parte do tempo no quartel-general do regimento em Fournes-en-Weppes . [ 59 ] [ 60 ] Ele esteve presente nas batalhas de Ypres , do Somme (onde foi ferido), de Arras e de Passchendaele . [ 61 ] Ele foi condecorado por bravura, recebendo a Cruz de Ferro , de segunda classe, ao fim de 1914. [ 61 ] Sob recomendação do oficial judeu Hugo Gutmann , Hitler recebeu outra medalha, a Cruz de Ferro de primeira classe, em 4 de agosto de 1918, uma condecoração raramente dada a um soldado de sua patente ( Gefreiter ). [ 62 ] [ 63 ] Ele também recebeu o Distintivo de Ferido em 18 de maio de 1918. [ 64 ] A folha de serviço de Hitler, no geral, foi exemplar, mas nunca foi promovido além de Cabo , que era a patente mais alta oferecida a um estrangeiro no exército alemão à época. [ 65 ] Adolf Hitler como um soldado da Primeira Grande Guerra (1914–1918). Durante seu serviço no Quartel-general, Hitler continuou seu trabalho como artista, fazendo desenhos e ilustrações para o jornal do exército. Durante a batalha do Somme, em outubro de 1916, ele foi ferido na coxa quando um disparo de artilharia caiu perto de sua posição. [ 66 ] Hitler passou dois meses em um hospital em Beelitz , retornando ao seu regimento em 5 de março de 1917. [ 67 ] Em 15 de outubro de 1918, ele foi cegado temporariamente por gás mostarda durante um ataque e foi hospitalizado em Pasewalk . [ 68 ] Enquanto estava lá, Hitler foi informado da derrota da Alemanha. Segundo ele próprio, ao receber esta notícia, sofreu novamente por cegueira devido a tristeza. [ 69 ] Hitler descreveu seu tempo na guerra como 'a maior das experiências'. Ele foi muito elogiado por seus oficiais superiores devido a bravura que demonstrava. [ 70 ] Sua experiência em combate reforçou seu patriotismo, tornando ele um nacionalista apaixonado. Hitler ficou chocado com a capitulação da Alemanha em novembro de 1918. [ 71 ] Sua amargura a respeito do colapso do esforço de guerra moldou sua ideologia. [ 72 ] Como muitos outros nacionalistas alemães e veteranos de guerra, ele acreditava no Dolchstoßlegende (a 'teoria da punhalada nas costas'), que consistia na ideia de que o exército alemão , 'invicto no campo de batalha', fora traído e apunhalado pelas costas pela liderança política civil e pelos marxistas , que mais tarde foram chamados pelos nazistas de 'criminosos de novembro'. [ 73 ] O Tratado de Versalhes de 1919 julgou que a Alemanha era a única responsável pela guerra e portanto deveria ser severamente punida. O país perdeu várias partes do seu território e a região estratégica da Renânia foi desmilitarizada. O tratado também impôs pesadas sanções econômicas e exigiu que o país pagasse grandes reparações para as nações vencedoras . Muitos alemães viram o tratado como uma humilhação injusta. [ 74 ] O rancor com o Tratado de Versalhes, junto com a grave crise econômica, social e política do pós-guerra na Alemanha seria explorado por Hitler para fins políticos. [ 75 ] Início da carreira política A carteira de membro de Hitler do Partido dos Trabalhadores Alemães . Após a primeira guerra mundial, Hitler retornou para Munique . [ 76 ] Sem uma educação formal ou prospectos de carreira, ele decidiu permanecer no exército. [ 77 ] Em julho de 1919, ele foi apontado como Verbindungsmann (agente de inteligência) da Aufklärungskommando (Comando de Reconhecimento) do Reichswehr (o novo exército alemão), com o propósito de influenciar outros soldados e se infiltrar no Partido dos Trabalhadores Alemães (DAP). Enquanto monitorava as atividades do DAP, Hitler foi atraído pelo fundador do partido, Anton Drexler , e sua retórica anti-semita, nacionalista, anti-capitalista e anti-marxista. [ 78 ] Drexler favorecia um governo forte e ativo, uma versão não judaica do socialismo (como ele descrevia), e solidariedade entre os membros da sociedade. Impressionado com as capacidades oratórias de Hitler, Drexler o convidou para se juntar ao DAP. Hitler aceitou a 12 de setembro de 1919, [ 79 ] se tornando o membro nº 555 (o partido havia começado a contagem de membros no número 500 para dar a impressão de serem maiores do que realmente eram). [ 80 ] No DAP, Hitler conheceu Dietrich Eckart , um dos fundadores do partido e membro da ocultista Sociedade Thule . [ 81 ] Eckart se tornou um dos mentores de Hitler, trocando ideias com ele e o apresentando a alta sociedade de Munique. [ 82 ] Para aumentar seu apelo popular, o DAP mudou seu nome para Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei ( Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães . NSDAP, ou Partido Nazista). [ 83 ] Hitler desenhou a bandeira do partido colocando uma suástica preta dentro de um círculo branco com um fundo vermelho. [ 84 ] Hitler foi formalmente dispensado pelo exército em 31 de março de 1920 e começou a trabalhar em tempo integral no Partido Nazista (NSDAP). [ 85 ] O quartel-general do partido era em Munique, um viveiro do sentimento nacionalista alemão anti-governo determinado a esmagar o marxismo e minar a autoridade da República de Weimar . [ 86 ] Em fevereiro de 1921 — já acostumado a falar para grandes públicos — ele se dirigiu a uma platéia de mais de 6 000 numa noite. [ 87 ] Para divulgar a reunião, dois caminhões cheios de partidários do seu movimento dirigiram por Munique balançando suásticas e distribuindo panfletos nazistas. Hitler ganhou notoriedade por seus grandes e polêmicos discursos contra o Tratado de Versalhes, rivais políticos e especialmente contra os marxistas-comunistas e os judeus. [ 88 ] Hitler posando para uma câmera durante um discurso, em 1930. Em junho de 1921, enquanto Hitler e Eckart estavam em uma viagem para angariar fundos em Berlim , um motim irrompeu na sede do NSDAP em Munique. Membros do comitê executivo queriam fundir a legenda com os rivais do Partido Socialista Alemão (DSP), que também era de extrema-direita . [ 89 ] Hitler retornou para Munique em 11 de julho e, com raiva, renunciou sua filiação do partido. Os membros do comitê sabiam que a resignação da sua principal figura pública e orador significaria o fim do partido. [ 90 ] Hitler anunciou que ele retornaria a legenda na condição de que ele substituiria Drexler na liderança do partido e o quartel-general deles permaneceria em Munique. [ 91 ] O comitê aceitou e ele formalmente retornou ao partido em 26 de julho como o membro nº 3 680. Hitler continuou a enfrentar oposição dentro do próprio NSDAP: entre seus principais oponentes estava Hermann Esser , que fora expulso do partido. Foram impressos mais de 3 000 panfletos criticando Hitler, o acusando de ser um traidor. [ 91 ] [ nota 2 ] Nos dias seguintes, Hitler discursou em vários locais (sempre lotados) e se defendeu, atacando Esser, sempre recebendo estrondosos aplausos. Sua estratégia foi bem sucedida e em uma reunião com a cúpula do partido, em 29 de julho, foi concedido a ele poderes absolutos dentro do Partido Nazista, substituindo Drexler, numa votação de 533 a 1. [ 92 ] Os discursos vitriólicos de Hitler na cervejaria de Munique começaram a atrair grandes multidões com muita frequência. Ele utilizava táticas populistas , incluindo o uso de bode expiatórios , no qual ele jogava toda a culpa pelos males que o país atravessava. [ 93 ] [ 94 ] [ 95 ] Hitler usava magnetismos pessoais e seu entendimento da psicologia das multidões para se engajar com o público durante os discursos. Ele sabia como falar e o que falar e em qual momento. [ 96 ] [ 97 ] Historiadores notam o efeito hipnótico da oratória de Hitler, manipulando as massas. [ 98 ] Alfons Heck , um ex membro da Juventude Hitlerista , mais tarde afirmou: “ Nós nos irrompemos em um frenesi de orgulho nacionalista que beirava a histeria. Por vários minutos, nós gritávamos a plenos pulmões, com lágrimas caindo dos nossos rotos: Sieg Heil , Sieg Heil, Sieg Heil! Daquele momento em diante, eu pertencia, de corpo e alma, a Adolf Hitler. [ 99 ] ” Contudo, alguns visitantes que encontraram Hitler em privado notavam que sua aparência e comportamento não eram nada impressionantes. [ 100 ] [ 101 ] Entre seguidores que o apoiaram desde o início inclui Rudolf Hess , o ex piloto Hermann Göring e o capitão do exército Ernst Röhm . Hitler recrutou Röhm para organizar e comandar o grupo paramilitar conhecido como Sturmabteilung (SA), que servia como braço armado do partido, protegendo as reuniões e os líderes nazistas e também atacavam oponentes políticos. Uma influência importante sobre o pensar de Hitler aconteceu durante o período da Aufbau Vereinigung , [ 102 ] um grupo conspiratório formado por ' russos brancos ' (como eram chamados os monarquistas contrarrevolucionários do antigo Império Russo ) exilados e nacionais socialistas no início. Este grupo, financiado por industrialistas ricos, introduziu a Hitler a ideia de uma conspiração judaica internacional, ligada ao movimento bolchevique . [ 103 ] Golpe da Cervejaria Ver artigo principal: Putsch da Cervejaria Os réus do julgamento do Putsch da Cervejaria. Da esquerda para a direita: Pernet, Weber, Frick, Kiebel, Ludendorff, Hitler, Bruckner, Röhm e Wagner. Em 1923, Hitler se aproximou do general Erich Ludendorff , que também era veterano da primeira guerra mundial, para tentar tomar o poder na Baviera através de um golpe (conhecido como ' Putsch da Cervejaria '). O Partido Nazista se inspirou no fascismo italiano como modelo para sua aparência, estilo e até políticas. Hitler queria emular a ' Marcha sobre Roma ' de Benito Mussolini , feita em 1922, dando seu próprio golpe em Munique, desafiando o governo central em Berlim . Hitler e Ludendorff buscaram apoio do Staatskommissar (comissário do estado) Gustav Ritter von Kahr , o de facto governador da Baviera. Contudo, Kahr, junto com o chefe de polícia Hans Ritter von Seisser e o general do exército Otto von Lossow , queriam tentar seu próprio golpe e instituir no país uma ditadura militar sob sua liderança, sem a participação de Hitler. [ 104 ] Em 8 de novembro de 1923, Hitler e vários membros da SA invadiram uma reunião pública, organizada por Kahr, onde 3 000 pessoas estavam reunidas na Bürgerbräukeller , uma grande cervejaria de Munique. Interrompendo o discurso de Kahr, ele anuciou que a revolução nacional havia começado e declarou a formação de um novo governo com Ludendorff. [ 105 ] Numa sala nos fundos, Hitler, com uma pistola em mãos, exigiu apoio de Kahr, Seisser e Lossow. Eles, temporariamente, concordaram. [ 105 ] As tropas de Hitler inicialmente conseguiram ocupar o quartel-general do Reichswehr e da polícia, mas Kahr e seus colegas retiraram seu apoio e fugiram. As forças de segurança da Baviera decidiram não apoiar Hitler. [ 106 ] No dia seguinte, os nazistas marcharam da cervejaria até o prédio do ministério da guerra bávaro para derrubar o governo local, mas a polícia estava preparada e abriu fogo contra as multidões, dispersando eles. [ 107 ] Cerca de dezesseis membros do NSDAP e quatro policiais morreram no fracassado golpe. [ 108 ] Sobrecapa do livro Mein Kampf (1926–27). Hitler fugiu para casa de Ernst Hanfstaengl , um membro do partido, e lá chegou a contemplar suicídio. [ 109 ] Ele estava depressivo mas foi acalmado e acabou sendo preso pelas autoridades locais em 11 de novembro de 1923 sob acusação de alta traição . [ 110 ] Foi levado a corte popular de Munique e seu julgamento começou em fevereiro de 1924. [ 111 ] Alfred Rosenberg assumiu interinamente a liderança do partido. Hitler usou o julgamento em seu benefício, usando a publicidade que a tentativa de golpe fracassada lhe trouxe. Ele discursou em defesa própria e chamou a atenção de muita gente para sua causa. Ainda assim, em 1 de abril, Hitler foi sentenciado a cinco anos de prisão em Landsberg . [ 112 ] Lá, ele foi muito bem tratado pelos guardas e foi permitido que recebesse constantes visitas de camaradas do partido, além de cartas e encomendas de apoiadores. Após ser perdoado pela Suprema Corte da Baviera, foi liberado da cadeia em 20 de dezembro de 1924, sob objeções do procurador-geral do estado. [ 113 ] Incluindo o tempo da prisão preventiva, Hitler ficou apenas um pouco mais de um ano na prisão. [ 114 ] Enquanto estava preso em Landsberg, Hitler ditou boa parte do seu livro Mein Kampf (' Minha Luta '. originalmente chamado de Quatro anos e meio de Lutas contra Mentiras, Estupidez e Covardice ) para o seu ajudante, Rudolf Hess. [ 114 ] O livro, dedicado ao membro da Sociedade Thule e amigo Dietrich Eckart, era uma autobiografia e exposição de suas ideologias. O livro detalhou os planos de Hitler para transformar a sociedade alemã sob apenas uma raça . Algumas passagens do livro deixavam explicita a ideia de um genocídio . [ 115 ] Publicado em dois volumes, em 1925 e 1926, vendeu pelo menos 228 000 cópias entre 1925 e 1932. Um milhão de cópias foram vendidas então apenas em 1933, o primeiro ano de Hitler no poder. [ 116 ] Pouco antes de Hitler poder entrar com um pedido de condicional, o governo da Baviera tentou extraditá-lo para a Áustria. [ 117 ] Contudo, o Chanceler da Áustria , Rudolf Ramek , recusou o pedido. [ 118 ] Hitler renunciou sua cidadania austríaca em 7 de abril de 1925. [ 118 ] Reconstruindo o Partido Nazista No período que Hitler foi solto da cadeia, a situação política na Alemanha havia se tornado menos combativa e a situação da economia havia melhorado, limitando as oportunidades políticas de Hitler para agitação política. Como resultado do golpe fracassado, o partido nazista e suas organizações filiadas foram banidas da Baviera . Após um encontro com Heinrich Held , então primeiro-ministro bávaro, em 4 de janeiro de 1925, Hitler concordou em respeitar a autoridade do estado e prometeu que buscaria poder político agora apenas por meios democráticos. Um mês depois da reunião, o partido nazista deixou de ser banido e voltou a ativa. [ 119 ] Hitler, contudo, foi barrado de fazer discursos públicos mas este banimento foi suspenso também em 1927. [ 120 ] [ 121 ] Para avançar suas ambições políticas, apesar destes contratempos, Hitler nomeou Gregor Strasser , Otto Strasser e Joseph Goebbels para organizar e fazer crescer o Partido Nazista no norte da Alemanha. Um grande organizador, Gregor Strasser dirigiu um curso político mais independente, enfatizando os elementos socialistas do programa do partido. [ 122 ] Em 29 de outubro de 1929, na Terça-Feira Negra , a bolsa de valores dos Estados Unidos quebrou. O impacto atingiu o mundo todo, inclusive a Alemanha. Várias empresas fecharam as portas, resultando em milhares de desempregados. Bancos faliram, causando um colapso parcial do sistema financeiro da nação. Hitler e os nazistas tomaram vantagem da situação emergencial para angariar apoio ao partido. Eles prometeram ao povo repudiar o Tratado de Versalhes, fortalecer a economia e garantir empregos e oportunidades. [ 123 ] Ascensão ao poder Ver artigo principal: Ascensão de Hitler ao poder Governo Brüning A Grande Depressão providenciou a Hitler uma ótima oportunidade política. Os alemães estavam ambivalentes sobre a república parlamentarista , que enfrentava forte oposição de extremistas de esquerda e direita . Já os partidos moderados não conseguiam competir com os radicais. No referendo de 1929 , o povo alemão votou, por grande maioria, repudiar o pagamento de reparações de guerra estipulados no Tratado de Versalhes. A ideologia nazista, neste período, ganhou muito apoio popular. [ 124 ] As eleições de setembro de 1930 resultou na quebra da 'grande coalizão', substituindo a administração do país por um governo de minoria. O chanceler Heinrich Brüning , do Partido do Centro , governava a nação por meio de decretos emergenciais do presidente Paul von Hindenburg . Governar por decreto acabou pavimentando o caminho para uma forma de governo mais autoritarista . [ 125 ] O Partido Nazista saiu da obscuridade e conquistou 18,3% dos votos (ou 6,409,600 de pessoas) e 107 assentos no parlamento nas eleições de 1930, se tornando a segunda maior bancada no Reichstag . [ 126 ] Hitler com membros do partido nazista no prédio Brown, em Munique, em dezembro de 1930. Hitler teve uma participação proeminente no julgamento de dois oficiais do Reichswehr , os tenentes Richard Scheringer e Hans Ludin, ao fim de 1930. Eles foram acusados de serem membros do partido nazista (filiação partidária era proibida aos militares). [ 127 ] A acusação disse que os nazistas eram extremistas, e o advogado de defesa, Hans Frank , chamou Hitler para testemunhar. [ 128 ] Em 25 de setembro de 1930, Hitler afirmou novamente que buscaria poder político apenas pela via democrática. [ 129 ] Seu discurso neste julgamento chamou atenção do corpo de oficiais do exército e muitos lá passaram a apoia-lo. [ 130 ] As medidas de austeridade do chanceler Brüning trouxe poucos resultados e eram tremendamente impopulares. [ 131 ] Hitler explorou isso em suas mensagens políticas para o povo, falando especialmente as classes mais baixas que eram mais extensamente afetadas pela hiperinflação e a retração econômica. Assim, os nazistas conquistaram bastante apoio de fazendeiros, veteranos de guerra e trabalhadores da classe média . [ 132 ] Apesar de Hitler ter renunciado a sua cidadania austríaca em 1925, demorou cerca de sete anos para ele se tornar cidadão alemão. Isso significava que, na prática, ele era um apátrida e não podia se candidatar a um cargo público e até podia ser deportado. [ 133 ] Em 25 de fevereiro de 1932, o ministro do interior de Brunswick, Dietrich Klagges , que era membro do partido nazista, nomeou Hitler como administrador da delegação do estado para o Reichsrat em Berlim, fazendo de Hitler um cidadão de Brunswick, [ 134 ] e assim um alemão. [ 135 ] Em 1932, agora como pleno cidadão alemão, Hitler concorreu contra Paul von Hindenburg nas eleições presidenciais . A 27 de janeiro de 1932, ele fez um discurso no Clube Industrial de Düsseldorf e lá conquistou apoio dos principais empresários industrialistas alemães. [ 136 ] Hindenburg tinha apoio de vários partidos nacionalistas, monarquistas, católicos e republicanos , e até mesmo dos Sociais Democratas . Hitler usou como slogan de campanha a frase ' Hitler über Deutschland ' ('Hitler sobre a Alemanha'), uma referência as suas ambições políticas e sua campanha, sendo que ele viajava muito de aeronave pelo país. [ 137 ] Ele foi um dos primeiros políticos a usar viagens do avião para fins políticos e utilizava este método rápido de viagem de forma eficiente. [ 138 ] [ 139 ] Hitler terminou em segundo lugar nesta eleição, ganhando cerca de 36% dos votos (ou 13,418,517 de pessoas). Apesar dele ter perdido o pleito para Hindenburg, esta eleição estabeleceu Hitler como uma figura forte na política alemã. [ 140 ] Indicação para Chanceler A ausência de um governo eficiente fez com que dois políticos influentes, Franz von Papen e Alfred Hugenberg , juntos com vários industrialistas e empresários, escrevessem uma carta para Hindenburg. Os signatários pediram para o presidente apontar Adolf Hitler como líder do governo 'independente dos partidos parlamentares', dizendo que isso iria 'encantar milhões de pessoas'. [ 141 ] [ 142 ] Hitler, na janela da Chancelaria do Reich , sendo ovacionado por seus apoiadores na sua investidura como Chanceler , em 30 de janeiro de 1933. Hindenburg desprezava Hitler, mas foi ficando sem opções, com o governo no Parlamento a beira do colapso, sem base política para se sustentar. Relutantemente, o presidente decidiu concordar em indicar Hitler para o cargo de chanceler ( chefe de governo ) após duas turbulentas eleições parlamentares — em julho e novembro de 1932 — que não tinham conseguido formar um governo de maioria. Hitler liderou uma coalizão, que durou pouco tempo, formada pelo Partido Nazista e os apoiadores de Alfred Hugenberg do Partido Popular Nacional Alemão (DNVP). Em 30 de janeiro de 1933, um novo gabinete foi formado e oficializado no escritório do presidente Hindenburg. O Partido Nazista ganhou três postos no governo: Hitler passou a ser o chanceler, Wilhelm Frick o Ministro do Interior do país e Hermann Göring o Ministro do Interior da Prússia . [ 143 ] Hitler queria estes postos ministeriais pois ele almejava controlar por completo a polícia alemã. [ 144 ] Incêndio do Reichstag e eleições de março Como chanceler, Hitler trabalhou para impedir que os oponentes do Partido Nazista se unificassem e tentassem formar um governo de coalizão de maioria contra ele. A oposição, contudo, não conseguia se unificar, com os comunistas e socialistas não se entendendo com os partidos sociais democratas de esquerda. Com o impasse político se acentuando no Reichstag, Hitler pediu para o presidente Hindenburg dissolver o parlamento e convocar novas eleições para março. Em 27 de fevereiro de 1933, o prédio do Reichstag pegou fogo e ficou parcialmente destruído. Hermann Göring culpou os comunistas pelo atentado. De fato, um comunista holandês Marinus van der Lubbe foi capturado dentro do edifício. [ 145 ] De acordo com o historiador britânico Sir Ian Kershaw , o consenso entre os acadêmicos era que van der Lubbe possivelmente foi mesmo o responsável pelo incêndio. [ 146 ] Outros, contudo, incluindo William L. Shirer e Alan Bullock , e acreditam que os próprios nazistas foram os responsáveis, em uma operação de bandeira falsa . [ 147 ] [ 148 ] Por insistência de Hitler, Hindenburg aprovou o Decreto do Incêndio do Reichstag de 28 de fevereiro de 1933, que suspendeu vários direitos civis e permitiu que o governo fizesse prisões sem mandato judicial. O decreto era permitido devido ao Artigo 48 da Constituição de Weimar , que dava ao presidente poderes emergenciais para proteger a população e manter a ordem pública. [ 149 ] As atividades do Partido Comunista Alemão (KPD) foram reprimidas e mais de 4 000 comunistas foram presos. [ 150 ] Além da campanha política, o Partido Nazista engajou em violência paramilitar nas ruas e espalhou propaganda anticomunista antes das próximas eleições. No dia do pleito, a 6 de março de 1933, os nazistas conquistaram 43,9% dos votos (ou 17,277,180 de pessoas) e se tornaram o maior partido no Parlamento. Ainda assim, o partido de Hitler não tinha maioria absoluta para formar um governo de maioria, necessitando fazer outra coalizão com o DNVP . [ 151 ] Dia de Potsdam e Lei habilitante de 1933 Ver artigo principal: Lei de Concessão de Plenos Poderes de 1933 Adolf Hitler cumprimentando o presidente Paul von Hindenburg no Dia de Potsdam, em 21 de março de 1933. Em 21 de março de 1933, o novo Reichstag foi constituído com uma cerimônia feita na Igreja Garrison em Potsdam . Este 'Dia de Potsdam' deveria demonstrar a unidade entre o movimento nazista e a velha elite prussiana e militar. Hitler utilizava um fraque e humildemente e com toda a reverência cumprimentou o presidente Hindenburg. [ 152 ] [ 153 ] Para conquistar controle político total, apesar de não ter maioria absoluta no parlamento, o governo de Hitler levou para votação no recém eleito Reichstag o projeto de lei Ermächtigungsgesetz ( Lei habilitante de 1933 ). A lei, oficialmente chamada Gesetz zur Behebung der Not von Volk und Reich ('Lei para Redimir a angústia do Povo e do Reich'), deu a Hitler e seu gabinete de governo o poder de passar leis sem o consentimento do Parlamento por um período de quatro anos. Estas leis (com certas exceções) não eram contempladas pela constituição. [ 154 ] Já que iria afetar a constituição, a Lei Habilitante precisava da aprovação de dois-terços do parlamento para passar. Deixando nada ao acaso, os nazistas utilizaram provisões aprovadas no Decreto do Incêndio do Reichstag para prender 81 deputados comunistas [ 155 ] e impediram que muitos parlamentares de esquerda, como os Sociais Democratas, participassem da votação. [ 156 ] Em 23 de março de 1933, o Reichstag se reuniu na Casa de Ópera Kroll sob circunstâncias turbulentas. Linhas de homens da SA serviam como guardas dentro do prédio, enquanto grandes grupos de opositores da proposta gritavam slogans de discórdia e ameaças durante a chegada dos parlamentares no prédio. [ 157 ] A posição do Partido do Centro , a terceira maior legenda do Reichstag, era decisiva. Após Hitler verbalmente prometer a Ludwig Kaas , o líder deste partido, que Hindenburg reteria o poder de veto, Kaas anunciou que seus correligionários apoiariam a Lei Habilitante. No final, a lei passou por 441 votos a 84, com todos os partidos, exceto os Sociais Democratas, votando a favor (os comunistas foram impedidos de participar). A Lei Habilitante, junto com o Decreto do Incêndio do Reichstag , transformou, legalmente, o governo de Adolf Hitler em uma de facto ditadura . [ 158 ] Expansão final dos poderes “ Sob o risco de parecer estar falando besteira eu te digo que o Nacional Socialismo durará mais de 1 000 anos! [...] Não se esqueça como o povo riu de mim quinze anos atrás quando eu declarei que um dia governaria a Alemanha. Eles riem agora, de forma igualmente tola, quando eu digo que vou manter o poder! [ 159 ] ” — Adolf Hitler em uma entrevista para um correspondente britânico em Berlim, em junho de 1934.. Tendo alcançado poder legislativo e executivo total, Hitler e seus aliados iniciaram o processo de reprimir a oposição. O Partido Social Democrata foi banido e seus bens apreendidos. [ 160 ] Enquanto várias lideranças de sindicatos estavam em Berlim para as atividades do Dia de Maio , soldados das SA atacaram escritórios dos líderes de sindicatos por todo o país. Em 2 de maio de 1933 todos os sindicatos foram dissolvidos e seus presidentes foram presos. Muitos foram enviados para os recém abertos campos de concentração , onde os nazistas passaram a aprisionar os seus oponentes políticos. [ 161 ] A Frente Alemã para o Trabalho , uma organização que visava representar todos os trabalhadores, administradores e donos de companhias, foi criada refletindo o conceito nazista de Volksgemeinschaft ('comunidade do povo'). [ 162 ] Em 1934, Hitler se tornou o Chefe de Estado da Alemanha sob o título de Führer und Reichskanzler ('Líder e Chanceler do Reich'). Ao fim de junho, vários partidos, não só de esquerda, passaram a ser dissolvidos. Isto incluiu o antigo parceiro de coalizão dos Nazistas, o DNVP . com a ajuda dos paramilitares da SA, Hitler forçou o seu líder, Alfred Hugenberg, a renunciar em 29 de junho. Duas semanas depois, o Partido Nazista foi declarado o único partido legal na Alemanha. [ 162 ] [ 160 ] A ascensão da SA como uma força política e militar causava ansiedade entre as elites militares, industriais e políticas na Alemanha. Em resposta, Hitler decidiu expurgar a liderança da SA na chamada ' Nacht der langen Messer ' (a 'Noite das facas longas'), que aconteceu de 30 de junho a 2 de julho de 1934. [ 163 ] Hitler mirou no seu velho amigo Ernst Röhm e em outros líderes da SA que, junto com outros adversários políticos (como Gregor Strasser e Kurt von Schleicher ), foram presos e executados. [ 164 ] Enquanto várias nações e muitos alemães ficaram chocados com os assassinatos, a maioria da população da Alemanha acreditava que estas ações era simplesmente Hitler restaurando a ordem no país. [ 165 ] O presidente Hindenburg, então prestes a completar 87 anos de idade, ficou desorientado ao ser informado sobre o massacre. [ 166 ] Em 2 de agosto de 1934, o presidente Paul von Hindenburg faleceu. No dia anterior, o gabinete de governo aprovou a 'Lei sobre o Mais Alto Cargo do Reich', [ 167 ] que afirmava que, caso Hindenburg morresse, o cargo de presidente seria abolido e seus poderes seriam fundidos aos do chanceler da Alemanha . Hitler, então, se tornou tanto chefe de estado quanto de governo , sendo formalmente chamado agora de Führer und Reichskanzler ('Líder e Chanceler'). [ 168 ] Assim, ele derrubou o único remédio legal que poderia remove-lo do cargo. Sua ditadura estava agora firmemente estabelecida. [ 169 ] Como chefe de estado, Hitler se tornou o comandante em chefe das forças armadas . O tradicional juramento de lealdade feito pelos militares passou a ser um voto de lealdade pessoal a Hitler . [ 170 ] Em 19 de agosto, a fusão da presidência e da chancelaria foi aprovado por quase 90% da população mediante plebiscito . [ 171 ] Estandarte pessoal de Adolf Hitler. No começo de 1938, Hitler usou de chantagem para consolidar seu poder sobre os militares instigando o Caso Blomberg-Fritsch . Hitler forçou seu ministro da guerra, o marechal Werner von Blomberg , a renunciar usando um dossiê que dizia que a nova esposa de Blomberg já tinha sido uma prostituta. [ 172 ] [ 173 ] O comandante do exército, o coronel-general Werner von Fritsch foi removido do seu cargo também após a Schutzstaffel (SS) produzir alegações de que ele tinha tido uma relação homossexual no passado. [ 174 ] Na verdade, ambos estes homens haviam caído em desgraça com Hitler quando eles se opuseram a ordem do Führer para a Wehrmacht se preparar para uma guerra até 1938. [ 175 ] Hitler substituiu o ministério da guerra pelo Oberkommando der Wehrmacht ( OKW , ou 'Alto Comando das Forças Armadas'), sob a chefia do general Wilhelm Keitel . No mesmo dia, dezesseis generais foram demitidos dos seus cargos e outros quarenta e quatro foram transferidos. todos estes homens eram suspeitos de não serem tão pró-nazismo. [ 176 ] Em fevereiro de 1938, mais doze generais foram afastados dos seus cargos. [ 177 ] Hitler queria dar a sua ditadura toda a aparência de legalidade. Várias das leis que ele passou eram protegidas pelo Decreto do Incêndio do Reichstag e assim respeitando o Artigo 48 da Constituição de Weimar . O Parlamento renovou a Lei de Habilitante mais duas vezes, cada uma por um período de quatro anos. [ 178 ] Enquanto eleições para o Reichstag continuaram (em 1933, 1936 e 1938), era apresentado aos eleitores uma lista com candidatos nazistas e pró-nazistas, que levaram em cada eleição pelo menos 90% dos votos válidos. [ 179 ] A votação não era secreta. os nazistas ameaçavam com duras represálias quem votasse contra ou aqueles que pretendessem não votar. [ 180 ] Ditador da Alemanha Ver artigo principal: Alemanha Nazista Economia e cultura Ver artigo principal: Economia da Alemanha Nazista Uma cerimônia em honra aos mortos ( Totenehrung ) feita no Salão da Honra ( Ehrenhalle ) na área de desfile do partido nazista , em Nurembergue , setembro de 1934. Em agosto de 1934, Hitler nomeou o presidente do Reichsbank , Hjalmar Schacht , como o novo Ministro da Economia e no ano seguinte, iniciou os processos de reforma econômica para preparar o país para a guerra. [ 181 ] A reconstrução e rearmamento do país foram financiados pelas leis Mefo-Wechsel, imprimindo dinheiro e tomando bens de pessoas presas como inimigos do Estado, incluindo milhares de judeus. [ 182 ] O número de desempregados caiu de seis milhões em 1932 para menos de um milhão em 1936. [ 183 ] Hitler supervisionou um extenso programa de reorganização e melhorias da infraestrutura da Alemanha, levando a construção de represas, autobahns , ferrovias e outras obras públicas. De início os salários caíram no final da década de 1930, enquanto o custo de vida aumentou. [ 184 ] Porém a média salarial voltou a subir em 1939, com o alemão comum trabalhando com uma jornada de 47 a 50 horas semanais. [ 185 ] O governo de Hitler patrocinou várias obras de arquitetura em imensa escala. Albert Speer , instrumental em implementar a reinterpretação do Führer da cultura alemã, foi colocado na liderança da proposta de renovação arquitetônica de Berlim . [ 186 ] Em 1936, Hitler participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão na capital alemã . [ 187 ] Rearmamento e novas alianças Ver artigos principais: Potências do Eixo , Pacto Tripartite e Rearmamento da Alemanha Em 3 de fevereiro de 1933, durante uma reunião com a liderança militar alemã, Hitler falou que a 'conquista do Lebensraum no Leste e a implacável Germanização ' eram seus objetivos principais de política externa. [ 188 ] Em março, o príncipe Bernhard Wilhelm von Bülow, secretário do Auswärtiges Amt (Ministério de Relações Exteriores), emitiu uma declaração dos principais objetivos de política externa do país: o Anschluss com a Áustria , a restauração das fronteiras nacionais de 1914 da Alemanha, rejeição de todas as restrições militares impostas pelo Tratado de Versalhes, devolução das colônias alemãs na África e a criação de uma zona de influência alemã na Europa Oriental. Hitler achava, na verdade, os objetivos de Bülow modestos demais. [ 189 ] Em discursos feitos na época, ele afirmou que suas políticas eram pacíficas e estava disposto a trabalhar dentro dos acordos internacionais. [ 190 ] Na sua primeira reunião de gabinete em 1933, Hitler priorizou aumento de gastos com os militares. [ 191 ] Adolf Hitler e Benito Mussolini (direita) se encontrando em 1943. A Itália e a Alemanha assinaram um acordo de cooperação e aliança em outubro de 1936. Hitler retirou a Alemanha da Liga das Nações e da Conferência para o Desarmamento em Genebra em outubro de 1933. [ 192 ] Em janeiro de 1935, mais de 90% da população de Saarland , até então sob administração da Liga das Nações, votou num plebiscito por se unir a Alemanha. [ 193 ] Em março, Hitler anunciou que a Wehrmacht seria expandida para mais de 600 000 membros — seis vezes mais que o número permitido pelo Tratado de Versalhes — incluindo o desenvolvimento de uma nova força aérea ( Luftwaffe ) e o aumento da marinha de guerra ( Kriegsmarine ). O Reino Unido , a França , a Itália e outros países da Liga das Nações protestaram contra o rearmamento alemão em violação do tratado, mas nada fizeram para impedi-lo. [ 194 ] [ 195 ] O Acordo Naval Anglo-Germânico de 18 de junho de 1935 permitiu que a tonelagem da marinha alemã aumentasse para 35% daquele da marinha britânica. Hitler chamara tal acordo com os ingleses de 'o melhor dia da minha vida', acreditando que este acordo seria o primeiro passo para a aliança anglo-germânica que ele havia previsto no Mein Kampf . [ 196 ] A França e a Itália não foram consultadas a respeito deste entendimento, minando diretamente a Liga das Nações e jogando o Tratado de Versalhes no caminho da irrelevância. [ 197 ] Sob ordens do Führer, a Alemanha reocupou a zona desmilitarizada da Renânia em março de 1936, em uma nova violação direta do Tratado de Versalhes. Hitler também enviou tropas para a Espanha em apoio ao General Franco durante a sangrenta guerra civil espanhola após receber um pedido de ajuda dos nacionalistas espanhóis em julho de 1936. Ao mesmo tempo, Hitler continuou com seu esforço de criar uma aliança Anglo-Germânica. [ 198 ] Em agosto de 1936, em resposta a um princípio de crise econômica devido aos gastos com o rearmamento, Hitler ordenou que Göring implementasse o Vierjahresplan ('Plano de Quatro Anos') para preparar a Alemanha para a guerra nos próximos quatro anos. [ 199 ] O plano previa uma luta total entre os 'Judeus-Bolchevistas' e o nazismo alemão, onde Hitler pretendia prosseguir com o rearmamento do país independente do custo econômico. [ 200 ] O conde Galeazzo Ciano , ministro de relações exteriores do governo de Benito Mussolini , declarou um eixo Alemanha e Itália , e em 25 de novembro de 1936, os alemães assinaram o Pacto Anticomintern com o Japão . Reino Unido, China , Itália e Polônia também foram convidados para se unir a este pacto, que tinha como propósito defender as nações do comunismo , mas apenas os italianos aceitaram, assinando o acordo em 1937. Hitler abandonou seu plano de uma aliança Anglo-Germânica, culpando a 'inadequada' liderança política britânica. [ 201 ] Em uma reunião na Chancelaria do Reich com seus ministros de estado e chefes militares, em novembro de 1936, Hitler voltou a falar de suas intenções de estabelecer o Lebensraum para o povo alemão . Ele ordenou que preparações fossem feitas para uma guerra no leste, para começar, no mais cedo, em 1938 ou no mais tardar em 1943. [ 202 ] Ele acreditava que a queda no padrão de vida na Alemanha como resultado de uma crise econômica poderia apenas ser parada por uma agressão militar para anexar a Áustria e ocupar a Tchecoslováquia . [ 203 ] [ 204 ] Hitler exigiu ações rápidas antes que a França e o Reino Unido passassem a frente na corrida armamentista . [ 203 ] No começo de 1938, na sequência do Caso Blomberg-Fritsch, Hitler tomou controle total do aparato das políticas externas e militares, apontando a si mesmo como Oberster Befehlshaber der Wehrmacht ('comandante supremo das forças armadas'). [ 199 ] De 1938 em diante, Hitler fazia uma política externa que, em última análise, se destinava a guerra. [ 205 ] Segunda Guerra Mundial Sucessos diplomáticos iniciais Aliança com o Japão Hitler e o ministro de relações exteriores japonês, Yōsuke Matsuoka , em uma reunião em Berlim em março de 1941. Entre os dois pode ser visto Joachim von Ribbentrop . Em fevereiro de 1938, seguindo o conselho do seu novo ministro de relações exteriores, o conde Joachim von Ribbentrop , Hitler começou a encerrar a Aliança Sino-Alemã com República da China para então firmar uma maior cooperação com o mais poderoso e moderno Império do Japão . Hitler anunciou que reconhecia a região de Manchukuo , o estado fantoche ocupado pelos japoneses da Manchúria , e que renunciava as reivindicações sobre as antigas colônias alemãs na Ásia, que foram ocupados pelo Japão após a primeira guerra mundial. [ 206 ] O führer alemão ordenou o fim do envio de carregamentos de armas para a China e chamou de volta todos os oficiais alemães trabalhando com o exército chinês. [ 206 ] Em retaliação, o general Chiang Kai-shek (de facto líder da China) cancelou todos os acordos econômicos entre os países, privando a Alemanha de muitas matérias primas vindas necessárias. [ 207 ] Áustria e Tchecoslováquia Em 12 de março de 1938, Hitler anunciou a unificação da Áustria com a Alemanha Nazista (o Anschluss ). [ 208 ] A anexação austríaca foi rápida e sem percalços. [ 209 ] Ele então virou sua atenção para a população etnicamente alemã na região dos Sudetos na Tchecoslováquia . [ 210 ] Entre 28 e 29 de março de 1938, Hitler teve várias reuniões secretas em Berlim com Konrad Henlein do Sudetendeutsche Partei , o maior partido pan-germânico dos Sudetos . Os dois concordaram que Henlein passaria a exigir do governo tchecoslovaco mais autonomia para os alemães dos Sudetos , assim dando um motivo para intervenção militar alemã no país. Em abril de 1938, Henlein disse para o ministro de relações exteriores da Hungria que 'não importa o que o governo tcheco ofereça, ele aumentaria as exigências [...] ele queria sabotar um entendimento de toda a forma porque essa era a única maneira de explodir a Tchecoslováquia rapidamente'. [ 211 ] Em privado, Hitler considerava a região dos sudetos como não muito importante. seu principal objetivo era conquistar a Tchecoslováquia e tomar o controle de sua forte indústria. [ 212 ] Outubro de 1938: Hitler (em pé na sua Mercedes) sendo saudado pela população de Cheb (em alemão : Eger ), na parte de maioria alemã do Sudetos na região da Tchecoslováquia , que foi anexada a Alemanha após a assinatura do Acordo de Munique . Ainda em abril de 1938, Hitler ordenou que o quartel-general das forças armadas (o OKW) preparasse um plano, o Fall Grün ('Caso Verde'), para a invasão da Tchecoslováquia. [ 213 ] Como resultado de intensa pressão diplomática por parte dos franceses e britânicos, a 5 de setembro, o presidente tchecoslovaco Edvard Beneš anunciou o 'quarto plano' para reorganização constitucional do seu país, cedendo as exigências de Henlein a respeito da autonomia dos Sudetos. [ 214 ] Alemães tchecos simpatizantes dos nazistas passaram então organizar protestos e ações contra o governo, enfrentando a polícia tcheca, forçando a declaração de lei marcial nos Sudetos. [ 215 ] [ 216 ] A Alemanha dependia muito da importação de petróleo . confronto com a Grã-Bretanha a respeito da Tchecoslováquia poderia significar em um embargo de combustível para os alemães. Isso forçou Hitler a cancelar o plano Fall Grün , que estava sendo planejado para outubro de 1938. [ 217 ] Em 29 de setembro, Hitler, Neville Chamberlain , Édouard Daladier e Mussolini se reuniram em Munique e firmaram um acordo , que deu o controle dos distritos dos Sudetos para a Alemanha. [ 218 ] [ 219 ] Chamberlain ficou satisfeito com os resultados da conferência de Munique, afirmando que significava ' peace for our time ' ('Paz para o nosso tempo'), enquanto Hitler estava irritado a respeito da oportunidade perdida para a guerra em 1938. [ 220 ] [ 221 ] ele expressou este desapontamento em um discurso feito em 9 de outubro em Saarbrücken . [ 222 ] Segundo ele, a paz feita pelos britânicos, apesar de favorável para os termos alemães, foi uma derrota diplomática que estragou seus planos de limitar o poder britânico na Europa Continental para abrir caminho para o poder da Alemanha no leste. [ 223 ] [ 224 ] Como resultado da Conferência de Munique, Hitler foi nomeado pela revista Time como o ' Homem do Ano ' de 1938. [ 225 ] Ao fim de 1938 e começo de 1939, para evitar uma crise econômica, devido aos altos gastos do governo, Hitler anunciou cortes no orçamento de defesa. [ 226 ] No seu discurso de 'Exportar ou Morrer' de 30 de janeiro de 1939, ele anunciou seus planos de aumentar as exportações da Alemanha e o comércio internacional para pagar pelas tão necessárias matérias primas (como minério de ferro ) para completar a reconstrução das forças armadas. Ao fim da década de 1930, a economia alemã voltou a crescer com força total e sua indústria se tornou uma das mais poderosas do mundo, com a Alemanha retomando seu posto de grande centro tecnológico e de inovação. [ 226 ] Em 15 de março de 1939, em violação do Acordo de Munique, Hitler ordenou que a Wehrmacht invadisse Praga e ocupassem a Boêmia e a Moravia , proclamando a criação de um protetorado na região . [ 227 ] Um dos motivos desta invasão era a necessidade crônica de matérias primas para suprir a economia alemã e impedir uma nova crise. [ 228 ] Começo da Segunda Guerra Mundial Em discussões privadas em 1939, Hitler declarou que o Reino Unido era o principal inimigo do país e que a Polônia deveria ser obliterada como preludio para a guerra com os ingleses. [ 229 ] O flanco leste da Alemanha tinha que estar seguro e terras da Lebensraum adicionadas ao país. [ 230 ] Em 31 de março de 1939, o governo britânico 'garantiu' apoio para um Estado polonês independente e isso irritou os nazistas. Hitler afirmou: 'Vou preparar-lhes uma bebida do diabo'. [ 231 ] Em um discurso em Wilhelmshaven para o lançamento do navio de guerra Tirpitz , em 1 de abril, ele ameaçou romper o Acordo Naval Anglo-Germânico se os britânicos continuassem a dispensar apoio para os poloneses, numa política que ele descreveu como um 'cerco'. [ 231 ] Para os nazistas, a Polônia deveria virar um estado satélite alemão ou deveria ser neutralizada para garantir a segurança do flanco esquerdo do Reich para impedir um bloqueio inglês. [ 232 ] Hitler inicialmente favorecia a ideia de criar estados satélites nas fronteiras, mas após a rejeição do governo polonês para algum tipo de acordo, ele decidiu que iria invadir o país e fez disso seu objetivo de política externa para 1939. [ 233 ] Em 3 de abril, Hitler ordenou que as forças armadas preparassem um plano, o Fall Weiss ('Caso Branco'), para atacar a Polônia. [ 233 ] Em um discurso para o Reichstag, em 28 de abril, ele renunciou tanto o Acordo Naval Anglo-Germânico como o Pacto de não agressão germano-polonês . [ 234 ] Hitler e o marechal de campo Walther von Brauchitsch em 1939. Hitler estava preocupado que um ataque militar contra a Polônia poderia causar uma guerra prematura contra o Reino Unido. [ 232 ] [ 235 ] O ministro de relações exteriores da Alemanha e ex embaixador em Londres, Joachim von Ribbentrop , garantiu que nem a Grã-Bretanha ou a França iriam honrar seus acordos para proteger a Polônia. [ 236 ] [ 237 ] Assim, em 22 de agosto de 1939, Hitler ordenou uma mobilização militar contra os poloneses. [ 238 ] O plano de invasão da Polônia necessitava do apoio tácito da União Soviética , a principal potência do leste europeu. [ 239 ] É firmado então um pacto de não-agressão entre os alemães e os soviéticos (o Pacto Molotov-Ribbentrop ), que também firmava, com o ditador russo Joseph Stalin , um acordo secreto para partição do território polonês entre as duas nações. [ 240 ] Ao contrário do que Ribbentrop havia prevido, contudo, os britânicos assinaram um tratado de aliança com a Polônia, em 25 de agosto de 1939. Isso, junto com notícias de que a Itália de Mussolini não iria honrar o Pacto de Aço para ajudar a Alemanha, fez com que Hitler adiasse seus planos para fazer guerra, de 25 de agosto para 1 de setembro. [ 241 ] Hitler não conseguiu garantir a neutralidade britânica ao oferecer a Londres um pacto de não-agressão em 25 de agosto. ele então instruiu Ribbentrop para apresentar um plano de paz de última hora numa tentativa de botar a culpa da guerra na inação polonesa e britânica. [ 242 ] [ 243 ] Em 1 de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia pelo oeste sob o pretexto de que lhes havia sido negado acesso a Cidade Livre de Danzig e ao território do Corredor polonês , regiões que pertenciam aos alemães antes do Tratado de Versalhes. [ 244 ] Em resposta, o Reino Unido e a França declararam guerra a Alemanha em 3 de setembro, surpreendendo Hitler. O ditador alemão teria então se irritado com Ribbentrop e se virou para ele e gritou 'E agora?' [ 245 ] Para sua sorte, os britânicos e franceses não agiram imediatamente, e em 17 de setembro, tropas soviéticas invadiram a Polônia pelo leste. [ 246 ] Hitler em revista as tropas alemãs durante a invasão da Polônia , em setembro de 1939. A Polônia foi conquistada em apenas um mês. O que se seguiu foi um período chamado de ' Guerra de Mentira ' ou Sitzkrieg ('guerra sentada'). Hitler instruiu então que os dois Gauleiters da Polônia, Albert Forster (do Reichsgau Danzig Westpreußen ) e Arthur Greiser (do Reichsgau Wartheland ), a iniciar o processo de ' germanização ' dos territórios ocupados, 'sem querer saber' como isso seria alcançado. [ 247 ] Os alemães então começaram um brutal processo de limpeza étnica contra a população polonesa, mirando especialmente na população judaica local. [ 247 ] Greiser reclamou com Hitler que Forster estava aceitando milhares de poloneses como 'racialmente' alemães, ameaçando a 'pureza racial' pregada pelo nazismo. Hitler não se interessou em se envolver. Esse tipo de inação fazia parte de um dos estilos de trabalhar do Führer: Hitler dava instruções vagas e esperava que seus subordinados agissem em suas próprias políticas. [ 247 ] Outra disputa começou com Heinrich Himmler e Greiser, que advogavam políticas de limpeza racial, contra Hermann Göring e Hans Frank (Governador do Governo Geral da Polônia ocupada ), que queriam transformar o território polonês no 'celeiro' do Reich, utilizando mão de obra local escrava. [ 248 ] Em 12 de fevereiro de 1940, Hitler decidiu por favorecer a visão de Göring e Frank, que terminou com as deportações em massa que não eram boas para a economia. [ 248 ] A partir de maio de 1940, milhares de poloneses passaram a ser usados como escravos para suprir a máquina de guerra da Alemanha. [ 248 ] Hitler elogiou os planos de Himmler e iniciou uma política para lidar com os judeus na Polônia, dando início ao Holocausto em território polonês. [ 248 ] Hitler durante sua visita a cidade de Paris , logo após a queda da cidade. Ele esta acompanhado por Albert Speer (esquerda) e o escultor Arno Breker (direita), em 23 de junho de 1940. No começo de 1940, Hitler começou a engrossar as defesas no oeste da Alemanha e a convocar tropas para campanhas militares. Em abril, forças alemãs invadiram e tomaram de assalto a Noruega e a Dinamarca . No dia 9 desse mês, Hitler proclamou o Grande Reich Germânico , sua visão de um império unificado de todas as nações germânicas da Europa, com os holandeses , flamengos e escandinavos se juntando a política de 'pureza racial' sob a liderança alemã. [ 249 ] Em maio de 1940, a Alemanha atacou a França , e conquistou Luxemburgo , a Holanda e a Bélgica . Essas vitórias convenceram Mussolini a trazer a Itália para a guerra ao lado dos alemães a 10 de junho. Sem alternativa, os franceses decidiram pedir a cessação das hostilidades. A França e a Alemanha assinaram um armistício em 22 de junho. [ 250 ] Arthur Greiser afirmou que a popularidade de Hitler – e o apoio a guerra – dentre o povo alemão chegou ao seu auge em 6 de julho de 1940, quando Hitler voltou para Berlim após visitar Paris . Milhares de pessoas foram nas ruas para saudar o Führer . [ 251 ] Após as vitórias rápidas nas frentes de batalha, Adolf Hitler promoveu doze generais para a patente de marechal de campo . [ 252 ] [ 253 ] Os britânicos, cujas tropas foram derrotadas na batalha de Dunquerque e tiveram que evacuar de forma desesperada da França através da operação Dínamo , [ 254 ] continuaram a lutar na Batalha do Atlântico junto com seus Domínios ultramarinos . Hitler chegou a fazer propostas de paz para o líder britânico, Winston Churchill , mas este rejeitou, jurando lutar até a morte. Irritado, Hitler ordenou uma série de ataques aéreos para destruir as bases da força área britânica e seus postos de radar no sul da Inglaterra . A Luftwaffe (força áerea nazista) falhou em derrotar a aviação inglesa no que ficou conhecido como 'a Batalha da Grã-Bretanha '. [ 255 ] Ao fim de outubro de 1940, Hitler percebeu que já não dava mais para garantir a superioridade aeronaval sobre a Inglaterra e decidiu por adiar indefinidamente a invasão das ilhas britânicas (a Operação Leão Marinho ), e então ordenou uma enorme campanha de bombardeios aéreos punitivos contra várias cidades britânicas, como Londres , Plymouth e Coventry . [ 256 ] Em 27 de setembro de 1940, o Pacto Tripartite foi assinado em Berlim com Saburō Kurusu do Império do Japão , Hitler e o ministro de relações exteriores italiano, Galeazzo Ciano. [ 257 ] O acordo de cooperação se expandiu, abrangendo a Hungria , a Romênia e a Bulgária , formando o Eixo . A tentativa de Hitler de integrar a União Soviética ao bloco anti-britânico falhou em novembro. Então, em busca de novas regiões para conquistar novas matérias primas (principalmente minério de ferro e petróleo), foi iniciado o planejamento de invasão do território soviético. [ 258 ] Na primavera de 1941, a guerra ia bem para a Alemanha e a popularidade de Hitler estava mais alta do que nunca. A Wehrmacht enviou o Afrika Korps para o norte da África para tomar a região e abrir caminho para um ataque ao Oriente Médio . Em fevereiro, os alemães chegaram na Líbia para apoiar os italianos. Em abril, Hitler mandou tropas para os Bálcãs e invadiu a Iugoslávia , se movendo logo em seguida para conquistar a Grécia . [ 259 ] Por ordens do Führer, os alemães ajudaram os iraquianos a lutar contra os britânicos e depois invadiram e conquistaram a ilha de Creta . [ 260 ] Caminho para a derrota Em 22 de junho de 1941, quebrando o Pacto de não agressão firmado em 1939, cerca de 4 milhões de soldados do Eixo invadiram a União Soviética. [ 261 ] Esta ofensiva (codinome Operação Barbarossa ) tinha como objetivo destruir o Estado soviético e assumir o controle dos seus abundantes recursos naturais para alimentar a máquina de guerra nazista contra o Ocidente. [ 262 ] [ 263 ] O ataque inicial foi um sucesso, com as forças alemãs conquistando várias regiões, incluindo a região Báltica, a Bielorrússia e o oeste da Ucrânia . Em agosto de 1941, as forças do Eixo avançaram mais de 500 km dentro do território soviético. Logo após as tropas nazistas terem derrotado o exército vermelho na Batalha de Smolensk , Hitler ordenou que o Grupo de Exércitos Centro temporariamente se detivesse nas cercanias de Moscou e enviou tropas para cercar Leninegrado e Kiev . [ 264 ] Seus generais discordaram disso, preferindo ter focado suas forças em avançar contra a capital russa. Hitler manteve-se irredutível e as lideranças militares da Wehrmacht começaram a questionar a estratégia da guerra. [ 265 ] [ 266 ] Esta parada deu tempo para o exército soviético se reorganizar e mobilizar suas reservas. a decisão de Hitler de atrasar o ataque contra Moscou é creditada como um dos maiores erros táticos do conflito. Em novembro de 1941 Hitler finalmente ordenou que a ofensiva contra Moscou recomeçasse mas o avanço terminou em desastre em dezembro . [ 264 ] Hitler na declaração de guerra contra os Estados Unidos no Reichstag , em 11 de dezembro de 1941. Em 7 de de dezembro de 1941, o Japão lançou um ataque contra a base americana de Pearl Harbor , no Havaí . Quatro dias mais tarde, Hitler declarou guarra contra os Estados Unidos . Seus conselheiros, como o seu ministro de relações exteriores, o conde Ribbentrop, tentaram dissuadi-lo disso, mas Hitler achava que confrontar os americanos poderia trazer apoio dos japoneses na sua luta contra a União Soviética, mas Tóquio estava ocupado demais lutando na Guerra do Pacífico . Para muitos historiadores, esta decisão foi mais um erro de cálculo de Hitler. [ 267 ] Em 18 de dezembro de 1941, Himmler perguntou a Hitler, 'O que fazer com os judeus da Rússia?' e recebeu como resposta: ' als Partisanen auszurotten ' ('extermine-os como partisans '). [ 268 ] O historiador israelense Yehuda Bauer afirma que esta ordem é provavelmente a coisa mais perto que os acadêmicos chegaram de encontrar uma ordem específica de genocídio por parte do Führer durante o Holocausto. [ 268 ] Em setembro de 1942, no norte da África, as forças alemãs foram derrotadas na segunda batalha de El Alamein , [ 269 ] estragando os planos de Hitler de tomar o Canal de Suez e o Oriente Médio . Ainda superconfiante de suas capacidades devido as suas vitórias militares em 1940, Hitler começou a nutrir desconfiança do alto-comando do exército e começou a interferir com mais frequência nas decisões táticas, o que não foi bom para o esforço de guerra. [ 270 ] Entre dezembro de 1942 e janeiro de 1943, Hitler se recusou a acatar qualquer conselho dado a ele e deu ordens para que o 6º Exército Alemão , preso em Stalingrado , no sul da Rússia, não se retirasse e lutasse até as últimas consequências. A decisão foi desastrosa, com as tropas alemãs sendo derrotadas e sofrendo pesadas baixas. Mais de 200 000 soldados do Eixo foram mortos e outros 235 000 foram feitos prisioneiros (incluindo 91 mil alemães). [ 271 ] Após outro revés na Batalha de Kursk , meses mais tarde, [ 272 ] o julgamento de Hitler se tornou mais errático, com a posição econômica e militar alemã se deteriorando, assim como a própria saúde de Adolf Hitler. [ 273 ] Hitler, na Toca do Lobo , mostrando ao ditador italiano Benito Mussolini a sala destruída no Atentado de 20 de julho . Após a invasão aliada da Sicília em meados de 1943, Mussolini é removido do cargo de primeiro-ministro da Itália , após receber um voto de desconfiança do Grande Conselho do Fascismo , com apoio do rei Vítor Emanuel III . O marechal Pietro Badoglio assumiu o controle do governo e logo começou a negociar a rendição do seu país para os Aliados. Enfurecido, Hitler ordenou que a Wehrmacht invadisse a Itália, prologando os combates naquela nação. [ 274 ] Enquanto isso, na frente leste , entre 1943 e 1944, os exércitos da União Soviética empurravam as forças de Hitler para trás. Em 6 de junho de 1944, os Aliados ocidentais abriram a tão esperada segunda frente, desembarcando no norte da França com uma grande invasão anfíbia , a Operação Overlord . [ 275 ] Muitos oficiais do exército alemão concluíram então que a derrota era inevitável e que continuar sob a liderança de Hitler levaria a destruição completa da Alemanha. [ 276 ] Entre 1939 e 1945, vários alemães tentaram assassinar Hitler , fracassando todas as vezes. [ 277 ] A maioria aconteceu dentro da Alemanha e a resistência alemã ganhou mais força com o passar do tempo, quando a derrota parecia mais eminente. [ 278 ] Em 1944 foi organizado o atentado de 20 de julho , através da Operação Valquíria , planejado pelo coronel Claus von Stauffenberg que plantou uma bomba no quartel-general do Führer, a Toca do Lobo ( Wolfsschanze ), em Rastenburg . Hitler sobreviveu com alguns poucos ferimentos. Mais de 4 900 alemães foram mortos nas represálias nazistas. [ 279 ] Derrota e morte Ver artigo principal: Morte de Adolf Hitler Ao fim de 1944, o exército vermelho e os Aliados Ocidentais (principalmente os Estados Unidos , o Reino Unido e a França Livre ) continuavam avançando a todo o vapor contra a Alemanha. Paris havia sido libertada e o exército alemão havia quase que completamente sido expulso da França, da Bélgica e Holanda . Na Itália, as forças nazifascistas também recuavam para o norte, mas o principal perigo estava no leste, com Stalin tomando os países da Europa oriental um a um. Assim, reconhecendo a força e determinação dos soviéticos, Hitler decidiu que seria quebrando as linhas do inimigo no Ocidente que a maré da guerra poderia mudar em favor dos alemães. Ele então começou a planejar um ataque contra os americanos e ingleses. [ 280 ] Em 16 de dezembro, os nazistas lançaram a Ofensiva das Ardenas para tentar desunir os Aliados e talvez convence-los assim a parar de lutar. [ 281 ] Apesar de sucessos iniciais, a batalha das Ardenas terminou em fracasso e as últimas reservas de homens e máquinas da Alemanha foi perdida. [ 282 ] No começo de 1945, a situação dos alemães era precária. Aviões aliados bombardeavam o país dia e noite, deixando várias de suas cidades e principais centros industriais em ruínas. O exército estava em frangalhos e pouco podiam fazer a não ser recuar em todas as frentes de batalha. Hitler falou então no rádio ao povo alemão: 'Mesmo sendo grave a crise neste momento, ela irá, apesar de tudo, ser domada por nossa vontade inalterável.' [ 283 ] Hitler nutria esperanças de que a morte do presidente americano Franklin D. Roosevelt pudesse resultar em paz no Ocidente em 12 de abril de 1945, mas nada aconteceu e a determinação dos Aliados permaneceu forte. [ 281 ] [ 284 ] Agindo conforme sua visão de que os fracassos militares alemães significavam abrir mão do seu direito de sobreviver como nação, Hitler ordenou a destruição da infraestrutura industrial e tecnológica alemã, para que estes não caíssem em mãos dos Aliados. [ 285 ] O ministério dos armamentos, sob a liderança de Albert Speer, recebeu ordens de adotar uma política de terra arrasada , mas ele secretamente desobedeceu. [ 285 ] [ 286 ] Em 20 de abril, no seu aniversário de 56 anos, Hitler saiu pelo última vez do Führerbunker , em Berlim , para a superfície. No meio do jardim arruinado da Chancelaria do Reich, enquanto as bombas caiam, ele participou de uma cerimônia para entregar medalhas Cruz de Ferro para crianças soldados da Juventude Hitlerista , que agora eram (junto com a Volkssturm ) a última linha de defesa alemã. [ 287 ] Em 21 de abril, as tropas do marechal Georgy Zhukov derrotaram as forças do general Gotthard Heinrici na batalha de Seelow e começaram a atacar as cercanias de Berlim . [ 288 ] Em negação da situação precária, Hitler acreditava que o destacamento Armeeabteilung Steiner , sob comando do general Felix Steiner , da Waffen SS , poderia vir do norte e se juntar ao 9º Exército , do general Theodor Busse , para atacar os russos em um movimento de pinça . [ 289 ] Hitler encontrando com o almirante Karl Dönitz , que o sucederia interinamente como presidente do Reich após sua morte. O jornal das forças armadas americanas , o Stars and Stripes , em 2 de maio de 1945, anunciando a morte de Hitler. Durante uma conferência com seus líderes militares em seu bunker, em 22 de abril de 1945, Hitler perguntou se Steiner já tinha começado o seu ataque. Porém falaram a ele que a ofensiva sequer tinha começado e que as tropas soviéticas já estavam marchando por Berlim. Hitler pediu então para que todos exceto Wilhelm Keitel , Alfred Jodl , Hans Krebs e Wilhelm Burgdorf deixassem a sala e então começou a gritar irritado. [ 290 ] Ele afirmou que a liderança das forças armadas eram incompetentes e traidoras e, pela primeira vez, declarou que 'tudo estava perdido'. [ 261 ] Hitler anunciou que permaneceria em Berlim até o amargo final e não seria capturado vivo, preferindo se suicidar. [ 291 ] Em 23 de abril, o exército vermelho cercava completamente Berlim e já havia tomado alguns pontos estratégicos na cidade. [ 292 ] Joseph Goebbels , agora praticamente o segundo no comando do III Reich , fez uma declaração para que o povo berlinense pegasse em armas para defender a cidade. [ 290 ] No mesmo dia, Hermann Göring enviou um telegrama para Berchtesgaden , falando que Hitler estava isolado em Berlim e que ele, Göring, assumiria o comando da Alemanha afirmando que o Führer logo estaria incapacitado. [ 293 ] Hitler respondeu ordenando a prisão de Göring e tirando dele todas as suas posições no governo. [ 294 ] [ 295 ] Em 28 de abril, Hitler descobriu que Heinrich Himmler , chefe das SS , havia deixado a capital oito dias antes e estava tentando negociar a paz com os Aliados Ocidentais. [ 296 ] [ 297 ] Ele ordenou que Himmler também fosse preso e autorizou a execução de Hermann Fegelein (o representante de Himmler no QG do Führer). Enquanto isso, Hitler (que naquela altura já tinha perdido a noção da realidade, movendo exércitos imaginários no seu mapa), ordenou que o general Walther Wenck atacasse e quebrasse o cerco a Berlim, mas ele foi detido em Potsdam e, contrariando ordens do Führer, se retirou com seus soldados para o Oeste e, logo depois, se rendeu aos americanos , enterrando qualquer possibilidade de salvar a capital alemã. [ 298 ] Perto da meia-noite de 29 de abril, Hitler se casou com a sua amante de longa data Eva Braun em uma pequena cerimonia dentro do Führerbunker . Após um café da manhã com sua nova esposa, Hitler ditou seu testamento político para sua secretária particular Traudl Junge . [ 299 ] [ nota 3 ] O evento foi testemunhado e os documentos assinados por Krebs, Burgdorf, Goebbels e Martin Bormann . [ 300 ] Logo depois, na parte da tarde, Hitler foi informado da execução de Mussolini , que havia sido preso e torturado antes de morrer, e depois teve seu corpo pendurado em praça pública para ser cuspido pela população. Isso aumentou a determinação de Hitler de se suicidar para evitar a captura e deu ordens específicas para que seu cadáver fosse queimado e seus restos escondidos. [ 301 ] A 30 de abril de 1945, as tropas soviéticas estavam a apenas algumas horas de marcha da Chancelaria do Reich . Hitler então cometeu suicídio com um tiro na cabeça e sua mulher, Eva Braun, ingeriu uma cápsula de cianeto . [ 302 ] [ 303 ] Seus corpos foram levados para fora do bunker no jardim atrás da Chancelaria, onde foram colocados dentro de uma cratera de bomba e foram encharcados em gasolina, enquanto nos arredores as bombas russas caiam. [ 304 ] Os corpos foram então incendiados. [ 305 ] [ 306 ] O almirante Karl Dönitz e o ministro Joseph Goebbels assumiram os postos de Hitler de Chefe de Estado e Chanceler, respectivamente. [ 307 ] Berlim se rendeu em 2 de maio. A Alemanha Nazista capitulou formalmente seis dias depois. O Dia da Vitória finalizou a guerra na Europa . Documentos nos arquivos soviéticos liberados após a dissolução da União Soviética afirmam que os restos mortais de Hitler, Braun, Joseph e Magda Goebbels (e os seus filhos ), do general Hans Krebs e de Blondi (a cadela de Hitler) foram repetidamente enterrados e exumados. [ 308 ] Em 4 de abril de 1970, um time de agentes da KGB usou mapas detalhados para exumar cinco caixas com ossos de uma fábrica da SMERSH em Magdeburgo . Os restos encontrados nestas caixas foram queimados, esmagados e dispersos, e depois jogados no rio Biederitz, um afluente do Elba . [ 309 ] De acordo com o historiador Kershaw, os corpos de Hitler e Braun foram completamente queimados quando o exército vermelho chegou e apenas uma parte da mandíbula com a arcada dentária que poderia ter identificado o cadáver de Hitler sobrou. [ 310 ] O Holocausto Ver artigos principais: Holocausto , Solução final e Lista dos campos de concentração nazistas “ Se os financiadores judeus internacionais de dentro e fora da Europa forem bem sucedidos em mergulhar as nações mais uma vez numa guerra mundial , então o resultado não seria a bolchevização da Europa, e, assim, a vitória dos judeus , mas a aniquilação da raça judia da Europa! [ 311 ] ” — Discurso de Adolf Hitler no Reichstag , em 30 de janeiro de 1939. Um vagão cheio de corpos fora de um crematório no campo de concentração de Buchenwald , em abril de 1945. O Holocausto e a guerra da Alemanha no leste eram baseados na visão de longa data de Hitler de que os judeus eram os verdadeiros inimigos do Reich e do povo alemão e que o Lebensraum ('espaço vital') era necessário para a expansão da Alemanha. Ele focou no leste da Europa para a sua expansão, mirando em derrotar a Polônia e a União Soviética e então removendo os judeus e os eslavos . [ 312 ] O Generalplan Ost ('Plano Geral Leste') previa a deportação da população da Europa oriental e da União Soviética para o oeste da Sibéria , para serem usados como mão de obra escrava ou para serem mortos. [ 313 ] os territórios tomados seriam então ocupados por colonizadores alemães ou passariam por um processo de germanização . [ 314 ] A ideia era implementar este plano após a conquista da União Soviética, mas quando isso falhou Hitler antecipou os planos. [ 313 ] [ 315 ] Em janeiro de 1942, Hitler decidiu que os judeus, eslavos e outros deportados considerados 'indesejáveis' seriam mortos. No mesmo ano, a cúpula nazista orquestrou a chamada ' Solução Final ' para o problema judeu, para exterminar todos os que o regime considerassem indesejáveis e inferiores. [ 316 ] [ nota 4 ] A ordem, assinada por Hitler, autorizando a Aktion T4 , datada de 1 de setembro de 1939. O genocídio foi ordenado por Hitler e organizado por Heinrich Himmler e Reinhard Heydrich . Os arquivos da Conferência de Wannsee , que aconteceu em 20 de janeiro de 1942 e foi presidido por Heydrich, na presença de quinze oficiais de alta patente nazistas, mostram a prova definitiva de que o genocídio em massa (o Holocausto ) foi sistemático e premeditado. Em 22 de fevereiro, Hitler afirmou: 'nós iremos reganhar nossa saúde apenas eliminando os judeus'. [ 317 ] Apesar de nunca ter havido uma ordem direta e expressa de Hitler autorizando os assassinatos em massa , [ 318 ] em seus discursos públicos, ordens dos seus generais e diários oficiais nazistas, demonstram que ele concebeu e autorizou o extermínio dos judeus da Europa. [ 319 ] [ 320 ] Ele autorizou as ações dos Einsatzgruppen — esquadrões da morte da SS que atuavam principalmente na Polônia, nos Bálcãs e na União Soviética [ 321 ] — e estava ciente de todas as suas atividades. [ 319 ] [ 322 ] No verão de 1942, Auschwitz foi expandido para atender a um maior número de deportados para serem mortos ou escravizados. [ 323 ] Campos de concentração , pequenos e grandes, começaram a aparecer pela Europa, com vários destes devotados primordialmente para o extermínio . Apenas em Auschwitz-Birkenau morreram mais de um milhão de pessoas. [ 324 ] Entre 1939 e 1945, a Schutzstaffel (SS), auxiliados por colaboradores dos países ocupados , foram os principais responsáveis pelos mais de onze milhões de mortos no Holocausto, [ 325 ] [ 313 ] incluindo 5,5 a 6 milhões de judeus (ou quase dois terços da população judia da Europa), [ 326 ] [ 327 ] e 200 000 a 1 500 000 ciganos porajmos . [ 328 ] [ 327 ] As mortes aconteceram primordialmente em campos de concentração e de extermínio , nos guetos e em outras áreas de execução em massa. Muitas vítimas do Holocausto morreram em câmaras de gás , enquanto outros morreram de fomes, doenças ou maus tratos enquanto faziam trabalhos forçados. [ 329 ] Além da eliminação dos judeus, os nazistas planejavam também acabar com a população (algo em torno de 30 milhões de pessoas) nos territórios ocupados através da fome em um plano chamado Hungerplan ('Plano Fome'). Os suprimentos de comida dos países eram desviados para alimentar o exército alemão ou para os civis na Alemanha. Cidades seriam arrasadas e terras eram descartadas ou ocupadas com colonos alemães. [ 330 ] Juntos, o Hungerplan e o Generalplan Ost levaram, por consequência, a fome de mais de 80 milhões de pessoas na União Soviética. [ 331 ] Isso ajudou a cumprir os planos democídas e terminaram na morte de quase 19,3 milhões de civis e prisioneiros de guerra. [ 332 ] As políticas de Hitler resultaram na morte de pelo menos dois milhões de poloneses [ 333 ] e mais de três milhões de prisioneiros de guerra soviéticos, [ 334 ] comunistas, prisioneiros políticos, homossexuais, pessoas física e mentalmente deficientes, [ 335 ] [ 336 ] testemunhas de Jeová , adventistas e líderes de sindicatos. Hitler não falava publicamente a respeito dessas mortes e, até onde se sabe, nunca visitou um campo de concentração. [ 337 ] Adolf Hitler, o führer da Alemanha Nazista . Os nazistas acreditavam no conceito de higiene racial . Em 15 de setembro de 1935, Hitler apresentou duas leis — conhecidas como Leis de Nuremberg — para o Reichstag . Tais leis baniam relações sexuais e casamentos entre arianos e judeus e depois foi expandido para incluir 'ciganos, negros e suas crianças bastardas'. [ 338 ] A lei tirou a cidadania de todos os não-arianos e proibiu o emprego de mulheres não-judias com menos de 45 anos em casas de famílias judiais. [ 339 ] As políticas de eugenia de Hitler miravam crianças com deficiências ou que tiveram problemas de desenvolvimento em geral em um programa chamado de Kinder-Euthanasie e depois ele autorizou um programa de eutanásia para adultos com sérios problemas mentais e deficiências físicas no que ficou conhecido como Aktion T4 . [ 340 ] Estilo de liderança Hitler governava o partido nazista de forma autocrática ao afirmar sua Führerprinzip ('Princípio do Líder'). O princípio se baseava em lealdade absoluta dos subordinados aos seus superiores. ele via a estrutura do governo como uma pirâmide, com o próprio Hitler — o 'Líder infalível' — no ápice. As posições dentro do partido não eram preenchidas mediante eleições mas sim as pessoas eram indicadas pelos superiores, que exigiam obediência completa a vontade do líder. [ 341 ] O estilo de liderança de Hitler era dar ordens contraditórias aos seus subordinados e coloca-los em uma posição que seus deveres e responsabilidades se entrelaçavam uns com os outros, para ter 'o mais forte completar o trabalho'. [ 342 ] Deste jeito, gerava desconfiança, competição e luta interna entre seus subordinados para consolidar e maximizar o seu poder. O gabinete do líder nunca se encontrou até 1938 e ele desencorajava seus ministros de se encontrarem de forma independente. [ 343 ] [ 344 ] Hitler tipicamente quase nunca dava ordens por escrito, preferindo se expressar verbalmente ou passava os comandos através dos seus associados mais próximos, como Martin Bormann . [ 345 ] Ele instruía Bormann com seus papéis, nomeações e finanças pessoais. Bormann usava sua posição para controlar o fluxo de informações e o acesso a Hitler. [ 346 ] Hitler dominou o esforço de guerra do seu país durante a Segunda Guerra Mundial em uma extensão muito superior ao dos outros líderes durante o conflito. Ele assumiu o posto de líder supremo das forças armadas em 1938 e subsequentemente foi responsável por muito da estratégia militar da Alemanha na guerra. Sua decisão de lançar uma série de campanhas militares rápidas contra a Noruega , a França , os Países Baixos e a Bélgica em 1940, contra a recomendação dos seus líderes militares, se provou muito bem sucedida, apesar de seus esforços militares e diplomáticos para derrotar o Reino Unido tenham eventualmente falhado. [ 347 ] Hitler se envolvia cada vez mais no esforço de guerra, apontando a si mesmo como o comandante em chefe do exército em dezembro de 1941. deste ponto em diante ele tomou controle da estratégia para sobrepujar a União Soviética, enquanto seus comandantes militares na frente ocidental tinham um grau maior de autonomia. [ 348 ] A liderança de Hitler se tornou cada vez mais desconexa com a realidade uma vez que a maré da guerra começou a se voltar contra a Alemanha, com a estratégia defensiva sendo prejudicada por seu processo lento de tomar decisões e frequentes diretivas para manter posições indefensáveis. Mesmo assim, ele continuava a acreditar que sua liderança levaria a vitória. [ 347 ] Nos meses finais da guerra, Hitler se recusou a considerar negociações de paz, afirmando que a destruição completa da Alemanha seria um resultado mais preferível que a rendição. [ 349 ] Os militares praticamente nunca desafiavam a dominância de Hitler sobre o esforço de guerra e os oficiais de patente mais graduada frequentemente expressavam apoio e confiança em sua liderança. [ 350 ] Legado Ver artigos principais: Desnazificação e Neonazismo O lado de fora do edifício que Hitler nasceu em Braunau am Inn , na Áustria, com um memorial em pedra para lembrar os horrores da Segunda Guerra Mundial. A tradução diz: ' Pela paz, liberdade e democracia fascismo nunca mais milhões de mortos lembram ' O suicídio de Hitler é ligado por muitos contemporâneos como 'um feitiço sendo quebrado'. [ 351 ] [ 352 ] O apoio popular a Hitler havia colapsado no período próximo a sua morte e pouquíssimos alemães lamentaram seu falecimento. Kershaw afirma que a maioria dos civis e militares estavam ocupados demais se ajustando ao colapso do país ou fugindo da luta para demonstrar qualquer interesse no destino do führer ('líder'). [ 353 ] De acordo com o historiador John Toland, o Nazismo 'estourou feito uma bolha' sem seu líder. [ 354 ] As ações de Hitler e a ideologia nazista são quase que universalmente retratadas como gravemente imorais. [ 355 ] de acordo com Kershaw, 'nunca na história tanta ruína, imoralidade e maldade foi tão associada ao nome de um homem'. [ 356 ] O programa político de Hitler trouxe uma guerra mundial, deixou para trás devastação e pobreza pela Europa. A própria Alemanha sofreu muito e foi assolada pela destruição, caracterizada pelo termo Stunde Null ('Hora Zero'). [ 357 ] As políticas do líder nazista infligiram a humanidade sofrimento em uma escala jamais vista. [ 358 ] de acordo com R.J. Rummel , o regime nazista democida matou mais de 19,3 milhões de civis e prisioneiros de guerra. [ 325 ] Além disso, 29 milhões de soldados e civis também morreram como resultado das ações militares durante o teatro de operações europeu da Segunda Guerra Mundial . [ 325 ] O número de civis mortos durante a segunda grande guerra foi sem precedentes na história do conflito humano e causou grande devastação no mundo. [ 359 ] Historiadores, filósofos e políticos usam, normalmente, o termo ' mal ' para descrever o regime nazista . [ 360 ] Muitos países europeus, incluindo a Alemanha , criminalizaram as ideologias nazistas e o negacionismo do holocausto . [ 361 ] O historiador Friedrich Meinecke descreveu Hitler como 'um dos grandes exemplos do poder singular e incalculável da personalidade na vida histórica'. [ 362 ] O historiador inglês Hugh Trevor-Roper o via como 'um dos 'simplificadores terríveis' da história, o mais sistemático, o mais histórico, o mais filosófico e ainda assim o mais grosseiro, cruel e menos magnânimo dos conquistadores que o mundo já conheceu'. [ 363 ] Já o acadêmico John M. Roberts, acha que a derrota de Hitler marcou o fim da história europeia dominada pela Alemanha. [ 364 ] No seu lugar surgiu a Guerra Fria , uma grande deflagração entre o Bloco Ocidental , dominado pelos Estados Unidos e por nações da OTAN , e o Bloco do Leste , dominado pela União Soviética . [ 365 ] O historiador Sebastian Haffner afirma que sem Hitler e o deslocamento dos judeus, o moderno Estado de Israel não teria existido. Sem o líder nazista, a descolonização das esferas de influência europeia pelo mundo teria acontecido bem mais tarde do que foi. [ 366 ] Além disso, Haffner alega que Hitler teve um maior impacto do que qualquer outra figura histórica comparável, que causou grande impacto pelo mundo e drásticas mudanças no cenário geopolítico em um curto espaço de tempo. [ 367 ] Visões religiosas Ver artigo principal: Visão religiosa de Adolf Hitler Hitler nasceu de uma mãe que era católica praticante e um pai anti-clérigo . após deixar sua casa, Hitler praticamente nunca mais frequentou missas ou recebeu sacramentos . [ 368 ] [ 369 ] [ 370 ] Albert Speer afirmou que Hitler fez pronunciamentos duros contra a Igreja para seus associados políticos e apesar de não ter abandonado a fé , nunca ligou muito para ela. [ 371 ] Hitler dizia que se os fiéis abandonassem a igreja eles iriam se virar ao misticismo , o que ele considerava um retrocesso. [ 371 ] De acordo com Speer, o Führer acreditava que a religião japonesa ou o islamismo seriam religiões melhores para os alemães do que o cristianismo , com sua 'mansidão e flacidez'. [ 372 ] O historiador John S. Conway afirmou que Hitler se opunha fundamentalmente as igrejas cristãs. [ 373 ] De acordo com Alan Bullock, Hitler não acreditava em Deus , era anti-clérigo e não acreditava muito na 'ética cristã' por que ela ia de encontro a sua crença de ' sobrevivência do mais apto '. [ 374 ] Ele, contudo, favorecia alguns pontos de vista do protestantismo e adotou elementos da hierarquia organizacional da Igreja Católica, a liturgia e fraseologia nas suas políticas. [ 375 ] Hitler via a igreja como uma importante influência política conservadora na sociedade, [ 376 ] e adotou uma estratégia para lidar com eles que 'se encaixava com seus propósitos políticos imediatos'. [ 373 ] Em público, Hitler exaltava a herança cristã alemã e sua cultura, professando sua crença no ' Jesus Ariano ', que havia lutado contra os judeus. [ 377 ] Muitas de suas retóricas pró-cristãs não eram as mesmas que ele fazia em privado, descrevendo o cristianismo como o 'absurdo' [ 378 ] e fundado em mentiras. [ 379 ] Hitler com suas tropas. Atrás dele estão alguns oficiais de alta patente da Wehrmacht. De acordo com um relatório da Agência de Serviços Secretos dos Estados Unidos , intitulado ' The Nazi Master Plan ' ('O Plano mestre Nazista'), Hitler planejava destruir a influência da igreja cristã dentro do Reich . [ 380 ] [ 381 ] Seu plano final seria a eliminação total do cristianismo. [ 382 ] De acordo com Bullock, Hitler iria executar tal plano após a conclusão da guerra na Europa . [ 383 ] Speer escreveu que Hitler também tinha visões negativas a respeito das tendências ao misticismo de Heinrich Himmler e Alfred Rosenberg . O führer não gostava da tentativa de Himmler de tentar mitificar a SS . Hitler era mais pragmático e suas ambições centravam em preocupações mais práticas. [ 384 ] [ 385 ] De acordo com vários historiadores, Hitler era teísta e frequentemente mencionava que a ' providência ' o protegia e dizia estar em uma missão divina na terra para eliminar os judeus e reerguer o povo alemão. [ 386 ] Saúde Ver artigo principal: Saúde de Adolf Hitler Pesquisadores sugerem que Hitler sofria de vários males, incluindo síndrome do cólon irritável , lesões na pele, arritmia cardíaca , aterosclerose , [ 387 ] doença de Parkinson , [ 273 ] [ 388 ] sífilis , [ 388 ] arterite de células gigantes com arterite temporal , [ 389 ] e acufeno . [ 390 ] Em um relatório feito para a Agência de Serviços Estratégicos em 1943, Walter C. Langer da Universidade Harvard descreveu Hitler como um 'neurótico psicopata '. [ 391 ] Em seu livro de 1977, The Psychopathic God: Adolf Hitler , o historiador Robert G. L. Waite afirma que o Führer sofria de transtorno de personalidade limítrofe . [ 392 ] Já os historiadores Henrik Eberle e Hans-Joachim Neumann consideravam que Hitler sofria mesmo de várias doenças, incluindo a de Parkinson, mas que ele não tinha nenhuma desilusão patológica e sempre estava ciente, e portanto responsável, das decisões que tomava. [ 393 ] [ 261 ] Teorias a respeito da saúde pessoal do ditador alemão são difíceis de provar e dar muito peso a estas suposições podem tirar um pouco das responsabilidades das consequências dos atos perpetrados pela Alemanha Nazista. [ 394 ] Kershaw acredita que é necessário ter uma visão mais ampla da história da Alemanha ao examinar as forças sociais que levaram a ditadura nazista e suas forças, ao invés de perseguir explicações limitadas para o Holocausto e a Segunda Guerra Mundial baseado apenas em uma única pessoa. [ 395 ] Hitler seguia uma dieta vegetariana . [ 396 ] Em eventos sociais ele as vezes dava relatos gráficos sobre o assassinato de animais para fazer com que seus convidados evitassem comer carne nos jantares. [ 397 ] Bormann mandou construir uma estufa em Berghof (próxima de Berchtesgaden ) para garantir um suprimento contínuo de frutas e vegetais frescos para Hitler durante a guerra. [ 398 ] Hitler publicamente evitava álcool. Ele as vezes bebia cerveja e vinho em privado, mas abriu mão destas bebidas quando começou a ganhar peso em 1943. [ 399 ] Ele não fumava durante boa parte da sua vida adulta, mas na sua juventude chegava a fumar de 25 a 40 cigarros por dia. Ele largou o fumo argumentando que o hábito era um 'desperdício de dinheiro'. [ 400 ] Ele encorajava seus associados mais próximos a parar de fumar também oferecendo a eles relógios de ouro como estímulo. [ 401 ] Hitler utilizava anfetamina ocasionalmente em 1937 e se tornou viciado nisso em 1942. [ 402 ] Speer ligou o aumento do comportamento errático e sua inflexibilidade (como sua recusa em ordenar retiradas militares) ao uso da anfetamina. [ 403 ] Durante a guerra, mais de 90 medicamentos foram prescritos para Hitler. Ele tomava pílulas todos os dias para dores crônicas no estomago e outros problemas de saúde. [ 404 ] Ele constantemente consumia metanfetamina , barbitúrico , opiáceo e cocaína . [ 405 ] Ele tinha uma perfuração no tímpano como resultado da explosão do atentado de 20 de julho de 1944. Neste atentado, cerca de 200 estilhaços de madeira foram removidos de sua perna. [ 406 ] Imagens de Hitler feitas perto do fim da guerra mostravam tremores agudos em sua mão esquerda e seu caminhar era embaralhado. Isso começou logo antes da guerra, mas se acentuou durante ela. [ 404 ] Ernst-Günther Schenck e vários outros médicos que encontraram Hitler em suas últimas semanas de vida o diagnosticaram com doença de Parkinson. [ 407 ] Hitler fotografado em 1942 com sua amante de longa data, Eva Braun , com quem ele se casou em 29 de abril de 1945. Família Ver artigos principais: Família de Hitler e Sexualidade de Adolf Hitler Hitler queria passar a imagem de um homem celibatário que não tinha vida doméstica, se dedicando inteiramente a sua missão política e a sua nação. [ 133 ] [ 408 ] Ele conheceu sua principal amante, Eva Braun , em 1929, [ 409 ] e se casou com ela em abril de 1945. [ 410 ] Em setembro de 1931, sua meia-sobrinha, Geli Raubal , cometeu suicídio com a arma do próprio Hitler no apartamento dele em Munique. Entre as razões que levaram Geli ao suicídio seria um suposto interesse romântico de Hitler nela e sua morte seria resultado de uma obsessão dele por ela. [ 411 ] Paula Hitler , a irmã do Führer e seu último parente vivo, faleceu em 1960. [ 412 ] Uma peça de propaganda nazista mostrando Hitler em um uniforme militar. Em filmes de propaganda Ver artigo principal: Adolf Hitler na cultura popular Hitler explorava filmes documentários e vários outras peças de propaganda de forma extensa na parte do seu culto de personalidade . Ele participou de vários filmes de propaganda durante sua carreira política, como Der Sieg des Glaubens e Triumph des Willens — feitos pela lendária diretora Leni Riefenstahl . [ 413 ] Lista com alguns filmes Der Sieg des Glaubens ( Vitória da Fé , 1933) Triumph des Willens ( Triunfo da Vontade , 1935) Tag der Freiheit: Unsere Wehrmacht ( Dia da Liberdade: Nossas Forças Armadas , 1935) Olympia (1938) Ver também Bigode de Hitler Führermuseum Führer Lista de livros de ou sobre Adolf Hitler Nazismo Notas ↑ O instituto de sucessão de Realschule em Linz é o Linz Fadingerstraße . ↑ Hitler também ganhou um acordo por difamação contra o jornal socialista Münchener Post , que havia questionado seu estilo de vida e renda. Kershaw 2008 , p. 99. ↑ MI5, Hitler's Last Days : 'O testamento de Hitler e seu casamento' no website da MI5 , usando fontes disponíveis para Trevor-Roper (um agente da MI5 durante a Segunda Grande Guerra e historiador/autor de The Last Days of Hitler ), dados do casamento após Hitler ditar seu testamento. ↑ Para mais informações do assunto, ver McMillan 2012 . 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Lehmann · Peter Högl 2 de maio Rochus Misch · Helmuth Weidling · Hans Refior · Theodor von Dufving · Siegfried Knappe Data desconhecida Wilhelm Zander · Heinz Lorenz · Heinz Linge · Hans Baur · Helmut Kunz Presentes em 2 de maio Erna Flegel · Werner Haase · Johannes Hentschel Cometeram suícidio Ernst-Robert Grawitz · Adolf Hitler / Eva Hitler (Eva Braun) · Joseph Goebbels / Magda Goebbels · Wilhelm Burgdorf · Hans Krebs Mortos Hermann Fegelein · Família Grawit · Família Goebbels Portal de biografias Portal da Alemanha Portal da Áustria Portal da Segunda Guerra Mundial Portal da história Portal da política Controle de autoridade WorldCat Identities VIAF : 38190770 LCCN : n79046200 ISNI : 0000 0001 2278 465X GND : 118551655 SELIBR : 207178 SUDOC : 026922800 BNF : cb11907574g (data) BIBSYS : 90072396 ULAN : 500119333 HDS : 48732 MusicBrainz : 8530d70e-778c-4eba-b08d-831d16783c03 NLA : 35198137 NDL : 00443438 NKC : jn19990003541 RLS : 000083075 PTBNP : 40616 NTA: 068566093 BAV : ADV10183901 NUKAT: n95000218 Find a Grave : 4708 RKD : 38605 Biblioteca Nacional da Espanha : XX943009 RKD : 38605 Obtida de ' https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Adolf_Hitler&oldid=50930840 ' Categorias : Nascidos em 1889 Mortos em 1945 Adolf Hitler Categorias ocultas: !CS1 manut: Usa parâmetro autores !Páginas que usam links mágicos ISBN !CS1 manut: Língua não reconhecida !CA com 23 elementos !Artigos enciclopédicos com identificadores VIAF !Artigos enciclopédicos com identificadores LCCN !Artigos enciclopédicos com identificadores ISNI !Artigos enciclopédicos com identificadores GND !Artigos enciclopédicos com identificadores SELIBR !Artigos enciclopédicos com identificadores BNF !Artigos enciclopédicos com identificadores BIBSYS !Artigos enciclopédicos com identificadores ULAN !Artigos enciclopédicos com identificadores MusicBrainz !Artigos enciclopédicos com identificadores NLA !Artigos enciclopédicos com identificadores PTBNP !Artigos enciclopédicos com identificadores NTA !Artigos enciclopédicos com identificadores BAV !Artigos enciclopédicos com identificadores NUKAT !Artigos enciclopédicos com identificadores Find a Grave !Artigos enciclopédicos com identificadores RKD !Artigos enciclopédicos com identificadores BNE !Artigos enciclopédicos com identificadores RKDartists Menu de navegação Ferramentas pessoais Não autenticado Discussão Contribuições Criar uma conta Entrar Domínios Artigo Discussão Variantes Vistas Ler Ver código-fonte Ver histórico Mais Busca Navegação Página principal Conteúdo destacado Eventos atuais Esplanada Página aleatória Portais Informar um erro Loja da Wikipédia Colaboração Boas-vindas Ajuda Página de testes Portal comunitário Mudanças recentes Manutenção Criar página Páginas novas Contato Donativos Imprimir/exportar Criar um livro Descarregar como PDF Versão para impressão Noutros projetos Wikimedia Commons Wikiquote Wikisource Ferramentas Páginas afluentes Alterações relacionadas Carregar ficheiro Páginas especiais Hiperligação permanente Informações da página Elemento Wikidata Citar esta página Noutros idiomas Afrikaans Alemannisch አማርኛ Aragonés Ænglisc العربية ܐܪܡܝܐ مصرى অসমীয়া Asturianu Azərbaycanca تۆرکجه Башҡортса Boarisch Žemaitėška Bikol Central Беларуская Беларуская (тарашкевіца)‎ Български भोजपुरी Bislama Bahasa Banjar বাংলা བོད་ཡིག Brezhoneg Bosanski Буряад Català Chavacano de Zamboanga Mìng-dĕ̤ng-ngṳ̄ Нохчийн Cebuano کوردی Corsu Čeština Чӑвашла Cymraeg Dansk Deutsch Zazaki Ελληνικά Emiliàn e rumagnòl English Esperanto Español Eesti Euskara Estremeñu فارسی Suomi Võro Føroyskt Français Nordfriisk Furlan Frysk Gaeilge 贛語 Gàidhlig Galego Avañe'ẽ गोंयची कोंकणी / Gõychi Konknni Gaelg Hausa 客家語/Hak-kâ-ngî עברית हिन्दी Fiji Hindi Hrvatski Hornjoserbsce Kreyòl ayisyen Magyar Հայերեն Interlingua Bahasa Indonesia Interlingue Ilokano Ido Íslenska Italiano ᐃᓄᒃᑎᑐᑦ/inuktitut 日本語 Patois La .lojban. 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  Executivo Pobre Executivo Pobre sábado, 6 de janeiro de 2018 Minha Negociação para Trabalhar nos USA Olá pessoal - tudo bem ? Em primeiro lugar, eu gostaria de pedir desculpas aos colegas que comentaram no post anterior e eu ainda nao respondi. Eu faço questão de responder todos os comentários, mas infelizmente ainda nao consegui parar para responder os comentarios do post anterior - fica aqui novamente ... funcionário local. Então alguns beneficios que eu consegui aqui eu acabo nao tendo por lá e alguns ... costumamos negociar por aqui, tem de ser negociadas por lá. Vamos então a negociação que foi feita ... ) apresentou esse argumento dizendo que era um valor muito alto para a região e eu então perguntei qual ... perguntei porque ele estava me oferecendo então USD75K que é o minimo que se paga na região? Claro que ... resultados positivos obtidos em projetos e negociações que eu sabia que ele estava ciente. Então eu CACHE

Executivo Pobre Executivo Pobre sábado, 6 de janeiro de 2018 Minha Negociação para Trabalhar nos USA Olá pessoal - tudo bem ? Em primeiro lugar, eu gostaria de pedir desculpas aos colegas que comentaram no post anterior e eu ainda nao respondi. Eu faço questão de responder todos os comentários, mas infelizmente ainda nao consegui parar para responder os comentarios do post anterior - fica aqui novamente meu pedido de desculpas aos colegas pela minha demora. Como tive um tempinho aqui hoje, eu decidi abrir um pouco mais da negociação para minha transferencia, agora já com os valores finais acertados. Eu fiz uma viagem aos Estados Unidos para acertar detalhes da minha negociação e também ja iniciar os trabalhos dos projetos que terei por lá. Cabe ressaltar novamente que o contrato ainda nao está assinado e eu somente considero a transferencia concluida quando eu assinar o contrato. E porque faço isso ? Porque no passado eu também ja estive perto de ser transferido (nao tão perto como agora) e a coisa acabou nao acontecendo. Por esse motivo eu sou muito cauteloso em relação a propostas e possibilidades ... enquanto nao está no papel assinado, eu nao considero definitivo. Mas, como tenho uma reunião com o RH na proxima semana para eles me apresentarem exatamente a proposta que ja negociei com a liderança local nos Estados Unidos, eu decidi antecipar esse post e ja começar a dividir com voces sobre o pacote de remuneração e beneficios negociados. O maximo que poderá acontecer é a proposta nao seguir em frente e a transferencia nao se concretizar. De toda forma, fica um aprendizado. mas como eu disse, eu acredito que na proxima semana a coisa deve se encaminhar melhor. Somente vale lembrar que toda a negociação foi feita como eu sendo um funcionário local. Isso quer dizer que eu deixo de ter vinculo com a empresa no Brasil e sou contratado diretamente nos USA como um funcionário local. Então alguns beneficios que eu consegui aqui eu acabo nao tendo por lá e alguns beneficios eu ganho lá e hoje eu nao tenho aqui. O importante é ter em mente que nao se trata de uma transferencia simples ou uma expatriação comum. Na verdade, eu serei contrato localmente e isso torna a negociação mais dificil, pois além de concorrer com candidatos americanos, algumas coisas que nao costumamos negociar por aqui, tem de ser negociadas por lá. Vamos então a negociação que foi feita para essa transferencia: 1 - Remuneração: esse foi o primeiro ponto discutido. Varios fatores entraram na conversa, já que a transferencia é para um local com media salarial mais baixa comparado com os Estados mais ricos da Terra do Tio Sam. A media salarial para um cargo gerencial na minha area por lá vai de USD 75K até USD 95K. Existe essa disparidade grande (algo nao muito comum nos USA) pois é um Estado com poucas industrias e muito mais focado no turismo e agricultura. Entretanto, as poucas industrias que tem por lá sao grandes multinacionais e industrias de tecnologia de ponta. Dessa forma, a media salarial para cargo gerencial fica distorcida e o intervalo fica um pouco mais abrangente do que em outros locais. A primeira proposta que veio foi de USD75K (remuneração sempre anual) e foi prontamente rejeitada. A minha contra-oferta foi de USD110K mesmo sabendo que era um valor muito acima da media da região. Como eu esperava a pessoa que eu estava negociando (meu novo chefe nos USA) apresentou esse argumento dizendo que era um valor muito alto para a região e eu então perguntei qual era o intervalo salarial medio naquela area. Ele respondeu que era entre USD75K e USD95K e eu perguntei porque ele estava me oferecendo então USD75K que é o minimo que se paga na região? Claro que isso causou um desconforto e ele subiu a oferta dele para um meio termo ... ele disse: Esta certo Executivo. Vamos fazer assim, nao te pago o minimo e nao te pago o maximo ... nem USD75 e nem USD95K - vamos rachar a diferencça e eu te pago USD85K. Maravilha !!! O primeiro passo estava estabelecido, eu havia conseguido ancorar a negociação em valores mais altos ... como ele ofertou USD85K esse se tornou o piso da negociação. Na minha segunda investida, eu agradeci pelo movimento que ele estava fazendo e expliquei que havia um risco para eu mudar para lá, pois no Brasil eu conhecia todos os processos, fornecedores e clientes e já havia estabelecido uma relação saudavel com eles e por isso a qualidade do meu trabalho havia se destacado nos ultimos anos ... aproveitei e despejei um monte de resultados positivos obtidos em projetos e negociações que eu sabia que ele estava ciente. Então eu disse que como ele havia aumentado a oferta dele em USD10K (saindo de USD75K para USD85K) eu também iria baixar minha pedida na mesma proporção e devolvi a oferta de USD100K. Ele disse que ainda era muito alto e que nao conseguiria aprovar isso para um profissional chegando lá no primeiro ano. Eu disse que entendia e que como estava muito interessado eu iria retornar com uma nova oferta. Como ele havia ja utilizado a tecnica de 'dividir a diferença' eu fiz a seguinte proposta: Chefe, voce esta ofertando USD85K e eu quero USD100K - eu proponho de dividirmos a diferença e teriamos o valor de USD92,5K ... mas para voce ficar feliz e ter uma margem, eu te dou os 0,5K e fechamos em 92K. Quero deixar claro que essa oferta nao é o maximo que se paga na região (que seria USD95K), mas ainda assim é um valor que eu estou disposto a aceitar. 2 - Bonus Anual: assim que fechamos a questão salarial partimos para a negociação do bonus. Aqui nao havia muita manobra, porque o bonus é um percentual da sua remuneração anual e isso é definido pela corporação para todos os funcionários como sendo 10% da remuneração anual. Nao é um pacote de remuneração variavel agressivo (infelizmente) mas é a cultura e norma global da empresa, sem espaço para negociação. 3 - Mudança: obviamente a empresa paga as passagens para eu e minha familia nos mudarmos e paga também o transporte dos moveis que irei levar para os USA. Aqui, o que eu fiz questão de negociar é se caso a empresa encerrar o contrato comigo (ou seja, me demitir) ela também se responsabiliza com os custos da passagem e transporte das coisas de volta para o Brasil. Aqui nao houve resistencia - esse é um beneficio minimo e muito comum nas transferencias. 4 - Aulas de Ingles para Sra EP: o visto de trabalho que eu serei transferido (visto L1) permite que a Sra EP também trabalhe, o que já é um excelente beneficio. Como ela tem uma excelente formação (concluiu doutorado e está buscando o pós doutorado) em uma area muito procurada, eu quis negociar esse beneficio. Nao existe necessidade de aprimorar o idioma - a Sra EP fala Ingles muito bem. mas essa passa a ser uma oportunidade de networking, pois ela ira tomar as aulas de Ingles especifico para a area de trabalho que ela atua e essas aulas sao ministradas em uma universidade (a maior universidade do Estado) por profissionais da area. Com isso, ela poderá ter contato com pessoas influentes na area e garimpar indicações para trabalho na area academica. De qualquer forma, a ideia e que ela fique com o Estagiário Pobre durante um periodo adicional - provavelmente ate ele completar 2 anos. Por esse motivo, negociei um pacote de 500 horas-aula de Ingles pagos pela empresa. e como ja estava no embalo negociei o mesmo pacote também para mim. Nunca se perde em aprimorar o idioma e pode ser uma boa oportunidade de estabelecer contatos e mesmo fazer amigos já que chegaremos por lá sem conhecer ninguem da comunidade. 5 - Pagamento Aluguel / Veiculo: também abri uma frente de negociação para a empresa pagar 6 meses de aluguel. A ideia aqui era simplesmente obter uma vantagem financeira atraves da redução das despesas com moradia durante um periodo. Eles nao aceitaram e fizeram uma contra-oferta para pagar 3 meses de aluguel. Eu aceitei essa contra-oferta mas pedi para incluirem também aluguel de veiculo no mesmo periodo. Com isso eu ganho um tempinho sem ter despesas com carro até conhecer melhor a rotina por lá e entender quais serão as minhas necessidades. 6 - Bonus Assinatura: quando começamos a falar das despesas de casa e veiculo, surgiu o tema do historico de credito (credit score). Esse é o criterio utilizado pelos americanos para financiarem coisas, alugarem e prestarem serviços. Sem historico de credito voce tem de fazer deposito caução para praticamente tudo por lá. Se vai alugar um imovel e voce nao tem historico de credito é comum solicitarem alguns meses de aluguel como deposito. o mesmo ocorrendo com a empresa de luz, agua, internet, telefone, tv a cabo, etc... Então, eu percebi que teria de fazer um desembolso grande assim que chegar por lá, uma vez que todas as empresas irão exigir deposito ate eu construir meu historico de credito e isso leva entre 6 meses a 1 ano se feito com inteligencia. Para fazer frente a essas despesas, eu solicitei um bonus salarial de 3 meses de remuneração já que essa era a media que as empresas solicitam como deposito. Aqui eu encontrei bastante resistencia e a negociação ficou bem dificil. mas eu lembrei que ja estava abrindo mao de beneficios que eu tenho no Brasil e que nao era uma exigencia minha mas sim uma exigencia do sistema de credito deles - eu poderia apresentar todo o meu historico do Brasil e ate fiz uma simulação no site do Serasa Experian (a Experian é a maior empresa de avaliação de credito dos USA) e mostrou que tenho uma pontuação de 860 no Brasil. Isso é um credito espetacular nos USA, porém eu nao carregaria esse credito daqui para lá e por isso eu ja nao iria me beneficiar das excelentes taxas de juros para alguem tem essa pontuação. Apesar de ser um argumento nao muito forte, acabou dando certo e eles concordaram em pagar tres meses de salario como bonus pela assinatura de contrato. 7 - Ferias e Feriados: como voces devem saber, nos USA nao existe a padronização do direito a dias de ferias como no Brasil que tem 30 dias de férias obrigatorios para todos os funcionários. Nos USA cada funcionário negocia individualmente as suas ferias e dias de folga e foi isso que tive de fazer. Para iniciar a conversa eu ja disse que no Brasil eu tinha direito a 30 dias de ferias. O meu objetivo era já ancorar a negociação em quantidade de dias mais alta porque eu sabia que nos USA a coisa era bem diferente. O meu futuro chefe disse que nem ele tinha 30 dias e que era muito tempo. Eu lembrei então que por lá eles sempre falam em dias uteis de ferias (no Brasil sao dias corridos) e já quis fazer o primeiro movimento da negociação para mostrar uma boa vontade. Disse para ele que apesar de eu ter 30 dias no Brasil eu também achava um tempo exagerado, mas como eu estava mudando para outro pais eu precisaria de 25 dias. Ele entao me ofereceu 10 dias e 10 feriados pagos. Eu perguntei como assim - 10 dias de feriados pagos ? Ele me explicou que nos USA voce tem 10 feriados, mas que as empresas nao precisam pagar seu salário referente a esses dias - ai fui eu que quase cai para tras. Percebi que nao poderia ceder muito e perguntei como funciona o pagamento quando um feriado cai no sabado ou domingo. Ele me explicou que isso nao acontece - se o feriado cai no sabado, ninguem trabalha na sexta. se cai no domingo, ninguem trabalha na segunda. Eu tive de reestruturar minha proposta e fiz uma oferta de 20 dias de ferias + 10 feriados pagos. o que daria os 30 dias que tinha no Brasil. Meu chefe disse que era razoavel e aceitou. Depois disso ele ainda me disse que eu tenho direito (por ser um beneficio da empresa para todos os funcionários) a 6 dias de PTO (Paid Time Off). Esses 6 dias eu posso usar para ir ao medico, para cuidar de algo em casa, para qualquer necessidade ou ainda, posso usar como Feriado Movel - ou seja, se o feriado cai na sexta eu posso, por exemplo, tirar 2 dias (quarta e quinta) como PTO e ja fazer a ponte com o feriado. Como meu cargo já me da direito a trabalhar home office quantos dias eu achar interessante - acaba que esses 6 dias viram ferias adicionais. 8 - Green Card: aqui entra o principal ponto de negociação. So por esse topico a transferencia ja valeria a pena, mas acabou que foi o ultimo ponto negociado. Com a transferencia via visto L1, eu sou elegivel a obter o famoso Green Card. porém a empresa tem de fazer a aplicação. Eu nao posso fazer a aplicação pessoalmente - a empresa tem de solicitar ao governo americano um visto de residencia permanente, pois eles tem interesse que eu continue trabalhando para eles além do periodo permitido pelo visto L1. Apesar de seguir essa justificativa, a empresa pode solicitar o Green Card para o funcionário com visto L1 a qualquer momento. A partir do primeiro dia, o funcionário ja esta elegivel para obter o Green Card. Para a negociação desse topico houve a participação do juridico da empresa. Eu utilizei o argumento de que o prazo maximo para visto L1 seriam 7 anos (ja contado as renovações possiveis). E que eu estava indo com toda a minha familia com intenção de me estabelecer definitivamente nos USA. inclusive levando meu filho recem nascido para lá. Ele seria matriculado em uma escola americana e aprenderia ingles como um nativo e depois de 7 anos eu teria de trazer ele para um pais que ele vai viver apenas tres ou quatro meses antes de se mudar ? Argumentei que todas as amizades e cultura. além do idioma, leis e estrutura da sociedade que ele estaria acostumado seriam as americanas e eu nao poderia ficar com a situação a ser definida lá na frente. Teriamos de ter em contrato um prazo para a empresa aplicar para o Green Card, uma vez que contratos sao levados a serio nos USA e apesar de eu nao poder exigir o Green Card, eu posso exigir uma compensação financeira caso a empresa nao aplicar no periodo estipulado no contrato. Já de cara eu solicitei que colocassem no contrato a aplicação do Green Card após seis meses. O representante do juridico disse que nao seria possivel com seis meses e fez uma contra-oferta de aplicar apos 3 anos. Eu argumentei que com 3 anos nao poderia ser, pois o meu filho ja falaria somente ingles (mentira, eu vou ensinar portugues para ele) e eu nao poderia deixar isso indefinido ate lá - teria de ter certeza que eu poderei ficar permanentemente nos USA muito antes desse prazo. Ai o advogado da empresa deixou escapar que isso era muito risco para empresa e eu perguntei porque. Ele abriu o jogo e disse que a preocupação é que com o Green Card na mao eu poderia ir trabalhar em qualquer empresa dos USA e eles teriam perdas financeiras com a minha transferencia. Entendi que a preocupação deles era justa e perguntei quanto tempo seria o minimo para eu trabalhar e minimizar esse risco com eles. Ele mencionou que seria ao menos 2 anos. Então, eu sugeri que colocassemos no contrato uma clausula onde eu me comprometo a trabalhar na empresa por pelo menos 2 anos e que so poderei aceitar qualquer outra oferta após esse periodo. Eles gostaram bastante e em contrapartida, eu solicitei que colocassemos a clausula que a empresa se compromete a aplicar para o meu Green Card apos 1 ano nos USA. Dessa forma, mesmo com o Green Card eu terei de ficar na empresa ate completar pelo menos 2 anos de trabalho por lá. Achei mais do que justo e na verdade, a possibilidade de Green Card em um prazo bem mais curto do que ao final do visto L1 ja é muito interessante. Então é isso pessoal - essas sao as principais clausulas negociadas. Nas proximas postagens pretendo falar mais dos beneficios que as empresas oferecem por lá e detalhar um pouco mais da cultura em empresas americanos e o dia a dia do pessoal por lá. Por favor, continuem na torcida para assinar esse contrato na proxima semana e eu tambem vou atualizando voces sobre todo o processo de viver e trabalhar nos USA. Um grande abraço, Postado por Executivo Pobre às 12:47 41 comentários: Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Marcadores: Planejamento quarta-feira, 27 de dezembro de 2017 Atualização Patrimonial DEZ/17 - R$290.551,13 (+0,80%) Ola pessoal - tudo bem ? Como logo estaremos no meio das festas de final de ano, eu resolvi antecipar o meu fechamento mensal (e também anual) já que nao acredito em grandes valorizações ou desvalorizações dos meus ativos ate o ultimo dia de Dezembro. O meu objetivo esse ano era atingir os R$300K e como voces podem ver eu fiquei aquém desse objetivo e estou fechando o ano com R$290K em ativos financeiros. Apesar de nao ter atingido a minha meta, esse ano foi muito interessante do ponto de vista financeiro, já que a minha carteira teve 20,52% de rendimento esse ano e o patrimonio saiu de R$221K para R$290K. Além de um fechamento que eu considero positivo, cabe ressaltar que um pequeno esforço extra poderia ter me levado a atingir a meta - a diferença ficou por conta das despesas do processo de cidadania portuguesa que estou arcando sozinho já que os parentes nao quiseram fazer parte do rateio. Apesar disso, diversos parentes queriam obter as certidões e documentos necessários e vinham falar comigo cheios de empolgação, mas quando eu comentava dos valores pagos devido contratação de advogado (os documentos estavam todos em desordem e foi necessario tres processos para regularizar tudo) e falava em rateio das despesas, misteriosamente esses parentes sumiam. Outro ponto de desvio foram as despesas nao planejadas de 8 diarias de hotel e alimentação no periodo que o Estagiário Pobre ficou internado na UTI. Preferimos ficar em um hotel ao lado da maternidade para a Sra EP poder amamentar e também podermos acomapanhar de perto a evolução do bebe. Essas duas despesas foram os maiores desvios em relação ao meu planejamento e o motivo principal de eu nao ter atingido a meta financeira de R$300K. Ainda assim, o ano de 2017 foi talvez o melhor ano ate agora. Tive diversas realizações e vou listar as principais para voces terem uma ideia de como esse ano foi positivo. 1 - Nascimento do Estagiário Pobre: essa nao é uma meta financeira e talvez ate por isso seja a principal realização que tive no ano. A Sra EP e eu haviamos, infelizmente, enfrentado um primeiro processo de gravidez onde perdemos o bebe. Agora, na segunda gravidez foi tudo muito bem e apesar do Estagiário Pobre ter ficado 12 dias na UTI devido a uma dificuldade respiratoria por ter liquido no pulmão. Coisa simples quando vemos as reais dificuldades de pais e crianças que nascem prematuras e estão na UTI por mais de seis meses - nos doze dias que estivemos por lá eu vi coisas surpreendentes e aprendi muito a enxergar como as vezes os nossos problemas sao menores do que imaginamos. 2 - Conclusão do Mestrado: esse ano eu também tive a oportunidade de concluir o mestrado em Finanças. Foi uma etapa importante para meu desenvolvimento profissional, além de abrir um campo de estudos que eu nao estava familiarizado. Essa formação poderá ser util para uma futura migração para o mundo academico e também para prestação de atividades de consultoria em um momento futuro. Alem disso, estabeleci contatos e amizades importantes com os professores e pessoal da classe, além da experiencia de voltar a ser aluno. 3 - Promoção: no inicio desse ano, com a transferencia do meu antigo chefe para os Estados Unidos, eu acabei sendo promovido. Na verdade, eu acumulei as funções dele mas nao recebi o aumento desejado. Em um momento de crise, eu nao encontrei a oportunidade para cobrar o aumento antes de assumir as responsabilidades (não façam isso). Depois de assumir as responsabilidades por algum setor é muito mais dificil negociar a recompensa financeira. Mas ainda assim, isso me trouxe uma valorização importante no meu CV e também aumentou um pouco mais meu networking com o time corporativo. 4 - Viagem Ferias para Estados Unidos: esse ano eu viajei para California no periodo de ferias. Foi uma viagem muito bacana que me deu a oportunidade de conhecer um outro lado dos Estados Unidos. A California é bem diferente dos demais estados que eu havia conhecido ate então. A presença de estrangeiros é muito grande (principalmente latinos) e isso tem influencia na arquitetura, no idioma, na gastronomia e no modo de viver. Além de tudo isso, eu fiz a viagem pela famosa US01 - a Estrada do Pacifico. Sai de San Francisco e fui ate Los Angeles pela estrada beira mar e parando em mirantes incríveis e vendo paisagens indescritíveis. Realmente foi uma viagem muito legal e pretendo contar mais detalhes para os colegas. 5 - Transferencia: como ja relatei para voces, eu estou no meio do processo de uma transferencia para os Estados Unidos. Essa oportunidade surgiu atraves do meu antigo chefe (que tinha puxado meu tapete) e pode ser realmente uma oportunidade profissional e pessoal incrivel. Ja viajei para lá, conversei com o pessoal e iniciei algumas atividades referentes aos projetos que irei gerenciar. O cargo oferecido é uma posição corporativa, o que me leva a ser responsavel por toda a regiao America. Alem do aumento de responsabilidade, eu consegui negociar algumas coisas importantes o contrato de transferencia e consegui a aprovação do time corporativo. Falta, nesse momento, apenas a aprovação do CEO (que acredito ser apenas uma aprovação pro-forma ja que todos os responsaveis abaixo dele ja aprovaram a transferencia) que espero receber antes do Ano Novo e ja iniciar 2018 como funcionário corporativo e trabalhando a partir da unidade nos Estados Unidos. Como voces podem ver, esse foi um ano que nao posso reclamar. Além da evolução financeira, eu também obtive uma evolução profissional e pessoal. Agora pretendo focar mais na evolução pessoal, pois eu fiz o meu check-up e alguns valores estao fora da normalidade e preciso começar a me cuidar de verdade. Então é isso pessoal - um feliz 2018 para todos voces. Um grande abraço, Postado por Executivo Pobre às 12:08 11 comentários: Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Marcadores: Evolução Patrimonial quinta-feira, 21 de dezembro de 2017 Executivo Pobre - Como Cheguei Até Aqui ? (Parte II) Ola pessoal - tudo bem ? Conforme eu prometi, segue a segunda parte do compilado que estou fazendo sobre minha trajetória pessoal. Se nao leu a primeira parte, pode ler clicando aqui . Na primeira parte tem o resumo da minha trajetória como estagiário até profissional pleno. Porém quando estava nessa fase eu fiquei um pouco decepcionado por uma promoção que nunca chegava e quando chegou veio bem abaixo do que outros colegas promovidos receberam como aumento. Comecei a mandar CV para varias empresas mas nao surgia nenhuma entrevista interessante, até que um amigo mudou de empresa e indicou meu nome para trabalhar por lá. Profissional Senior (26 - 28 anos) - R$ 4.600,00 / mês: eu fui bastante animado para entrevista, cheguei mais cedo e fiquei aguardando. No caminho, o meu famoso Scort aqueceu o motor e tive de parar tres vezes para dar um tempo e esperar esfriar - a ventoinha tinha quebrado. Cheguei cedo, mas um pouco suado e com mão suja de mexer no capo do carro. Fui ao posto de gasolina proximo do local e pedi para usar o banheiro para lavar as mãos e ficar mais apresentável. Chegando na entrevista, o meu futuro chefe (e naquele momento entrevistador) me fez esperar uma hora e vinte minutos na recepção. Ate achei que era algum teste para ver minha postura em situações como essa, mas vi que não era teste nenhum. Era só falta de respeito com as pessoas. Isso já deveria ter ligado um alerta na minha cabeça, mas como precisava do emprego e queria mudar de empresa, eu nao falei nada e mantive a postura. A entrevista em si durou uns dez minutos, sendo que parte das perguntas foram sobre o time que torcia e sobre bons restaurantes no bairro onde morava, ou seja, nao tinha nada relacionado ao trabalho ou a minha experiencia e formação. O processo ja estava com cartas marcadas (a meu favor, felizmente). Esse gestor nao suportava ficar entrevistando pessoas, então ele acreditava 100% na indicação dos funcionários e como eu fui indicado pelo meu amigo - eu ja estava lá dentro, mas ainda nao sabia. Mas como nem tudo sao flores, demorou umas duas semanas e o RH da empresa me ligou oferecendo um salário menor do que havia combinado na entrevista. Eu disse que havia combinado outro valor, eles falaram que nao podiam pagar e que o gestor nao tinha autonomia para definir a remuneração - que isso era responsabilidade do RH. Fiquei em uma encruzilhada, mas como estava procurando outro emprego exatamente porque nao me sentia reconhecido em termos salariais, eu agi um pouco pela emoção e respondi que o gestor nao tinha autonomia para definir a remuneração, mas eu tinha autonomia para decidir por qual salário eu trabalhava e o valor minimo seria o que eu havia negociado. Percebi na hora que a pessoa do RH nao gostou da minha resposta, mas eles ficaram de retornar e passou mais duas semanas - pensei que tinha perdido a vaga e me arrependi de ter dado uma resposta mais agressiva. Eu percebi que ficar onde eu estava era pior do que aceitar ir com um salário menor do que o prometido (mas ainda maior do que eu ganhava). Na verdade, o que me incomodava era o fato de a empresa que eu trabalhava nao ter me valorizado na promoção como havia feito com outros colegas que eu julgava serem piores ou menos comprometidos do que eu ... De qualquer forma, apos duas semanas a empresa ligou e disse que aceitava pagar o salário que eu havia pedido. Na mesma semana me desliguei do antigo emprego, peguei meu saldo do FGTS e quitei meu apartamento. Agora tinha um Scort e uma residencia. mas nao tinha um real de reserva financeira. acabei 'raspando' todo o saldo da poupança, do FGTS e tudo o mais que podia vender para ir lá e me livrar da prestação do financiamento imobiliário. Aprendi muito com essa decisão, pois apos uns dois meses que estava no novo emprego - veio uma crise muito forte no setor e também uma crise na matriz que fica em outro país. Começaram os boatos de corte e redução de custo e eu fiquei com bastante receio de ser demitido porque sem reservas, eu ficaria com saldo negativo na conta em menos de um mes. Seria terrivel perder o emprego e nao ter como pagar as contas do mes, porque eu nao tinha reserva alguma - eu deveria ter mantido um minimo de reserva e ir amortizando o financiamento dentro de um prazo um pouco maior. Para ajudar, nessa mesma epoca eu cometi um erro no meu trabalho. Errei em um determinado projeto e meu chefe quis aproveitar isso como justificativa para me demitir. Me chamou na sala e disse que eu nao havia atingido as expectativas em termos de qualidade do trabalho, que ele achava que eu era um profissional mais competente e eu havia cometido erro e que ele nao confiava mais em mim e por esses motivos iria me dispensar. Voltei para a mesa meio atordoado e comentei com a Sra EP sobre a situação. Para minha surpresa ela ficou tranquila e disse que a gente dava um jeito - se realmente eu fosse demitido, ela me incentivaria a trabalhar de garçom e pintor para manter a mente ocupada e ganhar algum dinheiro, enquanto ela tentaria arrumar um outro emprego para ela onde ganhasse mais, ja que no emprego atual ela ganhava bem pouco. Fiquei um pouco mais tranquilo e fui embora para casa. Quando voltei no dia seguinte, um outro gerente me chamou na sala e perguntou se eu queria ser transferido para equipe dele. Ele tinha uma vaga e achava que eu poderia fazer a atividade e com isso evitaria que eu fosse demitido pelo outro gerente. Claro que eu aceitei na hora - melhor algum emprego do que nenhum, ainda mais no meu caso que nao tinha dinheiro para chegar ao final do mes. Quando esse novo gerente foi solicitar a minha transferencia, o meu chefe nao permitiu e disse que iria manter a minha demissão. Por sorte, esse novo gerente nao gostava do meu chefe e decidiu comprar a briga e foi falar com o Diretor da area até que conseguiu me transferir e eu escapei de ser demitido. Claro que eu fiquei com uma divida de gratidão com esse gerente e trabalhei da melhor forma que eu poderia. Passava o tempo todo pensando em formas de melhorar o fluxo, processar informações mais rapido e reduzir custos. Ao final de um ano eu acabei promovido e ganhei um premio de reconhecimento. Coordenador (28 - 30 anos) - R$ 7.800,00 / mês: com a minha promoção eu comecei a ter acesso a reuniões com os gerentes e diretores. Logo reparei que o fator politico era muito forte na empresa. Comecei a tentar cavar oportunidades para mostrar meu trabalho, sempre apoiado no bom resultado do ano anterior que tinha me garantido a promoção. Nessa época eu trabalhava de 13 a 14 horas por dia, respondia email no final de semana, nao faltava aos happy hours e tentava criar relacionamentos sempre que tinha oportunidade. O tempo foi passando e eu fui ficando cada vez mais descontente porque esse perfil politico é dificil para mim. Normalmente eu sou aquele cara mais chato, mais conservador, as vezes eu olho para a pessoa que eu ainda nem conheço e ja nao vou com a cara dela, as vezes a pessoa fala alguma coisa e eu ja nao gosto, nao gosto de confraternização, nao gosto de roupas caras, relogios, etc... Estava praticamente me passando por outra pessoa para poder cultivar os relacionamentos e estar no meio do pessoal que sabia que conseguia as melhores oportunidades. Ao final estava me sentindo infeliz e sem motivação nenhuma - e por esse motivo comecei a me consultar com uma psicologa. Foi uma experiencia muito interessante porque a gente teve uma empatia logo de inicio e eu me abri bastante com ela. Nas consultas comecei a perceber que havia muito mais na vida do que ser promovido e ter bom salário. E percebi também que eu estava buscando somente um titulo, status ... e coisas importantes, como a minha saude e momentos de lazer, estavam ficando em segundo plano. Nessa mesma época apareceu um projeto grande na empresa que significava passar um tempo significativo na Coreia do Sul. Alem do aprendizado, a experiencia foi boa porque me trouxe uma boa bagagem internacional (que sempre ajuda nas experiencias no CV), me ajudou a melhorar o Ingles (tinha de me comunicar 24 horas em Ingles) e, principalmente, me ajudou a entender que existem formas diferentes de se viver. Tomei um susto quando cheguei na Coreia, mas usei o tempo para aprimorar meus contatos e principalmente, melhorar o Ingles. Participei de reuniões, visitei fornecedores, clientes, fabricas, etc... Com uma visao muito mais ampla do negocio, foi mais facil fazer um bom trabalho por lá - mas também me lembro do quanto os coreanos trabalham - ficar 14 ou 15 horas no escritório é absolutamente normal. Então, eu comecei a dar um pouco mais de valor em ferias de 30 dias, FGTS, decimo terceiro, etc... Sao coisas que nao vemos em alguns outros paises e percebi como seria dificil trabalhar em um esquema assim por muito tempo. Como eu fiz um bom trabalho por lá, eu voltei ao Brasil com certa cotação em alta para ser promovido a gerente. Havia um outro colega de outro setor também disputando essa vaga - e percebi que no dia a dia, ele tentava ao maximo colocar questionamentos no meu trabalho. Se estavamos na mesma reunião e eu apresentava algo ele era sempre o primeiro a questionar e colocar alguma fase do projeto em duvida. Percebi que nao adiantava também adotar 100% dos conselhos da psicologa e deixar tudo para lá, porque eu precisava pagar minhas contas e infelizmente nao existem só pessoas boas no mundo. Então, novamente, comecei a ficar atento nas oportunidades para ir solidificando meu nome na organização e criando uma certa marca de qualidade relacionada ao meu nome. Comecei a pegar os projetos mais dificeis e a cada resultado obtido eu fazia uma grande divulgação. Nao perdia oportunidade de mostrar o que estava sendo feito, mas novamente comecei a perder em qualidade de vida e ficar ate muito mais tarde no trabalho. Nesse periodo, veio um novo diretor para a area. Era um profissional expatriado americano, que ja havia morado também na Alemanha, Coreia do Sul e Australia. e agora estava chegando ao Brasil. Logo na chegada dele, os gerentes organizaram um almoço com todo o time e foi uma disputa para ver quem sentava proximo ao novo diretor, quem conseguia puxar um assunto com ele, quem recomendava as comidas tipicas brasileiras, etc... Eu dei uma pisada na bola e cheguei atrasado ao almoço (nunca façam isso) e fiquei lá no final da mesa e ainda ele poderia pensar que sou um cara nao comprometido com horarios. Quando terminou o almoço, esse diretor chegou no meu gerente e perguntou se alguem poderia mostrar a cidade para ele no final de semana - e esse é o tipico programa que ninguem quer fazer. ninguem gostava de ficar visitando a cidade com os 'gringos', então o gerente me chamou e me escalou para fazer esse trabalho. Como eu ja tinha chegado atrasado ao almoço, eu nao tive coragem de recusar e aceitei ficar de guia turistico do novo chefe 'gringo'. Quando chegou na sexta feira, esse novo chefe me ligou para marcar o horario que poderiamos nos encontrar no sabado e também passar o endereço do hotel que ele estava. Eu confirmei com ele no periodo da manha e ele perguntou se eu era casado. Eu confirmei e ele perguntou se eu poderia levar minha esposa porque a esposa dele também havia chegado e ela nao conhecia ninguem no pais. Acabou que tive de arrastar a Sra EP também para o passeio - ela nao gostou da novidade, mas cancelou os compromissos que tinha e lá fomos nos fazer o papel de guia turistico. Entretanto, quando as duas esposas se encontraram, por algum motivo que nao sei explicar, elas criaram rapidamente uma amizade. Tinham gostos e interesses parecidos e logo se tornaram amigas de frequentar a casa uma da outra para jantares e conversas. Logico que isso acabou também aproximado eu e o Diretor da area. Começamos a marcar passeios e jantares, me convidou para passar o Thanksgiving na casa dele, eu convidei para viajar nas ferias de final de ano e fomos ficando realmente muito próximos e isso influenciou também na empresa. Logo ele começou a me passar projetos mais importantes e com o resultado que foi entregue ele criou uma nova area e me promoveu. Foi nesse momento que entendi o poder do networking. Por causa da amizade que se criou, eu tive acesso a projetos e oportunidades que normalmente seriam passadas aos profissionais com mais tempo de casa. Mas, obviamente, o Diretor buscou me favorecer e criou uma area especifica para eu gerenciar - com objetivos mais estrategicos, o que me levou a ter acesso a nivel ainda mais alto na empresa. Com certeza se eu nao tivesse levado ele para passear e se as esposas nao tivessem ficado amigos, muitas portas nao teriam sido abertas e minha promoção ia levar muito mais tempo. Gerente (30 - 33 anos) - R$ 12.000,00 / mês: com a promoção para nova area, eu comecei a ter acesso a mais beneficios, além do salário maior. E ganhei também uma equipe com seis pessoas - tinha tres caras e tres garotas na equipe. O time ja era mais experiente e no primeiro dia na nova função, havia somente 05 pessoas lá. Estava faltando uma das funcionárias e eu descobri que na verdade ela estava em licença maternidade. Peguei o telefone e liguei para ela desejando felicidades para ela e o bebe, perguntei se estava tudo bem e deixei ela tranquila que quando voltasse o trabalho dela estaria lá e estavamos pensando em fazer coisas diferentes na area e ele seria parte do processo. O meu time era muito bom - realmente nao tenho nada a reclamar, tanto que tenho duas pessoas que ainda hoje trabalham comigo. Os resultados foram aparecendo, meu chefe era um cara muito bom (talvez o melhor com quem já trabalhei), tinha uma proximidade grande com o Diretor (que havia se tornado meu amigo). Dessa forma, foram os dois primeiros anos, com o time atingindo bons resultados e a area sendo elogiada. Toda desconfiança por eu ter sido promovido por ser amigo do Diretor aparentemente desapareceu com os resultados que o time conseguiu - mas obvio que muita gente nao gostava, pois entendia que aquilo nao havia sido justo (e nao havia mesmo). Após dois anos, uma das funcionárias voltou da licença nao remunerada que a empresa concedia para projetos pessoais (ela utilizou a licença para ficar com o filho por mais tempo) - era uma profissional competente e tinha muito conhecimento da area. Com umas duas semanas de trabalho, ela ja me chamou para tomar um café e me perguntou quando ela seria promovida. Eu rapidamente disse que nao havia nenhuma promoção a vista e que primeiro ela teria de retomar as atividades e mostrar resultados como o resto do time nesse periodo que ela ficou fora. Ela argumentou que nao era justo porque antes de sair de licença ela era considerada profissional de alto desempenho e proxima de uma promoção. Ela nao havia entendido que por mais injusto que pareça, quando voce fica dois anos fora da empresa, as coisas nao estao como voce deixou. A empresa continua, as pessoas sao demitidas e contratadas, as promoções acontecem, etc... Ela imaginava que só tinha dado uma pausa na carreira e iria continuar de onde havia parado - infelizmente isso nao acontece em lugar nenhum. Logo essa pessoa ficou descontente e começou a causar problemas na equipe. Começou a criar fofocas no cafe, reclamava de todas as atividades e nunca entregava as coisas no prazo. Tive de chamar para conversar e a reação dela nao foi boa. Decidi dar um tempo para ver se as coisas se acalmavam, mas infelizmente as coisas só pioraram. A pessoa continuou tentando fazer intrigas, tentando cavar transferencia para outra area e para completar, ainda passou a deixar o trabalho de lado e nao entregar os resultados. Nao tive muita saida e levei o caso para meu chefe. Conversamos muito e chegamos a conclusao que iriamos tentar transferir ela caso alguma area estivesse precisando, mas ninguem quis aceitar. Nao teve muito jeito e tivemos de demitir a pessoa. Foi minha primeira experiencia demitindo alguem e eu fiquei muito mal com isso. Acho esse processo sempre traumatico - tenho colegas que nao se preocupam com as pessoas, mas alguem ter sua renda reduzida a zero do dia para noite é muito ruim. Tentei aprender com a experiencia e vida que segue. Passado mais um ano, meu Diretor foi promovido a vice-presidente - ai as coisas ficaram ainda melhores para mim do ponto de vista profissional. Ele me convidou para fazer o planejamento estrategico da area e uma potencial transferencia para outro pais. Eu fiquei tomo motivado e comecei a novamente ficar ate mais tarde e trabalhar de final de semana para conseguir a transferencia. Recebi alguns aumentos de salário no período e continuei a entregar resultados acima da media, principalmente atraido pela possibilidade de transferencia. Sabe aquela história da cenoura na frente do burro ? Pois é, a transferencia para outro pais foi a cenourinha que eu persegui. Como eu disse eu estava correndo atras dos resultados, ficando ate mais tarde, trabalhando de final de semana e praticamente nao tinha mais vida fora da empresa. Minha saude piorou, eu ganhei peso e fiquei estressado. Nessa mesma epoca, esse vice-presidente me chamou e disse que tinha um projeto em outro Estado e que confiava que eu poderia liderar e que seria uma boa exposição e ajudaria na minha transferencia. Como eu estava querendo muito a transferencia, eu topei mudar para outro Estado. Fiquei um ano e meio morando distante da familia e foi um periodo emocionalmente ruim para mim. Entretanto, realmente o projeto me deu muita visibilidade e aumentou o meu networking com os executivos da empresa. Quando eu retornei para minha cidade após a conclusão do projeto, eu fui promovido novamente. Gerente Senior (33 - atual) - R$ 13.600,00 / mês: com a promoção, eu comecei a ser responsavel por operações na America do Sul (referente a minha area e nao pela operação da empresa toda - nao sou o CEO) e fiquei esperançoso pois seria somente questão de tempo para conseguir a transferencia e experiencia internacional que eu tanto buscava. Nesse meio tempo, eu comecei a ter diversos projetos e reuniões com muitos paises na Asia e Europa - muitas viagens, reuniões, almoços e jantares de negocio, etc... Tudo caminhando muito bem, quando de repente veio um 'cisne negro' nos meus planos. O Vice - Presidente que era meu padrinho politico teve um serio desentendimento com o Vice - Presidente Financeiro, e este ultimo, pediu a cabeça do meu chefe. Como o Vice - Presidente do Financeiro tinha um poder maior do que o Vice - Presidente da minha area, acabou que o Presidente decidiu demitir meu chefe. Ai foi aquela correria no departamento, meu chefe começou a se desligar de todas as atividades e recorrer aos conhecidos dele nos USA. Era dificil encontrar ele na empresa e quando estava na empresa nunca conseguiamos marcar reunião ou conversar com ele - claro que todas essas informações nós ficamos sabendo depois. Na época nao se mencionava que ele poderia ser mandado embora e eu ainda estava sonhando inocentemente com minha transferencia. Então, um belo dia, esse meu chefe me chamou e disse: 'EP - é o seguinte: eu te agradeço muito pelo que voce tem feito, aceitou morar em outro lugar, fez um otimo trabalho, inclusive final de semana e durante feriados. mas eu tenho uma má noticia. Estou com a minha cabeça em risco e preciso proteger meu emprego. Dessa forma, eu consegui uma transferencia para os USA, vou voltar para casa e outra pessoa vem para o meu lugar'. Nesse momento, eu pensei que ele ia fazer uma proposta para eu ir com ele devido todas as conversas e promessas de transferencia, mas ele apenas falou que ele tinha falado muito bem de mim para a pessoa que estava vindo para o lugar dele, me desejou boa sorte e lá se foi para os USA. Eu fiquei muito bravo, porque vi que tinha realmente feito o papel de burro correndo atras das cenourinhas e que todo esforço com o objetivo da transferencia tinha sido em vão. Depois que a raiva passou, eu pude ver que na verdade agora eu tinha um CV mais atrativo devido as experiencias que eu tive, os projetos que gerenciei e que em ultima analise, eu havia sido promovido e aumentado bastante meu salário. Decidi que iria aguardar o novo chefe e ver como as coisas poderiam se ajeitar. O novo chefe chegou e as atividades continuaram na mesma base, até que após 5 meses com o novo chefe, ele anunciou que iria trazer um colega indiano. Quando ele anunciou as atribuições e atividades do indiano, eu percebi que eram muito parecidas com o que eu fazia - na hora eu vi que ele estava trazendo alguém para o meu lugar. Pensei que precisava me mexer rapidamente e liguei para meu antigo chefe para cobrar aquela transferencia, afinal de contas ele ja estava de volta a terra dele com contatos fortes e poderia me transferir para lá. Quando falei com ele eu percebi como as coisas de fato funcionam - eu nao era mais util para ele pois nao estava mais gerenciando projetos da area dele, então ele desconversou um pouco e quando cobrei a transferencia que ele havia prometido nos ultimos anos, ele falou que infelizmente nao seria possivel, mas que se eu conseguisse o visto para trabalhar nos USA ou Green Card - eu poderia bater na porta dele que ele me contratava. Mais uma vez eu me contive para nao mandar a pessoa para um lugar nao muito agradavel e me senti feito de idiota. Imediatamente comecei a encaminhar meu CV para as oportunidades que achava interessante, mas nenhuma entrevista aparecia. Nesse meio tempo, meu chefe começou a me tirar de reuniões que eu participava e incluiu o colega indiano, depois foi me tirando de projetos que eu gerenciava e aos poucos foi me isolando na empresa. No inicio, eu ia nas reuniões mesmo nao tendo sido convocado, mas nao é uma situação que voce consegue sustentar por muito tempo. Passou um tempo e eu percebi que chegava no escritório e nao tinha nada o que fazer o dia todo - ele havia me isolado completamente. Comecei a tentar esclarecer com os colegas que eu mantenho ate hoje e um deles me ensinou uma coisa importante: ele disse que o sistema na empresa era igual o sistema politico. Eu havia encontrado um padrinho politico e ele havia me nomeado para diversos cargos e projetos. mas agora uma nova eleição tinha ocorrido e outro partido estava no poder. então seria questão de tempo para eu ser mandado embora, já que minha imagem estava muito colada a imagem do chefe anterior. Compreendi a analogia (que eu considero perfeita) e comecei a acelerar mais ainda minha busca por outra empresa. Após algum tempo (acho que uns 4 meses) fui chamado para entrevista na empresa onde estou atualmente. Foi um processo rapido, onde a empresa estava precisando de alguem com minha experiencia pois haviam crescido bastante no mercado e precisavam arrumar a casa para garantir a entrega dos projetos / produtos para os clientes. Como eu também estava buscando outro desafio e uma maior qualidade de vida (nada de ficar trabalhando de final de semana, etc...), nao foi dificil negociar alguns beneficios e logo eu aceitei a oferta e mudei de emprego. Novamente, fui muito feliz me desligar do emprego anterior, meu chefe nao fez muita questão de me segurar e percebi que meu ciclo definitivamente estava encerrado por lá e um novo ciclo estava se iniciando. Cheguei aqui com um time muito imaturo, mas logo algumas pessoas foram mudando e hoje o time é bem coeso e competente. Essa competencia e resultado do time nos ultimos tres anos (além da puxada de tapete do meu chefe na empresa atual que ficou com uma vaga que seria minha nos USA), acabou despertando uma indicação desse mesmo chefe que me puxou o tapete para ser responsavel por uma area nos USA e iniciou o meu potencial projeto de transferencia que venho dividindo com voces. Na verdade, o escopo da transferencia se alterou um pouco e nao seria responsavel pela area somente nos USA mas sim na região Americas - o que me tornaria um funcionário corporativo. Isso representa um salto grande na hierarquia da empresa e uma oportunidade bacana para minha carreira e também para minha familia, pois seria uma transferencia para pais desenvolvido em região com uma maior qualidade de vida do que temos por aqui. Esse é um resumo de como cheguei onde estou - claro que muito mais coisas ocorreram, mas aos poucos vou me recordando de situações que eu achar relevante e divido a experiencia com voces. Nao falei muita das experiencias da empresa atual porque ainda sao recentes e tenho de aprender com elas - além disso, como sao coisas recentes pretendo ainda manter o sigilo ate por se tratar de projetos de grande impacto e repercussao no mercado. Também nao atualizei salário e promoções na empresa atual para tentar manter um minimo de privacidade e sigilo. Ate para nao me esquecer - fica o compromisso de na proxima postagem falar do resultado da transferencia e tentar abrir mais informações sobre esse processo, negociação, etc... até eu estou ansioso com o resultado da potencial transferencia para os USA. Um grande abraço, Postado por Executivo Pobre às 18:19 49 comentários: Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Marcadores: Mundo Corporativo quinta-feira, 14 de dezembro de 2017 Executivo Pobre - Como Cheguei Até Aqui ? (Parte I) Ola pessoal - tudo bem ? Seguindo a sugestão do colega Soldado do Milhão, eu decidi fazer uma postagem falando um pouco da minha trajetória profissional ate o momento. A ideia é falar um pouco do inicio como estagiário (sempre a fase mais dificil), depois como eu fui evoluindo ate chegar ao meu cargo atual. Além disso, falar um pouco também das ajudas que tive, do networking que me trouxe possibilidades, das puxadas de tapetes e inimigos que colecionei na trajetória. ou seja, essas coisas comuns do mundo corporativo. Estagiário (14 - 16 anos) - R$ 100,00 / mês: eu acredito já ter comentado em alguma postagem, mas eu iniciei minhas atividades como estagiário em uma industria metalurgica. Aqui vem o primeiro acerto que eu considero na carreira que foi ter feito um curso de mecanica geral no SENAI - na verdade nao foi um acerto meu, mas sim do meu pai. Eu nao queria fazer o curso, nao me sentia atraido ou motivado para trabalhar na industria e ainda tinha o sonho de tentar ser jogador de volleyball. Meu pai disse que eu poderia jogar o quanto quisesse desde que eu aprendesse uma 'profissão de verdade' (palavras dele). Acabou que ele me obrigou a fazer o curso e eu agradeço muito a ele por isso. Quando eu finalizei o curso, uma empresa abriu um processo de seleção para estagiários e meu professor do SENAI enviou uma carta de recomendação da empresa indicando tres alunos, sendo que eu era um deles. Apesar de eu nao gostar muito do curso, meu pai sempre me obrigou a tirar boas notas - isso sempre foi uma questão de honra para ele e acabou passando isso para os filhos. Com essa carta de recomendação eu acabei sendo contratado e comecei minhas atividades. Trabalhava seis horas por dia e aprendi bastante nessa empresa. No final do periodo de estágio, a empresa informou que nao poderia 'contratar/efetivar' os tres estagiários que tinha na area. Eles falaram que ficariam com dois e sabendo que haveria uma eliminação, eu comecei a prestar bastante atenção para mostrar que eu poderia fazer mais do que minha atividade de estagiário e que deveria ser contratado. Finalmente, teve um dia que um lote inteiro da produção saiu com dimensões erradas e isso exigiria um retrabalho das peças e alguem teria de inspecionar as peças para garantir que finalmente estavam aprovadas para mandar para o cliente. Na hora eu me ofereci para ficar e inspecionar as peças - mas meu chefe disse que o retrabalho só ficaria pronto perto das 21:00 horas, então ele agradeceu mas disse que eu nao poderia ficar por ser horário noturno. Naquela noite eu fui para escola e quando deu o intervalo, eu sai da escola e fui para empresa. Entrei na portaria e fui diretamente ao chão de fabrica onde estavam inspecionando. Meu chefe me viu e perguntou porque eu estava lá. Eu disse que queria colaborar para a gente nao perder a entrega para o cliente (mas na verdade eu queria era mostrar que eles podiam contar comigo e me contratarem). Meu chefe me agradeceu e disse novamente que eu nao poderia ficar lá. Eu voltei então para escola e depois fui para casa. Resumindo bastante, depois de dois meses chegou o momento de decidirem quem eles iam efetivar e eu acabei sendo um dos contratados. Meu chefe depois me disse que a minha iniciativa em ter ido até lá mesmo ele já tendo me dispensado do trabalho foi o que marcou para ele me contratar. Entao, o que posso ressaltar nessa experiencia foi o inicio da percepção de que nao basta fazer um bom trabalho. Também é necessario criar uma imagem profissional no ambiente de trabalho - as pessoas tem de ter uma boa percepção da qualidade do seu trabalho e da sua postura. Profissional Tecnico (16-18 anos) - R$ 380,00 / mês: logo que fui efetivado o meu salário aumento bastante - de R$100 para R$380 / mês. Apesar de ser um aumento importante, obviamente ainda era um salário muito baixo e eu passei a trabalhar periodo integral. Aos poucos, as responsabilidades foram aumentando, mas eu estava focado em aprender e estudar para faculdade. Nesse periodo eu tive duas decepções no mundo corporativo. A primeira foi que o sindicato apareceu na empresa e verificou que as pessoas ganhavam menos do que o piso salarial para algumas funções. O salário do pessoal aumentou para R$420,00/mês - mas o meu salário nao foi alterado. Quando eu fui perguntar o motivo do meu salário nao ter sido alterado me disseram que eu ja tinha ganha um aumento grande e que meu cargo era tecnico (nao era um profissional completo) e que devia me dar por satisfeito com esse trabalho. Lembro que nesse dia eu fiquei muito revoltado - mas continuei trabalhando porque meu pai estava doente na epoca e eu ajudava nas contas de casa. Deixei essa primeira decepção de lado, continuei trabalhando e estudando para entrar na faculdade. Nessa mesma época entrou na empresa um 'supervisor' para a area. Esse era um cara muito arrogante e que se achava melhor do que os outros porque o pessoal ali era novo e ela ja tinha experiencia de ter trabalhado em uma grande industria. Esse cara nao era meu chefe mas pegava muito no meu pé: queria saber que horas eu ia almoçar, o que estava fazendo, os projetos da semana, os relatórios e tudo o mais. Eu simplesmente ignorava ele, mas por dentro eu ficava muito nervoso. Um dia estavamos em um grupo de amigos falando sobre as universidades e cursos que gostariamos de fazer e esse 'supervisor' chegou se intrometendo no assunto. Perguntou o que cada um ia fazer e nao perdeu a oportunidade de debochar de todos dizendo que nao tinhamos competencia para entrar em uma faculdade ou coisa assim. No meu caso era um pouco pior porque eu teria de fazer faculdade publica ja que meu pai estava doente e nao teria como pagar um faculdade particular. Quando um colega disse que eu iria tentar uma faculdad publica na região - esse cara olhou para mim e disse: 'Olha EP - voce nao tem capacidade de passar em um vestibular de faculdade publica. Melhor nem gastar o dinheiro da inscrição. Se conforma que voce vai ficar com seu curso de SENAI e ja esta empregado e tem salário - então tem que agradecer. E eu ainda vou ser seu chefe, então voce vai aprender como trabalha de verdade'. Me segurei para nao falar meia duzia de palavrões e mandar esse cara para um lugar nao muito confortável. mas aquilo serviu como impulso para eu estudar mais e, quando chegou o resultado do vestibular, eu havia passado em 10° lugar para Engenharia Mecanica. Naquele dia cheguei mais cedo no trabalho só para ver a cara dele - todo mundo me dando parabens, o diretor da fabrica me pagou um churrasco, mandou fazer uma faixa e colocou lá na produção ... e eu só esperando o camarada chegar. Coincidentemente ele nao veio trabalhar naquele dia. Então, eu fiz uma vaquinha com outros colegas que passaram no vestibular e compramos 60 jornais do dia (antigamente os resultados dos vestibulares das faculdades publicas saiam nos jornais com uma lista de aprovados). marcamos a pagina e os nomes dos aprovados e enviamos um jornal por dia para casa dele para ele lembrar pelos proximos dois meses que eu havia sido aprovado. Também perguntei ao diretor da fabrica se podia colocar a faixa na sala onde eu trabalhava em vez de deixar na produção - ele autorizou e pedi para colocarem exatamente na parede que ficava a mesa dele para ele ver todo dia. O diretor deixou a faixa uns 90 dias por lá. Nesse periodo eu aprendi também que tem pessoas que querem que voce nao consiga atingir seu objetivo. Eles nao ganham nem perdem nada com isso, mas simplesmente nao suportam ver alguem feliz ou atingindo metas. O fato da pessoa nao conseguir algo que tinha planejado, por algum motivo faz bem para o ego dessas pessoas. Temos de tomar muito cuidado com esses caras. Na sequencia, eu comecei a realizar funções cada vez mais importantes e nada de ter um aumento. Nessa epoca meu pai me chamou, me entregou a minha carteira de trabalho e disse para eu ir pedir demissão porque nunca seria reconhecido naquela empresa. Comentei da nossa situação financeira e ele me disse: eu sou seu pai, um prato de comida e teto nunca vai te faltar. Agradeço a sua ajuda mas nao tive filho para ser explorado. Vai lá e sai fora dessa empresa. Nunca fui tão feliz trabalhar - cheguei lá, chamei meu chefe e pedi demissão. Fui embora aliviado. Profissional Junior (18 - 22 anos) - R$ 1.200,00 / mês: depois que sai dessa empresa, eu comecei a enviar curriculos e tentar agendar entrevistas. Enquanto nao aparecia nada, eu comecei a trabalhar de garçom e pintor para levantar um dinheiro. Depois de alguns meses, outra empresa da cidade me chamou para trabalhar como projetista junior e me ofereceu um salário compativel com o mercado na epoca. Fiquei muito feliz, porque se nao fosse o empurrão do meu pai eu ainda estaria na empresa anterior ganhando muito menos. Comecei a aprender com um engenheiro mais experiente que tinha por lá e mantinha meus trabalhos como pintor e garçom em paralelo para poder fazer um pouco mais de dinheiro. Nessa empresa eu aprendi bastante e o ambiente era muito legal. Comecei a trabalhar direto com o dono projetando um veleiro para o uso pessoal dele. Depois acompanhei a fabricação e ainda nos convidou para o batismo da embarcação e fomos velejando de São Paulo a Angra dos Reis. Acho que foi a primeira vez que vi o resultado prático do meu trabalho e aquilo me motivou muito. Lembro que um dia nessa empresa eu fiz uma grande burrada. Eu misturei dois projetos de clientes e acabei produzindo os dois projetos errados. A menina do Departamento de Vendas veio e falou um monte de besteira para mim - disse que eu incompetente, que era limitado e que nunca ia conseguir fazer um projeto direito (ela nao sabia que eu estava fazendo o projeto do veleiro para o dono). Nessa epoca eu ja era um pouco mais velho e ja tinha mais confiança e menos tolerancia para ofensas. Eu falei para ela que aqueles projetos pagavam o salário de todos na empresa, inclusive o dela. Então se ela tivesse uma solução para o problema eu ficaria feliz em ouvir e se ela nao tivesse a solução para o problema e estava ali somente para apontar o erro, ela podia ir embora e tentar vender um pouco porque nos ultimos dois meses eu nao tinha recebido nenhum projeto que ela tivesse vendido e eu precisava consertar aquilo para ela receber salário no final do mes. Quando eu falei essas coisas ela ficou muito nervosa e foi embora. Passou umas horas e veio um camarada da produção tirar satisfação do porque eu tinha sido mal educado com a mulher dele. Rapaz - a mulher era esposa de um cara gigante. Pensei na hora que eu ia apanhar ate nao aguentar mais. mas por incrivel que pareça o cara foi super gente boa. Eu expliquei para ele a situação e ele falou que a mulher dele, as vezes, era muito mal educada mas eles estavam com um problema com a filhinha deles em casa e que eles precisavam muito daquele dinheiro do projeto (recebiamos bonus se entregar antes do prazo). Eu pedi desculpas e expliquei para ele que eu, obviamente, nao havia errado de proposito e estava fazendo o maximo para corrigir o erro o mais rapido possivel. O cara ainda se prontificou a ficar ate mais tarde e me ajudar com o que fosse preciso. Esse cara era muito gente boa e me ajudou a entender que as vezes algumas pessoas tem comportamento ruim no trabalho (te tratam mal ou sao mal educadas) como reflexo de nao suportarem a pressão de alguma outra coisa que esta ocorrendo (no caso deles era o problema com a filha). Também nessa epoca eu comecei a viajar bastante para prestar serviços de pós venda. Normalmente eram tres pessoas na equipe: um tecnico mecanico, um tecnico eletronico e eu. Tenho muitas histórias dessas viagens porque isso envolvia entrar em locais considerado perigosos para fazer algumas manutenções de instalações. Mas foi também nessa época que eu finalmente conclui minha graduação. Na materia final havia um professor que era famoso por reprovar a maior parte da turma. O camarada só tinha aquela aula na faculdade e se esforçava ao maximo para dificultar as coisas - em uma turma de 28 a 30 alunos que chegavam na ultima materia, ele aprovava entre 2 a 5 pessoas. Nunca aprovou mais do que isso e os alunos viviam reclamando na secretaria e protocolando pedidos de revisao, mas isso mais atrapalhava do que ajudava a conseguir alguma coisa. No dia que saiu as notas finais dessa materia, tres amigos e eu haviamos sido aprovados. Foi uma alegria geral e combinamos de comprar bebidas para comemorar no dia seguinte. Meu avo me arrumou uma garrafa de conhaque, um colega levou vodca e outro levou um whisky muito ruim. Começamos a comemorar e, como ja era esperado, ficamos bebados. A faculdade nao permite bebida dentro do campus e existe punições para quem for pego com drogas ou alcoolizado. Como nao tinhamos muito juizo, acabamos entrando na aula mesmo embriagados. Sentamos lá no fundo da sala e ficamos quietos. Lá pelo meio da aula o professor fez uma pergunta e o colega respondeu - todo mundo começou a rir porque a voz dele saiu toda pastosa ... bebado mesmo. O professor foi camarada e disse: eu vou fazer de conta que nao vi voces aqui hoje. Saiam da aula, eu nao vou dar presença mas também nao vou levar esse assunto de voces estarem bebados para a secretaria. Sumam daqui e eu nunca vi voces. Saimos correndo da aula e fomos para um local mais tranquilo no campus. Ate que comecei a passar mal e me deu vontade de vomitar. Pedi para um colega me ajudar a ir no banheiro. Fomos no banheiro mais proximo que era no predio da administração - com isso, quando estava quase chegando eu senti o estomago revirar e fiquei tentando segurar a vontade de vomitar - ate que chegou uma hora que nao deu mais. Acabei vomitando no corredor (antes de chegar ao banheiro) e foi uma confusao só. As meninas cheias de nojo e gritando, meu amigo bebado começou a vomitar porque me viu vomitando, a faxineira gritando que a gente era um bando de vagabundo fazendo bagunça e chamando a secretaria. No meio da confusao, outros amigos apareceram com o carro e levaram eu e meu amigo para fora do campus - nessas horas que a gente percebe quanto vale um amigo de verdade. No dia seguinte esse era o assunto na faculdade. O pessoal dizendo que eu tinha sido o personagem que havia vomitado e meus amigos falando que nao era eu. que eu nem tinha vindo na aula no dia anterior. Acabou que o coordenador do curso e o reitor chamou para uma conversa e, obviamente, negamos que estivessemos nessa confusao e falamos que a faxineira havia se confundido. O reitor ameaçou suspender a sala toda se ninguem falasse quem foi ... e por incrivel que pareça, apareceu quatro colegas falando que tinha sido eles. Como o reitor sabia que nao havia sido os quatro, ele percebeu que a galera estava mentindo e ia proteger o camarada (no caso, eu e meu amigo) até o final. Acabou que nao aconteceu nada mais grave, exceto na colação de grau quando fui pegar o diploma e o reitor me falou: 'eu sei que foi voce - sorte que voce tem amigos. Pega o diploma e ve se nao faz mais burrada por ai' Essa foi a história que mais me marcou na faculdade e ate hoje esse assunto volta na roda de amigos. Isso mostra duas coisas - a primeira é que por uma atitude inconsequente (ir para a faculdade bebado) eu poderia ate ter sido expulso e prejudicar a minha vida de maneira muito seria. A segunda coisa é que voce percebe quem sao seus amigos na hora do sufoco - algumas pessoas que eu nem conhecia direito me ajudaram a sair da faculdade. O pessoal era grato porque eu ajudava todo mundo nos estudos, nos trabalhos, nas provas, etc... Claro que muitos me ajudavam também, mas eu nunca neguei ajuda e isso me valou ser bem popular entre a turma. Esse é o tipo de networking que começa a valer a pena, apesar de eu ter tomado uma atitude muito burra e arriscado minha graduação. Profissional Pleno (22 - 26 anos) - R$ 2.800,00 / mês: depois da minha graduação, eu comecei a procurar empregos mais qualificados em busca de um salário melhor. Passei em uma entrevista em uma empresa multinacional e comecei a trabalhar por lá. O trabalho era simples e a remuneração era bem maior do que a anterior, além de ter outros beneficios. Ja nessa epoca, eu conheci a Sra EP e começamos a namorar. Também comprei meio primeiro carro - um Scort 82. No primeiro dia que fui sair com a Sra EP como namorado oficial (ja havia ido a casa dela e falado com os pais), combinamos de ir a uma balada em uma regiao bacana da cidade. E lá fomos nós - eu, a Sra EP e meu carro velho. Acabou que meu carro quebrou no meio de uma avenida bem movimentada. Eu quase morri de vergonha e nao sabia o que fazer - e a Sra EP só dando risada. Ai, de repente, ela falou para eu esperar um minuto. Tirou o sapato de salto e desceu do carro. Quando percebi ela estava la atras do carro para empurrar. Na hora desci também e fui empurrando ali pela porta do motorista. O pessoal fazendo um monte de piadas e ela nem ligando. Nessa hora eu ja percebi que ela era uma menina bacana e que valeria a pena continuar com ela. As coisas no trabalho foram tranquilas e quando estava já alguns anos na empresa,meu chefe me chamou para falar de uma promoção. Disse que eu estava fazendo um bom trabalho e ia me promover - isso foi perto da epoca do meu casamento. Então uma promoção ia ser muito bem vinda. Só que os meses foram passando, eu casei, continuei trabalhando e nada da promoção. Cerca de seis meses depois eu cobrei meu chefe sobre a promoção e ele disse que estava saindo no proximo mes. Passou mais tres meses sempre com a mesma conversa e a promoção nao chegava. Ate que finalmente, ele me chamou em uma sala, me entregou uma carta e disse parabens pela promoção, voce fez por merecer. Eu agradeci e fiquei feliz. Quando cheguei na minha mesa e abri a carta eu nao acreditei - a promoção era um aumento de R$120,00 - ou seja meu salário iria passar de R$2.800 para R$2.920, ou seja, 4,1% de aumento. Fiquei revoltado porque os colegas que eram promovidos levavam de 20 a 30% de aumento naquela epoca. Nesse momento eu percebi que apesar de excelentes avaliações eu nao seria promovido porque havia uma fila 'informal' para a promoção dos amigos do chefe. Eu ja estava lá há muito tempo e nao tinha me tornado amigo do chefe, logo eu percebi que era carta fora do baralho. Comecei entao a procurar outro emprego, mas mandava muitos CV e nao tinha quase nenhum retorno. Quando aparecia entrevistas, ainda eram empresas oferecendo remuneração muito baixa e exigindo milhares de qualificações. Continuei mandando CV por um bom tempo e sem nenhum resultado concreto. Até que um amigo meu recebeu uma oferta de emprego de outra empresa, ele aceitou e quando chegou por lá, disseram que precisavam de outro profissional e ele me indicou. Vou terminar essa postagem por aqui porque ja ficou bastante longa e continuo com esse relato na proxima postagem. Um grande abraço, Postado por Executivo Pobre às 14:08 54 comentários: Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Marcadores: Mundo Corporativo segunda-feira, 11 de dezembro de 2017 Executivo Pobre Vai Se Mudar para os USA ? Ola pessoal - tudo bem ? Estas ultimas semanas eu estou nos USA participando de algumas reuniões e tentando entender como está meu processo de transferencia e tentando também acelerar esse assunto para ter uma resolução o quanto antes. Mas antes de aprofundar nesse assunto, vou voltar alguns passos atras para voces entenderem como surgiu essa oportunidade de transferencia e porque o processo esta levando tanto tempo para ser concluido. O meu antigo chefe veio para os USA depois de me dar uma tremenda puxada de tapete e ficar com a vaga que eu avisei ele que eu estava participando. Isso faz parte do jogo e nao tem muito o que fazer, pois na prática, ele também participou do processo e ele tem contatos que foram mais fortes do que os meus para conseguir essa transferencia. Nesse caso eu acabei ficando em segundo lugar. O tempo passou e cerca de um ano depois que ele estava aqui houve grandes mudanças na empresa. Como parte do processo esse meu antigo chefe quase ficou sem lugar por aqui, mas ele se movimentou rápido (ele tem uma excelente leitura do ambiente) e conseguiu se proteger no cargo que estava. Além disso, pouco tempo depois ele conseguiu ser promovido através de uma transferencia de divisão na empresa. Nesse meio tempo surgiu uma oportunidade na antiga divisão onde ele trabalhava e ele indicou meu nome. O nosso antigo diretor executivo (um cara europeu com quem nós dois temos muita amizade e que também foi promovido nessas mudanças todas) ligou para meu atual chefe e perguntou se ele me liberaria para uma transferencia de divisão e consequentemente, uma transferencia de pais. O meu chefe me consultou, eu demonstrei interesse e eles (meu antigo chefe e meu antigo diretor executivo) me ligaram e falamos um pouco sobre as oportunidades, os desafios e o que seria uma proposta de transferencia. Depois de conversamos por algumas semanas, o caso foi encaminhado ao RH corporativo, pois uma seria de providencias teriam de ser tomadas: - Minha transferencia de divisão. - Minha transferencia para o cargo corporativo (é isso aí - o executivo pobre local passa a ser executivo pobre global). - Minha 'offer letter' com os detalhes de salario, beneficios, etc... no país para onde eu seria transferido - no caso, Trumpland. Ai começa as coisas ficarem enroladas ... como o RH corporativo fica na Europa, todo o pessoal lá sai de verias de verão durante o mês de Agosto. Então, nada foi feito naquele mes e tive de aguardar Setembro. Quando chegou Setembro, uma sequencia de transferencias de caras no topo do organograma da empresa tomaram o tempo do RH corporativo e eles falaram que iam verificar meu caso somente em Outubro. Quando chegou Outubro, eles encaminharam uma requisição ao Brasil para o RH local mandar as informações sobre as quais ele poderiam trabalhar para fazer minha oferta. Com essas informações em mãos, eles começaram a falar com meu antigo chefe sobre a proposta -e entre idas e vindas, passou o mes de Outubro e chegamos em Novembro. Esse foi o mes que o Estagiário Pobre nasceu, teve problemas de respiração, foi para UTI, se recuperou e foi para casa - então, eu acabei nao vendo muita coisa da transferencia e tampouco cobrando o pessoal para coisa andar. Finalmente, entramos em Dezembro e cobrei uma posição pois nao iria mais esperar e quase seis meses é tempo mais do que suficiente para fazer uma oferta de transferencia. Entao, acabamos marcando uma viagem e estamos todos aqui nos USA para definir a minha situação (assim eu espero). Estamos aqui meu antigo chefe, meu diretor executivo, o CEO da região que vai me pagar e eu. Se nao conseguirmos uma definição agora, pela minha experiencia eu digo que a transferencia nao sai. Porém, os primeiros resultados foram bem satisfatórios e estamos ja na fase final: A representante do RH corporativo me chamou para eu dar uma olhada na previa da carta de oferta que eles pretendiam me mandar. Entre outros pontos estava considerado salário anual de USD 85.000. despesas de realocação (passsagens, mudança, etc...). tres meses de acomodação em hotel ate encontrar uma casa. plano de saude, dental e oftalmologico. previdencia previda corporativa e uma serie de outros beneficios. Entretanto, o principal não estava lá. Eu pensei: 'cade a po#@$ do Green Card ?' Quando voce vem para Trumpland, voce pode ficar por um periodo limitado de tempo (até sete anos se tiver boas justificativas) com o visto L1. Porém, o que esta sendo oferecido para mim nao é uma expatriação. É um contrato local - eu serei desligado da empresa no Brasil e contratado aqui nos USA. Dessa forma, e considerando que estou levando um bebe, eu preciso do Green Card. Negociei um pouco o salário e chegamos em um valor razoavel para o Estado onde a empresa esta sediada. Infelizmente, não é a California ou Pensilvânia ... trata-se de um Estado mais ao Sul nos USA. Os Estados do Sul tem a fama de serem muito hospitaleiros, mas também sao os mais pobres e por isso a media salarial é mais baixa - mas a oferta salarial é bem acima da media do Estado e verificando os preços por aqui com um pouco mais de refino e informação vista 'in-loco' digo que é possivel guardar USD30.000,00/ano - e isso porque estou considerando alguns luxos em passeios e coisas do tipo. E o principal, consegui colocar o Green Card na oferta. Por contrato, a empresa vai aplicar para o meu Green Card depois de um ano de trabalho aqui. Acho um prazo satisfatório porque a empresa também precisa ter certeza que eu nao vou pegar o Green Card amanha e me transferir para outra empresa em algum lugar que pague mais. Dessa forma, eles garantem que vao ter um ano (no minimo) dos meus trabalhos, pois sem Green Card eu nao consigo mudar de emprego. Aproveitei o final de semana e olhei algumas casas por curiosidade. Tem muita coisa legal para alugar na faixa de USD1.400 - USD1.800/mês. Estou falando de boas casas localizadas na região de otimas escolas. Apesar de escola nao ser a preocupação agora pois o Estagiário ainda é muito novo, lugares com melhores escolas são, geralmente, melhores para se viver. Então, o que está enrolando a transferencia ? O espertão do CEO da região começou a alegar que eu sendo um funcionário corporativo, o correto seria a Europa pagar meu salário. Meu novo chefe corporativo falou que tudo bem - ele paga meu salário. mas ai eu vou trabalhar na Europa e gerenciar os projetos dos USA e Canada todos a distancia. Então o CEO da região voltou atras e disse que pagava meu salário já que eu irei ficar dedicado aos projetos da região dele. Em um segundo momento, ele começou a questionar quem pagaria as despesas de recolocação (mudança, passagem para familia, etc...) ... e ai ficou enrolado nisso. O meu chefe corporativo disse que paga e nao em problema. Hoje esta marcado uma serie de reuniões, inclusive uma deles para tratar desse tema da transferencia. A reunião deveria ter ocorrido antes do almoço, mas ela foi transferida para tarde. De qualquer forma, eles falaram rapidamente e meu chefe corporativo veio ate a mesa e me disse que está tudo certo. Mas eu so vou acreditar na hora que estiver com a carta na mão !!! Vamos ver se eles conversam ate o final do dia e se acertam - ai eu volto para casa com a carta na mão e ja começo a providenciar visto e tudo o mais. Caso eles nao se acertem, como eu falei antes, eu acredito que a transferencia nao sai e eu devo ficar no Brasil. Nesse caso, como mesmo assim eu serei transferido de divisão para gerenciar alguns projetos - a minha intenção é ter a transferencia com um aumento / promoção. Pelo menos eu fico no Brasil ganhando mais ... Então é isso pessoal - o post ficou um pouco longo, mas esse é o resumo de tudo o que está acontecendo. Vamos ver o que acontece durante essa tarde e também nos proximos dias. Um grande abraço, Postado por Executivo Pobre às 17:36 30 comentários: Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Marcadores: Planejamento Postagens mais antigas Página inicial Assinar: Postagens (Atom) Receba nossas postagens em seu e-mail. É grátis !!! 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  Pesadelo chinês skip to main | skip to sidebar INICIO Impossível coexistência com o comunismo Resistência à Ostpolitik vaticana VIDEOS 360º AMÉRICA LATINA BRASIL Continente da Esperança Denunciando o PNDH-3 Miséria socialista VIDEOS COMUNISMO VERDE Mitos e exageros em vídeo Cientistas esclarecem em vídeo Prof. Ricardo Felício Entrevistas do Prof. Molion “A grande farsa” FLAGELO RUSSO Descontentamento ... das piores infâmias até que “entregassem os pontos”, sendo então executados pelos presentes. Um ... . A indústria parou. A fome mais mortífera da História da humanidade sacrificou então 43 milhões de vidas ... , tendo então conhecido as novas doutrinas ecológicas... Sua meta: eliminar o senso da própria ... senhor não vê isso?” Incrível! Como se pode permitir a realização desse tipo de reunião? E então ... de Fátima é anticomunista. Porque disse que o comunismo cairia na Rússia. Então, se você tentar ir CACHE

Pesadelo chinês skip to main | skip to sidebar INICIO Impossível coexistência com o comunismo Resistência à Ostpolitik vaticana VIDEOS 360º AMÉRICA LATINA BRASIL Continente da Esperança Denunciando o PNDH-3 Miséria socialista VIDEOS COMUNISMO VERDE Mitos e exageros em vídeo Cientistas esclarecem em vídeo Prof. Ricardo Felício Entrevistas do Prof. Molion “A grande farsa” FLAGELO RUSSO Descontentamento no mundo ex-comunista Fátima em russo Livro negro do comunismo -2 VIDEOS Рэвалюцыя і контррэвалюцыя Revoluţie şi Contrarevoluţie Valores INEGOCIÁVEIS VIDEOS VIDA Luzes de ESPERANÇA MUSICA PIEDADE VIDEOS VIDA 360º Luz e Trevas Difícil de acreditar: arrancando órgãos de seres humanos (trailer) Pequim agita o Mar da China A Igreja Católica perseguida resiste e cresce corajosamente na China O HOMEM DO TANQUE Cidades fantamas - A farsa do crescimento chinês Trabalho escravo na China: cenas clandestinas Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História Reforma Agrária achincalhou os proprietários até a morte A revolução comunista na China conduzida por Mao-Tsé-Tung seguiu as pegadas da Rússia com aspectos surpreendentes. Assim que se apossava de uma região, o comunismo chinês empreendia a Reforma Agrária. Mas antes de eliminar os proprietários, desmoralizava-os o quanto podia. Eles eram, por exemplo, submetidos ao “comício da acidez”: os parentes e empregados deviam acusá-los das piores infâmias até que “entregassem os pontos”, sendo então executados pelos presentes. Um proprietário teve que puxar um arado sob as chibatadas de colonos, até perecer. Chegou-se a obrigar membros da família de um fazendeiro a comer pedaços da carne dele, na sua presença, ainda vivo! A Reforma Agrária chinesa extinguiu de 2 a 5 milhões de vidas, sem contar aqueles que nunca voltaram entre os 4 a 6 milhões enviados aos campos de concentração. (Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo , fevereiro de 2000). Campos de concentração superam os da URSS O sistema amarelo de campos de concentração foi (e continua sendo) o maior do mundo. Até meados dos anos 80, mais de 50 milhões de infelizes passaram por ele. A média de ingresso nesse sistema é de 1 a 2 milhões de pessoas por ano, e a população carcerária atinge, em média, a cifra de 5 milhões. Os presos-escravos vivem psiquicamente infantilizados, num sistema de autocríticas e delação mútua. Esses cárceres, disfarçados em unidades industriais do Estado, desempenharam importante papel nas exportações chinesas. Pense nisso o leitor quando lhe oferecerem um produto chinês a preço ínfimo... (Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo , fevereiro de 2000). “Grande salto para a frente”: industrialização forçada até o extermínio pela fome Em 1959, Mao propôs o “grande salto para a frente”, que consistiu em reagrupar os chineses em comunas populares, sob pretexto de um acelerado progresso. Foi proibido abandonar a comuna, as portas das casas foram queimadas nos altos fornos, e os utensílios familiares transformados em aço. Iniciaram-se construções delirantes. Os responsáveis comemoravam resultados fulgurantes e colheitas astronômicas. Mas logo começou a faltar o alimento básico. Barragens e canais viraram pesadelo para seus construtores escravos. A indústria parou. A fome mais mortífera da História da humanidade sacrificou então 43 milhões de vidas! Era proibido recolher as crianças órfãs ou abandonadas. O regime reprimia os famintos, entes não previstos na planificação socialista... (Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo , fevereiro de 2000). “Revolução Cultural”: tentativa de extinguir a tradição e o pensamento Em 1966, Mao lançou a Revolução Cultural. Tratava-se de reduzir a pó os vestígios do passado, de eliminar tudo quanto falasse da alma espiritual ou evocasse a beleza. Os cenários e guarda-roupas da Ópera de Pequim foram queimados. Tentou-se demolir a Grande Muralha, e os tijolos arrancados serviram para construir chiqueiros! Era proibido possuir gatos, aves ou flores! À palavra intelectual acrescentava-se sempre o qualificativo fedorento. Os professores deviam desfilar por ruas e praças em posições grotescas, latindo como cães, usando orelhas de burro, se auto-denunciando como inimigos de classe. Alguns, sobretudo diretores de colégio, foram mortos e comidos. Templos, bibliotecas, museus, pinturas, porcelanas viraram cacos ou cinzas. Os mortos são calculados entre 400 mil a 1 milhão, e os encarceramentos em torno de 4 milhões: uma alucinante ninharia, se comparada aos massacres da Reforma Agrária e do “salto para a frente”! Apesar disso, a Revolução Cultural serve até hoje como fonte de inspiração para revoluções do gênero. (Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo , fevereiro de 2000). Inscreva-se gratis RECEBA AS ATUALIZAÇÕES EM SEU E-MAIL Digite seu email: Novo “sucesso” maoísta: genocídio comuno-ecológico no Camboja A China moldou os regimes comunistas do Oriente. Particularmente o do Camboja, onde os guerrilheiros vermelhos exterminaram mais de um quarto da população nacional. Logo após a conquista da capital, Phnom Penh, metade dos habitantes do país foi impelida para as estradas. Doentes, anciãos, feridos, ex-funcionários, militares, comerciantes, intelectuais, jornalistas eram chacinados no local. 41,9% dos habitantes da capital foram eliminados nessa ocasião. Para poupar bala ou por sadismo, matava-se com instrumentos contundentes. As multidões de ex-citadinos foram conduzidas a campos coletivizados. Ali trabalhavam em condições duríssimas, recebiam horas de doutrinação marxista, com pouco sono, separação total da família, vestimentas em farrapos e sem remédios. (Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo , fevereiro de 2000). Extermínio de massa para dar no “homem novo” por “evolução” O país transformou-se num só conglomerado de concentração. Não havia tribunais, universidades, liceus, ensino, moeda, comércio, medicina, correios, livros, esportes ou distrações. Os ex-citadinos viraram bestas de carga, enquanto ouviam elogios do boi que trabalha sem protestar, sem pensar na mulher e nos filhos. Vestiam um uniforme único, de cor preta, e se arrastavam famintos pelos campos mal explorados. Os fugitivos sumiam na selva ou eram sadicamente chacinados. Comiam insetos, ratos e até aranhas, disputavam com os porcos o farelo das gamelas. Grassava o canibalismo. Designavam-se prisioneiros para serem transformados em adubo! Por vezes, na colheita da mandioca, “desenterrava-se um crânio humano através de cujas órbitas saíam as raízes da planta comestível”. Os chefes comunistas Cambojanos haviam estudado na França, onde militaram no Partido Comunista Francês, tendo então conhecido as novas doutrinas ecológicas... Sua meta: eliminar o senso da própria individualidade, todo sentimento de piedade ou amizade, qualquer idéia de superioridade. Assim, queriam forjar o “homem novo”, integrado na natureza, espontaneamente socialista, detentor de um saber meramente material, de um pensamento que não pensa. Resultado: diminuição demográfica de 3,8 milhões de pessoas. 5,2 milhões de sobreviventes. 64% dos adolescentes órfãos. e um povo psiquicamente arrasado. (Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo , fevereiro de 2000). Marcadores 60º aniversário (1) aborto (8) África (6) AIDS (2) Airbus (2) alcoolismo (1) ambientalismo (6) América Latina (5) Angola (1) Apple (1) Argentina (6) Associação Patriótica (3) ateísmo (2) Boeing (2) Bombardier (1) Brasil (17) Brics (2) brinquedos (3) Bush (1) campos de concentração (7) canibalismo (2) Cardeal Fan (1) Cardeal Kung (1) Cardeal Zen (14) catástrofes (3) catolicismo (45) censura (17) China (4) cibercrime (1) cibernética (2) cidades-fantasma (6) colaboracionismo (4) comercio (5) comunismo (7) contrafação (28) controle natalidade (18) conversões (2) COP21 (1) Coreia do Norte (24) corrupção (8) Costa Rica (1) costumes (1) crise econômica (19) cristianismo (15) cyberguerra (7) democracia (4) desinformação (3) Dilma Rousseff (1) direitos humanos (45) dissidentes (10) dita (1) ditadura (63) Dom Tadeo Ma (1) drogas (1) economia (25) educação (1) Elizabeth II (1) Embraer (2) espionagem (10) etnias (1) EUA (6) Evo Morales (1) expansionismo (51) Fátima (1) filho único (12) Filipinas (1) fome (5) Foxconn (2) Francisco I (4) fraudes (11) Grã-Bretanha (1) Grande Salto Adiante (3) greves (3) Guerra Fria (3) guerra psicológica (8) hegemonia marxista (15) homossexualismo (3) Hong Kong (7) Hu Jintao (1) igreja (26) Igreja Católica (3) igreja patriótica (10) igualitarismo (3) III Guerra Mundial (1) imperialismo (3) insalubridade (2) internet (5) intoxicação alimentar (5) Japão (3) Jesus (1) Justiça (1) juventude (1) laogai (1) Li Keqiang (1) liberdade de expressão (12) Lituânia (1) Longa Marcha (1) Mao (8) Mar da China (9) mártires (4) massacres (3) melamina (3) Mercosul (1) metamorfose do comunismo (1) milagre (1) militarismo (18) miséria (6) mundo virtual (1) Natal (3) Nicarágua (1) Nossa Senhora (4) Obama (1) Olimpiadas (21) Ostpolitik vaticana (18) Partido Comunista (11) pena de morte (2) Pequim (1) perseguição religiosa (87) planificação (6) Plinio Corrêa de Oliveira (1) poluição (26) Porto do Açu (1) prostituição (1) Psicose ambientalista (1) PT (1) reforma agrária (12) relógios (1) repressão (110) revoltas (16) Revolução Cultural (5) revolução dos guarda-chuvas (1) Rússia (2) sandinismo (1) Shangai (3) socialismo (18) Spratly (7) suicídio (5) Taiwan (3) teologia da libertação (2) Thomas Ma Daqin (2) Tiananmen (2) Tianjin (3) Tibete (1) tortura (6) toxicos (15) tóxicos (4) trabalho escravo (21) tráfico de crianças (1) tráfico de órgãos (7) Trump (1) turismo (1) TVCC (1) Vaticano (2) Venezuela (1) videodependência (1) videogame (1) Vietnã (6) Vietnam (3) Wenzhou (2) Xi Jinping (13) GPS do Agronegócio Papa Francisco muito pouco crédulo. 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Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Postado por Luis Dufaur às 05:30 8 comentários Share | Marcadores: Natal terça-feira, 5 de dezembro de 2017 Semi-deus tiraniza um povo com tédio do comunismo Xi Jinping, o Big Brother se perpetua Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs É a um só tempo ridículo e aterrorizador para os chineses: a doutrinação ideológica marxista foi intensificada sob “Xi Dada” – que significa “Papai Xi” –, segundo a reportagem do jornal “Le Figaro” de Paris. Há dois anos, os 12.000 jovens desejosos de ingressar na Universidade de Tecnologia de Pequim deviam saber desenhar de cor o rosto do ditador. Xi até escreveu um livro: O governo da China. Como não poderia deixar de ser, foi todo um sucesso editorial! Traduzido em oito idiomas, vendeu mais de 20 milhões de exemplares. O mais provável é que tenha sido distribuído gratuitamente, e pode bem ter acabado como as intérminas edições soviéticas do Capital de Marx, cujo papel era usado pelos russos não só pobres, mas miseráveis, para fins muito prosaicos. Elevado a semi-deus no Olimpo infernal maoísta. A doutrina política nele contida apresenta nebulosidades genéricas como se fossem genialidades: atingir “o sonho da China” e “rejuvenescer” essa milenar nação. Nem todo o mundo “comprou” essas mensagens de propaganda, manifestamente inconsequentes. Os visitantes da amostra consagrada ao novo semideus materialista desfilavam em silêncio. Caras longas, ar entediado, todos marcavam ponto como devotos do novo culto. Pediram dispensa do trabalho para cumprir uma “importante atividade laboral extra” e preencheram a ficha. No Ocidente, a nossa mídia não falou do imenso gigante de pés de barro que se patenteou em Pequim. Mostra sobre Xi Jinping durante o XIX Congresso: impossível votar por outrem Xi entrou no panteão comunista, seu nome foi inscrito no estatuto do Partido Comunista em paridade de situação com o patriarca do crime e fundador, noticiou a agência AFP. Ninguém sabe explicar no que consiste o glorificado “pensamento Xi Jinping” que está na boca de todo o mundo. Fala-se do “grande renascimento da nação”, sem mencionar que ele é o chefe do Partido que a afoga em oceanos de tormentos e humilhações. Uma coisa é concreta: Xi quer um exército “de primeiro nível mundial” até 2050, para garantir a paz. Evidentemente que não é. O Estado de direito “socialista” se assanhará mais contra quem quiser se destacar, e o penhor da “coexistência harmoniosa entre o homem e a natureza” garantirá a continuidade das intoxicações coletivas em aras de triunfo do socialismo planetário. Xi Jinping reeleito com voto perfeito Houve mudanças entre seus súditos. A mídia ocidental faz alambicadas elucubrações de nomes, os quais soam perfeitamente desconhecidos aos nossos ouvidos. A única coisa certa é que só serão nomeados homens muito da confiança de Xi para lhe assegurar “um controle total do Comitê Permanente” , estimou Willy Lam, politólogo da Universidade Chinesa de Hong Kong. Para Bill Bishop, autor da Lettre d'Information Sinocism China , as mudanças serão apenas cosméticas e sempre em favor de Xi. Com seu nome no estatuto do Partido, se alguém falar de sucessão cometerá o crime supremo. O ditador tornou-se vitalício. Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: ditadura , Partido Comunista , Xi Jinping terça-feira, 28 de novembro de 2017 China se exibe ao Ocidente como um punho de ferro ordenativo, mas nivelador e feroz! Xi Jinping 'o próximo imperador(The Economist, outubro 2017). Entre as nomenklaturas comunistas e o alto capitalismo há curiosas consonâncias Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Encerrou-se em Pequim a teatralização quinquenal máxima do XIX Congresso do Partido Comunista Chinês. O telão do teatro já baixou. Como de praxe, as políticas que regerão a China nos próximos anos e as verdadeiras decisões já haviam sido tomadas antes. A peça, encenada por 2.300 figurantes ou “representantes do povo”, foi executada ao pé da letra. Um só erro poderia acarretar a execução do infeliz discordante do coro. A mídia oficial e estrangeira encheu o Ocidente com especulações animadas por indiscrições e subtis vazamentos, habilmente passados pelo Partido Comunista. E o mundo pode julgar-se informado do que aconteceu no cenário. Mas não ficará por certo sabendo das elucubrações enigmáticas dos manipuladores dos figurinos que nele se movem. Em qualquer caso, a peça foi encenada para passar palavras de ordem sobre o futuro andamento da China. No XIX Congresso do PC chinês, Xi Jinping ingressou no Olimpo marxista dos semideuses. Nos outdoors, estações de trem e paradas de ônibus, seu enigmático sorriso diz: “Agora Big Brother sou eu”. Nas lojas de souvenirs, pratos decorativos com sua imagem tornaram-se coqueluche. O turista deverá achar que o ditador é muito amado pelo povo. A cúpula do regime foi atualizada de acordo com o organograma aprovado. E o culto à personalidade de Xi ficou no patamar do de Mao Tsé-Tung, o “pai fundador da pátria” que implantou o comunismo e esmagou o país com punho de ferro durante 27 anos. Discutem-se quantas dezenas de milhões – ou centenas de milhões – ele matou em aras da utopia igualitária. Mas hoje Xi é tão divino quanto ele. Quanto durará essa divinização? Depende de seu próximo sucessor, que é bom não fazer-se conhecer, caso queira ter vida longa. Agora o 'Big Brother' segue se chamando Xi Jin ping. Sobre tudo, a foice e o martelo seguem sendo os mesmos!!! Xi continuará sendo o ditador mas com poderes reforçados, como observou Francetv.info. Nas dez salas do Centro de Exposições de Pequim – prédio de estilo soviético coroado por una estrela vermelha e profusamente decorado com a foice e o martelo – ficou claro que a própria essência do comunismo continuará intocável sob o poder semidivino de Xi. Tudo foi atribuído a ele: os trens contrafacionados de alta velocidade. o porta-aviões Liaoning, recuperado do ferro velho. o progresso econômico visando à hegemonia marxista chinesa universal. a erradicação da pobreza. Consagrou-se a seu culto uma exposição com dezenas de fotos e vídeos para provar que ele é bem o rebotalho mais reles e igualitário do proletariado. E por isso é “divino”. A amostra inclui fotos dele jovem sendo “reeducado” em Shaanxi durante a “Revolução Cultural” (1966-76). abraçando anciãos e crianças no estilo de Stalin, e, por que não, de Adolf Hitler. O figurino do ditador está completo. As longas filas no ingresso garantem que a assistência à mostra servirá de argumento para galgar posições no partido e na burocracia estatal. Uma jovem guia do jornalista do “ABC” de Madri nem soube dizer o que Xi diz ou pensa, e escusou-se dizendo que não tinha ouvido seu discurso na abertura do Congresso do Partido Comunista. Mas reconheceu que terá de pelo menos decorar algumas frases para não ficar suspeita diante de seus colegas. Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: ditadura , Partido Comunista , Xi Jinping terça-feira, 31 de outubro de 2017 Cardeal Zen Ze-kiun: “a Santa Sé está adotando uma estratégia errada” Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, Arcebispo emérito de Hong-Kong Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs continuação do post anterior: O Vaticano não pode deixar-se enganar pelos comunistas chineses Catolicismo — A China está querendo aproximar-se do Vaticano para mostrar às nações ocidentais que ela é um país aberto? Cardeal Zen — Durante essas negociações eles [os comunistas chineses] não estão demonstrando nenhuma cordialidade, não estão dando nenhum sinal de boa vontade. Estão fazendo coisas incríveis. Portanto, não estão demonstrando abertura. Apenas mostram que querem controlar mais. Querem mostrar que são os chefes. Por exemplo, aqueles bispos chineses ilegítimos, excomungados, os comunistas querem que o Vaticano os perdoe. Mas eles estão fazendo coisas terríveis contra a disciplina da Igreja. São ilegítimos, são excomungados e ousam ordenar sacerdotes! Isso aconteceu ainda muito recentemente. Incrível! Incrível! Reúne-se a cada cinco anos uma organização chamada Assembleia dos Representantes dos Católicos Chineses, o seu mais alto corpo, a mais clara manifestação da natureza cismática daquela igreja. Trezentos e tantos representantes — os bispos são apenas como todos os outros —, eles realizam eleições etc. Agora, na última vez, seis ou sete anos atrás, nós dissemos à Comissão Pontifícia para a Igreja na China: “Não!”. Dissemos aos bispos para não irem. No final eles foram [o cardeal demonstra profundo desagrado], porque o Prefeito da Congregação para a Evangelização afirmou: “Oh, os senhores estão sob pressão, nós entendemos...”. Ah, está bem. Mas dessa vez o Vaticano diz: “Sabemos o que é isso, mas não fazemos julgamento agora. Nós observamos, nós refletimos, nós julgaremos”. O que quer dizer isso? — Deixe-os fazer a reunião e depois você julga? Mas aquilo é uma manobra cismática. “Agora eles estão negociando, estão se tornando amigos, o senhor não vê isso?” Incrível! Como se pode permitir a realização desse tipo de reunião? E então, examinando-se agora a reunião, eles mudaram? Não! Estão exatamente como antes: “Nós queremos uma Igreja independente”. Portanto, não estão absolutamente demonstrando nenhuma boa vontade. Nossa Senhora de Fátima é proibida na China porque sua devoção é explicitamente anticomunista Catolicismo — É verdade que os comunistas temem Nossa Senhora de Fátima na China? Cardeal Zen — É muito curioso, porque eles costumam dizer: “Nossa Senhora, ok. Mas não Nossa Senhora de Fátima”. Por quê? Porque Nossa Senhora de Fátima é anticomunista. Porque disse que o comunismo cairia na Rússia. Então, se você tentar ir à China levando uma imagem de Nossa Senhora, talvez não haja problema, mas se levar Nossa Senhora de Fátima, não pode! Isso é muito curioso, porque só há uma Nossa Senhora. Certa vez, no fim de uma reunião, contei isso ao Papa Bento e lhe disse: “Mas eles não conhecem Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos, que é ainda mais terrível, porque Ela foi à guerra”. A origem da invocação Auxílio dos Cristãos provém da Batalha de Lepanto [1571] e do Cerco de Viena [1683]. Portanto, a Guerreira [o cardeal esboça um comprazido sorriso] Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos! Então, penso que eles cometem muitos equívocos a respeito de Nossa Senhora. Catolicismo — Os católicos chineses ainda são perseguidos, presos e mortos por causa de sua fé? Cardeal Zen — Certamente houve mudanças em todos esses anos, caso se compare a situação atual com os anos do início do regime comunista. Por exemplo, no começo dos anos 1950 — os comunistas tomaram o poder em 1949 —, especialmente em 1951, eles começaram, nas escolas dependentes da Igreja, a expulsar todos os missionários. Muitos foram para a prisão e nunca voltaram. E depois, em 1955, ocorreu a grande perseguição. Em uma noite eles prenderam o bispo de Xangai, o vigário-geral, o reitor do Seminário, muitos padres, muitas freiras e jovens da Legião de Maria. Enviaram-nos todos para a prisão e nunca voltaram... E foi pior ainda em 1967, durante a “Revolução Cultural” . Até mesmo aqueles que obedeciam ao governo foram perseguidos pelos guardas vermelhos, presos, e nunca voltaram. Era muito duro. Inúmeras pessoas morreram na prisão. Houve também anos muito difíceis, durante os quais inúmeras pessoas sofreram terrivelmente. E em dado momento, no final da “Revolução Cultural”, os comunistas começaram a política de abertura, até abriram os Seminários. Em Hong-Kong ficamos surpresos, pois podíamos visitar os Seminários. Nessa ocasião eu pedi para ensinar naqueles Seminários. Tive que esperar quatro anos. Permitiram que eu fosse. Isso se deu de 1990 a 1996. Pude ensinar durante sete anos, primeiro em Xangai e depois em diversos Seminários. Era algo muito novo. Incrível! E fui tratado muito gentilmente, porque estávamos em 1989. Bispos desaparecidos Lembra-se do que aconteceu então? — Praça Tiananmen [as manifestações estudantis contra o governo vermelho, reprimidas duramente]. Então, enquanto todo mundo partia para fora da China, eu fui para dentro da China. Isso significava que eu acreditava neles. Que eu sou amigo. Então, eles me trataram muito bem. Durante sete anos... Eu costumava passar seis meses do ano em Hong-Kong, seis meses ensinando na China em todos aqueles Seminários da igreja oficial [do governo comunista]. Era muito triste ver como eles tratavam os nossos bispos. Sem nenhum respeito. Simplesmente assim [o cardeal faz um gesto de quem arrasta o outro pelo nariz]. Escravos! Portanto, foi uma experiência terrível. Então, julgo que se as pessoas não tiverem essa experiência, elas não podem compreender. Talvez tenha até havido outras mudanças nesses últimos anos, sem tantas pessoas na prisão. Mas alguns bispos continuam presos. Um deles morreu no ano passado. E alguns padres que morreram misteriosamente. Diversos padres ainda estão na prisão, embora muito menos do que antes. Porém, eles [os comunistas] continuam controlando. E, comparando, a situação é pior. Por quê? Porque a Igreja foi debilitada. Estou muito triste em dizer que o governo chinês não mudou e que a Santa Sé está adotando uma estratégia errada. Eles [as autoridades do Vaticano] são muito sequiosos em dialogar, dialogar. Então, dizem a todo mundo para não fazer barulho, para acomodar-se, fazer compromisso, obedecer ao governo. Em consequência, as coisas estão indo ladeira abaixo. Catolicismo — Os católicos na China estão se opondo ao diálogo com os comunistas? Cardeal Zen — Alguns jornalistas vão à China e voltam dizendo: “Oh, vejam, eles agora podem falar à vontade!”. Na China não existe liberdade de expressão. As pessoas não podem falar. Alguns [sacerdotes] podem vir agora a Hong-Kong falar comigo, podem conversar com o arcebispo Savio Hon na Congregação para a Evangelização, mas não podem falar publicamente. Então, como esperar que falem? Se o fizerem, serão imediatamente presos. Até os advogados dos direitos humanos são presos pelo regime comunista por defenderem os pobres e os oprimidos. Muitas pessoas são obrigadas a comparecer diante da televisão e dizer: “Desculpem-me, estou errado, o governo está certo”. Elas são humilhadas! Portanto, não existe liberdade e estão temerosas. Às vezes o próprio Vaticano não ousa pressionar muito porque, de fato, quer que todos façam compromisso. Catolicismo — A situação do laicato mudará após a assinatura do acordo do Vaticano com a China? Cardeal Zen — As relações entre os leigos e o clero ocorrem sempre de duas maneiras: muitas vezes é o clero que dirige o povo, algumas vezes é o povo que dirige o clero. Por exemplo, na igreja oficial [do governo] há também bons bispos. Eles não podem fazer nada em nível nacional da Conferência Episcopal. Mas em suas dioceses podem fazer algumas coisas. Podem manter bem as suas dioceses e os fiéis estão contentes em segui-los. Apelo em Hong Kong pelo bispo Cosme Shi Enxiang, provavelmente morto num cárcere comunista chinês Há bispos que não são bons e os católicos mais velhos não estão contentes. Mas os católicos mais jovens nada sabem sobre essa questão. Eles não entendem o que é “oficial” [igreja do Estado comunista], “subterrânea” [Igreja fiel a Roma]. Simplesmente gostam de ir à igreja, onde se pode rezar e cantar. Não são muito argutos a respeito dessas distinções. Antigamente, na clandestinidade, os padres eram severos. Por exemplo, diziam: “Você não pode ir à igreja oficial. É pecado mortal”. E os fiéis mais velhos acreditavam nisso. Mas agora o Papa diz: “Não, você pode ir, porque o fiel tem o direito de receber sacramentos válidos”. Então os fiéis podem dizer: “Nas catacumbas não é seguro. É perigoso. Algumas vezes eu vou à igreja oficial, depois volto”. Na igreja oficial, às vezes os fiéis agem melhor que os padres e os padres às vezes agem melhor que os bispos. Porque os bispos sofrem mais pressão, os padres sofrem mais pressão que os leigos. Então os leigos podem torná-los mais fiéis à Igreja. E agora, às vezes, por causa dessa interpretação errada da carta do Papa, pode haver padres e bispos da clandestinidade que gostariam de se tornar da igreja oficial. E então, há muitos casos em que os católicos não gostam disso e dizem: “Está errado”. Portanto, a situação é muito complicada. A situação geral é pior do que antes. Agora há mais confusão, mais divisão. Catolicismo — Existe para os católicos chineses a esperança de viver a antiga liberdade da Igreja? Cardeal Zen — Em seu país [Polônia], goza-se de liberdade. Naquele tempo de domínio do comunismo as pessoas não podiam acreditar — ninguém podia esperar — na queda repentina do comunismo, de certo modo pacificamente. Portanto, quando as pessoas me perguntam: “O que o senhor espera, quando gozarão de liberdade?”. Eu digo: “Pode ser que talvez devamos esperar 50 anos, ou talvez cinco semanas. Por que não?”. Estamos nas mãos de Deus. É importante rezar. Rezar pela conversão. Nesta minha visita aqui, notei uma coisa maravilhosa: que os senhores podem generosamente esquecer o passado. Então, quando o regime caiu, não houve vingança da parte do povo. Penso que este é o espírito cristão. Estou muito temeroso de que na China — onde os cristãos constituem uma pequena minoria — os comunistas poderão ser perseguidos quando o comunismo cair. Porque há muitíssimas injustiças e o povo, que não é cristão, poderá se vingar. Portanto, é muito perigoso. A única coisa seria rezar para que os comunistas sejam convertidos em seus corações. Então, poderá haver uma passagem pacífica. Eles não gostam de falar de revolução pacífica, mas nós esperamos. (Fonte: “Catolicismo” n° 802, outubro de 2017) Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: Cardeal Zen , igreja patriótica , Ostpolitik vaticana , perseguição religiosa terça-feira, 24 de outubro de 2017 O Vaticano não pode deixar-se enganar pelos comunistas chineses Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, Arcebispo emérito de Hong-Kong Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs “Estou muito triste em dizer que o governo chinês não mudou e que a Santa Sé está adotando uma estratégia errada” O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, Arcebispo emérito de Hong-Kong, julga que se o Papa Francisco conhecesse a realidade do regime comunista chinês, bem como as perseguições que ele move contra os católicos, não promoveria negociações com Pequim. O Cardeal Zen foi entrevistado por Krystian Kratiuk, de “Polonia Christiana”, prestigiosa revista católica de Cracóvia, que autorizou Catolicismo a reproduzir a entrevista, oferecendo gentilmente para isso sua gravação em inglês. A tradução para o vernáculo esteve a cargo de nosso colaborador Hélio Dias Viana. * * * Catolicismo — Por que o Vaticano quer assinar um acordo com o governo comunista da China? Cardeal Zen — Obviamente o Santo Padre pode não ter muita experiência direta com os comunistas chineses, porque na América do Sul os comunistas são perseguidos. Então ele pode ter uma simpatia natural pelos comunistas, pode não saber que eles são verdadeiramente comunistas. Mas muitas pessoas na Santa Sé devem saber, mas talvez não tenham aquela experiência pessoal, direta. Por isso estou realmente receoso de que elas possam ser doutrinadas pelos comunistas. Também porque os comunistas chineses são inteligentes, são mestres no emprego de meias palavras. Então, estou muito preocupado neste momento. Catolicismo — O que é realmente o comunismo? Cardeal Zen — O comunismo é totalitarismo. É, portanto, um regime totalitário. E somente aquelas pessoas que têm realmente experiência pessoal podem sentir o que é um regime totalitário, como o nazista, como o comunista. O Papa João Paulo II conheceu. O Papa Bento também. Mas temo que os italianos possam não conhecer muito bem, porque Mussolini não foi um totalitário muito duro. Entretanto, os governantes totalitários querem tudo. Querem controlar tudo. Não aceitam compromisso. Eles desejam fazer você capitular. Querem torná-lo escravo. É terrível! Portanto, essas pessoas no Vaticano podem não ter tal percepção. Elas vão então negociar e, obviamente, nas negociações todo mundo é muito amável, com palavras amáveis. Mas esta não é a realidade. Hu Shigen, líder leigo da Igreja fiel a Roma condenado como subversivo Catolicismo — Como a liberdade da Igreja ficará exposta ao perigo quando for assinado um acordo sino-vaticano? Cardeal Zen — Na carta do Papa Bento [aos católicos chineses], ele explanou muito claramente a doutrina católica sobre a Igreja. Com certeza o Papa Francisco e outras pessoas no Vaticano concordam com essa posição. Mas, quando se negocia, é preciso saber como a outra parte pensa. Então, eu gostaria de citar um autor hegeliano, falando sobre o acordo entre a Hungria e o Vaticano. Ele diz: “Às vezes, formalmente, no papel, a autoridade do Papa pode ser respeitada, mas na prática um poder excessivo de decisão é dado ao governo”. Portanto, não sabemos muito sobre como é esse acordo, pois não nos informam inteiramente. Eles dizem: “Não, certas informações são apenas por ouvir falar”, um pedaço aqui, outro pedaço lá. O que podemos imaginar a respeito dele, é constatar que se trata exatamente desse tipo de acordo [entre a Hungria e o Vaticano]. Na superfície, parece que a autoridade do Papa está resguardada, porque eles dizem: “O Papa diz a última palavra”. Mas toda a coisa é falsa. Eles estão dando poder de decisão ao governo. Penso que estamos caminhando para algo pior. Daí decorre — não estou 100% seguro — que eles aceitam a eleição [de novos bispos], a que chamam de eleição democrática, aceitam que a Conferência Episcopal aprove a escolha e leve os nomes ao Papa. E o Papa diz a última palavra. Entretanto, tanto a eleição quanto a Conferência Episcopal são falsas. Eu não gosto de falar muito a respeito de eleição. Na China comunista não há eleição, nenhuma eleição verdadeira. Nem sequer a mais solene eleição no Congresso do Povo... Tudo é planejado antes. Mas agrada-me falar sobre a Conferência Episcopal. Realmente não posso acreditar que na Santa Sé não saibam que não existe uma Conferência Episcopal Chinesa. Existe apenas um nome. Nela, de fato, nunca há discussões, reuniões. Os bispos se encontram quando são convocados pelo governo comunista. O governo lhes dá as instruções, eles obedecem. O então Papa Bento disse que essa Conferência não é legítima, porque nela há bispos ilegítimos, e também porque os bispos clandestinos [perseguidos pelo governo comunista] não fazem parte dessa Conferência. Liu Bainian, funcionário do governo e vice-presidente da Associação Patriótica é o verdadeiro chefe da Igreja colaboracionista Assim, ela não pode ser chamada de Conferência Episcopal Chinesa. A realidade é que não há uma Conferência Episcopal na China. Mas o que existe realmente? Todos os bispos da igreja oficial [escolhidos pelo regime comunista] têm seus nomes na Conferência Episcopal. Mas então como ela funciona? Antes de tudo, ela nunca trabalha sozinha. Há sempre a Associação Patriótica e a Conferência Episcopal trabalhando juntas. Mas quem a preside? Quem convoca a reunião? O governo! Eles nem sequer procuram ocultar a realidade. Nós podemos ver as fotos. O Sr. Wang Zuoan, chefe da Secretaria de Assuntos Religiosos, está presidindo sorridente a reunião, enquanto o presidente da Conferência Episcopal — um bispo da Associação Patriótica — e os demais bispos estão simplesmente sentados lá, ouvindo. Portanto, tudo é decidido pelo governo. Lembre-se: sempre que eles dizem Conferência Episcopal é o governo comunista. O governo controla a eleição através da Conferência Episcopal, e ele próprio apresenta os nomes. Toda a iniciativa provém, portanto, do governo. Alguém dirá: “O Papa diz a última palavra”. Que última palavra é essa? “Ora, ele pode aprovar, pode vetar”. Bem, ele pode vetar. Mas quantas vezes? Eles apresentam todos os nomes, o Papa não pode dizer: “Não, não, não”. É muito difícil para ele, é muita pressão sobre ele. Então, eu concluo: em certo momento ele pode ser forçado a dizer “sim”. “Oh, ele tem a última palavra!”. Não é suficiente. Portanto, penso que é um acordo muito errado. Precisamente porque não há Conferência Episcopal. Como pode a iniciativa de escolher bispos ser dada a um governo ateu? Incrível! Incrível! Incrível! Alguém poderá dizer: “Ora, na História, durante muito tempo, o poder de indicar bispos foi dado aos reis, ao imperador”. Mas pelo menos eles eram reis cristãos, imperadores cristãos, enquanto estes são ateus, comunistas. Fiéis vivem acossados pela repressão policial. Cena no santuário de Sheshan Eles querem destruir a Igreja. Ou, ao menos, se não podem destruir, querem enfraquecer a Igreja. Então é incrível, não se pode aceitar esse acordo. Catolicismo — Mas a recusa do diálogo “nos coloca fora da Igreja”? É o que dizem os comunistas. Cardeal Zen — O diálogo é necessário, é importante. Mas deve haver princípios. Estes não podem ser negados para se obter um bom diálogo. Por ocasião do Asia News Day, na Coreia, o Papa Francisco celebrou uma missa para todos os bispos asiáticos. Ele falou sobre o diálogo. E disse duas coisas. Primeira: no diálogo, deve-se ser fiel à própria identidade, deve-se ser coerente com a sua própria identidade. não se pode negar a própria identidade apenas para agradar o outro lado. Se nós somos católicos, somos católicos! Segunda: deve-se também abrir o coração para ouvir. Portanto, deve-se dialogar, mas não se pode dizer: nós devemos absolutamente tirar conclusão. Por quê? Porque não depende de você. Depende também do outro lado. Se este não concorda com algo razoável, você não pode concluir. Não depende de você. Se a outra parte deseja que você se torne escravo, você não pode dizer “ok”. Não pode. E aqueles que vão negociar devem saber disso. A autoridade do Papa é dada ao Papa. Ela não é dada a um homem particular, senhor fulano de tal. É dada ao Papa. Não é um atributo pessoal dele. Ele não pode vendê-la. Ele não pode, por sua própria generosidade, renunciar àquela autoridade. Às vezes, no final do diálogo, podemos dizer: “Desculpem, nós não podemos concluir. Portanto, adeus! Da próxima vez, quando vocês tiverem alguma coisa nova para dizer, voltaremos”. continua no próximo post: Cardeal Zen Ze-kiun: “a Santa Sé está adotando uma estratégia errada” (Fonte: “Catolicismo” n° 802, outubro de 2017) Postado por Luis Dufaur às 05:30 2 comentários Share | Marcadores: Cardeal Zen , igreja patriótica , Ostpolitik vaticana , perseguição religiosa terça-feira, 17 de outubro de 2017 Propagandísticas invenções de Pequim As experiências com o trem por levitação magnética de Shangai serão úteis. Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs A China apresentou um projeto de “trem voador” capaz de quintuplicar a velocidade dos aviões comerciais hoje em uso, noticiou o “Clarin” de Buenos Aires. O projeto está nas mãos da estatal Aerospace Science & Industry Corporation (CASIC) que fabrica desde caminhões até foguetes. A promessa é que o futuro T-Flight atinja 4.000 quilômetros por hora, disse o engenheiro chefe Mao Kai ao canal de noticias também estatal China News Service. “A aceleração do veículo seria mais lenta que a do avião na hora de decolar para que os passageiros não se preocupem com a segurança”, disse Kai. A segurança!: esse é o grande temor dos chineses com as invenções que vem do governo. O novo projeto provém do MagLev, primeira linha comercial de alta velocidade de Shangai que usa a levitação magnética. Seu percurso máximo é de 30 quilômetros, em virtude de seu altíssimo custo de implementação, e o projeto em verdade é alemão. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 1 comentários Share | Marcadores: fraudes terça-feira, 3 de outubro de 2017 Líderes materialistas da China bafejam culto de Mao tsé-tung Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs O presidente chinês voltou a exortar o ensino do marxismo para segurar a degringolada da adesão da juventude aos ideais fundadores da China comunista. Mas, a promoção do marxismo na versão de Mao Tsé Tung não é a única arma ideológica para segurar um regime abalado precisamente no campo das ideias pelo progresso da religião, notadamente a cristã. A ditadura socialista também explora a superstição. Exemplo disso é a antiga e devastada cidade de Yanan, província de Shaanxi, é um local de peregrinação estimulada pelo regime anti-religioso socialista. Por incrível que pareça, trata-se de um local de romaria ateia! Pois Yanan foi a cidade onde Mao Tsé-tung instalou pela primeira vez seu governo comunista. Yanan gemeu sob a tirania do líder marxista a partir de 1935 e até 1948. Ali Mão aplicou a reforma agrária, criou escolas marxistas com doutrinamento socialista forçado da população e ditadura eufemisticamente qualificada de “estilo de vida austero” sob “disciplina militar”. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 13:51 1 comentários Share | Marcadores: Mao , reforma agrária , Revolução Cultural terça-feira, 26 de setembro de 2017 O “hotel maldito” de Pyongyang, símbolo do socialismo universal Business Insider : o hotel Ryugyong é o maior prédio abandonado do mundo Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs O Hotel Ryugyong domina o horizonte de Pyongyang, apesar de os apartamentos de seus 105 andares nunca terem recebido cliente algum, narrou o jornal de Buenos Aires “La Nación”. Sua forma esotérica de pirâmide de 330 metros de altura tem o recorde de prédio abandonado mais alto do mundo e assusta a capital da Coreia do Norte. Em 1987, o Hotel Ryugyong prometia ser o sétimo arranha-céu mais alto do mundo e o primeiro hotel de grande altura. Ele devia atrair investidores ocidentais e oferecer cassinos, clubes noturnos e salões japoneses para festas. Devia ter sido levantado em dois anos, mas problemas na construção e nos materiais paralisaram totalmente a obra em 1992, em meio à pior fome provocada pelo socialismo no país. Segundo a imprensa japonesa, o ditador megalomaníaco Kim Il-sung, pai do atual Kim Jong-un, consumiu na obra inconclusa US$ 750 milhões, o equivalente a 2% do PIB do país. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: Coreia do Norte , ditadura , economia , miséria terça-feira, 19 de setembro de 2017 “Livre” no cárcere de terror da Coreia do Norte O visto de entrada à Coreia do Norte concedido a Suki Kim. Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Suki Kim é uma jornalista nascida e crescida na Coreia do Sul, mas que também possui cidadania americana. Em 2011 ela conseguiu um trabalho de professora de inglês em uma universidade de Pyongyang, destinada aos filhos homens da elite norte-coreana, “os futuros líderes do país”. Kim passou seis meses vivendo no campus da universidade e tomou notas para seu livro Without You, There Is No Us: My Time with the Sons of North Korea's Elite (Broadway Books, 320 pp., publicado em 2015, que em tradução livre seria: Sem você, não há nós: meu tempo com os filhos da elite norte-coreana . Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: Coreia do Norte , dita , perseguição religiosa , repressão terça-feira, 12 de setembro de 2017 Coreia do Norte: o crime de Estado financia o cataclismo universal William Chan do Serviço Secreto de EUA e Ross Bautista, diretor do National Bureau of Investigation, mostram notas falsificadas Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Como faz a Coreia do Norte, reduzida à máxima miséria pelo socialismo, para financiar um custosíssimo programa nuclear que poderia empurrar o mundo para um cataclismo jamais visto? A fórmula é simples, mas tenebrosa: Pyongyang recorre a múltiplas formas de crime organizado para encher seus cofres, segundo noticiou “La Nación” de Buenos Aires. O regime imprime dólares e yuanes falsos, pratica “assaltos bancários cibernéticos”, dirige um intenso comercio internacional ilegal, fabrica mercadorias falsificadas e exporta mão-de-obra para seu máximo protetor: a China, também socialista. “O regime norte-coreano consagra dez bilhões de dólares anuais ao seu programa nuclear. Essa cifra representa entre 20% e 25% do PBI, que oscila entre 30 e 40 bilhões”, afirma a geoestrategista francesa Valérie Niquet, especialista da Fundação para a Investigação Estratégica (FRS). “A maior parte provém de atividades ilícitas”, explicou. Num assalto cibernético em 2016, o Banco Central de Bangladesh foi lesado por Pyongyang em 81 milhões de dólares, duas terças partes dos quais (51 milhões) foram “lavados” pelos cidadãos chineses Ding Shizue e Gao Shuhua em dois casinos de Manila. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 1 comentários Share | Marcadores: cibercrime , Coreia do Norte , cyberguerra terça-feira, 5 de setembro de 2017 Havaí entra em clima de III Guerra Mundial Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Setores do mundo vão entrando num clima de III Guerra Mundial embora ainda não se ouçam as rajadas das armas. Pois a III Guerra Mundial tem muito mais de psicológico que de militar. Pelo menos em seus inícios. Na fase inicial predominam as táticas de “guerra híbrida” com muitas manobras de guerra psicológica, na qual a Rússia se destacou ao invadir a Crimeia e ocupar uma fração do leste da Ucrânia. É uma situação assim que o turístico Estado de Havaí está vivendo. Suas autoridades dispuseram um sistema de alerta para a população em caso de ataque nuclear norte-coreano. O temor cresceu após o regime comunista disparar um míssil por cima do Japão e testar uma bomba de hidrogênio, aproximadamente dez vezes mais destrutiva que uma atômica como a de Hiroshima. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 2 comentários Share | Marcadores: Coreia do Norte , EUA , Guerra Fria , III Guerra Mundial terça-feira, 22 de agosto de 2017 Recrudesce a perseguição religiosa Polícia humilha católicos que vão para a igreja Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs O vaticanista Sandro Magister observou que enquanto no ano de 2016 se dava por iminente a aprovação de um acordo iníquo entre a Santa Sé e o regime comunista de Pequim, hoje se fala muito pouco dele. Pelo contrário, em vez de notícias de aproximação, chegam de Pequim informações de bispos encarcerados e desaparecidos. Na Quaresma, o Bispo de Mindong , Dom Vicente Guo Xijin, reconhecido por Roma, mas não pela ditadura, foi preso e conduzido a uma localidade desconhecida. Ele foi acusado do ‘crime’ de não se inscrever na Associação Patriótica (igreja paralela e fictícia criada pelo regime comunista para atrair e desviar os católicos). Na hora de prendê-lo, a polícia disse que o levava “para que estude e aprenda”. Na vigília da Páscoa foi preso em circunstâncias semelhantes o Bispo de Wenzhou, Dom Pedro Shao Zhumin. Ele havia passado vinte anos de “doutrinamento” carcerário. Foi preso no dia 18 de maio e não se sabe onde está. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: Cardeal Zen , Igreja Católica , igreja patriótica , Ostpolitik vaticana , perseguição religiosa , Wenzhou terça-feira, 15 de agosto de 2017 Diálogo Pequim-Vaticano prepara uma “Igreja Católica falsa”, denuncia cardeal O diálogo Vaticano-Pequim prepara uma 'falsa igreja católica' na China Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Uma “Igreja Católica fake (falsa)” vinha sendo preparada pelo regime comunista chinês, que tentava obter para isso uma chancela do Vaticano. Por sua vez, o Cardeal Joseph Zen, Arcebispo emérito de Hong Kong, denunciou o andamento do acordo entre a Santa Sé. Segundo ele, o governo ateu forneceria o embasamento de uma igreja falsamente católica. O Cardeal exprimiu sua posição em entrevista para a revista Polonia Christiana . Ele comparou a situação atual da Igreja Católica na China continental com a época da brutal repressão física comunista nas décadas de 1950 e 1960. E sublinhou que hoje a situação é ainda pior, informou “Life Site News”. Por que é pior? – perguntou a revista polonesa. “Porque a Igreja foi debilitada. Eu lamento ter de dizer que o governo não mudou, mas a Santa Sé está adotando a estratégia errada. “Ela está ansiosa demais para dialogar, mas um diálogo em que eles mandam todos a não fazer barulho, a se acomodarem, a se comprometerem a obedecer ao governo. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 2 comentários Share | Marcadores: Cardeal Zen , Igreja Católica , igreja patriótica , Ostpolitik vaticana , perseguição religiosa terça-feira, 8 de agosto de 2017 Último sucesso da tecnologia chinesa não passou de fraude Prometia levar até 1.400 passageiros por cima do trânsito, mas foi criminosa enganação. Prototipo em Qinhuangdao. Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Apresentado como triunfo da tecnologia chinesa, o ônibus capaz de levar até 1.400 passageiros por cima do trânsito veicular não passa de uma formidável fraude. Ela já vinha sendo suspeitada há tempos, mas era acobertada pelo Partido. Veja mais em: Ônibus ecologicamente correto: fraude símbolo do comunismo chinês A polícia de Pequim prendeu 32 pessoas por coleta ilegal de fundos para o projeto de Ônibus de Trânsito Elevado (TEB, nas siglas em inglês), que prometia driblar os engarrafamentos nas ruas das grandes cidades, noticiou o jornal “The New York Times”. A ideia futurista de um veículo que passa por cima dos congestionamentos atraiu inversores desprevenidos à Exposição Internacional de Alta Tecnologia de Pequim em 2016. Muitos desses inversores acreditaram no conto e agora a polícia chinesa quer ver se consegue recuperar algo dos ativos desaparecidos. À testa dos presos está Bai Zhiming, que aparece promovendo o TEB nos vídeos embaixo, diretor da empresa TEB Technologies e fundador da financeira Huaying Kailai Asset Management, informou Fortune , acrescentando que os outros detidos eram seus funcionários. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: corrupção , fraudes terça-feira, 11 de julho de 2017 A alma chinesa aspira à hierarquia social, à tradição e ao requinte Refeição chinesa tradicional. Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Mao Tsé-Tung, fundador do comunismo chinês, disse outrora que uma revolução não é um banquete: todas as formas de feiura e de crime estavam legitimadas na revolução niveladora do comunismo. Ele agiu em consequência, arrasando o passado cultural chinês, sua hierarquia social, os requintes de sua arte e as “superstições” das religiões, com ódio especial ao catolicismo, apesar de Mao ter sido formado em escola de jesuítas. Mas sendo “a alma humana naturalmente cristã”, como disse Tertuliano, todo ser humano aspira no fundo à beleza, à perfeição e, em suma, ao catolicismo. As conveniências de expansão da revolução comunista chinesa exigiram um abrandamento da ditadura miserabilista. Então a China virou potência industrial e comercial. Com uma consequência indesejada pelo marxismo: setores dela passaram a usufruir de algumas vantagens da civilização ocidental, outrora cristã. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 1 comentários Share | Marcadores: costumes terça-feira, 27 de junho de 2017 Igreja supera maior monumento ao fundador do comunismo chinês A cruz da igreja de Changsha vai ser a mais alta da China. Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Crise axiológica ou de identidade em Changsha, berço histórico de Mao Tsé-Tung, fundador do comunismo chinês: está sendo erguida uma igreja de 80 metros de altura, coroada por uma cruz! É a igreja Xingsha, que supera em dimensões a maior estátua de Mao Tsé-Tung existente em toda a China, erguida a menos de 16 quilômetros no oeste daquela cidade, noticiou “The New York Times”. Na ilha Tangerina, no rio Xiang, desponta uma monstruosa cabeça em granito, com ombros e sem corpo, para evocar o líder revolucionário. Ela tem 32 metros de altura, apenas a metade da igreja. Essa disparidade logo na cidade onde Mao passou a juventude e pregou pela primeira vez suas radicais ideias marxistas, enfureceu seus já diminuídos admiradores em toda a China. A igreja soa como um desafio ideológico ao “herói” fundador da República Popular comunista em 1949. Mao havia culpado o cristianismo de servir de ferramenta do capitalismo imperialista estrangeiro. Milhares de fãs “vermelhos” destravaram suas línguas em batalhas verbais contra o tamanho e o simbolismo da igreja coroada pela Cruz de Cristo. “Acolher o cristianismo em grande escala danifica a segurança ideológica de nossa nação”, escreveu Zhao Danyang, do site Grupo Pensante Moralidade Vermelha. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: cristianismo , Mao , perseguição religiosa terça-feira, 20 de junho de 2017 Universidade evangêlica para filhos de déspotas na Coreia do Norte Imagem de vídeo: no topo do prédio louvor ao “general Kim Jong-un”. Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Num campus de 100 hectares na capital da Coreia do Norte, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang participa ativamente no culto à personalidade do ditador Kim-Jong-un. Sobre o prédio principal, grandes caracteres vermelhos bajulam o “general Kim Jong-un”, o cruel e halucinado ditador do país. Do instituto depende a formação da futura elite marxista num país que proíbe a religião mas é dirigido por cristãos evangélicos americanos, descreve reportagem do “The New York Times”. A Universidade foi fundada há sete anos por Kim Chin-kyung, um estadounidense nascido na Coreia do Sul. Ela fornece aos filhos da nomenklatura uma educação que nunca receberiam nas raquíticas escolas estatais. As aulas são dadas em inglês por um corpo docente internacional. Os professores apenas não podem pregar. Mas podem servir de “carne de canhão” para as extorsões do regime. Desde abril, dois voluntários norte-americanos do instituto foram feitos reféns acusados de “atos hostis”, rótulo comum para espionagem ou proselitismo, para depois serem negociados com Washington. A disciplina é militar e os estudantes vão de um local a outro cantando sua lealdade ao ditador comunista. Os materiais didáticos são censurados pelas autoridades ideológicas que têm agentes ativos no campus. Os catedráticos devem ter “guias” que os acompanhem quando saem do campus. Os estudantes devem denunciar qualquer comentário “subversivo” feito pelos mestres. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: Coreia do Norte , cristianismo , ditadura , perseguição religiosa terça-feira, 13 de junho de 2017 “Comunistas têm medo da Virgem de Fátima”, diz Cardeal chinês Imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrina em Hong-Kong. Na cidade ainda há fímbrias de liberdade. No imenso território governado pelo comunismo teria sido proibida. Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong, fez declarações no passado 13 de maio, durante visita à Alemanha. Ele falou sobre a Igreja católica chinesa e sobre o medo que os comunistas têm de Nossa Senhora de Fátima, noticiou InfoCatólica. A respeito da China, o Cardeal focou a corrupção desenfreada instalada no âmago do comunismo chinês. A degradação moral do Partido, especialmente nas mais altas cúpulas, associada à obediência absoluta aos ditadores, é desoladora. O atual presidente Xi Jinping chegou a falar contra a corrupção na máquina estatal, mas logo que se apossou dela tudo ficou como antes ou pior. Mas as pessoas que falam de Direitos Humanos continuam sofrendo repressão, perseguição, humilhações, e acabam condenadas em processos ecoados pela mídia estatal para desanimar as demais. A direção comunista está em diálogo com a Santa Sé, mas não aceitará nada que não seja a submissão da Igreja ao Partido Comunista, disse. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 10:30 0 comentários Share | Marcadores: Cardeal Zen , Fátima , Nossa Senhora , perseguição religiosa segunda-feira, 5 de junho de 2017 Novo porta-aviões chinês patenteia bisonhice da Marinha vermelha Primeiro porta-aviões chinês, muita propaganda e muitas carências operacionais Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Enquanto os EUA enviavam dois de seus superpoderosos porta-aviões nucleares em direção à Coreia do Norte, Pequim lançava seu primeiro porta-aviões desenhado e fabricado no país, noticiou o jornal portenho “La Nación”. O “Liaoning” – como se chama – resultou da recuperação de um porta-aviões russo inconcluso e sucateado, mas até agora não foi testado em operações exigentes. Ele fez sua primeira saída ao Pacífico em 2016. O casco do novo navio, construído nos estaleiros de Dalian e inaugurado com champanha importada, não tem data prevista para entrar em funcionamento, anunciou a agência oficial Xinhua . Mas Pequim explorou o evento para desafiar os EUA. Quando entrar em operações, o novo porta-aviões de propulsão convencional poderá levar aviões Shenyang J-15. As ambições são grandes e a planificação comunista exige cada vez mais forças navais. Mas essas estão muito longe de rivalizar com as americanas , que possuem uma dezena de porta-aviões nucleares operacionais, cada um levando uma frota aérea superior à da maioria dos países do mundo. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: expansionismo , guerra psicológica , militarismo terça-feira, 30 de maio de 2017 Pequim saúda avião comercial que conseguiu completar voo Na apresentação o C919 não saiu do hangar. O primeiro voo só foi testemunhado por funcionários e mídia oficial. Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs O avião de meio alcance Comac C919 para passageiros, fabricado pela China, voou pela primeira vez sem incidentes, noticiou o jornal “El Mundo” , de Madri. Com ele, Pequim aspira desafiar a hegemonia dos gigantes Boeing e Airbus, e da brasileira Embraer. A encenação foi bem preparada. O aparelho decolou entre gritos e aplausos de milhares de pessoas convocadas ao aeroporto de Xangai. O evento saiu ao vivo na TV oficial. O locutor Yang Chengxi perdeu a voz berrando emocionado: “Hoje é o dia! Fomos testemunha de uma decolagem bem-sucedida! ”. Tudo indica que tinha razão. Há tempos que o engenho voador não saía dos hangares da Corporação Chinesa de Aviação Comercial (Comac, em inglês). Essa estatal foi fundada em 2008 para produzir um avião comercialmente viável que pudesse rivalizar de início com o Boeing 737 e o Airbus A320. Leia mais ... Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Share | Marcadores: Airbus , Boeing , contrafação Postagens mais antigas Página inicial Assinar: Postagens (Atom) Outras formas de visualizar o blog: Inscreva-se RECEBA AS ATUALIZAÇÕES EM SEU E-MAIL Digite seu email: Seguidores Pesquisar este blog Conselho de Mao: 'Usem o Ocidente em benefício dos chineses'. Presidente Nixon inicia apertura de Ocidente ao comunismo chinês, 27.2.1972 Ensinamentos de Mao: revolução é um ato de violência 'A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura de um quadro ou a confecção de um bordado, ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. A revolução é uma insurreição, é um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra.' Mao e a REFORMA AGRÁRIA: 'Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros'. Conselho de Mao para tratar o Ocidente: 'A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue' (Foto: Mao recebe o Secretario de Estado Kissinger e o presidente americano Ford). Como a ideologia de Mao orienta o pragmatismo da China O plano da China super-potência “Mao esteve em condições de lançar, em 15 de junho [de 1953] seu plano de industrialização (...). O que Mao cuidava bem de não esclarecer era a natureza essencialmente militar desse plano, a qual iria ficar escondida , e ainda é muito pouco conhecida na China de hoje . A prioridade era dada à indústria das armas, e todos os recursos do país deviam ser consagrados para essa realização. O objetivo de Mao era que a China se tornasse uma superpotência para que quando ele falasse o mundo inteiro ouvisse”. (p. 414) Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. Foto: manobras russo-chinesas, Shandong, 24/8/2005 Mao: China centro tecnológico e militar da revolução mundial Mao: “Nós não devemos nos contentar com sermos o centro da revolução mundial, nós devemos nos transformar também no centro militar e tecnológico . Nós devemos armar os outros com armas chinesas, onde estará gravado nosso nome (...). Nós devemos nos tornar o arsenal da revolução mundial”. (p. 610-611) Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. Foto: Shangai Mao e os empresários “úteis” para a Revolução Mundial Foto: Hu Jintao e Bill Gates, 19/4/2006 “A coletivização da agricultura tornou o regime ainda mais totalitário. Na mesma época, Mao ordenou a nacionalização da indústria e do comércio nas zonas urbanas, a fim de concentrar a integralidade dos recursos para a realização de seu programa. Entretanto, os homens de negócios e os chefes de empresa não foram perseguidos como foram os proprietários agrícolas (...) ‘ A burguesia , explicou Mao, é muito mais útil de que os proprietários de terras. Os burgueses possuem savoir-faire e qualidades de administradores’.” (p. 431) Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. Mao: a China substituirá à Rússia na chefia da Revolução mundial Foto: Politburo chinês, 80º aniversário, 1-7-2001 “Mao previa uma situação na qual, dizia ele, ‘os Partidos Comunistas do mundo inteiro não acreditarão mais na Rússia, mas acreditarão em nós ’. A China então poderia se apresentar como ‘centro da revolução mundial’. (...) A idéia de erigir a experiência chinesa como modelo, enquanto milhões de chineses morriam de fome, poderia parecer uma gagueira. Mao, entretanto não tinha preocupação alguma, pois confiava nos filtros através dos quais os estrangeiros estavam autorizados a ver e ouvir a China. (...) Quando Mao, em plena fome, se espraiava em mentiras desavergonhadas diante de François Mitterrand ‒ “eu repito, para ser ouvido: não há fome na China” ‒ este engoliu tudo e chegou a escrever a que Mao “não era um ditador”, mas um “humanista” .” (p. 500-501). Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. Inscreva-se RECEBA AS ATUALIZAÇÕES EM SEU E-MAIL Digite seu email: Ambição suprema: dominar o mundo e unificá-lo sob sua bota “A ambição suprema de Mao era dominar o mundo . Em novembro de 1968, ele confidenciava a Edward Hill, chefe do partido maoísta australiano: “’No meu ponto de vista, seria preciso unificar o mundo (...). No passado, muitas pessoas, especialmente, os mongóis, os romanos, (...) Alexandre Magno, Napoleão e o império britânico tentaram fazê-lo. Nos nossos dias, os Estados Unidos e a União Soviética quereriam os dois consegui-lo. Hitler queria unificar o mundo (...). Mas, todos fracassaram. Entretanto, me parece que há uma possibilidade que não desapareceu (...). No meu ponto de vista, podemos ainda unificar o mundo’. (...) “Os argumentos que ele apresentava repousavam unicamente no tamanho da população chinesa (...)”. “Para açular esta ambição planetária , Mao lançou-se em 1953 no seu programa de industrialização e de armamento , queimando etapas e assumindo riscos consideráveis no domínio nuclear. Neste sentido, o episodio mais assombroso aconteceu quando, o 27 de outubro de 1966, um míssil balístico munido de uma ogiva nuclear foi disparado por cima do noroeste da China e percorreu oito centos quilômetros sobrevoando várias cidades bastante importantes. Era a primeira vez que um país ousava uma experiência desta natureza, com o acréscimo de que o foguete era conhecido pela falta de fiabilidade, o que pôs em perigo de morte todas as populações que se encontravam na sua trajetória. Três dias antes, Mao em pessoa disse ao responsável de proceder ao lançamento, e que em caso de fracasso ele assumiria a responsabilidade. “Quase todas as pessoas engajadas no projeto esperavam uma catástrofe, e o pessoal da sala de controle achou que tinha chegado sua última hora. (...) Nesse caso, o ensaio foi um sucesso, e apressou-se em atribuí-lo ao ‘pensamento’ de Mao (...). Na realidade, foi um puro golpe de sorte. Todos os ensaios posteriores fracassaram pois o míssil se pôs a girar furiosamente sobre si próprio logo após ter decolado. (p. 609-610)” Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. Mao: prazer com a bomba atômica Foto: teste bomba hidrogênio chinesa“ Mao foi o único chefe de Estado do mundo que saudou com festividades a nascença desta arma de destruição massiva. Em privado, ele compôs dois versos de má qualidade: Bomba atômica explode quando lhe é dito de explodir. Ah, que alegria inefável! (p. 526) Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. Genocídio para forçar a industrialização e o triunfo da revolução mundial “Perto de trinta e oito milhões de pessoas morreram de fome ou de exaustão no curso dos quatro anos que durou o ‘Grande Salto avante’. Esta cifra, Liu Shao-Chi ele próprio, número dois de Mao, a confirmou (...) “Esta fome foi a pior do século XX ‒ e até de toda a História. Mao causou conscientemente a morte de essas dezenas de milhões de pessoas esfomeando-as e as esgotando pelo trabalho. (...) “Para dizer tudo, Mao previra um número de vítimas mais considerável ainda. Ainda que o 'Grande Salto' não tivesse por outro objetivo que eliminar chineses, Mao estava pronto para que houvesse hecatombes e fez entender aos dirigentes que eles não deveriam se mostrar chocados se aconteciam. “No Congresso de 1958, no qual foi dada a partida do ‘Grande Salto’, ele explicou a seu auditório que se pessoas morriam em conseqüência da política do Partido, não seria preciso se assustar, mas de se regozijar . (...) “A morte é verdadeiramente uma causa de regozijo (...). Dado que nos acreditamos na dialética, nos não podemos não ver nela senão um benefício”. “Esta filosofia, ao mesmo tempo despachada e macabra foi transmitida de degrau em degrau até os dirigentes de base. (...) “Nós estamos dispostos a sacrificar 300 milhões de chineses pela vitória da revolução mundial” declarou em Moscou em 1957, ou seja, a metade da população de então. Ele o confirmou diante do Congresso do Partido, o 17 de maio de 1958: “Não façam, pois, tantas histórias a propósito de uma guerra mundial. Na pior das hipóteses, ela causará mortes (...) a metade da população desapareceria (...) a melhor das hipóteses é que uma metade da população fique com vida, se não pelo menos um terço...” “Mao não pensava somente na guerra. Em 21 de novembro de 1958, evocando diante de seus conselheiros mais próximos, os projetos que exigiriam mão de obra enorme, como as campanhas de irrigação e o fabrico de aço, ele declarou, reconhecendo de modo implícito e quase boçal que os camponeses que não tinham o quê comer deviam se matar no trabalho: “Trabalhando desse modo, em todos esses projetos, a metade dos chineses deverão tal vez morrer. Se não é a metade, será tal vez um terço, ou um décimo ‒ digamos 50 milhões de pessoas”. (p. 478-479) Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. A Revolução Cultural e a extinção da milenar cultura chinesa “No fim de maio de 1966, Mao montou um novo organismo, o “Grupo restrito da Revolução cultural”, encarregado de organizar a purga. (...) “Em junho, Mao estendeu o terror ao conjunto da sociedade, fazendo dos jovens que freqüentavam escolas e universidades seus instrumentos primeiros. “Os estudantes foram encorajados a atacarem os professores e a todas as pessoas encarregadas de sua educação, com o pretexto de que uns e outros lhes tinham deformado o espírito com suas “idéias burguesas” (...) as primeiras vítimas foram os mestres e o pessoal administrativo dos estabelecimentos escolares porque eram eles que instilavam a cultura... “Em 2 de junho, colegiais de Pequim afixaram um cartaz assinado por um nome impactante: “os guardas vermelhos” ... “A prosa estava salpicada de fórmulas agressivas “A baixo os ‘bons sentimentos’!”, “Nós seremos brutais!”, “Nós vos derrubaremos e vos esmagaremos aos nossos pés!”. Mao tinha semeado o ódio e ia recolher os frutos desencadeando os piores instintos dos adolescentes que constituíam o elemento mais maleável e mais violento da sociedade”. (p. 556-557) Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. Desprezo da vida de milhões para lograr seus objetivos “A fome que grassou em toda a China de 1958 até 1961 [N.R.: “Grande Salto avante”] atingiu seu ponto culminante em 1960. Naquele ano, as próprias estatísticas do regime indicam que o consumo médio de calorias por dia caíra a 1.534,8. “Segundo um dos grandes apologistas do regime comunista, Han Suyin, as donas de casa nas aldeias tinham direito, no máximo, a 1.200 calorias por dia em 1960. “A título de comparação: em Auschwitz, os deportados condenados a trabalhos forçados recebiam diariamente entre 1.300 e 1.700 calorias. eles trabalhavam por volta de onze horas por dia, e a maioria dos que não conseguiam achar um pouco mais de alimento morriam no espaço de alguns meses. “Durante a fome, o canibalismo fez sua aparição . (...) Durante esse tempo, havia de sobra para comer nos armazéns do Estado, sob custodia do Exército. Deixava-se mesmo apodrecer certos produtos. (...) Uma ordem vinda do alto dizia: “Proibição de abrir a porta do armazém, ainda que a população esteja morrendo de fome” (p. 477) Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. Extinguir a cultura e preparar a futura geração de líderes da China foto: Hu Jintao“Depois das escolas, Mao ordenou aos guardas vermelhos espalhar o terror na própria sociedade (...). Em 18 de agosto, Lin Biao, do alto da porta Tienanmen, com Mao a seu lado, exortou os guardas vermelhos de todo o país a “acalcarem as quatro velharias ... o velho pensamento, a velha cultura, as velhas vestimentas e os velhos costumes”. Os jovens atacaram antes de tudo as lojas ... Tudo isso não era ainda suficiente para Mao. ‘Pequim não afundou suficientemente no caos (...) Pequim é civilizado de mais’, declarou ele o 23 de agosto. ... “A fim de espalhar o medo no mais fundo do país, Mao encorajou os jovens predadores a lançar operações punitivas contra pessoas cujo nome e endereço eram fornecidos pelas autoridades (p. 561) “Durante o verão de 1966, os guardas vermelhos devastaram todas as cidades sem exceção, grandes e pequenas, e algumas zonas rurais. Possuir livros ou o que quer que fosse que pudesse ser associado com a cultura era perigoso (...) “Mao conseguiu assim limpar os lares de todo sinal de civilização. Quanto ao aspecto das cidades, ele atingiu seu objetivo de longa data, que era tirar da vista de seus súbditos os vestígios do passado. Um grande número de monumentos históricos que tinham sobrevivido até lá à aversão geral, foram destruídos. Em Pequim, dos 6.843 que ainda estavam em pé em 1958, 4.922 foram reduzidos a pó.” (p. 563). Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. O crime de massa ensinado às bandas de facínoras exaltados “As autoridades organizaram “demonstrações de chacinas modelo”, a fim de explicar às pessoas como dar a morte com um máximo de crueldade e, por vezes, a polícia supervisionava a carnificina. Nesse clima de horror, uma forma política de canibalismo fez aparição em numerosas partes do interior, particularmente no condado de Wuxuan, onde um inquérito oficial, diligenciado após a morte de Mao, contou 76 vítimas. “Tudo começava geralmente numa manifestação de denúncias, esse grande clássico da era maoísta. A seguir, as vítimas eram massacradas e os pedaços seletos de sua anatomia ‒ coração, fígado, e às vezes, o órgão sexual ‒ lhes eram tirados, por vezes, antes mesmo de os infelizes entregarem a alma, e cozidos no local para serem comidos no curso de ágapes batizados ‘banquetes de carne humana’” (p. 587). Fonte: Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 p. Receba em seu email RECEBA AS ATUALIZAÇÕES EM SEU E-MAIL Digite seu email:



https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoremas_da_incompletude_de_G%C3%B6del
  Teoremas da incompletude de Gödel – Wikipédia, a enciclopédia livre Teoremas da incompletude de Gödel Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto , mas que não são citadas no corpo do artigo , o que compromete a confiabilidade das informações. (desde janeiro de 2015) Por favor, melhore este artigo inserindo fontes no corpo ... . Somente então o jovem Paul Cohen , de Stanford, desenvolveu uma técnica para teste de proposições ... . sistemas tais como Isabelle ou Coq são usados para formalizar provas e então verificar sua validade ... chamado de princípio da explosão ), e é, então, automaticamente completa. Um conjunto de axiomas ... os axiomas e regras de inferência de T , então T teria um teorema, G , que efetivamente se contradiz, e então a teoria T seria inconsistente. Isto significa que se a teoria T é consistente, então G não CACHE

Teoremas da incompletude de Gödel – Wikipédia, a enciclopédia livre Teoremas da incompletude de Gödel Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto , mas que não são citadas no corpo do artigo , o que compromete a confiabilidade das informações. (desde janeiro de 2015) Por favor, melhore este artigo inserindo fontes no corpo do texto quando necessário. Os teoremas da incompletude de Gödel são dois teoremas da lógica matemática que estabelecem limitações inerentes a quase todos os sistemas axiomáticos , exceto aos mais triviais. Os teoremas, provados por Kurt Gödel em 1931, são importantes tanto para a lógica matemática quanto para a filosofia da matemática . Os dois resultados são amplamente, mas não universalmente, interpretados como indicações de que o programa de Hilbert para encontrar um conjunto completo e consistente de axiomas para toda a matemática é impossível, dando uma resposta negativa para o segundo problema de Hilbert . O primeiro teorema da incompletude afirma que nenhum sistema consistente de axiomas, cujos teoremas podem ser listados por um “procedimento efetivo” (e.g., um programa de computador que pode ser qualquer tipo de algoritmo), é capaz de provar todas as verdades sobre as relações dos números naturais ( aritmética ). Para qualquer um desses sistemas, sempre haverá afirmações sobre os números naturais que são verdadeiras, mas que não podem ser provadas dentro do sistema. O segundo teorema da incompletude, uma extensão do primeiro, mostra que tal sistema não pode demonstrar sua própria consistência. Teorema 1 : 'Qualquer teoria axiomática recursivamente enumerável e capaz de expressar algumas verdades básicas de aritmética não pode ser, ao mesmo tempo, completa e consistente . Ou seja, sempre há em uma teoria consistente proposições verdadeiras que não podem ser demonstradas nem negadas.' Teorema 2 : 'Uma teoria, recursivamente enumerável e capaz de expressar verdades básicas da aritmética e alguns enunciados da teoria da prova , pode provar sua própria consistência se, e somente se, for inconsistente.' Índice 1 História 2 Contexto 3 Primeiro teorema da incompletude 3.1 Significado do primeiro teorema da incompletude 3.2 Relação com o paradoxo do mentiroso 3.3 Extensões do resultado original de Gödel 4 O segundo teorema da incompletude 4.1 Implicações para provas de consistência 5 Exemplos de afirmações indecidíveis 5.1 Afirmações indecidíveis prováveis em sistemas maiores 6 Limitações dos teoremas de Gödel 7 Ver também 8 Referências 8.1 Artigos de Gödel 8.2 Artigos de Outrem 8.3 Livros sobre os teoremas 8.4 Referências diversas 9 Ligações externas História [ editar | editar código-fonte ] No fim do século XIX a filosofia do conhecimento era considerada um bloco monolítico e muitos intelectuais da época consideravam que haveria pouca coisa fundamentalmente nova a ser descoberta. No Congresso Internacional de Matemática de Paris , em 1900, o jovem e genial David Hilbert , imbuído das ideias correntes, apresentou um surpreendente trabalho resumindo as 23 questões ainda 'em aberto', as quais, após resolvidas, completariam todo o escopo da matemática. Hilbert pretendia, como de fato foi parcialmente conseguido, desencadear um esforço geral da comunidade científica a fim de completar a fundamentação lógica da matemática. Nos poucos anos que se seguiram a maior parte das questões por ele propostas foram adequadamente resolvidas. Em 1931, quando ainda vigorava a proposta de Hilbert de obter a completa construção da teoria matemática através da lógica formal, Gödel publicou o seu trabalho 'Sobre as Proposições Indecidíveis', pondo fim a essa expectativa. Na Universidade de Princeton , o prestigiado Neumann , que trabalhava com afinco na proposta de Hilbert, imediatamente mergulhou nos trabalhos de Gödel, dando-lhe grande apoio. Paralelamente, na Física , estava em pleno andamento o desenvolvimento da teoria quântica e quatro anos antes (1927) Heisenberg já divulgara seu ' principio da incerteza ', colocando um limite físico na experimentação microscópica direta. Foi mais um golpe nas hipóteses determinísticas da ciência. Posteriormente, Church e Turing demonstraram que não existe nenhum algoritmo capaz de provar se 'uma proposição qualquer faz ou não parte de uma teoria'. Curiosamente, até 1963 , nem Gödel nem qualquer outro matemático havia apresentado alguma proposição que ilustrasse os teoremas da indecidibilidade. Somente então o jovem Paul Cohen , de Stanford, desenvolveu uma técnica para teste de proposições indecidíveis. Cohen mostrou que a hipótese do continuum , justamente uma das questões fundamentais da matemática, era indecidível. Contexto [ editar | editar código-fonte ] Como afirmações da teoria formal estão escritas na forma simbólica, é possível verificar mecanicamente que uma prova formal de um conjunto finito de axiomas é válida. Essa tarefa, conhecida como verificação automática de provas, é relacionada a demonstração automática de teoremas . A diferença é que ao invés de construir uma nova prova, o verificador de prova simplesmente checa se a prova formal fornecida (ou em instruções que podem ser seguidas para criar a prova formal) é correta. Esse processo não é meramente hipotético. sistemas tais como Isabelle ou Coq são usados para formalizar provas e então verificar sua validade. Muitas teorias de interesse incluem um conjunto infinito de axiomas, contudo. Neste caso, para verificar uma prova formal, deve ser possível determinar se a afirmação que é tida como axioma é realmente um axioma. Essa questão surge nas teorias de primeira ordem da aritmética, como a aritmética de Peano , porque o princípio da indução matemática é expresso como um conjunto infinito de axiomas (um esquema axiomático). A teoria axiomática é tida como efetivamente gerada se seu conjunto de axiomas é um conjunto recursivamente enumerável . Isto significa que há um programa de computador que, em princípio, pode enumerar todos os axiomas da teoria sem listar qualquer afirmação que não é axioma. Isto é equivalente à existência de um programa que enumera todos os teoremas da teoria sem enumerar qualquer afirmação que não é teorema. Exemplos de teorias efetivamente geradas com conjunto infinito de axiomas incluem a aritmética de Peano e a teoria dos conjuntos de Zermelo-Fraenkel . Ao escolher um conjunto de axiomas, um objetivo é que seja possível provar quantos resultados corretos forem possíveis, sem provar algum resultado incorreto. Um conjunto de axiomas é completo se, para qualquer afirmação na linguagem axiomática, ou a afirmação ou sua negação é demonstrável a partir dos axiomas. Um conjunto de axiomas é (simplesmente) consistente se não existir nenhuma afirmação tal que ambas a afirmação e sua negação são demonstráveis a partir dos axiomas. No sistema padrão da lógica de primeira ordem, um conjunto inconsistente de axiomas provará toda afirmação em sua linguagem (isso às vezes é chamado de princípio da explosão ), e é, então, automaticamente completa. Um conjunto de axiomas que é tanto completo quanto consistente, contudo, prova um conjunto maximal de teoremas não- contraditórios . O teorema da incompletude de Gödel mostra que em certos casos não é possível obter uma teoria efetivamente gerada, completa e consistente. Primeiro teorema da incompletude [ editar | editar código-fonte ] O primeiro teorema da incompletude de Gödel apareceu primeiro em 1931 como “Teorema VI” no artigo de Gödel chamado On Formally Undecidable Propositions in Principia Mathematica and Related Systems I . O teorema formal é escrito em linguagem bastante técnica. Pode ser parafraseado em português como: “Qualquer teoria efetivamente gerada capaz de expressar a aritmética elementar não pode ser tanto consistente quanto completa. Em particular, para qualquer teoria formal consistente e efetivamente gerada que prova certa verdade da aritmética básica, existe uma afirmação aritmética que é verdade, mas não demonstrável na teoria (Kleene 1967, p 250).” A verdadeira mas indemonstrável afirmação referida pelo teorema é, às vezes, referida como “sentença de Gödel” para a teoria. A prova constrói uma sentença específica de Gödel para cada teoria efetivamente gerada, porém há infinitas afirmações na linguagem da teoria que compartilha a propriedade de ser verdade mas indemonstrável. Por exemplo, a conjunção entre uma sentença de Gödel e qualquer sentença logicamente válida terá essa propriedade. Para cada teoria formal consistente T que possui uma pequena quantidade necessária da teoria dos números, a sentença de Gödel G correspondente afirma: “ G não pode ser provada dentro da teoria T ”. Essa interpretação de G nos leva à seguinte análise informal: se G fosse demonstrável sob os axiomas e regras de inferência de T , então T teria um teorema, G , que efetivamente se contradiz, e então a teoria T seria inconsistente. Isto significa que se a teoria T é consistente, então G não pode ser provada dentro dela, e assim a teoria T é incompleta. Além disso, a alegação que G faz sobre sua própria indemonstrabilidade é correta. Nesse sentido, G não é somente indemonstrável como também é verdadeira, e a “demonstrabilidade dentro da teoria T ” não é o mesmo que verdade. Essa análise informal pode ser formalizada para fazer uma prova rigorosa do teorema da incompletude. A prova formal revela exatamente a hipótese necessária para a hipótese T para que a natureza contraditória de G nos leve a uma genuína contradição. Cada teoria efetivamente gerada tem sua própria sentença de Gödel. É possível definir uma teoria T’ maior que contém T inteira mais G como um axioma adicional. Isto não resultará numa teoria completa, porque o teorema de Gödel também se aplicará a T’ , e assim T’ não pode ser completa. Nesse caso, G é um teorema em T’ , porque é um axioma. Como G somente afirma que não é provável em T , nenhuma contradição é apresentada por sua indemonstrabilidade em T’ . No entanto, como o teorema da incompletude se aplica a T’, existirá uma nova afirmação de Gödel, G’ , para T’ , mostrando que T’ também é incompleta. G’ se diferenciará de G , pois se referirá a T’ e não, a T . Para provar o primeiro teorema da incompletude, Gödel representou as afirmações por números. Então a teoria em mãos, que se supõe provar certos fatos sobre números, também prova fatos sobre suas próprias afirmações, visto que é efetivamente gerada. Questões sobre a indemonstrabilidade das afirmações são representadas como questões sobre as propriedades de números, que poderiam ser decidiveis pela teoria se ela fosse completa. Nesses termos, a sentença de Gödel afirma que nenhum número natural existe com certa propriedade. Um número com essa propriedade codificaria uma prova da inconsistência da teoria. Se existisse tal número, então a teoria seria inconsistente, ao contrário da hipótese da consistência. Então, assumindo que a teoria é consistente, não existe esse número. Significado do primeiro teorema da incompletude [ editar | editar código-fonte ] O primeiro teorema da incompletude mostra que qualquer sistema formal consistente, que inclui o suficiente da teoria dos números naturais, é incompleto: existem afirmações verdadeiras expressáveis em sua linguagem que são indemonstráveis dentro do sistema. Então, nenhum sistema formal (satisfazendo as hipóteses dos teoremas), que visa a caracterizar os números naturais, pode realmente fazer isso, pois existirão afirmações verdadeiras que o sistema não pode provar. Esse fato é, algumas vezes, pensado como tendo severas consequências para o programa de logicismo proposto por Gottlob Frege e Bertrand Russell , que visa a definir os números naturais em termos da lógica (Hellman 1981, p. 451-468). Bob Hale e Crispin Wright discutem que não é um problema para a lógica, porque os teoremas da incompletude se aplicam igualmente à lógica de primeira ordem assim como faz para a aritmética. Eles discutem que apenas aqueles que acreditam que os números naturais estão para ser definidos em termos da lógica de primeira ordem têm esse problema. A existência de um sistema formal incompleto não é, particularmente, uma surpresa. O sistema pode estar incompleto simplesmente porque nem todos os axiomas necessários foram descobertos. Por exemplo, a geometria Euclideana sem o postulado das paralelas é incompleto. não é possível provar ou deixar de provar o postulado a partir dos axiomas restantes. O teorema de Gödel mostra que, em teorias que incluem uma pequena parte da teoria dos números , uma completa e finita lista de axiomas não pode nunca ser criada, ou sequer uma lista infinita que pode ser enumerada por um programa de computador. Cada vez que uma nova afirmação é adicionada como um axioma, há outras afirmações verdadeiras que ainda não podem ser provadas, mesmo com o novo axioma. Se axiomas forem sendo adicionados, isso tornará o sistema completo, com o custo de tornar o sistema inconsistente. Existem listas completas e consistentes de axiomas para a aritmética que não podem ser enumeradas por programas de computador. Por exemplo, alguém pode considerar todas as afirmações verdadeiras sobre os números naturais como axiomas (e nenhuma afirmação falsa), o que dá na teoria conhecida por “ aritmética verdadeira ”. A dificuldade é que não existe uma forma mecânica de decidir, dado uma afirmação sobre os números naturais, se é um axioma da teoria, e assim não há uma forma efetiva de verificar uma prova formal dessa teoria. Muitos pesquisadores da lógica acreditam que os teoremas da incompletude de Gödel golpeou fortemente o segundo problema de David Hilbert , que pediu por uma prova consistente e finita para a matemática. O segundo teorema da incompletude, em particular, é geralmente visto como se tivesse tornado o problema impossível. Nem todos os matemáticos concordam com essa análise, contudo, e o status do segundo problema de Hilbert ainda não está decidido (veja “ Visão moderna sobre o status do problema ”). Relação com o paradoxo do mentiroso [ editar | editar código-fonte ] O paradoxo do mentiroso é a sentença “Esta sentença é falsa”. Uma análise do paradoxo mostra que a sentença não pode ser verdade (porque alega ser falsa), nem é falsa (porque seria verdadeira, então). Uma sentença de Gödel G para a teoria T faz uma alegação similar à alegação do mentiroso, mas com uma demonstrabilidade trocada: G diz “ G não é demonstrável na teoria T ”. A análise da verdade e demonstrabilidade de G é uma versão formalizada da análise da verdade da sentença do mentiroso. Não é possível trocar “não demonstrável” por “falso” numa sentença de Gödel, porque o predicado “Q é um número de Gödel de uma fórmula falsa” não pode ser representado como uma fórmula da aritmética. Esse resultado, conhecido como teorema de não definibilidade de Tarski , foi descoberto independentemente por Gödel (quando trabalhou na prova do teorema da incompletude) e por Alfred Tarski . Extensões do resultado original de Gödel [ editar | editar código-fonte ] Gödel demonstrou a incompletude do Principia Mathematica , uma teoria particular da aritmética, mas uma demonstração paralela não pôde ser dada por nenhuma teoria efetiva de certa expressividade. Gödel comentou esse fato na introdução de seu artigo, mas restringiu a prova a um sistema para ser mais concreto. Em afirmações modernas do teorema, é comum afirmar condições efetivas e expressivas como hipóteses para o teorema da incompletude, então não seria limitada a nenhuma teoria formal particular. A terminologia usada para afirmar essas condições não tinha sido desenvolvida em 1931 quando Gödel publicou esses resultados. A afirmação e a prova original de Gödel do teorema da incompletude requerem que tomemos por hipótese que a teoria não é somente consistente, mas ω-consistente . A teoria é ω-consistente se não for ω-inconsistente, e é ω-inconsistente se houver um predicado P tal que para todo número natural n a teoria prova ~ P ( n ), e ainda a teoria prova que existe um número n com a propriedade P tal que P ( n ). Isto é, a teoria diz que um número com a propriedade P existe enquanto nega que ele tem um valor específico. A ω-consistência de uma teoria implica sua consistência, mas consistência não implica ω-consistência. J. Barkley Rosser (1936) fortaleceu o teorema da incompletude ao encontrar uma variação da prova ( truque de Rosser ) que requer que a teoria seja apenas consistente ao invés de ω-consistente. Isso é de interesse técnico, visto que todas as verdadeiras teorias formais da aritmética (teorias cujos axiomas são todos afirmações verdadeiras sobre os números naturais) são ω-consistentes, e assim o teorema de Gödel, como alegado originalmente, implica neles. A versão forte do teorema da incompletude, que apenas assume consistência ao invés de ω-consistência, é agora comumente conhecida como o teorema da incompletude de Gödel e como o teorema de Gödel-Rosser. O segundo teorema da incompletude [ editar | editar código-fonte ] O segundo teorema da incompletude de Gödel apareceu primeiro em 1931 como “Teorema XI” no artigo de Gödel chamado On Formally Undecidable Propositions in Principia Mathematica and Related Systems I . Como com o primeiro teorema, Gödel escreveu em linguagem matemática muito técnica, podendo ser parafraseada: “Para qualquer teoria formal efetivamente gerada T, incluindo verdades da aritmética básica e também certas verdades de demonstrabilidades formais, se T inclui afirmações de sua própria consistência, então é inconsistente.” Isso fortalece o primeiro teorema da incompletude, porque a afirmação construída nele não expressa diretamente a consistência da teoria. A prova do segundo teorema é obtida pela formalização da prova do primeiro teorema da incompletude dentro da própria teoria. Uma sutileza técnica do segundo teorema da incompletude é como expressar a consistência de T como uma fórmula na linguagem de T . Há muitas formas de fazer isso, e nem todas elas levam ao mesmo resultado. Em particular, diferentes formalizações da alegação de que T é consistente pode não ser equivalente a T , e algumas podem até ser provadas. Por exemplo, a aritmética de primeira ordem de Peano (PA) pode provar que o maior subconjunto de PA é consistente. Mas como PA é consistente, o maior subconjunto consistente de PA é PA, então, nesse sentido, PA “prova que é consistente”. O que PA não prova é que o maior subconjunto consistente de PA é, de fato, todo o PA. (O termo “maior subconjunto consistente de PA” é tecnicamente ambíguo, mas o que quer dizer é que o maior segmento inicial e consistente dos axiomas de PA, ordenados seguindo um critério específico. i.e., por “números de Gödel”, os números codificados pelo axioma como usados por Gödel, mencionado acima). Para a aritmética de Peano, ou qualquer teoria axiomática familiar T , é possível definir canonicamente a fórmula Con( T ) expressando a consistência de T . essa fórmula expressa a propriedade de que “não há um número natural codificando a sequência de fórmulas tal que cada fórmula é ou uma axioma de T , ou um axioma lógico ou uma consequência imediata das fórmulas anteriores de acordo com as regras de inferência da lógica de primeira ordem, e tal que a última fórmula seja uma contradição”. A formalização de Con( T ) depende de dois fatores: formalizar a noção de a sentença ser derivável de um conjunto de sentenças e formalizar a noção de uma axioma de T . A formalização de derivabilidade pode ser feita de modo canônico: dada uma fórmula aritmética A( x ) definindo um conjunto de axiomas, pode ser formado um predicado Prov A ( P ) que expressa que P é demonstrável a partir do conjunto de axiomas definido por A( x ). Além disso, a prova padrão do segundo teorema da incompletude assume que Prov A ( P ) satisfaz a condição de demonstrabilidade de Hilbert-Bernays. Fazendo #( P ) representar o número de Gödel da fórmula P , a condição de derivabilidade diz: Se T prova P , então T prova Prov A (#( P )). T prova 1.. isto é, T prova que se T prova P , então T prova Prov A (#( P )). Em outras palavras, T prova que Prov A (#( P )) implica Prov A (#(Prov A (#( P )))). T prova que se T prova que ( P → Q ) e T prova P então T prova Q . Em outras palavras, T prova que Prov A (#( P → Q )) e Prov A (#( P )) implica Prov A (#( Q )). Implicações para provas de consistência [ editar | editar código-fonte ] O segundo teorema da incompletude de Gödel também implica que a teoria T 1 , satisfazendo a condição técnica mostrada acima, não pode provar a consistência de qualquer teoria T 2 a qual prova a consistência de T 1 . Isso acontece porque a teoria T 1 pode provar que se T 2 prova a consistência de T 1 , então T 1 é, de fato, consistente. Pois a alegação de que T 1 é consistente tem a forma “para todo número n , n tem a propriedade de decidibilidade de não ser codificada para a prova de contradição em T 1 ”. Se T 1 for de fato inconsistente, então T 2 provaria para algum n que n é o código de uma contradição em T 1 . Mas se T 2 também provasse que T 1 é consistente (isto é, que não há tal n ), então ele próprio seria inconsistente. Este pensamento pode ser formalizado em T 1 para mostrar que se T 2 é consistente, então T 1 também o é. Visto que, pelo segundo teorema da incompletude, T 1 não prova sua consistência, também não prova a consistência de T 2 . Este corolário do segundo teorema da incompletude mostra que não há esperança de se provar, por exemplo, a consistência da aritmética de Peano usando meios finitos que podem ser formalizados em uma teoria de consistência que é demonstrável na aritmética de Peano. Por exemplo, a teoria da aritmética primitiva recursiva (PRA), a qual é amplamente aceita como uma formalização precisa da matemática finita, é demonstravelmente consistente em PA. Assim PRA não pode provar a consistência de PA. Esse fato é geralmente visto como uma implicação do programa de Hilbert , que visava a justificar o uso dos princípios matemáticos (infinitistas) “ideais” nas provas de afirmações matemáticas (finitistas) “reais”, dando uma prova finita de que o princípio ideal é consistente, que não pode ser executada. O corolário também indica a relevância epistemológica do segundo teorema. Ele poderia, na verdade, fornecer nenhuma informação interessante se a teoria T provasse sua consistência. Isto acontece porque teorias inconsistentes provam tudo, incluindo sua consistência. Assim, a prova de consistência de T em T não poderia nos dar nenhuma pista de que T é realmente consistente. não há dúvida de que a consistência de T poderia ser resolvida por tal prova de consistência. O interesse nas provas de consistência está na possibilidade de provar a consistência da teoria T em alguma teoria T’ que é, de alguma forma, menos duvidosa que a própria T , por exemplo, mais fraca que T. Para muitas teorias naturais T e T’ recorrentes, tal que T = teoria do conjunto de Zermelo-Fraenkel e T’ = aritmética primitiva recursiva, a consistência de T’ é provável em T , e, assim, T’ não pode provar a consistência de T pelo corolário acima do segundo teorema da incompletude. O segundo teorema não desconsidera as provas de consistência completamente, apenas prova que podem ser formalizadas na teoria que é provada consistente. Por exemplo, Gerhard Gentzen provou a consistência da aritmética de Peano (PA) em uma teoria diferente que inclui um axioma alegando que o ordinal chamado ε 0 é bem-fundado . veja a prova de consistência de Gentzen. O teorema de Gentzen incitou o desenvolvimento da análise ordinal em teoria da prova. Exemplos de afirmações indecidíveis [ editar | editar código-fonte ] Existem dois sentidos distintos da palavra “indecidível” na matemática e na ciência da computação. O primeiro é o sentido da teoria da prova relacionada aos teoremas de Gödel, sobre uma sentença não ser demonstrável nem refutável em um sistema dedutivo específico. O segundo, que não será discutido aqui, é em relação à teoria de computabilidade e se aplica não a afirmações, mas a problemas de decisão , os quais são conjuntos de questões infinitos que requer uma resposta “sim” ou “não”. Tal problema é dito ser indecidível se não houver uma função computável que responde corretamente todas as questões do conjunto (veja problema indecidível ). Por causa desses dois sentidos da palavra, o termo independente é, às vezes, usado no lugar de indecidível para o sentido de “nem demonstrável nem refutável”. O uso de “independente” também é ambíguo, contudo. Este sentido pode ser usado como “não demonstrável”, deixando aberto se uma afirmação independente deve ser refutada. A indecidibilidade de uma afirmação em um sistema particular não remete a questão de o valor verdade da afirmação ser bem definido ou que ele pode ser determinado de outras formas. Indecidibilidade apenas implica que um sistema dedutivo particular, a ser considerado, não prova a validade ou falsidade da afirmação. Se existem afirmações “absolutamente indecidíveis”, cujo valor verdade nunca pode ser sabido ou é pouco específico, é um ponto controverso na filosofia da matemática . O trabalho conjunto de Gödel e Paul Cohen nos deu dois exemplos concretos de afirmações indecidíveis (no primeiro sentido do termo): a hipótese do continuum não pode ser provada nem refutada no conjunto de Zermelo-Fraenkel – ZFC (a axiomização padrão da teoria dos conjuntos), e o axioma da escolha não pode ser refutado nem provado na ZF (que são todos os axiomas do ZFC exceto o axioma da escolha. Esses resultados não requerem o teorema da incompletude. Gödel provou em 1940 que nenhuma dassas afirmações podem ser refutadas nas teorias dos conjuntos ZF ou ZFC. Na década de 1960, Cohen provou que nenhuma afirmação pode ser provada a partir do ZF, e a hipótese do continuum não pode ser provada a partir do ZFC. Em 1973, o problema de Whitehead na teoria dos grupos foi mostrado como indecidível, no primeiro sentido da palavra, na teoria padrão dos conjuntos. Gregory Chaitin produziu afirmações indecidíveis na teoria algorítmica da informação e provou outro teorema da incompletude nesse cenário. O teorema da incompletude de Chaitin afirma que para qualquer teoria que pode representar a aritmética suficientemente, existe um limite superior c tal que nenhum número específico pode ser provado, nessa teoria, ter a complexidade Kolmogorov maior que c . Enquanto o teorema de Gödel está relacionado ao paradoxo do mentiroso , o de Chaitin está relacionado ao paradoxo de Berry . Afirmações indecidíveis prováveis em sistemas maiores [ editar | editar código-fonte ] Estas são equivalentes matemáticos naturais da sentença de Gödel: “verdade, mas indecidível”. Elas podem ser provadas em sistemas maiores que são, geralmente, aceitos como formas válidas de raciocínio, mas são indecidíveis em um sistema mais limitado como a aritmética de Peano. Em 1977, Paris e Harrington provaram que o princípio Paris-Harrington, uma versão do teorema de Ramsey , é indecidível na axiomatização de primeira ordem da aritmética chamada de aritmética de Peano , mas pode ser provada no sistema maior da aritmética de segunda ordem. Kirby e Paris depois mostraram que o teorema de Goodstein , uma afirmação sobre sequências de números naturais mais simples que o princípio de Paris-Harrington, era decidível na aritmética de Peano. O teorema da árvore de Kruskal, que tem aplicações na ciência da computação, também é indecidível a partir da aritmética de Peano, mas demonstrável na teoria dos conjuntos. Na realidade, o teorema da árvore de Kruskal (ou sua forma finita) é indecidível em um sistema mais forte que codifica os princípios aceitáveis, baseados numa filosofia da matemática chamada de predicativismo . O teorema relacionado, porém mais geral, do menor grafo (2003) tem consequências para a teoria da complexidade computacional . Limitações dos teoremas de Gödel [ editar | editar código-fonte ] As conclusões dos teoremas de Gödel só são provadas para as teorias formais que satisfazem as hipóteses necessárias. Nem todos os sistemas axiomáticos satisfazem essas hipóteses, mesmo quando esses sistemas têm modelos que incluem os números naturais como um subconjunto. Por exemplo, existem axiomatizações de primeira ordem da geometria de Euclides , de corpo real fechado , e da aritmética na qual a multiplicação não é demonstravelmente total. nenhum desses atende às hipóteses dos teoremas de Gödel. O ponto chave é que essas axiomatizações não são expressivas o suficiente para definir o conjunto dos números naturais ou para desenvolver propriedades para eles. Em relação ao terceiro exemplo, Dan Willard (2001) estudou muitos sistemas fracos da aritmética que não satisfazem as hipóteses do segundo teorema da incompletude, e que são consistentes e capazes de provar sua própria consistência (veja teorias auto-verificáveis ). Os teoremas de Gödel apenas se aplicam a teorias efetivamente geradas (que são recursivamente enumeráveis). Se todas as afirmações verdadeiras sobre os números naturais forem tomados como axiomas para uma teoria, então esta teoria é consistente, uma extensão completa da aritmética de Peano (chamada de aritmética verdadeira) para o qual nenhum dos teoremas de Gödel se aplica significativamente, porque essa teoria não é recursivamente enumerável . O segundo teorema da incompletude apenas mostra que a consistência de certas teorias não pode ser provada a partir de axiomas dessas próprias teorias. Ele não mostra que a consistência não pode ser provada a partir de outros axiomas (consistentes). Por exemplo, a consistência da aritmética de Peano pode ser provada na teoria dos conjuntos de Zermelo-Fraenkel ( ZFC ), ou nas teorias aritméticas aumentadas com indução transfinita , como na prova de consistência de Gentzen. Ver também [ editar | editar código-fonte ] Teorema da completude de Gödel Teorema de Löb Trilema de Münchhausen Modelo de aritmética não-padrão Argumento do terceiro homem Referências Artigos de Gödel [ editar | editar código-fonte ] 1931, Über formal unentscheidbare Sätze der Principia Mathematica und verwandter Systeme, I. Monatshefte für Mathematik und Physik 38 : 173-98. 1931, Über formal unentscheidbare Sätze der Principia Mathematica und verwandter Systeme, I. and On formally undecidable propositions of Principia Mathematica and related systems I in Solomon Feferman , ed., 1986. Kurt Gödel Collected works, Vol. I . Oxford University Press: 144-195. The original German with a facing English translation, preceded by a very illuminating introductory note by Kleene . Hirzel, Martin, 2000, On formally undecidable propositions of Principia Mathematica and related systems I. . A modern translation by Hirzel. 1951, Some basic theorems on the foundations of mathematics and their implications in Solomon Feferman , ed., 1995. Kurt Gödel Collected works, Vol. III . Oxford University Press: 304-23. Artigos de Outrem [ editar | editar código-fonte ] George Boolos , 1989, 'A New Proof of the Gödel Incompleteness Theorem', Notices of the American Mathematical Society v. 36, pp. 388–390 and p. 676, reprinted in Boolos, 1998, Logic, Logic, and Logic , Harvard Univ. Press. ISBN 0-674-53766-1 Arthur Charlesworth, 1980, 'A Proof of Godel's Theorem in Terms of Computer Programs,' Mathematics Magazine , v. 54 n. 3, pp. 109–121. JStor Martin Davis , ' The Incompleteness Theorem ', in Notices of the AMS vol. 53 no. 4 (April 2006), p. 414. 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(2001), «Gödel incompleteness theorem» , Encyclopedia of Mathematics , ISBN 978-1-55608-010-4 , Springer v d e Lógica Visão global Áreas acadêmicas Teoria da argumentação Axiologia Pensamento crítico Teoria da computabilidade Semântica formal História da lógica Lógica informal Lógica na ciência da computação Lógica matemática Matemática Metalógica Metamatemática Teoria dos modelos Lógica filosófica Filosofia Filosofia da lógica Filosofia da matemática Teoria das provas Teoria dos conjuntos Conceitos fundamentais Abdução Verdade analítica Antinomia A priori Dedução Definição Descrição Vinculação Indução Inferência Consequência lógica Forma lógica Implicação lógica Verdade lógica Nome Necessidade Significado Paradoxo Mundo possível Pressuposição Probabilidade Razão Raciocínio Referência Semântica Declaração Substituição Sintaxe Verdade Valor da verdade Validade Organon Lógica filosófica Pensamento crítico and Lógica informal Análise Ambiguidade Argumento Crença Credibilidade Evidência Explicação Poder explicativo Fato Falácia Investigação Opinião Parcimônia Premissa Propaganda Prudência Raciocínio Relevância Retórica Rigor Vagueza Teorias da dedução Construtivismo Dialetismo Ficcionalismo Finitismo Formalismo Intuicionismo Atomismo lógico Logicismo Nominalismo Realismo platônico Pragmatismo Realismo Metalógica e Metamatemática Teorema de Cantor Teorema de Church Tese de Church Consistência Método efetivo Fundamentos da matemática Teorema da completude de Gödel Teoremas da incompletude de Gödel Solidez Completude Decidabilidade Interpretação Teorema de Löwenheim–Skolem Metateorema Satisfabilidade Independência Distinção Sin-signo e Legi-signo Distinção uso–menção Lógica matemática Geral Linguagem formal Regra de formação Sistema formal Sistema dedutivo Prova formal Semântica formal Fórmula bem formulada Conjunto Elemento Classe Lógica clássica Axioma Dedução natural Regra de inferência Relação Teorema Consequência lógica Sistema axiomático Teoria dos tipos Símbolo Sintaxe Teoria Lógica aristotélica Proposição Inferência Argumento Validade Irrefutabilidade Silogismo Quadrado das oposições Diagrama de Venn Cálculo proposicional e Lógica booliana Funções boolianas Cálculo proposicional Fórmula proposicional Conectivo lógico Tabela verdade Predicativa Primeira ordem Quantificadores Predicado Segunda ordem Cálculo do predicado monádico Teoria dos conjuntos Conjunto Conjunto vazio Enumeração Extensionabilidade Conjunto finito Função Subconjunto Conjunto de partes Conjunto contável Conjunto recursivo Domínio Imagem da função Par ordenado Conjunto incontável Teoria dos modelos Modelo Interpretação Modelo não padrão Teoria do modelo finito Valor da verdade Validade Teoria da prova Prova formal Sistema dedutivo Sistema formal Teorema Consequência lógica Regra de inferência Sintaxe Teoria da computabilidade Recursão Conjunto recursivo Conjunto enumerável recursivamente Problema de decisão Tese de Church-Turing Função computável Função recursiva primitiva Lógica não clássica Lógica modal Alética Axiológico Deôntica Doxástica Epistêmica Temporal Intuicionismo Lógica intuicionística Análise construtiva Aritmética de Heyting Teoria do tipo intuicionística Teoria do conjunto construtiva Lógica difusa Grau de verdade Regra difusa Conjunto difuso Elemento infinito difuso Operações de conjunto difusas Lógica subestrutural Regra estrutural Lógica relevante Lógica linear Lógica paraconsistente Dialeteísmo Lógica de descrição Ontologia Linguagem ontológica Lógicos Alfarabi Anderson Algazel Al-Razi Aristóteles Averróis Avicena Bain Barwise Bernays Boole Boolos Cantor Carnap Church Chrysippus Curry Dharmakirti Dignāga De Morgan Frege Geach Gentzen Gotama Kanada Gödel Hilbert Ibn al-Nafis Abzeme Ibn Taymiyyah Kleene Kripke Leibniz Löwenheim Mozi Nagarjuna Pāṇini Peano Peirce Putnam Quine Russell Schröder Scotus Skolem Smullyan Suhrawardi Tarski Turing Whitehead William of Ockham Wittgenstein Zadeh Zermelo F. C. S. 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  Miss Universo – Wikipédia, a enciclopédia livre Miss Universo Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Miss Universo Lema ' Confidently Beautiful ' Fundação 1952 Tipo Concurso de beleza Sede Nova York Línguas oficiais Inglês Filiação Miss Universe Organization Presidente Proprietário Paula Shugart William Morris Endeavor Sítio oficial missuniverse.com Miss Universo ( ... a partir de 1952. Em 1950, o Miss America , o concurso nacional de beleza norte-americano até então ... organização e divulgação acabou levando ao nome final pelo qual é conhecido. [ 6 ] Então, em 1952 ... da rainha Elizabeth II . [ 7 ] Desde então, o concurso se realiza anualmente. [ 6 ] Um fato ocorrido ... , a Kayser-Roth foi comprada pela Gulf+Western Industries, então dona dos estúdios de cinema Paramount . Em 1996, Donald Trump comprou os direitos do concurso em parceria com a rede CBS , então geradora em CACHE

Miss Universo – Wikipédia, a enciclopédia livre Miss Universo Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Miss Universo Lema ' Confidently Beautiful ' Fundação 1952 Tipo Concurso de beleza Sede Nova York Línguas oficiais Inglês Filiação Miss Universe Organization Presidente Proprietário Paula Shugart William Morris Endeavor Sítio oficial missuniverse.com Miss Universo ( no original : Miss Universe ) é a mais importante competição internacional de beleza feminina, realizada anualmente e promovida pela Miss Universe Organization , de propriedade da empresa WME-IMG. É um dos eventos mais vistos no mundo, com uma audiência internacional de cerca de 1 bilhão de telespectadores em mais de 180 países. Foi criado na Califórnia em 1952 pela empresa de vestuário Pacific Mills e tornou-se através dos anos um evento da Kayser-Roth Corporation e da Gulf and Western Industries , até ser comprado em 1996 pelo empresário Donald Trump . [ 1 ] Em 1998, o Miss Universo alterou sua razão social de Miss Universe Inc. para Miss Universe Organization e sua sede foi transferida de Long Beach para Nova York . Donald Trump contratou uma nova equipe de profissionais de suas empresas para dirigir e organizar o concurso, incluindo a CEO Molly Miles e a presidente Maureen Reidy. [ 2 ] A organização passou a usar o lema 'Redefinido para o presente' para a realização de seus concursos. Na mesma época criou sua nova logomarca: ' The woman with the stars' ('A mulher com as estrelas'), representando a beleza e a responsabilidade das mulheres em todo o Universo. essa logomarca é usada até hoje. [ 3 ] Em setembro de 2015, Trump vendeu a organização e os direitos sobre os concursos de beleza que ele administrava para a empresa WME-IMG, do empresário William Morris Endeavor. [ 4 ] Tradicionalmente, a vencedora do concurso vive em Nova York durante o período do seu reinado. A atual Miss Universo é a sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters ,que foi eleita em Las Vegas no dia 26 de novembro de 2017. Índice 1 História 1.1 Vencedoras não-oficiais 2 Organizadores 3 O concurso hoje 4 Sistema de classificação 4.1 Formato da competição 4.2 Exibição das notas na TV 4.3 Jurados 5 Coroa 6 Juramento 7 Tema Musical 8 Concursos Nacionais 9 Concurso principal 9.1 Premiações Especiais 10 Televisão 10.1 Nos Estados Unidos 10.2 No Brasil 11 Transmissão 11.1 Transmissão Oficial 11.1.1 Apresentadores 11.1.2 Comentaristas e co-apresentadores 12 Regras e fatos 13 Desempenho lusófono 14 Cidades-Sede 15 Vencedoras 15.1 Conquistas por País 16 Desempenho por Continente 16.1 Américas 16.2 Europa 16.3 Ásia 16.4 África 16.5 Oceania 17 Ver também 18 Referências 19 Ligações Externas História [ editar | editar código-fonte ] O concurso de Miss Universo é inspirado no antigo International Pageant of Pulchritude ( Desfile Internacional de Beleza ) , que, no período de 1926 a 1932, se realizava anualmente (com uma última edição avulsa em 1935) atribuindo o título de 'Miss Universo' à vencedora. A texana Catherine Moylan, Miss Dallas, de 18 anos, foi a primeira a receber este título, numa competição realizada em 17 de maio de 1926, em Galveston , Texas , com a participação de 37 norte-americanas e duas estrangeiras – uma do México e outra do Canadá . [ 5 ] A gaúcha Yolanda Pereira foi a primeira e única brasileira a conquistar o título nessa antiga versão, em 1930 – sem nenhuma relação com o evento posterior – quando houveram dois concursos, um nos EUA e outro no Brasil . A Grande Depressão e os acontecimentos que precederam a Segunda Guerra Mundial levaram à supressão do concurso. No pós-guerra, organizou-se novamente o concurso com novas modelos, e a competição voltou a acontecer a partir de 1952. Em 1950, o Miss America , o concurso nacional de beleza norte-americano até então existente, foi realizado sob o patrocínio dos maiôs Catalina. A vencedora, Yolanda Betbeze, porém, se recusou a posar para fotos vestindo os trajes de banho da patrocinadora, que teve apoio da organização, que declarou que a atitude de Yolanda apontava para um novo status dos concursos de beleza, em que não apenas o físico era relevante, mas também a inteligência, os valores pessoais e a capacidade liderança da mulher.' [ 6 ] Participantes do Miss Universo 1953 , segunda edição do concurso, em Long Beach , Califórnia . Desgostosa com o fato, Catalina retirou-se do Miss America e resolveu criar seu próprio concurso, o Miss USA , e em seguida o Miss Universe, que teve a parceria do Universal Studios . O concurso a princípio teria o nome de 'Miss United Nations' mas a entrada da Universal na organização e divulgação acabou levando ao nome final pelo qual é conhecido. [ 6 ] Então, em 1952, no balneário americano de Long Beach , completamente reconstruído após um terremoto em 1933, aconteceu a primeira edição do concurso. Com um investimento de US$1 milhão, uma fortuna na época, e a participação de 29 concorrentes de todo o mundo, além de participantes de estados americanos ( Miss Havaí - segunda colocada na competição). A finlandesa Armi Kuusela foi a vencedora, recebendo o prêmio máximo, um contrato com a Universal. Sua coroa, usada apenas esta vez, era uma réplica menor da coroa da rainha Elizabeth II . [ 7 ] Desde então, o concurso se realiza anualmente. [ 6 ] Um fato ocorrido durante o ano de reinado de Kuusela acabaria criando regras mais rígidas para o concurso dali em diante. Numa de suas inúmeras viagens pelo mundo, ela conheceu um empresário filipino em Manila , por quem apaixonou-se à primeira vista. A relação foi tão fulminante que a Miss Universo abandonou as obrigações com a organização ao meio e voou com o empresário para Tóquio , no Japão , onde casaram-se, renunciando a coroa nos dias posteriores. O fato fez com que a partir dali mulheres casadas não pudessem mais participar do evento e, oficialmente, as regras passaram a estipular que caso uma Miss Universo não pudesse por qualquer motivo completar seu mandato, ela seria imediatamente substituída pela segunda colocada, que assumiria o título e as obrigações decorrentes dele pelo restante do mandato anual. [ 6 ] Entre 1952 e 1971, todas as edições do concurso foram realizadas nos Estados Unidos, divididos entre a Califórnia e a Flórida. A partir daí, espalhou-se pelo mundo, com cidades anfitriãs na Ásia , Europa , Oceania , África , Caribe e América do Sul . [ 8 ] Vencedoras não-oficiais [ editar | editar código-fonte ] Dorothy Britton. Os resultados dos concursos anteriores não são considerados oficiais pela Miss Universe Organization. [ 9 ] Ano Vencedora País Local do evento 1926 Catherine Moylan Estados Unidos Galveston , Estados Unidos 1927 Dorothy Britton Estados Unidos Galveston , Estados Unidos 1928 Ella Van Hueson Estados Unidos Galveston , Estados Unidos 1929 Lisl Goldarbeiter Áustria Galveston , Estados Unidos 1930 (1) Dorothy Dell Goff Estados Unidos Galveston , Estados Unidos 1930 (2) Yolanda Pereira Brasil Rio de Janeiro , Brasil 1931 Netta Duchâteau [ 10 ] Bélgica Galveston , Estados Unidos 1932 Keriman Halis [ 11 ] Turquia Spa , Bélgica 1935 Charlotte Wassef [ 12 ] Egito Bruxelas , Bélgica Organizadores [ editar | editar código-fonte ] Nos primeiros anos, o certame esteve sob a responsabilidade da empresa de vestuário Pacific-Mills e teve como patrocinador principal a marca de maiôs Catalina. Mais tarde, foi vendido para a empresa Kayser-Roth . Em 1977, a Kayser-Roth foi comprada pela Gulf+Western Industries, então dona dos estúdios de cinema Paramount . Em 1996, Donald Trump comprou os direitos do concurso em parceria com a rede CBS , então geradora em nível internacional. No final de 2002, Trump revenderia dois contratos relativos aos direitos de transmissão: um com a rede NBC , para transmissão em território norte-americano (que incluiria uma transmissão em espanhol por sua subsidiária a Telemundo ) e outro com a empresa Alfred Haber, para a distribuição internacional do evento. Em 2015 um novo contrato foi assinado, com o sinal da transmissão em espanhol passando a ser distribuído pela Univisión . [ 13 ] Entre 2002 e 2015, o Miss Universo era uma joint-venture entre a rede de televisão NBC e Trump, sendo cada um proprietário de 50% do negócio. Em julho deste ano, após os comentários de Donald Trump com relação aos imigrantes mexicanos durante o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência dos Estados Unidos em 2016, a emissora cortou todos os laços com o empresário, inclusive cancelando a transmissão dos concursos ligados à MUO. [ 14 ] Em setembro de 2015, Trump comprou a metade das ações que estavam em propriedade da NBC e três dias depois revendeu 100% do negócio para a agência WME/IMG, de William Morris Endeavor . Os documentos das finanças pessoais de Trump entregues à Federal Election Commission por conta de sua candidatura, indicam que a Miss Universe Organization tem um valor entre 5 e 25 milhões de dólares. [ 4 ] Após a venda, a presidente da Organização continuou a ser a executiva Paula Shugart, que assumiu o cargo durante a era Trump. [ 15 ] A partir de 2015, os direitos de televisão são também de responsabilidade da Fox . [ 16 ] O concurso hoje [ editar | editar código-fonte ] A cada ano aproximadamente 1000 milhões de pessoas assistem a final do concurso transmitida ao vivo para todo mundo [ carece de fontes ? ] . Um total de 170 nações, territórios e regiões especiais já enviaram uma candidata. O concurso passa por constante instabilidade no número de países participantes. Ao mesmo tempo que países tradicionais deixam de participar,como a Grécia (que participou pela última vez em 2015) e o Chipre que deixou de participar do concurso em 2012. Novos países passaram a participar do concurso e assim se adicionaram a lista recentemente: Gabão (2012), Lituânia (2012), Azerbaijão (2013), Serra Leoa (2016) e mais recentemente Camboja (2017), Laos (2017) e Nepal (2017). Entre algumas das celebridades que competiram no concurso foram as políticas Tanja Karpela ( Finlândia 1991), Anke van Dermeersch ( Bélgica 1992). as top models Helena Christensen ( Dinamarca 1986), e Flaviana Matata ( Tanzânia 2007). a estilista e estrela de reality-show Anya Ayoung-Chee ( Trinidad e Tobago 2008). as atrizes Vera Fischer ( Brasil 1969), Maribel Guardia ( Costa Rica 1978), Paola Turbay ( Colômbia 1992), Jacqueline Bracamontes ( México 2001), Gal Gadot ( Israel 2004) e Mónica Spear ( Venezuela 2005). O Miss Universo tem dois concursos irmãos: Miss USA : concurso que elege a candidata dos Estados Unidos ao Miss Universo. O Miss USA e o Miss Universo durante os primeiros anos dos concursos eram praticamente realizados ao mesmo tempo e as suas candidatas conviviam juntas. A única diferença era que o Miss USA era realizado dois dias antes. Miss Teen USA : versão para adolescentes do Miss USA, criado em 1983 . Os três concursos são de propriedade, vendidos e franqueados pela Organização Miss Universo. A ganhadora começa as suas atividades como Miss Universo imediatamente após a sua coroação, se tornando a principal imagem da Organização e fixa sua residencia, tal como a maioria das suas atividades na cidade de Nova York , Estados Unidos , durante a duração de seu reinado. Quem queira a participação da Miss Universo para qualquer evento (inclusive a sua visita oficial a qualquer país) deve entrar em contato com a Organização Miss Universo. Sistema de classificação [ editar | editar código-fonte ] A eleição da Miss Universo é um processo muito demorado, que ano após ano, envolve muita gente e dinheiro ao redor do mundo. O sistema do Miss Universo é composto por franquias. Para cada país interessado em enviar uma candidata, existe um franquiado que, após pagar uma quantia de dólares , que varia de acordo com tamanho e a capacidade do país, tem os direitos locais para enviar uma candidata local ao concurso. Algumas dessas regras: Que a delegada seja legalmente mulher—deixando a possibilidade de uma candidata transexual participe, se seu país a reconhece legalmente como mulher. Que nunca tenha se casado. Que nunca esteve grávida. Que seja a ganhadora do concurso nacional, e caso não cumpra os requisitos é enviada a segunda colocada. também se aceitam designações de candidatas em casos especiais. Que tenha a nacionalidade do país que esteja representando. Que tenha entre 18 e 28 anos em 1° de fevereiro do ano que esteja competindo. Que tenha a real disposição de ser Miss Universo e as atribuições do título. Uma franquia não poderá escolher uma nova candidatura, enquanto a sua titular não competir no concurso do ano corrente. Caso isto ocorra, o país está eliminado do concurso seguinte. Existem outras regras e exceções a estas que são adaptadas para cada franquia, dependendo da situação específica de cada um. Ao contrário do que se popularmente diz, as seguintes situações não quebram o regulamento do concurso: O Miss Universo não proíbe cirurgias e nem procedimentos estéticos. O Miss Universo não pede estatura mínima. O Miss Universo não proíbe participantes que tenham pousado nuas e nem de roupas íntimas. O Miss Universo não pede um peso mínimo, nem um peso máximo para as suas concorrentes O Miss Universo não promove estereótipos raciais e nem étnicos para a representação de cada país. Em cada país se organiza uma certame local, que vai de eventos austeros e simples, como audições e castings, até eventos extremamente produzidos. Existem numerosos títulos nacionais, que são extremamente tradicionais e servem para escolher a representante do dito país no Miss Universo, como o Miss USA , o Miss Venezuela , o Miss França , o Miss África do Sul . Existem outros que renasceram recentemente após da mudança do franqueado como o Miss Brasil Be Emotion , o Miss Universo Japão e o Miss Diva, que escolhe a representante indiana para o concurso. Após esse processo, que começa com mais de um ano de antecedência, a delegada se junta a um grupo das delegadas de outros países, que varia de 70 a 90 candidatas e que se reúnem em uma cidade ao redor do mundo entre três semanas e um mês. Cumprem diversas atividades, que vão de gravações que promovem a cidade-sede, até jantares com os chefes do executivo local e ocasionalmente o nacional e eventos com os patrocinadores. Também existe a competição de traje típico, onde cada candidata apresenta uma roupa típica do seu país.Por volta de uma semana antes da final é feita a primeira apresentação das candidatas no chamado 'Presentation Show' (conhecido também como a Preliminar), onde cada candidata desfila em trajes de banho (entre 2014 e 2016 o traje era escolhido pelas próprias candidatas) e em traje de noite (de acordo com o gosto pessoal de cada candidata). Após a preliminar, as candidatas são entrevistas pessoalmente por uma banca de jurados preliminares, juntamente com a Organização Miss Universo. Esta banca tem o poder de eleger um número de finalistas. Depois da competição preliminar, um número de candidatas é escolhido e estas evoluem para as semifinalistas,cujo o número varia de ano para ano. (16 em 2017).Quando Donald Trump era dono do concurso ele escolhia pessoalmente cinco das semifinalistas. As semifinalistas são anunciadas por ordem aleatória e ao vivo. Em 2017, essa classificação passou a ser anunciada por grupos continentais de 4 candidatas cada. As notas das agora semifinalistas são zeradas e elas são novamente avaliadas por uma outra banca que transmite sua opinião por meio de notas que variam de 0 a 10. Durante a final, cada etapa é eliminatória e as médias das anteriores vão se acumulando. Normalmente, a final se desenvolve da seguinte forma : Voltam a competir em traje de banho, mas um grupo de candidatas (em 2017, foram 6 candidatas) é eliminado. As restantes competem em traje de noite e assim mais um grupo (em 2017, foram 4 candidatas) é eliminado. As que sobraram respondem a uma pergunta final (elaboradas especificamente para elas) e outro grupo é eliminado (em 2017, foram 2 candidatas) As agora finalistas, respondem uma pergunta comum a todas (em 2017, foram 3) e as posições finais assim são então definidas. Este processo constantemente sofre mudanças, respeitando as demandas da Organização Miss Universo,por isso é difícil assegurar que seja o mesmo em cada edição. Antes de se anunciar as semifinalistas sempre se declara que uma banca de jurados classificatória, em conjunto com os membros da Organização Miss Universo, escolhem secretamente o quadro das escolhidas com base na sua atuação nas preliminares. Formato da competição [ editar | editar código-fonte ] Nos primeiros anos, as competidores que passavam da primeira classificatória eram anunciadas após a seleção preliminar. De 1965 em diante, as semifinalistas passaram a ser escolhidas em segredo pelos jurados, com seu anúncio feito apenas na noite da final oficial transmitida pela televisão. As semifinalistas então competem novamente em trajes de gala e biquíni e as cinco finalistas são anunciadas. Em 1960 uma entrevista foi incluída para definir a vencedora e a segunda colocada. De 1959 a 1964 houveram pequenas mudanças no formato de escolha. Nestes anos não houve um último corte final, a Miss Universo e as demais quatro colocadas, eram anunciadas diretamente do grupo de 15 semifinalistas. Em 1965, o concurso voltou ao formato inicial, com um corte final de cinco finalistas e assim se manteve até 1989. Em 1969, uma última questão foi colocada às últimas cinco finalistas. A pergunta final passou a ser uma das principais características do espetáculo e passou a ser utilizada em diversos concursos. A partir de 1990 ela se estabeleceu e desde então faz parte obrigatória de todas as edições, sendo que a pergunta é considerada o critério de maior importância,já que a qualidade das respostas dadas pelas finalistas é crucial para a decisão final dos jurados. Em 1990, a organização implementou mudanças profundas na competição. Ao invés de cinco finalistas, o grupo passou a ser reduzido de dez semifinalistas para seis. Cada classificada então selecionava aleatoriamente por sorteio um jurado e respondia a uma pergunta feita por este jurado. Após isso, o grupo então era novamente reduzido e desta vez para três últimas concorrentes que tinham que responder a pergunta final que era igual para todas. Este formato se manteve até 1997. De 1998 a 1999 o número de finalistas saídas das dez semifinalistas voltou a ser reduzido para cinco mas continuou a haver um último corte que as reduzia às três finais. A partir de 2001, o formato tradicional com 5 finalistas, dali saindo a nova Miss Universo,retornou. Em 2000 a parte das entrevistas nas semifinais foi retirada e as competidoras voltaram, como no concurso em suas origens, apenas a desfilar com os trajes de gala e os de banho. Em 2003 voltou a haver uma primeira seleção de 15 semifinalistas ao invés de dez. Um corte seguinte levava às dez semifinalistas e outro às Top 5. A pergunta final passou a variar, em alguns anos eram feitas pelas outras candidatas eliminadas, em outros viam dos jurados, ou então das redes sociais. Em 2006, como as autoridades de Los Angeles não tiveram interesse algum em pagar para que a transmissão fizesse a promoção turística da cidade, como é de praxe desde que o concurso passou a andar pelo mundo. E assim existiria 'um buraco' de 7 minutos na transmissão da final do concurso. Em função disso, para preenchê-lo, a organização resolveu fazer com que o primeiro corte tivesse 20 candidatas, ao invés das 15 tradicionais, de maneira que o processo um pouco mais longo fechasse o tempo em aberto na televisão, o primeiro corte deixou 20 semifinalistas na competição, que participavam do desfile de trajes de banho. Após este desfile, foram cortadas para dez semifinalistas, que competiam então no desfile de traje de noite. Depois desta segunda rodada, as últimas cinco finalistas eram anunciadas e respondiam à pergunta final. Ao final da competição, as segunda, terceira, quarta e quinta colocadas foram anunciadas em ordem decrescente até o anúncio final da nova Miss Universo, coroada então pela miss do ano anterior. No ano seguinte, em 2007, houve nova mudança. Voltando ao primeiro corte com 15 semifinalistas, que participavam do desfile de trajes de banho. Depois desta etapa, dez eram selecionadas para o desfile em traje de noite onde mais cinco eram cortadas. As últimas cinco finalistas então respondiam à pergunta final dos jurados, sendo uma delas escolhida a nova Miss Universo, após o anúncio em ordem decrescente da quinta, quarta, terceira e segunda colocadas. De 2011 a 2013 o número de semifinalistas aumentou de 15 para 16 sendo a última vaga ocupada pela candidata escolhida através da votação popular filtrada pelo site oficial do concurso. Em 2014 o formato usado entre 2003 e 2005 e de 2007 a 2010 retornou com apenas uma alteração: foram feitas duas perguntas finais, uma pelos jurados e a pergunta final foi selecionada pelo Facebook. Em 2015 foi utilizado o seguinte formato: primeiro corte tem 15 semifinalistas, que participam do desfile de trajes de banho. Depois desta etapa, dez são selecionadas para o desfile em traje de noite onde mais cinco são cortadas. As últimas cinco semifinalistas então respondem a uma pergunta específica selecionada para cada uma por meio do Facebook. Após isso, o grupo então é novamente reduzido e desta vez para três últimas concorrentes, estas três finalistas (retornando em parte ao formato usado de 1991 até 2000) são forçadas a apresentar um discurso para as candidatas eliminadas que farão a escolha final,juntamente com os jurados. Em 2016 foi utilizado o seguinte formato: primeiro corte tem 13 semifinalistas:(12 escolhidas de acordo com a sua classificação nas etapas preliminares e 1 que é escolhida pelo público do mundo todo,via aplicativo), que participam do desfile de trajes de banho. Depois desta etapa, nove são selecionadas para o desfile em traje de noite onde mais três são cortadas. As últimas seis semifinalistas então respondem a uma pergunta específica para cada uma elaborada pela Organização Miss Universo. Após isso, o grupo então é novamente reduzido e desta vez para três últimas concorrentes e estas três finalistas responderam a mesma pergunta para os jurados que farão a escolha final. Em 2017 foi utilizado o seguinte formato: primeiro corte voltará a ter 16 semifinalistas: 12 escolhidas de acordo com a sua classificação nas etapas preliminares, respeitando os seus grupos continentais, 3 escolhidas pela Organização Miss Universo e 1 que é escolhida pelo público do mundo todo, via aplicativo), que participaram do desfile de trajes de banho. Depois desta etapa, dez foram selecionadas para o desfile em traje de noite onde mais cinco foram cortadas. As últimas cinco semifinalistas então responderam a uma pergunta específica para cada uma elaborada pela Organização Miss Universo. Após isso, o grupo então foi novamente reduzido e desta vez para as três últimas concorrentes e estas três agora finalistas irão responder a mesma pergunta para definirem as suas posições finais. Exibição das notas na TV [ editar | editar código-fonte ] De 1978 a 2002 era comum ver as notas das misses na TV para saber quem tinha passado e quem não tinha chances de ir às semifinais, bem como as notas de maiô, entrevista individual e trajes de gala. Mas o que determinava a classificação de uma candidata a Miss Universo era a média das notas das preliminares. Terminadas as provas de traje de banho, entrevista e trajes de gala, aparecia uma última ponderação de notas, desta vez para determinar as cinco finalistas. A partir de 2000 a entrevista passou a ser restrita às cinco finalistas. Com as mudanças na classificação implantadas em 1990, a entrevista final era feita para as misses do top 6 e posteriormente às três primeiras finalistas, saídas do top 6 (até 1997) e top 5 (de 1998 a 2000). Em 2001, as cinco finalistas voltaram a ser submetidas a essa prova, o que acontece até hoje. As notas chegaram a ficar extintas entre 2003 a 2006, mas a partir de 2007, as notas parciais voltaram a ser divulgadas pela TV (somente nos desfiles de Traje de Banho e o Traje de Gala). A partir de 2011 as notas dadas pelos jurados as candidatas voltaram a ser mantidas em sigilo. Jurados [ editar | editar código-fonte ] Os jurados do Miss Universo tem a função de avaliar a performance das candidatas na fase preliminar e na noite final do concurso. Há júris separados para o Presentation Show (onde são julgados os quesitos de traje de gala e traje de banho) e a prova de trajes típicos, cuja vencedora era anunciada com antecedência. Para a noite de eleição da nova Miss Universo é chamado um júri formado por ex-misses, personalidades da moda e do entretenimento, jornalistas e artistas da televisão mundial. Entre as celebridades mundiais mais expressivas que já passaram pelo painel de jurados estão os escritores Leon Uris e Mario Vargas Llosa , os atores Peter Sellers , Ginger Rogers , Bo Derek e Jane Seymour , os músicos Dave Navarro , Steve Tyler e Sheila E. , os estilistas Carolina Herrera e Roberto Cavalli , o campeão de boxe Evander Holyfield , a ginasta romena Nadia Comaneci , Pelé , além de Perez Hilton . [ 17 ] e Lele Pons [ 18 ] Coroa [ editar | editar código-fonte ] A coroa da Diamond Nexus na cabeça da Miss Universo 2011 Leila Lopes , usada entre 2009 e 2013. De 1952 até a coroa criada em 2014, oito modelos diferentes delas já foram colocadas sobre a cabeça das eleitas. A coroa usada por mais tempo durou 38 anos e foi estreada com a brasileira Ieda Maria Vargas em 1963. [ 19 ] Um dos elementos que sempre serviu como símbolo de Miss Universo é a coroa. Isso sofreu várias mudanças nos sessenta e três anos do concurso. 1952: a primeira coroa Miss Universe foi usada apenas no primeiro concurso e Armi Kuusela , 'Miss Universe 1952'. É uma réplica em miniatura da coroa usada pela rainha Isabel II do Reino Unido , com joias em uma base de veludo e amarrada à cabeça por uma fita branca. 1953: A segunda coroa Miss Universe foi usada apenas no segundo concurso e por Christiane Martel, Miss Universe 1953 . Era uma pequena coroa metálica dourada, com cinco picos cobertos com uma bola pequena que pendia sobre o centro da figura. o maior pico tinha um pequeno ornamento brilhante. 1954-1960: a terceira coroa de Miss Universo foi usada de 1954 a 1960. É uma peça fina, adornada com brilhantes e pérolas, cuja estrutura foi conformada por dez picos, cinco de cada lado, cada um coberto por uma pérola No centro, a figura de uma estrela ascendente adornava o todo, sendo esse o ornamento principal. 1961-1962: a quarta coroa de Miss Universo foi usada em 1961 e 1962. Era uma coroa clássica de rainha de beleza, estrutura fina, amorfa e simétrica, adornada com folhas brilhantes e com forma de folhas. No centro, uma enorme estrela de seis pontas cobriu o set. 1963-2001: A quinta coroa de Miss Universo é, sem dúvida, a mais emblemática, conhecida e usada. tem servido de inspiração para outros concursos em todos os níveis. É uma coroa fina feita de diamantes, com ornamentos em forma de onda nos lados, enquadrando o logotipo Miss Universe no centro. Esta coroa sofreu transformações diversas e sutis durante seu uso, já que passou de ser uma peça grande, para algo um pouco mais delicado e estreito. No entanto, a estrutura principal sempre foi conservada e é reconhecida como a coroa de 'Miss Universe' até hoje, já que foi usada por quase 40 anos. A primeira vencedora a usar este modelo foi a porto-riquenha Marisol Malaret em 1970. 2002-2007.2017-presente: A coroa usada pela vencedora do concurso entre 2002 e 2007 foi desenhada pela joalheria japonesa Mikimoto, patrocinadora oficial da Miss Universe Organization nestes anos. Ela descreve a ascensão da Fênix , símbolo mitológico do poder, da beleza e do status . A coroa tem 500 diamantes num total de quase 30 quilates, 120 pérolas de tamanhos entre 3 e 18 mm de diâmetro e tem o valor de U$250 mil dólares. [ 20 ] Foi criada pelos artesãos japoneses especialmente para o concurso na Ilha da Pérola Mikimoto, no Japão. A coroa voltou a ser usada na edição de 2017, devido a problemas jurídicos entre a Organização Miss Universo e a Diamonds International Corporation. [ 21 ] 2008: a sétima coroa Miss Universe foi usada apenas na edição de 2008. Projetada por Rosalina Tran Lydster of Jewelry e Dang Thi Kim Lien, da CAO Fine Jewelry, ambos vietnamitas. Com um valor de USD 120 mil, é feito de 18 quilates de branco e ouro, e mais de mil pedras preciosas, incluindo diamantes, quartzo e pedras preciosas. As cores e pedras tentam representar a próspera economia vietnamita e a inspiração e sentimento que vem com o título. Esta coroa fazia parte do contrato para celebrar esta edição de Miss Universe no Vietnã e foi um fracasso ressonante, pois acabou por ser uma peça insignificante sem qualquer impacto. Nas redes sociais alguns fãs a chamam 'La Vietnamoto', combinando as palavras 'Vietnã e Mikimoto' - designer da coroa anterior .Os fãs mexicanos a chamam de, 'Coroa Mi Alegría', em referência a qualidade duvidosa da marca de brinquedos local e a qualidade com que a coroa foi feita No início de 2009, Dayana Mendoza , ' Miss Universo 2008 ', parou de usar esta coroa em suas aparições, sendo progressivamente substítuída pela Ave Fênix. 2009-2013: a oitava coroa Miss Universo foi escolhida pelos internautas de todo o mundo. A MUO encomendou o design para a empresa 'Diamond Nexus Labs', destacando a sustentabilidade, sendo a primeira coroa a conter diamantes artificiais representando também as novas plataformas escolhidas pela Organização Os três projetos que o Diamond Nexus Labs apresentou para votar eram chamados de 'Paz' (Paz), 'Unidade' (Unidade) e 'Esperança' (Esperança). O design que obteve mais votos foi Paz , tornando-se a oitava coroa de Miss Universe . Esta peça foi modificada para seu segundo ano, para ser coroado Stefania Fernandez , Miss Universo 2009 por sua compatriota Dayana Mendoza , Miss Universo 2008 ' ', o design foi alterado após escorregar da mão de Fernandez e cair no chão quen Quando Fernández coroou Ximena Navarrete , Miss Universe 2010 , a coroa foi redesenhada para ter uma melhor estabilidade, suprimindo os arcos superiores que adornavam a peça. As vencedoras deste período também ganhavam uma réplica da mesma para o uso durante os eventos oficiais. 2014-2016: a Diamond International Corporation, especialista em diamantes, anunciou que estava desenvolvendo uma nova coroa para a edição de 2014 do concurso [ 22 ] É uma peça que tem um custo de 300 mil dólares, com um peso de 411 g e com uma base de couro e ganchos que impedem a remoção (para evitar quedas), possui uma base de ouro branco de 18 quilates, adornada com 198 pequenas safiras. A figura principal consiste em 33 cristais de Boêmia, que simulam os grandes arranha-céus da cidade de Nova York, por sua vez decorados com tiras de 311 diamantes. Cinco pedras grandes de topázio azul adornam e contrastam com todo o projeto. [ 23 ] Juramento [ editar | editar código-fonte ] De 1960 a 1990 o Juramento da Miss Universo foi lido após a coroação de cada vencedora (sempre em off , primeiro por uma co-apresentadora e depois pela voz gravada da eleita em inglês): [ 24 ] “ We, the young women of the universe, believe people everywhere are seeking peace, tolerance and mutual understanding. We pledge to spread this message in every way we can, wherever we go. ( Nós, as jovens do universo, acreditamos que as pessoas de todos os lugares buscam a paz, a tolerância e o entendimento mútuo. Nós prometemos difundir esta mensagem de todas as maneiras que pudermos, em todos os lugares que formos. ) ” Tema Musical [ editar | editar código-fonte ] Amostra de Som Orenté - Final Look O ano de 2004 marcou o primeiro ano do uso no Miss Universo da trilha musical Orenté , criada especialmente para ele e que se tornou sua trilha sonora oficial. O score musical era dividido em oito sequências: Orenté Introduction : usada na abertura da transmissão ao vivo pela televisão. Orenté Major : usada no retorno da transmissão após os intervalos comerciais e no momento da coroação. Orenté Elimination : tocada durante o anúncio das 15 semifinalistas. Orenté Fashion Presentation e Orenté Interlude : durante a apresentação das 10 semifinalistas. Orenté Pregunta Final : durante as perguntas feitas pelos jurados às últimas cinco finalistas. Orenté Final Look : usada durante a última apresentação na passarela das cinco finalistas. e Orenté Announcement : durante o anúncio das posições das últimas cinco finalistas. Amostra de Som Trilha sonora a partir de 2011 Seção – Top 16 Uma nova seção musical da trilha Orenté chamada Orenté Curtain Call , passou a ser apresentada em 2008 quando da chamada das candidatas ao palco antes do primeiro corte de semifinalistas, completando um total de nove sequências para o score musical. [ 25 ] A partir de 2011 a Miss Universe Organization contratou uma nova produtora e na edição daquele ano, realizada em São Paulo , Brasil , uma nova trilha sonora foi usada. Sem nome definido, a mesma trilha foi repetida nas edições de 2012 em Las Vegas e de 2013 em Moscou , com a mesma base adaptada. A trilha tem seções originalmente misturadas com fundo de sons de vozes humanas em tons vibrantes, feita especialmente para televisão. Já em Doral , em 2014, novas peças foram apresentadas. Concursos Nacionais [ editar | editar código-fonte ] A cada ano, a organização do Miss Universo recebe propostas de inscrição de países franqueados que desejam enviar representantes nacionais ao concurso. Normalmente, a seleção da candidata nacional ocorre em concursos realizados abertamente ou internamente entre representantes das suas subdivisões nacionais, sendo a vencedora indicada para o Miss Universo. No entanto, este processo não é seguido por todos os países participantes. Como exemplo, em 2000 a Austrália cancelou os concursos nacionais, considerados ultrapassados. As candidatas ao MU passaram a ser enviadas depois um casting entre modelos indicadas por várias agências do país. Apesar de ter sido escolhida desta maneira, em 2004 a australiana Jennifer Hawkins venceu o Miss Universo. A partir de 2005 a Austrália voltou a escolher sua representante através de um concurso nacional. Alguns dos mais bem sucedidos concursos nacionais nas últimas décadas tem sido os da Venezuela , Porto Rico e Estados Unidos, que atraem uma grande audiência televisiva quando transmitidos em seus países. Por exemplo, a maior audiência da televisão venezuelana no ano é o seu concurso nacional. [ 26 ] Os países latinos, especialmente a Venezuela, México , Porto Rico , Colômbia , República Dominicana e Brasil tem dominado o concurso nas últimos anos, suplantando as antigas e primeiras forças europeias, como a Finlândia , Suécia e Alemanha . A Grã-Bretanha - que já participou como Reino Unido , e separadamente como Inglaterra , Escócia e País de Gales - é uma das nações participantes não-vencedoras de maior sucesso, chegando nove vezes entre as Top 5. A Miss Universe Organization tem feito esforços contínuos para expandir o número de participantes contínuos, mas os desfiles em trajes de banho tem sido um entrave para a presença de países islâmicos como a Argélia , por exemplo, enquanto outros como Moçambique e Armênia tem dificuldades em participar por causa dos altos custos da presença de uma candidata no evento (de todos os principais concursos de beleza do mundo, o Miss Universo é o que tem a taxa de franquia mais cara). Até 2017, apenas quatro países haviam participado de todas as edições: Estados Unidos, França , Alemanha e Canadá. [ 27 ] Algumas franquias europeias permitem a presença de candidatas de 17 anos em seus concursos e muitas delas acabam vencendo. Como a idade mínima no Miss Universo é 18 anos, várias vezes estas franquias são obrigadas a enviar outras candidatas nacionais para o Miss Universo. As regras do concurso também punem falsificações em certificações de idade. Concurso principal [ editar | editar código-fonte ] As cinco finalistas da edição 2006: Lauriane Gillieron (Suiça), Lourdes Arevalos (Paraguai), Kurara Chibana (Japão), Tara Conner (EUA) e Zuleyka Rivera (Porto Rico), a Miss Universo 2006 . O Miss Universo é realizado atualmente durante um período de duas a três semanas, com todas as candidatas nacionais já presentes na cidade sede . Da década de 1970 à década de 1990 este período de avaliação durava cerca de um mês. O tempo permite a realização de ensaios para a noite final, apresentações das candidatas em eventos diversos e a realização das competições preliminares, de onde saem as semifinalistas no evento final. De acordo com os organizadores, o concurso é mais do que uma simples competição de beleza física: a Miss Universo precisa ser uma mulher inteligente, culta e de boas maneiras. Em muitos casos, várias candidatas consideradas favoritas são derrotadas pela pelas perguntas. Recentemente, a oratória foi adicionada como critério de avaliação. Atualmente a decisão entre as três finalistas é feita através de um ranking de pontos, estipulados às candidatas durante a apresentação final, em que cada jurado dá posições individuais a cada uma delas. A vitória ocorre com a candidata que tiver a maior média ponderada entre os jurados é coroada. Se há um empate em qualquer etapa, a decisão é feita pelo maior número de pontos das etapas anteriores. A nova Miss Universo assina um contrato de em média um ano com a Miss Universe Organization, além de um prêmio em dinheiro, joias e roupas, e passa seu reinado viajando pelo mundo levando a mensagem de boa vontade e prevenção de doenças como a AIDS. A Miss Universo vigente passa um ano morando em um apartamento de propriedade da Organização Miss Universo na cidade de Nova Iorque, juntamente com a Miss USA e a Miss USA Adolescente. Premiações Especiais [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Lista de premiações especiais do Miss Universo Atualmente, são duas as categorias de premiação especial concedidas pelo Miss Universo. São elas: Miss Simpatia (escolhida pelas próprias candidatas) e Melhor Traje Típico (escolhida por um júri preliminar). Também existia a categoria de Miss Fotogenia, mas ela foi removida do concurso a partir da edição de 2015. Títulos As Filipinas são o país que tem mais títulos de Miss Fotogenia (seis no total). O Brasil venceu a categoria de Melhor Traje Típico quatro vezes. Já na categoria de Miss Simpatia, Portugal e Angola ganharam apenas uma vez. Portugal ganhou em 1999, enquanto Angola venceu o prêmio em 2015. Televisão [ editar | editar código-fonte ] Nos Estados Unidos [ editar | editar código-fonte ] A primeira transmissão de um concurso de Miss Universo ocorreu em 1955 somente para a costa leste norte-americana. Mas foi a partir de 1960, já em Miami , que o concurso passou a ser mostrado em rede nacional pela CBS . No ano de 1966, ocorreu a primeira transmissão em cores. Em 1972, com a introdução do satélite, o Miss Universo passa a ser transmitido para vários países. A partir de 1973, o concurso passa a ser exibido em horário nobre. Em 1978, começa a exibição das pontuações das candidatas qualificadas (ou não) para as semifinais. Esse sistema foi abolida a partir de 2003, mas as pontuações retornaram em 2007. Nesse mesmo ano, a NBC e a Telemundo assumiram os direitos de transmissão tanto do Miss Universo como dos concursos Miss Estados Unidos e Miss Teen EUA (este criado em 1983 como uma versão juvenil do Miss USA). O interesse pelo concurso, entretanto, tem caído bastante no país nas últimas décadas. Segundo o Nielsen , de cerca de 40 milhões de especatadores que ele teve em 1974, menos de seis milhões assistiram à coroação da venezuelana Stefanía Fernández em 2009. [ 28 ] No Brasil [ editar | editar código-fonte ] Desde a eleição de Martha Vasconcellos em 1968, o Miss Universo é exibido por emissoras nacionais. O evento (exibido primeiro em VT ) passou a ser transmitido anualmente ao vivo pela Rede Tupi a partir de 1972, quando este foi realizado em Porto Rico . Na ocasião, a gaúcha Rejane Vieira Costa ficou em segundo lugar, mas uma falha na transmissão impediu que o público visse a coroação da australiana Kerry Anne Wells . Quando o sinal foi restabelecido, o apresentador Bob Barker apareceu apenas para dar o boa-noite e encerrar a transmissão. Com a crise da Tupi, o concurso de 1979 passou a ser transmitido pela Rede Record . Dois anos mais tarde, o SBT (novo organizador do Miss Brasil ) passou a assumir também a transmissão do Miss Universo e, depois, do Miss Mundo . Em 1989, a emissora deixou de transmitir o evento ao vivo. Nove anos mais tarde, o SBT exibiria um VT do Miss Universo 1998, realizado em Honolulu . Desde 2003, os direitos de transmissão do Miss Universo para TV aberta estão sob a responsabilidade da Rede Bandeirantes . Em 2005, o canal TNT comprou os direitos do concurso para transmitir o mesmo em televisão fechada na América Latina. Transmissão [ editar | editar código-fonte ] Bob Barker , o mais longevo apresentador do Miss Universo (1967-87). Na foto, aos 80 anos, em setembro de 2009. Transmissão Oficial [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Lista de apresentadores e atrações musicais do Miss Universo Apresentadores [ editar | editar código-fonte ] Várias figuras da TV norte-americana já passaram pelo posto de apresentador principal do Miss Universo. O que ficou mais tempo nessa função foi Bob Barker , que comandou também o concurso de Miss USA de 1967 a 1987. Nesse ano, Barker abandonou o posto por não conseguir da Organização Miss Universo a proibição da inclusão de casacos de pele como parte dos prêmios da vencedora, assim como empresas do ramo entre as patrocinadoras do certame. [ 29 ] Depois da saída de Barker, outros nomes exerceram essa função como o ator Jack Wagner e as top-models Naomi Campbell e Elle MacPherson . [ 30 ] Comentaristas e co-apresentadores [ editar | editar código-fonte ] Várias atrizes e ex-misses Universo foram co-apresentadoras ou comentaristas. Em 2006, pela primeira vez, um homem assumiu esse posto. Tratava-se de Carson Kressley , um dos integrantes do elenco do programa Queer Eye For The Straight Guy , que dividiu a função com a Miss USA 2004, Shandi Finnessey . [ 31 ] Kressley retornará a função 11 anos depois no Miss Universo 2017 ,juntamente com a coach Lu Sierra . [ 32 ] Outros nomes que se destacaram nessa função foram: Corinna Tsopei (1978), Elke Sommer (1981), Joan Van Ark (1982 a 1985), Mary Frann (1986 e 1987), Tracy Scoggins (1988), Karen Baldwin (1989), Margaret Gardiner (1990), Angela Visser (1991 a 1994), Cecilia Bolocco (1993), Julie Moran (1998 a 2000), Brook Lee (2001 e 2002), Roselyn Sánchez (2015) e mais recentemente Ashley Graham (2016). Regras e fatos [ editar | editar código-fonte ] Pelas regras do concurso, a candidata a Miss Universo deve residir ou ser naturalizada há pelo menos um ano no país pelo qual vai competir. É o caso da russa Natalie Glebova , que se naturalizou canadense depois de sua eleição, em 31 de maio de 2005. No ano anterior , Natalie participara do Miss Canadá Universo, mas não fora eleita. Não é permitida a participação de mulheres casadas – nem ex-casadas ou com casamentos anteriores anulados – com filhos ou grávidas, e menores de 18 e maiores de 27 anos, até 1 de fevereiro do ano em que pretendem competir. [ 33 ] Modelos que tenham participado de ensaios eróticos antes do concurso ou que apresentem idade falsa no ato da inscrição também estão proibidas de participar. Todas as candidatas a Miss Universo devem ter obrigatoriamente passaporte e visto para os Estados Unidos . Em caso de vitória, a miss ganha visto de residência, pois passa a residir em Nova York durante seu reinado A peruana Gladys Zender tornou-se a sua criação. [ 34 ] Seu país de origem sediaria o Miss Universo em 1982 . Em 1958, a colombiana Luz Marina Zuluaga foi a 2ª colocada no Miss Colômbia, mas por impedimento da vencedora, ela foi a Miami Beach e acabou sendo coroada a Miss Universo 1958 . [ 6 ] Em 2009, pela primeira vez, um país conseguiu coroar a Miss Universo por dois anos consecutivos. A venezuelana Dayana Mendoza coroou como sua sucessora sua compatriota Stefania Fernández . [ 35 ] Segundo Michael Schwandt, coreógrafo do evento, o então proprietário da marca Donald Trump , e Paula Shugart , presidente da MUO, escolhiam pessoalmente cinco das quinze semifinalistas do concurso, restando aos jurados das rodadas premilinares a escolha das outras dez que iriam compor o grupo das Top 15. [ 36 ] A partir de 2012, a Miss Universe Organization passou a aceitar transexuais nos eventos organizados por ela, o Miss Universo, Miss USA , Miss Canadá e Miss Teen USA , [ 37 ] deixando a critério das suas franqueadas autorizar ou não a participação de transexuais em seus concursos nacionais. [ 38 ] Desempenho lusófono [ editar | editar código-fonte ] Ieda Maria Vargas , a primeira brasileira eleita Miss Universo. (Foto: © 1995-2009 Pageant News Bureau, Inc.) Para ver todas as classificações das brasileiras no concurso, ver Brasil no Miss Universo . Desde sua criação em 1952, o Brasil – que participou pela primeira vez em 1954 – venceu em duas ocasiões, a primeira em 1963 com a gaúcha Ieda Maria Vargas , e em 1968 com a baiana Martha Vasconcellos . Mais cinco brasileiras conquistaram o segundo lugar: Martha Rocha ( 1954 ), a amazonense Terezinha Morango ( 1957 ), a carioca Adalgisa Colombo ( 1958 ), a gaúcha Rejane Goulart ( 1972 ) e a mineira Natália Guimarães ( 2007 ). [ 39 ] O país participou de todas as edições do concurso, com exceção de 1990, quando o concurso de Miss Brasil foi cancelado. [ 40 ] O Brasil conquistou um terceiro lugar com Priscila Machado ( 2011 ). E dois 4º lugares com Marta Jussara da Costa ( 1979 ) e Adriana Alves de Oliveira ( 1981 ).Durante as décadas de 1960 e de 1970, os concursos de miss eram extremamente populares no Brasil e o Miss Universo tinha grande penetração entre o público e a imprensa brasileira. Na década de 60, a Miss Universe Inc. chegou a considerar o Miss Brasil o mais bem organizado e produzido concurso nacional do mundo e a cobertura da imprensa brasileira, principalmente através das revistas Manchete e Cruzeiro , a que seguia as edições anuais do evento com mais atenção e detalhes. As duas revistas são consideradas ainda hoje, pelos sites especializados internacionais, como a principal fonte de informação histórica do concurso em todo o mundo. [ 41 ] O melhor resultado de um país lusófono além do Brasil foi o de Angola em 2011, quando Leila Lopes foi eleita Miss Universo. [ 42 ] O país participou de catorze edições do concurso, a primeira delas em 1998. Portugal também em 2011 teve a sua primeira semifinalista: Laura Gonçalves ficou entre as 10 semifinalistas, após ser eleita para o Top 16 pela Internet. O país participou de 31 das 62 edições realizadas do concurso. [ 43 ] Cidades-Sede [ editar | editar código-fonte ] Entre 1952 e 1971, o concurso foi sempre realizado nos Estados Unidos: entre 1952 e 1959 em Long Beach , na Califórnia e de 1960 a 1971 em Miami Beach , na Flórida . Com a introdução do satélite nas transmissões de TV, as sedes começaram a ser rotativas a partir de 1972. somente doze anos mais tarde, em 1983, voltou a ser realizado nos EUA. Veja outras localidades: Ásia : em 1974 ( Manila ), 1994 e 2016( Pasay ), 1976 ( Hong Kong ), 1980 ( Seul ), 1987 ( Singapura ), 1988 ( Taipé ), 1992 e 2005 em Bangkok e Nha Trang em 2008. América do Sul : 1982 ( Lima ), 2004 ( Quito ) e em 2011 ( São Paulo ). América do Norte fora dos EUA: o México foi o anfitrião por quatro vezes: Acapulco (1978), Cancún (1989) e Cidade do México (1993 e 2007) e a edição de 2009 foi em Nassau . América Central : 1975 em ( São Salvador ), 1986 e 2003 na ( Cidade do Panamá ), 1972 em ( Dorado ), 1977 ( Sto Domingo ), 2001 ( Bayamón ), 2002 ( San Juan ). Europa : sediou o concurso apenas três vezes: Atenas (1973), Nicósia (2000) e Moscou (2013). Oceania : sediou o concurso em Perth , Austrália , em 1979. África : Windhoek , Namíbia , em 1995. Vencedoras [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Lista de vencedoras do Miss Universo Abaixo estão as dez últimas vencedoras da competição: Ano País Vencedora Representação' I A Local do Evento 2008 Venezuela Dayana Mendoza Amazonas 18 1.78 Nha Trang 2009 Venezuela Stefanía Fernández Trujillo 18 1.78 Nassau 2010 México Ximena Navarrete Jalisco 22 1.74 Las Vegas 2011 Angola Leila Lopes Benguela 25 1.79 São Paulo 2012 Estados Unidos Olivia Culpo Rhode Island 20 1.66 Las Vegas 2013 Venezuela Gabriela Isler Guárico 25 1.80 Moscou 2014 Colômbia Paulina Vega Atlántico 22 1.76 Doral 2015 Filipinas Pia Wurtzbach Cagayan de Oro 26 1.73 Las Vegas 2016 França Iris Mittenaere Nord-Pas-de-Calais 22 1.72 Pasay 2017 África do Sul Demi-Leigh Nel-Peters Cabo Ocidental 22 1.71 Las Vegas Conquistas por País [ editar | editar código-fonte ] País T Vitórias Estados Unidos 8 1954, 1956, 1960, 1967, 1980, 1995, 1997, 2012 Venezuela 7 1979, 1981, 1986, 1996, 2008, 2009, 2013 Porto Rico 5 1970, 1985, 1993, 2001, 2006 Filipinas 3 1969, 1973, 2015 Suécia 3 1955, 1966, 1984 África do Sul 2 1978, 2017 França 1953, 2016 Colômbia 1968, 2014 México 1991, 2010 Japão 1959, 2007 Canadá 1982, 2005 Austrália 1972, 2004 Índia 1994, 2000 Trindade e Tobago 1977, 1998 Tailândia 1865, 1988 Finlândia 1952, 1975 Brasil 1963, 1968 Angola 1 2011 República Dominicana 2003 Panamá 2002 Botsuana 1999 Namíbia 1992 Noruega 1990 Holanda 1989 Chile 1987 Nova Zelândia 1983 Israel 1976 Espanha 1974 Líbano 1971 Grécia 1964 Argentina 1962 Alemanha 1961 Peru 1957 Desempenho por Continente [ editar | editar código-fonte ] Américas [ editar | editar código-fonte ] Total: 35 (8) - Estados Unidos (7) - Venezuela (5) - Porto Rico (2) - Brasil (2) - Canadá (2) - Colômbia (2) - México (2) - Trindad e Tobago (1) - Argentina (1) - Chile (1) - Panamá (1) - Peru (1) - Rep. Dominicana Europa [ editar | editar código-fonte ] Total: 12 (3) - Suécia (2) - França (2) - Finlândia (1) - Alemanha (1) - Espanha (1) - Grécia (1) - Holanda (1) - Noruega Ásia [ editar | editar código-fonte ] Total: 11 (3) - Filipinas (2) - Índia (2) - Japão (2) - Tailândia (1) - Israel (1) - Líbano África [ editar | editar código-fonte ] Total: 5 (2) - África do Sul (1) - Angola (1) - Botsuana (1) - Namíbia Oceania [ editar | editar código-fonte ] Total: 3 (2) - Austrália (1) - Nova Zelândia Ver também [ editar | editar código-fonte ] Brasil no Miss Universo Angola no Miss Universo Portugal no Miss Universo Referências ↑ «Japan's Mori wins troubled Miss Universe contest» . Reuters . Consultado em 9 de julho de 2017 ↑ [1] ↑ [2] ↑ a b «Donald Trump just sold off the entire Miss Universe Organization after buying it 3 days ago» . Business Insider . Consultado em 17 de setembro de 2015 ↑ «Catherine Moylan, Miss Universo 1926 LOS AÑOS DE GALVESTON» (em espanhol). ChileanCharm . 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Consultado em 8 de junho de 2013 ↑ [11] ↑ [12] ↑ [13] ↑ [14] ↑ [15] ↑ [16] ↑ [17] ↑ [18] Ligações Externas [ editar | editar código-fonte ] O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Miss Universo Página do Miss Universo (em inglês ) v • e Miss Universo 1951 · 1952 · 1953 · 1954 · 1955 · 1956 · 1957 · 1958 · 1959 · 1960 1961 · 1962 · 1963 · 1964 · 1965 · 1966 · 1967 · 1968 · 1969 · 1970 1971 · 1972 · 1973 · 1974 · 1975 · 1976 · 1977 · 1978 · 1979 · 1980 1981 · 1982 · 1983 · 1984 · 1985 · 1986 · 1987 · 1988 · 1989 · 1990 1991 · 1992 · 1993 · 1994 · 1995 · 1996 · 1997 · 1998 · 1999 · 2000 2001 · 2002 · 2003 · 2004 · 2005 · 2006 · 2007 · 2008 · 2009 · 2010 2011 · 2012 · 2013 · 2014 · 2015 · 2016 · 2017 · 2018 · 2019 · 2020 Organização · Vencedoras · Prêmios especiais · Apresentadores e atrações musicais v • e Concursos de Beleza Concursos de Miss Nacionais África do Sul · Albânia · Alemanha · Angola · Argentina · Austrália · Áustria · Bélgica · Brasil · Bulgária · Cabo Verde · Canadá · China · Chipre · Colômbia · Coreia do Sul · Egito · Espanha · Estados Unidos · Estónia · Filipinas · Finlândia · França · Grécia · Índia · Israel · Islândia · Itália · Japão · Jamaica · Kosovo · México · Montenegro · Nicarágua · Nova Zelândia · Panamá · Países Baixos · Paraguai · Peru · Porto Rico · Portugal · Reino Unido · República Tcheca · República Dominicana · Romênia · Rússia · Sérvia · Suíça · Suécia · Tailândia · Trinidad & Tobago · Ucrânia · Uruguai · Venezuela Concursos de Miss Miss Universo · Miss Mundo · Miss Internacional · Miss Terra · Miss Intercontinental · Miss Grand International · Miss Supranacional · Miss Eco International · Miss All Nations · Miss Globo Internacional · Miss Global Beauty Queen · Miss Globo · Miss Global · Miss Mundo Universitária · Miss Model of the World · Face of Beauty International · Miss Turismo Internacional · Miss Tourism Queen International · Miss Tourism Queen of the Year International · Miss Tourism Universe · Miss Continentes Unidos · Miss América Latina · Miss Panamerican International · Miss Atlántico Internacional · Rainha Hispano-Americana · Rainha Internacional do Café · Rainha Mundial da Banana · Rainha Internacional da Pecuária Concursos LGBT Miss International Queen Concursos Antigos Miss Guanabara · Miss Italia nel Mondo Concursos de Modelos Supermodel of the World · Top Model of the World · Elite Model Look · Supermodel Internacional Concursos Teens Miss Teen Internacional · Miss Teen Earth Obtida de ' https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Miss_Universo&oldid=50859178 ' Categoria : Miss Universo Categorias ocultas: !CS1 espanhol-fontes em língua (es) !CS1 inglês-fontes em língua (en) !Artigos que carecem de notas de rodapé Menu de navegação Ferramentas pessoais Não autenticado Discussão Contribuições Criar uma conta Entrar Domínios Artigo Discussão Variantes Vistas Ler Editar Editar código-fonte Ver histórico Mais Busca Navegação Página principal Conteúdo destacado Eventos atuais Esplanada Página aleatória Portais Informar um erro Loja da Wikipédia Colaboração Boas-vindas Ajuda Página de testes Portal comunitário Mudanças recentes Manutenção Criar página Páginas novas Contato Donativos Imprimir/exportar Criar um livro Descarregar como PDF Versão para impressão Noutros projetos Wikimedia Commons Ferramentas Páginas afluentes Alterações relacionadas Carregar ficheiro Páginas especiais Hiperligação permanente Informações da página Elemento Wikidata Citar esta página Noutros idiomas العربية مصرى Bikol Central Беларуская (тарашкевіца)‎ Български বাংলা Català Čeština Dansk Deutsch Ελληνικά English Esperanto Español Eesti فارسی Suomi Français Galego עברית हिन्दी Hrvatski Magyar Bahasa Indonesia Italiano 日本語 Basa Jawa ქართული ಕನ್ನಡ 한국어 Kurdî Lietuvių मैथिली Монгол मराठी Bahasa Melayu Nederlands Norsk Polski پنجابی Română Русский Srpskohrvatski / српскохрватски සිංහල Simple English Slovenčina Shqip Српски / srpski Svenska ไทย Tagalog Türkçe Українська Vepsän kel’ Tiếng Việt 吴语 中文 文言 粵語 Editar hiperligações Esta página foi editada pela última vez à(s) 16h50min de 27 de dezembro de 2017. 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  Idade Média * Glória da Idade Média: Cristandade skip to main | skip to sidebar Idade Média * Glória da Idade Média INICIO GLÓRIA ESPAÑOL CLUNY SANTA JOANA D'ARC TEMAS CANÇÕES DE GESTA Canções de gesta Gesta Dei per francos CAVALARIA A CAVALARIA Ordens de Cavalaria Templários CIVILIZAÇÃO CRISTÃ Carlos Magno Civilização Cristã Cristandade Cruzadas Blog As Cruzadas França CIÊNCIA Arquitetura Astronomia ... que pediam esmola. Um era cego e o outro mancava. Então lhes disse: “eu não tenho nem ouro nem prata ... de seu episcopado, ele viu uma coluna de fogo que descia do céu até sua casa. Ele compreendeu então ... deste mundo às coisas do alto. “Ela pode então ser levada pelas águas, mas não pode ser ... , então, pode ser justo ao mesmo tempo que tu castigues os maus e lhes perdoes? Ou será que, sob certo ... Lúcifer e Vênus, que chamavam, Chabar ou grande, até o tempo de Heráclio. “Então levantou-se entre eles CACHE

Idade Média * Glória da Idade Média: Cristandade skip to main | skip to sidebar Idade Média * Glória da Idade Média INICIO GLÓRIA ESPAÑOL CLUNY SANTA JOANA D'ARC TEMAS CANÇÕES DE GESTA Canções de gesta Gesta Dei per francos CAVALARIA A CAVALARIA Ordens de Cavalaria Templários CIVILIZAÇÃO CRISTÃ Carlos Magno Civilização Cristã Cristandade Cruzadas Blog As Cruzadas França CIÊNCIA Arquitetura Astronomia Ciências Invenções, ciência, técnica Progresso Técnica CLASSES SOCIAIS Classes sociais Clero Papas Reis Nobreza Feudalismo Escravidão Trabalho Vassalagem CULTURA Arte Cultura Literatura Simbolismo Direito ECONOMIA Agricultura Agricultura Economia Impostos Família Guerra História IGREJA Igreja Educação Universidade Hospital Inquisição Mosteiros Nossa Senhora Paz União Igreja-Estado A CAVALARIA APRESENTAÇÕES AULAS CODEX (diversos) GREGORIANO GREGORIANO (MP3) MÚSICA NATAL VIDEOS 360º Blog Idade Média CASTELOS CERIMÔNIAS MUSICA POWERPOINTS VIDEOS VIDEOS da França 360º CATEDRAIS ABADIAS MÚSICA ÓRGÃO POWERPOINTS SINOS VIDEOS (só França) VIDEOS (menos França) VITRAIS 360º 360º só França CIDADE VIDEOS MÚSICAS 360º CONTOS CANTIGAS VIDEOS CRUZADAS APOLOGIA O ISLÃ segundo Papas e santos Balduíno IV CANÇÃO DE ROLAND GESTA DEI PER FRANCOS MUSICA VIDEOS 360º PAPAS Beato URBANO II Carta de Instrução 'Popolo dei Franchi' Sermão em Clermont-Ferrand Outro testemunho São Gregório VII São Pio V Beato Eugênio III Celestino III Inocêncio III João VIII Pascoal II PIO II SANTOS São Bernardo A franceses e bávaros Sermão Elogio dos Templários São Francisco de Assis Mansidão e força Diante do Sultão Exemplo pessoal O Direito de Cruzada São Luís IX Retrato pelo príncipe de Joinville São Luís e o mameluco Morte na IX Cruzada Santa Teresinha Beato Marco d'Aviano HERÓIS Balduíno IV Carlos Magno Godofredo de Bouillon Santa Joana d'Arc Santa Clotilde Ricardo Coração de Leão São Luís IX, rei São Nuno Álvares Pereira VIDEOS ORAÇÕES CANTICOS NATAL Semana Santa e Páscoa VIA SACRA VIDEOS Nossa Senhora Milagres Corpus Christi São Bernardo São Fernando SIMBOLOS VIDEOS BALDUINO IV, rei leproso de Jerusalém Balduíno IV: o rei de Jerusalém herói, santo e leproso Guerreiro providencial O rei de fábula cheia de luz sobrenatural O rei católico que venceu Saladino e o Islã Montgisard: Balduíno de maca e 500 templários desfazem o exército de Saladino O jovem rei doente que se fazia temer e respeitar pelos muçulmanos O rei cruzado e leproso de Jerusalém: um amado de Deus Quase cego e imobilizado, vence a Saladino e a inépcia dos vassalos Balduíno IV é enterrado ao pé do Gólgota, junto ao Santo Sepulcro “Possamos venerar Balduíno IV nos altares!” Missa de réquiem em Paris, 830 anos depois Balduíno IV, modelo perfeito de monarca francês, espelho do próprio Cristo Cluny: encarnação da Jerusalém celeste A música deve obedecer a regras divinas imutáveis: “ A música conduz a Deus da mesma maneira que a aritmética, pois segundo Santo Agostinho, os números e as proporções sensíveis levam a Deus. “‘Porque possuem regras imutáveis de modo algum instituídas pelos homens que trasbordam de sagaz engenho’. “Ora, de onde vêm estas leis imutáveis? “Não do ser humano que cambia e morre, mas de um Espírito superior eterno e imóvel que é Deus. “ A música humana imita os coros angélicos e constitui uma homenagem agradável a Deus. David está ali para prová-lo. Eliseu procura na música um estímulo para a inspiração profética. o Apocalipse nos abre os Céus e para mostrá-los cheios de cânticos e de música”. (Fonte: Edgar de Bruyne, “L’esthétique musicale”, Albin Michel, Paris, 1998). Abade Suger: não poupar arte nem riqueza no culto sagrado “Nada será suficientemente precioso, belo e esplêndido para conter as Sagradas Espécies. “Os cristãos no poderiam ornar com pedras preciosas os cálices de ouro que contêm o sangue de Cristo? “A beleza da casa de Deus deve dar aos fiéis um antegosto da beleza do Céu. “Por meio do deleite da beleza material, nós podemos ser levados à fruição espiritual da beleza suprema”. Mais A CAVALARIA A CAVALARIA O que foi a Cavalaria medieval? O título de ‘cavaleiro’ e o de membro da Cavalaria A Cavalaria: ideal das almas propulsoras na Idade Média O que era o cavaleiro medieval: um ideal de honra, uma espécie de sacerdocio militar Hierarquia e símbolos na Cavalaria Como se entrava na Cavalaria? Como começou a Cavalaria medieval? O ideal da Cavalaria em ação nas Cruzadas Cavalaria e Cruzadas: defesa da Igreja e da justiça O cavaleiro, braço armado da Santa Igreja A Igreja modelando o ideal do cavaleiro Fidelidade ao senhor feudal, fidelidade a Deus A Cavalaria se estruturou orgánicamente Quem podia entrar na Cavalaria? Como era a cerimônia de entrada na Cavalaria? O cerimonial litúrgico da investidura do cavaleiro A degradação do cavaleiro Os dez mandamentos, ou código, da Cavalaria O quê significavam os “dez mandamentos” da Cavalaria – 1 O quê significavam os “dez mandamentos” da Cavalaria – 2 O quê significavam os “dez mandamentos” da Cavalaria – 3 São Vast: bispo do fogo divino Segundo o bem-aventurado Jacques de Voragine o nome Vast viria de ‘voeh distans’, ou ‘desgraça eterna’. Pois, os precitos gemem sem cessar: “Desgraça para nós porque ofendemos a Deus! Desgraça porque obedecemos ao demônio! Desgraça porque não podemos mais morrer! Desgraça por sermos tão terrivelmente atormentados! Desgraça porque não sairemos mais do inferno! » São Vast foi sagrado bispo de Arras por São Remígio. Quando ele chegou à porta da cidade, encontrou dois pobres que pediam esmola. Um era cego e o outro mancava. Então lhes disse: “eu não tenho nem ouro nem prata, mas aquilo que eu tenho eu vos dou”. A continuação ele elevou uma oração e curou-os, a um e outro. Um lobo tinha montado sua toca numa igreja abandonada e invadida pelo mato. Vast ordenou-lhe que saísse e não ousasse mais voltar. E assim aconteceu. (na imagem aos pés do santo) No fim de sua vida, após converter um grande número de pessoas com suas palavras e com suas obras, no quadragésimo ano de seu episcopado, ele viu uma coluna de fogo que descia do céu até sua casa. Ele compreendeu então que seu fim aproximava-se. Pouco tempo depois, ele morreu em paz, no ano do Senhor 550. Hugo de São Vítor: a fé é o navio seguro em meio ao naufrágio do mundo “Todo este mundo é como um dilúvio, porque todas as coisas, à semelhança das águas, correm flutuando por eventos incertos. “A verdadeira fé não promete coisas transitórias, mas eternas, e levanta a alma por cima das ondas, tirando-a da cobiça deste mundo às coisas do alto. “Ela pode então ser levada pelas águas, mas não pode ser inteiramente submergida. “Quem não acredita nas coisas eternas, e só apetece as transitórias, debate-se entre ondas como um náufrago que o ímpeto das águas vai engolindo. “Quem acredita nas coisas eternas, mas ama as coisas transitórias, afunda perto de um navio. “Quem crê nos bens eternos e os ama fica dentro do navio e atravessa seguro as ondas do mar revolto. “Quem, pelo desejo da fé não abandona o navio, ainda que no meio das ondas, imita a estabilidade da terra”. (Autor: Hugo de São Vitor , “A substância do amor”, Inst. in Decalogum Legis Dominicae ) Carta de Alcuíno (730-804) abade de York, ao imperador Carlos Magno: “Uma nova Atenas será criada por nós na França. “Uma Atenas mais bela do que a antiga, enobrecida pelos ensinamentos de Cristo superará a sabedoria da Academia. “Os antigos só têm as disciplinas de Platão como mestre e eles ainda resplandecem inspirados pelas sete artes liberais. “Mas os nossos serão mais do que enriquecidos sete vezes com a plenitude do Espírito Santo e deixarão na sombra toda a dignidade da sabedoria mundana dos antigos” . (Fonte: Thomas Woods, “How the Catholic Church built Western Civilization”, Washington, 2005). São Boaventura (1221-1274), Doutor da Igreja 'Calar-se face aos maus não é mansidão. 'A mansidão vai contra a ira e as fúrias, não para que o homem nunca se encolerize, mas para que o faça onde e quando deve. 'Por isso tem cara de homem e cara de leão. 'Algumas vezes se considera manso o homem que cala enquanto outro peca. Isso não é mansidão! 'Escuta: diz-se de Jesus que 'conturbou-se e fez um chicote de cordas'. 'Lê-se no Livro Primeiro dos Macabeus: 'Infeliz de mim! Por que nasci para ver a ruína de minha pátria e de meus santos?' 'Por onde se vê que Cristo é cordeiro e leão. São Boaventura (1221-1274), Doutor da Igreja, em Comentários sobre o Hexaemeron - Quinto Comentário, nº 8). Fonte: CATOLICISMO Beato Urbano II: do sermão da Cruzada (27 -11-1095) “Ó irmãos amadíssimos, hoje em nós manifestou-se o que o Senhor diz no Evangelho: “Onde dois ou três estarão reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles”. “Se o Senhor Deus não tivesse inspirado vossos pensamentos, vossa voz não teria sido unânime. foi Deus que inspirou vossos corações. “Seja, pois, esta vossa voz, o vosso grito de guerra, posto que vem de Deus. Quando fores ao ataque dos belicosos inimigos, seja este o grito unânime de todos os soldados de Deus: “Deus o quer! Deus o quer!” Texto completo São Remígio, arcebispo de Reims O nome Remígio significa “pastor que combate” e apaziguador da terra. São Remígio lutou contra o diabo com o escudo da fé, a espada da palavra de Deus e a armadura da esperança. Sua nascença foi predita por um ermitão cego. Desde cedo, Remígio abandonou o mundo e encerrou-se num claustro. Sua reputação crescia, e quando tinha 22 anos, foi aclamado pelo povo para ser arcebispo de Reims. Naqueles tempos, Clóvis era rei da França. Ele era pagão. Porém, quando viu vir contra ele um exército incontável de alamanos, ele prometeu que adotaria a fé de Jesus Cristo se obtinha a vitória. Ele venceu milagrosamente e pediu o batismo a São Remígio. Tendo-se aproximado todos da pia batismal, uma pomba trouxe no bico uma ampola com o óleo para ungir o rei. Esse óleo fica guardado na igreja de Reims até hoje. São Remígio resplandecente de virtudes, repousou em paz no ano 500 do Senhor. Santo Agostinho: a beleza das coisas fala da beleza suprema de Deus Criador “Interroga a beleza da terra, “interroga a beleza do mar, “interroga a beleza do ar difundida e diluída. “Interroga a beleza do céu, “interroga a ordem das estrelas, “interroga o sol, que com o seu esplendor ilumina o dia. “interroga a lua, que com o seu clarão modera as trevas da noite. “Interroga os animais que se movem na água, que caminham na terra, que voam pelos ares: “almas que se escondem, corpos que se mostram. “visível que se faz guiar, invisível que guia. “Interroga-os! “Todos te responderão: “Olha-nos, somos belos! “A sua beleza fá-los conhecer. “Quem foi que criou esta beleza mutável, a não ser a Beleza Imutável?” ( Santo Agostinho , Sermo CCXLI, 2: pl 38, 1134). Maomé e o Corão segundo Santo Tomás de Aquino: “Maomé seduziu os povos prometendo-lhes deleites carnais. .... “Introduziu entre as poucas coisas verdadeiras que ensinou muitas fábulas e falsíssimas doutrinas . Não aduziu prodígios sobrenaturais, único testemunho adequado da inspiração divina. .... “Afirmou que era enviado pelas armas, sinais estes que não faltam a ladrões e tiranos. Desde o início, não acreditaram nele os homens sábios nas coisas divinas e experimentados nestas e nas humanas, mas pessoas incultas, habitantes do deserto, ignorantes de toda doutrina divina. E só mediante a multidão destes, obrigou os demais, pela violência das armas, a aceitar a sua lei. “Nenhum oráculo divino dos profetas que o precederam dá testemunho dele. ao contrário, ele desfigura totalmente o Antigo e Novo Testamento, tornando-os um relato fantasioso, como o pode confirmar quem examina seus escritos. “Por isso, proibiu astutamente a seus sequazes a leitura do Antigo e Novo Testamento, para que não percebessem a falsidade dele”. “Summa contra Gentiles”, L. I, c. 6. Godofredo de Bouillon Os infiéis, tomados de espanto (devido às vitórias dos francos) nada melhor acharam para fazer do que mandar uma embaixada de Ascalom, de Cesareia e de Tolemaida, a Godofredo, para saudá-lo da parte daquelas cidades. A mensagem estava assim redigida: “O Emir de Ascalom, o Emir de Cesareia e o Emir de Tolemaida ao Duque Godofredo e a todos os outros, saudação. Nós te suplicamos, mui glorioso duque e muito magnífico, que, por tua vontade, nossos cidadãos possam sair para seus negócios em paz e segurança. Nós te mandamos dez bons cavalos e três boas mulas, e todos os meses te oferecemos, a título de tributo, cinco mil bizantinos”. O Rei de Jerusalém levou suas armas vitoriosas além do Líbano, até os muros de Damasco. ele fez ao mesmo tempo várias outras incursões na Arábia, de onde voltava sempre com um grande número de escravos, cavalos e camelos. Sua fama estendia-se cada vez mais: comparavam-no a Judas Macabeu pelo valor. a Sansão pela força de seu braço, e a Salomão pela sabedoria de seus conselhos. Os francos que haviam ficado com ele abençoavam seu reinado e sob sua dominação paterna eles esqueciam até sua antiga pátria. Godofredo exalou seu último suspiro a 17 de julho, um ano depois da tomada de Jerusalém. Alguns historiadores deram-lhe o título de rei, outros chamaram-no de duque cristianíssimo. No reino que tinha fundado, ele era freqüentemente proposto como modelo aos príncipes e aos guerreiros. Seu nome lembra ainda hoje as virtudes de tempos heróicos e deve viver entre os homens tanto quanto a lembrança das cruzadas. Foi sepultado ao pé do Calvário. Fonte: Joseph-François Michaud – “História das Cruzadas” Digite seu email: Como São Francisco domesticou as rolas selvagens Um jovem havia apanhado um dia muitas rolas e levava-as a vender. Encontrando-o São Francisco, o qual sempre sentia singular piedade pelos animais mansos, olhando com os olhos piedosos aquelas rolas, disse ao jovem: “Ó bom moço, peço-te que mas dês, para que passarinhos tão inocentes, os quais são comparados na santa Escritura às almas castas e humildes e fiéis, não caiam nas mãos de cruéis que os matem”. De repente aquele, inspirado por Deus, deu-as todas a São Francisco. e ele recebendo-as no regaço, começou a falar-lhes docemente: “Ó irmãs minhas, rolas simples e inocentes e castas, por que vos deixastes apanhar? Agora quero livrar-vos da morte e fazer-vos ninhos, para que deis frutos e vos multipliqueis, conforme o mandamento do vosso Criador”. E vai São Francisco e para todas fez ninhos. E elas, usando-os, começaram a pôr ovos e criar os filhos diante dos frades: e assim domesticamente viviam e tratavam com São Francisco e com os outros frades, como se fossem galinhas sempre criadas por eles. E dali não se foram enquanto São Francisco com sua bênção não lhes deu licença de partir. E ao moço que lhas havia dado, disse São Francisco: “Filho, ainda serás frade nesta Ordem e servirás graciosamente a Jesus Cristo”. E assim foi. porque o dito jovem se fez frade e viveu na Ordem com grande santidade. Em louvor de Cristo. Amém. Um ardil de Filipe Augusto Um bailio de Filipe Augusto, Rei de França, cobiçava a terra deixada por um cavaleiro morto. Uma noite, em presença de dois carregadores que ele tinha pago, fez com que o morto fosse desenterrado, perguntou se queria vender sua terra e propôs-lhe um preço. Naturalmente, o defunto nem se mexeu. Quem cala, consente. Em seguida, algumas moedas foram postas em suas mãos, e o defunto recolocado em seu caixão. Com grande espanto, a viúva viu seus domínios usurpados e se dirigiu ao rei. Convocado, o bailio compareceu ladeado por suas duas testemunhas, que atestavam a realidade da venda. Filipe Augusto percebeu que era trapaça. Levou para um canto um dos carregadores e lhe disse em voz baixa: — Recita-me no ouvido o Padre-nosso. Concluída a oração, o rei exclamou em alta voz: — Muito bem! O segundo carregador foi também convocado. Convencido de que seu companheiro denunciara a tramóia, apressou-se a dizer o que sabia. O bailio foi condenado. (Funck-Brentano, 'Ce qu’était un Roi de France') Santo Anselmo de Cantuária: Deus castiga com justiça e com justiça também perdoa É justo, também, que tu castigues os maus. Haverá, pois, algo mais justo do que os bons receberem o bem e os maus o castigo? Como, então, pode ser justo ao mesmo tempo que tu castigues os maus e lhes perdoes? Ou será que, sob certo aspecto, tu castigas os maus com justiça e, sob outro, lhes perdoas, igualmente, com justiça? Com efeito, é justo que tu castigues os maus, pois o mereceram. mas é, também, justo que lhes perdoes, não em virtude dos méritos que eles não têm, e sim porque isso condiz com a tua bondade. Ao perdoares aos maus, tu és justo em relação a ti mesmo, não a nós, assim como és misericordioso em relação a nós, e não a ti. (Fonte: Santo Anselmo (1033-1109), “Proslogio”, Abril, São Paulo, 1973.) São João Damasceno, Doutor da Igreja, sobre os muçulmanos: “Até o momento a superstição dos ismaelitas, arautos do Anticristo , continua a enganar os povos. “São descendentes de Ismael, filho de Abraão e de Agar. os ismaelitas são também chamados comumente de agarianos. “Eram idólatras, adoravam a estrela Lúcifer e Vênus, que chamavam, Chabar ou grande, até o tempo de Heráclio. “Então levantou-se entre eles um falso profeta, chamado Maomé , que havendo encontrado os livros dos Antigo e Novo Testamentos, e tido contato com um monge ariano, formulou uma heresia nova . “Conseguido o favor de seu povo por uma aparência de piedade, difundiu o rumor que os escritos lhe vinham do céu . “Escreveu um livro eriçado de coisas ridículas , onde expõe a sua religião. “Estabelece um Deus do universo, que não foi engendrado, nem engendrou nada. “Diz que Cristo é o Verbo de Deus e seu Espírito, mas criado e servidor que nasceu sem cooperação humana, de Maria, irmã de Moisés e de Aarão, por operação do Verbo de Deus, que nela entrou. que os judeus, havendo querido, por um crime detestável, pregá-lo numa cruz, apoderaram-se dele, mas não crucificaram senão sua sombra: de sorte que Jesus Cristo não sofreu nem a cruz nem a morte, tendo Deus, a quem era todo querido, arrebatado o Verbo aos céus”. (Fonte: “Fount of Knowledge, part two entitled Heresies in Epitome: How They Began and Whence They Drew Their Origin”, The Fathers of the Church, vol. 37 (Washington, DC: Catholic University of America Press, 1958), pp. 153-160). Santa Hildegarda de Bingen e as classes sociais Interrogada por que só admitia em seu convento damas de alta linhagem, quando o Senhor se rodeara de gente humilde, escreveu Santa Hildegarda: “Deus vela junto de cada homem para que as classes baixas nunca se elevem sobre as altas, como fizeram outrora Satanás e o primeiro homem, que quiseram exaltar-se acima de seu próprio estado. “Quem há que guarde num só estábulo todo o seu rebanho, bois e jumentos, ovelhas e carneiros? Por isso devemos velar para que o povo não se apresente todo misturado num só rebanho. De outro modo produzir-se-ia horrorosa depravação dos costumes, e todos se dilacerariam mutuamente, levados pelo ódio recíproco ao ver como as classes altas se rebaixariam ao nível das classes baixas, e estas se alçariam até a altura daquelas. “Deus divide seu povo sobre a terra em diferentes classes, como no Céu classifica seus anjos em diferentes grupos. Porém Deus ama a todos igualmente”. (Fonte: Migne, t. 197, col. 336) Conselhos de São Bernardo aos Templários São Bernardo abade de Claraval, falou sobre a vida que devem levar aqueles que combatem por Jesus Cristo, com estas palavras: “Quando se aproxima a hora do combate, armam-se de fé os cavaleiros, abrem-se a Deus em sua alma e cobrem-se, por fora, de ferro, não de ouro, a fim de que assim sejam bem apercebidos de armas, não adornados com jóias, infundam medo e pavor aos seus inimigos, sem excitar sua cobiça. “É preciso ter cavalos fortes e velozes, não formosos e bem ajaezados pois o verdadeiro cavaleiro pensa mais em vencer do que em fazer proezas e os cavaleiros mundanos precisamente o que desejam é causar admiração e pasmo e não causar medo. “Mostrando-se em tudo verdadeiros israelitas, que se adiantam ao combate pacífica e sossegadamente. mas apenas o clarim dá o sinal do ataque, deixando subitamente sua natural benignidade, parecem gritar com o salmista: Não temos odiado, Senhor, aos que te aborrecem? Não temos consumido de dor, ao ver a conduta de teus inimigos?” Direto em seu email Digite seu email: São Tomás de Aquino e a pena de morte para os hereges 'É muito mais grave corromper a Fé, pela qual a alma vive, do que falsificar o dinheiro, por meio do qual se conserva a vida temporal. 'De onde, se os falsários ou outros malfeitores são sem demora e justamente condenados à morte pelos príncipes seculares, com muito maior razão os heréticos, tão logo convencidos de heresia, podem não apenas ser excomungados, mas também e com justiça, mortos. 'Da parte da Igreja, porém, há misericórdia para a conversão dos que erram. 'E por isso Ela não condena imediatamente, mas só após uma primeira e segunda correção, como ensina o Apóstolo (Tit. 3, 10). 'Depois, todavia, se o herege ainda se mostra pertinaz, a Igreja, já não tendo esperança de sua conversão, provê a salvação dos outros, separando-o da Igreja por sentença de excomunhão, e em seguida abandona-o ao juiz secular, para ser morto.' (Fonte: S. Tomás de Aquino, Suma Teológica - IIa.IIae,q.11,a.3,c) São Bento ressuscita um morto “Certa ocasião, chegou ao mosteiro um rude camponês levando nos braços o corpo de seu filho morto, chorando amargamente e perguntando pelo venerável Bento. Nem bem o avistou, o infeliz pai começou a gritar: ‘Ele morreu. vem e ressuscita-o’. “Ouvindo isso, o servo de Deus entristeceu-se muito, mas disse: ‘coisas dessas não cabem a nós, antes são próprias de santos Apóstolos.’ Mas o infeliz, persistia em seu pedido, jurando que não iria embora enquanto ele não lhe ressuscitasse o filho. “Então o servo de Deus inclinou-se sobre o menino, ergueu as mãos ao Céu e disse: ‘Senhor, não olhes os meus pecados, mas a fé deste homem que pede que se lhe ressuscite o filho, e faz voltar a este corpinho a alma que dele quisestes levar’. Mal havia acabado de orar e voltou a alma ao corpo do menino. Bento, então, o devolveu vivo e incólume ao pai.” (Pe. Bruno Avila OSB, “Vida de San Benito”, Ed S.Benito, Buenos Aires, 1956). Oração a São Luiz Rei, do condestável Bertrand du Guesclin: “Conservai-me puro como o lírio de vosso brasão! Vós que mantínheis vossa palavra mesmo dada ao infiel, fazei que jamais mentira passe por minha boca, ainda que a franqueza devesse me custar a vida. Óh! homem de proezas, incapaz de recuos, cortai as pontes para os meus fingimentos e que eu caminhe sempre para o ponto mais duro do combate”. Amém. Foto: Bertrand du Guesclin, estátua em Châteauneuf de Randon. Hugo de São Vitor (1096-1141) “Embora a beleza se torne realidade perfeitamente nas criaturas de vários e múltiplos modos, a beleza delas consiste principalmente em quatro: na posição, no movimento, no aspecto e na qualide. E se uma pessoa estivesse em condições de observá-los profundamente, descobririra neles a admirável luz da sabedoria divina. “Pudesse eu ser capaz de considerá-los tão finamente e descrevê-los com tanta competência, como me é possível amá-los ardentemente! “Enche-me de alegria tratar freqüentemente de estas cosas, porque é doce e deleitável: deste modo é possível ir atingindo a perfeição também com a sensibilidade, e então o espírito se regozija juntamente e se suscitam atos de caridade sempre mais fervorosos. “Por isso acontece que ficamos admirados e exclamamos cheios de maravilhamento junto com o salmista: “Oh quão grandes são tuas obras, Senhor Deus! Fizeste toda coisa com sabedoria!”” Fonte: livro “Os três dias da invisível luz. A união do corpo e do espírito” São Tomás de Aquino defende a necessidade da desigualdade e da hierarquia social A sociedade não nasceu para ser uma massa em que todos sejam iguais. Afirmar que o máximo bem da sociedade consiste no máximo nivelamento é destruir a sociedade (Livro II, lição 1). É necessário que existam desigualdades entre os membros da sociedade. É necessário que uns governem e outros lhes estejam sujeitos (Livro I, lição 1). A sociedade humana não somente deve ser composta de muitos homens, mas é preciso que estes sejam de diversas categorias, isto é, que pertençam a diversas classes sociais. Pois com homens que são totalmente iguais do ponto de vista social não se constrói uma sociedade, dado que a sociedade é uma coisa totalmente diversa de uma multidão congregada para fazer a guerra. Esta última vale somente pela quantidade numérica, não importando se todos são da mesma classe, pois foram reunidos para somar suas forças, como sucede quando se quer movimentar um grande peso: quanto maior é o número dos homens, maior é o peso que conseguem arrastar. Verificamos que as coisas perfeitas que existem na natureza estão constituídas por partes de espécies diversas. Por exemplo, o homem está feito de carne, ossos e nervos. Por isso mesmo é evidente que, dado que a sociedade é um todo perfeito, é necessário que esteja composta por partes de espécies desiguais. Se se elimina a desigualdade dos cidadãos, deixará de existir a sociedade . A sociedade atenderá mais satisfatoriamente as necessidades dos seus membros quanto mais variadas forem as desigualdades entre os homens que a compõem (Livro II, lição 1). Onde foi permitido que qualquer um vendesse inconsideradamente o apanágio familiar, aconteceu que muitos inferiores que deviam obedecer se enriqueceram e subiram aos postos mais altos, enquanto os que deviam dirigir a sociedade decaíram. Daí adveio a confusão entre as classes sociais, que foi a causa de os governantes não serem escolhidos entre os cidadãos mais dignos para isso (Livro II, lição VII). (S. Tomás de Aquino, “In Libros Politicorum Aristotelis Expositio” - Marietti, Turim, 1951) Receba em seu email Digite seu email: Nosso Senhor a Santa Catarina de Siena, sobre as práticas homossexuais 'Esses infelizes .... caem no vício contra a natureza. 'São cegos e estúpidos, cuja inteligência obnubilada não percebe a baixeza em que vivem. 'Desagrada-me esse último pecado, pois sou a pureza eterna. 'Ele me é tão abominável que somente por sua causa fiz desaparecer cinco cidades (cfr. Sab. 10, 6). 'Minha justiça não mais consegue suportá-lo. 'Esse pecado, aliás, não desagrada somente a mim. É insuportável aos próprios demônios, que são tidos como patrões por aqueles infelizes ministros. Os demônios não toleram esse pecado. Não porque desejam a virtude. por sua origem angélica, recusam-se a ver tão hediondo vício. 'Eles atiram as flechas envenenadas de concupiscência, mas voltam-se no momento em que o pecado é cometido. (Fonte: “O Diálogo”: Edições Paulinas, 1984, pp. 259-260).' Fonte: 'Catolicismo' . Mostrando postagens com marcador Cristandade . Mostrar todas as postagens Mostrando postagens com marcador Cristandade . Mostrar todas as postagens domingo, 10 de setembro de 2017 A Cristandade medieval instaurou a paz de Cristo na Europa A sagração dos reis da França: um dos pontos altos da suavização dos costumes na Idade Média Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs O sistema feudal maneja toda uma sucessão de arbitragens naturais: o vassalo pode sempre recorrer de um senhor ao suserano deste último. o rei, à medida que a sua autoridade se estende, exerce cada vez mais o seu papel de mediador. o Papa, enfim, continua o árbitro supremo. Basta, frequentemente, a reputação de justiça ou de santidade de um grande personagem para que se recorra, assim, a ele. A Idade Média não contestou o problema da guerra em geral, mas, por uma série de soluções práticas e de medidas aplicadas no conjunto da Cristandade, restringiu sucessivamente o domínio da guerra, as crueldades da guerra, as durações da guerra. É assim, com leis precisas, que se edificou a Cristandade pacífica. A primeira destas medidas foi a Paz de Deus, instaurada desde o fim o século X: é também a primeira distinção que foi feita, na história do mundo, entre o fraco e o forte é feita proibição de maltratar as mulheres, as crianças, os camponeses e os clérigos. as casas dos agricultores são declaradas invioláveis como as igrejas. A grande glória da Idade Média é ter empreendido a educação do soldado, é ter feito do soldado da velha guarda um cavaleiro. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 2 comentários Partilhar | Marcadores: cavalaria , Cristandade , paz domingo, 6 de novembro de 2016 A Luz de Cristo e o charme da Idade Média Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs Na cerimônia da madrugada da Resurreição, no jardim tirava-se fogo do atrito da pedra e acendia-se o círio pascal. Porque assim como Nosso Senhor Jesus Cristo deu vida a seu próprio cadáver, assim da fricção de matérias inertes como as pedras nasce uma chama viva para acender o círio pascal. Então, na noite, no crepúsculo, nas trevas, é acesa uma luz: é Nosso Senhor Jesus Cristo que ressuscita! Acende-se o círio pascal e o padre entra com uma vela acesa na igreja e canta três vezes Lumen Christi . As velas vão se acendendo e daí a pouco a igreja está toda iluminada pelo círio pascal. Essa expressão Lumen Christi ficou-me como imensamente bonita e nobre, querendo dizer mil coisas. O que é que vem a ser especificamente a Luz de Cristo, ou Lumen Christi ? A expressão Lumen Christi , tomada ao pé da letra, literalmente, é adequada. É uma certa luz que há em Nosso Senhor Jesus Cristo, e que é a luz de toda Sua pessoa. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 2 comentários Partilhar | Marcadores: Cristandade , igreja , Jesus Cristo , Lumen Christi domingo, 12 de julho de 2015 Sem a Cristandade medieval nunca teria reinado a paz na Europa Bárbaros antes da cristianização. Luis Dufaur A Idade Média, tal como se apresentava, corria o risco de nunca conhecer senão caos e decomposição. Nascida de um império desmoronado e de vagas de invasões sucessivas, formada por povos desarmônicos. Esta Europa tão dividida, tão perturbada quando do seu nascimento, atravessa uma era de harmonia e de união tal como ela nunca conhecera e não conhecerá talvez mais no decorrer dos séculos. Vemos a Europa inteira estremecer à palavra de um Urbano II, de um Pedro, o Eremita, mais tarde de um São Bernardo ou de um Foulques de Neuilly. Vemos monarcas, preferindo a arbitragem à guerra, submeter-se ao julgamento do papa ou de um rei estrangeiro para regularizar as suas dissensões. Praticamente, a Cristandade pode definir-se como a “universidade” dos príncipes e dos povos cristãos obedecendo a uma mesma doutrina, animados de uma mesma fé, e reconhecendo desde logo o mesmo magistério espiritual. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 17:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: Cristandade , ordem , paz domingo, 23 de novembro de 2014 “Uma espécie de rei eterno”(10) São Luís, estadista da Cristandade 9 São Luís, estátua em Saint Louis, Missouri, EUA. Luis Dufaur continuação do post anterior: Reordena o Reino de Jerusalém São Luís IX realizou a perfeição da França. Encarnou o país da harmonia, da bondade, da generosidade de alma e da inteira entrega a Nossa Senhora. Ele parece presente na Sainte-Chapelle e em outros lugares que cantam a glória de Nosso Senhor e de Sua Mãe Santíssima. Foi um santo segundo a alma da França, como São Fernando III de Castela, seu primo-irmão, foi o santo que a Espanha aguardava, ou Santo Henrique imperador foi o anelado da Alemanha. Ele contribuiu para fazer da Idade Média uma Jerusalém terrestre, imagem da celeste. Na Alemanha, quando alguém perguntava: “Como você vai?” e o outro ia muito bem, dizia: “Eu vou como vai o bom Deus na França”. Pois, sob o santo estadista, a França imprimiu na Europa o equilíbrio ideal entre os senhores feudais, a realeza e o povo, entre o Papa e o Imperador, entre os soberanos vizinhos. O governante sem sabedoria perde seu povo e o rei sábio o salva. Sem sabedoria, o poder civil ou eclesiástico se transforma em instrumento de perdição. Por isso, Dom Guéranger, o grande abade de Solesmes, formulou um elogio lapidar do santo: “A Sabedoria eterna desceu um dia de seu trono no Céu e pousou sobre São Luís”. FIM Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , Cruzadas , França , Papas , reis , Sainte Chapelle , São Luiz , Terra Santa domingo, 16 de novembro de 2014 Reordena o Reino de Jerusalém São Luís, estadista da Cristandade 8 São Luís na Cruzada Luis Dufaur continuação do post anterior: As Cruzadas A rainha Margarida de Provence salvou Damietta com um punhado de cavaleiros e reuniu o imenso resgate de 400.000 bizantinos de ouro, libertando assim o rei, a maioria dos cavaleiros e grande parte do exército prisioneiro. São Luís trasladou-se a São João d’Acre, onde consultou os barões do Reino sobre permanecer ou não na Terra Santa. A rainha-mãe Branca de Castela havia informado que o rei da Inglaterra tramava invadir a França e que o reino corria grande perigo. Segundo Joinville, São Luís explicou: “Eu não tenho paz nem trégua com o rei da Inglaterra. Mas o povo de Terra Santa quer impedir-me de partir. Eles dizem que se eu for embora, sua terra estará perdida e será destruída e que eles preferem sair comigo. Eu vos rogo pensar nisto e responder-me em oito dias”. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 17:27 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , Cruzadas , França , Papas , reis , Sainte Chapelle , São Luiz , Terra Santa domingo, 9 de novembro de 2014 As Cruzadas São Luís, estadista da Cristandade 7 São Luis embarca para a Cruzada Luis Dufaur continuação do post anterior: Árbitro da Cristandade São Luís tinha certeza de que Deus queria dele a libertação de Jerusalém. E repetia que desejava salvar as almas dos muçulmanos, convertendo-os. Joinville, contudo, para quem a salvação desses ímpios passava pelo extermínio, espantava-se ouvindo as intenções de tão grande chefe de armas. Em 1240, para se livrar das potências marítimas italianas cuja politicagem prejudicara as Cruzadas anteriores, São Luís IX ordenou a construção de uma imensa fortaleza e um porto no Mediterrâneo. Abriu-se uma estrada entre os pântanos, canalizaram-se fios de água, erigiram-se muralhas e torres de defesa e armazenamento. A população local, que até então morava em palafitas, sentiu-se protegida com o surgimento da cidade de Aigues-Mortes, verdadeira maravilha arquitetônica a partir da qual o santo monarca embarcou para as Cruzadas — tanto para a sétima, em 25 de agosto de 1248, que durou seis anos, quanto para a oitava, em 1270. Na VII Cruzada o rei desembarcou diante de Damietta, fortaleza que controlava o acesso ao Cairo, sede do Sultão, chefe máximo dos islamitas no Egito. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , Cruzadas , França , Papas , reis , Sainte Chapelle , São Luiz , Terra Santa domingo, 2 de novembro de 2014 Árbitro da Cristandade São Luís, estadista da Cristandade 6 São Luís estátua em Saint Louis, Missouri, EUA. Fundo: rosácea de Notre Dame. Luis Dufaur continuação do post anterior: “Resurrreição e Cruzada A partir 1241 pioraram as notícias provenientes da Europa Oriental e da Terra Santa. A invasão dos mongóis atingiu a Polônia, a Hungria e a Romênia, após devastar a Rússia e a Ucrânia. O chefe mongol Subedei mirava o coração da Europa, mas após esmagar o rei da Hungria em Mohi, voltou às pressas para a Ásia por razões não esclarecidas. A corajosa rainha Branca ficou muito temerosa, mas São Luís parecia ser o único a intuir que a invasão não prosperaria. “Quando viu a Europa ameaçada pelos tártaros — conta Pourrat —, São Luís disse: ‘Tende coragem minha mãe. ou nós os colocamos nas portas do inferno ou eles nos abrirão as portas do Céu’”. O santo foi arguto estrategista e homem de fé: ou ele os venceria e eles iriam para o inferno enquanto pagãos horrivelmente criminosos, ou ele morreria e iria para o Céu. Nada se perderia lutando contra eles. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , Cruzadas , França , Papas , reis , Sainte Chapelle , São Luiz , Terra Santa domingo, 26 de outubro de 2014 “Ressurreição” e Cruzada São Luís, estadista da Cristandade 5 São Luís acorda e anuncia a decisão de partir na Cruzada Luis Dufaur continuação do post anterior: A Coroa de Espinhos e a Sainte-Chapelle São Luís regressou de Taillebourg padecendo uma disenteria que se agravou rapidamente. Esta havia sido a causa da morte de seu pai, Luís VIII. A rainha-mãe, Branca de Castela, pediu ao abade de Saint-Denis — abadia onde repousam os restos dos reis da França — para expor à veneração pública o corpo do glorioso São Dionísio, protetor do reino, bem como as relíquias de São Eleutério e São Rústico, seus companheiros de martírio. São Luís já tinha feito seu testamento, e murmurava em voz baixa: — “Olhai para mim. Eu era o homem mais rico e mais nobre do mundo, o mais poderoso de todos pelos tesouros, pelo meu poder e pelos meus amigos, e eis que não posso obter da morte sequer uma trégua, nem uma hora à doença. De que valeu tudo isso?” Quando ele perdeu o conhecimento, os médicos anunciaram seu fim iminente. O Palácio Real encheu-se de lamentações, suspiros e prantos. O clero recebeu ordem de preparar as exéquias. Em certo momento, acreditou-se que o santo-herói tinha morrido. Joinville conta: Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , Cruzadas , França , Papas , reis , Sainte Chapelle , São Luiz , Terra Santa domingo, 19 de outubro de 2014 A Coroa de Espinhos e a Sainte-Chapelle São Luís, estadista da Cristandade 4 São Luis: estátua da capela inferior da Sainte Chapelle. Fundo: capela superior. Coroa de Espinhos no relicário atual. Luis Dufaur continuação do post anterior: O banquete de Saumur Enquanto punha ordem na França e preparava a Cruzada, São Luís executou um projeto que marca a França até hoje. Em 1239, o Império de Bizâncio consignou a Coroa de Espinhos a banqueiros venezianos como penhor de uma dívida de 135.000 libras tournois.(5) A quantia equivalia à metade das entradas do reino francês em um ano! Porém, se comparada com os orçamentos multibilionários dos governos atuais, parece exígua: aproximadamente R$ 84.620.700,00. São Luís assumiu a dívida, com a condição de a relíquia ficar sob a guarda da casa real francesa, em uma negociação que poderia ser comparada a empréstimos atuais envolvendo o FMI e bancos multinacionais. Assinados os acordos e apurada a autenticidade da relíquia, ela foi levada à França por religiosos dominicanos. No dia 10 de agosto de 1239, o santo monarca, seu irmão o príncipe Roberto I de Artois e o Arcebispo de Sens receberam a Santa Coroa, conferiram seus registros de autenticidade e entraram em cortejo na cidade de Villeneuve-l'Archevêque, na França. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , Cruzadas , França , Papas , reis , Sainte Chapelle , São Luiz , Terra Santa domingo, 12 de outubro de 2014 O banquete de Saumur São Luís, estadista da Cristandade 3 São Luís na batalha de Taillebourg. Ferdinand-Victor-Eugène Delacroix 1798-1863, Galerie des Batailles, Versailles Luis Dufaur continuação do post anterior: Rei enquanto santo e santo enquanto rei Em 1237, o novo rei investiu seu irmão Afonso como conde de Poitiers, um riquíssimo, brilhante e populoso feudo. Mas, infelizmente, um ninho de revoltas da nobreza local! Atiçados pelo rei Henrique III, da Inglaterra, que sonhava ser rei da França, os senhores feudais não cessavam de fazer intrigas. Já germinava a discórdia que desfecharia na guerra dos Cem Anos. Os intrigantes haviam motejado o jovem monarca como “rei dos monges”, como “devoto” incapaz de defender sua herança. São Luís IX quis conferir à investidura do irmão um caráter oficial e solene. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , Cruzadas , França , Papas , reis , Sainte Chapelle , São Luiz , Terra Santa domingo, 5 de outubro de 2014 Rei enquanto santo e santo enquanto rei São Luís, estadista da Cristandade 2 São Luís recebe enviados do Velho da Montanha, ou Príncipe dos Assassinos, seita islâmica. Guy-Nicolas Brenet (1728 — 1792) Luis Dufaur continuação do post anterior: O filhote de Leão São Luís teria preferido viver num mosteiro, na abstinência e na meditação, explicou em conferência o renomado historiador Georges Bordonove.(2) Porém, nasceu num berço de ouro agitado pela História e com uma missão divina: reger a filha primogênita da Igreja e tornar-se o árbitro da Cristandade no século XIII. Sua aspiração à santidade foi realizada na responsabilidade tremenda de monarca e estadista europeu. “Ele sabia comparecer em grande pompa, acolher faustosamente, dava festas e festins quando necessário. Ele respeitava altamente sua condição de rei. “Mas na vida privada ignorava o luxo, misturava muita água no vinho e nos molhos para lhes tirar o gosto. Quando ia às procissões, levava calçados sem sola para ocultar que caminhava com os pés nus, na lama ou no pedregulho, pois as ruas de Paris não estavam pavimentadas”, explicou Bordonove. Segundo o historiador Henri Pourrat, São Luís era “louro, delgado, de ombros um pouco curvos, alto e de fisionomia serena. Joinville disse dele: ‘Asseguro-vos que nunca vistes um homem de tão bela aparência, quando armado. E, mais ainda, era o mais altivo cristão que os pagãos jamais conheceram’”.(3) Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , Cruzadas , França , Papas , reis , Sainte Chapelle , São Luiz , Terra Santa domingo, 28 de setembro de 2014 O filhote de Leão: São Luís, estadista da Cristandade 1 Luis Dufaur Em 25 de abril de 1214 um menino nasceu no castelo de Poissy, perto de Paris. Há hoje no local um mosteiro para honrar aquela criança, que conhecemos pelo nome de São Luís IX, Rei da França. O feliz evento aconteceu em meio a uma tormenta política. Nesse ano, seu avô, o rei Felipe Augusto, derrotou na batalha de Bouvines uma coalizão de príncipes e nobres franceses revoltados, apoiados pelo rei da Inglaterra, João Sem-Terra, sustentados pelo imperador Othon IV e auxiliados por tropas flamengas da Holanda e da Lorena. João Sem-Terra cobiçava a coroa francesa e o imperador alemão Othon IV tinha sido excomungado pelo Papa. A vitória de Bouvines foi considerada um “autêntico juízo de Deus” que salvou o trono a ser ocupado um dia pelo principezinho. Quando ele aprendeu a escrever, assinava Luís de Poissy, gostava de cantar na igreja e ouvir os feitos bélicos de Bouvines dos próprios lábios de seu avô. Ao subir ao trono, os conselhos do velho monarca inspiraram-no no exercício do poder régio. Filhote de Leão Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 2 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , Cruzadas , França , Papas , reis , Sainte Chapelle , São Luiz , Terra Santa domingo, 31 de agosto de 2014 Cristandade medieval: primavera da humanidade cristã Detalhe da Igreja Militante. Andrea da Firenze (1366-7). Santa Maria Novella, Florença A concepção do mundo que prevaleceu foi a noção de Cristandade. Formou-se lentamente, à custa de sangue e lágrimas, e foi-se também perdendo aos poucos. Por trezentos anos impôs a sua lei, e, evidentemente não por acaso, foi esse talvez o período mais rico, mais fecundo e, sob muitos aspectos, mais harmonioso de todos os que a Europa conheceu até os nossos dias. Saindo das trevas invernais da época bárbara, a humanidade cristã viveu a sua primavera. O que inicialmente impressiona a quem analisa o conjunto destes trezentos anos é a sua riqueza de homens e de acontecimentos. À semelhança da seiva que jorra por todos os lados na primavera, tudo parece agora germinar e desabrochar numa abundância de folhagem sobre o solo batizado por Cristo. Em todos os âmbitos se manifesta o fervor criativo, a exigência profunda de empreender, de encaminhar a caravana humana para o futuro. Os mais minuciosos quadros cronológicos não seriam suficientes para captar este impulso. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: catedrais , Cristandade , Cruzadas , Drachenburg domingo, 29 de junho de 2014 O busto e a estatueta de Carlos Magno: o mito e a realidade do imperador Busto relicario de Carlos Magno. Fundo catedral de Aachen (Aquisgrão), Alemanha. A urna-relicário conservada em Aachen (Aquisgrão), Alemanha, representa o busto de Carlos Magno e contém como relíquia um pedaço da calota craneana do grande imperador. O busto relicário remonta a 1349 e apresenta, mais do que o Carlos Magno histórico, a imagem mítica do imperador que os povos do Sacro Império foram elaborando ao longo dos séculos. A importância desse relicário se pode medir num costume medieval das cerimônias prévias às coroações imperiais. Quando o príncipe escolhido pelos Kurfürsten (Príncipes Eleitores) em Frankfurt chegava a Aachen para a coroação, o busto-relicário era levado até as portas da cidade para que alí recebesse seu sucessor. A urna apresenta Carlos Magno com uma coroa muito bonita, feita de florões e de um arco que tem uma cruz no alto. A coroa foi usada pelo imperador Carlos IV na sua primeira coroação em 1346. No alto, a coroa é fechada por um arco que tem no alto uma esplêndida Cruz, símbolo que o poder vem do Santíssimo Redentor Jesus Cristo. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: 1200º aniversário , Aachen , Carlos Magno , Cristandade , Jesus Cristo , relíquias , Sacro Império domingo, 11 de maio de 2014 Carlos Magno segundo o pintor Albrecht Dürer No famoso quadro do pintor alemão Albrecht Dürer (1471 – 1528), o artista imaginou em 1512 – portanto muitos séculos depois – a Carlos Magno entre a idade madura e a orla da velhice. O seu bigode ainda é, em parte, castanho louro, mas uma parte é já branca e completamente alva. O seu olhar é de um homem experimentado, que está prevenido para ver o adversário vir de qualquer lado e a qualquer momento. Ele é seguro de si como um Himalaia. Todo seu olhar revela a contínua vigilância, mas todo o modo de ser, seu rosto, seu corpo, tudo o mais indica a contínua estabilidade, a contínua distância psíquica: “se for, veremos. Por enquanto estou tranquilo. E na hora do combate não deixarei de estar tranquilo, porque confio em Deus, meu Senhor”. Uma coroa magnífica, feita de joias ainda não lapidadas – não se lapidavam as pedras nesse tempo – que se guarda, aliás, na Schatz Kammer , câmara do tesouro imperial, no palácio imperial de Viena hoje em dia. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 4 comentários Partilhar | Marcadores: 1200º aniversário , Carlos Magno , Cristandade , Jesus Cristo , Sacro Império domingo, 12 de janeiro de 2014 Carlos Magno: o Moisés da Cristandade medieval Carlos Magno, iluminura do século XV. British Library Leia o post anterior O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira teceu os seguinte comentários sobre o grande imperador: Nós lemos o seguinte sobre Carlos Magno, na grande “História Universal” de João Baptista von Weiss, historiador alemão católico condecorado pelo Papa Beato Pio IX com a Ordem de São Gregório: Em 772, com 30 anos, Carlos tomou o governo do reino dos francos. Com razão Carlos se chamou Magno. Mereceu esse nome como general e conquistador, como ordenador e legislador de seu imenso império e como incentivador de toda a vida espiritual do Ocidente. Por seu governo, as idéias cristãs alcançaram vitórias sobre os bárbaros. Sua vida foi uma constante luta contra a grosseria e a barbárie, que ameaçavam a Religião Católica e a nova cultura que nascia. Nada menos que 53 expedições militares foram por ele empreendidas, a saber: dezoito contra os saxões, uma contra a Aquitânia, cinco contra os lombardos, sete contra os árabes, da Espanha, uma contra os turíngeos, quatro contra os ávaros, duas contra os bretões, uma contra os bávaros, quatro contra os eslavos, cinco contra os sarracenos da Itália, três contra os dinamarqueses e duas contra os gregos. Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 05:30 0 comentários Partilhar | Marcadores: 1200º aniversário , Carlos Magno , Cristandade , História , Sacro Império domingo, 12 de dezembro de 2010 Cristandade e Idade Média ‒ A Cristandade (5) Coroacão do imperador do Sacro Império em Frankfurt, pelos bispos de Mainz, Colonia e Trier Existiu a Cristandade? Sim. Sob o influxo de todas as energias naturais e sobrenaturais entesouradas nas nações cristãs, foi emergindo lentamente do caos da barbárie na alta Idade Média, a sociedade civil cristã, A Cristandade. Sua beleza, de início indecisa e sutil, mais promessa e esperança que realidade, foi se afirmando a medida que, com o escoar dos séculos de vida cristã, a Europa batizada 'crescia em graça e santidade'. O que nasceu na Idade Média? Nasceram os reinos, e as estirpes fidalgas, os costumes corteses, e as leis justas, as corporações e a cavalaria, a escolástica e as universidades, o estilo gótico e o canto dos menestréis, por exemplo. A Idade Média atingiu o máximo da Civilização? Não. Ela não atingiu o máximo de seu desenvolvimento. Muito ainda haveria que progredir. Então, de onde vem o encanto da Idade Média? O encanto grandioso e delicado da Idade Média não provém tanto do que ela realizou, como da harmonia profunda e da veracidade cintilante dos princípios sobre os quais ela construiu. Áustria Ninguém possuiu como ela, o conhecimento profundo da ordem natural das coisas. ninguém teve como ela o senso vivo da insuficiência do natural — mesmo quando desenvolvido na plenitude de sua ordem própria — e da necessidade do sobrenatural. ninguém como ela, brilhou ao sol da influência sobrenatural com mais limpidez e na candura de uma maior sinceridade. Como eram os homens que fizeram a Idade Média? Eram homens que lutaram e sofreram na realização do ideal da Civilização Cristã, e que na sua caminhada muitas vezes recuaram ou desfaleceram ao longo do caminho. mas de homens que sempre continuaram fiéis ao seu ideal, ainda mesmo quando dele se afastavam por seus atos. E dai uma consonância profunda de todas as instituições, de todos os costumes, de todas as tradições nascidas nessa época, não só com as circunstâncias contingentes e transitórias do tempo em que surgiram, mas com as exigências genéricas da alma humana 'naturaliter christiana' e as tendências espirituais peculiares aos povos do Ocidente. A Civilização Cristã é igual por toda parte? Sim na essência, não na concretização em cada país. Toda a civilização cristã há de ser inteiramente cristã, católica, universal, mas há de se ajustar, há de respeitar, há de desenvolver e estimular as características de cada região, e de cada povo. Então deve respeitar as características locais? Sim. A sociedade cristã vive de acordo com a ordem natural. E, por isto, ela há de respeitar integralmente as características regionais de cada povo ou região. Budapest, Hungría. Respeitar e desenvolver, porque essas características são dons de Deus, e todos os dons de Deus merecem desenvolvimento. Nos séculos de civilização cristã, cada povo teve, pois, suas características próprias, bem definidas. Onde a alma nacional se encontra melhor? A alma nacional, em todas as suas aspirações universais e humanas, em todas as suas aspirações nacionais e locais, encontra plena e ordenada expansão dentro da civilização cristã. Dai a enorme variedade de formas de governo e de organização social ou econômica, de expressões artísticas e de produções intelectuais, nas varias nações da Europa medieval. Por quê se fala de alma nacional? Não seria melhor procurar um alma planetária? A expansão das tendências nacionais causa ao povo um grande bem estar físico. A mentalidade nacional inspira a formação de símbolos, costumes, artes, nos quais ela se exprime, se define e se afirma, se contempla a si mesma e se solidifica. Do que servem os símbolos e a cultura nacional? Os símbolos são um patrimônio nacional, uma condição essencial para a sobrevivência e progresso espiritual da nação. Eles tem uma consonância indefinível e profunda com a mentalidade nacional, uma consonância que é natural e verídica, e não puramente fictícia e convencional. Por isto, em via de regra, cada povo elabora uma só arte, uma só cultura e nela caminha enquanto existe. O maior tesouro natural de um povo é a posse de sua própria cultura, isto é, quase a posse de sua própria mentalidade. Escudo do Reino das Duas Sicílias Quem pode admirar a Civilização Cristã? Fora da Igreja uma civilização cristã só pode ser admirada pelas almas que tendem para o Catolicismo. Dentro da Igreja só pode ser admirada e vivida pelas almas que vivem do Catolicismo. Ela é incompreensível, é cheia de tédio, é odiosa até em sua superioridade solar, para as almas que começam a abandonar a Igreja, ou que, do lado de fora, blasfemam contra ela. A civilização cristã só viveu plenamente, enquanto a Europa foi sincera e profundamente católica. Qual é a grande tragédia da civilização? A grande tragédia da civilização ocidental foi precisamente a ruptura com o Catolicismo que, no século XVI, arrebatou ao grêmio da Igreja as nações protestantes. Essa apostasia foi aprofundada no terreno civil pela Revolução Francesa de 1789 e a Revolução comunista de 1917. Essas revoluções foram completadas pela Revolução da Sorbonne de Maio de 1968. Todas elas somadas em cadeia formam uma só Revolução com R maiúsculo. A Revolução é a causa do caos de hoje e, portanto da grande tragédia da civilização. (Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, “A Cruzada do século XX”, “O Legionário”, 13/05/45) Desejaria receber atualizações instantâneas e gratuitas de 'Glória da Idade Média' em meu email Postado por Luis Dufaur às 11:01 2 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , idade média , igreja domingo, 5 de dezembro de 2010 A civilização cristã e a sociedade perfeita ‒ A Cristandade (4) A civilização cristã é a sociedade perfeita? Sim. Se Jesus Cristo é o verdadeiro ideal de perfeição de todos os homens, uma sociedade que aplique todas as Suas leis tem de ser uma sociedade perfeita, a cultura e a civilização nascidas da Igreja de Cristo tem de ser forçosamente, não só a melhor civilização, mas, a única verdadeira. Dí-lo o Santo Pontífice Pio X: 'Não há verdadeira civilização sem civilização moral, e não há verdadeira civilização moral senão com a Religião verdadeira'. (Carta ao Episcopado Francês, de 28-VIII-1910, sobre 'Le Sillon'). De onde decorre com evidência cristalina que não há verdadeira civilização senão como decorrência e fruto da verdadeira Religião. A ação da Igreja sobre os homens é só individual? Não, Ela forma também povos, culturas, civilizações. Por quê? Porque Deus criou o homem naturalmente sociável, e quis que os homens, em sociedade, trabalhassem uns pela santificação dos outros. Os demais homens nos influenciam? Sim. Temos todos, pela própria pressão do instinto de sociabilidade, a tendência a comunicar em certa medida nossas idéias aos outros, e, em certa medida, em receber a influência deles. Isto se pode afirmar nas relações de indivíduo a indivíduo, e do indivíduo com a sociedade. As leis, costumes, culturas nos influenciam? Os ambientes, as leis, as instituições em que vivemos exercem efeito sobre nós, têm sobre nós uma ação pedagógica. Resistir inteiramente ao ambiente ruim, cuja influência nos penetra até por osmose e como que pela pele, é obra de alta e árdua virtude. E por isto os primitivos cristãos não foram mais admiráveis enfrentando as feras do Coliseu, do que mantendo íntegro seu espírito católico embora vivessem no seio de uma sociedade pagã. A cultura e a civilização são meios de salvação da alma? Sim. A cultura e a civilização são fortíssimos meios para agir sobre as almas. Agir para a sua ruína, quando a cultura e a civilização são pagãs. Para a sua edificação e sua salvação, quando são católicas. Por isso, a Igreja não pode desinteressar-se em produzir uma cultura e uma civilização, e se contentar em agir sobre cada alma a título meramente individual. Todo cristão é um foco de Civilização Cristã? Sim. Toda a alma sobre a qual a Igreja age, e que corresponde generosamente a tal ação, é como que um foco ou uma semente da civilização cristã, que ela expande ativa e energicamente em torno de si. A virtude transparece e contagia. Contagiando, propaga-se. Agindo e propagando-se tende a transformar-se em cultura e civilização católica. A Igreja pode não produzir uma Civilização e uma cultura católicas? Não. O próprio da Igreja é de produzir uma cultura e uma civilização cristã. É de produzir todos os seus frutos numa atmosfera social plenamente católica. O fiel deve desejar a Civilização Cristã? Sim. O católico deve aspirar a uma civilização católica como o homem encarcerado num subterrâneo deseja o ar livre, e o pássaro aprisionado anseia por recuperar os espaços infinitos do Céu. Qual é, em resumo, o ideal católico hoje? E é esta nossa finalidade, nosso grande ideal. Caminhamos para a civilização católica que poderá nascer dos escombros do mundo de hoje, como dos escombros do mundo romano nasceu a civilização medieval. Caminhamos para a conquista deste ideal, com a coragem, a perseverança, a resolução de enfrentar e vencer todos os obstáculos, com que os Cruzados marcharam para Jerusalém. Porque, se nossos maiores souberam morrer para reconquistar o sepulcro de Cristo, como não queremos nós filhos da Igreja como eles lutar e morrer para restaurar algo que vale infinitamente mais do que o preciosíssimo sepulcro do Salvador, isto é, seu reinado sobre as almas e as sociedades, que Ele criou e salvou para O amarem eternamente? (Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, “ A Cruzada do século XX ”, Catolicismo nº 1, Janeiro de 1951) Desejaria receber atualizações instantâneas e gratuitas de 'Glória da Idade Média' em meu email Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 10:58 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade domingo, 28 de novembro de 2010 Igreja e Civilização Cristã ‒ A Cristandade (3) Se o mundo adotasse a Civilização Cristã resolveria todos os problemas? Se todos os homens praticassem a Lei de Deus se resolveriam rapidamente todos os problemas políticos, econômicos, sociais, que nos atormentam. Não se pode esperar uma solução enquanto os homens viverem na inobservância habitual da Lei de Deus. A sociedade humana realizou alguma vez este ideal de perfeição? Sem dúvida. Dí-lo o imortal Leão XIII: operada a Redenção e fundada a Igreja, 'como que despertando de antiga, longa e mortal letargia, o homem percebeu a luz da verdade, que tinha procurado e desejado em vão durante tantos séculos. reconheceu sobretudo que tinha nascido para bens muito mais altos e muito mais magníficos do que os bens frágeis e perecíveis que são atingidos pelos sentidos, e em torno dos quais tinha até então circunscrito seus pensamentos e suas preocupações. Compreendeu ele que toda a constituição da vida humana, a lei suprema, o fim a que tudo se deve sujeitar, é que, vindos de Deus, um dia devamos retornar a Ele. 'Desta fonte, sobre este fundamento, viu-se renascer a consciência da dignidade humana. o sentimento de que a fraternidade social é necessária fez então pulsar os corações. em conseqüência, os direitos e deveres atingiram sua perfeição, ou se fixaram integralmente, e, ao mesmo tempo, em diversos pontos, se expandiram virtudes tais, como a filosofia dos antigos sequer pôde jamais imaginar. Por isto, os desígnios dos homens, a conduta da vida, os costumes tomaram outro rumo. E, quando o conhecimento do Redentor se espalhou ao longe, quando sua virtude penetrou até os veios íntimos da sociedade, dissipando as trevas e os vícios da antigüidade, então se operou aquela transformação que, na era da Civilização Cristã, mudou inteiramente a face da terra'. (Leão XIII Encíclica 'Tametsi futura prospiscientibus', I-XI-1900). Casimiro III, o Grande, rei da Polônia O que é a civilização? Civilização é o estado de uma sociedade humana que possui uma cultura, e que criou, segundo os princípios básicos desta cultura, todo um conjunto de costumes, de leis, de instituições, de sistemas literários e artísticos próprios. O que é uma civilização católica? Uma civilização é católica, se for a resultante fiel de uma cultura católica e se, pois, o espírito da Igreja, for o próprio princípio normativo e vital de seus costumes, leis instituições, e sistemas literários e artísticos. O que é então a Civilização Cristã e a cultura cristã? A civilização cristã é uma luminosa realidade feita de uma ordem e uma perfeição antes sobrenatural e celeste do que natural e terrestre, produto da cultura cristã, a qual por sua vez é filha da Igreja Católica. O que é a cultura católica? A cultura católica é o cultivo da inteligência, da vontade e da sensibilidade segundo as normas da moral ensinada pela Igreja. Ela se identifica com a própria perfeição da alma. Se ela existir na generalidade dos membros de uma sociedade humana, ela será um fato social e coletivo. E constituirá um elemento — o mais importante — da própria perfeição social. (Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, “ A Cruzada do século XX ”, Catolicismo nº 1, Janeiro de 1951) Desejaria receber atualizações instantâneas e gratuitas de 'Glória da Idade Média' em meu email Postado por Luis Dufaur às 10:32 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade , igreja terça-feira, 2 de novembro de 2010 A Igreja e o Reino de Cristo na Terra ‒ A Cristandade (1) O que a Idade Média teve de original, malgrado os defeitos humanos atuantes em todas as épocas históricas, é que foi por excelência a era da “Cristandade”. Isto é realizou o Reino de Cristo nesta terra, em toda a medida permitida pelas circunstâncias da época. Cristandade: até hoje o termo e a realidade esplendorosa que ele exprime causam polêmica. Tal vez ninguém a definiu melhor que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira no hoje histórico artigo “A Cruzada do século XX”. Atendendo a uma intenção didática, achamos melhor apresentar o conteúdo desse ensaio na forma de perguntas e respostas em sucessivos posts. A finalidade da Igreja vai além da Terra? Sim. A Igreja Católica foi fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo para perpetuar entre os homens os benefícios da Redenção. Sua finalidade se identifica, pois, com a da própria Redenção: expiar os pecados dos homens pelos méritos infinitamente preciosos do Homem-Deus. restituir assim a Deus a glória extrínseca que o pecado Lhe havia roubado. e abrir aos homens as portas do Céu. Esta finalidade se realiza toda no plano sobrenatural, e com ordem à vida eterna. Ela transcende absolutamente tudo quanto é meramente natural, terreno, perecível. Foi o que N. S. Jesus Cristo afirmou, quando disse a Pôncio Pilatos 'meu Reino não é deste mundo' (João, 18-36). A Igreja quer o Reino de Cristo neste mundo? Sim. Há nos desígnios da Providência uma relação íntima entre a vida terrena e a vida eterna. A vida terrena é o caminho, a vida eterna é o fim. O Reino de Cristo não é deste mundo, mas é neste mundo que está o caminho pelo qual chegaremos até ele. Assim como a Escola Militar é o caminho para a carreira das armas, ou o noviciado é o caminho para o definitivo ingresso numa Ordem Religiosa, assim a terra é o caminho para o Céu. Como chegamos ao Céu? Tornando-nos plenamente semelhantes a Deus, somos capazes de O amar plenamente, e de atrair sobre nós a plenitude de Seu amor. Ficamos, assim, preparados para a contemplação de Deus face a face, e para aquele eterno ato de amor, plenamente feliz, para o qual somos chamados no Céu. O que é que é a vida terrena, então? A vida terrena é, pois, um noviciado em que preparamos nossa alma para seu verdadeiro destino, que é ver a Deus face a face, e amá-lO por toda a eternidade. Se nós formos bons, por quê nos importarmos com a ordem temporal? Se nossa alma é boa, todas as nossas ações devem ser boas necessariamente, pois que a árvore boa não pode produzir senão bons frutos (Mat.7,17-18). Assim, é absolutamente necessário, para que conquistemos o Céu, não só que em nosso interior amemos o bem e detestemos o mal, mas que por nossas ações pratiquemos o bem e evitemos o mal no estado que vivemos. Assim devemos agir na ordem temporal. O Reino de Deus se realiza nesta Terra? Sim. O Reino de Deus se realiza na sua plenitude no outro mundo, mas para todos nós ele começa a se realizar em estado germinativo já neste mundo. Tal como em um noviciado, já se pratica a vida religiosa, embora em estado preparatório. e em uma escola militar um jovem se prepara para o Exército... vivendo a própria vida militar. Qual é o sentido da festa de Cristo Rei? É a festa de Cristo enquanto Rei Celeste cujo governo já se exerce neste mundo. É Rei quem possui de direito a autoridade suprema e plena. O Rei legisla, dirige e julga. Quando se efetiva a Realeza de Cristo Rei? Sua realeza se torna efetiva quando os súditos reconhecem seus direitos, e obedecem a suas leis. Ora, Jesus Cristo possui sobre nós todos os direitos. Ele promulgou leis, dirige o mundo e julgará os homens. Qual nossa parte na construção do Reino de Cristo? Cabe-nos tornar efetivo o Reino de Cristo obedecendo a suas leis. O Reino de Cristo é um fato social? O Reinado de Cristo se exerce sobre as almas. Então, a alma de cada um de nós é uma parcela do campo de jurisdição de Cristo Rei. O Reinado de Cristo será um fato social se as sociedades humanas Lhe prestarem obediência. Como se realiza o Reino de Cristo nesta Terra? O Reino de Cristo se torna efetivo na terra, individual e socialmente, quando os homens no íntimo de sua alma como em suas ações, e as sociedades em suas instituições, leis, costumes, manifestações culturais e artísticas, se conformam com a Lei de Cristo. O Reino de Cristo nesta Terra é eterno? Não. Por mais concreta, brilhante e tangível que seja a realidade terrena do Reino de Cristo — no século XIII, por exemplo — é preciso não esquecer que este Reino não é senão preparação e proêmio. Na sua plenitude, o Reino de Deus se realizará no Céu: 'O meu Reino não é deste mundo...'. (João, 18-36). (Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, “ A Cruzada do século XX ”, Catolicismo nº 1, Janeiro de 1951) Leia mais... Veja artigo e fotos completas ... » Postado por Luis Dufaur às 08:45 0 comentários Partilhar | Marcadores: Civilização Cristã , Cristandade Postagens mais antigas Página inicial Assinar: Postagens (Atom) Outras formas de visualizar o blog: Receba gratis em seu email Digite seu email: Os falsos mitos sobre a Idade Média refutados um a um Primeiro mito: Uma sociedade concebida segundo os princípios católicos é utopia . Veja a refutação. Segundo mito: Na Idade Média o regime era de opressão . Veja a refutação. Terceiro mito: A Igreja é o ópio do povo . Ela manteve o regime feudal para fruir de vantagens mesquinhas. Veja a refutação. Quarto mito: Na Idade Média havia regime de escravidão . Veja a refutação. Quinto mito: A Idade Média foi a “noite de mil anos”, em que a cultura desapareceu . Veja a refutação . Sexto mito: Na Idade Média a ciência ficou estagnada, e não houve progresso técnico. Veja a refutação. Pesquisar este blog Seguidores Leão XIII: na Idade Média a filosofia do Evangelho governava os Estados “Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados . “Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. “ Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados . “Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. “Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda a expectativa, cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer ”. (Fonte: S.S. Leão XIII, Encíclica “Immortale Dei”, de 1º-XI-1885, 'Bonne Presse', Paris, vol. II, p. 39). Leão XIII: a Civilização Cristã realizou o ideal de perfeição social Operada a Redenção e fundada a Igreja, “como que despertando de antiga, longa e mortal letargia, o homem percebeu a luz da verdade, que tinha procurado e desejado em vão durante tantos séculos. reconheceu sobretudo que tinha nascido para bens muito mais altos e muito mais magníficos do que os bens frágeis e perecíveis que são atingidos pelos sentidos, e em torno dos quais tinha até então circunscrito seus pensamentos e suas preocupações. “Compreendeu ele que toda a constituição da vida humana, a lei suprema, o fim a que tudo se deve sujeitar, é que, vindos de Deus, um dia devamos retornar a Ele. “Desta fonte, sobre este fundamento, viu-se renascer a consciência da dignidade humana. o sentimento de que a fraternidade social é necessária fez então pulsar os corações. em conseqüência, os direitos e deveres atingiram sua perfeição, ou se fixaram integralmente, e, ao mesmo tempo, em diversos pontos, se expandiram virtudes tais, como a filosofia dos antigos sequer pôde jamais imaginar. “Por isto, os desígnios dos homens, a conduta da vida, os costumes tomaram outro rumo. E, quando o conhecimento do Redentor se espalhou ao longe, quando sua virtude penetrou até os veios íntimos da sociedade, dissipando as trevas e os vícios da antigüidade, então se operou aquela transformação que, na era da Civilização Cristã, mudou inteiramente a face da terra”. Leão XIII Encíclica “Tametsi futura prospiscientibus”, I-XI-1900. Invenções, progresso, ciência e técnicas medievais Alguns grandes nomes da ciência medieval Na Idade Média nasceu a ciência logicamente sistematizada Sem a Igreja Católica não teria havido ciência e progresso autênticos Na Idade Média, a Europa encheu-se de escritores, artistas, monumentos e invenções Os hospitais: frutos da caridade desconhecidos antes da Idade Média Universidades e catedrais francesas: farois da cultura medieval Invenção “sui generis” de um monge e Papa: o zero Idade Média: era de grandes descobertas geográficas Historiadores recusam os mitos anti-católicos e anti-medievais Os mosteiros levaram a agricultura a patamar nunca visto Descobertas grandes e surpreendentes Castelos, abadias e aldeias medievais integradas com a natureza. Exemplo dos queijos e cervejas de Chimay Melhores vinhos modernos: herança das abadias medievais Monges trapistas fazem a melhor cerveja do mundo Ordenadas pela lógica floresceram ciências como a mecânica, as matemáticas, a física e a astronomia Nascimento e triunfo dos altos estudos A minúscula carolíngia mudou o rumo da cultura e da alfabetização Convite aos fiéis a aprofundar racionalmente as verdades da fé Sob a doce luz de Cristo, a Idade Média foi uma explosão de liberdade, criatividade e progresso, diz catedrático de Lisboa A revolução industrial da Idade Média: os surpreendentes planos de Villard de Honnecourt A movimentada vida dos engenheiros medievais A Idade Média à procura do Movimento Perpétuo para resolver o problema da energia Energia industrial para invenções e “gadgets” em plena era medieval A geometria a serviço do arquiteto medieval Conhecimentos industriais e científicos da Antiguidade cuidadosamente aproveitados Os mestres medievais autores de inventos atribuídos a Leonardo da Vinci O relógio astronômico do Ocidente nasceu na Idade Média Um abade na ponta da tecnologia: Dom Richard Wallingford Uma vocação familiar para relógios nunca antes sonhados: os Dondi Monges inventores de tecnologias logo comunicadas a todos Idade Média: ingenuidade ou entendimento superior das coisas? O monasticismo católico e a restauração da fé, da cultura e das ciências A Idade Média achava que a Terra era plana? Idade das Trevas? Ou Idade da Luz da Fé e da razão irmanadas? O sistema universitário medieval: o oposto do conhecimento fragmentário hodierno 'Caso Galileu': manipulação revolucionária para abalar a hierarquia medieval das ciências Sob o Catolicismo as ciências progrediram mais que em qualquer outra civilização Invenções e instituições criadas na época medieval A revolução industrial medieval: os começos da engenharia moderna Mito errado: Na Idade Média a ciência ficou estagnada, e não houve progresso técnico São Pio X: a Civilização é tanto mais fecunda, quanto mais cristã “A civilização do mundo é a Civilização Cristã, tanto mais verdadeira, mais duradoura, mais fecunda em frutos preciosos, quanto é mais autenticamente cristã”. Encíclica “Il fermo proposito”, ASS, vol. 37 (1905) p. 745. Pio XII: a Idade Média foi uma era de admirável devoção a Nossa Senhora “A Idade Média, que, notadamente com São Bernardo, cantou a glória de Maria e lhe celebrou os mistérios, viu a admirável eflorescência das vossas catedrais dedicadas a Nossa Senhora: Le Puy, Reims, Amiens, Paris e tantas outras... “Essa glória da Imaculada anunciam-na elas de longe pelas suas flechas esbeltas, fazem-na resplandecer na pura luz dos seus vitrais e na harmoniosa beleza das suas estátuas. atestam elas sobretudo a fé de um povo a se alçar acima de si mesmo num surto magnífico, para erguer no céu da França a homenagem permanente da sua piedade mariana. “Nas cidades e nos campos, no topo das colinas ou dominando o mar, os santuários consagrados a Maria humildes capelas ou esplêndidas basílicas cobriram pouco a pouco o país com a sua sombra tutelar. “Neles, príncipes, pastores e fiéis inúmeros afluíram, ao longo dos séculos, para a Virgem santa, a quem saudaram com os títulos mais expressivos da sua confiança ou da sua gratidão. “Admirável ladainha de invocações, cuja enumeração jamais acabada narra, de província em província, os benefícios que a Mãe de Deus tem derramado, no correr dos tempos, sobre a terra da França.” Carta Encíclica “Le Pelèrinage de Lourdes”, 2 de julho de 1957 João Paulo II: a civilização européia é filha da Idade Média “Nós somos ainda os herdeiros de longos séculos nos quais se formou na Europa uma Civilização inspirada pelo cristianismo. (...) Na Idade Média, com certa coesão do continente inteiro, a Europa constrói uma Civilização luminosa da qual permanecem muitos testemunhos” (Discurso à CEE, Bruxelas, 21-5-1985) Bento XVI: Idade Média, idade de fé profunda que inspirou as mais altas obras de arte e civilização “A fé cristã, profundamente arraigada nos homens e nas mulheres destes séculos, não deu origem somente a obras-primas da literatura teológica, do pensamento e da fé. Ela inspirou também uma das criações artísticas mais elevadas da civilização universal: as catedrais, verdadeira glória da Idade Média cristã. Com efeito, durante cerca de três séculos, a partir do início do século XI, assistiu-se na Europa a um ardor artístico extraordinário. Vários fatores contribuíram para este renascimento da arquitetura religiosa. Em primeiro lugar, condições históricas mais favoráveis, como uma maior segurança política, acompanhada por um aumento constante da população e pelo progressivo desenvolvimento das cidades, dos intercâmbios e da riqueza. Porém, foi principalmente graças ao ardor e ao zelo espiritual do monaquismo em plena expansão que foram construídas igrejas abaciais, onde a liturgia podia ser celebrada com dignidade e solenidade, e os fiéis podiam deter-se em oração, atraídos pela veneração das relíquias dos santos, meta de peregrinações incessantes. (S.S. Bento XVI, Audiência Geral de 18.11. 2009). São Pio X: trata-se de restaurar incessantemente a Civilização Cristã “Não se deve inventar a Civilização, nem se deve construir nas nuvens a nova sociedade. Ela existiu e existe: é a Civilização Cristã, é a sociedade católica. Não se trata senão de a instaurar e restaurar incessantemente nas suas bases naturais e divinas, contra os ataques sempre renascentes da utopia malsã, da revolta e da impiedade: Omnia instaurare in Christo (Ef. I, 10)”. Carta Apostólica “Notre Charge Apostolique”, 25-8-1910, p. 612. Receba em seu email Digite seu email: Jacques Heers, prof. da Sorbonne: lenda revolucionária denigra Idade Média “Na visão da Idade Média divulgada pelos historiadores e escritores de dois séculos para cá, medieval, feudal, senhorial constituem, ainda mesmo em nossos dias, insultos ou injúrias, como resultado de uma legenda urdida a partir do século XVIII e sabiamente orquestrada pelos revolucionários franceses de 1789, pelos bonzos da História e, sobretudo pelos mestres do ensino público ”. Jacques Heers, diretor do Departamento de Estudos Medievais da Universidade de Paris-Sorbonne IV, “Le Moyen Age, une Imposture - Vérités et Légendes” , Perrin, Paris, 1993. Prof. Roberto de Mattei: a “lenda negra” sobre a Idade Média ruiu definitivamente “A ‘lenda negra’ sobre a Idade Média, que a historiografia marxista relançara, ruiu definitivamente e nenhum historiador sério aceitaria hoje considerar a Idade Média como um parênteses de barbárie negra. “A expressão Idade Média perdeu qualquer caracterização semântica de sinal negativo, para indicar simplesmente a época histórica em que toda a sociedade, nas suas instituições, leis e costumes, se deixou plasmar pela Igreja Católica. “Por isso, Bento XV define a Europa medieval como uma Civilização homogénea, dirigida pela Igreja, e Pio XII afirma que ‘é justo reconhecer à Idade Média e à sua mentalidade uma nota de autêntica catolicidade: a certeza indiscutível de que a religião e a vida formam, na unidade, um todo indissolúvel’”. “O Cruzado do Século XX”, editora Civilização, 1996, cap. IV, nº2. Prof. Rodney Stark: o mito da “Idade Média ‒ Era das Trevas” não resiste mais à crítica “A idéia de que a Europa caiu na Era das Trevas é um boato espalhado por intelectuais anti-religiosos, amarguradamente anti-católicos do século XVIII que estavam decididos a afirmar a superioridade cultural do seu próprio tempo, e que engrossavam sua pretensão denegrindo os séculos passados como — nas palavras de Voltaire — uma época em que a 'barbárie, a superstição e a ignorância cobriram a face do mundo.' “Afirmações como essas foram repetidas tão freqüentemente e tão unanimemente que, até muito recentemente, dicionários e enciclopédias aceitaram a 'Era das Trevas' como um fato histórico. “Alguns escritores até pareciam sugerir que o povo vivendo, digamos, no século IX, descrevia seu próprio tempo como sendo de atraso e superstição. “Afortunadamente, nos últimos anos estes pontos de vista ficaram tão completamente desacreditados que até alguns dicionários e enciclopédias começaram a se referir à noção de 'Era das Trevas' como sendo um mito .” (Fonte: Rodney Stark, “A Vitória da Razão”, Random House, New York, 2005). Plinio Corrêa de Oliveira e a cavalaria A cavalaria é uma fraternidade de almas cheias de lealdade e de honra. (29/5/74). A cavalaria era uma grande fraternidade universal de homens que queriam a luta pela Igreja Católica. Eles queriam realizar um certo tipo humano, e eram movidos por um certo espírito comum. (8/4/73). Cavaleiro é o homem que passa pelo caminho terrível do sacrifício por um fim superior. A história das Ordens de Cavalaria foi a síntese da História da Idade Média. Vitorioso no auge da catástrofe: nessa definição a palavra cavaleiro toma seu significado. No Brasil, “néscios” ainda reptem “tolices” como a “Idade Média tempo de ignorância e barbárie' “No Brasil, a Idade Média ainda é citada por muitos néscios como um tempo de ignorância e barbárie, um tempo vazio, um tempo em que a Igreja escondeu os conhecimentos que naufragaram com o fim do Império Romano para dominar o “povo”. “Nesse movimento consciente e ideológico em direção às trevas, o clero teve como aliado principal a nobreza feudal. “Juntos, nobreza e clero governaram com coturnos sinistros e malévolos todo o ocidente medieval, que permaneceu assim envolto em uma escuridão de mil anos, soterrado, amedrontado e preso a terra num trabalho servil humilhante. “Quem ainda acredita piamente nesse amontoado de tolices ...” (Fonte: Ricardo da Costa, Prof. Adjunto de História Medieval da Universidade Federal do Espírito Santo). De Mattei: espírito anti-católico forjou a falsa “lenda negra” sobre a Idade Média A origem da expressão Idade Média e do respectivo conceito liga-se a uma visão historiográfica que pretendia caracterizar todo um milénio de História ocidental como uma longa 'noite', tenebroso parênteses entre a 'luz' do mundo pagão e o 'renascimento' da idade moderna. tal concepção, já presente em Petrarca e no humanismo italiano, seria adpotada pelos iluministas no século XVIII. Desta forma, como observa Eugénio Garin, 'O contraste entre idade escura e renascimento iluminante alimentaria uma polémica de quase quatro centúrias, do século XIV ao XVIII, ligando de forma ideal o Humanismo ao Iluminismo'. Toda a sociedade medieval se conformava harmonicamente com a ordem natural estabelecida pelo próprio Deus ao criar o universo e com a ordem sobrenatural inaugurada com a Redenção e inspirada pela Igreja. Esta foi a grande civilização que emergiu lenta mas vigorosamente do caos da era bárbara, sob o influxo das energias naturais e sobrenaturais dos povos baptizados e ordenados a Cristo. “A conversão dos povos ocidentais –escreveu Plínio Corrêa de Oliveira– não foi um fenómeno de superfície. O germen da vida sobrenatural penetrou no proprio âmago da sua alma, e foi paulatinamente configurando à semelhança de Nosso Senhor Jesus Cristo o espírito outrora rude, lascivo e supersticioso das tribos bárbaras. A sociedade sobrenatural –a Igreja– estendeu assim sobre toda a Europa a sua contextura hierárquica, e desde as brumas da Escócia até às encostas do Vesúvio foram florindo as dioceses, os mosteiros, as igrejas catedrais, conventuais ou paroquiais, e, em torno delas, os rebanhos de Cristo. (...) Nasceram por essas energias humanas vitalizadas pela graça, os reinos e as estirpes fidalgas, os costumes corteses e as leis justas, as corporações e a cavalaria, a escolástica e as universidades, o estilo gótico e o canto dos menestreis”. “O Cruzado do Século XX”, editora Civilização, 1996, cap. IV, nº2. Causas da crise medieval e da decadência do mundo segundo os Papas Quais foram as causas da decadência da civilização medieval? Leão XIII na Encíclica Immortale Dei escreve que 'o funesto e deplorável espírito de novidade suscitado no século XVI, começou por convulsionar a religião, passou depois naturalmente desta ao campo filosófico, e em seguida a todas as ordens do Estado'. O âmbito religioso, juntamente com o intelectual e o político-social, são os três campos atingidos pelo processo de dissolução que o Papa denomina 'Direito novo'. Trata-se de um 'inimigo' declarado da Igreja e da Cristandade, o qual por sua vez foi descrito por Pio XII nos seguintes termos: “Ele encontra-se em toda a parte e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral e social da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé. a liberdade sem a autoridade. às vezes a autoridade sem a liberdade. É um 'inimigo' que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto. e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus”. (Pio XII, Discurso “Nel contemplare”, 12-10-1952, Discorsi e Radiomessaggi, vol. XIV, p. 359.) Links GPS do Agronegócio E ainda há gente culpando os produtores rurais! Há 6 horas Contos e lendas da Era Medieval A Ponte do Diabo de Thueyts Há 18 horas Nobility and Analogous Traditional Elites Here We Go Again Há 3 dias Catedrais Medievais O ódio ao gótico é ódio à Igreja Católica Há 4 dias Ciência confirma a Igreja Os nomes do Zodíaco: indício da união inicial dos homens e de sua posterior dispersão? Há 6 dias Orações e milagres medievais O que falavam a mula e o boi há dois mil anos – Conto de Natal Há uma semana Blog da Família A multiforme inspiração do Espírito Santo nos panetones e bolos de Natal Há uma semana Heróis medievais Santo Natal e Feliz Ano Novo 2018! Há 2 semanas As Cruzadas Santo Natal e Feliz Ano Novo 2018! Há 2 semanas Pesadelo chinês Feliz Natal e bom Ano Novo 2018! 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na voz de um Papa contemporâneo Vídeo: Cluny completou 1100 anos Cluny e a origem da arte gótica Cluny comemorou 1.100 anos envolto numa aura de veneração Cluny, a Jerusalém celeste encarnada Os mosteiros na Idade Média Cluny: o “exército do Senhor” Cluny: o “fasto” e a “hierarquia angélica” Cluny, monges-guerreiros e “anjos do Apocalipse” Cluny, como viviam os monges São Bernardo: reação para segurar a queda de Cluny A decadência de Cluny e o ocaso da Cristandade medieval Santo Odon: resplandecente abade de Cluny Santo Odilon, modelo das virtudes cluniacenses Post mais lidos em todos os tempos Alguns grandes nomes da ciência medieval Santo Alberto Magno, St Dominic, Londres Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPC... 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São Tomás de Aquino: no islamismo acreditaram homens animalizados, ignorantes da doutrina divina, que obrigaram os outros pela violência das armas São João Bosco: Quem foi Maomé? São João Bosco: O que ensinam o islamismo, Maomé e o Corão? Santo Afonso Maria de Ligório: O islamismo não pode ser verdadeiro São Francisco Xavier: peste grosseira e escravizadora que vive na ignorância de seus dogmas São João Damasceno, Doutor da Igreja: Maomé, falso profeta, excogitou nova heresia eriçada de coisas ridículas São Francisco de Assis: é de acordo com a Justiça combater os muçulmanos Santa Teresinha do Menino Jesus: “Com que alegria teria partido para combater os hereges nas Cruzadas” Abismais incompatibilidades entre Maomé e Jesus Papa São Gregório VII, alma inspiradora das Cruzadas Bem-aventurado Papa Urbano II: Sermão da Cruzada, Clermont-Ferrand, 27.11.1095 (versão mais completa) Papa Pascoal II comemora a conquista de Jerusalém e exorta a reforçar a Cruzada Beato Eugênio III Papa: Convocação da II Cruzada - Bula “Quantum predecessores” Papa Gregório VIII: “A misericórdia celeste pode trocar os dias da vitória muçulmana em dias de humilhação” Papa São Pio V: cartas incitando os Reis católicos a combater contra os muçulmanos Papa Bento XIV: “muçulmanos, os piores entre os celerados” Mais lidas nesta semana O Clero, primeira classe da sociedade medieval A via da Verdade. 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Como um medieval via a liturgia da Missa Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs ... A Igreja enxotou os costumes depravados e criminosos Abadia de Royaumont, França Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster... Nobreza: privilégios honoríficos e práticos. ônus pesados e custosos A nobreza é uma classe privilegiada. Seus privilégios são, antes de mais nada, honoríficos: direitos de precedência, etc. Alguns decorrem de... Covadonga: milagre parou invasão muçulmana Gruta de Covadonga: local do milagre No ano 722, em Covadonga começou a reconquista da Espanha invadida pelos árabes muçulmanos. Foi a... Santa Joana d'Arc: o julgamento iníquo e a epopeia da heroina santa Santa Joana d’Arc Epopeia que entra no século XXI A epopeia gloriosa de Santa Joana d’Arc Tribunal tenta enganar a heroína Missão profética da Donzela de Orleans Uma donzela que desfez o melhor exército da época Sagração do rei em Reims Juízes venais, filosoficamente igualitários, condenam a santa A virgem guerreira na fogueira O grande retorno da heroína santa Santa Joana d’Arc, Guerreira do Altíssimo (1) Santa Joana d’Arc, Guerreira do Altíssimo (2) O modo de estudar, segundo Santo Tomás de Aquino “Já que me pediste, frei João ‒ irmão, para mim, caríssimo em Cristo ‒, que te indicasse o modo como se deve proceder para ir adquirindo o tesouro do conhecimento, devo dar-te a seguinte indicação: deves optar pelos riachos e não por entrar imediatamente no mar, pois o difícil deve ser atingido a partir do fácil. E, assim, eis o que te aconselho sobre como deve ser tua vida: “1. Exorto-te a ser tardo para falar e lento para ir ao locutório. “2. Abraça a pureza de consciência. “3. Não deixes de aplicar-te à oração. “4. Ama freqüentar tua cela, se queres ser conduzido à adega do vinho da sabedoria. “5. Mostra-te amável com todos, ou, pelo menos, esforça-te nesse sentido. mas, com ninguém permitas excesso de familiaridades, pois a excessiva familiaridade produz o desprezo e suscita ocasiões de atraso no estudo. “6. Não te metas em questões e ditos mundanos. “7. Evita, sobretudo, a dispersão intelectual. “8. Não descuides do seguimento do exemplo dos homens santos e honrados. “9. Não atentes a quem disse, mas ao que é dito com razão e isto, confia-o à memória. “10. Faz por entender o que lês e por certificar-te do que for duvidoso. “11. Esforça-te por abastecer o depósito de tua mente, como quem anseia por encher o máximo possível um cântaro. “12. Não busques o que está acima de teu alcance. “13. Segue as pegadas daquele santo Domingos que, enquanto teve vida, produziu folhas, flores e frutos na vinha do Senhor dos exércitos. “Se seguires estes conselhos, poderás atingir o que queres.”



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  Série (matemática) – Wikipédia, a enciclopédia livre Série (matemática) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa As referências deste artigo necessitam de formatação (desde agosto de 2016). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro. Esta página ou ... corretos mas,por que ele erra? Sabe-se que Aquiles, no mundo real, ultrapassa a tartaruga, então qual o ... =1000+100+10+1+0,1+0,01+\cdots ={\frac {10000}{9}}} . Conclui-se, então, que mesmo tendo infinitas ... os índices e essa observação, então, não se aplica. Como uma forma de ilustrar esta colocação ... )} é decrescente . f ( n ) = a n . {\displaystyle f(n)=a_{n}.} Então ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle ... }} e ∑ n = 1 ∞ b n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }b_{n}} séries de termos positivos. Então: Se CACHE

Série (matemática) – Wikipédia, a enciclopédia livre Série (matemática) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa As referências deste artigo necessitam de formatação (desde agosto de 2016). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro. Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes , mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade (desde Janeiro de 2012) . Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto . Material sem fontes poderá ser removido . — Encontre fontes: Google ( notícias , livros e acadêmico ) Nota: Se procura Somas finitas, veja Adição#Somas úteis . Em física, o conceito de série, ou ainda, série infinita, surgiu da tentativa de generalizar o conceito de soma para uma sequência de infinitos termos. Esta generalização pode trazer diversas dificuldades: Nem sempre é possível definir um valor resultante da soma para uma série. Exemplo: ∑ n = 1 ∞ {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }} ( − 1 ) n − 1 = ( 1 − 1 ) ⏟ 0 + ( 1 − 1 ) ⏟ 0 + ( 1 − 1 ) ⏟ 0 + ⋯ = 0 {\displaystyle (-1)^{n-1}=\underbrace {(1-1)} _{0}+\underbrace {(1-1)} _{0}+\underbrace {(1-1)} _{0}+\cdots =0} Ou, ∑ n = 1 ∞ {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }} ( − 1 ) n − 1 = 1 + ( − 1 + 1 ) ⏟ 0 + ( − 1 + 1 ) ⏟ 0 + ( − 1 + 1 ) ⏟ 0 + ⋯ = 1 {\displaystyle (-1)^{n-1}=1+\underbrace {(-1+1)} _{0}+\underbrace {(-1+1)} _{0}+\underbrace {(-1+1)} _{0}+\cdots =1} Algumas séries possuem o valor de sua soma infinito. Exemplo: ∑ n = 1 ∞ 1 = 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + . . . = ∞ {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }1=1+1+1+1+1+1+1+1+...=\infty } Nem sempre é possível trocar a ordem dos termos da série, porque o seu valor se altera, isso acontece nas séries condicionalmente convergentes. Exemplo: S = ∑ n = 1 ∞ {\displaystyle S=\sum _{n=1}^{\infty }} ( − 1 ) n n + 1 {\displaystyle {\frac {(-1)^{n}}{n+1}}} = 1 1 − 1 2 + 1 3 − 1 4 + . . . {\displaystyle {\frac {1}{1}}-{\frac {1}{2}}+{\frac {1}{3}}-{\frac {1}{4}}+...} e 3 2 S = 3 2 ∑ n = 1 ∞ ( − 1 ) n n + 1 = ∑ n = 1 ∞ ( 1 4 n − 3 + 1 4 n − 1 − 1 2 n ) = 1 1 + 1 3 − 1 2 + 1 5 + 1 7 − 1 4 + ⋯ {\displaystyle {\frac {3}{2}}S={\frac {3}{2}}\sum _{n=1}^{\infty }{\frac {(-1)^{n}}{n+1}}=\sum _{n=1}^{\infty }\left({\frac {1}{4n-3}}+{\frac {1}{4n-1}}-{\frac {1}{2n}}\right)={\frac {1}{1}}+{\frac {1}{3}}-{\frac {1}{2}}+{\frac {1}{5}}+{\frac {1}{7}}-{\frac {1}{4}}+\cdots } Podemos ver que neste caso 3 2 S = S {\displaystyle {\frac {3}{2}}S=S} devido a uma mudança na ordem dos termos, colocando dois positivos seguido de um negativo. Alterou-se o valor da soma. Embora a ideia de soma infinita seja bastante antiga, uma formulação matemática rigorosa só veio a surgir no século XVIII, com o advento da análise real, que denota e define uma série de termos u 1 , u 2 , u 3 . . . {\displaystyle u_{1},u_{2},u_{3}...} , da seguinte forma: ∑ n = 1 ∞ {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }} u n {\displaystyle u_{n}} = u 1 + u 2 + u 3 + u 4 + . . . {\displaystyle u_{1}+u_{2}+u_{3}+u_{4}+...} Observe que é necessária a soma ordenada, para fugir dos problemas apontados acima. Índice 1 Um primeiro exemplo: A corrida de Aquiles vista pelo Paradoxo de Zenão 2 Notação 3 Definição 4 Aspectos históricos 5 Classificação das séries quanto à convergência [ 1 ] 6 Convergência e divergência de séries 6.1 Termos positivos 6.1.1 Teste da integral 6.1.2 Teste da comparação do limite (2º Critério de Comparação) 6.1.3 Critério da comparação de razões 6.1.4 Teste da divergência 6.1.5 Teste da comparação (1º Critério de Comparação) 6.1.6 Teste da razão (critério de d'Alembert) 6.2 Séries de termos positivos ou negativos 6.2.1 Série alternada (critério de Leibnitz): 6.2.2 Testes de Abel e Dirichlet 7 Tipos importantes de séries 7.1 Série telescópica (de Mengoli): 7.2 Série geométrica: 7.3 Séries harmônica e hiper-harmônica: 8 Constantes definidas por séries 9 Rearranjo de termos 10 Funções definidas por séries 11 Séries duplas 11.1 Exemplos de séries duplas 12 Série iteradas 12.1 Exemplos 13 Sequência dos termos de uma série 14 Generalizações em espaços normados 14.1 Exemplo 15 Referências Um primeiro exemplo: A corrida de Aquiles vista pelo Paradoxo de Zenão [ editar | editar código-fonte ] Zenão foi um filósofo grego pré-socrático. Ele estudou o ramo da filosofia que trata da lógica e criou alguns paradoxos, nos quais afirmava que tempo e movimento não existem. “Numa manhã de Sábado, o guerreiro Aquiles, o melhor do exército grego, resolveu apostar uma corrida com uma tartaruga para mostrar que era muito veloz. Entretanto, como sua vitória parecia iminente, resolveu dar uma colher de chá, deu uma vantagem de 1 Km para a tartaruga.” Dos relatos históricos, descobriu-se que a velocidade de Aquiles era dez vezes maior do que a tartaruga. Assim, se Aquiles corria a 10 m/s, a tartaruga corria a 1 m/s. Nessa situação, Zenão afirma que Aquiles nunca ultrapassará a tartaruga. Para isso, ele conjectura que, quando Aquiles alcança o ponto em que a tartaruga partiu ela já haveria andado uma distância e, quando ele chegasse ao segundo ponto, ela já haveria andado mais uma pequena distância e, assim, indefinidas vezes. Zenão usa a tartaruga como referencial para sabermos a posição de Aquiles, isso mostra que a diferença entre os dois diminui, mas Aquiles nunca irá alcançar, quanto menos ultrapassar a tartaruga. Os argumentos lógicos usados por Zenão estão corretos mas,por que ele erra? Sabe-se que Aquiles, no mundo real, ultrapassa a tartaruga, então qual o equívoco dos argumentos? Analisando os dados que temos usando as proposições lógicas do filósofo: Tempo (s) Posição da tartaruga (m) Posição de Aquiles (m) Diferença da tartaruga em relação a Aquiles (m) 0 1000 0 1000 100 1100 1000 100 110 1110 1100 10 111 1111 1110 1 111,1 1111,1 1111 0,1 111,11 1111,11 1111,1 0,01 ... ... ... ... 111,111[…]1 1111,111[…]1 1111,11[…]1 0,000[…]1 A questão se resume em somar todas as diferenças da posição tartaruga em relação a Aquiles e com esse resultado descobrir, de forma exata, que distância Aquiles precisa caminhar para alcançar a tartaruga. Ou seja, quer encontrar-se a soma S , tal que: S = 1000 + 100 + 10 + 1 + 0,1 + 0,01 + … Perceba que deseja-se uma soma com infinitas parcelas, a qual denomina-se de soma de uma série. Olhando mais de perto essa não é uma soma qualquer, os termos utilizados na soma tem uma peculiaridade: o posterior é sempre o anterior dividido por 10, ou seja, essa é uma Progressão Geométrica (PG) de razão 1/10. Observa-se na tabela, a soma desta série é 1111,11... Uma dízima periódica que tem por fração geratriz 10000 9 {\displaystyle {\frac {10000}{9}}} . (Na sequência apresenta-se uma maneira mais prática para obter este resultado). Escreve-se assim, S = 1000 + 100 + 10 + 1 + 0 , 1 + 0 , 01 + ⋯ = 10000 9 {\displaystyle S=1000+100+10+1+0,1+0,01+\cdots ={\frac {10000}{9}}} . Conclui-se, então, que mesmo tendo infinitas parcelas é possível encontrar um número real como resposta para essa soma e, por este motivo, Zenão erra. Ele aborda o problema de forma que o tempo caminhe de forma geométrica, o que não é errado, mas não serve para provar sua conclusão. Para analisar se houve ultrapassagem ou não, deve-se abordar o problema tal que a referência seja o tempo, não mais a posição da tartaruga. Veja: Tempo (s) Posição da tartaruga (m) Posição de Aquiles (m) Diferença da tartaruga em relação a Aquiles (m) 0 1000 0 1000 20 1020 200 820 40 1040 400 640 60 1060 600 460 80 1080 800 280 100 1100 1000 100 112 1112 1120 -8 120 1120 1200 -80 Analisando a tabela, é possível observar que no instante 80 s Aquiles está 280 m atrás da tartaruga, mas no instante 112 s Aquiles ultrapassou-a em 8 m. Assim,conclui-se que a intuição inicial e o mundo real estão corretos, Aquiles realmente ultrapassa a tartaruga, quebrando definitivamente o paradoxo de Zenão. Notação [ editar | editar código-fonte ] Cauchy formaliza o estudo das séries. Generalizando para todo caso temos que, se forem u 1 , u 2 , u 3 , … , u n , … {\displaystyle u_{1},u_{2},u_{3},\ldots ,u_{n},\ldots } os termos da sequência que desejamos somar, a soma S {\displaystyle S} da série será: S = ∑ n = 1 ∞ u n {\displaystyle S=\sum _{n=1}^{\infty }u_{n}} Considera-se deste modo sempre a genericidade: Uma letra maiúscula como o valor da soma da série e uma letra minúscula seguida do índice como uma sequência. Quando estiver tratando de somas em que o índice superior é infinito e se tratando de uma série genérica, não precisa-se evidenciar nenhum dos dois índices. Essa observação prevê praticidade para demonstrações que se seguem neste texto e, ainda mais porque não existe influência na conclusão a omissão destes índices. Ou seja, para casos em que temos uma soma de uma sequência genérica denota-se da seguinte forma: S = ∑ u n {\displaystyle S=\sum _{}^{}u_{n}} . Quando se tratar de um caso numérico em que busca-se a soma S, é indispensável saber os índices e essa observação, então, não se aplica. Como uma forma de ilustrar esta colocação, utiliza-se o primeiro exemplo: u 1 = 1000 , u 2 = 100 , u 3 = 10 {\displaystyle u_{1}=1000,u_{2}=100,u_{3}=10} , u n = 1000 1 ∗ ( 1 10 ) n − 1 {\displaystyle u_{n}={\frac {1000}{1}}*\left({\frac {1}{10}}\right)^{n-1}} e S = ∑ n = 1 ∞ u n = ∑ n = 1 ∞ 1000 ( 1 10 ) n − 1 {\displaystyle S=\sum _{n=1}^{\infty }u_{n}=\sum _{n=1}^{\infty }1000\left({\frac {1}{10}}\right)^{n-1}} Para estudar com mais exatidão a soma de uma série infinita, (re)parte-se esta soma e chama-se de soma parcial até o termo k de S k {\displaystyle S_{k}} . Sendo , S k {\displaystyle S_{k}} a soma dos k primeiros termos de uma série, denotando isso por: S k = ∑ n = 1 k u n = u 1 + u 2 + u 3 + . . . + u k {\displaystyle S_{k}=\sum _{n=1}^{k}u_{n}=u_{1}+u_{2}+u_{3}+...+u_{k}} Definição [ editar | editar código-fonte ] Define-se a soma S de uma série infinita, o limite das somas parciais quando o limite dessas somas parciais existe, ou seja, quando S é um número real. S = ∑ n = 1 ∞ u n = lim k → ∞ ∑ n = 1 k u n = lim k → ∞ S k {\displaystyle S=\sum _{n=1}^{\infty }u_{n}=\lim _{k\to \infty }\sum _{n=1}^{k}u_{n}=\lim _{k\to \infty }S_{k}} Aspectos históricos [ editar | editar código-fonte ] Aquiles Somas infinitas surgiram há séculos. A fim de obter a área de um segmento parabólico, Arquimedes ( 250 a.C.) necessitou calcular a soma da progressão 1 + ¼ + (¼)2 + (¼)3 + ... = 4/3 . Embora seu cálculo não tenha sido feito por processos infinitos, que eram mal vistos em seu tempo, este foi um dos primeiros cálculos de somas infinitas. Por volta de 1350, utilizando “processos infinitos”, R. Suiseth (mais conhecido como Calculator). A consideração de somas infinitas é um problema estreitamente ligado ao problema da passagem ao limite . A falta por longo período de conceitos adequados e de uma teoria razoável levou os matemáticos a numerosas especulações e paradoxos a respeito da natureza das séries infinitas, a exemplo do paradoxo de Zenão . O paradoxo de Zenão segundo Aristóteles em Fisica VI, 239 b 9 ss consiste basicamente em decompor o movimento em um número infinito de partes. Pressupondo de que é impossível realizar infinitos movimentos em tempo finito, o deslocamento torna-se impossível. O experimento mental tradicional propõe uma competição entre o herói Aquiles e uma tartaruga . A tartaruga parte com uma vantagem inicial. É impossível que Aquiles alcance a tartaruga, porque, quando Aquiles atinge a posição inicial da tartaruga ( A ), ela já avançou para o ponto ( B ). Quando Aquiles chega ao ponto B , a tartaruga já está em C e assim até o infinito. O matemático e astrônomo Madhava foi o primeiro, no século XIV, a considerar tais séries. Seus trabalhos receberam continuidade por seus sucessores da escola de Kerala , região ao sul da Índia e foram registrados no livro Yuktibhasa . Madhava se dedica ao estudo das funções trigonométricas, propondo-lhe desenvolvimento em séries de Taylor e em séries trigonométrica . Ele utiliza esses conceitos para o cálculo de aproximações (notavelmente para estimar o valor numérico da constante π {\displaystyle \pi } ) e estabelece estimativas para o erro assumido. Também introduz os primeiros critérios de convergência. No século XVII, James Gregory redescobre vários desses resultados, em especial o desenvolvimento de séries trigonométricas em séries de Taylor e sua série que permita calcular o valor numérico de π . {\displaystyle \pi .} Em 1715, Brook Taylor , ao publicar a construção geral das séries que recebem seu nome, estabelece uma frutífera ligação da teoria de séries infinitas com o cálculo diferencial . Em 1748, L. Euler publicou o texto Introductio in analysin infinitorum, em dois volumes. O primeiro deles versava sobre processos infinitos, entre os quais séries infinitas. Euler era pouco cuidadoso no uso de tais séries, e as manipulava arriscadamente. Usando a série da função sen z = z – z3/3 + z5/5! - ... e de artifícios engenhosos, Euler conseguiu resolver uma difícil questão que J. Bernoulli não tivera sucesso, a de obter a soma dos recíprocos dos quadrados perfeitos. Leonhard Euler estabelece numerosas relações sobre séries, calcula diversas somas notáveis e introduz o conceito de série hipergeométrica A teoria das séries infinitas se estabelece finalmente com o advento da análise matemática ao longo dos séculos XVIII e XIX com os trabalhos sobretudo de Augustin Louis Cauchy . Classificação das séries quanto à convergência [ 1 ] [ editar | editar código-fonte ] Nome Limite ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} existe? Limite ∑ n = 1 ∞ | a n | {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }|a_{n}|} existe? Exemplo deste tipo de série Série convergente (seus termos formam uma sequência dita somável) absolutamente convergente Sim e é finito Sim e é finito ∑ n = 1 ∞ a n , ∀ | a | < 1 {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a^{n},\forall |a|<1} condicionalmente convergente Sim e é finito Não existe A soma ∑ n = 1 ∞ ( − 1 ) n + 1 n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {(-1)^{n+1}}{n}}} converge, mas se a tomarmos em módulo teremos uma soma divergente Série divergente Não existe - Os somatórios ∑ n = 1 ∞ 1 n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1}{n}}} e ∑ n = 1 ∞ n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }n} divergem. Série oscilante Não - O somatório ∑ n = 0 ∞ ( − 1 ) n {\displaystyle \sum _{n=0}^{\infty }(-1)^{n}} Obs.: Alguns autores, sobretudo fora do escopo da análise real ou na teoria das séries divergentes , definem como série divergente toda aquela que não é convergente. Convergência e divergência de séries [ editar | editar código-fonte ] Diversos são os teoremas para provar que determinada série numérica converge ou diverge, esses costumam ser chamados de testes (ou critérios), eis alguns exemplos: Termos positivos [ editar | editar código-fonte ] Teste da integral [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Teste da integral O teste da integral é um método para estabelecer a convergência de um série comparando a soma de seus termos à integral de uma função adequada. Seja ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} uma série de números positivos e f ( x ) : [ 1 , ∞ ] → R {\displaystyle f(x):[1,\infty ]\to \mathbb {R} } uma função com as seguintes propriedades: f ( x ) ≥ 0 . {\displaystyle f(x)\geq 0.} f ( x ) {\displaystyle f(x)} é decrescente . f ( n ) = a n . {\displaystyle f(n)=a_{n}.} Então ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} converge se e somente se ∫ 1 ∞ f ( x ) d x {\displaystyle \int _{1}^{\infty }f(x)dx} converge. Teste da comparação do limite (2º Critério de Comparação) [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Teste da comparação do limite O teste da comparação do limite é uma generalização do teste da comparação . Sejam ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} e ∑ n = 1 ∞ b n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }b_{n}} séries de termos positivos. Então: Se lim n → ∞ a n b n = C , {\displaystyle \lim _{n\rightarrow \infty }{\frac {a_{n}}{b_{n}}}=C,} sendo C {\displaystyle C} um número e 0 < C < ∞ , {\displaystyle 0<C<\infty ,} temos: ambas as séries divergem ou ambas as séries convergem. Obs.: Se C = 0 , {\displaystyle C=0,} então: Se b n {\displaystyle {b_{n}}} é convergente → a n {\displaystyle {a_{n}}} é convergente. Este teste admite uma ligeira modificação através do uso do limite superior : Se lim sup n → ∞ a n b n < ∞ , {\displaystyle \limsup _{n\rightarrow \infty }{\frac {a_{n}}{b_{n}}}<\infty ,} temos que: Se b n {\displaystyle {b_{n}}} é convergente → a n {\displaystyle {a_{n}}} é convergente. Critério da comparação de razões [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Critério da comparação de razões O critério da comparação de razões serve como base para muitos dos critérios utilizados para estudar convergência e divergência de séries. Este é sugerido pela lógica da progressão geométrica . Sejam as séries de termos positivos ∑ k = 1 ∞ a k {\displaystyle \sum _{k=1}^{\infty }a_{k}} e ∑ k = 1 ∞ b k , {\displaystyle \sum _{k=1}^{\infty }b_{k},} imaginemos que existe um número natural p {\displaystyle p} tal que, para k ≥ p , {\displaystyle k\geq p,} temos: a k + 1 a k ≤ b k + 1 b k {\displaystyle {\frac {a_{k+1}}{a_{k}}}\leq {\frac {b_{k+1}}{b_{k}}}} Então ∑ k = 1 ∞ b k {\displaystyle \sum _{k=1}^{\infty }b_{k}} convergente ⇒ ∑ k = 1 ∞ a k {\displaystyle \sum _{k=1}^{\infty }a_{k}} convergente. ∑ k = 1 ∞ a k {\displaystyle \sum _{k=1}^{\infty }a_{k}} divergente ⇒ ∑ k = 1 ∞ b k {\displaystyle \sum _{k=1}^{\infty }b_{k}} divergente. Teste da divergência [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Teste da divergência O teste da divergência ou teste do termo geral estabelece que uma série numérica não pode convergir se o seu termo geral não converge para zero. Ou seja: Se ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} converge, então seu termo geral a n {\displaystyle a_{n}} converge para zero. Observe cuidadosamente que a recíproca não é verdadeira, um contra-exemplo simples é a série harmônica : ∑ n = 1 ∞ 1 n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1}{n}}} onde o termo geral 1 n {\displaystyle {\frac {1}{n}}} tende a zero, mas a soma diverge. Teste da comparação (1º Critério de Comparação) [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Teste da comparação O teste da comparação estabelece um critério para convergência de séries de termos positivos, ou para a convergência absoluta . Sejam as séries: ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} ∑ n = 1 ∞ b n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }b_{n}} Então se 0 ≤ a n ≤ b n {\displaystyle 0\leq a_{n}\leq b_{n}} e se a segunda série converge a primeira também converge (e a soma não é superior). Ou ainda, se a primeira diverge a segunda também deve divergir. Podemos também estabelecer que se | a n | ≤ b n , {\displaystyle |a_{n}|\leq b_{n},} então a primeira série converge contanto que a segunda também convirja. Teste da razão (critério de d'Alembert) [ editar | editar código-fonte ] Seja a série ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} , com a n > 0 {\displaystyle an>0} para todo n > q {\displaystyle n>q} , onde q {\displaystyle q} é um natural fixo. Supo que: lim n → ∞ a n + 1 a n {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\frac {a_{n}+1}{a_{n}}}} exista, finito ou infinito . Seja: L = lim n → ∞ a n + 1 a n {\displaystyle L=\lim _{n\to \infty }{\frac {a_{n}+1}{a_{n}}}} , então: A) L < 1 ⇒ ∑ n = 0 ∞ a n {\displaystyle L<1\Rightarrow \sum _{n=0}^{\infty }an} é convergente. B) L > 1 {\displaystyle L>1} ou L = + ∞ ⇒ ∑ n = 0 ∞ a n {\displaystyle L=+\infty \Rightarrow \sum _{n=0}^{\infty }an} é divergente . C) Se L = 1 {\displaystyle L=1} , o teste é inconclusivo. Demonstração: A)Tomando r {\displaystyle r} tal que L < r < 1 {\displaystyle L<r<1} . Segue que existe um natural p ⩾ q {\displaystyle p\geqslant q} tal que, para n ⩾ p {\displaystyle n\geqslant p} , a n a n + 1 < 1 {\displaystyle {\frac {a_{n}}{a_{n}+1}}<1} . Exemplo: A série ∑ n = 0 ∞ {\displaystyle \sum _{n=0}^{\infty }} é convergente? Pois, como a n = 2 n ! n {\displaystyle an={\frac {2}{n!}}^{n}} , tem-se: a n + 1 a n = 2 n + 1 ! n + 1 ÷ 2 n ! n = 2 n + 1 {\displaystyle {\frac {a_{n+1}}{a_{n}}}={\frac {2}{n+1!}}^{n+1}\div {\frac {2}{n!}}^{n}={\frac {2}{n+1}}} segue que: lim n → ∞ a n + 1 a n = lim n → ∞ 2 n + 1 = 0 {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\frac {a_{n}+1}{a_{n}}}=\lim _{n\to \infty }{\frac {2}{n+1}}=0} B) segue da hipótese que existe um natural p ⩾ q {\displaystyle p\geqslant q} tal que, para n ⩾ p {\displaystyle n\geqslant p} , a n a n + 1 ⩾ 1 {\displaystyle {\frac {a_{n}}{a_{n}+1}}\geqslant 1} . Exemplo: A série: ∑ n = 1 ∞ 1 × 4 × 7... × ( 3 n + 1 ) n 5 {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1\times 4\times 7...\times (3n+1)}{n^{5}}}} Solução: a n = 1 × 4 × 7... × ( 3 n + 1 ) n 5 {\displaystyle an={\frac {1\times 4\times 7...\times (3n+1)}{n^{5}}}} a n a n + 1 = 1 × 4 × 7... × ( 3 n + 1 ) × ( 3 n + 4 ) ( n + 1 ) 5 × n 5 1 × 4 × 7... × ( 3 n + 1 ) {\displaystyle {\frac {a_{n}}{a_{n}+1}}={\frac {1\times 4\times 7...\times (3n+1)\times (3n+4)}{(n+1)^{5}}}\times {\frac {n^{5}}{1\times 4\times 7...\times (3n+1)}}} = 3 ( n + 1 / n ) 5 {\displaystyle ={\frac {3}{(n+1/n)^{5}}}} Segue que lim n → ∞ a n + 1 a n = ∞ {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\frac {a_{n}+1}{a_{n}}}=\infty } Teste da Raiz (Critério de Cauchy) Segue a série ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} , com a n > 0 {\displaystyle an>0} para todo n > q {\displaystyle n>q} , onde q {\displaystyle q} é um natural fixo. Suponho que lim n → ∞ a n n {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\sqrt[{n}]{an}}} exista, finto ou infinito. seja: L = lim n → ∞ a n n {\displaystyle L=\lim _{n\to \infty }{\sqrt[{n}]{an}}} Então: A) L < 1 ⇒ ∑ n = 0 ∞ a n {\displaystyle L<1\Rightarrow \sum _{n=0}^{\infty }an} é convergente. B) L > 1 {\displaystyle L>1} ou L = + ∞ ⇒ ∑ n = 0 ∞ a n {\displaystyle L=+\infty \Rightarrow \sum _{n=0}^{\infty }an} é divergente . C) Se L = 1 {\displaystyle L=1} , o teste é inconclusivo Demonstração : Tomando-se r {\displaystyle r} tal que L < r < 1 {\displaystyle L<r<1} , existe um natural p ⩾ q {\displaystyle p\geqslant q} tal que, para n ⩾ p {\displaystyle n\geqslant p} , a n n < r {\displaystyle {\sqrt[{n}]{an}}<r} e, portanto, a n < r n {\displaystyle an<r^{n}} . A convergência da série segue por comparação com a série geométrica ∑ n = 0 ∞ r n {\displaystyle \sum _{n=0}^{\infty }r^{n}} Exemplo: A série ∑ n = 0 ∞ n 3 3 n {\displaystyle \sum _{n=0}^{\infty }{\frac {n^{3}}{3^{n}}}} é convergente? Sim, pois: aplicando o teste da raiz, temos: lim n → ∞ a n n = lim n → ∞ n 3 3 n n = 1 3 {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\sqrt[{n}]{an}}=\lim _{n\to \infty }{\sqrt[{n}]{\frac {n^{3}}{3^{n}}}}={\frac {1}{3}}} , pois lim n → ∞ n 3 n = 1 {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\sqrt[{n}]{n^{3}}}=1} e lim n → ∞ 3 n n = 3 {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\sqrt[{n}]{3^{n}}}=3} Logo, a série é divergente. Observação: seja a série ∑ n = 0 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=0}^{\infty }an} , com a n > 0 {\displaystyle an>0} . Se ocorrer lim n → ∞ a n + 1 a n = 1 {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\frac {a_{n}+1}{a_{n}}}=1} , o critério da razão não decide se a série é ou não convergente. Conforme se lim n → ∞ a n + 1 a n = 1 {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\frac {a_{n}+1}{a_{n}}}=1} .Então teremos, também lim n → ∞ a n n {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\sqrt[{n}]{an}}} =1. Isto significa que se lim n → ∞ a n + 1 a n = 1 {\displaystyle \lim _{n\to \infty }{\frac {a_{n}+1}{a_{n}}}=1} , o critério da raiz nada revela também, sobre a convergência ou divergência da série. Séries de termos positivos ou negativos [ editar | editar código-fonte ] Supondo que numa sucessão há termos positivos e negativos, havendo uma infinidade numerável de termos de cada sinal. Chama-se Série de Termos Quaisquer a série ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} , se nesta série somarmos os termos consecutivos. S n = u 0 − u 1 + u 2 − u 3 + u 4 + . . . + ( − 1 ) n . u n + . . . {\displaystyle S_{n}=u_{0}-u_{1}+u_{2}-u_{3}+u_{4}+...+(-1)^{n}.u_{n}+...} , onde a série de termos alternadamente positivos e negativos é chamada Série Alternada. Série alternada (critério de Leibnitz): [ editar | editar código-fonte ] Seja uma série qualquer ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} em que os termos ( a n ) ∀ n ∈ N {\displaystyle (a_{n})\forall n\in \mathbb {N} } são alternadamente positivos e negativos, ou vice-versa. Isto é, para uma sequência positiva qualquer ( u n ) > 0 {\displaystyle (u_{n})>0} tem-se a n = ( − 1 ) n − 1 . u n {\displaystyle a_{n}=(-1)^{n-1}.u_{n}} ou a n = ( − 1 ) n . u n {\displaystyle a_{n}=(-1)^{n}.u_{n}} . Sendo assim, define-se série alternada toda série do tipo ∑ n = 1 ∞ a n = ∑ n = 1 ∞ ( − 1 ) n − 1 . u n = u 1 − u 2 + u 3 − u 4 + . . . + ( − 1 ) n − 1 . u n + . . . {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}=\sum _{n=1}^{\infty }(-1)^{n-1}.u_{n}=u_{1}-u_{2}+u_{3}-u_{4}+...+(-1)^{n-1}.u_{n}+...} ou ∑ n = 1 ∞ a n = ∑ n = 1 ∞ ( − 1 ) n . u n = − u 1 + u 2 − u 3 + u 4 + . . . + ( − 1 ) n . u n + . . . {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}=\sum _{n=1}^{\infty }(-1)^{n}.u_{n}=-u_{1}+u_{2}-u_{3}+u_{4}+...+(-1)^{n}.u_{n}+...} O estudo da convergência da série alternada é feito a partir do critério de Leibnitz. Ver artigo principal: Teste da série alternada Testes de Abel e Dirichlet [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Teste de Abel e Teste de Dirichlet O teste de Abel e o teste de Dirichlet demonstram a convergência de séries numéricas que podem ser escritas na forma: ∑ n = 1 ∞ a n b n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}b_{n}} quando os coeficiente b n {\displaystyle b_{n}} forma uma sequência monotônica com limite b ∞ . {\displaystyle b_{\infty }.} O teste de Abel garante a convergência de ∑ n = 1 ∞ a n b n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}b_{n}} quando ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} é convergente. Já o teste de Dirichet se aplica quando b ∞ = 0 , {\displaystyle b_{\infty }=0,} mas exige apenas que as somas parcial sejam limitadas: | ∑ n = 1 N a n | ≤ M {\displaystyle \left|\sum _{n=1}^{N}a_{n}\right|\leq M} Tipos importantes de séries [ editar | editar código-fonte ] Grande parte do estudo de séries numéricas se resume, na verdade, a analisar sua convergência ou divergência. Há alguns tipos específicos de séries em que é muito simples observar se estas convergem ou não, fato que as permite serem usadas como comparação para estudar a convergência de outras séries semelhantes. São elas: Série telescópica (de Mengoli): [ editar | editar código-fonte ] Considere uma série qualquer ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} tal que a n = u n − u n + 1 {\displaystyle a_{n}=u_{n}-u_{n+1}} . Define-se série telescópica, toda série do tipo ∑ n = 1 ∞ ( u n − u n + 1 ) = ( u 1 − u 2 ) + ( u 2 − u 3 ) + . . . + ( u n − u n + 1 ) + . . . {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }(u_{n}-u_{n+1})=(u_{1}-u_{2})+(u_{2}-u_{3})+...+(u_{n}-u_{n+1})+...} e então a sequência S k {\displaystyle S_{k}} das somas parciais tem a seguinte característica: S k = ∑ n = 1 k ( u n − u n + 1 ) = ( u 1 − u 2 ) + ( u 2 − u 3 ) + . . . + ( u k − 1 − u k ) + ( u k − u k + 1 ) = u 1 − u k + 1 {\displaystyle S_{k}=\sum _{n=1}^{k}(u_{n}-u_{n+1})=(u_{1}-u_{2})+(u_{2}-u_{3})+...+(u_{k-1}-u_{k})+(u_{k}-u_{k+1})=u_{1}-u_{k+1}} Observação: a expressão “telescópica” dada a esse tipo de série é uma analogia aos antigos telescópios que eram compostos por várias partes. Quando abertos se viam todas essas partes, mas se fechados, conseguia-se ver apenas a primeira e a última parte. Em toda série telescópica isso também acontece com suas somas parciais, os termos intermediários se cancelam, restando apenas o primeiro e o último termo. Teorema: Uma série telescópica converge quando a sequência ( u k ) {\displaystyle (u_{k})} converge. Então, sua soma será S = u 1 − lim k → ∞ u k + 1 {\displaystyle S=u_{1}-\lim _{k\to \infty }u_{k+1}} . Demonstração: Tomando o limite da sequência S k {\displaystyle S_{k}} S = lim k → ∞ S k = lim k → ∞ ( u 1 − u k + 1 ) = u 1 − lim k → ∞ u k + 1 {\displaystyle S=\lim _{k\to \infty }S_{k}=\lim _{k\to \infty }(u_{1}-u_{k+1})=u_{1}-\lim _{k\to \infty }u_{k+1}} observa-se que u 1 {\displaystyle u_{1}} é o primeiro termo da sequência, portanto um número real e por hipótese a sequência ( u k ) {\displaystyle (u_{k})} converge, o que implica que ( u k + 1 ) {\displaystyle (u_{k+1})} também converge, logo a sequência S k {\displaystyle S_{k}} das somas parciais também converge e por fim, a série converge. ∴ {\displaystyle \therefore } A soma de uma série telescópica existe (a série converge) quando a sequência ( u k ) {\displaystyle (u_{k})} converge e é igual a S = u 1 − lim k → ∞ u k + 1 {\displaystyle S=u_{1}-\lim _{k\to \infty }u_{k+1}} . ◼ {\displaystyle \blacksquare } Exemplo 1: A série ∑ n = 1 ∞ 1 n ( n + 1 ) ⇒ a n = 1 n ( n + 1 ) {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1}{n(n+1)}}\Rightarrow a_{n}={\frac {1}{n(n+1)}}} é convergente e o valor de sua soma é igual a 1 {\displaystyle 1} . Pode-se observar isso ao manipular o termo geral da série utilizando a técnica de frações parciais: 1 n ( n + 1 ) = A n + B ( n + 1 ) = A ( n + 1 ) + B n n ( n + 1 ) = ( A + B ) n + A n ( n + 1 ) {\displaystyle {\frac {1}{n(n+1)}}={\frac {A}{n}}+{\frac {B}{(n+1)}}={\frac {A(n+1)+Bn}{n(n+1)}}={\frac {(A+B)n+A}{n(n+1)}}} dessa igualdade obtém-se que ( A + B ) n + A = 1 {\displaystyle (A+B)n+A=1} , donde { A + B = 0 A = 1 ⇒ { B = − 1 A = 1 {\displaystyle {\begin{cases}A+B=0\\A=1\end{cases}}\Rightarrow {\begin{cases}B=-1\\A=1\end{cases}}} , ou seja: a n = 1 n ( n + 1 ) = 1 n − 1 ( n + 1 ) = u n − u n + 1 {\displaystyle a_{n}={\frac {1}{n(n+1)}}={\frac {1}{n}}-{\frac {1}{(n+1)}}=u_{n}-u_{n+1}} ⇒ ∑ n = 1 ∞ 1 n ( n + 1 ) = ∑ n = 1 ∞ [ 1 n − 1 ( n + 1 ) ] {\displaystyle \Rightarrow \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1}{n(n+1)}}=\sum _{n=1}^{\infty }{\biggl [}{\frac {1}{n}}-{\frac {1}{(n+1)}}{\biggr ]}} Agora, na forma de série telescópica, a sequência S k {\displaystyle S_{k}} das somas parciais fica S k = 1 − 1 ( k + 1 ) {\displaystyle S_{k}=1-{\frac {1}{(k+1)}}} e tomando o limite de S k {\displaystyle S_{k}} , tem-se S = lim k → ∞ S k = 1 − lim k → ∞ 1 ( k + 1 ) = 1 − 1 ∞ = 1 {\displaystyle S=\lim _{k\to \infty }S_{k}=1-\lim _{k\to \infty }{\frac {1}{(k+1)}}=1-{\frac {1}{\infty }}=1} Exemplo 2: A série ∑ n = 1 ∞ ln ⁡ ( n n + 1 ) ⇒ a n = ln ⁡ ( n n + 1 ) {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }\ln {\biggl (}{\frac {n}{n+1}}{\biggr )}\Rightarrow a_{n}=\ln {\biggl (}{\frac {n}{n+1}}{\biggr )}} é divergente, porque manipulando o termo geral ( a n ) {\displaystyle (a_{n})} , observa-se que: a n = ln ⁡ ( n n + 1 ) = ln ⁡ ( n ) − ln ⁡ ( n + 1 ) = u n − u n + 1 {\displaystyle a_{n}=\ln {\biggl (}{\frac {n}{n+1}}{\biggr )}=\ln(n)-\ln(n+1)=u_{n}-u_{n+1}} ⇒ ∑ n = 1 ∞ ln ⁡ ( n n + 1 ) = ∑ n = 1 ∞ [ ln ⁡ ( n ) − ln ⁡ ( n + 1 ) ] {\displaystyle \Rightarrow \sum _{n=1}^{\infty }\ln {\biggl (}{\frac {n}{n+1}}{\biggr )}=\sum _{n=1}^{\infty }{\bigl [}\ln(n)-\ln(n+1){\bigr ]}} Assim, a série tem a sequência das somas parciais da forma S k = 0 − ln ⁡ ( k + 1 ) ⇒ lim k → ∞ S k = − lim k → ∞ ln ⁡ ( k + 1 ) = − ∞ {\displaystyle S_{k}=0-\ln(k+1)\Rightarrow \lim _{k\to \infty }S_{k}=-\lim _{k\to \infty }\ln(k+1)=-\infty } . Série geométrica: [ editar | editar código-fonte ] É formada pela soma dos termos de uma progressão geométrica (P.G.), que tem como termo geral u n = u 1 . q n − 1 {\displaystyle u_{n}=u_{1}.q^{n-1}} com u 1 ∈ R ∗ {\displaystyle u_{1}\in \mathbb {R} ^{*}} (primeiro termo da sequência) e q ∈ R {\displaystyle q\in \mathbb {R} } (razão). Portanto, define-se série geométrica, toda série da forma ∑ n = 1 ∞ u 1 . q n − 1 = u 1 + u 1 . q + u 1 . q 2 + . . . + u 1 . q n − 1 + . . . {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }u_{1}.q^{n-1}=u_{1}+u_{1}.q+u_{1}.q^{2}+...+u_{1}.q^{n-1}+...} Teorema: Uma série geométrica diverge se | q | ≥ 1 {\displaystyle \left\vert q\right\vert \geq 1} e converge quando | q | < 1 {\displaystyle \left\vert q\right\vert <1} , neste caso, S = ∑ n = 1 ∞ u 1 . q n − 1 = u 1 ( 1 − q ) {\displaystyle S=\sum _{n=1}^{\infty }u_{1}.q^{n-1}={\frac {u_{1}}{(1-q)}}} . Demonstração: Para q = 1 {\displaystyle q=1} : ∑ n = 1 ∞ u 1 . q n − 1 = ∑ n = 1 ∞ u 1 .1 n − 1 = ∑ n = 1 ∞ u 1 {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }u_{1}.q^{n-1}=\sum _{n=1}^{\infty }u_{1}.1^{n-1}=\sum _{n=1}^{\infty }u_{1}} , como u 1 ≠ 0 {\displaystyle u_{1}\neq 0} , lim n → ∞ u 1 = u 1 ≠ 0 {\displaystyle \lim _{n\to \infty }u_{1}=u_{1}\neq 0} . Pelo teste do termo geral, conclui-se que a série é divergente quando q = 1 {\displaystyle q=1} . Para q = − 1 {\displaystyle q=-1} : ∑ n = 1 ∞ u 1 . q n − 1 = ∑ n = 1 ∞ u 1 . ( − 1 ) n − 1 = u 1 − u 1 + u 1 − u 1 + . . . + u 1 . ( − 1 ) n − 1 + . . . {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }u_{1}.q^{n-1}=\sum _{n=1}^{\infty }u_{1}.(-1)^{n-1}=u_{1}-u_{1}+u_{1}-u_{1}+...+u_{1}.(-1)^{n-1}+...} , tomando a sequência S k {\displaystyle S_{k}} das somas parciais e analisando as subsequências S 2 N {\displaystyle S_{2N}} e S 2 N + 1 {\displaystyle S_{2N+1}} , ∀ N ∈ N {\displaystyle \forall N\in \mathbb {N} } , tem-se que lim N → ∞ S 2 N = ( u 1 − u 1 ) + ( u 1 − u 1 ) + . . . + ( u 1 − u 1 ) = 0 {\displaystyle \lim _{N\to \infty }S_{2N}=(u_{1}-u_{1})+(u_{1}-u_{1})+...+(u_{1}-u_{1})=0} e lim N → ∞ S 2 N + 1 = u 1 + ( − u 1 + u 1 ) + ( − u 1 + u 1 ) + . . . + ( − u 1 + u 1 ) = u 1 {\displaystyle \lim _{N\to \infty }S_{2N+1}=u_{1}+(-u_{1}+u_{1})+(-u_{1}+u_{1})+...+(-u_{1}+u_{1})=u_{1}} ou seja, a sequência S k {\displaystyle S_{k}} admite subsequências com limites diferentes, logo diverge e portanto, por definição, a série é divergente quando q = − 1 {\displaystyle q=-1} . Para | q | < 1 {\displaystyle \left\vert q\right\vert <1} ou | q | > 1 {\displaystyle \left\vert q\right\vert >1} : ∑ n = 1 ∞ u 1 . q n − 1 ⇒ S k = ∑ n = 1 k u 1 . q n − 1 = u 1 + u 1 . q + u 1 . q 2 + . . . + u 1 . q k − 1 {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }u_{1}.q^{n-1}\Rightarrow S_{k}=\sum _{n=1}^{k}u_{1}.q^{n-1}=u_{1}+u_{1}.q+u_{1}.q^{2}+...+u_{1}.q^{k-1}} Multiplicando esta pela razão q {\displaystyle q} , q . S k = ∑ n = 1 k u 1 . q n = u 1 . q + u 1 . q 2 + u 1 . q 3 + . . . + u 1 . q k {\displaystyle q.S_{k}=\sum _{n=1}^{k}u_{1}.q^{n}=u_{1}.q+u_{1}.q^{2}+u_{1}.q^{3}+...+u_{1}.q^{k}} e fazendo S k − q . S k = ∑ n = 1 k ( u 1 . q n − 1 − u 1 . q n ) = u 1 − u 1 . q k ⇒ S k ( 1 − q ) = u 1 ( 1 − q k ) ⇒ S k = u 1 ( 1 − q k ) ( 1 − q ) {\displaystyle S_{k}-q.S_{k}=\sum _{n=1}^{k}{\bigl (}u_{1}.q^{n-1}-u_{1}.q^{n}{\bigr )}=u_{1}-u_{1}.q^{k}\Rightarrow S_{k}(1-q)=u_{1}(1-q^{k})\Rightarrow S_{k}={\frac {u_{1}(1-q^{k})}{(1-q)}}} Agora, aplicando o limite em S k {\displaystyle S_{k}} vê-se que: S = lim k → ∞ S k = lim k → ∞ u 1 ( 1 − q k ) ( 1 − q ) = u 1 ( 1 − q ) . lim k → ∞ ( 1 − q k ) = {\displaystyle S=\lim _{k\to \infty }S_{k}=\lim _{k\to \infty }{\frac {u_{1}(1-q^{k})}{(1-q)}}={\frac {u_{1}}{(1-q)}}.\lim _{k\to \infty }(1-q^{k})=} { u 1 ( 1 − q ) , s e | q | < 1 ± ∞ , s e | q | > 1 {\displaystyle {\begin{cases}{\frac {u_{1}}{(1-q)}},se\left\vert q\right\vert <1\\\pm \infty ,se\left\vert q\right\vert >1\end{cases}}} pois a convergência deste limite está vinculada à convergência da sequência ( q k ) {\displaystyle (q^{k})} , que tende para 0 {\displaystyle 0} se − 1 < q < 1 {\displaystyle -1<q<1} e diverge para ± ∞ {\displaystyle \pm \infty } , se | q | > 1 {\displaystyle \left\vert q\right\vert >1} . ∴ {\displaystyle \therefore } Uma série geométrica converge quando | q | < 1 {\displaystyle \left\vert q\right\vert <1} , com S = u 1 ( 1 − q ) {\displaystyle S={\frac {u_{1}}{(1-q)}}} e diverge quando | q | ≥ 1 {\displaystyle \left\vert q\right\vert \geq 1} . ◼ {\displaystyle \blacksquare } Para usar este teorema em uma série é preciso garantir que se trata de uma série geométrica, isto é, seja uma série qualquer ∑ n = 1 ∞ a n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}} , é preciso mostrar que a n = u 1 . q n − 1 = u n {\displaystyle a_{n}=u_{1}.q^{n-1}=u_{n}} . Pode-se mostrar diretamente ao manipular algebricamente o termo geral. Ou também calcular a razão a n + 1 a n {\displaystyle {\frac {a_{n+1}}{a_{n}}}} que, por definição, deve resultar em um número real para tratar-se de uma progressão geométrica. Esse número real será a razão q {\displaystyle q} da P.G. e tem-se que a n = u 1 . q n − 1 = u n {\displaystyle a_{n}=u_{1}.q^{n-1}=u_{n}} , basta apenas calcular u 1 = a 1 {\displaystyle u_{1}=a_{1}} . Em ambos os casos ∑ n = 1 ∞ a n = ∑ n = 1 ∞ u 1 . q n − 1 = ∑ n = 1 ∞ u n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }a_{n}=\sum _{n=1}^{\infty }u_{1}.q^{n-1}=\sum _{n=1}^{\infty }u_{n}} . Exemplo 1: A série ∑ n = 1 ∞ ( 3 2 n .5 1 − n ) ⇒ a n = ( 3 2 n .5 1 − n ) {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\bigl (}3^{2n}.5^{1-n}{\bigr )}\Rightarrow a_{n}={\bigl (}3^{2n}.5^{1-n}{\bigr )}} diverge, pois consegue-se mostrar que 3 2 n .5 1 − n = ( 3 2 ) n .5 − ( n − 1 ) = 9 n . 1 5 n − 1 = 9. 9 n − 1 5 n − 1 = 9 ( 9 5 ) n − 1 {\displaystyle 3^{2n}.5^{1-n}={\bigl (}3^{2}{\bigr )}^{n}.5^{-(n-1)}=9^{n}.{\frac {1}{5^{n-1}}}=9.{\frac {9^{n-1}}{5^{n-1}}}=9\left({\frac {9}{5}}\right)^{n-1}} e assim, ∑ n = 1 ∞ ( 3 2 n .5 1 − n ) = ∑ n = 1 ∞ 9 ( 9 5 ) n − 1 {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\bigl (}3^{2n}.5^{1-n}{\bigr )}=\sum _{n=1}^{\infty }9\left({\frac {9}{5}}\right)^{n-1}} , pois na verdade a n = u 1 . q n − 1 = u n {\displaystyle a_{n}=u_{1}.q^{n-1}=u_{n}} , donde u 1 = 9 {\displaystyle u_{1}=9} e q = 9 5 {\displaystyle q={\frac {9}{5}}} , logo, trata-se de uma série geométrica com | q | = 9 5 > 1 {\displaystyle \left\vert q\right\vert ={\frac {9}{5}}>1} . Exemplo 2: A série ∑ n = 1 ∞ ( 4 n 7 n − 1 ) ⇒ a n = 4 n 7 n − 1 {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }\left({\frac {4^{n}}{7^{n-1}}}\right)\Rightarrow a_{n}={\frac {4^{n}}{7^{n-1}}}} é convergente, pode-se concluir isso ao calcular a razão a n + 1 a n = 4 n + 1 7 n . 7 n − 1 4 n = 4.7 − 1 = 4 7 {\displaystyle {\frac {a_{n+1}}{a_{n}}}={\frac {4^{n+1}}{7^{n}}}.{\frac {7^{n-1}}{4^{n}}}=4.7^{-1}={\frac {4}{7}}} que resulta no número real 4 7 {\displaystyle {\frac {4}{7}}} . Logo, trata-se de uma série geométrica com q = 4 7 {\displaystyle q={\frac {4}{7}}} , u 1 = a 1 = 4 1 7 1 − 1 = 4 7 0 = 4 {\displaystyle u_{1}=a_{1}={\frac {4^{1}}{7^{1-1}}}={\frac {4}{7^{0}}}=4} e a n = 4 ( 4 7 ) n − 1 = u n {\displaystyle a_{n}=4\left({\frac {4}{7}}\right)^{n-1}=u_{n}} . Como | q | = 4 7 < 1 {\displaystyle \left\vert q\right\vert ={\frac {4}{7}}<1} , sua soma é dada por S = u 1 ( 1 − q ) = 4 ( 1 − 4 7 ) = 4 ( 7 7 − 4 7 ) = 4 ( 3 7 ) = 4. 7 3 = 28 3 {\displaystyle S={\frac {u_{1}}{(1-q)}}={\frac {4}{{\bigl (}1-{\frac {4}{7}}{\bigr )}}}={\frac {4}{{\bigl (}{\frac {7}{7}}-{\frac {4}{7}}{\bigr )}}}={\frac {4}{{\bigl (}{\frac {3}{7}}{\bigr )}}}=4.{\frac {7}{3}}={\frac {28}{3}}} . Séries harmônica e hiper-harmônica: [ editar | editar código-fonte ] A série harmônica é uma das séries mais importantes da Matemática e como seu nome sugere, tem a ver com os sons harmônicos produzidos pela vibração de uma corda musical. A série harmônica é da forma ∑ n = 1 ∞ 1 n {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1}{n}}} e trata-se de uma série divergente. Não é uma divergência trivial, pois o seu crescimento para o infinito é muito lento. Ao tomar apenas alguns termos da sequência S k {\displaystyle S_{k}} das somas parciais parece que esta não diverge para o infinito: S 10 = 2 , 9289 {\displaystyle S_{10}=2,9289} S 100 = 5 , 1873 {\displaystyle S_{100}=5,1873} S 1000 = 7 , 485 {\displaystyle S_{1000}=7,485} S 10 6 = 14 , 392 {\displaystyle S_{10^{6}}=14,392} S 10 9 = 21 , 300 {\displaystyle S_{10^{9}}=21,300} S 10 12 = 28 , 208 {\displaystyle S_{10^{12}}=28,208} Mas ao observar mais atentamente a subsequência S 2 N ∀ N ∈ N {\displaystyle S_{2^{N}}\forall N\in \mathbb {N} } de S k {\displaystyle S_{k}} , vê-se que: S 2 1 = S 2 = 1 + 1 2 > 1 2 + 1 2 = 2 2 {\displaystyle S_{2^{1}}=S_{2}=1+{\frac {1}{2}}>{\frac {1}{2}}+{\frac {1}{2}}={\frac {2}{2}}} S 2 2 = S 4 = S 2 + 1 3 + 1 4 > S 2 + 1 4 + 1 4 = S 2 + 1 2 > 3 2 {\displaystyle S_{2^{2}}=S_{4}=S_{2}+{\frac {1}{3}}+{\frac {1}{4}}>S_{2}+{\frac {1}{4}}+{\frac {1}{4}}=S_{2}+{\frac {1}{2}}>{\frac {3}{2}}} S 2 3 = S 8 = S 4 + 1 5 + 1 6 + 1 7 + 1 8 > S 4 + 1 8 + 1 8 + 1 8 + 1 8 = S 4 + 1 2 > 4 2 {\displaystyle S_{2^{3}}=S_{8}=S_{4}+{\frac {1}{5}}+{\frac {1}{6}}+{\frac {1}{7}}+{\frac {1}{8}}>S_{4}+{\frac {1}{8}}+{\frac {1}{8}}+{\frac {1}{8}}+{\frac {1}{8}}=S_{4}+{\frac {1}{2}}>{\frac {4}{2}}} S 2 4 = S 16 = S 8 + 1 9 + 1 10 + 1 11 + 1 12 + 1 13 + 1 14 + 1 15 + 1 16 > S 8 + 1 16 + 1 16 + 1 16 + 1 16 + 1 16 + 1 16 + 1 16 + 1 16 = S 8 + 1 2 > 5 2 {\displaystyle S_{2^{4}}=S_{16}=S_{8}+{\frac {1}{9}}+{\frac {1}{10}}+{\frac {1}{11}}+{\frac {1}{12}}+{\frac {1}{13}}+{\frac {1}{14}}+{\frac {1}{15}}+{\frac {1}{16}}>S_{8}+{\frac {1}{16}}+{\frac {1}{16}}+{\frac {1}{16}}+{\frac {1}{16}}+{\frac {1}{16}}+{\frac {1}{16}}+{\frac {1}{16}}+{\frac {1}{16}}=S_{8}+{\frac {1}{2}}>{\frac {5}{2}}} Assim, pode-se intuir que S 2 N > N + 1 2 ∀ N ∈ N {\displaystyle S_{2^{N}}>{\frac {N+1}{2}}\forall N\in \mathbb {N} } . Aplicando o limite em ambos os lados lim N → ∞ S 2 N ≥ lim N → ∞ N + 1 2 = + ∞ {\displaystyle \lim _{N\to \infty }S_{2^{N}}\geq \lim _{N\to \infty }{\frac {N+1}{2}}=+\infty } vê-se que a subsequência S 2 N {\displaystyle S_{2^{N}}} é divergente e portanto a sequência S k {\displaystyle S_{k}} das somas parciais também diverge. Logo, a série harmônica é divergente. Define-se série hiper-harmônica (p-série) as séries do tipo ∑ n = 1 ∞ c n p {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {c}{n^{p}}}} com c ∈ R {\displaystyle c\in \mathbb {R} } e p > 0 {\displaystyle p>0} . Assim, pode-se perceber que a série harmônica nada mais é que um caso específico de série hiper-harmônica (quando c = p = 1 {\displaystyle c=p=1} ). Dá-se destaque à série harmônica pela sua importância tanto na teoria musical quanto na Matemática, já que ela é o “divisor de águas” entre as séries convergentes e divergentes, como observado no teorema: Teorema: Uma série hiper-harmônica converge quando p > 1 {\displaystyle p>1} e diverge quando p ≤ 1 {\displaystyle p\leq 1} . Demonstração: Seja a série ∑ n = 1 ∞ c n p = c . ∑ n = 1 ∞ 1 n p {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {c}{n^{p}}}=c.\sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1}{n^{p}}}} , estuda-se apenas a convergência da série ∑ n = 1 ∞ 1 n p {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1}{n^{p}}}} , pois a constante c {\displaystyle c} não afetará o comportamento desta. Observa-se o termo geral u n = 1 n p {\displaystyle u_{n}={\frac {1}{n^{p}}}} , como p > 0 {\displaystyle p>0} tem-se que u n > 0 {\displaystyle u_{n}>0} e u n + 1 < u n ∀ n ∈ N {\displaystyle u_{n+1}<u_{n}\forall n\in \mathbb {N} } , ou seja, a sequência é positiva e decrescente. Seja a função f : R → R {\displaystyle f:\mathbb {R} \rightarrow \mathbb {R} } tal que f ( n ) = u n ∀ n ∈ N {\displaystyle f(n)=u_{n}\forall n\in \mathbb {N} } , isto é, f ( x ) = 1 x p {\displaystyle f(x)={\frac {1}{x^{p}}}} . Observa-se primeiramente que a função é contínua e positiva para x ≥ 1 {\displaystyle x\geq 1} . Mas também f ′ ( x ) = − p x − p − 1 = − p x − ( p + 1 ) = − p x p + 1 < 0 {\displaystyle f'(x)=-px^{-p-1}=-px^{-(p+1)}=-{\frac {p}{x^{p+1}}}<0} vê-se que a função é decrescente, satisfazendo assim, todas as condições do critério da integral. Logo, pode-se usá-lo: Para p ≠ 1 {\displaystyle p\neq 1} : ∫ 1 + ∞ f ( x ) d x = lim b → ∞ ∫ 1 b x − p d x = lim b → ∞ ( x 1 − p 1 − p ) | b 1 = lim b → ∞ [ ( b 1 − p 1 − p ) − ( 1 1 − p ) ] = ( 1 1 − p ) . lim b → ∞ ( b 1 − p − 1 ) = { − 1 1 − p , s e 1 − p < 0 ⇒ p > 1 + ∞ , s e 1 − p > 0 ⇒ p < 1 {\displaystyle \int _{1}^{+\infty }f(x)dx=\lim _{b\to \infty }\int _{1}^{b}x^{-p}dx=\lim _{b\to \infty }\left({\frac {x^{1-p}}{1-p}}\right){\Biggl |}{\begin{matrix}b\\1\end{matrix}}=\lim _{b\to \infty }{\Biggl [}\left({\frac {b^{1-p}}{1-p}}\right)-\left({\frac {1}{1-p}}\right){\Biggr ]}=\left({\frac {1}{1-p}}\right).\lim _{b\to \infty }{\bigl (}b^{1-p}-1{\bigr )}={\begin{cases}-{\frac {1}{1-p}},se1-p<0\Rightarrow p>1\\+\infty ,se1-p>0\Rightarrow p<1\end{cases}}} pois a convergência deste limite está vinculada à convergência de ( b 1 − p ) {\displaystyle (b^{1-p})} , que converge para 0 {\displaystyle 0} quando o expoente ( 1 − p ) {\displaystyle (1-p)} é negativo e para + ∞ {\displaystyle +\infty } quando este mesmo expoente é positivo, isto porque b {\displaystyle b} é positivo. Conclui-se que a série converge quando p > 1 {\displaystyle p>1} e diverge quando p < 1 {\displaystyle p<1} . Para p = 1 {\displaystyle p=1} : ∫ 1 + ∞ f ( x ) d x = lim b → ∞ ∫ 1 b 1 x d x = lim b → ∞ ( ln ⁡ | x | ) | b 1 = lim b → ∞ ( ln ⁡ b − ln ⁡ 1 ) = + ∞ {\displaystyle \int _{1}^{+\infty }f(x)dx=\lim _{b\to \infty }\int _{1}^{b}{\frac {1}{x}}dx=\lim _{b\to \infty }{\Bigl (}\ln \left\vert x\right\vert {\Bigr )}{\biggr |}{\begin{matrix}b\\1\end{matrix}}=\lim _{b\to \infty }{\bigl (}\ln b-\ln 1{\bigr )}=+\infty } . Logo, a série diverge quando p = 1 {\displaystyle p=1} . ∴ {\displaystyle \therefore } Pelo critério da integral, uma série hiper-harmônica converge quando p > 1 {\displaystyle p>1} e diverge quando p ≤ 1 {\displaystyle p\leq 1} . ◼ {\displaystyle \blacksquare } Exemplo 1: A série ∑ n = 1 ∞ π n π {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {\pi }{n^{\pi }}}} converge, pois se trata de uma p-série com p = π > 1 {\displaystyle p=\pi >1} . Observe que c = π {\displaystyle c=\pi } . Exemplo 2: A série ∑ n = 1 ∞ 7 2 n 3 {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }{\frac {7}{2{\sqrt[{3}]{n}}}}} diverge, pois se trata de uma p-série com p = 1 3 < 1 {\displaystyle p={\frac {1}{3}}<1} . Observe que c = 7 2 {\displaystyle c={\frac {7}{2}}} . Constantes definidas por séries [ editar | editar código-fonte ] Algumas constantes matemáticas são mais frequentemente definidas diretamente através de uma série, este é o caso de: O número de Euler : e = ∑ n = 0 ∞ 1 n ! {\displaystyle e=\sum _{n=0}^{\infty }{\frac {1}{n!}}} A constante de Liouville , o primeiro número transcendente construído: γ = ∑ n = 1 ∞ 10 − n ! {\displaystyle \gamma =\sum _{n=1}^{\infty }10^{-n!}} O número π {\displaystyle \pi } : π = ∑ n = 0 ∞ ( − 1 ) n 4 2 n + 1 {\displaystyle \pi =\sum _{n=0}^{\infty }(-1)^{n}{\frac {4}{2n+1}}} A constante de Brun , que vale aproximadamente 1,9021605823, é definida como a soma dos inversos dos pares de primos gêmeos : B 2 = ( 1 3 + 1 5 ) + ( 1 5 + 1 7 ) + ( 1 11 + 1 13 ) + ( 1 17 + 1 19 ) + ( 1 29 + 1 31 ) + ⋯ {\displaystyle B_{2}=\left({\frac {1}{3}}+{\frac {1}{5}}\right)+\left({\frac {1}{5}}+{\frac {1}{7}}\right)+\left({\frac {1}{11}}+{\frac {1}{13}}\right)+\left({\frac {1}{17}}+{\frac {1}{19}}\right)+\left({\frac {1}{29}}+{\frac {1}{31}}\right)+\cdots } Essa série é convergente, em contraste com a série dos inversos dos primos , que é divergente: B 1 = 1 2 + 1 3 + 1 5 + 1 7 + 1 11 + 1 13 + 1 17 + 1 19 + ⋯ = ∞ {\displaystyle B_{1}={\frac {1}{2}}+{\frac {1}{3}}+{\frac {1}{5}}+{\frac {1}{7}}+{\frac {1}{11}}+{\frac {1}{13}}+{\frac {1}{17}}+{\frac {1}{19}}+\cdots =\infty } Rearranjo de termos [ editar | editar código-fonte ] Sejam os termos a n {\displaystyle a_{n}} de uma série. Definimos um rearranjo dos termos uma nova sequência com os mesmos termos a σ ( n ) {\displaystyle a_{\sigma (n)}} onde σ ( n ) {\displaystyle \sigma (n)} é uma permutação . Pode-se mostrar que se uma série converge absolutamente, então pode-se rearranjar os termos sem alterar a soma. Se uma série de números reais é condionalmente convergente mas não absolutamente convergente, então cada cada soma pré-fixada S , {\displaystyle S,} existe um rearranjo de termos tal que a soma da série rearranjanda é S . {\displaystyle S.} Funções definidas por séries [ editar | editar código-fonte ] Um procedimento bastante comum em análise matemática é o de definir funções atráves de séries. Veja o exemplo: ζ ( x ) = ∑ n = 1 ∞ 1 n x {\displaystyle \zeta (x)=\sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1}{n^{x}}}} Se x {\displaystyle x} é um número real maior que 1 {\displaystyle 1} então esta função está bem definida, o que pode ser mostrado pelo teste da integral (veja série harmônica ). Um caso importante é ζ ( 2 ) = ∑ n = 1 ∞ 1 n 2 = π 2 6 . {\displaystyle \zeta (2)=\sum _{n=1}^{\infty }{\frac {1}{n^{2}}}={\frac {\pi ^{2}}{6}}.} Se x {\displaystyle x} é um número complexo, esta função é a famosa função zeta de Riemann a respeito da qual há um dos mais importantes problemas em aberto da matemática moderna. Quanto os termos da série são potências, então a série é dita uma série de Taylor , por exemplo: S ( x ) = ∑ n = 1 ∞ x n n ! {\displaystyle S(x)=\sum _{n=1}^{\infty }{\frac {x^{n}}{n!}}} Séries duplas [ editar | editar código-fonte ] Defíne-se como série dupla o limite duplo a seguir: ∑ i , j = 1 ∞ a i j := lim N i , N j → ∞ ∑ i = 1 N i ∑ j = 1 N j a i j {\displaystyle \sum _{i,j=1}^{\infty }a_{ij}:=\lim _{N_{i},N_{j}\to \infty }\sum _{i=1}^{N_{i}}\sum _{j=1}^{N_{j}}a_{ij}} Exemplos de séries duplas [ editar | editar código-fonte ] ∑ i , j = 1 ∞ 1 2 i + 3 j {\displaystyle \sum _{i,j=1}^{\infty }{\frac {1}{2^{i}+3^{j}}}} A função elíptica de Weierstrass é definida pela série dupla: ℘ ( z . ω 1 , ω 2 ) = 1 z 2 + ∑ m 2 + n 2 ≠ 0 { 1 ( z − m ω 1 − n ω 2 ) 2 − 1 ( m ω 1 + n ω 2 ) 2 } . {\displaystyle \wp (z.\omega _{1},\omega _{2})={\frac {1}{z^{2}}}+\sum _{m^{2}+n^{2}\neq 0}\left\{{\frac {1}{(z-m\omega _{1}-n\omega _{2})^{2}}}-{\frac {1}{\left(m\omega _{1}+n\omega _{2}\right)^{2}}}\right\}.} Série iteradas [ editar | editar código-fonte ] Chama-se série iterada aquela cujos termos são outras séries: ∑ i = 1 ∞ ∑ j = 1 ∞ a i j = ∑ i = 1 ∞ S i , S i = ∑ j = 1 ∞ a i j {\displaystyle \sum _{i=1}^{\infty }\sum _{j=1}^{\infty }a_{ij}=\sum _{i=1}^{\infty }S_{i},~~S_{i}=\sum _{j=1}^{\infty }a_{ij}} Exemplos [ editar | editar código-fonte ] ∑ i = 1 ∞ ∑ j = 1 ∞ 1 2 i + 3 j {\displaystyle \sum _{i=1}^{\infty }\sum _{j=1}^{\infty }{\frac {1}{2^{i}+3^{j}}}} Também podemos construir séries de somas finitas: ∑ i = 1 ∞ ∑ j = 1 i 1 2 i = ∑ i = 1 ∞ i 2 i {\displaystyle \sum _{i=1}^{\infty }\sum _{j=1}^{i}{\frac {1}{2^{i}}}=\sum _{i=1}^{\infty }{\frac {i}{2^{i}}}} Sequência dos termos de uma série [ editar | editar código-fonte ] Seja { a n } n = 1 ∞ {\displaystyle \{a_{n}\}_{n=1}^{\infty }} uma sequência real ou complexa e p ≥ 1 , {\displaystyle p\geq 1,} dizemos que { a n } n = 1 ∞ {\displaystyle \{a_{n}\}_{n=1}^{\infty }} pertence ao espaço l p se: ∑ n = 1 ∞ | a n | p {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }|a_{n}|^{p}} converge. Generalizações em espaços normados [ editar | editar código-fonte ] Seja X {\displaystyle X} um espaço normado , { a n } n = 1 ∞ ⊆ X , {\displaystyle \{a_{n}\}_{n=1}^{\infty }\subseteq X,} definimos de forma análoga: S = ∑ n = 1 ∞ a n = lim N → ∞ ∑ n = 1 N a n , {\displaystyle S=\sum _{n=1}^{\infty }a_{n}=\lim _{N\to \infty }\sum _{n=1}^{N}a_{n},} quando este limite existe. A série é somável em norma se ∑ n = 1 ∞ ‖ a n ‖ {\displaystyle \sum _{n=1}^{\infty }\|a_{n}\|} converge. Nestes termos, X {\displaystyle X} é um espaço de Banach se e somente se todo série somável em norma for também convergente. Exemplo [ editar | editar código-fonte ] O espaço de Hilbert das funções quadrado-somável no intervalo [ 0 , 1 ] , {\displaystyle [0,1],} L 2 [ 0 , 1 ] {\displaystyle L^{2}[0,1]} munido de sua norma: ‖ f ‖ L 2 = ( ∫ 0 1 | f ( t ) | 2 d t ) 1 / 2 {\displaystyle \|f\|_{L^{2}}=\left(\int _{0}^{1}|f(t)|^{2}dt\right)^{1/2}} é um dos espaços mais importantes da matemática aplicada à teoria do processamento de sinais analógicos . Neste espaço, todo elemento pode ser escrito como uma série de Fourier : f ( t ) = ∑ n = − ∞ ∞ c n e i π n t d t , c n = ∫ 0 1 f ( t ) e − i π n t d t {\displaystyle f(t)=\sum _{n=-\infty }^{\infty }c_{n}e^{i\pi nt}dt,~~c_{n}=\int _{0}^{1}f(t)e^{-i\pi nt}dt} Considere o espaço de Banach das funções contínuas definidas no intervalo K = [ 0 , 1 ] , {\displaystyle K=[0,1],} munidas da norma do supremo . Convergência neste espaço equivale a convergência uniforme . O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Série (matemática) Referências ↑ LIMA, Elon Lages. Curso de Análise volume 1. Rio de Raneiro, 11ª edição, 2004. Páginas 134-5 Ávila, Geraldo Severo de Souza. Introdução à análise matemática . 2 a edição. São Paulo: Edgard Blucher, 1999. Bartle, Robert Gardner. The elements of real analysis . 2 a edição. New York: Wiley, 1976. CARELLI, Enori. FIGUEIREDO, Elisandra Bär de. MANDLER, Marnei Luis. SIPLE, Ivanete Zuchi. Apostila de cálculo diferencial e integral II. Joinville: UDESC, 2012. 221 p. ERCOLE, Grey. Cálculo V: séries numéricas. Belo Horizonte: UFMG, 2010. 87 p. GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um curso de cálculo: volume 4. 5. ed. São Paulo: LTC, 2002. 527 p. GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um curso de cálculo: volume 4. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012. MASSAGO, Sadao. Sequências e séries. Florianópolis: UFSC, 2014. 33 p. Rezende, Antonio. Curso de filosofia 5 a edição. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor / SEAF, 1992. Rudin, Walter. Principles of mathematical analysis . 3 a edição. Auckland: Mcgraw-Hill, 1976. Simmons, George F. . Cálculo com geometria analítica , vol 2. 1 a edição. São Paulo: McGraw-Hill Ltda, 1987. v • e Séries e Sequência Aritmética sequência Séries divergentes 1 + 1 + 1 + 1 + ⋯ 1 + 2 + 3 + 4 + ⋯ Infinita série aritmética Geométrica sequência Série convergente 1/2 − 1/4 + 1/8 − 1/16 + ⋯ 1/2 + 1/4 + 1/8 + 1/16 + ⋯ 1/4 + 1/16 + 1/64 + 1/256 + ⋯ Divergente séries geométrica 1 + 1 + 1 + 1 + ⋯ 1 + 2 + 4 + 8 + ⋯ 1 − 2 + 4 − 8 + ⋯ 1 − 1 + 1 − 1 + ⋯ (Série de Grandi) Potência de 2 Potência de 10 Hipergeométrica sequências Função geral hipergeométrica Função hipergeométrica de um argumento matriz Função de Lauricella Função modular hipergeométrica Equação diferencial de Riemann Função Theta hipergeométrica Inteiros sequência Completa Cubo Fatorial Número de Fibonacci Número figurado Número heptagonal Número hexagonal Lista de sequências Sequência de Lucas Número de Pell Número pentagonal Número poligonal Quadrado perfeito Número triangular Outras sequências Séries divergentes 1 − 2 + 3 − 4 + ⋯ 1 − 1 + 2 − 6 + 24 − 120 + ⋯ 1 + 1/2 + 1/3 + 1/4 + ⋯ Sequência periódica v • e Tópicos sobre análise Cálculo : Integração Diferenciação Equações diferenciais ( ordinária - parcial ) Teorema fundamental do cálculo Cálculo de variações Cálculo vetorial Cálculo tensorial Tábua de integrais Tabela de derivadas Análise real Análise complexa Análise funcional Análise de Fourier Análise harmônica Teoria da medida Teoria de representação Funções Função contínua Funções especiais Limite Séries Infinito Portal da matemática Obtida de ' https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Série_(matemática)&oldid=50697204 ' Categorias : Séries matemáticas Cálculo Categorias ocultas: !Artigos que carecem de formatação de referências desde agosto de 2016 !Artigos que carecem de notas de rodapé desde janeiro de 2012 Menu de navegação Ferramentas pessoais Não autenticado Discussão Contribuições Criar uma conta Entrar Domínios Artigo Discussão Variantes Vistas Ler Editar Editar código-fonte Ver histórico Mais Busca Navegação Página principal Conteúdo destacado Eventos atuais Esplanada Página aleatória Portais Informar um erro Loja da Wikipédia Colaboração Boas-vindas Ajuda Página de testes Portal comunitário Mudanças recentes Manutenção Criar página Páginas novas Contato Donativos Imprimir/exportar Criar um livro Descarregar como PDF Versão para impressão Noutros projetos Wikimedia Commons Ferramentas Páginas afluentes Alterações relacionadas Carregar ficheiro Páginas especiais Hiperligação permanente Informações da página Elemento Wikidata Citar esta página Noutros idiomas العربية Azərbaycanca Башҡортса Беларуская Беларуская (тарашкевіца)‎ Български Bosanski Català کوردی Čeština Dansk Deutsch Ελληνικά English Esperanto Español Euskara فارسی Suomi Français 贛語 Galego 客家語/Hak-kâ-ngî עברית हिन्दी Hrvatski Magyar Bahasa Indonesia Íslenska Italiano 日本語 Patois ქართული ಕನ್ನಡ 한국어 Latina Lëtzebuergesch ລາວ Lietuvių Latviešu Македонски മലയാളം Bahasa Melayu नेपाली Nederlands Norsk Polski Română Русский Sicilianu Scots Srpskohrvatski / српскохрватски සිංහල Simple English Slovenčina Slovenščina Српски / srpski Svenska தமிழ் ไทย Türkçe Українська اردو Oʻzbekcha/ўзбекча Tiếng Việt 中文 Bân-lâm-gú 粵語 Editar ligações Esta página foi editada pela última vez à(s) 18h13min de 7 de dezembro de 2017. 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Idade Média * Glória da Idade Média: Cluny: a “alma da Idade Média” skip to main | skip to sidebar Idade Média * Glória da Idade Média INICIO GLÓRIA ESPAÑOL CLUNY SANTA JOANA D'ARC TEMAS CANÇÕES DE GESTA Canções de gesta Gesta Dei per francos CAVALARIA A CAVALARIA Ordens de Cavalaria Templários CIVILIZAÇÃO CRISTÃ Carlos Magno Civilização Cristã Cristandade Cruzadas Blog As Cruzadas França CIÊNCIA Arquitetura Astronomia Ciências Invenções, ciência, técnica Progresso Técnica CLASSES SOCIAIS Classes sociais Clero Papas Reis Nobreza Feudalismo Escravidão Trabalho Vassalagem CULTURA Arte Cultura Literatura Simbolismo Direito ECONOMIA Agricultura Agricultura Economia Impostos Família Guerra História IGREJA Igreja Educação Universidade Hospital Inquisição Mosteiros Nossa Senhora Paz União Igreja-Estado A CAVALARIA APRESENTAÇÕES AULAS CODEX (diversos) GREGORIANO GREGORIANO (MP3) MÚSICA NATAL VIDEOS 360º Blog Idade Média CASTELOS CERIMÔNIAS MUSICA POWERPOINTS VIDEOS VIDEOS da França 360º CATEDRAIS ABADIAS MÚSICA ÓRGÃO POWERPOINTS SINOS VIDEOS (só França) VIDEOS (menos França) VITRAIS 360º 360º só França CIDADE VIDEOS MÚSICAS 360º CONTOS CANTIGAS VIDEOS CRUZADAS APOLOGIA O ISLÃ segundo Papas e santos Balduíno IV CANÇÃO DE ROLAND GESTA DEI PER FRANCOS MUSICA VIDEOS 360º PAPAS Beato URBANO II Carta de Instrução 'Popolo dei Franchi' Sermão em Clermont-Ferrand Outro testemunho São Gregório VII São Pio V Beato Eugênio III Celestino III Inocêncio III João VIII Pascoal II PIO II SANTOS São Bernardo A franceses e bávaros Sermão Elogio dos Templários São Francisco de Assis Mansidão e força Diante do Sultão Exemplo pessoal O Direito de Cruzada São Luís IX Retrato pelo príncipe de Joinville São Luís e o mameluco Morte na IX Cruzada Santa Teresinha Beato Marco d'Aviano HERÓIS Balduíno IV Carlos Magno Godofredo de Bouillon Santa Joana d'Arc Santa Clotilde Ricardo Coração de Leão São Luís IX, rei São Nuno Álvares Pereira VIDEOS ORAÇÕES CANTICOS NATAL Semana Santa e Páscoa VIA SACRA VIDEOS Nossa Senhora Milagres Corpus Christi São Bernardo São Fernando SIMBOLOS VIDEOS BALDUINO IV, rei leproso de Jerusalém Balduíno IV: o rei de Jerusalém herói, santo e leproso Guerreiro providencial O rei de fábula cheia de luz sobrenatural O rei católico que venceu Saladino e o Islã Montgisard: Balduíno de maca e 500 templários desfazem o exército de Saladino O jovem rei doente que se fazia temer e respeitar pelos muçulmanos O rei cruzado e leproso de Jerusalém: um amado de Deus Quase cego e imobilizado, vence a Saladino e a inépcia dos vassalos Balduíno IV é enterrado ao pé do Gólgota, junto ao Santo Sepulcro “Possamos venerar Balduíno IV nos altares!” Missa de réquiem em Paris, 830 anos depois Balduíno IV, modelo perfeito de monarca francês, espelho do próprio Cristo Cluny: encarnação da Jerusalém celeste A música deve obedecer a regras divinas imutáveis: “ A música conduz a Deus da mesma maneira que a aritmética, pois segundo Santo Agostinho, os números e as proporções sensíveis levam a Deus. “‘Porque possuem regras imutáveis de modo algum instituídas pelos homens que trasbordam de sagaz engenho’. “Ora, de onde vêm estas leis imutáveis? “Não do ser humano que cambia e morre, mas de um Espírito superior eterno e imóvel que é Deus. “ A música humana imita os coros angélicos e constitui uma homenagem agradável a Deus. David está ali para prová-lo. Eliseu procura na música um estímulo para a inspiração profética. o Apocalipse nos abre os Céus e para mostrá-los cheios de cânticos e de música”. (Fonte: Edgar de Bruyne, “L’esthétique musicale”, Albin Michel, Paris, 1998). Abade Suger: não poupar arte nem riqueza no culto sagrado “Nada será suficientemente precioso, belo e esplêndido para conter as Sagradas Espécies. “Os cristãos no poderiam ornar com pedras preciosas os cálices de ouro que contêm o sangue de Cristo? “A beleza da casa de Deus deve dar aos fiéis um antegosto da beleza do Céu. “Por meio do deleite da beleza material, nós podemos ser levados à fruição espiritual da beleza suprema”. Mais A CAVALARIA A CAVALARIA O que foi a Cavalaria medieval? O título de ‘cavaleiro’ e o de membro da Cavalaria A Cavalaria: ideal das almas propulsoras na Idade Média O que era o cavaleiro medieval: um ideal de honra, uma espécie de sacerdocio militar Hierarquia e símbolos na Cavalaria Como se entrava na Cavalaria? Como começou a Cavalaria medieval? O ideal da Cavalaria em ação nas Cruzadas Cavalaria e Cruzadas: defesa da Igreja e da justiça O cavaleiro, braço armado da Santa Igreja A Igreja modelando o ideal do cavaleiro Fidelidade ao senhor feudal, fidelidade a Deus A Cavalaria se estruturou orgánicamente Quem podia entrar na Cavalaria? Como era a cerimônia de entrada na Cavalaria? O cerimonial litúrgico da investidura do cavaleiro A degradação do cavaleiro Os dez mandamentos, ou código, da Cavalaria O quê significavam os “dez mandamentos” da Cavalaria – 1 O quê significavam os “dez mandamentos” da Cavalaria – 2 O quê significavam os “dez mandamentos” da Cavalaria – 3 São Vast: bispo do fogo divino Segundo o bem-aventurado Jacques de Voragine o nome Vast viria de ‘voeh distans’, ou ‘desgraça eterna’. Pois, os precitos gemem sem cessar: “Desgraça para nós porque ofendemos a Deus! Desgraça porque obedecemos ao demônio! Desgraça porque não podemos mais morrer! Desgraça por sermos tão terrivelmente atormentados! Desgraça porque não sairemos mais do inferno! » São Vast foi sagrado bispo de Arras por São Remígio. Quando ele chegou à porta da cidade, encontrou dois pobres que pediam esmola. Um era cego e o outro mancava. Então lhes disse: “eu não tenho nem ouro nem prata, mas aquilo que eu tenho eu vos dou”. A continuação ele elevou uma oração e curou-os, a um e outro. Um lobo tinha montado sua toca numa igreja abandonada e invadida pelo mato. Vast ordenou-lhe que saísse e não ousasse mais voltar. E assim aconteceu. (na imagem aos pés do santo) No fim de sua vida, após converter um grande número de pessoas com suas palavras e com suas obras, no quadragésimo ano de seu episcopado, ele viu uma coluna de fogo que descia do céu até sua casa. Ele compreendeu então que seu fim aproximava-se. Pouco tempo depois, ele morreu em paz, no ano do Senhor 550. Hugo de São Vítor: a fé é o navio seguro em meio ao naufrágio do mundo “Todo este mundo é como um dilúvio, porque todas as coisas, à semelhança das águas, correm flutuando por eventos incertos. “A verdadeira fé não promete coisas transitórias, mas eternas, e levanta a alma por cima das ondas, tirando-a da cobiça deste mundo às coisas do alto. “Ela pode então ser levada pelas águas, mas não pode ser inteiramente submergida. “Quem não acredita nas coisas eternas, e só apetece as transitórias, debate-se entre ondas como um náufrago que o ímpeto das águas vai engolindo. “Quem acredita nas coisas eternas, mas ama as coisas transitórias, afunda perto de um navio. “Quem crê nos bens eternos e os ama fica dentro do navio e atravessa seguro as ondas do mar revolto. “Quem, pelo desejo da fé não abandona o navio, ainda que no meio das ondas, imita a estabilidade da terra”. (Autor: Hugo de São Vitor , “A substância do amor”, Inst. in Decalogum Legis Dominicae ) Carta de Alcuíno (730-804) abade de York, ao imperador Carlos Magno: “Uma nova Atenas será criada por nós na França. “Uma Atenas mais bela do que a antiga, enobrecida pelos ensinamentos de Cristo superará a sabedoria da Academia. “Os antigos só têm as disciplinas de Platão como mestre e eles ainda resplandecem inspirados pelas sete artes liberais. “Mas os nossos serão mais do que enriquecidos sete vezes com a plenitude do Espírito Santo e deixarão na sombra toda a dignidade da sabedoria mundana dos antigos” . (Fonte: Thomas Woods, “How the Catholic Church built Western Civilization”, Washington, 2005). São Boaventura (1221-1274), Doutor da Igreja 'Calar-se face aos maus não é mansidão. 'A mansidão vai contra a ira e as fúrias, não para que o homem nunca se encolerize, mas para que o faça onde e quando deve. 'Por isso tem cara de homem e cara de leão. 'Algumas vezes se considera manso o homem que cala enquanto outro peca. Isso não é mansidão! 'Escuta: diz-se de Jesus que 'conturbou-se e fez um chicote de cordas'. 'Lê-se no Livro Primeiro dos Macabeus: 'Infeliz de mim! Por que nasci para ver a ruína de minha pátria e de meus santos?' 'Por onde se vê que Cristo é cordeiro e leão. São Boaventura (1221-1274), Doutor da Igreja, em Comentários sobre o Hexaemeron - Quinto Comentário, nº 8). Fonte: CATOLICISMO Beato Urbano II: do sermão da Cruzada (27 -11-1095) “Ó irmãos amadíssimos, hoje em nós manifestou-se o que o Senhor diz no Evangelho: “Onde dois ou três estarão reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles”. “Se o Senhor Deus não tivesse inspirado vossos pensamentos, vossa voz não teria sido unânime. foi Deus que inspirou vossos corações. “Seja, pois, esta vossa voz, o vosso grito de guerra, posto que vem de Deus. Quando fores ao ataque dos belicosos inimigos, seja este o grito unânime de todos os soldados de Deus: “Deus o quer! Deus o quer!” Texto completo São Remígio, arcebispo de Reims O nome Remígio significa “pastor que combate” e apaziguador da terra. São Remígio lutou contra o diabo com o escudo da fé, a espada da palavra de Deus e a armadura da esperança. Sua nascença foi predita por um ermitão cego. Desde cedo, Remígio abandonou o mundo e encerrou-se num claustro. Sua reputação crescia, e quando tinha 22 anos, foi aclamado pelo povo para ser arcebispo de Reims. Naqueles tempos, Clóvis era rei da França. Ele era pagão. Porém, quando viu vir contra ele um exército incontável de alamanos, ele prometeu que adotaria a fé de Jesus Cristo se obtinha a vitória. Ele venceu milagrosamente e pediu o batismo a São Remígio. Tendo-se aproximado todos da pia batismal, uma pomba trouxe no bico uma ampola com o óleo para ungir o rei. Esse óleo fica guardado na igreja de Reims até hoje. São Remígio resplandecente de virtudes, repousou em paz no ano 500 do Senhor. Santo Agostinho: a beleza das coisas fala da beleza suprema de Deus Criador “Interroga a beleza da terra, “interroga a beleza do mar, “interroga a beleza do ar difundida e diluída. “Interroga a beleza do céu, “interroga a ordem das estrelas, “interroga o sol, que com o seu esplendor ilumina o dia. “interroga a lua, que com o seu clarão modera as trevas da noite. “Interroga os animais que se movem na água, que caminham na terra, que voam pelos ares: “almas que se escondem, corpos que se mostram. “visível que se faz guiar, invisível que guia. “Interroga-os! “Todos te responderão: “Olha-nos, somos belos! “A sua beleza fá-los conhecer. “Quem foi que criou esta beleza mutável, a não ser a Beleza Imutável?” ( Santo Agostinho , Sermo CCXLI, 2: pl 38, 1134). Maomé e o Corão segundo Santo Tomás de Aquino: “Maomé seduziu os povos prometendo-lhes deleites carnais. .... “Introduziu entre as poucas coisas verdadeiras que ensinou muitas fábulas e falsíssimas doutrinas . Não aduziu prodígios sobrenaturais, único testemunho adequado da inspiração divina. .... “Afirmou que era enviado pelas armas, sinais estes que não faltam a ladrões e tiranos. Desde o início, não acreditaram nele os homens sábios nas coisas divinas e experimentados nestas e nas humanas, mas pessoas incultas, habitantes do deserto, ignorantes de toda doutrina divina. E só mediante a multidão destes, obrigou os demais, pela violência das armas, a aceitar a sua lei. “Nenhum oráculo divino dos profetas que o precederam dá testemunho dele. ao contrário, ele desfigura totalmente o Antigo e Novo Testamento, tornando-os um relato fantasioso, como o pode confirmar quem examina seus escritos. “Por isso, proibiu astutamente a seus sequazes a leitura do Antigo e Novo Testamento, para que não percebessem a falsidade dele”. “Summa contra Gentiles”, L. I, c. 6. Godofredo de Bouillon Os infiéis, tomados de espanto (devido às vitórias dos francos) nada melhor acharam para fazer do que mandar uma embaixada de Ascalom, de Cesareia e de Tolemaida, a Godofredo, para saudá-lo da parte daquelas cidades. A mensagem estava assim redigida: “O Emir de Ascalom, o Emir de Cesareia e o Emir de Tolemaida ao Duque Godofredo e a todos os outros, saudação. Nós te suplicamos, mui glorioso duque e muito magnífico, que, por tua vontade, nossos cidadãos possam sair para seus negócios em paz e segurança. Nós te mandamos dez bons cavalos e três boas mulas, e todos os meses te oferecemos, a título de tributo, cinco mil bizantinos”. O Rei de Jerusalém levou suas armas vitoriosas além do Líbano, até os muros de Damasco. ele fez ao mesmo tempo várias outras incursões na Arábia, de onde voltava sempre com um grande número de escravos, cavalos e camelos. Sua fama estendia-se cada vez mais: comparavam-no a Judas Macabeu pelo valor. a Sansão pela força de seu braço, e a Salomão pela sabedoria de seus conselhos. Os francos que haviam ficado com ele abençoavam seu reinado e sob sua dominação paterna eles esqueciam até sua antiga pátria. Godofredo exalou seu último suspiro a 17 de julho, um ano depois da tomada de Jerusalém. Alguns historiadores deram-lhe o título de rei, outros chamaram-no de duque cristianíssimo. No reino que tinha fundado, ele era freqüentemente proposto como modelo aos príncipes e aos guerreiros. Seu nome lembra ainda hoje as virtudes de tempos heróicos e deve viver entre os homens tanto quanto a lembrança das cruzadas. Foi sepultado ao pé do Calvário. Fonte: Joseph-François Michaud – “História das Cruzadas” Digite seu email: Como São Francisco domesticou as rolas selvagens Um jovem havia apanhado um dia muitas rolas e levava-as a vender. Encontrando-o São Francisco, o qual sempre sentia singular piedade pelos animais mansos, olhando com os olhos piedosos aquelas rolas, disse ao jovem: “Ó bom moço, peço-te que mas dês, para que passarinhos tão inocentes, os quais são comparados na santa Escritura às almas castas e humildes e fiéis, não caiam nas mãos de cruéis que os matem”. De repente aquele, inspirado por Deus, deu-as todas a São Francisco. e ele recebendo-as no regaço, começou a falar-lhes docemente: “Ó irmãs minhas, rolas simples e inocentes e castas, por que vos deixastes apanhar? Agora quero livrar-vos da morte e fazer-vos ninhos, para que deis frutos e vos multipliqueis, conforme o mandamento do vosso Criador”. E vai São Francisco e para todas fez ninhos. E elas, usando-os, começaram a pôr ovos e criar os filhos diante dos frades: e assim domesticamente viviam e tratavam com São Francisco e com os outros frades, como se fossem galinhas sempre criadas por eles. E dali não se foram enquanto São Francisco com sua bênção não lhes deu licença de partir. E ao moço que lhas havia dado, disse São Francisco: “Filho, ainda serás frade nesta Ordem e servirás graciosamente a Jesus Cristo”. E assim foi. porque o dito jovem se fez frade e viveu na Ordem com grande santidade. Em louvor de Cristo. Amém. Um ardil de Filipe Augusto Um bailio de Filipe Augusto, Rei de França, cobiçava a terra deixada por um cavaleiro morto. Uma noite, em presença de dois carregadores que ele tinha pago, fez com que o morto fosse desenterrado, perguntou se queria vender sua terra e propôs-lhe um preço. Naturalmente, o defunto nem se mexeu. Quem cala, consente. Em seguida, algumas moedas foram postas em suas mãos, e o defunto recolocado em seu caixão. Com grande espanto, a viúva viu seus domínios usurpados e se dirigiu ao rei. Convocado, o bailio compareceu ladeado por suas duas testemunhas, que atestavam a realidade da venda. Filipe Augusto percebeu que era trapaça. Levou para um canto um dos carregadores e lhe disse em voz baixa: — Recita-me no ouvido o Padre-nosso. Concluída a oração, o rei exclamou em alta voz: — Muito bem! O segundo carregador foi também convocado. Convencido de que seu companheiro denunciara a tramóia, apressou-se a dizer o que sabia. O bailio foi condenado. (Funck-Brentano, 'Ce qu’était un Roi de France') Santo Anselmo de Cantuária: Deus castiga com justiça e com justiça também perdoa É justo, também, que tu castigues os maus. Haverá, pois, algo mais justo do que os bons receberem o bem e os maus o castigo? Como, então, pode ser justo ao mesmo tempo que tu castigues os maus e lhes perdoes? Ou será que, sob certo aspecto, tu castigas os maus com justiça e, sob outro, lhes perdoas, igualmente, com justiça? Com efeito, é justo que tu castigues os maus, pois o mereceram. mas é, também, justo que lhes perdoes, não em virtude dos méritos que eles não têm, e sim porque isso condiz com a tua bondade. Ao perdoares aos maus, tu és justo em relação a ti mesmo, não a nós, assim como és misericordioso em relação a nós, e não a ti. (Fonte: Santo Anselmo (1033-1109), “Proslogio”, Abril, São Paulo, 1973.) São João Damasceno, Doutor da Igreja, sobre os muçulmanos: “Até o momento a superstição dos ismaelitas, arautos do Anticristo , continua a enganar os povos. “São descendentes de Ismael, filho de Abraão e de Agar. os ismaelitas são também chamados comumente de agarianos. “Eram idólatras, adoravam a estrela Lúcifer e Vênus, que chamavam, Chabar ou grande, até o tempo de Heráclio. “Então levantou-se entre eles um falso profeta, chamado Maomé , que havendo encontrado os livros dos Antigo e Novo Testamentos, e tido contato com um monge ariano, formulou uma heresia nova . “Conseguido o favor de seu povo por uma aparência de piedade, difundiu o rumor que os escritos lhe vinham do céu . “Escreveu um livro eriçado de coisas ridículas , onde expõe a sua religião. “Estabelece um Deus do universo, que não foi engendrado, nem engendrou nada. “Diz que Cristo é o Verbo de Deus e seu Espírito, mas criado e servidor que nasceu sem cooperação humana, de Maria, irmã de Moisés e de Aarão, por operação do Verbo de Deus, que nela entrou. que os judeus, havendo querido, por um crime detestável, pregá-lo numa cruz, apoderaram-se dele, mas não crucificaram senão sua sombra: de sorte que Jesus Cristo não sofreu nem a cruz nem a morte, tendo Deus, a quem era todo querido, arrebatado o Verbo aos céus”. (Fonte: “Fount of Knowledge, part two entitled Heresies in Epitome: How They Began and Whence They Drew Their Origin”, The Fathers of the Church, vol. 37 (Washington, DC: Catholic University of America Press, 1958), pp. 153-160). Santa Hildegarda de Bingen e as classes sociais Interrogada por que só admitia em seu convento damas de alta linhagem, quando o Senhor se rodeara de gente humilde, escreveu Santa Hildegarda: “Deus vela junto de cada homem para que as classes baixas nunca se elevem sobre as altas, como fizeram outrora Satanás e o primeiro homem, que quiseram exaltar-se acima de seu próprio estado. “Quem há que guarde num só estábulo todo o seu rebanho, bois e jumentos, ovelhas e carneiros? Por isso devemos velar para que o povo não se apresente todo misturado num só rebanho. De outro modo produzir-se-ia horrorosa depravação dos costumes, e todos se dilacerariam mutuamente, levados pelo ódio recíproco ao ver como as classes altas se rebaixariam ao nível das classes baixas, e estas se alçariam até a altura daquelas. “Deus divide seu povo sobre a terra em diferentes classes, como no Céu classifica seus anjos em diferentes grupos. Porém Deus ama a todos igualmente”. (Fonte: Migne, t. 197, col. 336) Conselhos de São Bernardo aos Templários São Bernardo abade de Claraval, falou sobre a vida que devem levar aqueles que combatem por Jesus Cristo, com estas palavras: “Quando se aproxima a hora do combate, armam-se de fé os cavaleiros, abrem-se a Deus em sua alma e cobrem-se, por fora, de ferro, não de ouro, a fim de que assim sejam bem apercebidos de armas, não adornados com jóias, infundam medo e pavor aos seus inimigos, sem excitar sua cobiça. “É preciso ter cavalos fortes e velozes, não formosos e bem ajaezados pois o verdadeiro cavaleiro pensa mais em vencer do que em fazer proezas e os cavaleiros mundanos precisamente o que desejam é causar admiração e pasmo e não causar medo. “Mostrando-se em tudo verdadeiros israelitas, que se adiantam ao combate pacífica e sossegadamente. mas apenas o clarim dá o sinal do ataque, deixando subitamente sua natural benignidade, parecem gritar com o salmista: Não temos odiado, Senhor, aos que te aborrecem? Não temos consumido de dor, ao ver a conduta de teus inimigos?” Direto em seu email Digite seu email: São Tomás de Aquino e a pena de morte para os hereges 'É muito mais grave corromper a Fé, pela qual a alma vive, do que falsificar o dinheiro, por meio do qual se conserva a vida temporal. 'De onde, se os falsários ou outros malfeitores são sem demora e justamente condenados à morte pelos príncipes seculares, com muito maior razão os heréticos, tão logo convencidos de heresia, podem não apenas ser excomungados, mas também e com justiça, mortos. 'Da parte da Igreja, porém, há misericórdia para a conversão dos que erram. 'E por isso Ela não condena imediatamente, mas só após uma primeira e segunda correção, como ensina o Apóstolo (Tit. 3, 10). 'Depois, todavia, se o herege ainda se mostra pertinaz, a Igreja, já não tendo esperança de sua conversão, provê a salvação dos outros, separando-o da Igreja por sentença de excomunhão, e em seguida abandona-o ao juiz secular, para ser morto.' (Fonte: S. Tomás de Aquino, Suma Teológica - IIa.IIae,q.11,a.3,c) São Bento ressuscita um morto “Certa ocasião, chegou ao mosteiro um rude camponês levando nos braços o corpo de seu filho morto, chorando amargamente e perguntando pelo venerável Bento. Nem bem o avistou, o infeliz pai começou a gritar: ‘Ele morreu. vem e ressuscita-o’. “Ouvindo isso, o servo de Deus entristeceu-se muito, mas disse: ‘coisas dessas não cabem a nós, antes são próprias de santos Apóstolos.’ Mas o infeliz, persistia em seu pedido, jurando que não iria embora enquanto ele não lhe ressuscitasse o filho. “Então o servo de Deus inclinou-se sobre o menino, ergueu as mãos ao Céu e disse: ‘Senhor, não olhes os meus pecados, mas a fé deste homem que pede que se lhe ressuscite o filho, e faz voltar a este corpinho a alma que dele quisestes levar’. Mal havia acabado de orar e voltou a alma ao corpo do menino. Bento, então, o devolveu vivo e incólume ao pai.” (Pe. Bruno Avila OSB, “Vida de San Benito”, Ed S.Benito, Buenos Aires, 1956). Oração a São Luiz Rei, do condestável Bertrand du Guesclin: “Conservai-me puro como o lírio de vosso brasão! Vós que mantínheis vossa palavra mesmo dada ao infiel, fazei que jamais mentira passe por minha boca, ainda que a franqueza devesse me custar a vida. Óh! homem de proezas, incapaz de recuos, cortai as pontes para os meus fingimentos e que eu caminhe sempre para o ponto mais duro do combate”. Amém. Foto: Bertrand du Guesclin, estátua em Châteauneuf de Randon. Hugo de São Vitor (1096-1141) “Embora a beleza se torne realidade perfeitamente nas criaturas de vários e múltiplos modos, a beleza delas consiste principalmente em quatro: na posição, no movimento, no aspecto e na qualide. E se uma pessoa estivesse em condições de observá-los profundamente, descobririra neles a admirável luz da sabedoria divina. “Pudesse eu ser capaz de considerá-los tão finamente e descrevê-los com tanta competência, como me é possível amá-los ardentemente! “Enche-me de alegria tratar freqüentemente de estas cosas, porque é doce e deleitável: deste modo é possível ir atingindo a perfeição também com a sensibilidade, e então o espírito se regozija juntamente e se suscitam atos de caridade sempre mais fervorosos. “Por isso acontece que ficamos admirados e exclamamos cheios de maravilhamento junto com o salmista: “Oh quão grandes são tuas obras, Senhor Deus! Fizeste toda coisa com sabedoria!”” Fonte: livro “Os três dias da invisível luz. A união do corpo e do espírito” São Tomás de Aquino defende a necessidade da desigualdade e da hierarquia social A sociedade não nasceu para ser uma massa em que todos sejam iguais. Afirmar que o máximo bem da sociedade consiste no máximo nivelamento é destruir a sociedade (Livro II, lição 1). É necessário que existam desigualdades entre os membros da sociedade. É necessário que uns governem e outros lhes estejam sujeitos (Livro I, lição 1). A sociedade humana não somente deve ser composta de muitos homens, mas é preciso que estes sejam de diversas categorias, isto é, que pertençam a diversas classes sociais. Pois com homens que são totalmente iguais do ponto de vista social não se constrói uma sociedade, dado que a sociedade é uma coisa totalmente diversa de uma multidão congregada para fazer a guerra. Esta última vale somente pela quantidade numérica, não importando se todos são da mesma classe, pois foram reunidos para somar suas forças, como sucede quando se quer movimentar um grande peso: quanto maior é o número dos homens, maior é o peso que conseguem arrastar. Verificamos que as coisas perfeitas que existem na natureza estão constituídas por partes de espécies diversas. Por exemplo, o homem está feito de carne, ossos e nervos. Por isso mesmo é evidente que, dado que a sociedade é um todo perfeito, é necessário que esteja composta por partes de espécies desiguais. Se se elimina a desigualdade dos cidadãos, deixará de existir a sociedade . A sociedade atenderá mais satisfatoriamente as necessidades dos seus membros quanto mais variadas forem as desigualdades entre os homens que a compõem (Livro II, lição 1). Onde foi permitido que qualquer um vendesse inconsideradamente o apanágio familiar, aconteceu que muitos inferiores que deviam obedecer se enriqueceram e subiram aos postos mais altos, enquanto os que deviam dirigir a sociedade decaíram. Daí adveio a confusão entre as classes sociais, que foi a causa de os governantes não serem escolhidos entre os cidadãos mais dignos para isso (Livro II, lição VII). (S. Tomás de Aquino, “In Libros Politicorum Aristotelis Expositio” - Marietti, Turim, 1951) Receba em seu email Digite seu email: Nosso Senhor a Santa Catarina de Siena, sobre as práticas homossexuais 'Esses infelizes .... caem no vício contra a natureza. 'São cegos e estúpidos, cuja inteligência obnubilada não percebe a baixeza em que vivem. 'Desagrada-me esse último pecado, pois sou a pureza eterna. 'Ele me é tão abominável que somente por sua causa fiz desaparecer cinco cidades (cfr. Sab. 10, 6). 'Minha justiça não mais consegue suportá-lo. 'Esse pecado, aliás, não desagrada somente a mim. É insuportável aos próprios demônios, que são tidos como patrões por aqueles infelizes ministros. Os demônios não toleram esse pecado. Não porque desejam a virtude. por sua origem angélica, recusam-se a ver tão hediondo vício. 'Eles atiram as flechas envenenadas de concupiscência, mas voltam-se no momento em que o pecado é cometido. (Fonte: “O Diálogo”: Edições Paulinas, 1984, pp. 259-260).' Fonte: 'Catolicismo' . Cluny: a “alma da Idade Média” Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs A abadia de Cluny, na Borgonha, França, hoje está em ruínas. Mas ruínas que transmitem uma sublime mensagem. Porque essa abadia foi habitada pela “alma da Idade Média”. Foi fundada em 910 pelo Bem-aventurado Bernon em terras doadas pelo Duque da Aquitânia, Guilherme o Piedoso. Nela se sucederam quatro grandes Abades santos — Santo Odon, São Maïeul, Santo Odilon e São Hugo — durante dois longos séculos. A França comemorou especialmente o 1100º aniversário da fundação da Abadia de Cluny, a mais célebre e grandiosa da Idade Média, destruída pelo furor dos adeptos da Revolução Francesa a partir de 1789. Para a comemoração, o Centro Nacional de Monumentos da França reuniu, pela primeira vez cerca de 130 obras de arte, esculturas, mosaicos, joias e alguns dos melhores manuscritos com iluminuras medievais pertencentes ou relacionados com a mítica abadia. Celeiro de Cluny Prestigiosas instituições e coleções particulares prestaram seu concurso. A organização e direção da exposição artística e científica foi confiada a Neil Stratford, curador-chefe emérito do Museu Britânico e membro da Academia das Inscrições e Literatura. O Prof. Stratford explica a exibição no vídeo. A abadia de Cluny foi arrasada pela barbárie anticristã dos seguidores da “Filosofia das Luzes”. No século XXI, a tecnologia digital permitiu reconstituir a imagem daquela que foi a maior igreja da Cristandade medieval: Cluny III. A denominação “Cluny III” indica que foi a terceira igreja erigida no mesmo local pelos mesmos monges. Algo frequente na Idade Média, época de continuado progresso, aperfeiçoamento e requinte. Reconstrução digital de aspectos de Cluny Como se vivia num mosteiro medieval, o exemplo de Cluny 1) breve histórico e descrição de Cluny: igreja, estábulos, fábricas, claustro, sala capitular, refeitório, dormitório, cozinha, padaria, hospital e hospedagem (em espanhol). 2) como viviam os monges medievais: atividades (em espanhol). 3) o pouco que sobra hoje de Cluny (em inglês). A Ordem de Cluny na História: quando os homens pareciam anjos Imagem de Nossa Senhora originária de Cluny e hoje venerada na basílica Saint-Denis em Paris A carta de fundação da abadia, assinada em setembro de 910 pelo poderoso duque da Aquitânia Guilherme I, cedia a Bernon, abade de Baume-les-Messieurs, uma terra chamada Cluny, na diocese de Mâcon, a cerca de vinte quilómetros desta cidade, bem no centro da França. Esta carta de fundação explicitava com precisão a criação de uma abadia que seguisse a Regra de São Bento. Com Bernon, vieram alguns monges, os primeiros religiosos da nova abadia, que se enquadrava no projeto de reforma promovida por Bento de Aniane (750-821), o qual pretendia unir todos os mosteiros da Europa Ocidental sob a observância da Regra Beneditina. Por esta filiação, se poderá constatar o papel que Cluny desempenhará na difusão da reforma da Igreja mais tarde lançada de forma empenhada pelo papa São Gregório VII (1073-1085), a denominada “reforma gregoriana”. Cluny, conforme se pode depreender a partir do vocativo (S. Pedro) da abadia, estava diretamente sujeita à Santa Sé, por isso subtraída à jurisdição do bispo de Mâcon. Os abades de Cluny entre os séculos X e XII foram personagens importantes no seu tempo: Bernon (910-927), Odon (927-942), e principalmente os três mais famosos, Maïeul (948-994), Odilon (994-1049) e Hugo (1049-1109). Depois deste tio-avô de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, a abadia conheceu tempos menos brilhantes, devido ao abaciado de Pons de Melgueil (1109-1122), figura instável. Todavia, o seu sucessor conseguiu recuperar e sublimar até o prestígio de Cluny: Pedro de Montboisier (112-1156), dito o Venerável, homem de grande cultura e figura de proa da Cristandade medieval. Era a época do apogeu de Cluny, com mais de 1180 mosteiros dependentes na Europa, dos quais mais de 800 só na França. Isenta face ao poder secular dos senhores laicos e à jurisdição dos bispos, a abadia de Cluny conseguirá escapar ao controlo do poder régio até ao século XVI, ao contrário de muitas outras congéneres. Naquela centúria, no entanto, os seus abades passaram a ser nomeados pelo rei de França, ao abrigo da Concordata de Bolonha de 1512. Com o Concílio de Trento, Cluny organiza-se em torno de uma congregação. Um dos priores mais famosos de Cluny, o cardeal de Richelieu (entre 1629 e 1642) tentou unir a congregação à dos Mauristas (de St. Maur), conhecidos pela sua erudição e labor científico profundos. Esta união não sobreviveu à morte de Richelieu (1644). Também um intento de união com outra congregação beneditina francesa, a de St. Vanne, levado a efeito por Mazarin, também cardeal e ministro de França como Richelieu, gorou-se em 1654. Os monges no refeitório na ceia presidida por Santo Odilon. M,s 722, fol 142v, Museu Condé, Chantilly. As Luzes e o século XVIII revelaram-se ainda mais nefastos para Cluny, acelerando a sua decadência. Assim, em 1744, o bispo de Mâcon acabou por impor a sua jurisdição sobre esta velha abadia. Reconstruiu-se então o edifício monástico ao gosto da época, embora a ocupação monástica fosse cada vez mais reduzida: em 1790, a comunidade não tinha mais de 35 monges. Nesse mesmo ano, na sequência da Revolução Francesa iniciada em 1789, a abadia foi suprimida por decreto revolucionário, ficando à mercê da pilhagem, que ocorreu em 1793. Depois foi posta à adjudicação em 1798, tendo sido comprada em hasta pública por um privado, que logo desmantelou a abadia. Como ordem religiosa, esta grande abadia era a cabeça de um dos ramos mais importantes do monaquismo beneditino: a ordem de Cluny. O abade do mosteiro era o superior da família cluniacense, com todos os abades e priores das centenas de casas da ordem a prestarem-lhe homenagem feudal de vassalagem, numa sujeição variável. Era também este abade de Cluny quem nomeava os superiores dessas comunidades dependentes. Nesta perspetiva, pode falar-se de um “monaquismo cluniacense”, ainda que a autonomia que a Regra Beneditina conferia aos mosteiros atenuasse essa sujeição, ao contrário da forte centralidade cisterciense. Existiam as casas ditas “dependentes”, com superior nomeado e controlado pelo abade de Cluny, e as “subordinadas”, com o abade a ser eleito pela comunidade. Deste último grupo faziam parte as cinco “filhas” de Cluny: Souvigny, Sauxillange, La-Charité-sur-Loire, St. Martin-des-Champs (Paris) e Lewes (Inglaterra). Todavia existia uma uniformidade de observância e de costumes monásticos entre todas as casas cluniacenses. A originalidade de Cluny traduzia-se essencialmente na liturgia, nutrida e apoiada pela frequência e grande duração dos ofícios. Maquete da antiga abadia, no Museu em Cluny, França. Era de uma riqueza excecional, ímpar até aos dias de hoje, ilustrando a vitalidade de uma espiritualidade completamente direcionada para Deus. Tudo era pouco para honrar e dignificar a Deus, diziam os cluniacenses, como forma de justificar a pompa, magnificência artística e estética e grande elaboração da sua liturgia e da arte dos seus belos mosteiros. De facto, a arte cluniacense inscrevia-se nesta perspectiva grandiosa, de grande qualidade e apuro estéticos, com uma riqueza de simbolismo patentes nas artes plásticas e na arquitetura. Os monges de Cluny, na sua expansão pela Europa, desempenharam um importante papel na vida e política da Igreja, mesmo na organização política, econômica e territorial de vastas regiões, assumindo-se quase como um senhor temporal e fundiário igual a tantos outros. Mas a sua importância, superlativada pelos seus abades notáveis em torno do Ano Mil, foi maior em termos espirituais e na “alta” política europeia, como sucedeu quando o imperador germânico Henrique IV apelou a Cluny para mediar a Querela das Investiduras. Também as peregrinações medievais muito devem a Cluny e à sua rede de mosteiros, principalmente ao longo dos chamados “caminhos franceses” em direção a Santiago e mesmo dentro das Espanhas, no “caminho francês”. A tradição da hospedagem e apoio aos peregrinos eram apanágio da Regras Beneditinas e uma forma de enfatizar a importância social dos mosteiros que Cluny muito bem soube aproveitar. Em Portugal, Cluny teve uma importância política menor em relação a outras ordens, como Cister ou os Mendicantes, por exemplo. Em Portugal, depois do concílio de Coiança (1050-55, cânon 2) ter introduzido a Regra Beneditina em Portugal, vários foram os mosteiros que a seguiram. No entanto, apenas três estavam “subordinados” a Cluny. Esses três mosteiros ditos cluniacenses foram S. Pedro de Rates, Santa Maria de Vimeiro e Santa Justa de Coimbra. (Fonte, Infopedia , in Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-02-28 12:57:27]) O grande papel de Cluny na formação da Idade Média A vinda de Cristo em majestade ocupava lugar central na cosmovisão de Cluny. Berzé-la-Ville, capela dos monges, inspirada na grande igreja de Cluny III No século XX os estudos sobre Cluny se multiplicaram. Deles o mosteiro saiu engrandecido, e sua gloriosa história, mais bem conhecida, provoca o interesse sempre crescente dos pesquisadores, suscitando mesmo em alguns um verdadeiro entusiasmo. O pequeno mosteiro fundado em 910 pelo Bem-aventurado Bernon em terras doadas pelo Duque da Aquitânia, Guilherme o Piedoso, teve quatro grandes Abades — Santo Odon, São Maïeul, Santo Odilon e São Hugo. Seus longos abaciatos se estenderam por dois séculos, constatando-se com surpresa que nesse período Cluny reformou completamente a vida monástica na Europa, contribuiu de modo eficaz para a reforma da Igreja, formou a Cristandade nos seus mais variados aspectos e a conduziu aos grandes feitos da Idade Média. Cluny conquistou rapidamente a liderança da vida religiosa do Ocidente e nela se manteve, pelo menos durante o governo dos seus quatro grandes abades, com glória e majestade. “Com Cluny – diz um historiador –, ao longo desses dois séculos ter-se-á essa impressão de solidez e permanência na tradição que, no passado, se esperava da Santa Sé. Cluny é verdadeiramente uma nova Roma” (Delaruelle, Latreille, Palanque, “Histoire du Catholicisme en France” , vol. I, p. 251). “Não sei — diz outro autor — que entusiasmo, que voga, que moda salutar atrai todo mundo, Papas, príncipes e monges, a Cluny, como ao porto mais seguro.” O estrangeiro se contagia: a Espanha e a Inglaterra. Cluny torna-se o guardião oficial da regularidade monástica. “Um mosteiro decai na observância, o Papa o entrega ao zelo cluniacense. Hugo parece ser verdadeiramente o Abade dos abades, e, com exceção do Papa, ninguém é comparável a ele na Cristandade” (D. Charles Poulet, “Histoire de l’Église de France” , t. I, p. 124). Torre de Cluny, a única remanescente da depredação revolucionária. Queremos estudar os primeiros tempos do Sacro Império Romano Alemão ? Lá encontramos os cluniacenses dirigindo a Imperatriz Adelaide e ajudando com seus conselhos espirituais e políticos os três primeiros Otons, Conrado e Santo Henrique II a trabalharem pela restauração do Império de Carlos Magno. É a reconquista espanhola que nos interessa? De novo os cluniacenses aparecem colaborando na luta contra os muçulmanos. É a história do Papado que nos chama a atenção? Os cluniacenses lá estão para retirá-lo do opróbrio em que caíra nos séculos IX e X, e, cerrando fileiras em torno de um de seus monges, São Gregório VII, colaboram com ele na luta gigantesca que esse grande Papa trava com o Imperador Henrique IV para afirmar a primazia do espiritual sobre o temporal. São as canções de gesta que despertam o nosso interesse? Surge Cluny, com todo o seu prestígio, compondo, incentivando, propagando essas epopeias da Cristandade. É o feudalismo que nos atrai? Não terá sido Cluny o criador do feudalismo católico? Enfim, é a Cristandade , em todo o seu esplendor, que nos seduz? Como negar que foi esse incomparável mosteiro que a modelou com a perfeição com que hoje a conhecemos pela História? (Autor: Prof. Fernando Furquim de Almeida, “Catolicismo”) Cluny e a formação do espírito da Cavalaria Nossa Senhora com o Menino Jesus, imagem de Cluny hoje resgatada na basílica de Saint-Denis em Paris. Sem dúvida, Cluny tem seus opositores. Mas a Abadia foi tão grande, que ninguém ousa negar a sua grandeza e a sua participação efetiva em todos os acontecimentos marcantes da época, influindo sobre eles de um modo glorioso. As discussões se travam em torno da maior ou menor participação que os cluniacenses neles tiveram. Como exemplo do que é discutido, vamos citar o artigo de E. Delaruelle sobre a parte que teve Cluny na formação da ideia de Cruzada. Aproveitaremos o ensejo para transcrever o tópico inicial desse estudo, pois ele dará aos nossos leitores uma ideia do grande interesse dos pesquisadores pela história da célebre Abadia: “Se do ponto de vista da história propriamente religiosa o papel de Cluny foi considerável no século XI, é possível que se tenha exagerado seu papel quando se trata de história política, social e literária. Há trinta anos dominou entre certos historiadores o que se poderia chamar um verdadeiro “pancluniacismo”. “Tentou-se explicar por Cluny a vitalidade e a fecundidade dessa época. Concedeu-se a Cluny uma influência determinante na reforma gregoriana, no desenvolvimento da peregrinação de Santiago de Compostela, na redação das canções de gesta. “Assim como se vê uma Igreja, sobretudo espiritual até essa época, organizar se então como sociedade jurídica e política, e um Papa santo como Gregório VII tornar-se um “Kriegsmann” e um “Finanzmann” , assim se veria a instituição monástica, sob a pressão das circunstâncias e para responder a apelos diversos, imiscuir-se cada vez mais no mundo” (Delaruelle, “L’idée de Croisade dans la littérature clunisienne du XIe. siècle et l’Abbaye de Moissac”, “Annales du Midi”, n° 75, Toulouse, 1963, pp. 419 420). Passando à questão que nos interessa – isto é, mostrar que as discussões sobre o papel de Cluny em cada grande feito da Alta Idade Média não negam a sua grande contribuição, mas giram em torno de se precisar melhor a influência que neles teve o grande mosteiro. Cluny teve influência determinante no ideal do guerreiro cristão. Estátua de Godofredo de Bouillon. Fundo: uma ruela de Jerusalém. Cabe mencionar que, nesse artigo, Delaruelle considera excessiva a posição tomada por Anouar Hakem, o qual defende a tese de ter sido Cluny que “preparou as guerras santas, mais ou menos como os enciclopedistas prepararam a Revolução Francesa por um trabalho de educação dos espíritos”. Embora essa opinião, “talvez atenuada”, seja também a de outros especialistas no assunto, como Chalendon, Boissonade e Joseph Bédier, Delaruelle a combate, mas acrescenta logo que se pode sustentar que “Cluny contribuiu poderosamente para a formação do tipo de “miles” cristão, esse personagem novo na História, herói das próximas cruzadas. Em lugar de se agastarem com a “militia saecularis” – “militia, malitia” – como acontecia com os monges anteriores, os escritores cluniacenses, ao contrário, celebravam as virtudes do cavaleiro que põe sua espada ao serviço da Igreja, e mesmo apreciaram suas qualidades esportivas ou mundanas. Aos exemplos que citei em outro lugar, poder se ia acrescentar aqui o “Tibellus” , que glorifica o pai de Maïeul, e a “Deploratio” de Jotsald” (ibidem, p., 422). Delaruelle, portanto, julgando embora exagerada a opinião de Anouar Hakem, não nega que Cluny contribuiu poderosamente para a formação do cavaleiro católico combativo, característico da Idade Média, que pôs sua espada ao serviço da Igreja, sempre pronto a servi la e disposto a verter o seu sangue em todas as epopeias que envolvessem a causa católica. Poderíamos multiplicar exemplos semelhantes, mas a exiguidade do espaço não o permite. Cremos, no entanto, que este exemplo é suficiente para mostrar aos nossos leitores como não há entre os historiadores a menor dúvida sobre o grande papel de Cluny na formação da Idade Média. (Autor: Prof. Fernando Furquim de Almeida, “Catolicismo”) Elogio de São Gregório VII aos religiosos de Cluny – 1 Ideal de Cluny: monges contemplativos em luta contra o reinado de Satanás. Se a totalidade dos historiadores está de acordo sobre a importância de Cluny na formação da Idade Média, o mesmo não acontece quando estudam a causa ou as causas do que poderíamos chamar o fenômeno cluniacense. Os monges de Cluny consagravam a vida à glorificação de Deus. Viviam retirados do mundo, reclusos em seus mosteiros, cumprindo rigorosamente um Ordo minuciosíssimo, que deles exigia cinco horas diárias dedicadas ao Ofício Divino. Eram contemplativos cuja principal obrigação era louvar a Deus perenemente. E seus mosteiros atingiram alto grau de santidade, louvado pelos próprios medievais, tão exigentes nessa matéria. O cronista Raoul Glabre, aliás ele mesmo cluniacense, proclama: “Saibam todos que esse convento não é igualado por nenhum outro no mundo romano, principalmente para libertar as almas que caíram sob o senhorio do demônio” (apud G. Duby, “Adolescence de la Chrétienté Occidentale” , p. 135). E Jacques de Voragine, corroborando Raoul Glabre, conta a célebre visão do Abade São Hugo, a quem na véspera do Natal a Ssma. Virgem apareceu, com seu Filho nos braços, dizendo: “Eis que virá o dia em que vão ser renovados os oráculos dos profetas. Onde está o inimigo que até agora prevalecia contra os homens?” . Ao ouvir estas palavras, relativas aos monges de Cluny, o demônio saiu do fundo da terra para desmentir a afirmação de Nossa Senhora, mas sua iniquidade nada conseguiu, porque de nada lhe adiantou percorrer todo o mosteiro: nenhum monge se deixou enganar, nenhum se desviou dos seus deveres na capela, no refeitório, no dormitório ou na sala do capítulo. Jacques de Voragine completa a visão citando a versão do monge Pedro de Cluny, segundo a qual o Menino teria perguntado à sua Mãe: “Onde está agora o poder do demônio?”. Ao que o maligno teria respondido: “Não pude, com efeito, penetrar na capela, onde se cantam os teus louvores, mas o capítulo, o dormitório, o refeitório estão abertos!”. “Ora, eis que a porta do capítulo era demasiado estreita para ele entrar, a do dormitório demasiado baixa, a do refeitório obstruída por inúmeros obstáculos — tais eram a caridade dos monges, a atenção à leitura diária e a sobriedade no comer e no beber” (Jacques de Voragine, “La Legende Dorée”, Garnier Flammarion, Paris, vol. I, p. 59). Completaremos esses elogios com mais um documento medieval, citado por H.E.J. Cowdrey: “Cluny era a fonte a que todo o mundo praticamente recorria, como a um santuário da Religião, para o revigoramento espiritual de suas obras. Nossa Senhora libera o cônego Teófilo que vendeu sua alma ao diabo. Notre Dame de Paris, pórtico lateral. “Os cluniacenses sustentaram um combate espiritual constante para subjugarem a carne ao espírito. na verdade, como diz o Apóstolo, para viverem como Cristo e para morrerem a fim de vencerem. “Mas vários deles foram chamados, e mesmo obrigados a contribuir para a construção, quer como Papas ou cardeais, quer como bispos, abades ou pastores. “Quando o bálsamo de suas virtudes espirituais se difundiu amplamente, toda a terra, como se fosse uma só casa, ficou impregnada de seu perfume, e o fervor da religião monástica, que pouco a pouco aumentara, se inflamou com o zelo exemplar desses homens” ( “Vita Sancti Morandi Confessoris”, apud H.E.J. Cowdrey, “The Cluniacs and the Gregorian Reform”, Oxford, 1970, p. 163). Mas os cluniacenses influíram efetivamente em toda a vida medieval. Ora, como é que, vivendo entregues completamente à oração, esses mesmos homens, quando saíam do mosteiro, resolviam rápida e brilhantemente as questões mais delicadas, influíam poderosamente em toda a vida temporal, cobriam o mundo de obras de arte incomparáveis. E, como se nada tivessem feito, voltavam depois para suas celas e nelas retomavam a contemplação sem a menor dificuldade, conservando se sempre prontos a voltar a atividades prodigiosas, com a mesma paz de alma que mantinham no mosteiro? Como e quando se preparavam eles para essa atuação? A essa pergunta nenhuma resposta satisfatória foi dada até hoje pelos historiadores. Nenhum deles consegue atinar com o segredo que animava esses monges tão ativos e ao mesmo tempo tão contemplativos, sempre serenos e sem nenhuma agitação, ativos na contemplação e contemplativos na ação. (Autor: Prof. Fernando Furquim de Almeida, “Catolicismo”) Elogio de São Gregório VII aos religiosos de Cluny – 2 São Gregório VII. Busto em ouro e prata na catedral de Salerno. D. Kassius Hallinger, autor da monumental história da reforma monástica na Alta Idade Média (Gorze–Kluny), tentou uma resposta num artigo importante publicado na “Deutsche Archiv fur Erforschung des Mittelalters” , resumido e publicado em inglês com o título “The spiritual life of Cluny in the early days”, na coleção de memórias sobre Cluny selecionadas por Noreen Hunt e reunidas no livro “Cluniac Monasticism In the Central Middle Age” (Mac Millan, 1970). Antes de dar sua própria opinião, D. Kassius Hallinger classifica em cinco grandes grupos as várias explicações propostas. São elas: o espírito litúrgico da Abadia, a abertura para o mundo, a fuga do mundo, a organização feudal de Cluny, e as raízes monásticas especiais que caracterizavam o mosteiro. Pela simples enumeração se vê a oposição flagrante que há, por exemplo, entre a segunda e a terceira posições, ambas defendidas por grandes historiadores. O fato é que nenhuma delas satisfaz. Essa divergência de opiniões é uma das maiores dificuldades para o bom conhecimento de Cluny, gerando mesmo confusões lamentáveis. Nesse mesmo artigo de D. Kassius Hallinger há uma amostra curiosa dessa confusão. Gorze é o mosteiro mais característico da reforma monástica iniciada na Lorena ao mesmo tempo que a de Cluny. Weigle viu no livro “Gorze Kluny” uma certa oposição entre esses dois movimentos de reforma. Ora, D. Kassius afirma num artigo que os valores monásticos de Cluny “não só moldaram um grande número de monges dos séculos X e XI, como também estenderam a sua influência além dos mosteiros e se fizeram sentir no próprio mundo secular de sua época”. Em uma nota, refuta F. Weigle: “O êxito do movimento de reforma de que Cluny teve a liderança só pode ser explicado pelos valores monásticos de Cluny. Esse fato foi mencionado várias vezes em “Gorze Kluny”. A despeito de tais afirmações, F. Weigle pôde falar de uma descrição contrastada com Gorze ( “Deutsche Archiv”, 9, 585). ele não entendeu absolutamente o ponto principal do livro”. Por tudo isso procuraremos, nesta série de artigos sobre Cluny, pôr um pouco de ordem em todas essas questões. De antemão pedimos desculpas aos nossos leitores pelo grande número de citações que seremos obrigados a fazer. É que Cluny foi tão grande, que sua história frequentemente parece inacreditável, se não é corroborada pela autoridade de especialistas, por vezes nem sequer católicos, mas que não deixam de se empolgar pelos feitos de seus monges. Antes de terminar essa introdução, queremos reproduzir o maior dos elogios que Cluny recebeu em toda a sua história. É de São Gregório VII, ao abrir a 7 de março de 1080 o Concílio Romano que realizava anualmente. É bom notar que esse elogio foi pronunciado dois anos depois de o Imperador Henrique IV ter ido a Canossa pedir perdão ao Papa, episódio em que muitos procuram ver uma oposição séria entre o grande Papa e São Hugo, então Abade de Cluny: “Sabei, meus irmãos no sacerdócio, todos que vos reunis nesta Santa Assembleia, que entre todos os nobres mosteiros fundados além dos montes para a glória de Deus onipotente e dos Bem aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, existe um que é propriedade particular de São Pedro, unido à Igreja de Roma por um pacto especial. “Esse mosteiro é Cluny. Votado, desde a fundação, principalmente à honra e defesa da Sé Apostólica, pela graça e clemência divina e sob a direção de santos abades, c hegou a uma tal grandeza e a uma tal santidade, que ultrapassa todos os mosteiros de além dos montes no serviço de Deus e no fervor espiritual. “Nenhum outro o iguala, tanto quanto se possa julgar, embora haja um grande número de mosteiros mais antigos do que ele. Não houve em Cluny um só abade que não fosse santo. Monges a abades nunca faltaram a esta Santa Igreja, Mãe de todos eles. “ Não dobraram o joelho diante de Baal nem diante dos ídolos de Jeroboão. Tomando por modelo a liberdade e a dignidade da Santa Sé de Roma, nobremente conservaram a autoridade conquistada por seus antepassados, e nunca se curvaram sob o domínio dos príncipes deste mundo, continuando a ser os defensores corajosos e submissos unicamente de São Pedro e de sua Igreja” (apud D. Usmer Berlière, “l’Ordre Monastique” , p. 219). (Autor: Prof. Fernando Furquim de Almeida, “Catolicismo”) Santo Odon e as origens do mosteiro de Cluny Devoção de um monge cluniacense a Nossa Senhora. Segundo alguns seria o próprio Santo Odon. Bibliothèque National de France, MSS. ms.latin 17716, fol 23 Antes de prosseguirmos no estudo das causas do grande sucesso de Cluny, convém recordarmos rapidamente o histórico de sua fundação. A legislação monástica promulgada para todo o Império por Carlos Magno e Luís o Piedoso exigia que todos os mosteiros adotassem a regra de São Bento. Assim sendo, a partir do século IX houve só mosteiros beneditinos no Ocidente. Mas, de acordo com a regra de São Bento, esses mosteiros eram autônomos, sem nenhuma vinculação jurídica entre si. Não houve propriamente uma Ordem religiosa. Percebendo os perigos dessa extrema descentralização, São Bento de Aniane, o conselheiro monástico de Carlos Magno e de Luís o Piedoso, tentou dar uma direção única às abadias do Império, mas sua obra não sobreviveu à sua morte. Ora, as lutas entre os descendentes de Carlos Magno, tendo enfraquecido o Império, permitiram que novas invasões bárbaras – normandos, eslavos, etc. – penetrassem a fundo no Ocidente. Essas invasões levaram a desordem e a destruição por onde passaram, e todas as grandes instituições carolíngias sofreram as consequências disso. De todas elas, foi talvez o monaquismo a mais atingida. Os mosteiros, desamparados, foram pilhados, outros viram se obrigados a permitir, em troca de uma proteção, a ingerência desmedida dos senhores temporais em seus assuntos internos, e todos caíram num relaxamento que conduziu à inobservância da Regra e à consequente dissolução dos costumes. No início do século X esboçou-se uma reação contra esse estado de coisas. Alguns monges santos, como São Geraldo de Brogne na Lorena, tentaram reerguer suas abadias, levando as novamente à fiel observância da Regra. E para que mais amplamente se estendesse a sua ação, costumavam reunir sob um abaciato único os mosteiros que, desejando reformar se, se entregavam à sua direção. O Bem-aventurado Bernon foi um desses monges precursores da grande reforma monástica. Sobrinho do Rei da França, Luís o Gago, ele entrara no mosteiro de São Martinho de Autun. Depois de ali permanecer por algum tempo, percebeu que, por maiores que fossem os esforços de seu abade para a reforma, eles se perdiam devido à intromissão de outras autoridades na vida interna do mosteiro. Bernon resolveu então fundar um mosteiro numa das propriedades de sua família. Foi assim que nasceu o mosteiro de Gigny. Guillerme I o Piedoso faz a doação das terras de Cluny. Os bons resultados obtidos em Gigny foram logo conhecidos nos arredores. O Rei da Borgonha, Rodolfo I, apreciando o trabalho de Bernon, entregou-lhe o mosteiro de Baume para ser reformado. E com base nesses dois mosteiros o Bem-aventurado pôde realizar a obra que projetara. Nessa época, Santo Odon, que seria o primeiro dos quatro grandes abades santos de Cluny, era um jovem conselheiro que servia na corte do Conde Foulques de Anjou, vassalo do Duque de Aquitânia, Guilherme o Piedoso. Era filho único de uma nobre e rica família do Maine. Seu pai, Abon, o tinha doado a São Martinho de Tours logo após seu nascimento, mas o fizera às escondidas de sua mulher e de sua família, nada contando a ninguém. Vendo o menino crescer muito bem dotado, arrependeu se da doação que fizera. Mantendo o segredo, encaminhou o para o serviço do Conde de Anjou. Santo Odon distinguiu se nessa corte e prometia ser um grande cavaleiro. Percebeu, no entanto, que não era essa a vida que Deus desejava que ele levasse. Recorreu a Nossa Senhora, pedindo que o esclarecesse e fizesse ver quais eram os desígnios de Deus sobre ele. Foi logo acometido por uma violenta dor de cabeça, que o impedia de se desincumbir direito de suas obrigações. Durante três anos essa dor de cabeça não o abandonou. A princípio tentou continuar na corte, cumprindo rigorosamente os seus deveres, mas logo teve de reconhecer que não poderia ali se manter. Voltou para a casa paterna, onde Abon usou de todos os recursos possíveis para curá lo. Tudo foi inútil. O pai teve de se render à evidência: São Martinho de Tours cobrava a doação que ele fizera. Abon contou tudo a Odon. “Não tinha outra saída — dizia o Santo quando contava a sua vida aos Monges — senão refugiar me junto de São Martinho, receber a tonsura, e de bom grado votar me ao seu serviço, pois a ele fora doado sem o meu consentimento”. Santo Odon aos pés de Nossa Senhora, detalhe da iluminura acima. A dor de cabeça cessou imediatamente. Santo Odon foi para o cabido da Igreja de São Martinho do Tours. Durante a sua permanência entre os cônegos, leu a Regra de São Bento e ficou encantado com a vida monástica, mas não via em nenhum mosteiro que conhecia a observância dessa Regra que tanto o atraía. Por outro lado, os cônegos de São Martinho de Tours viviam também em desordem, e não suportavam a presença de Odon, pois a vida virtuosa que este levava os incomodava. O Santo retirou se para uma casa próxima da igreja, e ali dividia o seu tempo entre o cumprimento de suas obrigações de cônego e a vida de eremita. Um de seus amigos na corte do Conde de Anjou desejava entrar no estado religioso, e foi procurá-lo em Tours. Depois de viverem juntos durante algum tempo, saíram os dois em peregrinação, procurando um mosteiro verdadeiramente observante da Regra. Viajaram muito tempo e não o encontraram. Santo Odon voltou para Tours, e seu companheiro Santo Adgrim dirigiu se a Roma, a fim de pedir aos Apóstolos São Pedro e São Paulo as luzes necessárias para seguir a sua vocação. A caminho de Roma, passou pela abadia de Baume, e não pôde conter a sua surpresa encontrando um mosteiro observante. Avisou Santo Odon, que lhe foi ao encontro, e ambos pediram ao Bem aventurado Bernon que os recebesse entre os seus monges. Foram logo aceitos, e iniciaram em Baume a vida monástica que tanto desejavam. Santo Adgrim não chegou a fazer a profissão monástica. Retirou se para uma caverna próxima do mosteiro e foi eremita até o fim de sua vida, morando sempre em lugares próximos dos mosteiros onde estava Santo Odon. Este permaneceu algum tempo em Baume e depois em Gigny, apesar de violenta oposição que lhe movia o Monge Guy, sobrinho do Bem aventurado Bernon. O Duque Guilherme da Aquitânia teve conhecimento da vida regular que havia em Baume e em Gigny. Havia muito tempo ele desejava fundar um mosteiro em suas terras, para reparar um crime que cometera na mocidade. Mandou chamar Bernon. Ambos se encontraram num local conhecido por Cluny, onde Guilherme treinava os seus cães de caça. Depois de expor os seus projetos, o Duque perguntou ao Abade se aceitava fundar esse mosteiro. Diante da resposta afirmativa, pediu lhe que escolhesse, ele mesmo, as terras que desejava em seus imensos domínios. — Escolho estas — respondeu o Abade. — Mas estas não posso dar, pois nelas tenho o melhor tempo de treinamento de meus cães de caça. — Senhor Duque, bem sabeis que as preces dos monges vos servirão mais, diante de Deus, do que os latidos dos cães. Expulsai os cães e recebei os monges. E o Duque nada teve para responder. Em 910, na cidade de Bourges, Guilherme o Piedoso entregou solenemente ao Bem aventurado Bernon as terras de Cluny, na presença da Duquesa e de toda sua família. Santo Odon, abade de Cluny. Assistiram ao ato vários senhores feudais, muitos bispos e clérigos, e vários monges, entre os quais Santo Odon. Num documento assinado por todos os presentes, o Duque da Aquitânia isentou Cluny de qualquer ingerência sua, dando aos Apóstolos São Pedro e São Paulo as terras e o mosteiro que ali se construiria, e cobrindo de anátemas todos aqueles que, seus parentes ou não, no presente ou no futuro tentassem delas se apoderar ou interviessem, sob qualquer pretexto, na vida interna do mosteiro. O Papa, como Sucessor dos Apóstolos, deveria zelar pelo mosteiro, a ele incumbindo a defesa desse patrimônio entregue à guarda do Bem aventurado Bernon e da Santa Sé. O próprio Duque da Aquitânia foi a Roma para obter a ratificação do documento e pagar as primeiras doze peças de ouro para manutenção da luminária da Igreja dos Apóstolos, como Cluny deveria fazer todos os anos, de acordo com o direito feudal. Santo Odon foi para Cluny com outros monges de Baume e Gigny. Ao que parece, o que levou o Bem aventurado Bernon a enviá-lo para o novo mosteiro foi a hostilidade de Guy. Ao morrer, em 926, Bernon deixou a este último, por testamento, alguns dos mosteiros que dirigia, entre eles Baume e Gigny, e outros a Santo Odon, entre os quais Cluny. Como Cluny era o mais pobre dos mosteiros e estava ainda em construção, o Bem aventurado Bernon tirou de Gigny o domínio de Alafracta e o entregou a Santo Odon, para com ele manter Cluny. Guy impugnou a doação, e à força se apoderou de Alafracta. Santo Odon recorreu à Santa Sé e o Papa lhe deu ganho de causa enquanto os monges de Gigny vivessem no mosteiro de Cluny. Santo Odon pôde então entregar se livremente à formação de seus monges e empreender a reforma monástica que estes realizariam com tanto brilho na França, na Itália e até na Espanha. Os cluniacenses o consideravam o seu verdadeiro fundador, e foi realmente ele que introduziu no mosteiro esse espírito, essa alma que modelou a Idade Média. (Autor: Prof. Fernando Furquim de Almeida, “Catolicismo”) Abades santos governam Cluny quase 200 anos São Mayeul, abade de Cluny. A fim de evitar confusões, é conveniente explicar desde já que a palavra cluny tem, em geral, dois significados. Um deles diz respeito à Abadia de Cluny, fundada em 910 pelo Bem aventurado Bernon, e que desapareceu na Revolução Francesa, quando seus últimos monges pereceram nas mãos dos revolucionários. Sua igreja, a célebre Igreja de São Pedro de Cluny, foi a maior do mundo até a construção da Basílica de São Pedro do Vaticano, edificada propositadamente com alguns metros a mais do que a abacial de Cluny. Adornado de riquezas artísticas sem número, esse monumento de arte e resumo de um glorioso passado de vários séculos foi dinamitado pela prefeitura da pequena cidade de Cluny, no tempo de Napoleão. Esse crime tão patente forçou a Revolução a inventar uma lenda que pelo menos excluísse Bonaparte desse vergonhoso episódio. Reza essa lenda que certo dia, em que dava audiência às prefeituras de várias cidades, ao ser anunciada a delegação de Cluny, o Imperador voltou lhe as costas, dizendo que não recebia bárbaros. O outro significado de Cluny corresponde ao que poderíamos chamar de Congregação de Cluny, embora esse nome não seja completamente adaptável à realidade histórica. Ele designa o conjunto de mosteiros governados pelo abade de Cluny, e que seguiam o mesmo “Ordo”, ou seja, tinham os mesmos usos e costumes. Esse conjunto constituía como que uma única abadia beneditina, e tinha por cabeça o mosteiro fundado pelo Beato Bernon. Será neste último sentido que usaremos a palavra Cluny. Quando tivermos que nos referir à abadia propriamente dita, declará-lo-emos explicitamente. São Hugo falando com seus monges, manuscrito século XIII, Bibliothèque National de France Mss.ms.latin 17716, fol 25, Há uma diferença enorme entre a Cluny dos dois primeiros séculos e a dos tempos posteriores. Foi nos primeiros duzentos anos que Cluny chegou à perfeição que tanto entusiasma os que estudam a sua história. Neles é que a grande Abadia foi a luz do mundo, a segunda Roma, procurada pelos peregrinos de toda a Cristandade quando as guerras e epidemias não lhes permitiam ir à Cidade Eterna. Atingindo um alto grau de sabedoria e santidade, Cluny foi então não só o modelo do monacato e de toda a Cristandade, como também o modelador da alma da Idade Média. Nesse período, os seus monges e abades eram venerados pelo povo fiel, que neles via o exemplo que deveria imitar. Estavam eles por toda parte. Nos mosteiros, cantavam os louvores de Deus em horas determinadas, na medida do possível as mesmas para todos, para que todos juntos, até os que estivessem viajando, pudessem participar das mesmas orações, de modo que todo o imenso império de Cluny se prosternava ao mesmo tempo, para adorar o Criador de todas as coisas. E todo o mundo sabia que naquelas horas podia contar com as preces dos cluniacenses e tomar parte nestas, a elas se associando na adoração e nas súplicas a Deus. Era também nos mosteiros que esses filhos de São Bento se preparavam para formar a sociedade medieval, sacralizando todas as instituições e atividades humanas, procurando a perfeição em tudo, para que tudo fosse perfeito e belo, pois não compreendiam nada do que faziam sem a beleza, porque Deus é belo em tudo o que fez. (Autor: Prof. Fernando Furquim de Almeida, “Catolicismo”) A decadência de Cluny Croquis da nave central de Cluny antes da demolição revolucionária. Jean-Baptiste Lallemand, 1771-1780. Quando se fala de Cluny, entende se esse período de tal forma grandioso, que ofusca todo o resto da história cluniacense. Não é que Cluny tenha deixado de ser grande. Pelo contrário, por muito mais tempo ainda, não só na Idade Média, mas mesmo no início da Idade Moderna, a Abadia conservou o seu prestígio. Foi pouco a pouco que ela decaiu. O brilho que manteve ainda depois desses dois séculos deixa se ver nitidamente pela condição social de muitos de seus abades: vários príncipes da casa de Lorena e muitos grandes nobres da França e da Inglaterra. No fim do século XVI, porém, a Abadia já não era senão uma sombra do que fora. O abaciato caíra sob o fatal regime da comenda. Mas era tão glorioso o passado de Cluny, que ainda nessas tristes condições Richelieu e Mazarino quiseram ser seus abades, porque o título de Abade de Cluny acrescentava alguma coisa ao prestígio desses homens postos no pináculo de todas as grandezas humanas. De 910 a 1109, Cluny teve seis abades: o Bem aventurado Bernon (910 926), Santo Odon (926 944), Aymard (944 954), São Maïeul (954 994), Santo Odilon (994 1049) e São Hugo (1049 1109). Os próprios cluniacenses consideravam Santo Odon como o verdadeiro fundador da Abadia, e realmente foi ele que deu a Cluny a sua fisionomia definitiva. Além disso, logo depois da fundação Santo Odon foi auxiliar direto do Bem aventurado Bernon, e pôde já desde o início trabalhar nessa grande obra. O terceiro abade, Aymard, governou pouco tempo, porque ficou logo cego e passou a direção efetiva a São Maïeul, seu coadjutor. Na realidade, nesses duzentos anos Cluny foi governada pelos quatro abades santos: Santo Odon, São Maïeul, Santo Odilon e São Hugo. Esses prelados eram varões extraordinários. Todos refletiam no exterior a luz peculiar da formação cluniacense. O homem medieval sabia reconhecer o maravilhoso e ver a Deus em seus eleitos, de modo que a mera presença dos abades de Cluny provocava entusiasmo, conversões súbitas e desejo de colaborar com eles. São Austremoine, detalhe da urna de Santa Calmina É o caso, por exemplo, de um bandido italiano que, à simples vista de Santo Odon, pediu para entrar em Cluny, indo lá morrer pouco depois em odor de santidade. Ou o de Hugo de Arles, Rei da Itália, que nada recusava aos monges porque conhecera Santo Odon. Não era só a presença de algum dos abades cluniacenses que provocava movimentos de piedade popular. Muitas vezes o povo queria ao menos ver algo que os tivesse tocado. Durante uma visita de Santo Odilon a Pavia, onde fora encontrar se com o Imperador, as cidades vizinhas o obrigaram a mandar o seu cavalo percorrê las, para que vissem pelo menos a montaria que ele usava. Os quatro abades tinham esse fundo comum cluniacense, reconhecido até pelo povo, embora fossem muito diferentes entre si. É esse fundo comum que é o cerne da personalidade de cada um deles. Foi o que viu muito bem D. Jacques Hourlier em seu estudo sobre Santo Odilon: “O que há de mais notável na história de Cluny é que sempre revelaram em suas atitudes a permanência de “alguma coisa” própria de Cluny — uma unidade de pensamento, de orientação, de estilo, apesar da evidente diversidade de caracteres e temperamentos, apesar das mais profundas transformações da sociedade” (D. Jacques Hourlier, “Saint Odilon, Abbé de Cluny” , Bibliothèque de l’Université, Louvain, p. 50). Essa “alguma coisa” pode se encontrar no pensamento, nos princípios que orientaram os quatro santos abades na formação de Cluny. É o que fazem os historiadores, ao pesquisar os poucos documentos que chegaram até nós, sobretudo as obras de Santo Odon e Santo Odilon. Resumindo as conclusões a que chegaram, acreditamos poder dar aos nossos leitores uma idéia clara de quais foram os princípios que nortearam os quatro abades que construíram Cluny. (Autor: Prof. Fernando Furquim de Almeida, “Catolicismo”) Zelo pela tradição na arquitetura de Cluny Capitel da antiga Ecclesia Maior de Cluny Procurando sistematizar um pouco a imensa riqueza de aspectos pelos quais podemos abordar o estudo dos princípios que guiaram os cluniacenses em sua obra gigantesca, escolhemos para nos servir de referência o zelo pela tradição, que esses monges deixaram impresso indelevelmente em tudo que realizaram. Na escolha dos meios para atingirem os fins que desejavam, era a tradição o farol que os guiava. Estudavam o passado com os olhos voltados para o futuro, para construírem o presente, a fim de que este fosse o mais forte elo entre aquelas duas épocas e imprimisse à humanidade de seu tempo o maior progresso possível. Este zelo pela tradição é incontestável. Ninguém o põe em dúvida. Poderíamos escolher qualquer atividade humana para mostrar como a tradição presidiu às obras que realizaram esses discípulos de São Bento. Escolhemos a arquitetura. Já no século passado, Eugène Emmanuel Viollet le Duc, estudando a arquitetura dos mosteiros de Cluny, mostrou a existência de uma arquitetura própria cluniacense, que levou à perfeição o estilo românico. Sua tese foi duramente criticada e até mesmo ridicularizada por alguns. Neste século, a “Medieval Academy of America” enviou a Cluny uma missão arqueológica para estudar as construções da célebre Abadia. Seus trabalhos continuam ainda hoje, e, graças sobretudo a Kenneth John Conant, que os lidera, conseguiu levantar dos escombros que restam a reconstituição arqueológica de todos os edifícios lá construídos pelos cluniacenses. Viollet le Duc foi reabilitado pela missão norte-americana. Dele diz Conant que “foi o primeiro nos tempos modernos a ter a intuição do que tinha sido Cluny. Distinguindo se entre os mais qualificados arquitetos que conheceram o fundo e a técnica da arquitetura da Idade Média na França, estava bem preparado para compreender os cluniacenses, cujo espírito falava nos seus monumentos com uma eloqüência particular” (K. J. Conant, “Cluny – Les Églises et la Maison du Chef d’Ordre”, Mâcon, 1968). Mais adiante, depois de mostrar a tradição sempre presente nas construções cluniacenses, volta a tratar do assunto: “Vê-se, além disso, o que havia de arbitrário nos contraditores de Viollet-le-Duc, que não compreenderam em que sentido houve, realmente, uma escola cluniacense. Como a igreja abacial de Cluny foi a obra-prima do estilo cluniacense, a mais bela, a mais rica e, na época, a maior do mundo (com poucos metros a menos, como dissemos, do que a atual Basílica de São Pedro do Vaticano), vamos ainda citar uma breve descrição desse templo, que deixa bem patente como os cluniacenses marcavam de tradição suas construções: “O próprio edifício, por seu estilo, por seus elementos, relembrava perfeitamente a extensão imperial da Congregação de Cluny. Um monge vindo de qualquer lugar encontrava ali alguma coisa que lhe recordava a arte da região de onde viera. Cluny agregava mosteiros de toda parte e colhia também em toda parte elementos para a sua arte. Rosácea da igreja principal de Cluny, segundo reconstituição digital “Algumas notas farão compreender a natureza dessa síntese sutil. O plano em cruz arquiepiscopal exprimia um edifício que era uma combinação muito hábil do plano central da basílica romana de duplo transepto com o plano basilical ordinário. “A ele se acrescentava um deambulatório com capelas formando raios. O aspecto interior, se bem que fosse uma das mais altas naves abobadadas até então construídas, fazia prevalecer a longa linha horizontal amada pelos meridionais, enquanto que as torres levantadas sobre os transeptos forneciam as massas para a interpretação e as linhas montantes tão caras aos bizantinos e aos setentrionais. “A decoração era feita com pinturas de inspiração bizantina e esculturas – centenas de capitéis esculturados, um pórtico notável – que são os marcos da reconquista da arte de fazer esculturas em pedra. “ Numerosos capitéis relembram muito o coríntio antigo, mas muitos deles tinham o estilo novo que a arquitetura soubera dar a todo o edifício. “A arte que produziu esse edifício era visivelmente uma arte especial e de elite. Só uma tal congregação e um tal abade [São Hugo] poderiam executar um tal projeto. Temos o direito, creio, de qualificar de escola cluniacense a obra dessa plêiade de Cluny. “Esse maravilhoso florão não é, na verdade, arquitetura românica da Borgonha. De um lado ultrapassa as fronteiras da Borgonha. de outro, tirando se Cluny da Borgonha, fica uma arquitetura regional, borguinhona. “A arquitetura de Cluny é uma soma da arquitetura românica e de suas fontes de inspiração, obra especial feita em Cluny, pelo instituto beneditino de Cluny, sob a presidência de um abade de Cluny e por monges de Cluny. “Concebida em 1088 e terminada em 1109, Cluny tem o direito de ocupar o primeiro lugar como a maior obra desse grande período, com um edifício ricamente dotado pelo passado, em progresso sobre o seu tempo e antecipando ousadamente o futuro ( “Dictionnaire d’Histoire et de Géographie Ecclésiastique”, verbete Bénédictin – Ordre, por Ph. Schmitz, cols. 1161 a 1162 do vol. VII). Ábside da igreja principal de Cluny, segundo reconstituição digital Essa descrição põe em relevo como Cluny procurava a beleza no passado para que suas realizações fossem cada vez mais belas. E é a beleza outro aspecto característico de Cluny, o que bem exprimia Santo Odon dizendo que “a arte é a antecâmara do Céu”. O historiador Guy de Valous vai mais além: “Em Cluny a vida espiritual tem necessidade da beleza para desabrochar. é um dos traços dominantes da tradição cluniacense, tanto na arte espiritual como nas artes plásticas, na formação das almas como na do mosteiro. “Os monges não eram estetas, eram artistas peritos em ir ao encontro de Deus por caminhos de suma beleza, e precisamos nos lembrar de que eles não separavam o bom do belo” (Guy de Valous, “Le Monachisme Clunisien des Origines au Xve. Siècle” , vol. 1, Introduction, p. IV). Ao encerrarmos este artigo, não podemos deixar de transcrever as palavras finais do citado livro de K. J. Conant. Ele foi publicado em 1968 pela “Medieval Academy of America” , em francês e inglês. Contém tudo o que se conhece até hoje sobre a Igreja e a Abadia de Cluny. Como se sabe, o vandalismo da Revolução Francesa iniciou a destruição sistemática da Abadia. No tempo de Napoleão, a Igreja de São Pedro, a maravilha da arquitetura de Cluny, foi dinamitada. A Restauração não impediu que a destruição prosseguisse. Até 1823 o arrasamento continuou, deixando intactas apenas algumas pedras. Foi a partir delas que a reconstrução arqueológica pôde ser feita. Depois de expor os resultados obtidos, Conant termina com as seguintes palavras: “Mas se a beleza pode perecer, sua lembrança sobrevive. “Na medida em que nos foi possível, trouxemos a uma nova vida a Cluny de outrora. Não teríamos estado à altura da tarefa se, no decurso de nosso trabalho, a beleza material e espiritual que deu forma a essas pedras não tivesse voltado algumas vezes de seu exílio, para nos unir intimamente ao espírito cluniacense” (Op. cit., p. 134). (Autor: Prof. Fernando Furquim de Almeida, “Catolicismo”) Em Cluny, história como alimento para as almas Nas pesquisas arqueológicas que estão sendo feitas em Cluny, um dos critérios básicos que orientam os estudiosos da grande Abadia é o respeito à tradição que os cluniacenses sempre observaram em suas obras. O empenho que tinham esses monges em serem os continuadores de seus maiores simplifica muitas vezes o trabalho dos pesquisadores. Quando as ruínas em que trabalham não lhes fornecem elementos suficientes para uma reconstituição, recorrem eles ao passado, procurando uma abadia ou igreja de anteriores épocas que tenha sido conservada até hoje, para conseguirem, por comparação, completar os dados que puderam coligir nos restos do monumento que estão reconstituindo. Em tudo, os cluniacenses tinham como guia a tradição. Eles eram eminentemente conservadores no verdadeiro sentido da palavra — isto é, estudavam, conservavam e desenvolviam o que o passado realizara de bom, belo e verdadeiro, sem prejuízo de inovações prudentes e fecundas — para que a humanidade não se desviasse do reto caminho em seu progresso para a eternidade. Esse cuidado com a tradição exigia deles um bom conhecimento da História, estudada à luz da doutrina católica, para poderem discernir nos acontecimentos passados a mão de Deus, que conduz a humanidade, da obra dos homens que tentam opor se à Providência Divina. Esse estudo, assim feito, não só lhes permitia construir o presente com segurança, como alimentava a própria vida espiritual dos monges. E, de fato, vê se em listas de volumes retirados da biblioteca de Cluny, para a hora destinada pela Regra à leitura espiritual, vários livros históricos, tanto consideravam os cluniacenses a História como um alimento da vida de suas almas. Por outro lado, eles deviam também deixar registrados os acontecimentos que se passavam sob seus olhos. Daí o cuidado que tiveram os abades, desde Santo Odon, com os arquivos da Abadia. Mais eloquente ainda é a deliberação de Santo Odilon, mandando Raoul Glabre escrever a crônica de seu tempo, para que a posteridade conhecesse a “gesta Dei” no mundo durante a época em que viviam. Devemos ter sempre presente esse respeito pela tradição, se quisermos conhecer bem o pensamento que presidia à formação dos monges de Cluny. Tanto mais que ele é sempre o mesmo, sem solução de continuidade, por parte dos abades e de todos os religiosos durante os chamados tempos heroicos da Abadia, que podemos limitar aos anos do governo de Santo Odon, São Maïeul, Santo Odilon e São Hugo. Não quer isso dizer que esse pensamento tenha ficado imóvel durante todo esse período. Pelo contrário, ele foi sendo explicitado sempre mais, pelas sucessivas gerações de monges que não só o desenvolveram, como o aplicaram na vida que levavam no mosteiro e fora dele. E como esses quatro abades são os arquétipos da vida monástica que instituíram, é analisando seu pensamento que poderemos melhor conhecer o pensamento de Cluny. Homens extraordinários, com qualidades humanas excepcionais e sobrenaturalizados pela “metanóia” exigida pelo voto de reforma dos costumes, que a Regra de São Bento lhes pedia ao entrarem no mosteiro, souberam eles pô las ao serviço do ideal cluniacense que conceberam. Cada um deles deu a sua contribuição para a formação desse pensamento comum destinado a construir, ao longo de duzentos anos, essa Cluny primitiva, a verdadeira Cluny, tão admirada por quem quer que conheça a sua história. Infelizmente, os escritos que se conhecem desses quatro santos abades são raros, o que dificulta muito o trabalho dos historiadores. Aliás, a pobreza de documentos de que se ressente a História medieval é notória, e muito explicável. Além de serem deficientes os meios materiais de que dispunham os medievais para deixarem obras escritas para a posteridade, a Revolução encarregou se de destruir boa parte do que poderia ter chegado até nós. A difusão de seus erros só seria possível com a sistemática destruição de tudo que revelasse a grandeza dessa era gloriosa que foi a Idade Média. Cluny, particularmente, sofreu muito com as pilhagens, devastações, incêndios de igrejas e mosteiros, com que o ódio revolucionário perseguiu sua memória. Existem, entretanto, algumas obras de Santo Odon, e outras, em menor número, de Santo Odilon e São Hugo. Curiosamente, não chegou até nós nada escrito por São Maïeul. Entretanto, os historiadores souberam aproveitar esse material existente e dar dele uma boa visão de conjunto, o que nos permitirá tentar um estudo do pensamento cluniacense. O verdadeiro fundador de Cluny, o abade que deu o espírito à Abadia, foi Santo Odon. Antes de se empenhar nessa obra, ele meditou profundamente sobre a formação a dar a seus monges, sobre a História do mundo e sobre o estado em que este se encontrava na sua época. Era uma época de trevas, da mais completa decadência. Desmoronara o Império católico de Carlos Magno, ruíam as instituições, e a corrupção de costumes invadira todas as camadas da sociedade, atingindo até a vida religiosa e a própria Santa Sé. São Pedro, a quem estava consagrada a grande igreja abacial de Cluny, a maior da Idade Média Ora, Santo Odon queria que os seus monges fossem o sal da terra, que regeneraria os homens, as instituições e toda a sociedade, tirando a do caos em que se encontrava. Meditou com todo o cuidado as causas dessa decadência e escolheu os remédios necessários e suficientes para renovar o mundo. As conclusões a que chegou, ele as expôs numa obra, a “Occupatio”, escrita em versos, que é fundamental para compreendermos o pensamento de Cluny. Infelizmente, não conhecemos seu texto (do qual A. Svoboda publicou uma edição crítica em 1900), mas tantos são os trabalhos publicados sobre ela, que as suas linhas fundamentais estão bem definidas para nós. Santo Odon identificava sua época como o limiar dos últimos tempos. E a “Occupatio” é estudo teológico da História desde a criação e a queda dos anjos até esse limiar dos últimos tempos, o que lhe permitiu conceber como deveria ser o monge cluniacense para combater eficazmente os males da humanidade nos tempos em que vivia, e para construir esses últimos tempos que viriam. A importância desse estudo é enorme. Suas conclusões não valem só para os monges que o autor desejava formar. Pelo menos em suas linhas gerais, são válidas para qualquer homem. Dom Kassius Hallinger observa com muita razão que Santo Odon ensina o leitor a “evitar os caminhos extraordinários de sua própria fantasia e, ainda mais, a encontrar a segurança no identificar-se com os acontecimentos históricos concretos” (K. Hallinger, “The Spiritual Life of Cluny”, editado por Noreen Hunt em seu “Cluniac Monasticism in the Central Middle Age” , p. 33). É essa obra fundamental que nos servirá de ponto de partida para o estudo que pretendemos fazer. (Autor: Prof. Fernando Furquim de Almeida, “Catolicismo”) FIM dos artigos do Prof. Furquim de Almeida A Sabedoria pondo ordem nos aspectos materiais da existência Antigo celeiro de Cluny, andar superior. Hoje é museu A conservação dos alimentos foi sempre uma preocupação em toda sociedade organizada. Na Antiguidade encontram-se obras notáveis pelo engenho com que o problema foi solucionado. A Bíblia nos fala do patriarca José aconselhando o faraó de Egito a acumulação de trigo para 7 anos de seca e fome que viriam. Os celeiros construídos então salvaram o povo egípcio e muitos outros de povos diversos que, acossados pela fome, acudiram ao Egito. Andar superior do celeiro A Bíblia fala também da sabedoria de Salomão rei-profeta erigindo prédios destinados a preservar e acumular as riquezas materiais. O modelo de suas cavalariças, por exemplo, ainda é objeto de estudo e imitação. Porém, após a queda do Império Romano, o caos tomou conta da produção na Europa. A fome, os saques e pilhagens praticados pelos bárbaros invasores e pelos supérstites da ordem romana tornaram impossível a formação de reservas alimentares para o inverno ‒ especialmente rude na Europa setentrional. Para pior, nos tempos do Império Romano a produção agrícola era vista com menosprezo. Julgava-se própria de seres inferiores e era quase toda garantida por servos escravos. Resultado: poucos sabiam aproveitar bem a terra e faltava comida. A visão cristã da agricultura devolveu sua nobreza ao trabalho da terra e promoveu uma retomada num patamar altamente produtivo. Os monges beneditinos assumiram a liderança do movimento de restauração da atividade agroalimentar. Foi a “revolução verde” medieval que gerou uma riqueza em quantidade e variedade de alimentos até então desconhecida. Celeiro: o teto foi feito no ano 1275 aproximadamente e dura até hoje. O problema vital de conservar os alimentos até a próxima safra, colheita ou simplesmente até o próximo verão foi resolvido magistralmente pelos monges de São Bento. Cluny criou uma escola de aproveitamento da terra e dos recursos que até hoje causa admiração. A abadia foi demolida facinorosamente pela Revolução Francesa, porém, ficam prédios que são exemplos característicos da grandeza da escola agrícola cluniacense. Veja-se o exemplo de seu granel, ou celeiro, destinado a proteger grãos e farinhas da intempérie, mofos, pragas e animais predadores durante o ano todo até a próxima colheita. O celeiro de Cluny foi um dos poucos edifícios que se salvou da depredação revolucionária. Ele foi construído no século XIII, mais provavelmente por volta de 1275. Ele ficava no canto sudeste do imenso complexo constituído pela abadia e suas dependências. 'Torre do Moinho', ou 'Torre dos queijos', colada no celeiro A construção é de tal maneira harmoniosa e acolhedora que foi transformada em museu. Ali são exibidos incontáveis objetos produzidos pelos monges, restos dos prédios demolidos e modelos de Abadia de Cluny. O prédio do celeiro está semienterrado e tem dois andares. O de baixo é mais frio e úmido (ideal para vinhos e queixos), e o de cima é arejado e seco acima para os grãos. Desta forma ficava garantida uma temperatura ideal para conservar os diversos alimentos. Apenas a parte superior sobressaía do chão permitindo a abertura de janelas para ventilação e iluminação. O imenso telhado foi feito de madeira de carvalho e castanheira. Até hoje é o mesmo da época. Para se ter uma ideia de como foi bem feito, basta considerar que tendo sido construído por volta de 1275, no início do século XX precisou apenas de uma restauração muito leve para virar museu. Quer dizer 740 anos de existência e uso quase sem danos relevantes! Panorâmica da cidade: no centro a Torre do Moinho e o celeiro No andar inferior está o porão (nível mais baixo, parcialmente subterrâneo). A farinha era armazenada no andar superior ou celeiro. O celeiro atual, entretanto, é só uma parte do original. Ele foi reduzido em comprimento durante as adições do século XVIII para o mosteiro. Agora estende-se 36 metros para dentro das paredes da abadia. Fachada de Cluny, gravura Por ali podemos considerar a grandeza do projeto original. À direita encontra-se a “Tour du Moulin” (a “Torre do Moinho”) da mesma data. O moinho foi outra das grandes invenções medievais. O moinho das abadias aproveitava energias renováveis ‒ o vento, a correnteza dos rios ‒ e como seu nome indica servia originalmente para moer os grãos e fazer a farinha. Portanto, Cluny ficava colado no celeiro. A Torre do Moinho é também conhecida como “Tour des Fromages” (“Torre dos Queijos”) pela utilização do andar semienterrado para conservar os derivados do leite. O moinho medieval, com o tempo virou uma fonte de energia que propulsionava incontáveis tipos de máquinas simplificando os trabalhos e multiplicando a produção várias vezes. Ainda sob este ponto de vista, as abadias beneditinas, e notadamente Cluny contribuíram para o desenvolvimento econômico e o enriquecimento medieval. Cluny na voz de um Papa contemporâneo E m 11 de novembro de 2009, durante a catequese das quartas-feiras, S.S. Bento XVI descreveu a vida e a importância para a história da Igreja do vasto complexo de abadias lideradas pela de Cluny, a “alma da Idade Média”. Reproduzimos a continuação o essencial das palavras do Pontífice, traduzidas e difundidas pela agência Zenit . Queridos irmãos e irmãs: Nesta manhã, eu gostaria de falar-vos de um movimento monástico que teve grande importância nos séculos da Idade Média e que eu já havia mencionado em outras catequeses. Trata-se da ordem de Cluny, que no começo do século XII, momento de sua máxima expansão, contava com quase 1.200 mosteiros: um número verdadeiramente impressionante! Em Cluny, precisamente há 1.100 anos, em 910, fundou-se um mosteiro colocado sob a guia do abade Bernon, depois da doação de Guilherme o Piedoso, duque de Aquitânia. Nesse momento, o monaquismo ocidental, que floresceu alguns anos antes com São Bento, havia decaído muito por diversas causas: as condições políticas e sociais instáveis, devido às contínuas invasões e devastações de povos não integrados no tecido europeu, a pobreza difundida e sobretudo a dependência das abadias dos senhores locais, que controlavam tudo o que pertencia aos territórios de sua competência. Em Cluny, restaurou-se a observância da Regra de São Bento, com algumas adaptações já introduzidas por outros reformadores. Sobre tudo, quis-se garantir o lugar fundamental que a liturgia deve ocupar na vida cristã. Os monges cluniacenses se dedicaram com amor e grande cuidado à celebração das Horas litúrgicas, ao canto dos Salmos, a procissões tão devotas quanto solenes e, sobretudo, à celebração da Santa Missa. Promoveram a música sacra. quiseram que a arquitetura e a arte contribuíssem para a beleza e a solenidade dos ritos. enriqueceram o calendário litúrgico de celebrações especiais, como, por exemplo, no começo de novembro, a comemoração dos fiéis defuntos, que também nós celebramos há pouco. incrementaram o culto a Nossa Senhora. Reservou-se muita importância à liturgia, porque os monges de Cluny estavam convencidos de que esta era participação na liturgia do céu. E os monges se sentiam responsáveis por interceder diante do altar de Deus pelos vivos e pelos defuntos, dado que muitíssimos fiéis lhes pediam com insistência que rezassem por eles. No demais, foi precisamente por este motivo que Guilherme o Piedoso quis o nascimento da abadia de Cluny. No antigo documento, que testemunha sua fundação, lemos: “Estabeleço com este dom que em Cluny seja construído um mosteiro de regulares em honra dos santos apóstolos Pedro e Paulo e que nele se recolham monges que vivem segundo a regra de São Bento (...). “que lá se frequente um venerável refúgio de oração com votos e súplicas, e se busque e se implore com todo desejo e íntimo ardor a vida celeste, e se dirijam ao Senhor assiduamente orações, invocações e súplicas”. Para custodiar e alimentar este clima de oração, a regra cluniacense acentuou a importância do silêncio, a cuja disciplina os monges se submetiam de bom grado, convencidos de que a pureza das virtudes, às quais aspiravam, exigia um íntimo e constante recolhimento. Não surpreende que rapidamente uma fama de santidade envolveu o mosteiro de Cluny e que muitas outras comunidades monásticas decidiram seguir seus costumes. Muitos príncipes e papas pediram aos abades de Cluny que difundissem sua reforma, de maneira que, em pouco tempo, estendeu-se uma rede enorme de mosteiros ligados a Cluny ou com verdadeiros e próprios vínculos jurídicos, ou com uma espécie de afiliação carismática. Assim, ia se desenhando uma Europa do espírito nas várias regiões da França, Itália, Espanha, Alemanha e Hungria. Vídeo: Cluny completou 1100 anos O êxito de Cluny foi assegurado antes de mais nada pela elevada espiritualidade que se cultivava lá, mas também por algumas outras condições que favoreceram seu desenvolvimento. Ao contrário do que havia acontecido até então, o mosteiro de Cluny e as comunidades dependentes dele foram reconhecidas como isentas da jurisdição dos bispos locais e submetidas diretamente à do Pontífice Romano. Isso comportava um vínculo especial com a Sé de Pedro, e graças precisamente à proteção e ao ânimo dos pontífices, os ideais de pureza e de fidelidade, que a reforma cluniacense pretendia buscar, puderam difundir-se rapidamente. Além disso, os abades eram eleitos sem interferência alguma por parte das autoridades civis, ao contrário do que acontecia em outros lugares. Pessoas verdadeiramente dignas se sucederam na guia de Cluny e das numerosas comunidades monásticas dependentes: o abade Odon de Cluny, de quem falei em uma catequese há dois meses, e outras grandes personalidades, como Aimar, Mayolo, Odilon e sobretudo Hugo o Grande, que levaram a cabo seu serviço durante longos períodos, assegurando estabilidade à reforma empreendida e à sua difusão. Além de Odon, são venerados como santos Mayolo, Odilon y Hugo. A reforma cluniacense teve efeitos positivos não somente na purificação e no despertar da vida monástica, mas também na vida da Igreja universal. De fato, a aspiração à perfeição evangélica representou um estímulo para combater dois graves males que afligiam a Igreja daquela época: a simonia, isto é, a compra de cargos pastorais, e a imoralidade de clero leigo. E os frutos não faltaram: o celibato dos sacerdotes voltou a ser estimado e vivido e, na assunção dos ofícios eclesiásticos, foram introduzidos procedimentos mais transparentes. Foram também significativos os benefícios oferecidos à sociedade pelos mosteiros inspirados na reforma cluniacense. Em uma época em que somente as instituições eclesiásticas assistiam os indigentes, praticou-se com empenho a caridade. Em todas as casas, uma pessoa se dedicava a hospedar os transeuntes e os peregrinos necessitados, os sacerdotes e os religiosos em viagem, e sobretudo os pobres que vinham pedir alimento e teto por algum dia. Não menos importantes foram outras duas instituições, típicas da civilização medieval, promovidas por Cluny: as chamadas “tréguas de Deus” e a “paz de Deus”. Em uma época fortemente marcada pela violência e pelo espírito de vingança, com as “tréguas de Deus” se asseguravam longos períodos de não-beligerância, por ocasião de determinadas festas religiosas e de alguns períodos da semana. Com a “paz de Deus”, pedia-se, sob pena de uma censura canônica, o respeito pelas pessoas inermes e pelos lugares sagrados. Na consciência dos povos da Europa, incrementava-se assim esse processo de longa gestação, que teria levado a reconhecer, de modo cada vez mais claro, dois elementos fundamentais para a construção da sociedade, isto é, o valor da pessoa humana e o bem primário da paz. Além disso, como acontecia para as demais fundações monásticas, os mosteiros cluniacenses dispunham de amplas propriedades que, colocadas diligentemente a frutificar, contribuíram para o desenvolvimento da economia. Junto ao trabalho manual, não faltaram tampouco algumas típicas atividades culturais do monaquismo medieval, como as escolas para crianças, a criação de bibliotecas, os scriptoria para a transcrição dos livros. Dessa forma, há mil anos, quando estava em pleno desenvolvimento o processo de formação da identidade européia, a experiência cluniacense, difundida em vastas regiões do continente europeu, ofereceu sua contribuição importante e preciosa. Exigiu a primazia dos bens do espírito. manteve elevada a tensão aos bens de Deus. inspirou e favoreceu iniciativas e instituições para a promoção dos valores humanos. educou para um espírito de paz. Queridos irmãos, oremos para que todos aqueles que estão preocupados por um autêntico humanismo e pelo futuro da Europa saibam descobrir, valorizar e defender o rico patrimônio cultural e religioso desses séculos. Cluny e a origem da arte gótica Transepto da catedral de Amiens, França. foto David Iliff. O estilo gótico nasceu e cresceu dando passos aparentemente pequenos, até gerar um conjunto monumental como nenhum outro na História da Civilização. Nenhum estilo histórico é uma produção de gabinete, mas é obra de uma sociedade inteira. Os artistas não são os criadores do estilo usado por uma sociedade, mas seus intérpretes. E isto é especialmente verdadeiro do estilo gótico ou medieval. Nesse estilo produzido pela sociedade medieval, o prático e o belo, os elementos materiais e intelectuais se fundiram harmonicamente com a fé católica professada pela sociedade. Do ponto de vista arquitetônico que foi tão decisivo, o estilo gótico tem como elemento característico a chamada ogiva gótica. Segundo a tradição, num sonho, São Pedro e São Paulo teriam aparecido a um velho abade beneditino de nome Gunzo, que foi terminar seus dias na abadia de Cluny. Os santos lhe ensinaram a ogiva, que depois se chamou gótica. O sonho do abade Gunzo que inspirou o arco gótico na abadia de Cluny III. Miscellanea secundum usum ordinis Cluniacensis O velho monge narrou o sonho ao abade São Hugo. Na época, por volta de 1080 d. C., Cluny estava construindo sua terceira grande igreja abacial, dedicada a São Pedro. Ela foi a maior igreja da Cristandade até a construção da Basílica de São Pedro, no Vaticano, feita um metro maior, para afirmar assim sua superioridade universal. O monge Gunzo era cego, mas seu testemunho foi considerado fidedigno e convincente. A parte final da nave de Cluny foi concluída no novo estilo ogival. O exemplo de Cluny pegou fogo em toda a Europa. Construir catedrais foi um fenômeno correlato às Cruzadas. O mesmo fervor animava os cavaleiros e os arquitetos. O movimento se expandiu a partir da França em meados do século XII. É por isso que na época medieval o estilo gótico era referido como art français , francigenum opus (trabalho francês) ou opus modernum (trabalho moderno). O termo gótico foi cunhado pelo historiador renascentista da arte Giorgio Vasari (1511 — 1574). Para Vasari e seus colegas naturalistas, admiradores da arte pagã da Antiguidade, a arte da Idade Média, especialmente a arquitetura, era objeto de horror. Eles a consideravam o oposto da perfeição, o símbolo do obscuro e do negativo que o catolicismo havia inoculado nas massas. O século XIX recuperou o estilo gótico. E deu o neogótico. Catedral St Patrick, de New York Vasari atribuiu esse horror aos godos, povo que destruiu a Roma Antiga em 410. E inventou o termo gótico, com fortes conotações pejorativas. Ele quis designar um estilo digno apenas de bárbaros e vândalos. No século XIX essa manipulação foi posta de lado. O gótico voltou a ser valorizado como merecia. Poetas como Goethe ficaram fascinados pela imponência das grandes catedrais góticas na Alemanha. Literatos como Victor Hugo empolgavam seus leitores com os relatos dos monumentos medievais. Restauradores como Viollet-le-Duc se engajaram em hercúleos trabalhos, ainda em andamento, para restaurar catedrais, abadias, castelos, palácios e outras obras insignes. Chefes de Estado como o Kaiser da Alemanha, Luís II da Baviera, Napoleão III ou a rainha Victória promoveram essas fabulosas restaurações ou até novas realizações em estilo medieval. O Parlamento de Londres e o Big Ben são um exemplo acabado da tendência neogótica. A restauração do gótico ficou associada ao movimento contrarrevolucionário do século XIX. E onde não havia catedral gótica para restaurar, os católicos se punham a erigir novas: St. Patrick, em Nova York, a catedral de São Paulo, ou as basílicas de Luján, na Argentina, e de Las Lajas, na Colômbia, para dar alguns exemplos. Nesse momento nasceu o neogótico, marcado pelos elementos decorativos ogivais. Primeiros elementos góticos nasceram em Cluny (reconstituição virtual) Cluny comemorou 1.100 anos envolta numa aura de veneração Planta de Cluny por volta de 1157 d.C. A pequena cidade de Cluny, na França, mobilizou-se para comemorar os 1.100 anos de sua mítica abadia. Cluny foi a capital monástica da Cristandade durante a Idade Média. A abadia estava à testa de uma galáxia de 30.000 mosteiros na Europa toda. A igreja abacial, dedicada a São Pedro era a maior do orbe. São Pedro de Roma atingiu o tamanho atual para poder ser a maior do catolicismo por 50 centímetros. Entretanto, o ódio seletivo da Revolução Francesa demoliu aquele formidável complexo arquitetônico. Hoje só fica em pé o 8% dele [foto]. Mas, a lembrança dos tempos gloriosos de Cluny fizeram dessas ruínas verdadeiras relíquias. Junto elas, os habitantes de Cluny e inúmeros turistas sonham com a glória beneditina medieval. Sinal das crescentes saudades é que as autoridades receberam perto de 200 projetos para comemorar essa data, informou o diário “ La Croix ” de Paris. Cluny, a Jerusalém celeste encarnada (Fonte: Ricardo da Costa (Ufes), 'Cluny, Jerusalém celeste encarnada', in: Revista Mediaevalia. Textos e Estudos 21 (2002), p. 115-137 (ISSN 0872-0991). Houve uma igreja medieval que foi a maior ‒ e no juízo dos contemporâneos ‒ a mais bela e esplendorosa da Idade Média. Ela foi uma obra prima do estilo românico e dela brotou o estilo gótico. Foi a igreja abacial de São Pedro de Cluny, mais conhecida como Cluny III , pois foi a terceira de uma série construída, uma após a outra, no mosteiro de Cluny, na Borgonha‒França. Cluny foi a mais grande, deslumbrante, poderosa e influente abadia da Era da Luz. A Basílica de São Pedro no Vaticano foi feita do tamanho atual para superar a Cluny III e poder ser o maior templo da Igreja Católica e da Cristandade. De São Pedro de Cluny hoje só ficam ruínas como resultado do feroz ódio anti-cristão da Revolução Francesa. Entretanto, o mito da fantástica abadia, coração monacal da Europa medieval, não só não morreu, mas tem surpreendente renascer no século XXI. O prof. Ricardo da Costa elaborou valioso estudo sobre aquela que foi considerada a “Jerusalém celeste encarnada”, e do qual reproduzimos excertos nos posts seguintes. (No tempo da fundação de Cluny) O mundo religioso também enfrentava uma grave decadência, especialmente após a dissolução do Império Carolíngio e os ataques vikings no final do século IX. Brasão da abadia de Cluny: as chaves de São Pedro e uma espada. Abadias foram destruídas, comunidades dispersadas, a Regra de São Bento esquecida. Ermentário, um monge de Saint-Philibert de Noirmoutier, escreveu em meados do século IX: O número de navios aumenta. a multidão inumerável de normandos não para de crescer. de todos os lados cristãos são vítimas de massacres, pilhagens, devastações, incêndios (...) tomam todas as cidades que atravessam (...) muitas cinzas de santos são roubadas (...) quase não há localidade, nenhum mosteiro que seja respeitado, e raros são aqueles que ousam dizer: fiquem, fiquem, resistam... (citado em D'HAENENS, 1997: 89) Cluny III, imagem de sintese Marc Bloch chegou a afirmar que a desordem resultante das tormentas vikings e magiares do século IX deixou o corpo social do ocidente medieval “coberto de feridas”. a vida intelectual sofreu muito com isso, pois o monarquismo decaiu profundamente (BLOCH, 1987: 57). O papado também sofreu: no início do século XI, estava dominado pela nobreza germânica, que elegia e depunha papas a seu bel-prazer. Por sua vez, corruptos e devassos, os papas distinguiram-se por suas orgias e subornos. Simonia e nepotismo, desejo de possuir coisas impuras: cupiditas (DUBY, 1992: 51). Pecado capital. Escândalo. João XII (955-964), por exemplo, foi acusado por seus cardeais de subornar bispos, cometer adultério com a concubina de seu pai e incesto com sua mãe. Benedito IX (1032-1044), igualmente devasso, vendeu o cargo a Gregório VI (1045-1046) por moedas de ouro, sendo deposto por isso (DUFFY, 1998: 87). Senhores feudais também indicavam abades para os mosteiros, apropriando-se de suas rendas. Parecia que o mundo espiritual estava irrevogavelmente destruído. Fim dos tempos, apocalipse. São Eudes de Cluny (†942) disse: Única torre que restou de Cluny ...alguns clérigos desconsideram tanto o Filho da Virgem que praticam a fornicação em suas próprias dependências, até mesmo nas casas construídas pela devoção dos fiéis a fim de que a castidade possa ser conservada dentro de seus recintos cercados. inundam-nas com tanta luxúria que Maria não tem lugar para deixar o Filho Jesus (citado em DURAND, s/d: 475-476) Obs: Frequentemente Eudes é mencionado como Odon). Os mosteiros na Idade Média E foi justamente da abadia de Cluny que teve início um grande movimento de reforma . Muitos religiosos desejavam o retorno à “idade de ouro dos apóstolos” . Os monges foram mais uma vez os responsáveis pelo reerguimento intelectual da Europa medieval. Eles tentavam se aproximar do além, recusando o século, rompendo com o mundo, aquele mundo cheio de vícios (o tema dos sete pecados capitais ‒ e as virtudes ‒ é recorrente na literatura medieval). Verdadeiro sistema regulador da vida moral, o estudo das virtudes e vícios era considerado necessário até para a ciência da memória [ mnemotécnica ]: LE GOFF, 1994: 453). Ao ser perguntado sobre o porquê de fundar mosteiros, Oto, bispo de Bamberg (1062-1139) disse: ...todo este mundo é um local de exílio. e, enquanto vivermos nesta vida, somos peregrinos do Senhor. Assim sendo, necessitamos de estábulos e estalagens espirituais e locais de repouso como os monastérios podem dar-se ao luxo de acolher peregrinos. Além disso, o fim de todas as coisas está próximo e o mundo inteiro assenta-se sobre depravação. por conseguinte, é bom multiplicar os monastérios por amor daqueles que desejam fugir ao mundo e salvar suas almas (citado em JOHNSON, 2001: 212) São Pedro de Cluny: reconstituição virtual Os monges trabalhavam a terra, rezavam e estudavam, ocupavam o tempo em prol de Deus: ora et labora. Devemos agradecer a eles: graças a esses monges sabemos algo desse tempo. Eles escreveram, rescreveram e copiaram. Preservaram. Reinventaram a escrita, a caligrafia minúscula, inventaram a leitura em silêncio, a reflexão (PARKES, 1998: 103-122). Essa foi uma grande revolução silenciosa e duradoura, embora imperceptível para mentes obtusas acostumadas com a excitação da história dos acontecimentos políticos. Um alerta já antigo de um historiador: há cinquenta anos Fernand Braudel nos ensinou que as imensas e lentíssimas vagas das marés profundas dos oceanos, os movimentos quase imóveis dos processos históricos, são mais importantes para a nossa análise do que as enganadoras e apaixonantes espumas das ondas dos fatos, da política, do dia-a-dia (BRAUDEL, 1995: 25). Bem, os mosteiros proliferavam desde a época merovíngia (DUBY, 1992: 23). Eram organizados, tinham disciplina. prosperavam. Outro paradoxo: apesar de voltados para o outro mundo, o da eternidade, os monges levavam uma vida bastante prática: cultivavam suas terras com seus camponeses, ajudavam-nos a dominar a natureza, a abrir matagais, a drenar pântanos, a construir moinhos (numa verdadeira política de mecanização do trabalho [GIMPEL, 1977: 15]). produziam vinhos (JOHNSON, 1999: 141) - necessários à liturgia, à prevenção sanitária e à higiene alimentar (MONTANARI, 1998: 287). As abadias também eram centros de povoamento ‒ vilas foram fundadas (JOHNSON, 2001: 180) ‒, de produção e comércio ‒ mercados foram desenvolvidos para o excedente de sua produção. No entanto, esse comércio monástico não estava voltado para ganhar, mas para o consumo próprio (DUBY, 1990: 87). Mais: para dar (FOURQUIN, 1986: 21). Hospitalitas . Receber, alojar e alimentar o viajante, o peregrino, o que batia à porta solicitando pernoite, mas também os doentes, os errantes, as crianças, os pobres (DUBY, 1990: 87). Função do bom cristão, do civilizado. Por fim, os monges foram desbravadores das florestas. Civilizaram. Outra revolução silenciosa, pertinaz, agrícola, levada a cabo por esses homens de negro (os historiadores, mais uma vez eles, deram a esse lento movimento de conquista da natureza realizado principalmente pelos mosteiros o nome de arroteamento) (BONNASSIE, 1985: 33-36, que, no entanto, não diz uma palavra sobre a participação dos mosteiros no processo de arroteamento! Por que? Ver, para confronto, FOURQUIN, 1986: 34). Assim, embora também tocados pela degradação espiritual dos séculos IX-X, os mosteiros, devido à sua organização, foram os primeiros a se recuperar. Cluny: o “exército do Senhor” Fundação de Cluny: a doação de Guilherme, duque da Aquitânia O mais importante centro da reforma monástica foi Cluny. Raul Glaber (†1044), o melhor historiador do ano mil, também ele cluniacense, nos conta que a abadia de Cluny era um asilo de sabedoria , pois fez renascer a Regra de São Bento ‒ embora com uma ênfase diferente, como veremos mais adiante. A raça cluniacense tornou-se, segundo suas palavras, “um exército do Senhor que se espalhou rapidamente numa grande parte da terra” (citado em DUBY, 1986: 188). Um modelo de perfeição, um modo de vida totalmente harmonizado com os desígnios do Criador, Cluny foi um dos maiores projetos monásticos de todos os tempos. Desde sua fundação em 932, a abadia não parou de crescer. Doado em 910 (ou 909) por Guilherme, mais tarde chamado de o Piedoso, duque da Aquitânia e conde de Mâcon, o domínio (villa) encontrava-se ao sul da Borgonha, no Saône e Loire, próximo do Ródano (MARTÍNEZ, 1997: 192). Havia uma capela no local (chamada de Cluny A) - as escavações arqueológicas dataram-na entre os séculos VI e VIII (IOGNA-PRAT, 1998: 107). Chegaram seis monges, liderados por Bernon (910-924), abade de Baume e Gigny, que se propôs construir um pequeno santuário (chamado pelos especialistas de Cluny I), com 35 metros de comprimento (HEITZ, s/d: 132). Em seu testamento, o duque Guilherme diz: Para aqueles que consideram as coisas com bom senso é evidente que a Divina Providência aconselha os ricos a utilizar devidamente os bens que possuem de maneira transitória, se desejam recompensa eterna (...) Por esta razão , eu, Guilherme, pela Graça de Deus conde e duque, tendo ponderado estas coisas e desejando, enquanto é tempo, tomar medidas para a minha salvação, achei justo e mesmo necessário dispor, para proveito da minha alma, de algumas das possessões temporais que me foram concedidas (...) Portanto, a todos aqueles que vivem na unidade da fé e que imploram a misericórdia de Cristo, a todos os que lhes sucederem e viverem até à consumação dos séculos, faço saber que por amor de Deus e do nosso Salvador Jesus Cristo, dou e entrego aos santos apóstolos Pedro e Paulo a vila de Cluny, que fica sobre o rio chamado Grosne, com as suas terras e reserva senhorial, a capela dedicada em honra de Santa Maria Mãe de Deus e de São Pedro Príncipe dos Apóstolos, com todas as coisas que pertencem a essa vila: capelas, servos dos dois sexos, vinhas, campos, prados, florestas, águas e cursos de água, moinhos, colheitas e rendas, terras lavradas e por lavrar, sem restrições (...) Dou com a condição de que seja construído em Cluny um mosteiro regular, em honra dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. que aí formem uma congregação de monges vivendo sob a regra de São Bento. que a possuam para sempre, detenham e governem, de tal maneira que este venerável domicílio esteja incessantemente cheio de votos e preces. que todos procurem nela, com o vivo desejo e um fervor íntimo, a doçura da comunicação com o Céu e que as preces e súplicas sejam sem cessar daí dirigidas para Deus, tanto por mim como por aquelas pessoas acima lembradas (...) Vézelay, abadia dependente de Cluny Foi de nosso agrado registrar neste testamento que de este dia em diante os monges unidos na congregação de Cluny fiquem por completo libertos do nosso poder, do dos nossos parentes e da jurisdição da real grandeza, e nunca se submetam ao jugo de qualquer poder terreno, nem ao de nenhum príncipe secular, conde ou bispo, nem ao do pontífice da Sé Romana, mas apenas a Deus... (citado em ESPINOSA, 1981: 284-285) Sem rodeios ou interpretações dúbias, aqui estão as palavras de um medieval. Um testamento, por natureza, expressa o desejo mais íntimo de alguém, sua vontade mais recôndita, ainda mais se for redigido em vida do doador, como foi o caso. Temente a Deus e preocupado com a salvação de sua alma, pois acredita que recebeu dos céus como graça a nobreza de sua posição social, Guilherme dá um pouco do que tem. Reparte. Deve ser generoso: não reter nada nas mãos é o ideal cavalheiresco que aos poucos se difunde por entre a nobreza: largueza é o termo que define esse gesto. Os cavaleiros deveriam ser largos, generosos. Mas o que quero ressaltar aqui são duas de suas condições ‒ sua dádiva tem preço, pois ele parece conhecer a degradação humana: os monges que ali vivessem deveriam se comprometer a cumprir estritamente as normas beneditinas e eleger livremente seu abade. Assim, ninguém poderia interferir na vida da comunidade e, o que é mais importante neste testamento, Guilherme dá o tom da crença da época: o mosteiro que eles deveriam construir em Cluny, seria um portal de comunicação com o céu! Um elo de ligação cheio de doçura. Cluny seria a Jerusalém celeste encarnada, o paraíso novamente concretizado. Como um ponto de luz na escuridão, um foco de bondade em meio à turbulência do século, as preces e súplicas dos monges seriam a causa de sua reunião. É por esse motivo que o duque os liberta das indesejáveis intromissões de nobres e bispos: os monges deveriam ser livres para melhor obrar junto a Deus! Eram intermediários, intercessores entre “a ordem imutável do universo celeste e a perturbação, a miséria e o medo deste mundo” (DUBY, 1988: 03). Guilherme confiou essa missão a Bernon por sua fama: o abade era conhecido por ter restaurado a disciplina monástica em vários mosteiros (PACAUT, 1996: 393-394). Essa iniciativa estava bem de acordo com a época. Relação dialética: os seculares, os mais corrompidos, se interessavam pela renovação. os clérigos, igualmente corrompidos, aceitaram renovar. Um movimento social que partiu das consciências, uma mutação das consciências baseada na crença em um além, em uma salvação. De todas as partes do corpo social brotou um desejo de mudança. Cluny: o “fasto” e a “hierarquia angélica” A expansão cluniacense Até 926 Bernon aclimatou os irmãos no espaço, na pequena capela existente. Preparou-os para sua missão. Edificou a primeira igreja (Cluny I). Não se sabe nada nem da capela (Cluny A) nem da igreja (IOGNA-PRAT, 1998: 107). Nesse mesmo ano de 926 Bernon legou Cluny a seu discípulo Eudes (927-942), já citado. Durante seu abaciado, Cluny recebeu um importante privilégio: o papa João XI (931-936) outorgou-lhe em 931 um direito de reforma: a partir de então, qualquer mosteiro que solicitasse ao abade cluniacense uma reforma monástica seria incorporado à casa mãe. O mesmo se daria com qualquer monge que desejasse ser acolhido (IOGNA-PRAT, 1998: 101). Este fato possibilitou a Cluny criar uma rede de mosteiros, um corpo monástico, um exército, como disse Raul Glaber, a ecclesia cluniacensis. Eudes ainda contribuiu de forma decisiva para a formação da espiritualidade cluniacense. Seguindo o modelo apostólico, Eudes traçou um paralelo da vida monástica com o mundo angélico: os monges deveriam ascender sete etapas sucessivas em busca da felicidade angélica para alcançar o Cristo. Em sua obra Occupatio , ele afirma que a Páscoa era celebrada todos os dias pelos cluniacenses em uma igreja que era a “Jerusalém descida dos Céus” (HEITZ, s/d: 132). Aymard (942-954), Mayeul (954-994) e Odilon (994-1049) prosseguiram o trabalho dos dois primeiros abades com tal afinco que, já no final do século X, Cluny agrupava uma vasta congregação de abadias pelo território francês (PACAUT, 1996: 394). Um ponto importante: com essa expansão, os cluniacenses tornam-se senhores, como castelões e eclesiásticos, pois se apropriaram das antigas prerrogativas do poder real ausente, especialmente a justiça (IOGNA-PRAT, 1998: 102). Naturalmente isso aconteceu por outras vias, pois a defesa de sua liberdade, isto é, de sua emancipação frente aos poderes instituídos, deu-se através de armas espirituais, especialmente sua participação nos movimentos da Paz de Deus e Trégua de Deus (COSTA, 2001) e, um pouco depois, na divulgação da Primeira Cruzada para reconquistar Jerusalém. Os monges vinham de todas as partes. Em pouco tempo o número se multiplicou: dos seis do tempo de Bernon (910) para 132 no tempo de Mayeul (948). Era necessário ampliar a igreja. Cluny II foi construída nos anos 955-991, seguindo os moldes da planta do convento de Saint-Gall. Tinha 63 metros de comprimento. Consagrada em 981, a partir de 986 temos notícia do primeiro tribunal provado, um claro indício da feudalização dos poderes (DUBY, 1990: 143-179). Os monges tornavam-se senhores. A alimentação em Cluny e o enriquecimento da região. Cluny III senhores com fausto . A batina dos monges, tecida de boa lã, era renovada todos os anos. os tecidos eram comprados de fora, pois a criação de carneiro era pouco desenvolvida na senhoria cluniacense (DUBY, 1990: 110). Um luxo para a época. Graças ao monge Ulrico de Zell, secretário de São Hugo (1049-1109), abade, sabemos um pouco mais da vida no mosteiro. Ele redigiu por volta de 1080 as Très Anciennes Coutumes, descrevendo sua vida cotidiana, sua vida material. Dados preciosos. Nesse tempo já viviam cerca de 300 monges em Cluny ‒ chegariam a 450 no tempo de Pedro, o Venerável (1122-1155). Uma grande expansão. Proibida a carne de quadrúpedes ‒ exceto para os fracos e doentes ‒ a dieta dos monges era rica e variada. Os cluniacenses foram favorecidos pela multiplicação de trabalhadores nas zonas rurais e a abundância de matérias orgânicas nos séculos XII-XIII: os rendimentos da terra melhoravam, passando de dois para um do período carolíngio a quatro para um em Cluny (RIERA-MELIS, 1998: 390). Segundo Ulrico, de primeiro de outubro até a Quaresma ‒ dias curtos e frios, a comunidade se reunia no refeitório apenas uma vez por dia nas jornadas de trabalho e duas nos dias de festa. A dieta era a seguinte: 1) Almoço (na sexta hora, por volta do meio-dia): dois pratos quentes (sopa de legumes e guisado de legumes). Como sobremesa, frutas e legumes. 2) Às terças, quintas, sábados e domingos: o “geral” (quatro ovos, uma ração de queijo cru ou cozido) e 3) Aos domingos e quintas: peixe (quando obtido a preço razoável nas feiras locais) Todos esses pratos no inverno eram acompanhados de pão branco e uma taça grande de vinho. No verão (da Páscoa a setembro) eles tinham duas refeições diárias, uma ao meio-dia outra nas vésperas ‒ as horas eram divididas de acordo com as horas das orações: matinas (meia-noite), laudes (três da manhã), primas (primeiras horas do dia, ao nascer do Sol, cerca de seis da manhã), vésperas (seis da tarde) e completas (na hora de dormir) (TUCHMANN, 1990: 56) O jantar das vésperas era frugal: restos de pão, de vinho e frutas da refeição. No fim do dia os monges poderiam ainda tomar um cálice de vinho antes de se recolherem (RIERA-MELIS, 1998: 398-399). Além disso, a abadia sustentava uma considerável multidão. Os novos recursos que entravam na economia cluniacense ‒ oriundos dos dízimos das abadias satélites, doações inglesas (especialmente Henrique I [1100-1135], que ajuda a construir Cluny III [IOGNA-PRAT, 1998: 103]) e das mil peças de ouro anuais doadas pelos castelhanos (DUBY, 1990: 113) ‒ enriqueceram-na. A abadia virou um imenso canteiro de obras. Cluny III foi construída para tornar-se uma “pequena Roma” (IOGNA-PRAT, 1998: 114). A igreja tinha mais de 187 metros de comprimento. Naturalmente, esta grandiosa obra arquitetônica pareceu aos contemporâneos a “Jerusalém celeste” (HEITZ, s/d: 134). Tudo em Cluny sugeria o além, as sagradas coisas divinas, os anjos. Os próprios monges eram considerados anjos. Como intermediários perfeitos entre o mundo terrestre e o celeste , a origem da concepção da nova igreja não poderia deixar de ser um milagre. Hildebert de Lavardin, bispo de Mans e de Tours (1055-1133) descreveu em sua obra La Vîe de l'Abbé Hugues a maravilha: São Pedro apareceu ao monge Gunzo em sonho e ordenou-lhe que procurasse seu abade Hugo e o convencesse a construir Cluny III. Semi-paralítico, Gunzo ouviu do santo que, tomando essa iniciativa junto ao abade, ele seria curado e ganharia ainda mais sete anos de vida. No sonho, o monge chegou a ver São Pedro medir o comprimento e a largura da nova igreja abacial, determinando, calculando, precisando o espaço (HEITZ, s/d: 134). O sonho de Gunzo com São Pedro ordenando e medindo a abadia monumental legitimou Cluny como centro de peregrinação, de devoção, de luz. Espiritualizou o surto agrícola e comercial da região cujo principal responsável foi o mosteiro. Mostra-nos também que o mundo clerical recebeu, a princípio, a reforma cluniacense de braços abertos. Daí sua rápida expansão. Cluny, monges-guerreiros e “anjos do Apocalipse” Dos sonhos aos mortos Eles conquistaram as graças do povo. Um fato crucial para essa devoção popular foi a criação da liturgia dos mortos. Dia dos finados. Assumiam também as funções eucarísticas. Um “mistério magnífico” que trouxe grandes benefícios às almas dos fiéis defuntos. Os monges de Cluny eram guerreiros de luz que combatiam as trevas . Ao cantarem ininterruptamente, resgatavam as almas penadas, os perdidos, os errantes que estavam condenados ao abismo infernal. Por volta de 1030 Cluny organizou a liturgia da comemoração dos defuntos - a data foi fixada em 02 de novembro. Era sua vocação. Pierre, o Venerável, oitavo abade de Cluny (1122-1156) escreveu uma coletânea de relatos de milagres ( De miraculis ): visões ‒ celestiais e diabólicas (sim, o diabo tentava a abadia, daí sua santidade) ‒, sonhos e aparições de mortos. A obra possui dez relatos de aparições de mortos. Especialmente através de sonhos: os monges cluniacenses recebiam regularmente a visita de mortos em seus sonhos. Anunciações, avisos, premonições. A tradição de Cluny obrigava que o visitado avisasse à comunidade para que fossem celebradas missas salutares em honra ao morto onírico visitante (SCHMITT, 1999: 90-97). Assim, além do contato e do auxílio aos mortos, o mosteiro, com seu canto e suas missas ininterruptas, libertavam almas perdidas para o demônio. Mais uma vez Raul Glaber nos conta: Sabe que esse mosteiro não tem outro que se lhe iguale no mundo romano, sobretudo para libertar as almas que caíram no poder do demônio. Imola-se nesse lugar tão frequentemente o sacrifício vivificante, que quase não passa um dia sem que, por tal mediação, não sejam arrancadas almas ao poder dos malignos demônios. Com efeito, neste mosteiro, nós próprios fomos testemunhas disso, um uso tornado possível pelo grande número dos seus monges, determinava que se celebrasse sem interrupção missas desde a primeira hora do dia até a hora do repouso. e punha-se nisso tanta dignidade, tanta piedade, tanta veneração, que se acreditava ver mais anjos do que homens (citado em DUBY, 1986: 217). Anjos, eles eram anjos de verdade que desceram dos céus para cantarem próximo de nós. Esses monges de negro, com suas vozes entoadas em uníssono perfeito, salvariam o mundo da perdição e os homens estariam livres dos horrores do fim dos tempos. Cluny veio para preparar o mundo para o Apocalipse, amenizar o sofrimento dos espíritos inquietos. Cluny, como viviam os monges O monetário oriundo das doações que afluiu para Cluny foi também direcionado pelo abade para os mais pobres. A economia monástica não visava o lucro, estava voltada para a comunidade ‒ num sentido mais amplo, para o corpo cristão. Reitero: nem o abade, nem os monges, nem seu tempo tinham a mentalidade capitalista. É inútil vê-los com esse olhar moderno. Não era esse o foco. Há de se fazer um esforço de compreensão, é necessário. Historiador, liberte-se de suas amarras materiais, sinta o ambiente e as prioridades de então. Coloque-se no lugar, pense na Idade Média, não a Idade Média (LIBERA, 1999: 68). Perde-se perspectiva, claro, mas ganha-se compreensão, amplia-se o horizonte do entendimento histórico. Assim, pelo contrário, cada vez mais ricos, os monges deveriam ter mais tempo para os mortos, para a liturgia, para seu objetivo primeiro: salvar as almas do povo, protegê-las contra os perigos invisíveis ‒ lembre que, para os homens da Idade Média, o mundo invisível era mais importante que o visível. Claro, este perecerá, aquele permanecerá, permanece, é eterno. Planta de Cluny III Mais ricos, eles deveriam se libertar ainda mais das tarefas domésticas para se dedicar ao Opus Dei, ao canto. E eles cantavam. Cantavam e cantavam, cantavam cada vez mais, “a plenos pulmões”, todos juntos, em uníssono, seis, oito horas, sete vezes por dia (DUBY, 1979: 80). Seu coro era másculo e violento, um verdadeiro canto de guerra ‒ uma guerra espiritual e ininterrupta contra as forças do mal. Esse canto buscava o sagrado, deveria harmonizar-se com os hinos dos serafins que rodeavam Deus (DUBY, 1988: 26). Por esse motivo, o trabalho físico dos monges em Cluny passou cada vez mais a ser simbólico (DUBY e ARIÈS, 1990: 58). Além de embelezar o santuário ‒ a casa de Deus deveria ser semelhante à luz transbordante e gloriosa do céu do Senhor ‒ mais livres, os monges poderiam também realizar melhor outro ideal cluniacense: o da caridade beneditina (DUBY, 1990: 113). Ao analisar o orçamento de Cluny no final do século XI, Georges Duby descobriu uma quantidade surpreendente de pessoas que estavam ligadas à riqueza alimentícia cluniacense: serviçais (que, além de usufruírem da caridade, também trabalhavam no mosteiro para sustentar a família), pensionistas pobres, visitantes de passagem, dignitários ricos e peregrinos nobres (e seus cavalos), crianças entregues por sua linhagem (DUBY e ARIÈS, 1990: 63), todos fielmente alimentados como os monges! Reconstituição de Cluny Cluny realizava verdadeiras epopeias distributivas: as esmolas. Na Quaresma, por exemplo, pasme, leitor, 16 mil indigentes repartiam 250 porcos salgados preparados pelas duas cozinhas do mosteiro. O consumo de pão era igualmente desmedido: 2 mil cargas de asnos, muitas vezes oriundos de longe (DUBY, 1990: 109). Por esse motivo, a economia cluniacense rapidamente entrou em crise ‒ some-se a isso o fato de as cobranças das famílias camponeses instaladas nas terras do mosteiro serem muito suaves (as corvéias eram insignificantes, lembrem-se do ideal de caridade), existiam muitos alódios nos arredores (terras camponesas livres de cobranças), e um terço do excedente ainda era destinado aos hóspedes e às esmolas para os pobres (DUBY, 1990: 110). Por fim, as necessidades de consumo da abadia (grãos e vinho) estimularam a produção agrícola local. Os camponeses prosperaram, não só vendendo sua produção para os monges mas também trabalhando no canteiro de obras que se tornou a construção daquela imensa igreja abacial (DUBY, 1990: 115). São Bernardo: reação para segurar a queda de Cluny De qualquer modo, a independência, todo esse luxo e opulência e especialmente a velocidade com que Cluny passou de uma economia baseada na exploração direta de um vasto domínio (910-1080) para uma economia monetária (1080-1125) (DUBY, 1990: 123) despertou a ira de muitos setores eclesiásticos. Invejas. Com a morte do abade Hugo de Sémur (1109), a eleição de Pons (que se demitiu) e Hugo II (que governou apenas alguns meses), a ordem entrou em crise. Crise de valores: foi acusada de corrompimento. Luxo, opulência, fausto. Degeneração. Sua expansão e enriquecimento provocara ciúmes. Mas também decadência moral. As críticas não eram novas. O bispo Adalberon de Laon (†1031) ‒ um dos criadores do ideal das três ordens ‒ já havia escrito um poema satírico, um panfleto, Graça para o rei Roberto ( Carmen ad Robertum regem ) denunciando Cluny e seu abade, Eudes. O desejo de Adalberon era restabelecer os bispos como conselheiros dos reis, função então usurpada pelos monges, segundo ele, “laicos que recusam o matrimônio”, responsáveis pela perturbação social. Eudes era o culpado: esse “mestre da ordem belicosa dos monges”, que domina um suntuoso palácio, vive como um nobre quando deveria viver como um pobre. É um usurpador. Além disso, os cluniacenses militarizaram a oração , como vimos. Adalberon teria mandado um monge a Cluny para obter informações. Ele regressou maravilhado e convertido à mentalidade cluniacense: “Sou cavaleiro, permanecendo monge!” Adalberon ficou perplexo: monges guerreiros? Orações militarizadas? Guerra espiritual? Tolice. Trata-se de uma transgressão social (DUBY, 1982: 67-71). Chegamos então a São Bernardo (1090-1153), o homem do século XII (SANTOS, 2001). Um dos maiores pregadores de seu tempo, cisterciense, austero, devotado à união mística com Deus, ao papel acético do trabalho manual, Bernardo redigiu, por volta de 1124, uma apologia (DIAS, 1997: 7-76). Um grande amigo seu, monge cluniacense, Guilherme de Saint-Thierry (próximo de Reims), escreveu-lhe uma carta com uma ordem: pôr fim a um escândalo. Os cistercienses estavam caluniando os cluniacenses (BAC, MCMXCIII: 248). Guilherme então se queixou a Bernardo, que decidiu ceder à sua dor e responder. Logo no início da carta ele faz duas perguntas diretas e incisivas, características de seu estilo impetuoso: Como é que eu poderia ouvir em silêncio a tua queixa acerca de mim, pela qual se diz que nós, os mais miseráveis dos homens, andrajosos e mal vestidos, das cavernas, como diz ele, julgamos o mundo e, o que é mais intolerável ainda, criticamos também a tua gloriosíssima Ordem e, sem vergonha, atacamos os santos que nela vivem tão louvavelmente e, da sombra da nossa ignobilidade, insultamos esses luminares do mundo? Por acaso é possível que nós, não lobos vorazes sob pele de ovelhas, mas pulgas mordazes e mesmo traças destruidoras, uma vez que não o ousamos fazer às claras, destruamos, às ocultas, a vida dos bons e nem sequer lancemos o clamor da invectiva mas o sussurro da detração? (I.1. In: DIAS, 1997: 23) Como se vê e pode-se imaginar, esse texto fez muito sucesso. Bernardo possui um estilo vigoroso. Logo se faz ouvido. Particularmente esse texto deu-lhe prestígio, tornou-o famoso nos círculos eclesiásticos (SANTOS, 2001: 53). Bernardo afirma que jamais discutiu em público contra Cluny. Pelo contrário, sempre foi muito bem recebido como hóspede em mosteiros cluniacenses ‒ chegou mesmo a ser hospitalizado ‒ e pôde perceber que seu modo de vida é santo, honesto, discreto e casto (II.4) (DIAS, 1997: 27-29). Afirma que sempre falou bem dos monges de negro: “Sou cisterciense, condeno por isso os cluniacenses? De modo nenhum. Amo-os até, falo deles com elogio, louvo-os.” (IV.7) (DIAS, 1997: 33). Apenas preferiu entrar para a Ordem de Cister por necessitar de um remédio mais forte tanto para sua alma pecadora quanto para seu corpo, antes vendido ao pecado. Assim, antes de iniciar suas críticas aos costumes corrompidos de Cluny, Bernardo ressalva: Na realidade, nenhuma ordem aceita algo de desordenado. o que é desordenado não é ordem. Por consequência, não me devem considerar como disputando contra a Ordem mas pela Ordem, se acaso, repreendo não a Ordem nos homens mas os vícios dos homens (...) Se, de fato, a alguns desagradar, eles mesmos mostram que não amam a Ordem, já que não querem condenar a corrupção, isto é, os vícios. A esses respondo com aquele dito de Gregório: “É melhor que apareça o escândalo que se deixe a verdade” (VII.15) (DIAS, 1997: 47) Suas críticas dirigem-se não só a cluniacenses, mas a todos os monges: “Quem é que no princípio, quando começou a Ordem monástica, teria pensado que os monges pudessem chegar a tal relaxamento? Oh! Como estamos longe dos tempos de Antão!” (IX.29) (DIAS, 1997: 51). Seus olhos veem vaidade e superficialidade disseminadas em todos os mosteiros. Falta de moderação. Riqueza. Luxo. O mundo monástico foi tomado pelo excesso: “...intemperança nas comidas e bebidas, nas vestes e nas roupas de dormir, nos apetrechos de cavalgar e na construção de edifícios.” (VIII.16) (DIAS, 1997: 47). Ao referir-se à alimentação, Bernardo é tão incisivo que seu tom beira a denúncia. Ele quer trazer os monges de volta à razão, aos valores espirituais, à busca da elevação da alma: O Reino de Deus está dentro de vós, isto é, não na exterioridade do vestir ou dos alimentos do corpo mas nas virtudes do homem interior (VI.12) (...) De fato, o exercício espiritual é tanto mais frutuoso que o corporal, quanto o espírito é superior ao corpo. (VII.13) (DIAS, 1997: 43) Diversos aspectos da amostra sobre Cluny, gire com o mouse e escolha salas diferentes (acima à esquerda) Sobre as refeições e a bebida nos mosteiros cluniacenses, ele aponta: Trazem-se pratos de comida uns após outros e, em vez dum simples prato de carnes, de que se faz abstinência, servem-se dois grandes peixes (...) Com tanta arte e cuidado as coisas são preparadas pelos cozinheiros que, depois de se ter devorado quatro ou cinco pratos, os primeiros não impedem os últimos nem a saciedade diminui o apetite (...) Se fazem misturas dumas coisas com outras, e, desprezando os sabores naturais que Deus lhes incutiu, provoca-se a gula com sabores adulterados... (IX.20) (DIAS, 1997: 51-53) Um escândalo! Os cluniacenses adulteram os sabores das coisas. Reviram, transformam a natureza! Repare na escolha minuciosamente proposital das palavras: adultério (sabores adulterados). Pecado mortal. Culinária? Perda de tempo, causa para a gula, outro pecado mortal. Peixes à macheia ‒ sinal de grande riqueza, compras regulares nos mercados locais. E os ovos? Quantos ovos! ‒ vimos atrás que terças, quintas, sábados e domingos os cluniacenses comiam quatro ovos. O frigir dos ovos propicia a Bernardo um ritmo, uma cadência pulsante no texto: Quem seria capaz de dizer de quantos modos (...) Só os ovos se deitam e batem, com que cuidado se viram, se reviram, mal passados, bem passados, se reduzem e se servem ora cozidos, ora estrelados, ora recheados, ora mexidos, ora sós? Para quê tudo isso senão para prevenir o fastio? (IX.20) (DIAS, 1997: 53) Quem sofre é o pobre estômago do monge, cheio, com grandes arrotos. Mas nem assim o cluniacense pecador e guloso satisfaz sua curiosidade. Repare que um vício leva a outro: movimento circular. A curiosidade é, para Bernardo, o primeiro grau da soberba, porque “lança os olhos e demais sentidos em direção a coisas que não lhe interessam” (BAC, MCMXCIII: 169). Os olhos deveriam estar voltados para a terra, para que o néscio se conhecesse. “A terra te dará tua própria imagem, pois eras terra e à terra há de retornar” (BAC, MCMXCIII: 213). Os olhos dos monges são os culpados: o estômago não tem olhos. Mais um motivo para o texto ser lido como um banquete imaginário, em um andamento rítmico e melódico de grande impacto discursivo: Enquanto os olhos são seduzidos pelas cores, o paladar pelos sabores, o pobre estômago, que nem conhece as cores nem aprecia os sabores, é obrigado a receber tudo e violentado, fica ainda mais sobrecarregado do que refeito.” (IX.20) (DIAS, 1997: 53) Apesar de todo esse fastio, Bernardo ainda sabe de terceiros que muitos jovens sãos mentem que estão doentes para poderem comer carne! Ridículo se for verdadeiro ( Ridiculum vero est ) Qual o objetivo desses jovens monges? Imagine: aperfeiçoar a boa aparência do corpo. Então ele pergunta: “Que frouxidão é essa, ó bons soldados?” (IX.22) (DIAS, 1997: 55). Ele debocha desses soldados de Cristo. São beberrões, inclusive, esses cluniacenses. Três, quatro cálices cheios de vinho em cada refeição. Vinhos aromatizados com mel e misturados com pós de corantes. Suas veias ficam saturadas de álcool, a cabeça palpita. Ao invés de rezarem à noite, muitos deles dormem. Claro. Bernardo faz um trocadilho: canto/pranto: “Ora, se és obrigado a levantar-te para as vigílias com a digestão por fazer, não executarás o canto mas antes o pranto” (IX.21) (DIAS, 1997: 55). Como não associar a denúncia de Bernardo das orgias alimentares cluniacenses ao enriquecimento material que tomou conta do ocidente medieval na virada do século XII? Crescimento populacional, desenvolvimento de novas técnicas agrícolas, arroteamentos, conquista do solo (LE GOFF, 1983: 87-92). A decadência de Cluny e o ocaso da Cristandade medieval A cristandade alargava-se, as cidades eram novamente palco de transformações sociais. Nascimento da burguesia, novo impulso comercial. Esse arranque teve início por volta do ano mil. Para as mentes de então, estava associado à busca religiosa. O próprio Raul Glaber, cluniacense, é sempre bom recordar, fala de uma paz divina após o flagelo da fome, como se Deus renovasse seu pacto com a humanidade. Sinta a fluência literária de um historiador cluniacense: No ano milésimo depois da Paixão do Senhor, após a dita fome desastrosa, as chuvas das nuvens acalmaram-se obedecendo à bondade e à misericórdia divina. O céu começou a rir, a clarear e animou-se de ventos favoráveis. Pela sua serenidade e paz, mostrava a magnanimidade do Criador. Toda a superfície da terra cobriu-se de uma amável verdura e de uma abundância de frutos que expulsou completamente a privação (...) Inúmeros doentes reencontraram a saúde (...) O entusiasmo era tão ardente que os assistentes elevaram as mãos a Deus exclamando em uníssono: “Paz! Paz!” Viam o sinal do pacto definitivo, da promessa estabelecida entre eles e Deus. (citado em DUBY, 1986: 179-180) O ocidente medieval cobriu-se de branco, o branco das igrejas. Construções por toda a parte: ...viu-se em quase toda a terra, mas sobretudo na Itália e na Gália, renovar as basílicas das igrejas (...) Era como se o próprio mundo tivesse sido sacudido e, despojando-se da sua vetustez, se tivesse coberto por toda a parte de um manto branco de igrejas. (citado em DUBY, 1986: 192) Cluny foi reflexo e imagem disso. A arte das catedrais foi também a arte das cidades (DUBY, 1988: 59), o que mostra a pujança dessa arrancada civilizacional. Mas Bernardo acusa a opulência do mosteiro de Cluny. Os fiéis deveriam retornar a seu momento primeiro, à vida pobre, como Cristo, como os Apóstolos. Especialmente os monges, que estavam na dianteira do mundo, próximos do além. A vida apostólica era novamente o modelo a ser seguido. O século XII enriquece materialmente mas entra em crise, crise espiritual, crise religiosa (BOLTON, 1986: 19-62). Por fim, a arte, a rica arte cluniacense que Bernardo aponta e que faz lembrar-lhe do “antigo rito dos judeus” (XII.28) (DIAS, 1997: 63). Ela é resultado imediato dessa riqueza que o mundo conhece. Qual a causa desse pecado? Para ele, a avareza. Ele critica: Com os bens dos pobres serve-se aos olhares dos ricos. Os curiosos encontram com que deleitar-se e os miseráveis não encontram com que sustentar-se (...) Muitas vezes cospe-se na figura dum anjo, muitas vezes ferem a face dos santos os calcanhares dos transeuntes (...) Porque decoras o que logo sujas? Porque pintas o que se deve calcar? Que valem aí essas bonitas imagens, onde tão freqüentemente se enchem de pó? Por último, que vale isso para os pobres, para os monges, para a gente espiritual? (XII.28) (DIAS, 1997: 63) Então chego à passagem mais famosa dessa apologia. Ao acusar a monstruosidade artística cluniacense, Bernardo nos mostra o quanto o mosteiro era suntuosamente decorado: De resto, nos claustros, diante dos irmãos a fazer leituras, que faz aquela ridícula monstruosidade, aquela disforme beleza e bela disformidade? Para quê estão lá aqueles imundos macacos? Para quê os leões ferozes? Para quê os centauros monstruosos? Para quê os semi-homens? Para quê os tigres às manchas? Para quê os soldados a combater? Para quê os caçadores a tocar trombetas? Vês uma cabeça com muitos corpos e um corpo com muitas cabeças. Daqui vê-se um quadrúpede com cauda de serpente, dali um peixe com cabeça de quadrúpede. Ali uma besta tem frente de cavalo e de cabra a parte de trás. acolá um animal cornudo tem traseiro de cavalo. Tão grande e tão admirável aparece por toda a parte a variedade das formas que mais apetece ler nos mármores que nos códices, gastar todo o dia a admirar estas coisas que a meditar na lei de Deus. Meu Deus! Se a gente não se envergonha destas frivolidades, porque não tem pejo das despesas? (XII.29) (DIAS, 1997: 67) Banalidade da arte, do mal. Os olhos se perdem nas imagens, que passam para o primeiro plano. O tempo está perdido. O mundo cluniacense é um carnaval animalesco, um bestiário que passa em cada parede, em cada escultura, em cada pintura. Os artistas de Cluny deram asas à imaginação e representaram o mundo visível e o invisível para o deleite dos monges: monstros, centauros, sátiros, faunos, dragões, sagitários, macacos ( simiae ). Até macacos! Na Idade Média, o macaco, o símio, simbolizava os vícios do condenado, a caricatura do homem (CURTIUS, 1996: 655). Como poderia estar presente na arte de um claustro? Por isso Bernardo os chama de imundos. Essa arte é sensual, um prazer perverso, e por isso não deveria ser chamada de estética (DUBY, 1990: 109). Como ver beleza e sublimação nisso? Onde estão as virtudes morais que deveriam estar associadas às percepções estéticas? A mística bernardina não negava a beleza desses ornamentos. Umberto Eco nos mostrou que justamente por reconhecer seu atrativo irresistível é que os místicos a combateram. A descrição de Bernardo da arte cluniacense é tão real que mostra seu paradoxo: ele via tanta sutileza em coisas que não queria ver (ECO, 1989: 17). Talvez eu deva moderar um pouco o julgamento de Umberto Eco. Bernardo apenas aparenta ser contraditório, pois quando conclui sua apologia lamentando não ter conseguido escrever sobre esse tema de outra forma que não fosse o escândalo, diz que, ao repreender os irmãos para que se corrijam, não está fazendo detração, mas atração (XII.31) (DIAS, 1997: 71). Mais um jogo de palavras típico de sua bela e rica retórica, cheia de hábeis contraposições, bem ao melhor estilo da época (ECO, 1989: 20). Bernardo sabe que ao lamentar os vícios ofende os viciosos. Paciência ‒ virtude máxima medieval. O Beato Papa Urbano II consagra a igreja de Cluny A crítica de São Bernardo à vida cluniacense foi apenas a primeira de uma torrente que se avolumou com o passar do tempo. À medida que se aproximou de seu fim, a Idade Média tornou-se mais rígida, o crescimento e a riqueza, distanciaram os extremos sociais. De sua parte, os religiosos buscaram alternativas mais austeras de redenção. A proposta de reforma cluniacense, a transformação da oração em combate religioso, dos monges em guerreiros de luz foi mais uma etapa de sublimação das pulsões agressivas dos cavaleiros medievais, da violência das camadas superiores daquela população (VAUCHEZ, 1995: 51). Em suma, mais um momento do processo de civilização realizado durante aqueles séculos pelo cristianismo triunfante. Por outro lado, a Igreja, ou melhor, os bispos, já não precisavam dos monges. Vimos que desde Adalberon os bispos denunciavam a apropriações que os cluniacenses vinha realizando, especialmente no campo da liturgia. De um lado, essas críticas foram mais um movimento de retorno às origens (à chamada Igreja primitiva) típico dos segmentos mais radicais presentes em todas as religiões e sempre dispostos a um eterno retorno. por outro, o mundo havia mudado e o centro da mudança estava nas cidades. A virada deu-se entre 1120 e 1125: Calisto II (1119-1124), o primeiro papa em cinquenta anos que não provinha de um mosteiro, abandonou Cluny aos ataques, às críticas do episcopado (DUBY, 1982: 232). A partir daí, a vida cultural, especialmente a intelectual, passou então, e cada vez mais, do mosteiro para a catedral, do campo para a cidade. Mas isso é outra história. Enfim, Cluny representa o que de mais opulento a Idade Média central, a dos feudais, criou. Foi uma espiritualidade triunfalista, a ideia de cruzada na oração, onde a contemplação da glória e da majestade divinas eram mais destacadas que as noções de pecado e de resgate (VAUCHEZ, 1995: 40). Exprimindo o desejo espiritual de conquistar o mundo, de representar cada vez mais e melhor o esplendor celeste em sua igreja monumental, mas sem abandonar a caridade beneditina e o auxílio aos desamparados, os monges-cavaleiros cluniacenses criaram e materializaram a Jerusalém celeste em terras borgonhesas. Seguiram à risca e no limite das possibilidades humanas o pedido sincero e despojado do duque Guilherme: a doçura da comunicação com o céu. (Fonte: Ricardo da Costa (Ufes) , 'Cluny, Jerusalém celeste encarnada ', in: Revista Mediaevalia. Textos e Estudos 21 (2002), p. 115-137 (ISSN 0872-0991). FIM Bibliografia BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. Lisboa: Edições 70, 1987. BOLTON, Brenda. A Reforma na Idade Média. Lisboa: Edições 70, 1986. BONNASSIE, Pierre. “Arroteamento”. In: Dicionário de História Medieval. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1985, p. 33-36. BRAUDEL, Fernand. O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrânico na Época de Filipe II. Lisboa: Publicações Europa-América, 1995, vol. I. COSTA, Ricardo da. A cavalaria perfeita e as virtudes do bom cavaleiro no Livro da Ordem de Cavalaria (1275), de Ramon Llull. Primeira Parte. CURTIUS, Ernest Robert. Literatura Européia e Idade Média Latina. São Paulo, HUCITEC, 1996. DE LIBERA, Alain. Pensar na Idade Média. São Paulo: Ed. 34, 1999. 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Ocorreu, durante aqueles séculos, um prodigioso surgimento e multiplicação de claustros que, ramificando-se no continente, difundiram nele o espírito e a sensibilidade cristãos. Santo Odon nos leva, em particular, a um mosteiro, Cluny, que durante a Idade Média foi um dos mais ilustres e celebrados, e ainda hoje revela, através de suas ruínas majestosas, as marcas de um passado glorioso por sua intensa dedicação à ascese, ao estudo e, de forma especial, ao culto divino, envolvido pelo decoro e pela beleza. Odon foi o segundo abade de Cluny. Nasceu em 880, nos confins entre Maine e Touraine, na França. Foi consagrado pelo seu pai ao santo bispo Martinho de Tours, a cuja sombra benéfica e em cuja memória Odon passou toda a sua vida, concluindo-a perto de seu túmulo. A escolha da consagração religiosa esteve nele precedida pela experiência de um momento especial de graça, do qual ele mesmo falou a outro monge, João o Italiano, que depois foi seu biógrafo. Odon era ainda adolescente, por volta dos 16 anos, quando, em uma vigília de Natal, sintiu como lhe saía espontaneamente dos lábios esta oração a Nossa Senhora: “Minha Senhora, Mãe de misericórdia, que nesta noite destes à luz o Salvador, rezai por mim. Que vosso parto glorioso e singular seja, oh, a mais pia, meu refúgio” ( Vita sancti Odonis , I,9: PL 133,747). O apelativo “Mãe de misericórdia”, com o qual o jovem Odon invocou então Nossa Senhora, será aquele com o qual ele sempre quis se dirigir a Maria, chamando-a também de “única esperança do mundo (...), graças à qual nos foram abertas as portas do paraíso” ( In veneratione S. Mariae Magdalenae : PL 133,721). Naquele tempo, ele começou a aprofundar na Regra de São Bento e a observar alguns dos seus mandatos, “carregando, ainda sem ser monge, o leve jugo dos monges” (ibidem, I,14: PL 133,50). Em um dos seus sermões, Odon se referiu a São Bento como “farol que brilha na tenebrosa etapa desta vida” ( De sancto Benedicto abbate : PL 133,725) e o qualificou como “mestre de disciplina espiritual” (ibidem: PL 133,727). Com afeto, revelou que a piedade cristã, “o recorda com a mais viva doçura”, consciente de que Deus o elevou “entre os sumos e eleitos Padres da santa Igreja” (ibidem: PL 133,722). Fascinado pelo ideal beneditino, Odon deixou Tours e entrou como monge na abadia beneditina de Baume, para passar depois à de Cluny, da qual se converteu em abade em 927. A partir deste centro de vida espiritual, ele pôde exercer uma ampla influência nos mosteiros do continente. De sua guia e reforma beneficiaram-se também, na Itália, diversos cenóbios, entre eles o de São Paulo Fora dos Muros. Odon visitou Roma mais de uma vez, chegando também a Subiaco, Monte Cassino e Salerno. Foi precisamente em Roma que, no verão de 942, ele ficou doente. Sentindo-se perto da morte, com todos os esforços, quis voltar junto a São Martinho, onde morreu durante a oitava do santo, no dia 18 de novembro de 942. Seu biógrafo, ao sublinhar em Odon a “virtude da paciência”, oferece um longo elenco de suas demais virtudes, como o desprezo do mundo, o zelo pelas almas, o compromisso pela paz das Igrejas etc. Grandes aspirações do abade Odon eram a concórdia entre o rei e os príncipes, a observância dos mandamentos, a atenção aos pobres, a correção dos jovens, o respeito aos idosos (cf. Vita sancti Odonis , I,17: PL 133,49). Ele amava a pequena cela em que residia, “afastado dos olhos de todos, preocupado somente com agradar Deus” (ibidem, I,14: PL 133,49). Não deixava, no entanto, de exercitar também, como “fonte superabundante”, o ministério da palavra e do exemplo, “chorando este mundo como imensamente mísero” (ibidem, I,17: PL 133,51). Em um só monge, comenta seu biógrafo, encontravam-se unidas as diversas virtudes existentes de forma dispersa nos demais mosteiros: “Jesus, em sua bondade, baseando-se nos diversos jardins dos monges, formava em um pequeno lugar um paraíso, para regar a partir da sua fonte os corações dos fiéis” (ibidem, I,14: PL 133,49). Em uma passagem de um sermão em honra de Maria Madalena, o abade de Cluny nos revela como concebia a vida monástica: “Maria, que, sentada aos pés do Senhor, com espírito atento, escutava sua palavra, é o símbolo da doçura da vida contemplativa, cujo sabor, quanto mais é degustado, mais induz a alma a desapegar-se das coisas visíveis e dos tumultos das preocupações do mundo” ( In ven. S. Mariae Magd. , PL 133,717). Esta é uma concepção que Odon confirma em outros escritos seus, dos quais se transluz seu amor pela interioridade, uma visão do mundo como realidade frágil e precária da qual é preciso desarraigar-se, uma constante inclinação ao desapego das coisas consideradas como fonte de inquietude, uma aguda sensibilidade pela presença do mal nas diversas categorias de homens, uma íntima aspiração escatológica. Esta visão de mundo pode parecer bastante afastada da nossa e, no entanto, a de Odon é uma concepção que, vendo a fragilidade do mundo, valoriza a vida interior aberta ao outro, ao amor ao próximo e, precisamente assim, transforma a existência e abre o mundo à luz de Deus. Merece uma particular menção a “devoção” ao Corpo e Sangue de Cristo que Odon, frente a um estendido abandono, vivamente deplorado por ele, cultivou sempre com convicção. Ele estava firmemente convencido da presença real, sob as espécies eucarísticas, do Corpo e do Sangue do Senhor, em virtude da conversão “substancial” do pão e do vinho. Ele escrevia: “Deus, Criador de tudo, tomou o pão, dizendo que era seu Corpo e que o havia oferecido para o mundo, e distribuiu o vinho, chamando-o de seu Sangue”. portanto, “é lei de natureza que se dá a mutação segundo o mandato do Criador” e, por isso, “imediatamente, a natureza transforma sua condição habitual: sem dúvida, o pão se converte em carne e o vinho se converte em sangue”. à ordem do Senhor, “a substância muda” ( Odonis Abb. Cluniac. occupatio , ed. A. Swoboda, Lipsia 1900, p.121). Infelizmente, anota o próprio abade, este “sacrossanto mistério do Corpo do Senhor, em que consiste toda a salvação do mundo” ( Collationes , XXVIII: PL 133,572), é celebrado com negligência. “Os sacerdotes – adverte – que acedem ao altar indignamente, mancham o pão, isto é, o Corpo de Cristo” (ibidem, PL 133,572-573). “Somente quem está unido espiritualmente a Cristo pode participar dignamente do seu Corpo eucarístico: caso contrário, comer sua carne e beber seu sangue não seria seu benefício, mas sua condenação” (cf. ibidem, XXX, PL 133,575). Tudo isso nos convida a crer com nova força e profundidade na verdade da presença do Senhor. A presença do Criador entre nós, que se entrega em nossas mãos e nos transforma como transforma o pão e o vinho, transforma, assim, o mundo. Santo Odon foi um verdadeiro guia espiritual, tanto para monges como para os fiéis da sua época. Frente à “vastidão dos vícios” difundidos na sociedade, o remédio que ele propunha com decisão era o de uma mudança radical de vida, fundada sobre a humildade, a austeridade, o desapego das coisas efêmeras e a adesão às eternas (cf. Collationes, XXX, PL 133, 613). Apesar do realismo do seu tempo, Odon não se rende ao pessimismo. “Não dizemos isso – precisa – para precipitar no desespero daqueles que gostariam de converter-se. A misericórdia divina está sempre disponível. ela espera a hora da nossa conversão” (ibidem: PL 133, 563). E exclama: “Ó inefáveis entranhas da piedade divina! Deus persegue as culpas e, no entanto, protege os pecadores” (ibidem: PL 133,592). Apoiado nesta convicção, o abade de Cluny amava deter-se na contemplação da misericórdia de Cristo, o Salvador que ele qualificava sugestivamente como “amante do homem”, amator hominum Christus (ibidem, LIII: PL 133,637): “Jesus tomou sobre si os flagelos que correspondiam a nós – observa – para salvar, assim, a criatura que é obra sua e à qual ama” (cf. ibidem: PL 133, 638). Aparece aqui uma característica do santo abade à primeira vista quase escondida sob o rigor de sua austeridade de reformador: a profunda bondade de sua alma. Ele era austero, mas sobretudo era bondoso, de uma bondade que provém do contato com a bondade divina. Odon – assim dizem seus coetâneos – difundia a alegria de que estava repleto. Seu biógrafo testifica não ter ouvido jamais sair de sua boa de homem “tanta doçura de palavra” (ibidem, I,17: PL 133,31). Ele costumava convidar para cantar crianças que encontrava pelo caminho e depois lhes dava algum pequeno presente, e acrescenta: “Suas palavras estavam cheias de exultação (...). sua hilaridade infundia em nosso coração uma íntima alegria” (ibidem, II, 5: PL 133,63). (Fonte: S.S. Bento XVI, audiência geral 14.10.2009, ZP09101415 ) Santo Odilon, modelo das virtudes cluniacenses A abadia de Cluny, na Borgonha, França, está comemorando seu 1.100 aniversário . Ela foi a alma e a cabeça do monasticismo medieval tendo chegado a estar à testa de um conjunto de 30.000 abadias e casas monásticas na Europa toda. Na construção desse imenso patrimônio moral e cultural destacaram-se certas almas de elite, verdadeiros heróis dos claustros que seguiam as pegadas do grande São Bento. Esses claustros irradiavam a espiritualidade, a cultura e a civilização para toda a Cristandade. Dentre esses heróis pouco conhecidos, destacou-se Santo Odilon, quinto abade de Cluny (962-1048). Ele provinha da nobreza de Auvergne. Mesmo antes de completar o ano de provação ele foi eleito coadjutor do Abade São Mayeul. E, pouco depois da morte desse santo, foi eleito em 994 abade da gloriosa Cluny. Nesse momento ainda não tinha recebido o sacramento da Ordem. O pontificado de Santo Odilon estendeu-se por mais de meio século e modelou para sempre o perfil moral de Cluny. O rápido e altamente qualificado desenvolvimento do mosteiro e de sua irradiação na Igreja é devido principalmente a sua caridade e cavalheirosidade, a seu apostolado e talento organizativo. (Fonte: Catholic Encyclopaedia ) Odilon tinha um passo grave e uma voz admirável. Ele falava bem. Era uma alegria vê-lo. Seu rosto angélico, seu olhar sereno, cada um de seus movimentos, de seus gestos, todo ato de seu corpo exprimia a honestidade. Cada dobra de suas vestimentas revelava a dignidade, o respeito próprio e dos outros. Tinha em si qualquer coisa de luminoso, que convidava a imitá-lo e a venerá-lo. A luz da graça que habitava nele brilhava no exterior, por assim dizer, manifestando o quilate de sua alma. Como o comportamento de uma alma transparece na apresentação do corpo, falemos brevemente de sua aparência exterior. Era de porte mediano. Seu rosto exprimia simultaneamente a autoridade e a benevolência. Com os mansos mostrava-se sorridente, acolhedor. Mas para os orgulhosos e rebeldes, tornava-se terrível, a ponto de eles não poderem suportar seu olhar. Nele a magreza acentuava a força, a palidez era uma elegância, os cabelos brancos uma distinção. Seus olhos tinham um brilho singular, que inspirava ao mesmo tempo o espanto e o temor. Eram olhos acostumados às lágrimas, porque tinha recebido a graça da compunção. De seus movimentos, de seus gestos, de seu passo, emanava uma espécie de autoridade, de gravidade, de paz. Sua acolhida era um raio de alegria e de graça, uma extraordinária surpresa. Era perfeitamente senhor de si. Sem artifícios, sem fraudes, a natureza tinha feito dele qualquer coisa de admiravelmente harmonioso e ordenado. Santo Ambrósio tem razão em dizer que a beleza não tem lugar de virtude. Contudo, desprezaremos essa graça? Primeiro na dignidade, ele se esforçava por ser igualmente o primeiro no trabalho, seguindo a palavra da Escritura: “Jesus se pôs a operar e a ensinar”. Grande leitor, tinha frequentemente um livro nas mãos, mesmo em viagem. Enquanto cavalgava, refazia na leitura as forças de sua alma. Quando meditava os livros de sabedoria mundana, observava com sagacidade aquilo que a voz divina dita ao legislador no Deuteronômio: “A cativa estrangeira poderá tornar-se a esposa de seu vencedor arrasado e de garras cortadas”. Autorizado por esse exemplo, guardava na sua memória aquilo que de bom achava nos livros dos filósofos. O resto – quer dizer, o amor e o cuidado dos bens deste mundo – ele extirpava e alijava, como coisa infecta e mortal. Perscrutava a lei divina com espírito especulativo e penetrante. A sua aplicação à leitura santa absorvia-o, a ponto de torná-lo por instantes alheio aos outros e a si mesmo. Entregava-se, pode-se dizer, todo inteiro ao livro sacro. Lá ele auferia, das fontes do Salvador, o que distribuir em seguida gratuitamente. Rodeava-se de doutores, desejando sempre aprender deles, enquanto todos o consideravam um poço de ciência. Disso ele não tinha vaidade, não se considerando um grande homem, mas perscrutava as coisas divinas como uma criança, desejando com toda a alma aprender sempre. Ávido de leituras, incansável na oração, pode-se dizer que a toda hora era útil aos outros ou a si mesmo. Quando guardava o silêncio, estava com o Senhor. Mas se falava, era sempre no Senhor ou do Senhor. Das palavras de Santo Odilon defluía a alegria. Quando contava qualquer coisa, era de tal modo vivo que nos forçava a rir. Mas ele, que prendia bem as rédeas, nos indicava logo um capítulo da Regra: “Detestar o riso estúrdio e cadenciado”. Ou ainda: “O monge não deve ser leviano e pronto a rir, porque está escrito: É o tolo que estoura a rir”. De um modo ou de outro, prendia nossa hilaridade, mas seu gozo espiritual nos havia sido comunicado e dilatava nossa alma. “Eu me esforçarei – dizia ele – por ser veraz antes que eloquente. Nosso ministério não se pode permitir as pequenas glórias de um discurso pomposo. Nós nos esforçamos por ser, e não por parecer”. A temperança vem por último, na lista das virtudes. Por definição, ela guarda a medida e a ordem de tudo aquilo que é preciso dizer e fazer. Santo Odilon a praticava de modo excelente. Em seus atos ou em suas ordens, ele guardava a medida, mantinha a ordem, mostrava uma admirável discrição. Seguia o conselho de São Jerônimo: como um cocheiro, conduzia seus jejuns, segundo suas forças ou sua estafa. Assim, ele tomava um pouco de tudo que lhe traziam, para evitar o escrúpulo, mas se regrava, sem dar ocasião a ninguém de louvar suas privações. Suas vestes eram somente as necessárias, sem mais. Elas não podiam ser consideradas nem muito belas nem muito miseráveis. Já que nada vale mais que o exemplo, para fazer entender as coisas, não será fora de propósito contar a história de Guiges, Conde de Albon. Ele foi salvo pela discrição de Santo Odilon, em circunstâncias pouco comuns. Este Guiges, conversando um dia com Santo Odilon, disse entre outras coisas que tornar-se monge, para ele, era uma coisa impossível, a menos que lhe fosse per-mitido conservar suas vestimentas seculares. O homem de Deus tomou-lhe ao pé da letra a palavra, e aquiescendo a seu capricho, ganhou essa alma para Deus, porque ele se tornou monge. No início era visto ir e vir com seus belos trajes confortáveis, em vez do hábito. Mas, à força de ter sob os olhos a humildade dos frades, a simplicidade de suas vidas e de suas vestes, começou a ter-se por um intruso entre as ovelhas de Cristo. Espontaneamente, alijou suas belas coisas do século, e eis que, num breve prazo, cerca de vinte dias depois de sua conversão, morreu santamente. Colocado acima dos outros, Santo Odilon procurava voluntariamente a humildade e a compunção. Ele julgava a si próprio, de mais bom grado do que repreendia os outros. Era tão empenhado em obras de misericórdia, que jamais recusava ajuda a ninguém. Levava vida comum com os Irmãos, a ponto de partilhar, com quem lhe pedisse, tudo aquilo que fosse de seu uso. Um dia, fizeram-lhe saber que um Irmão tremia de frio, e ele refletia nisso tristemente, não achando nada para dar-lhe. Na noite seguinte, estando no coro, pensava sempre na nudez do Irmão: o que fazer para vesti-lo? De repente, chamou-o por sinais a sair do coro, e tirando às ocultas seu colete, deu-lho para se cobrir. Nada escapava a seu zelo Não posso descrever em detalhes sua caridade fraternal. Ele a espalhava por seu próprio afeto, antes de pregá-la. Ensinava-a, sobretudo por atos, porque amava os Irmãos com o calor íntimo de sua alma. Queria fazer crescer cada um deles, impulsioná-los ao amor divino, e com isso avivava sua própria alma. Jamais desprezava ou repelia ninguém. Por uma caridade verdadeiramente divina, convidava todo mundo, sem reservas, a gozar de sua indulgência. Aquele que ama verdadeiramente é engrandecido e sobrelevado pela graça de sua própria consciência, e ele ardia de desejo e de amor. Amava, com uma caridade bem ordenada, a Deus mais do que a si mesmo, ao próximo como a si mesmo, e às coisas menos do que a si mesmo. Manso e paciente, dava graças quando se lhe fazia mal, mas chorava se a injustiça atingira os pobres. Porque Cristo disse: “Tudo o que fizeres a um de meus pequeninos, é a Mim que o fareis”. Procurava prover os seus necessitados com o mesmo zelo que teria se tivesse diante de si a própria pessoa de Cristo. Por isso era constantemente assediado por uma multidão de mendigos. Intendente fiel e sábio, coletava para eles víveres e vestimentas. Fez mesmo construir casas para os leprosos, às escondidas e como se fosse obra de outros, para que essa boa obra não lhe fosse atribuída. Durante os anos de miséria, quebrou, para dar aos pobres, muitos vasos sagrados, assim como insignes peças de ourivesaria, entre elas a própria coroa do Imperador Henrique. Porque julgava indigno reservar esses objetos enquanto os pobres tinham fome, eles por quem Cristo deu o Seu sangue. Sua solicitude se estendeu aos bens exteriores, que geriu conscienciosamente. Seu labor valeu ao mosteiro um crescimento de prosperidade, que todo mundo pôde ver. Não somente fez construir a igreja, mas dotou-a de ornamentos preciosos. Estendeu suas terras. Para distribuir aos Irmãos os objetos de uso, decidiu sabiamente que cada mês os religiosos encarregados dos estoques dariam a todos o necessário. Assim o convento estaria sempre em paz. Assim fazendo, pensava na tranquilidade dos Irmãos, não os querendo deixar necessitados. Aplicando seu espírito a essas questões materiais, conservava um constante cuidado com os valores interiores. Sua alma fervente procurava promover o fervor da observância. Suprimiu do mosteiro um bom número de estudos supérfluos, e introduziu em contrapartida aquelas que podiam favorecer a vida religiosa. Proibindo aquilo que era pouco útil, procurou sempre, em tudo e através de tudo, a dignidade e a santidade da igreja de Cluny. Santo Odilon era exemplo de uma mobilidade e de uma resistência física pouco comuns. Viajava muito, com numerosa escolta. Jamais deixou-se reter, nem pelas neves abundantes, nem pelas chuvas diluvianas, nem pelos rios transbordados. É sempre ele que estimula sua tropa, submetendo-a às piores provas de coragem e de resistência. Verdadeiro condutor de homens, ele o foi nas estradas tanto quanto nos claustros. Ele o é ainda mais pela continuidade no esforço. Não somente não se detém nunca, mas tem-se a impressão de que, ao longo de toda sua vida, ele persegue sua missão, imperturbável, quaisquer que sejam suas dificuldades, quaisquer que sejam as infelicidades dos tempos. Capaz de defender seus direitos, sabe também fazer acomodações, a fim de evitar ressentimentos. renunciar por um tempo às suas pretensões legítimas, se julga mais útil contemporizar. Sobressai nele ainda essa facilidade para se adaptar a cada um, qualquer que seja sua posição, o que Jotsaud considera uma característica da justiça, mas que é também habilidade e senso das realidades. Este homem de princípios, que durante uma longa vida perseguiu fins precisos, soube entretanto conciliar todos os espíritos e guardar sua independência. O escravo de Nossa Senhora Quando era já adulto, entrou numa igreja dedicada à Mãe de Deus, para ali se consagrar a Nossa Senhora. Pôs-se diante de seu altar para a mancipation du col – quer dizer, ele passou uma corda no pescoço e pôs a extremidade sobre o altar – pronunciando a seguinte fórmula de mancipação: “Ó terníssima Virgem e Mãe do Salvador de todos os séculos. A partir de hoje e para sempre, tomai-me a vosso serviço. A partir de agora, em todas as circunstâncias, sede minha misericordiosíssima advogada. Vinde sem cessar em meu auxílio. Com efeito, depois de Deus, não quero amar ninguém mais do que a vós. Com minha inteira vontade, como vosso próprio servo, entrego-me à vossa dominação”. A morte, síntese de sua vida Às Vésperas, os frades levaram seu leito diante do altar de Nossa Senhora. Achou ainda um resto de forças para impor os salmos: a emoção e a tristeza abatendo os religiosos, eles se enganam na salmódia, mas logo o santo retifica seus erros, e prossegue o canto. Fica um momento a sós, em oração, após o Ofício, e depois é reconduzido à enfermaria. Ele preocupa-se com o que fazem os frades, porque era Sábado: temia que deixassem o lava-pés para uma hora muito avançada, pois a noite já caía. Repousa um momento. Quando volta a si, está no fim. Sustentam-no sobre o leito, e logo sua cabeça se abate. Em seguida, preparam-no deitando-o no solo, sobre o cilício e a cinza, e acendendo os círios. Ao grande rumor que fazem os monges, dando livre curso às suas penas, ele se levanta, faz sinal de silêncio e pergunta onde está. “Senhor, sobre a cinza e o cilício” – lhe dizem. Ao que ele responde: “Graças a Deus”. Em seguida, pergunta se todos estão ali. Todos o assistem. Pronuncia palavras ininteligíveis, alternativamente cala-se e fala, lança um olhar terrível em direção ao Oriente, fixa seus olhos sobre a cruz. Sua face parece sorrir. Enquanto seus lábios proferem em silêncio as palavras de uma última prece, sem nenhuma convulsão de seu corpo, sem manifestar a menor alteração na harmonia de sua alma, os olhos fechados, adormece em paz. Estava-se na primeira vigília do Domingo, dia 1º de janeiro de 1048, no priorado de Souvigny (França). (Fonte: resumo de Pe. P. Jardet, “Saint Odilon, abbé de Cluny ‒ Sa vie, son temps, ses oeuvres”, Imprimerie Emmanuel Vite, Lyon, 1898.) 2 comentários Partilhar | 2 comentários: Pedro G. G. Teo disse... Quando esse texto foi publicado? 4 de março de 2016 20:17 Luis Dufaur disse... Esta página contém um número grande dos posts que publicamos em diversas ocasiões e blogs. Como contém abundante número de citações dos mais diversos autores é preciso ver em cada caso. 20 de junho de 2016 14:00 Postar um comentário Obrigado pelo comentário! Escreva sempre. Este blog se reserva o direito de moderação dos comentários de acordo com sua idoneidade e teor. Este blog não faz seus necessariamente os comentários e opiniões dos comentaristas. Não serão publicados comentários que contenham linguagem vulgar ou desrespeitosa. Página inicial Assinar: Postagens (Atom) Outras formas de visualizar o blog: Receba gratis em seu email Digite seu email: Os falsos mitos sobre a Idade Média refutados um a um Primeiro mito: Uma sociedade concebida segundo os princípios católicos é utopia . Veja a refutação. Segundo mito: Na Idade Média o regime era de opressão . Veja a refutação. Terceiro mito: A Igreja é o ópio do povo . Ela manteve o regime feudal para fruir de vantagens mesquinhas. Veja a refutação. Quarto mito: Na Idade Média havia regime de escravidão . Veja a refutação. Quinto mito: A Idade Média foi a “noite de mil anos”, em que a cultura desapareceu . Veja a refutação . Sexto mito: Na Idade Média a ciência ficou estagnada, e não houve progresso técnico. Veja a refutação. Pesquisar este blog Seguidores Leão XIII: na Idade Média a filosofia do Evangelho governava os Estados “Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados . “Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. “ Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados . “Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. “Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda a expectativa, cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer ”. (Fonte: S.S. Leão XIII, Encíclica “Immortale Dei”, de 1º-XI-1885, 'Bonne Presse', Paris, vol. II, p. 39). Leão XIII: a Civilização Cristã realizou o ideal de perfeição social Operada a Redenção e fundada a Igreja, “como que despertando de antiga, longa e mortal letargia, o homem percebeu a luz da verdade, que tinha procurado e desejado em vão durante tantos séculos. reconheceu sobretudo que tinha nascido para bens muito mais altos e muito mais magníficos do que os bens frágeis e perecíveis que são atingidos pelos sentidos, e em torno dos quais tinha até então circunscrito seus pensamentos e suas preocupações. “Compreendeu ele que toda a constituição da vida humana, a lei suprema, o fim a que tudo se deve sujeitar, é que, vindos de Deus, um dia devamos retornar a Ele. “Desta fonte, sobre este fundamento, viu-se renascer a consciência da dignidade humana. o sentimento de que a fraternidade social é necessária fez então pulsar os corações. em conseqüência, os direitos e deveres atingiram sua perfeição, ou se fixaram integralmente, e, ao mesmo tempo, em diversos pontos, se expandiram virtudes tais, como a filosofia dos antigos sequer pôde jamais imaginar. “Por isto, os desígnios dos homens, a conduta da vida, os costumes tomaram outro rumo. E, quando o conhecimento do Redentor se espalhou ao longe, quando sua virtude penetrou até os veios íntimos da sociedade, dissipando as trevas e os vícios da antigüidade, então se operou aquela transformação que, na era da Civilização Cristã, mudou inteiramente a face da terra”. Leão XIII Encíclica “Tametsi futura prospiscientibus”, I-XI-1900. Invenções, progresso, ciência e técnicas medievais Alguns grandes nomes da ciência medieval Na Idade Média nasceu a ciência logicamente sistematizada Sem a Igreja Católica não teria havido ciência e progresso autênticos Na Idade Média, a Europa encheu-se de escritores, artistas, monumentos e invenções Os hospitais: frutos da caridade desconhecidos antes da Idade Média Universidades e catedrais francesas: farois da cultura medieval Invenção “sui generis” de um monge e Papa: o zero Idade Média: era de grandes descobertas geográficas Historiadores recusam os mitos anti-católicos e anti-medievais Os mosteiros levaram a agricultura a patamar nunca visto Descobertas grandes e surpreendentes Castelos, abadias e aldeias medievais integradas com a natureza. Exemplo dos queijos e cervejas de Chimay Melhores vinhos modernos: herança das abadias medievais Monges trapistas fazem a melhor cerveja do mundo Ordenadas pela lógica floresceram ciências como a mecânica, as matemáticas, a física e a astronomia Nascimento e triunfo dos altos estudos A minúscula carolíngia mudou o rumo da cultura e da alfabetização Convite aos fiéis a aprofundar racionalmente as verdades da fé Sob a doce luz de Cristo, a Idade Média foi uma explosão de liberdade, criatividade e progresso, diz catedrático de Lisboa A revolução industrial da Idade Média: os surpreendentes planos de Villard de Honnecourt A movimentada vida dos engenheiros medievais A Idade Média à procura do Movimento Perpétuo para resolver o problema da energia Energia industrial para invenções e “gadgets” em plena era medieval A geometria a serviço do arquiteto medieval Conhecimentos industriais e científicos da Antiguidade cuidadosamente aproveitados Os mestres medievais autores de inventos atribuídos a Leonardo da Vinci O relógio astronômico do Ocidente nasceu na Idade Média Um abade na ponta da tecnologia: Dom Richard Wallingford Uma vocação familiar para relógios nunca antes sonhados: os Dondi Monges inventores de tecnologias logo comunicadas a todos Idade Média: ingenuidade ou entendimento superior das coisas? O monasticismo católico e a restauração da fé, da cultura e das ciências A Idade Média achava que a Terra era plana? Idade das Trevas? Ou Idade da Luz da Fé e da razão irmanadas? O sistema universitário medieval: o oposto do conhecimento fragmentário hodierno 'Caso Galileu': manipulação revolucionária para abalar a hierarquia medieval das ciências Sob o Catolicismo as ciências progrediram mais que em qualquer outra civilização Invenções e instituições criadas na época medieval A revolução industrial medieval: os começos da engenharia moderna Mito errado: Na Idade Média a ciência ficou estagnada, e não houve progresso técnico São Pio X: a Civilização é tanto mais fecunda, quanto mais cristã “A civilização do mundo é a Civilização Cristã, tanto mais verdadeira, mais duradoura, mais fecunda em frutos preciosos, quanto é mais autenticamente cristã”. Encíclica “Il fermo proposito”, ASS, vol. 37 (1905) p. 745. Pio XII: a Idade Média foi uma era de admirável devoção a Nossa Senhora “A Idade Média, que, notadamente com São Bernardo, cantou a glória de Maria e lhe celebrou os mistérios, viu a admirável eflorescência das vossas catedrais dedicadas a Nossa Senhora: Le Puy, Reims, Amiens, Paris e tantas outras... “Essa glória da Imaculada anunciam-na elas de longe pelas suas flechas esbeltas, fazem-na resplandecer na pura luz dos seus vitrais e na harmoniosa beleza das suas estátuas. atestam elas sobretudo a fé de um povo a se alçar acima de si mesmo num surto magnífico, para erguer no céu da França a homenagem permanente da sua piedade mariana. “Nas cidades e nos campos, no topo das colinas ou dominando o mar, os santuários consagrados a Maria humildes capelas ou esplêndidas basílicas cobriram pouco a pouco o país com a sua sombra tutelar. “Neles, príncipes, pastores e fiéis inúmeros afluíram, ao longo dos séculos, para a Virgem santa, a quem saudaram com os títulos mais expressivos da sua confiança ou da sua gratidão. “Admirável ladainha de invocações, cuja enumeração jamais acabada narra, de província em província, os benefícios que a Mãe de Deus tem derramado, no correr dos tempos, sobre a terra da França.” Carta Encíclica “Le Pelèrinage de Lourdes”, 2 de julho de 1957 João Paulo II: a civilização européia é filha da Idade Média “Nós somos ainda os herdeiros de longos séculos nos quais se formou na Europa uma Civilização inspirada pelo cristianismo. (...) Na Idade Média, com certa coesão do continente inteiro, a Europa constrói uma Civilização luminosa da qual permanecem muitos testemunhos” (Discurso à CEE, Bruxelas, 21-5-1985) Bento XVI: Idade Média, idade de fé profunda que inspirou as mais altas obras de arte e civilização “A fé cristã, profundamente arraigada nos homens e nas mulheres destes séculos, não deu origem somente a obras-primas da literatura teológica, do pensamento e da fé. Ela inspirou também uma das criações artísticas mais elevadas da civilização universal: as catedrais, verdadeira glória da Idade Média cristã. Com efeito, durante cerca de três séculos, a partir do início do século XI, assistiu-se na Europa a um ardor artístico extraordinário. Vários fatores contribuíram para este renascimento da arquitetura religiosa. Em primeiro lugar, condições históricas mais favoráveis, como uma maior segurança política, acompanhada por um aumento constante da população e pelo progressivo desenvolvimento das cidades, dos intercâmbios e da riqueza. Porém, foi principalmente graças ao ardor e ao zelo espiritual do monaquismo em plena expansão que foram construídas igrejas abaciais, onde a liturgia podia ser celebrada com dignidade e solenidade, e os fiéis podiam deter-se em oração, atraídos pela veneração das relíquias dos santos, meta de peregrinações incessantes. (S.S. Bento XVI, Audiência Geral de 18.11. 2009). São Pio X: trata-se de restaurar incessantemente a Civilização Cristã “Não se deve inventar a Civilização, nem se deve construir nas nuvens a nova sociedade. Ela existiu e existe: é a Civilização Cristã, é a sociedade católica. Não se trata senão de a instaurar e restaurar incessantemente nas suas bases naturais e divinas, contra os ataques sempre renascentes da utopia malsã, da revolta e da impiedade: Omnia instaurare in Christo (Ef. I, 10)”. Carta Apostólica “Notre Charge Apostolique”, 25-8-1910, p. 612. Receba em seu email Digite seu email: Jacques Heers, prof. da Sorbonne: lenda revolucionária denigra Idade Média “Na visão da Idade Média divulgada pelos historiadores e escritores de dois séculos para cá, medieval, feudal, senhorial constituem, ainda mesmo em nossos dias, insultos ou injúrias, como resultado de uma legenda urdida a partir do século XVIII e sabiamente orquestrada pelos revolucionários franceses de 1789, pelos bonzos da História e, sobretudo pelos mestres do ensino público ”. Jacques Heers, diretor do Departamento de Estudos Medievais da Universidade de Paris-Sorbonne IV, “Le Moyen Age, une Imposture - Vérités et Légendes” , Perrin, Paris, 1993. Prof. Roberto de Mattei: a “lenda negra” sobre a Idade Média ruiu definitivamente “A ‘lenda negra’ sobre a Idade Média, que a historiografia marxista relançara, ruiu definitivamente e nenhum historiador sério aceitaria hoje considerar a Idade Média como um parênteses de barbárie negra. “A expressão Idade Média perdeu qualquer caracterização semântica de sinal negativo, para indicar simplesmente a época histórica em que toda a sociedade, nas suas instituições, leis e costumes, se deixou plasmar pela Igreja Católica. “Por isso, Bento XV define a Europa medieval como uma Civilização homogénea, dirigida pela Igreja, e Pio XII afirma que ‘é justo reconhecer à Idade Média e à sua mentalidade uma nota de autêntica catolicidade: a certeza indiscutível de que a religião e a vida formam, na unidade, um todo indissolúvel’”. “O Cruzado do Século XX”, editora Civilização, 1996, cap. IV, nº2. Prof. Rodney Stark: o mito da “Idade Média ‒ Era das Trevas” não resiste mais à crítica “A idéia de que a Europa caiu na Era das Trevas é um boato espalhado por intelectuais anti-religiosos, amarguradamente anti-católicos do século XVIII que estavam decididos a afirmar a superioridade cultural do seu próprio tempo, e que engrossavam sua pretensão denegrindo os séculos passados como — nas palavras de Voltaire — uma época em que a 'barbárie, a superstição e a ignorância cobriram a face do mundo.' “Afirmações como essas foram repetidas tão freqüentemente e tão unanimemente que, até muito recentemente, dicionários e enciclopédias aceitaram a 'Era das Trevas' como um fato histórico. “Alguns escritores até pareciam sugerir que o povo vivendo, digamos, no século IX, descrevia seu próprio tempo como sendo de atraso e superstição. “Afortunadamente, nos últimos anos estes pontos de vista ficaram tão completamente desacreditados que até alguns dicionários e enciclopédias começaram a se referir à noção de 'Era das Trevas' como sendo um mito .” (Fonte: Rodney Stark, “A Vitória da Razão”, Random House, New York, 2005). Plinio Corrêa de Oliveira e a cavalaria A cavalaria é uma fraternidade de almas cheias de lealdade e de honra. (29/5/74). A cavalaria era uma grande fraternidade universal de homens que queriam a luta pela Igreja Católica. Eles queriam realizar um certo tipo humano, e eram movidos por um certo espírito comum. (8/4/73). Cavaleiro é o homem que passa pelo caminho terrível do sacrifício por um fim superior. A história das Ordens de Cavalaria foi a síntese da História da Idade Média. Vitorioso no auge da catástrofe: nessa definição a palavra cavaleiro toma seu significado. No Brasil, “néscios” ainda reptem “tolices” como a “Idade Média tempo de ignorância e barbárie' “No Brasil, a Idade Média ainda é citada por muitos néscios como um tempo de ignorância e barbárie, um tempo vazio, um tempo em que a Igreja escondeu os conhecimentos que naufragaram com o fim do Império Romano para dominar o “povo”. “Nesse movimento consciente e ideológico em direção às trevas, o clero teve como aliado principal a nobreza feudal. “Juntos, nobreza e clero governaram com coturnos sinistros e malévolos todo o ocidente medieval, que permaneceu assim envolto em uma escuridão de mil anos, soterrado, amedrontado e preso a terra num trabalho servil humilhante. “Quem ainda acredita piamente nesse amontoado de tolices ...” (Fonte: Ricardo da Costa, Prof. Adjunto de História Medieval da Universidade Federal do Espírito Santo). De Mattei: espírito anti-católico forjou a falsa “lenda negra” sobre a Idade Média A origem da expressão Idade Média e do respectivo conceito liga-se a uma visão historiográfica que pretendia caracterizar todo um milénio de História ocidental como uma longa 'noite', tenebroso parênteses entre a 'luz' do mundo pagão e o 'renascimento' da idade moderna. tal concepção, já presente em Petrarca e no humanismo italiano, seria adpotada pelos iluministas no século XVIII. Desta forma, como observa Eugénio Garin, 'O contraste entre idade escura e renascimento iluminante alimentaria uma polémica de quase quatro centúrias, do século XIV ao XVIII, ligando de forma ideal o Humanismo ao Iluminismo'. Toda a sociedade medieval se conformava harmonicamente com a ordem natural estabelecida pelo próprio Deus ao criar o universo e com a ordem sobrenatural inaugurada com a Redenção e inspirada pela Igreja. Esta foi a grande civilização que emergiu lenta mas vigorosamente do caos da era bárbara, sob o influxo das energias naturais e sobrenaturais dos povos baptizados e ordenados a Cristo. “A conversão dos povos ocidentais –escreveu Plínio Corrêa de Oliveira– não foi um fenómeno de superfície. O germen da vida sobrenatural penetrou no proprio âmago da sua alma, e foi paulatinamente configurando à semelhança de Nosso Senhor Jesus Cristo o espírito outrora rude, lascivo e supersticioso das tribos bárbaras. A sociedade sobrenatural –a Igreja– estendeu assim sobre toda a Europa a sua contextura hierárquica, e desde as brumas da Escócia até às encostas do Vesúvio foram florindo as dioceses, os mosteiros, as igrejas catedrais, conventuais ou paroquiais, e, em torno delas, os rebanhos de Cristo. (...) Nasceram por essas energias humanas vitalizadas pela graça, os reinos e as estirpes fidalgas, os costumes corteses e as leis justas, as corporações e a cavalaria, a escolástica e as universidades, o estilo gótico e o canto dos menestreis”. “O Cruzado do Século XX”, editora Civilização, 1996, cap. IV, nº2. Causas da crise medieval e da decadência do mundo segundo os Papas Quais foram as causas da decadência da civilização medieval? Leão XIII na Encíclica Immortale Dei escreve que 'o funesto e deplorável espírito de novidade suscitado no século XVI, começou por convulsionar a religião, passou depois naturalmente desta ao campo filosófico, e em seguida a todas as ordens do Estado'. O âmbito religioso, juntamente com o intelectual e o político-social, são os três campos atingidos pelo processo de dissolução que o Papa denomina 'Direito novo'. Trata-se de um 'inimigo' declarado da Igreja e da Cristandade, o qual por sua vez foi descrito por Pio XII nos seguintes termos: “Ele encontra-se em toda a parte e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral e social da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé. a liberdade sem a autoridade. às vezes a autoridade sem a liberdade. É um 'inimigo' que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto. e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus”. (Pio XII, Discurso “Nel contemplare”, 12-10-1952, Discorsi e Radiomessaggi, vol. XIV, p. 359.) Links GPS do Agronegócio Quem paga a conta? 5 milhões de exemplares em defesa do condenado Há 2 horas Contos e lendas da Era Medieval A Ponte do Diabo de Thueyts Há 13 horas Nobility and Analogous Traditional Elites Here We Go Again Há 3 dias Catedrais Medievais O ódio ao gótico é ódio à Igreja Católica Há 4 dias Ciência confirma a Igreja Os nomes do Zodíaco: indício da união inicial dos homens e de sua posterior dispersão? Há 6 dias Orações e milagres medievais O que falavam a mula e o boi há dois mil anos – Conto de Natal Há uma semana Blog da Família A multiforme inspiração do Espírito Santo nos panetones e bolos de Natal Há uma semana Heróis medievais Santo Natal e Feliz Ano Novo 2018! Há 2 semanas As Cruzadas Santo Natal e Feliz Ano Novo 2018! Há 2 semanas Pesadelo chinês Feliz Natal e bom Ano Novo 2018! 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Santa Joana d'Arc: o julgamento iníquo e a epopeia da heroina santa Santa Joana d’Arc Epopeia que entra no século XXI A epopeia gloriosa de Santa Joana d’Arc Tribunal tenta enganar a heroína Missão profética da Donzela de Orleans Uma donzela que desfez o melhor exército da época Sagração do rei em Reims Juízes venais, filosoficamente igualitários, condenam a santa A virgem guerreira na fogueira O grande retorno da heroína santa Santa Joana d’Arc, Guerreira do Altíssimo (1) Santa Joana d’Arc, Guerreira do Altíssimo (2) O modo de estudar, segundo Santo Tomás de Aquino “Já que me pediste, frei João ‒ irmão, para mim, caríssimo em Cristo ‒, que te indicasse o modo como se deve proceder para ir adquirindo o tesouro do conhecimento, devo dar-te a seguinte indicação: deves optar pelos riachos e não por entrar imediatamente no mar, pois o difícil deve ser atingido a partir do fácil. E, assim, eis o que te aconselho sobre como deve ser tua vida: “1. Exorto-te a ser tardo para falar e lento para ir ao locutório. “2. Abraça a pureza de consciência. “3. Não deixes de aplicar-te à oração. “4. Ama freqüentar tua cela, se queres ser conduzido à adega do vinho da sabedoria. “5. Mostra-te amável com todos, ou, pelo menos, esforça-te nesse sentido. mas, com ninguém permitas excesso de familiaridades, pois a excessiva familiaridade produz o desprezo e suscita ocasiões de atraso no estudo. “6. Não te metas em questões e ditos mundanos. “7. Evita, sobretudo, a dispersão intelectual. “8. Não descuides do seguimento do exemplo dos homens santos e honrados. “9. Não atentes a quem disse, mas ao que é dito com razão e isto, confia-o à memória. “10. Faz por entender o que lês e por certificar-te do que for duvidoso. “11. Esforça-te por abastecer o depósito de tua mente, como quem anseia por encher o máximo possível um cântaro. “12. Não busques o que está acima de teu alcance. “13. Segue as pegadas daquele santo Domingos que, enquanto teve vida, produziu folhas, flores e frutos na vinha do Senhor dos exércitos. “Se seguires estes conselhos, poderás atingir o que queres.”



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  Lógica de primeira ordem – Wikipédia, a enciclopédia livre Lógica de primeira ordem Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde janeiro de 2016). Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior . Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes , mas ... as relações de projeção de um par ordenado) então se pode dispensar inteiramente as funções ou predicados ... relação de aridade n ≥ 1 e os a i são os termos então P ( a 1 ,…, a n ) é bem formada. Suas ... lógica, então ( a 1 = a 2 ) é bem formada. Tais fórmulas são ditas atômicas. Cláusula indutiva I : Se φ for uma FBF , então ¬φ é uma FBF . Suas variáveis livres são as variáveis livres de φ. Cláusula indutiva II : Se φ e ψ são FBFs , então (ψ ∧ φ), (ψ ∨ {\displaystyle \vee } φ), (ψ → φ), (ψ ↔ φ) são CACHE

Lógica de primeira ordem – Wikipédia, a enciclopédia livre Lógica de primeira ordem Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde janeiro de 2016). Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior . Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes , mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade (desde janeiro de 2016) . Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto . Material sem fontes poderá ser removido . — Encontre fontes: Google ( notícias , livros e acadêmico ) A lógica de primeira ordem (LPO), conhecida também como cálculo de predicados de primeira ordem (CPPO) [ 1 ] , é um sistema lógico que estende a lógica proposicional [ 2 ] (lógica sentencial) e que é estendida pela lógica de segunda ordem . As sentenças atômicas da lógica de primeira ordem têm o formato P ( t 1 ,…, t n ) (um predicado com um ou mais 'argumentos') ao invés de serem símbolos sentenciais sem estruturas. O ingrediente novo da lógica de primeira ordem não encontrado na lógica proposicional é a quantificação : dada uma sentença φ qualquer, as novas construções ∀ x ϕ {\displaystyle \forall x\,\phi } e ∃ x ϕ {\displaystyle \exists x\,\phi } -- leia 'para todo x , φ' e 'para algum x , φ', respectivamente—são introduzidas. ∀ x ϕ {\displaystyle \forall x\,\phi } significa que φ é verdadeiro para todo valor de x e ∃ x ϕ {\displaystyle \exists x\,\phi } significa que há pelo menos um x tal que φ é verdadeiro. Os valores das variáveis são tirados de um universo de discurso pré-determinado. Um refinamento da lógica de primeira ordem permite variáveis de diferentes tipos, para tratar de diferentes classes de objetos. A lógica de primeira ordem tem poder expressivo suficiente para formalizar praticamente toda a matemática. Uma teoria de primeira ordem consiste em um conjunto de axiomas (geralmente finito ou recursivamente enumerável ) e de sentenças dedutíveis a partir deles. A teoria dos conjuntos de Zermelo-Fraenkel é um exemplo de uma teoria de primeira ordem, e aceita-se geralmente que toda a matemática clássica possa ser formalizada nela. Há outras teorias que são normalmente formalizadas na lógica de primeira ordem de maneira independente(embora elas admitam a implementação na teoria dos conjuntos) tais como a aritmética de Peano . Índice 1 Definindo a lógica de primeira ordem 2 Alfabeto 3 Regras de formação 4 Substituição 5 Igualdade 6 Regras de inferência 7 Limitações 7.1 Expressividade 7.2 Formalizando as Línguas Naturais 8 Axiomas e regras 9 Cálculo de predicados 9.1 Algumas equivalências 9.2 Algumas regras de inferência 10 Metateoremas da lógica de primeira ordem 11 Comparação com outras lógicas 12 Ver também 13 Referências 14 Bibliografia Definindo a lógica de primeira ordem [ editar | editar código-fonte ] Um cálculo de predicados consiste em: regras de formação (definições recursivas para dar origem a fórmulas bem-formadas ou FBFs ). regras de transformação ( regras de inferência para derivar teoremas). axiomas. Os axiomas considerados aqui são os axiomas lógicos que fazem parte do cálculo de predicados. Além disso, os axiomas não-lógicos são adicionados em teorias de primeira ordem específicas: estes não são considerados como verdades da lógica, mas como verdades da teoria particular sob consideração. Quando o conjunto dos axiomas é infinito, requer-se que haja um algoritmo que possa decidir para uma fórmula bem-formada dada, se ela é um axioma ou não. Deve também haver um algoritmo que possa decidir se uma aplicação dada de uma regra de inferência está correta ou não. É importante notar que o cálculo de predicados pode ser formalizado de muitas maneiras equivalentes. não há nada canônico sobre os axiomas e as regras de inferência propostos aqui, mas toda a formalização dará origem aos mesmos teoremas da lógica (e deduzirá os mesmos teoremas a partir de um conjunto qualquer de axiomas não-lógicos ). Alfabeto [ editar | editar código-fonte ] O alfabeto de primeira ordem, Σ {\displaystyle \Sigma } , tem a seguinte constituição: Σ = X ∪ Σ C ∪ Σ F ∪ Σ R ∪ Σ L ∪ Σ P {\displaystyle \Sigma =X\cup \Sigma _{C}\cup \Sigma _{F}\cup \Sigma _{R}\cup \Sigma _{L}\cup \Sigma _{P}} , onde X = { x , y , z , x 1 , x 2 , . . . , y 1 , y 2 , . . . , z 1 , z 2 , . . . } {\displaystyle X=\{x,y,z,x_{1},x_{2},...,y_{1},y_{2},...,z_{1},z_{2},...\}} é um conjunto enumerável de variáveis. Σ C = { a , b , c , a 1 , a 2 , . . . , b 1 , b 2 , . . . , c 1 , c 2 , . . . } {\displaystyle \Sigma _{C}=\{a,b,c,a_{1},a_{2},...,b_{1},b_{2},...,c_{1},c_{2},...\}} é um conjunto de símbolos chamados de constantes. Σ F = { F 1 , F 2 , . . . } {\displaystyle \Sigma _{F}=\{F_{1},F_{2},...\}} é um conjunto de símbolos ditos sinais funcionais. Σ R = { R 1 , R 2 , . . . } {\displaystyle \Sigma _{R}=\{R_{1},R_{2},...\}} é um conjunto de símbolos ditos sinais relacionais ou predicativos. Σ L = { ¬ , ∧ , ∨ , → , ↔ , ∀ , ∃ } {\displaystyle \Sigma _{L}=\{\neg ,\wedge ,\vee ,\rightarrow ,\leftrightarrow ,\forall ,\exists \}} é o conjunto de símbolos ditos sinais lógicos. Σ P = { ( , ) , , } {\displaystyle \Sigma _{P}=\{(,),,\}} é o conjunto de símbolos de pontuação. As constantes, sinais funcionais e sinais predicativos constituem a coleção de sinais ditos símbolos não lógicos. Há diversas variações menores listadas abaixo: O conjunto de símbolos primitivos (operadores e quantificadores) varia frequentemente. Alguns símbolos primitivos podem ser omitidos, substituindo-os com abreviaturas adequadas. por exemplo (P ↔ Q) é uma abreviatura para ( P → Q ) ∧ ( Q → P ). No sentido contrário, é possível incluir outros operadores como símbolos primitivos, como as constantes de verdade ⊤ para 'verdadeiro' e o ⊥ para 'falso' (estes são operadores do aridade 0). O número mínimo dos símbolos primitivos necessários é um, mas se nós nos restringirmos aos operadores listados acima, seria necessário três. por exemplo, o ¬, o ∧, e o ∀ bastariam. Alguns livros mais antigos usam a notação φ ⊃ ψ para φ → ψ, ~φ para ¬φ, φ & ψ para φ ∧ ψ, e uma variedade de notações para os quantificadores. por exemplo, ∀xφ pode ser escrito como (x)φ. A igualdade é às vezes considerada como parte da lógica de primeira ordem. Neste caso, o símbolo da igualdade será incluído no alfabeto, e comportar-se-á sintaticamente como um predicado binário. Assim a LPO será chamada de lógica de primeira ordem com igualdade . As constantes são na verdade funções de aridade 0, assim seria possível e conveniente omitir constantes e usar as funções que tenham qualquer aridade. Mas é comum usar o termo 'função' somente para funções de aridade 1. Na definição acima, as relações devem ter pelo menos aridade 1. É possível permitir relações de aridade 0. estas seriam consideradas variáveis proposicionais. Há muitas convenções diferentes sobre onde pôr parênteses. por exemplo, se pode escrever ∀x ou (∀x). Às vezes se usa dois pontos ou ponto final ao invés dos parênteses para criar fórmulas não ambíguas. Uma convenção interessante, mas incomum, é a ' notação polonesa ', onde se omite todos os parênteses, e escreve-se o ∧, ∨, e assim por diante na frente de seus argumentos. A notação polonesa é compacta e elegante, mas rara e de leitura complexa. Uma observação técnica é que se houver um símbolo de função de aridade 2 que representa um par ordenado (ou símbolos de predicados de aridade 2 que representam as relações de projeção de um par ordenado) então se pode dispensar inteiramente as funções ou predicados de aridade > 2. Naturalmente o par ou as projeções necessitam satisfazer aos axiomas naturais. Os conjuntos das constantes, das funções, e das relações compõem a assinatura e são geralmente considerados para dar forma a uma linguagem, enquanto as variáveis, os operadores lógicos, e os quantificadores são geralmente considerados para pertencer à lógica. Uma estrutura dá o significado semântico de cada símbolo da assinatura. Por exemplo, a linguagem da teoria dos grupos consiste de uma constante (elemento da identidade), de uma função de aridade 1 (inverso), de uma função de aridade 2 (produto), e de uma relação de aridade 2 (igualdade), que seria omitida pelos autores que incluem a igualdade na lógica subjacente. Regras de formação [ editar | editar código-fonte ] As regras de formação definem os termos, fórmulas, e as variáveis livres como segue. O conjunto dos termos é definido recursivamente pelas seguintes regras: Qualquer constante é um termo (sem variáveis livres). Qualquer variável é um termo (cuja única variável livre é ela mesma). Toda expressão f ( t 1 ,…, t n ) de n ≥ 1 argumentos (onde cada argumento t i é um termo e f é um símbolo de função de aridade n ) é um termo. Suas variáveis livres são as variáveis livres de cada um dos termos t i . Cláusula de fechamento : Nada mais é um termo. O conjunto das fórmulas bem-formadas (chamadas geralmente FBFs ou apenas fórmulas) é definido recursivamente pelas seguintes regras: Predicados simples e complexos : se P for uma relação de aridade n ≥ 1 e os a i são os termos então P ( a 1 ,…, a n ) é bem formada. Suas variáveis livres são as variáveis livres de quaisquer termos a i . Se a igualdade for considerada parte da lógica, então ( a 1 = a 2 ) é bem formada. Tais fórmulas são ditas atômicas. Cláusula indutiva I : Se φ for uma FBF , então ¬φ é uma FBF . Suas variáveis livres são as variáveis livres de φ. Cláusula indutiva II : Se φ e ψ são FBFs , então (ψ ∧ φ), (ψ ∨ {\displaystyle \vee } φ), (ψ → φ), (ψ ↔ φ) são FBFs . Suas variáveis livres são as variáveis livres de φ e de ψ. Cláusula indutiva III : Se φ for uma FBF e x for um variável, então ∀ x φ e ∃ x φ são FBFs , cujas variáveis livres são as variáveis livres de φ com exceção de x . Ocorrências de x são ditas ligadas ou mudas (por oposição a livre) em ∀ x φ e ∃ x φ. Cláusula de fechamento : Nada mais é uma FBF . Na prática, se P for uma relação de aridade 2, nós escrevemos frequentemente ' a P b ' em vez de ' P a b '. por exemplo, nós escrevemos 1 < 2 em vez de < (1 2). Similarmente se f for uma função de aridade 2, nós escrevemos às vezes ' a f b ' em vez de ' f ( a b )'. por exemplo, nós escrevemos 1 + 2 em vez de + (1 2). É também comum omitir alguns parênteses se isto não conduzir à ambigüidade. Às vezes é útil dizer que ' P ( x ) vale para exatamente um x ', o que costuma ser denotado por ∃! xP ( x ). Isto também pode ser expresso por ∃ x ( P ( x ) ∀ y ( P ( y ) → ( x = y ))). Exemplos: A linguagem dos grupos abelianos ordenados tem uma constante 0, uma função unária −, uma função binária +, e uma relação binária ≤. Assim: 0, x , y são termos atômicos + ( x , y ), + ( x , + ( y , − ( z ))) são termos , escritos geralmente como x + y , x + ( y + (− z )) = (+ ( x , y ), 0), ≤ (+ ( x , + ( y , − ( z ))), + ( x , y )) são fórmulas atômicas , escritas geralmente como x + y = 0, x + y - z ≤ x + y , (∀ x ∃ y ≤ (+ ( x , y ), z )) ∧ (∃ x = (+ ( x , y ), 0)) é uma fórmula , escrita geralmente como (∀ x ∃ y ( x + y ≤ z )) ∧ (∃ x ( x + y = 0)). Substituição [ editar | editar código-fonte ] Se t é um termo e φ( x ) é uma fórmula que contém possivelmente x como uma variável livre, então φ( t ) se definido como o resultado da substituição de todas as instâncias livres de x por t , desde que nenhuma variável livre de t se torne ligada neste processo . Se alguma variável livre de t se tornar ligada, então para substituir t por x é primeiramente necessário mudar os nomes das variáveis ligadas de φ para algo diferente das variáveis livres de t . Para ver porque esta condição é necessária, considere a fórmula φ( x ) dada por ∀ y y ≤ x (' x é máximal'). Se t for um termo sem y como variável livre, então φ( t ) diz apenas que t é maximal. Entretanto se t é y , a fórmula φ( y ) é ∀ y y ≤ y que não diz que y é máximal.O problema de que a variável livre y de t (= y ) se transformou em ligada quando nós substituímos y por x em φ( x ). Assim, para construir φ( y ) nós devemos primeiramente mudar a variável ligada y de φ para qualquer outra coisa, por exemplo a variável z , de modo que o φ( y ) seja então ∀ z z ≤ y . Esquecer desta condição é uma causa notória de erros. Igualdade [ editar | editar código-fonte ] Há diversas convenções diferentes para se usar a igualdade (ou a identidade) na lógica de primeira ordem. Esta seção resume as principais. Todas as convenções resultam mais ou menos no mesmo com mais ou menos a mesma quantidade de trabalho, e diferem principalmente na terminologia. A convenção mais comum para a igualdade é incluir o símbolo da igualdade como um símbolo lógico primitivo, e adicionar os axiomas da igualdade aos axiomas da lógica de primeira ordem. Os axiomas de igualdade são x = x x = y → F {\displaystyle F} (…, x ,…) = F {\displaystyle F} (…, y ,…) para qualquer função F {\displaystyle F} x = y → ( R {\displaystyle R} (…, x ,…) → R {\displaystyle R} (…, y ,…)) para qualquer relação R {\displaystyle R} (incluindo a própria igualdade) A próxima convenção mais comum é incluir o símbolo da igualdade como uma das relações de uma teoria, e adicionar os axiomas da igualdade aos axiomas da teoria. Na prática isto é quase idêntico à da convenção precedente, exceto no exemplo incomum de teorias com nenhuma noção de igualdade. Os axiomas são os mesmos, e a única diferença é se eles serão chamados de axiomas lógicos ou de axiomas de teoria. Nas teorias sem funções e com um número finito de relações, é possível definir a igualdade em termos de relações, definindo os dois termos s e t como iguais se qualquer relação continuar inalterada ao se substituir s por t em qualquer argumento. Por exemplo, em teoria dos conjuntos com uma relação ∈, nós definiríamos s = t como uma abreviatura para ∀ x ( s ∈ x ↔ t ∈ x ) ∧ ∀ x ( x ∈ s ↔ x ∈ t ). Esta definição de igualdade satisfaz automaticamente os axiomas da igualdade. Em algumas teorias é possível dar definições de igualdade ad hoc . Por exemplo, em uma teoria de ordens parciais com uma relação ≤ nós poderíamos definir s = t como uma abreviatura para s ≤ t ∧ t ≤ s . Regras de inferência [ editar | editar código-fonte ] A regra de inferência modus ponens é a única necessária para a lógica proposicional de acordo com a formalização proposta aqui. Ela diz que se φ e φ → ψ são ambos demonstrados, então pode-se deduzir ψ. A regra de inferência chamada Generalização Universal é característica da lógica de primeira ordem: se ⊢ ϕ {\displaystyle \vdash \phi } , então ⊢ ∀ x ϕ {\displaystyle \vdash \forall x\,\phi } onde se supõe que ϕ {\displaystyle \phi } é um teorema já demonstrado da lógica de primeira ordem. Observe que a Generalização é análoga à regra da necessitação da lógica modal , que é: se ⊢ P {\displaystyle \vdash P} , então ⊢ ◻ P {\displaystyle \vdash \Box P} . Limitações [ editar | editar código-fonte ] Apesar da Lógica de Primeira Ordem ser suficiente para formalizar uma grande parte da matemática, e também ser comumente usada em Ciência da Computação e outras áreas, ela tem as suas limitações. Suas limitações incluem limitações em sua expressividade e limitações com relação aos fragmentos das línguas naturais que pode descrever. Expressividade [ editar | editar código-fonte ] O teorema de Löwenheim–Skolem mostra que se uma teoria de primeira ordem tem um modelo infinito, então a teoria também tem modelos de todas as cardinalidades infinitas. Em particular, nenhuma teoria de primeira ordem com um modelo infinito pode ser categórica. Assim, não há uma teoria de primeira ordem cujo único modelo tem o conjunto dos números naturais como domínio, ou cujo único modelo tem o conjunto dos números reais como domínio. Várias extensões da Lógica de Primeira-Ordem, incluindo a Lógica de Ordem Superior e a Lógica Infinitária, são mais expressivas no sentido de que elas admitem axiomatizações categóricas dos números naturais ou reais. Essa expressividade tem um custo em relação às propriedades meta-lógicas. de acordo com o Teorema de Lindström, qualquer lógica que seja mais forte que a lógica de primeira ordem falhará em validar o teorema da compacidade ou em validar o teorema de Löwenheim–Skolem. Formalizando as Línguas Naturais [ editar | editar código-fonte ] A lógica de primeira ordem é capaz de formalizar vários quantificadores na lingua natural, como “todas as pessoas que moram em Paris, moram na França”. Mas existem várias características que não podem ser expressas na lógica de primeira ordem. “Qualquer sistema lógico que é apropriado para analisar línguas naturais, precisa de uma estrutura muito mais rica que a lógica de primeira ordem' (Gamut 1991, p 75). Tipo Exemplo Comentário Quantificadores sobre as propriedades Se Rafael for satisfeito consigo mesmo, então ele tem pelo menos uma coisa em comum com Roberta Requer quantificadores sobre os predicados, os quais não podem ser implementados com a lógica de primeira ordem (unicamente ordenada): Zj→ ∃X(Xj∧Xp) Quantificadores sobre as propriedades Papai Noel tem todos os atributos de um sadista Requer quantificadores sobre os predicados, os quais não podem ser implementados com a lógica de primeira ordem (unicamente ordenada): ∀X(∀x(Sx → Xx)→Xs) Predicado adverbial Luiz está andando rápido Não pode ser analisado como Wj ∧ Qj. predicados adverbiais não são a mesma coisa que predicados de segunda ordem , como cores Adjetivo Relativo Jumbo é um elefante pequeno Não podem ser analisados como Sj ∧ Ej. predicados adjetivados não são a mesma coisa que predicados de segunda ordem , como cores Modificador do predicado adverbial Anderson está andando muito rápido - Modificador do adjetivo relativo Roberta é extremamente pequena Uma expressão como 'extremamente' , quando usado com um adjetivo relativo 'pequena', resulta em um novo adjetivo relativo: 'extremamente pequena' Preposições Alberto está sentado ao lado de Danilo A preposição 'ao lado de' quando aplicada a Luiz, resulta em um predicado adverbial 'ao lado de Luiz' Axiomas e regras [ editar | editar código-fonte ] Os cinco axiomas lógicos mais as duas regras de inferência seguintes caracterizam a lógica de primeira ordem: Axiomas: (A1) α → ( β → α ) {\displaystyle \alpha \rightarrow (\beta \rightarrow \alpha )} (A2) ( α → ( β → γ ) ) → ( ( α → β ) → ( α → γ ) ) {\displaystyle (\alpha \rightarrow (\beta \rightarrow \gamma ))\rightarrow ((\alpha \rightarrow \beta )\rightarrow (\alpha \rightarrow \gamma ))} (A3) ( ¬ α → ¬ β ) → ( ( ¬ α → β ) → α ) {\displaystyle (\neg \alpha \rightarrow \neg \beta )\rightarrow ((\neg \alpha \rightarrow \beta )\rightarrow \alpha )} (A4) ∀ x . ( α → β ) → ( α → ∀ x . β ) {\displaystyle \forall x.(\alpha \rightarrow \beta )\rightarrow (\alpha \rightarrow \forall x.\beta )} , onde x {\displaystyle x} não é livre em α {\displaystyle \alpha } (A5) ∀ x . α → α {\displaystyle \forall x.\alpha \rightarrow \alpha } [ t := x ] {\displaystyle {[}t\.{:=x}\.{]}} , onde t é livre para x em α . {\displaystyle \alpha .} Regras de Inferência: Modus Ponens: M P : α , α → β β {\displaystyle MP:{\frac {\alpha ,\alpha \rightarrow \beta }{\beta }}} Generalização Universal: G e n : α ∀ x . α {\displaystyle Gen:{\frac {\alpha }{\forall x.\alpha }}} Estes axiomas são na realidade esquemas de axiomas . Cada letra grega pode ser uniformemente substituída, em cada um dos axiomas acima, por uma FBF qualquer, e uma expressão do tipo α [ t := x ] {\displaystyle \alpha [t:=x]} denota o resultado da substituição de x por t na fórmula α {\displaystyle \alpha } . Cálculo de predicados [ editar | editar código-fonte ] O cálculo de predicado é uma extensão da lógica proposicional que define quais sentenças da lógica de primeira ordem são demonstráveis . É um sistema formal usado para descrever as teorias matemáticas . Se o cálculo proposicional for definido por um conjunto adequado de axiomas e a única regra de inferência modus ponens (isto pode ser feito de muitas maneiras diferentes, uma delas já ilustrada na seção anterior), então o cálculo de predicados pode ser definido adicionando-se alguns axiomas e uma regra de inferência 'generalização universal' (como, por exemplo, na seção anterior). Mais precisamente, como axiomas para o cálculo de predicado, teremos: Os axiomas circunstanciais do cálculo proposicional (A1, A2 e A3 na seção anterior). Os axiomas dos quantificadores (A4 e A5). Os axiomas para a igualdade propostos em seção anterior, se a igualdade for considerada como um conceito lógico. Uma sentença será definida como demonstrável na lógica de primeira ordem se puder ser obtida começando com os axiomas do cálculo de predicados e aplicando-se repetidamente as regras de inferência ' modus ponens ' e 'generalização universal'. Se nós tivermos uma teoria T (um conjunto de sentenças, às vezes chamadas axiomas) então uma sentença φ se define como demonstrável na teoria T se a ∧ b ∧ … → φ é demonstrável na lógica de primeira ordem (relação de consequência formal), para algum conjunto finito de axiomas a , b ,… da teoria T . Um problema aparente com esta definição de 'demonstrabilidade' é que ela parece um tanto ad hoc: nós tomamos uma coleção aparentemente aleatória de axiomas e de regras de inferência, e não é óbvio que não tenhamos acidentalmente deixado de fora algum axioma ou regra fundamental. O teorema da completude de Gödel nos assegura de que este não é realmente um problema: o teorema diz que toda sentença verdadeira em todos os modelos é demonstrável na lógica de primeira ordem. Em particular, toda definição razoável de 'demonstrável' na lógica de primeira ordem deve ser equivalente à definição acima (embora seja possível que os comprimentos das derivações difira bastante para diferentes definições de demonstrabilidade). Há muitas maneiras diferentes (mas equivalentes) de definir provabilidade. A definição acima é um exemplo típico do cálculo no estilo de Hilbert , que tem muitos axiomas diferentes, mas poucas regras de inferência. As definições de demonstrabilidade para a lógica de primeira ordem nos estilos de Gentzen (dedução natural e cálculo de sequentes) são baseadas em poucos ou nenhum axiomas, mas muitas regras de inferência. Algumas equivalências [ editar | editar código-fonte ] ¬ ∀ x P ( x ) ⇔ ∃ x ¬ P ( x ) {\displaystyle \lnot \forall x\,P(x)\Leftrightarrow \exists x\,\lnot P(x)} ¬ ∃ x P ( x ) ⇔ ∀ x ¬ P ( x ) {\displaystyle \lnot \exists x\,P(x)\Leftrightarrow \forall x\,\lnot P(x)} ∀ x ∀ y P ( x , y ) ⇔ ∀ y ∀ x P ( x , y ) {\displaystyle \forall x\,\forall y\,P(x,y)\Leftrightarrow \forall y\,\forall x\,P(x,y)} ∃ x ∃ y P ( x , y ) ⇔ ∃ y ∃ x P ( x , y ) {\displaystyle \exists x\,\exists y\,P(x,y)\Leftrightarrow \exists y\,\exists x\,P(x,y)} ∀ x P ( x ) ∧ ∀ x Q ( x ) ⇔ ∀ x ( P ( x ) ∧ Q ( x ) ) {\displaystyle \forall x\,P(x)\land \forall x\,Q(x)\Leftrightarrow \forall x\,(P(x)\land Q(x))} ∃ x P ( x ) ∨ ∃ x Q ( x ) ⇔ ∃ x ( P ( x ) ∨ Q ( x ) ) {\displaystyle \exists x\,P(x)\lor \exists x\,Q(x)\Leftrightarrow \exists x\,(P(x)\lor Q(x))} Algumas regras de inferência [ editar | editar código-fonte ] ∃ x ∀ y P ( x , y ) ⇒ ∀ y ∃ x P ( x , y ) {\displaystyle \exists x\,\forall y\,P(x,y)\Rightarrow \forall y\,\exists x\,P(x,y)} ∀ x P ( x ) ∨ ∀ x Q ( x ) ⇒ ∀ x ( P ( x ) ∨ Q ( x ) ) {\displaystyle \forall x\,P(x)\lor \forall x\,Q(x)\Rightarrow \forall x\,(P(x)\lor Q(x))} ∃ x ( P ( x ) ∧ Q ( x ) ) ⇒ ∃ x P ( x ) ∧ ∃ x Q ( x ) {\displaystyle \exists x\,(P(x)\land Q(x))\Rightarrow \exists x\,P(x)\land \exists x\,Q(x)} ∃ x P ( x ) ∧ ∀ x Q ( x ) ⇒ ∃ x ( P ( x ) ∧ Q ( x ) ) {\displaystyle \exists x\,P(x)\land \forall x\,Q(x)\Rightarrow \exists x\,(P(x)\land Q(x))} ∀ x P ( x ) ⇒ P ( c ) {\displaystyle \forall x\,P(x)\Rightarrow P(c)} (se c for uma variável, então não deve ser quantificada em P ( x )) P ( c ) ⇒ ∃ x P ( x ) {\displaystyle P(c)\Rightarrow \exists x\,P(x)} ( x não deve aparecer livre em P ( c )) Metateoremas da lógica de primeira ordem [ editar | editar código-fonte ] Alguns metateoremas lógicos importantes listam-se abaixo: Ao contrário da lógica proposicional , a lógica de primeira ordem é indecidível , desde que a linguagem contenha ao menos um predicado de aridade ao menos 2, para além da igualdade. Pode-se demonstrar que há um procedimento de decisão para determinar se uma fórmula arbitrária P é válida (veja problema da parada ). (Estes resultados foram demonstrados, independentemente, por Church e Turing ). O problema da decisão para validade é semidecidível, ou seja, há uma máquina de Turing que quando recebe uma frase como entrada, parará se e somente se a sentença for válida ( satisfeita em todos os modelos). Como o teorema da completude de Gödel mostra, para toda fórmula válida P, P é demonstrável. Analogamente, assumindo a consistência da lógica, toda fórmula demonstrável é válida. Para um conjunto finito ou semi-enumerável de axiomas, o conjunto das fórmulas demonstráveis pode ser explicitamente enumerado por uma máquina de Turing, donde segue o resultado de semidecidibilidade. A lógica de predicados monádica (i.e., a lógica de predicados somente com predicados de um argumento) é decidível. A classe de Bernays-Schönfinkel das fórmulas de primeira ordem é também decidível. Comparação com outras lógicas [ editar | editar código-fonte ] A lógica de primeira ordem tipada permite que as variáveis e os termos tenham vários tipos (ou sortes ). Se houver apenas um número finito de tipos o resultado não será muito diferente da lógica de primeira ordem, porque os tipos poderão ser descritos com um número finito de predicados unários e alguns axiomas. Às vezes há um tipo especial Ω dos valores de verdade, e neste caso as fórmulas são nada mais do que termos do tipo Ω. A lógica de segunda ordem fraca permite a quantificação sobre subconjuntos finitos. A lógica de segunda ordem monádica permite a quantificação sobre subconjuntos, ou seja, sobre predicados unários . A lógica de segunda ordem permite a quantificação sobre subconjuntos e relações, ou seja, sobre todos os predicados. Por exemplo, a igualdade pode ser definida na lógica de segunda ordem pelo x = y ≡ def ∀ P ( P ( x ) ↔ P ( y )). A quantificação sobre predicados não é permitida na lógica de primeira ordem. As lógicas de ordem superior permitem a quantificação sobre coisas mais gerais, tais como relações entre relações. A lógica intuicionista de primeira ordem utiliza o intuicionismo ao invés do cálculo proposicional clássico , por exemplo, o ¬ ¬ {\displaystyle \neg \neg } φ não precisa ser equivalente a φ. A lógica modal tem operadores modais extras com significados informais tais como 'é necessário que φ' e 'é possível que φ'. A lógica infinitária permite sentenças infinitamente longas. Ela pode permitir por exemplo, uma conjunção ou uma disjunção infinita de muitas fórmulas, ou uma quantificação sobre um número infinito de variáveis. Sentenças infinitamente longas aparecem na matemática (por exemplo, topologia ) e na metamatemática (por exemplo, a teoria dos modelos ). A lógica de primeira ordem com quantificadores generalizados tem novos quantificadores Qx ,…, com significados como 'há muitos x tais que…'. Veja também quantificação ramificada e quantificação plural de George Boolos e outros. A lógica independence-friendly é caracterizada por quantificadores ramificados que permitem expressar a independência entre variáveis quantificadas. A maioria destas lógicas são de certa forma extensões da lógica de primeira ordem: elas incluem todos os quantificadores e operadores lógicos da lógica de primeira ordem com os mesmos significados. Lindström mostrou que a lógica de primeira ordem não tem extensões (com exceção dela própria) que satisfazem o teorema da compacidade e ao teorema de Löwenheim-Skolem descendente. Uma formulação precisa deste teorema requer a listagem de vários páginas de condições técnicas que a lógica deve satisfazer, por exemplo, a mudança dos símbolos de uma linguagem não deve fazer nenhuma diferença essencial nas sentenças que são verdadeiras. A lógica de primeira ordem em que nenhuma sentença atômica se encontra sob o escopo de mais de três quantificadores, tem o mesmo poder expressivo que a álgebra de relação de Tarski e de Givant (1987). Estes autores também mostram que a LCPO (Lógica Clássica de Primeira Ordem) com um par ordenado primitivo, e uma relação algébrica incluindo relações de projeção sobre pares ordenados são equivalentes. ex: pt.x (Homem(x)→Mortal(x)), que é uma fórmula válida Ver também [ editar | editar código-fonte ] Teoria ingênua dos conjuntos Teorema da completude de Gödel Teorema da incompletude de Gödel Lógica matemática Operadores lógicos Lista de teorias de primeira ordem Lista de regras de inferência Referências ↑ «Lógica de Primeira Ordem» (PDF) . Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo . Consultado em 05 de Janeiro de 2014 Verifique data em: |acessodata= ( ajuda ) ↑ «A Lógica de Primeira Ordem» (PDF) . Departamento de Ciência da Computação - Universidade de Brasília . Consultado em 22 de Janeiro de 2016 Bibliografia [ editar | editar código-fonte ] SILVA, Flávio S. Correa da. FINGER, Marcelo. MELO, Ana Cristina V. de. Lógica para Computação .ed. Thomson, 2006. MORTARI, Cezar. Introdução à Lógica . 1. ed. Imprensa Oficial SP, 2001. ABE, Jair Minoro. SCALZITTI, Alexandre. FILHO, João inácio da Silva. Introdução à Lógica para a Ciência da Computação . 2. ed. Arte e Ciência, 2002. SOUZA, João de. Lógica para Ciência da Computação . 1. ed. Campus, 2002. DETLEFSEN, Michael. MCCARTY, David Charles. BACON, John B. Glossário de Lógica . ed. Edições 70, 2004. Bedregal (em português ), B.R.C, and Acióly , B.M. Lógica para a Ciência da Computação. Versão preliminar, 2002. Stanford Encyclopedia of Philosophy: Classical Logic — por Stewart Shapiro. Cobre a sintaxe, teoria de modelos, e a metateoria da lógica de primeira ordem no estilo de dedução natural. Forall x: an introduction to formal logic , por P.D. Magnus, cobre a semântica formal e a teoria da demonstração para a lógica de primeira ordem. Metamath : um projeto on-line para a reconstrução da matemática como uma enorme teoria de primeira ordem, usando lógica de primeira ordem e a teoria axiomática dos conjuntos ZFC . Principia Mathematica modernizado e feito corretamente. Podnieks, Karl. Introduction to mathematical logic . Obtida de ' https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Lógica_de_primeira_ordem&oldid=49735060 ' Categoria : Lógica matemática Categorias ocultas: !Páginas com erros CS1: datas !Páginas a reciclar desde janeiro de 2016 !Artigos que carecem de notas de rodapé desde janeiro de 2016 Menu de navegação Ferramentas pessoais Não autenticado Discussão Contribuições Criar uma conta Entrar Domínios Artigo Discussão Variantes Vistas Ler Editar Editar código-fonte Ver histórico Mais Busca Navegação Página principal Conteúdo destacado Eventos atuais Esplanada Página aleatória Portais Informar um erro Loja da Wikipédia Colaboração Boas-vindas Ajuda Página de testes Portal comunitário Mudanças recentes Manutenção Criar página Páginas novas Contato Donativos Imprimir/exportar Criar um livro Descarregar como PDF Versão para impressão Ferramentas Páginas afluentes Alterações relacionadas Carregar ficheiro Páginas especiais Hiperligação permanente Informações da página Elemento Wikidata Citar esta página Noutros idiomas العربية Català Čeština Deutsch Ελληνικά English Español فارسی עברית Magyar Հայերեն Bahasa Indonesia Italiano 日本語 Қазақша 한국어 Norsk Polski Русский Simple English Српски / srpski Svenska Tagalog Українська 中文 Editar hiperligações Esta página foi editada pela última vez à(s) 22h53min de 31 de agosto de 2017. 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  Fernando Collor de Mello – Wikipédia, a enciclopédia livre Fernando Collor de Mello Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Fernando Collor Fernando Collor de Mello, em 1992. 32º Presidente do Brasil Período 15 de março de 1990 até 29 de dezembro de 1992 [ nota 1 ] Vice-presidente Itamar Franco Antecessor(a) José Sarney Sucessor(a) Itamar Franco Senador por Alagoas Período ... a primeira-dama brasileira enquanto o então marido estava no poder. Eles não tiveram filhos. No início de ... em Brasília , foi a escolha do então eleito presidente Fernando Collor de Mello como moradia oficial ... . Recebeu então o novo nome, Casa da Dinda, em homenagem à avó de dona Leda Collor, mãe do ex-presidente e esposa de Arnon, então senador. Fernando Collor escolheu a mansão como opção contra as residências ... declarado prefeito de Maceió em 1979 pelo então governador Guilherme Palmeira , cargo ao qual CACHE

Fernando Collor de Mello – Wikipédia, a enciclopédia livre Fernando Collor de Mello Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa Fernando Collor Fernando Collor de Mello, em 1992. 32º Presidente do Brasil Período 15 de março de 1990 até 29 de dezembro de 1992 [ nota 1 ] Vice-presidente Itamar Franco Antecessor(a) José Sarney Sucessor(a) Itamar Franco Senador por Alagoas Período 1 de fevereiro de 2007 até a atualidade 55º Governador de Alagoas Período 15 de março de 1987 até 14 de maio de 1989 Antecessor(a) José de Medeiros Tavares Sucessor(a) Moacir Lopes de Andrade Deputado Federal por Alagoas Período 1 de fevereiro de 1983 até 1 de fevereiro de 1987 57º Prefeito de Maceió Período 1 de janeiro de 1979 até 1 de janeiro de 1983 Antecessor(a) Dilton Simões Sucessor(a) Corinto Campelo da Paz Dados pessoais Nascimento 12 de agosto de 1949 (68 anos) Rio de Janeiro , RJ Nacionalidade brasileiro Cônjuge Lilibeth Monteiro de Carvalho (1975–1981) Rosane Malta (1984–2005) Caroline Medeiros (2006– presente ) Partido PTC Religião Católica Assinatura Fernando Affonso Collor de Mello ( Rio de Janeiro , 12 de agosto de 1949), mais conhecido como Fernando Collor , é um político brasileiro . Foi prefeito de Maceió de 1979 a 1982, deputado federal de 1982 a 1986, governador de Alagoas de 1987 a 1989 e o 32º presidente do Brasil , de 1990 a 1992. Renunciou à presidência da República em 29 de dezembro de 1992, horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade , perdendo os direitos políticos por oito anos. Posteriormente, voltou às disputas eleitorais e, desde 2007, é senador por Alagoas . Foi o presidente mais jovem da história do Brasil , eleito aos quarenta anos de idade, o primeiro presidente eleito por voto direto do povo, após o Regime Militar (1964/1985) e o primeiro a ser afastado temporariamente por um processo de impeachment no país. Sucedeu o presidente José Sarney , nas eleições de 1989. Antes destas eleições, a última vez que o povo brasileiro elegeu um presidente pelo voto direto, foi em 1960, com a eleição de Jânio Quadros . [ 1 ] Seu governo foi marcado pela implementação do Plano Collor e a abertura do mercado nacional às importações e pelo início de um programa nacional de desestatização. Seu Plano, que no início teve uma boa aceitação, acabou por aprofundar a recessão econômica, colaborada pela extinção, em 1990, de mais de 920 mil postos de trabalho e uma inflação na casa dos 1200% ao ano. junto a isso, denúncias de corrupção política envolvendo o tesoureiro de Collor, Paulo César Farias , feitas por Pedro Collor de Mello , irmão de Fernando Collor, culminaram com um processo de impugnação de mandato ( impeachment ). O processo, antes de aprovado, fez com que o presidente renunciasse ao cargo em 29 de dezembro de 1992, deixando-o para seu vice Itamar Franco . [ 2 ] Collor ficou inelegível durante oito anos. Índice 1 Biografia 1.1 Educação 1.2 Vida pessoal e familiar 1.3 Casa da Dinda 2 Carreira política 2.1 'Caçador de Marajás' 2.2 Campanha presidencial 2.2.1 O papel da televisão em sua campanha 2.3 Eleição presidencial de 1989 2.4 Presidência (1990-1992) 2.4.1 Liberalismo no Brasil 2.4.2 O processo de privatização 2.5 Economia 2.5.1 Plano Collor 2.5.2 Plano Collor II 2.5.3 Plano Marcílio 2.5.4 Confisco das poupanças 2.6 Articulação política 2.7 Impeachment 2.8 Popularidade antes e depois do mandato 2.9 Viagens e acordos presidenciais 3 Pós-presidência 3.1 Período de 1993-2002 3.2 Eleições 2002 3.3 Eleições 2006 3.4 Eleições 2010 3.5 Eleições 2014 4 Controvérsias 4.1 Problemas com Rosane Collor 4.2 Declarações de Rosane Collor sobre magia negra 5 Denúncias de corrupção 6 Publicações 7 Prêmios e honrarias 7.1 Ordens Brasileiras 7.2 Medalhas e Comendas Brasileiras 7.3 Ordens Internacionais 8 Cronologia sumária 9 Ver também 10 Referências 11 Notas 12 Bibliografia 13 Ligações externas Biografia [ editar | editar código-fonte ] Filho de Leda Collor e de Arnon Afonso de Farias Mello (1911-1983), deputado federal em 1950 e governador de Alagoas de 1951 a 1956. Após deixar o governo do estado, foi eleito senador por três mandatos consecutivos (1962, 1970 e 1978). Em 1963, no prédio do Senado Federal, Arnon de Melo matou seu colega José Kairala quando tentava disparar à queima roupa em Silvestre Péricles de Góis Monteiro , que supostamente também estava armado. Arnon de Melo não foi jamais formalmente acusado pelo homicídio. Seu irmão, o empresário Pedro Affonso Collor de Mello (1952-1994) é o coautor do livro Passando a limpo - A trajetória de um farsante , que retrata os bastidores do governo de Fernando Collor de Mello . O avô materno, Lindolfo Collor (1890-1942), foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul nos anos de 1923 e 1927, tornando-se um dos líderes da Revolução de 1930 e sendo nomeado por Getúlio Vargas o primeiro titular do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio , do qual se afastou em 1932 ao romper com o presidente, tendo participado da Revolução Constitucionalista daquele ano. [ 1 ] É primo do Ministro do STF , Marco Aurélio de Mello , a quem indicou ao cargo em 1990. [ 3 ] Sua prima, Zélia Cardoso de Mello , foi ministra da Fazenda entre 1990 e 1991. [ 4 ] Educação [ editar | editar código-fonte ] Collor nasceu na cidade do Rio de Janeiro, mas viveu a infância e juventude entre as cidades de Maceió , Rio de Janeiro e Brasília em razão da carreira política do pai. Concluiu seus estudos secundários na nova capital federal e bacharelou-se em ciências econômicas em 1972 na Universidade Federal de Alagoas . [ 5 ] Antes de voltar ao Nordeste foi estagiário no Jornal do Brasil e corretor de valores. Retornou a Maceió em 1972 para dirigir o jornal Gazeta de Alagoas . no ano seguinte tornou-se superintendente da Organização Arnon de Mello , complexo de comunicação de propriedade da família. Assumiu a presidência do CSA e contratou Luiz Felipe Scolari como treinador da equipe que se sagrou campeã estadual em 1982, naquela que foi a primeira experiência do gaúcho como técnico de futebol . Vida pessoal e familiar [ editar | editar código-fonte ] Fernando Collor e a segunda esposa, Rosane Brandão Malta . Em 1975, Fernando Collor casou-se com Celi Elizabeth Júlia Monteiro de Carvalho , também conhecida como Lilibeth Monteiro de Carvalho, filha de Joaquim Monteiro de Carvalho e herdeira do Grupo Monteiro Aranha , com quem teve dois filhos: Arnon Afonso de Melo Neto (nascido em 1976) e Joaquim Pedro Monteiro de Carvalho Collor de Mello (nascido em 1978). Em 1980 teve um filho com a ex-amante Jucineide Brás da Silva, Fernando, que se tornou vereador de Rio Largo , município da Região Metropolitana de Maceió . Casou-se pela segunda vez em 1984 com Rosane Brandão Malta , filha de políticos alagoanos. Rosane foi a primeira-dama brasileira enquanto o então marido estava no poder. Eles não tiveram filhos. No início de 2006, Collor casou-se com a jovem arquiteta alagoana Caroline Medeiros, com quem teve duas filhas gêmeas , Cecile e Celine. Casa da Dinda [ editar | editar código-fonte ] O presidente Fernando Collor faz sua tradicional caminhada nas proximidades da Casa da Dinda . A mansão da família Collor de Mello em Brasília , foi a escolha do então eleito presidente Fernando Collor de Mello como moradia oficial na sua passagem pela Presidência da República . Fica localizada, mais precisamente, na Quadra 10, Conj. 1, Casa 1, Setor de Mansões do Lago Norte, Brasília (DF). Anteriormente chamada de Casa Pirangi, quando o ex-governador do Rio Grande do Norte Sílvio Pizza Pedrosa passou a exercer o cargo de subchefe da Casa Civil nos governos Juscelino Kubitschek e João Goulart , construindo a residência no setor de mansões do Lago Norte, a mansão foi comprada por Arnon Afonso de Farias Melo , em 1964. Recebeu então o novo nome, Casa da Dinda, em homenagem à avó de dona Leda Collor, mãe do ex-presidente e esposa de Arnon, então senador. Fernando Collor escolheu a mansão como opção contra as residências funcionais, o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto , que em sua concepção eram 'escolha de marajás'. Imediatamente se tornou rota dos grupos turísticos e escolares, que compareciam aos montes nos domingos, esperando-o deixar a mansão para fazer sua tradicional caminhada de 30 minutos. Carreira política [ editar | editar código-fonte ] Fernando Collor iniciou a carreira política na ARENA e foi declarado prefeito de Maceió em 1979 pelo então governador Guilherme Palmeira , cargo ao qual renunciou em 1982, ano em que foi eleito deputado federal pelo PDS . [ 6 ] Votou a favor das Diretas Já em 25 de abril de 1984 e com a derrota dessa proposição, votou em Paulo Maluf no Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985 para a eleição presidencial brasileira de 1985 . [ 6 ] Filiou-se posteriormente ao PMDB e foi eleito governador de Alagoas em 1986, na esteira do sucesso do Plano Cruzado , quando os candidatos apoiados pelo então presidente José Sarney venceram em 22 dos 23 estados do Brasil , derrotando o candidato do PFL , o senador Guilherme Palmeira, o homem que anos antes abrira as portas da carreira política. [ 6 ] 'Caçador de Marajás' [ editar | editar código-fonte ] Durante a gestão empreendeu estrategicamente um combate a alguns funcionários públicos que recebiam salários altos e desproporcionais. Com vistas a angariar apoios na campanha presidencial que estava por vir, a imprensa o tornou conhecido nacionalmente como 'Caçador de Marajás'. [ 6 ] Orientado por profissionais de marketing, anunciou com estardalhaço a cobrança de 140 milhões de dólares dos usineiros do estado para com o Banco do Estado de Alagoas, havendo diversas repercussões positivas na imprensa. Entre uma disputa e outra teve o mandato ameaçado ora por uma ameaça de intervenção federal no estado (fruto da recusa em pagar os altos salários aos 'marajás' após a vitória destes em julgamento do Supremo Tribunal Federal ), ora por um pedido de impeachment devido ao programa de enxugamento da máquina administrativa alagoana, feito à base de demissões de funcionários públicos e extinção de cargos, órgãos e empresas públicas. [ 1 ] Campanha presidencial [ editar | editar código-fonte ] Graças a essa postura de 'guardião da moral', Collor fez uso de uma elaborada estratégia de marketing focada nos temas que mais preocupavam a população. Segundo os jornalistas Mário Sérgio Conti e Cláudio Humberto Rosa e Silva, o discurso reproduzia o que diziam os institutos de pesquisa variando conforme a necessidade momentânea, fosse o combate à corrupção ou a vertiginosa taxa de inflação , por exemplo. Em 21 de outubro de 1987 foi o único dos governadores peemedebistas a defender um mandato de quatro anos para o então presidente José Sarney, o que anteciparia as eleições para o ano seguinte, e dentro desse contexto sua intenção de disputar o cargo passou de simples cogitação à intenção real. Movimentou-se junto ao PMDB apresentando-se ora como candidato à vice-presidência numa chapa encabeçada pelo senador Mário Covas , ora tencionando a indicação do partido, mesmo que isso significasse enfrentar o vetusto deputado federal Ulysses Guimarães . Em 1988 deu uma entrevista para a Rádio JB afirmando ainda não ser candidato. Fiel a sua estratégia rumo ao Palácio do Planalto , elegeu o governo Sarney como responsável por todas as mazelas e descalabros político-administrativos que assolavam o país naquele momento, postura que o levaria a deixar o partido e a ingressar no PRN , sucessor do Partido da Juventude (PJ), e que o levou a apresentar-se como candidato ao eleitorado brasileiro em 1989, através de uma série bem elaborada de programas de televisão , renunciando ao governo alagoano e escolhendo como seu Vice-presidente na chapa, o senador mineiro Itamar Franco . Desde então, passou à condição de alternativa conservadora às eleições daquele ano, cujo panorama apontava dois nomes de esquerda como os preferidos do eleitorado: Leonel Brizola e Lula . O papel da televisão em sua campanha [ editar | editar código-fonte ] O sucesso eleitoral de Collor se deve em grande parte à elaborada estratégia de marketing e ao fundamental papel da televisão. Alguns comentaristas argumentam que a vitória de Collor nas urnas não seria possível sem a interferência da Rede Globo, com destaque para uma edição do principal debate entre Collor e Lula, veiculado no Jornal Nacional, cuja edição beneficiou Collor. A influência da TV Globo nas eleições de 1989 foi tema do documentário ' Beyond Citizen Kane ' (Muito Além do Cidadão Kane), produzido por Simon Hartog , em 1993 e tratada na biografia do jornalista Roberto Marinho , escrita por Pedro Bial , em que o autor relata que o patriarca das Organizações Globo fixou-se inicialmente em Jânio Quadros como o candidato a presidente. Contudo, como o veterano político sul-mato-grossense radicado no estado de São Paulo vivia o ocaso de sua carreira política, Marinho fez nova opção pelo então governador paulista Orestes Quércia , considerado um nome mais palatável que os de Covas e de Ulysses Guimarães . Entretanto, como as articulações em torno de Quércia malograram, e tanto Covas quanto Guimarães lançaram suas candidaturas em um cenário já favorável a Lula (uma ameaça socialista aos interesses da sociedade) e Brizola (rejeitado por Marinho devido a possibilidade de revogar sua concessão de TV caso eleito), a alternativa de Marinho foi apoiar Fernando Collor – opção que, com o concurso de funcionários do canal, teria resultado na edição tendenciosa do último debate presidencial na TV Globo, de acordo com o Diretor de Jornalismo à época, Armando Nogueira , embora a emissora e o próprio Collor neguem que tenha havido má-fé no caso. [ 7 ] [ 8 ] Eleição presidencial de 1989 [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Eleição presidencial brasileira de 1989 O presidente Fernando Collor acompanhado do vice-presidente Itamar Franco , chegando ao Palácio do Planalto . Renunciou ao governo do estado de Alagoas em 14 de maio de 1989, transferindo o cargo a Moacir Andrade. Em seguida, iniciou as articulações para a formação de uma chapa viável de modo a compensar a debilidade de sua origem política em um dos menores estados da federação e, nesse contexto, fixou-se na escolha de um candidato a vice-presidente oriundo do segundo maior colégio eleitoral do país, o estado de Minas Gerais , escolha que recaiu sobre o senador Itamar Franco após as recusas de políticos como Hélio Garcia e Júnia Marise . [ 9 ] Discreto ao longo de toda a campanha, seu candidato a vice-presidente ameaçaria renunciar à candidatura por mais de uma vez mesmo após a sanção da chapa na convenção nacional do PRN, fato que não chegou a ocorrer. Durante a campanha, cerrou seu discurso no combate à corrupção e aos altos índices de inflação, apontando ainda o governo Sarney como inepto e chegando a classificar o então presidente como alguém 'corrupto, incompetente e safado', o que lhe custou um direito de resposta no horário eleitoral e um processo por calúnia, injúria e difamação, mas nada que impedisse sua ascensão ao primeiro lugar nas pesquisas de opinião, embora Fernando Collor não tenha comparecido a nenhum debate promovido pelos meios de comunicação durante o primeiro turno da eleição. [ 9 ] Sua performance, começando com 5% das intenções de voto em pesquisas no início do ano [ 10 ] , cresceu exponencialmente conforme as eleições se aproximavam, confirmando a viabilidade de sua candidatura, o que o credenciou a receber o apoio do espectro político conservador como o do PFL, partido que aderiu em massa à sua candidatura ainda no começo da campanha, embora tivesse Aureliano Chaves como candidato oficial. Em 15 de novembro, recebeu 20.611.011 votos contra 11.622.673 dados a Lula e, assim, os dois candidatos passaram ao segundo turno que se realizaria em 17 de dezembro. Além de Leonel Brizola - que perdeu a vaga no segundo turno por uma diferença de aproximadamente 455 mil votos - ficaram de fora da disputa políticos oriundos do estado de São Paulo como Covas, Maluf, Guimarães e Guilherme Afif Domingos , dentre outros listados na relação de mais de vinte postulantes ao Planalto, oriundos de diferentes estados do país. Ao longo de um mês de campanha no segundo turno, as forças políticas se reagruparam com vistas ao embate derradeiro e nisso Lula recebe o apoio de Brizola, Covas, Guimarães e Roberto Freire , ao passo que Fernando Collor contou com o eleitorado de Maluf e Guilherme Afif. A sociedade civil também se manifestou: o candidato do PT recebeu o apoio majoritário da classe artística e intelectual, dos sindicatos, e dos movimentos sociais organizados (como o MST ), o candidato do PRN foi apoiado pela classe de empresários, dos meios de comunicação e dos grandes latifundiários, enquanto a Igreja Católica se dividiu entre os candidatos. Com o decorrer da campanha, as pesquisas de opinião mostravam uma diferença cada vez menor entre os concorrentes e com isso a postura de Collor recrudesceu e atingiu seu ponto crítico quando o programa eleitoral do PRN exibiu um depoimento de Míriam Cordeiro, ex-namorada de Lula, que acusava o petista de ter planejado o aborto de Lurian, filha do casal. Paralelo a isso, associou o adversário ao comunismo ao tempo em que a Cortina de Ferro ruía no leste europeu e a União Soviética dava os primeiros sinais de exaustão. A retórica de Collor ganhou consistência quando houve a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989 e, ainda, antes da eleição, o sequestro do empresário Abílio Diniz acabou associado a grupos de esquerda interessados na vitória de Lula. Em meio a essa efervescência, o candidato do PRN repetia à exaustão seu plano de governar para os 'descamisados' e os 'pés descalços' (numa alusão ao eleitorado mais humilde) de modo a fugir do estigma de 'candidato da elite'. Politicamente, o fiel da balança foi São Paulo pelo tamanho do eleitorado e onde se esperava que Lula saísse com forte votação, mas com uma forte estratégia de marketing apoiada pela Globo, como o caso sequestro do empresário paulista Abilio Diniz pela esquerda, o resultado da TV sobre os paulistas foi fundamental, mesmo que não tenha sido tão expressivo quanto o que aconteceu em outros estados, como o Paraná , que deu 90% de votação a Collor, que por sua vez retribuiu ajudando ao Grupo Martinez criar a Rede OM de TV Nacional, a criação desta rede de TV, veio junto com muita verba pública de publicidade, atores globais, Galvão e muitos profissionais de renome atuaram para rede, que passou a transmitir a copa do Brasil por exemplo, que é de grande audiência, todo este movimento, acabou por desagradar os Marinho, que por fim fomentaram a sua derrubada nove meses após a Rede OM virar uma rede nacional. Outro estado a votar maciçamente em Collor foi Goiás , que era reduto de outro candidato, Ronaldo Caiado , (então no PSD , posteriormente senador pelo DEM , ex-PFL), ligado aos ruralistas. Neste estado, quase 70% dos eleitores votaram em Collor. As maiores diferenças percentuais de votos a favor de Collor, curiosamente não vieram de seu estado Alagoas. Em uma eleição disputada, com a opinião pública dividida principalmente entre Collor, Leonel Brizola , Lula , Mário Covas , Paulo Maluf , Guilherme Afif Domingos e Ulysses Guimarães , conseguiu liderar o primeiro turno com 28,52% dos votos, levando a disputa ao segundo turno com Lula. Conquistou a vitória com 50,01% dos votos, 5,71% a mais que o adversário petista. Collor assumiu a presidência aos quarenta anos e sete meses de idade, o mais jovem político a assumir esse cargo na história das Américas. Antes de sua posse, viajou aos Estados Unidos e à Europa buscando o apoio dos organismos financeiros internacionais à sua proposta de renegociação da dívida externa brasileira, aproveitando também para expor seus planos para a economia. Visando a integração do Brasil aos seus vizinhos sul-americanos, viajou também para a Argentina e o Uruguai . Presidência (1990-1992) [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Governo Collor Liberalismo no Brasil [ editar | editar código-fonte ] Presidente Collor discursando no Palácio do Planalto, em 1991. Fernando Collor em foto oficial como Presidente da República. No governo Collor, os produtos importados passaram a entrar no mercado brasileiro, com a redução dos impostos de importação . A oferta de produtos cresceu e os preços de algumas mercadorias caíram ou se estabilizaram. Os efeitos iniciais destas medidas indicavam que o governo estava no caminho certo, ao debelar a inflação que havia atingido patamares elevados no final da década de 1980 e início da década de 1990 , mas isso durou pouco tempo. [ 11 ] Ao mesmo tempo, o governo passou a incentivar os investimentos externos no Brasil mediante incentivos fiscais e privatização das empresas estatais. No entanto, estes investimentos chegaram um pouco mais tarde, dado o receio dos investidores frente à instabilidade econômica do país naquele momento. O processo de privatização [ editar | editar código-fonte ] No Brasil, a concessão para exploração do sistema de transportes, o fim da proibição da participação estrangeira nos setores de comunicação, o fim do monopólio da Petrobras para a exploração de petróleo e a privatização de setores estratégicos ligados à energia e à mineração foram medidas adotadas em curto espaço de tempo [ 11 ] no contexto da aplicação do neoliberalismo . [ 12 ] O argumento favorável a essas políticas era que as estatais eram improdutivas, davam prejuízo, estavam endividadas, eram cabides de emprego, um canal propício à corrupção e sobreviviam somente devido aos subsídios governamentais, enquanto as principais empresas privatizadas, como são os casos da Companhia Vale do Rio Doce e da Companhia Siderúrgica Nacional , eram empresas lucrativas e competitivas. Não eram poucas as críticas à venda do patrimônio público. Uma delas apontava o fato de que o dinheiro arrecadado pelo Estado brasileiro, através da privatização, havia sido emprestado pelo BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ). [ 11 ] Isto é, o governo financiou a juros baixos as empresas que ele próprio vendeu. [ 13 ] Os recursos captados com o processo de privatização deveriam servir para diminuir a dívida pública – todas as dívidas do setor público, incluindo governo (federal, estadual e municipal) e empresas estatais, com empréstimos e emissões de títulos de dívida negociados a prazo e juros definidos. No entanto, seu objetivo foi inviabilizado em pouco tempo. A política de juros altos para conter a inflação e atrair investimentos externos levou a uma elevação da dívida em valores superiores aos conseguidos com a venda das empresas estatais. [ 9 ] Economia [ editar | editar código-fonte ] O presidente Fernando Collor fala aos ministros e líderes do governo durante reunião no Palácio do Planalto. Três planos separados para estabilização da inflação foram implementados durante os dois anos do governo Collor. [ 13 ] Os dois primeiros, Plano Collor I e II, foram encabeçados pela ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello . Em maio de 1991, Zélia foi substituída por Marcílio Marques Moreira , que instituiu um plano epônimo, o 'Plano Marcílio'. [ 14 ] Plano Collor [ editar | editar código-fonte ] No ano anterior ao início de seu governo a inflação oficial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística alcançou a inacreditável cifra de 1.764%. Em razão desse flagelo, o presidente Collor elegeu como sua prioridade a luta contra a espiral inflacionária através do chamado Plano Brasil Novo, popularmente denominado de Plano Collor . [ 11 ] Ousado em sua concepção, o referido plano era a quarta tentativa empreendida pelo governo federal visando o combate à hiperinflação, três das quais empreendidas ao longo do governo Sarney. A situação econômica do país era de tal modo periclitante que a discussão não girava em torno da adoção de medidas na seara econômica e sim quando (e como) tais medidas seriam implementadas. Disso surge a primeira surpresa: na véspera de sua posse, Fernando Collor fez uma solicitação ao governo Sarney para que fosse decretado feriado bancário, o que só aumentou as especulações a respeito das medidas que seriam anunciadas. [ 13 ] Empossado numa quinta-feira, o governo Collor anunciou seu plano econômico no dia seguinte à posse: anunciou o retorno do cruzeiro como unidade monetária em substituição ao cruzado novo , vigente desde 15 de janeiro de 1989 quando houve o último choque econômico patrocinado por seu antecessor. [ 13 ] O cruzeiro voltaria a circular em 19 de março de 1990 em sua terceira, e última, incursão como moeda corrente nacional, visto que seria substituída pelo cruzeiro real em 1993. Além disso, as medidas de Collor para a economia incluíram ainda ações de impacto como: redução da máquina administrativa com a extinção ou fusão de ministérios e órgãos públicos, demissão de funcionários públicos e o congelamento de preços e salários (embora tenha sido em seu governo que os aposentados rurais tenham conquistado o direito a um salário mínimo como benefício básico ao invés do meio salário até então vigente). [ 13 ] A ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello . O plano foi anunciado em 16 de março de 1990, um dia após a posse de Collor. Suas políticas planejadas incluíam: [ 15 ] As medidas do Plano Collor incluíam: 80% de todos os depósitos do overnight , das contas correntes ou das cadernetas de poupança que excedessem a NCz$50mil ( Cruzado novo ) foram congelados por 18 meses, recebendo durante esse período uma rentabilidade equivalente a taxa de inflação mais 6% ao ano. Substituição da moeda corrente, o Cruzado Novo , pelo Cruzeiro à razão de NCz$ 1,00 = Cr$ 1,00 [ 16 ] Alargamento da base de incidência do Imposto sobre Operações Financeiras IOF , recaindo sobre todos os ativos financeiros disponíveis , transações com ouro e ações e sobre todas as retiradas das contas de poupança «Alteração da base de tributação do IOF» . www.planalto.gov.br . Foram congelados preços e salários, sendo determinado pelo governo, posteriormente, ajustes que eram baseados na inflação esperada. Eliminação de vários tipos de incentivos fiscais: para importações, exportações, agricultura, os incentivos fiscais das regiões Norte e Nordeste, da indústria de computadores e a criação de um imposto sobre as grandes fortunas. Indexação imediata dos impostos aplicados no dia posterior a transação, seguindo a inflação do período. Aumento de preços dos serviços públicos, como gás, energia elétrica, serviços postais, etc. Liberação do câmbio e várias medidas para promover uma gradual abertura na economia brasileira em relação à concorrência externa. Extinção de vários institutos governamentais e anúncio de intenção do governo de demitir cerca de 360 mil funcionários públicos, para redução de mais de 300 milhões em gastos administrativos. Plano Collor II [ editar | editar código-fonte ] O segundo Plano Collor iniciou-se em janeiro de 1991. [ 14 ] Ele incluiu novos congelamentos de preços e a substituição das taxas de overnight com novas ferramentas fiscais que incluíam no seu cálculo as taxas de produção antecipada de papéis privados e federais. [ 15 ] O plano conseguiu produzir apenas um curto prazo de queda na inflação, volta a subir novamente em maio de 1991, atingindo 20%. [ 17 ] Plano Marcílio [ editar | editar código-fonte ] Marcílio Marques Moreira , que substituiu Zélia Cardoso de Mello no Ministério da Fazenda em 10 de maio de 1991. Em 10 de maio de 1991, Zélia foi substituída no Ministério da Fazenda por Marcílio Marques Moreira, um economista formado pela Georgetown University que era embaixador do Brasil nos Estados Unidos na época de sua nomeação. [ 18 ] Plano Marcílio foi considerado mais gradual do que seus antecessores, utilizando uma combinação de altas taxas de juros e uma política fiscal restritiva. [ 14 ] Ao mesmo tempo, os preços foram liberados e um empréstimo de US$2 bilhões do Fundo Monetário Internacional garantiram as reservas internas. [ 15 ] As taxas de inflação durante o Plano Marcílio permaneceram nos níveis da hiperinflação. Marcílio deixou o Ministério da Fazenda ao seu sucessor, Gustavo Krause , em 2 de outubro de 1992. [ 19 ] O presidente Fernando Collor de Mello já havia saído do governo devido ao impeachment pelo Congresso quatro dias antes, em 29 de setembro de 1992, por acusações de corrupção em um esquema de tráfico de influência, marcando o fim das tentativas de seu governo de acabar com a hiperinflação. [ 20 ] Entre o fim do Plano Marcílio e o começo do próximo plano, o Plano Real , a inflação continuou a crescer, atingindo 48% em junho de 1994. Confisco das poupanças [ editar | editar código-fonte ] O logotipo do Governo Fernando Collor. Um dos pontos importantes do plano previa o confisco dos depósitos bancários superiores a Cr$ 50.000,00 (cinquenta mil cruzeiros) por um prazo de dezoito meses visando reduzir a quantidade de moeda em circulação, além de alterações no cálculo da correção monetária e no funcionamento das aplicações financeiras. Mesmo sendo o confisco bancário um flagrante desrespeito ao direito constitucional de propriedade o plano econômico conduzido pela Ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello foi aprovado pelo Congresso Nacional em questão de poucos dias. [ 9 ] Segundo um artigo [ 21 ] do acadêmico Carlos Eduardo Carvalho, Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e coordenador do Programa de Governo da candidatura do PT à Presidência da República em 1989, a medida política executada pelo Governo Collor, que ficou conhecida como confisco, não fazia parte, originalmente, do Plano Collor e foi gestada quase às vésperas de sua implementação. O confisco já era um tema em debate entre os candidatos à eleição presidencial: 'A gênese do Plano Collor, ou seja, como e quando foi formatado o programa propriamente dito, desenvolveu-se na assessoria de Collor a partir do final de dezembro de 1989, depois da vitória no segundo turno. O desenho final foi provavelmente muito influenciado por um documento [de Luiz G. Belluzzo e Júlio S. Almeida] discutido na assessoria do candidato do PMDB, Ulysses Guimarães, e depois na assessoria do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, entre o primeiro turno e o segundo. Apesar das diferenças nas estratégias econômicas gerais, as candidaturas que se enfrentavam em meio à forte aceleração da alta dos preços, submetidas aos riscos de hiperinflação aberta no segundo semestre de 1989, não tinham políticas de estabilização próprias. A proposta de bloqueio teve origem no debate acadêmico e se impôs às principais candidaturas presidenciais [...] Quando ficou claro o esvaziamento da campanha de Ulysses, a proposta foi levada para a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, obteve grande apoio por parte de sua assessoria econômica e chegou à equipe de Zélia depois do segundo turno, realizado em 17 de dezembro'. O raciocínio era reduzir a quantidade de dinheiro disponível na economia, para que as pessoas não tivessem como comprar, controlando os preços. O congelamento das poupanças acabou não sendo bem sucedida. Isso porque começou uma pressão, por meio de decisões judiciais, para a liberação de parte do dinheiro confiscado em casos específicos, como pessoas que precisavam do dinheiro de suas poupanças para pagar contas em hospitais. [ 22 ] “Para as pessoas envolvidas, a coisa foi dura, como para uma pessoa que vendeu uma residência, colocou o dinheiro no banco, e não pode comprar outra”, avalia Heron do Carmo, professor da faculdade de Economia da USP. [ 22 ] Articulação política [ editar | editar código-fonte ] O presidente Fernando Collor acena para a população, após a cerimônia de descida da rampa. Oriundo de um estado politicamente pouco influente e filiado a uma legenda de pouca tradição política, Fernando Collor de Mello, o novo presidente, sentiu a necessidade de compor uma base de sustentação capaz de permitir a implementação de seu programa de governo, ainda que o próprio Collor não fosse afeito a ciceronear os parlamentares em seus contatos políticos com vistas a aprovar os projetos de seu interesse. [ 23 ] Tal aversão criou um distanciamento entre o chefe do executivo e a maioria dos parlamentares que lhe hipotecavam apoio, mas em regra seu governo contava com o suporte de políticos do PFL, PDS, PTB, PL, de partidos conservadores de menor vulto e dissidentes ocasionais. Nas eleições de 1990 seus aliados venceram no Distrito Federal e na maioria dos estados com destaque para o PFL que elegeu nove governadores, seis dos quais no Nordeste. Tal desempenho compensou as derrotas sofridas em grandes colégios eleitorais como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, por exemplo. O curioso é que embora o PRN (partido de Fernando Collor) tenha elegido dois senadores e quarenta deputados federais não fez nenhum governador. No legislativo o PMDB manteve a maior bancada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal e com isso conservou o comando do congresso para o biênio seguinte, situação em vigor desde o retorno dos civis ao poder em 1985. Ao longo do ano de 1991 investiu grande parte de seu capital político numa negociação destinada a levar o Partido da Social Democracia Brasileira a integrar as fileiras situacionistas, negociação malograda, sobretudo, ante as recusas de Mário Covas e Franco Montoro , o então presidente nacional da legenda tucana. Quanto à sua equipe as mudanças ocorreriam logo nas duas semanas posteriores à posse quando Joaquim Domingos Roriz deixou a pasta da Agricultura e em outubro de 1990 Bernardo Cabral foi substituído no Ministério da Justiça pelo experiente senador Jarbas Passarinho . No entanto, a mudança mais significativa viria em maio de 1991 quando o embaixador Marcílio Marques Moreira assumiu o Ministério da Economia confirmando o apreço de Collor por indivíduos de perfil técnico e acadêmico em detrimento dos “políticos de carreira”, tendência que só seria revertida em 1992 quando realizou duas reformas em sua equipe: uma em abril e outra às vésperas de seu afastamento quando abriu espaço aos quadros políticos conservadores. [ 9 ] O curioso é que ao tomar posse o número de ministros nomeados por Collor era o menor dos trinta anos anteriores a 1990 e dentre os agraciados com um cargo no primeiro escalão estava o ex-jogador de futebol Artur Antunes Coimbra, o Zico , que deixaria o cargo após um ano. Com o tempo o insucesso de sua política econômica e as frequentes denúncias envolvendo seus auxiliares diretos (incluída a primeira-dama Rosane Malta , presidente da Legião Brasileira de Assistência ) redundaram em um desgaste progressivo de seu governo. [ 24 ] Impeachment [ editar | editar código-fonte ] Ver artigo principal: Impeachment de Fernando Collor Ver também: Esquema PC , Fora Collor , e Caras-pintadas Caras-pintadas durante manifestação no Palácio do Planalto. Em meados de 1991, denúncias de irregularidades começaram a surgir na imprensa, envolvendo pessoas do círculo próximo de Fernando Collor, como ministros, amigos do presidente e mesmo a primeira-dama Rosane Collor . [ 25 ] Em entrevista à Revista Veja em maio de 1992, Pedro Collor de Mello , irmão do presidente, revelou o esquema de corrupção que envolvia o ex-tesoureiro da campanha Paulo César Farias , [ 24 ] entre outros fatos comprometedores para o presidente. Em meio à forte comoção popular, é instalada em 27 de maio uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a responsabilidade do presidente sobre os fatos divulgados. Em 1° de junho, a CPI começa seus trabalhos com forte cobertura dos meios de comunicação. A Revista IstoÉ publica em 1° de julho uma matéria, confirmada na edição seguinte da revista (8 de julho), na qual Eriberto França, motorista da secretária de Collor, revela que ele próprio pagava as despesas pessoais do presidente com dinheiro de uma conta fantasma mantida por Paulo César Farias , reforçando a tese do irmão do presidente. [ 26 ] Em 2 de setembro é aberto o processo de impeachment na Câmara dos Deputados proposto por Barbosa Lima Sobrinho e Marcello Lavenére Machado, impulsionado pela maciça presença do povo nas ruas, como o movimento dos Caras-pintadas . [ 24 ] [ 27 ] [ 28 ] Foto histórica de 1992, onde o presidente Collor deixa a presidência. Em 29 de setembro, por 441 a 38 votos, [ 29 ] a Câmara vota pelo impeachment do presidente, que é afastado do cargo. A presidência é assumida no dia 2 de outubro pelo então vice-presidente, Itamar Franco . Em 29 de dezembro de 1992, Collor renunciou à presidência da República , horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade, tendo seus direitos políticos suspensos por oito anos. [ 30 ] Foi a primeira vez na história republicana do Brasil que um presidente eleito pelo voto direto era afastado por vias democráticas. Popularidade antes e depois do mandato [ editar | editar código-fonte ] Segundo levantamento do instituto Datafolha em março de 1990, quando Collor tomou posse, 71% dos eleitores tinham uma expectativa de que o governo federal fosse 'ótimo' ou 'bom'. Três meses depois, em junho de 1990, esse percentual de Collor já havia caído para 36%. No final, entretanto, a administração collorida foi rejeitada (respostas 'ruim' e péssimo') por 68% dos pesquisados. Collor terminou o seu governo com apenas 9% de aprovação popular. [ 31 ] Viagens e acordos presidenciais [ editar | editar código-fonte ] Em dois anos e nove meses de mandato, o presidente Collor visitou 21 países. Dessas viagens destaca-se a assinatura para a criação do Mercosul em 1991. 04.06.1990 - Visita a Assunção , Paraguai . 06 a 11.06.1990 - Viagem à Itália . 05 e 06.07.1990 - Visita à Argentina . 22.09 a 02.10.1990 - Participação da abertura da XLV Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque e da Cúpula Mundial pela Criança. visita à Cidade de Chicago e à Universidade de Yale , em New Haven - E.U.A., e a República Tcheca e Eslováquia . 11 a 13.10.1990 - Participação em Caracas , Venezuela , da IV Reunião de Presidentes do Mecanismo Permanente de Consulta e Concertação Política — Grupo do Rio , criado em 1986. 21 a 26.10.1990 - Visita a Portugal . 08 a 15.11.1990 - Participação em Tóquio - Japão , da entronização do imperador Akihito . 19 a 21.02.1991 - Visita à Estação Antártica brasileira 'Comandante Ferraz' na Ilha Rei George . 26 e 27.03.1991 - Participação em Assunção, República do Paraguai, da cerimônia de assinatura do Tratado para a Constituição do Mercado Comum do Sul — Mercosul . 14 a 19.05.1991 - Visita de Estado ao Reino da Espanha . 03 a 06.06.1991 - Visita ao Reino da Suécia . 06 a 07.06.1991 - Visita ao Reino da Noruega . 17 a 21.06.1991 - Visita aos Estados Unidos . 17 a 19.07.1991 - Ausentou-se do País onde participou da Reunião de Chefes de Estado ou Governo dos Países Ibero-americanos, Espanha e Portugal - I Cúpula Ibero-americana, em Guadalajara , México . 07 a 14.09.1991 - Visita aos Chefes de Estado de Angola , Zimbábue , Moçambique e Namíbia . 20 a 23.09.1991 - Viagem a Nova Iorque . 01 a 03.12.1991 - Participação em Cartagena das Índias , Colômbia , na V Reunião de Presidentes do Mecanismo Permanente de Consulta e Concentração Política, mais conhecido como Grupo do Rio . 10 a 13.12.1991 - Visita à Itália e participação em Viena , capital da Áustria , de cerimônia de assinatura do histórico Acordo Quadripartite de Salvaguardas entre o Brasil , a Argentina , a Agência Brasil-Argentina de Controle de Material Nuclear - ABAC e a AIEA, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica - AIEA. 25 a 28.06.1992 - Participação na 2ª Reunião do Conselho do Mercado Comum do Sul, na cidade de Las Leñas , Argentina. 22 a 26.07.1992 - Visita à Espanha. 17.08.1992 - Visita à Bolívia . Pós-presidência [ editar | editar código-fonte ] Período de 1993-2002 [ editar | editar código-fonte ] Collor foi sucedido pelo vice-presidente Itamar Franco que exercia o cargo interinamente desde o afastamento provisório do então presidente, em 2 de outubro. Em entrevista coletiva, Collor declarou que a tentativa de renúncia se devia ao apreço pela democracia, ameaçada, segundo ele, por uma 'elite política avessa à necessidade de modernização do país' e de poderio tão avassalador que teria levado Getúlio Vargas ao suicídio em 1954 e Jânio Quadros à renúncia em 1961. Depois ingressou no Superior Tribunal de Justiça visando reaver o direito de exercer cargo público, preservado, conforme disse, pelo fato de que sua renúncia ocorreu antes de aberta a sessão que decidiu pela condenação, mas em dezembro de 1993 o STJ manteve-o inelegível e inapto ao exercício de cargos e funções públicas por entender que a renúncia apresentada à undécima hora não passou de um 'ardil jurídico'. Entretanto, em julgamento realizado um ano depois, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo contra Collor e Paulo César Farias, [ 32 ] acusados do crime de corrupção passiva (placar de 5 a 3). Uma semana após essa decisão, o ex-presidente recebia a notícia da morte do irmão Pedro Collor em 19 de dezembro de 1994, vítima de câncer no cérebro , tragédia que seria seguida de outra notícia infausta: o falecimento da mãe, dona Leda Collor de Mello, vítima de broncopneumonia , em 25 de fevereiro de 1995, ela que havia sido internada durante o curso dos eventos que redundaram no afastamento do presidente. Seis meses depois, Collor mudou-se para Miami , onde permaneceu até 1998 quando retornou ao Brasil. Nesse ínterim, um outro episódio rumoroso envolveu outro personagem do governo: em 23 de junho de 1996, o ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias , foi encontrado morto em Maceió ao lado da então namorada Susana Marcolino. O caso foi cercado de controvérsias e recebeu maciça cobertura midiática. Apesar das dúvidas, inconsistências e teorias conspiratórias, o laudo pericial divulgado pelas autoridades locais o declarou vítima de crime passional cometido pela namorada, que a seguir teria cometido suicídio. Mesmo após ter sido negado pelo STF um novo recurso no qual pleiteava a recuperação dos direitos políticos, Collor retornou ao Brasil e, após algum tempo ensaiando um retorno à política, escolheu a cidade de São Paulo como domicílio eleitoral e filiou-se ao inexpressivo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), pelo qual tentou uma candidatura a prefeito, pretensão infrutífera devido ao fato de que a suspensão dos direitos políticos perduraria até depois da eleição. Fernando Collor em sua posse no Senado (2007). Eleições 2002 [ editar | editar código-fonte ] De volta a Alagoas, Fernando Collor disputou o governo estadual em 2002 pelo PRTB e foi o 2° colocado com 419.741 votos (40,2% dos válidos, à época) [ 33 ] , tendo sido derrotado já no primeiro turno pelo governador reeleito Ronaldo Lessa ( PSB ), o qual obteve 553.035 votos (52,9% dos válidos, à época). Eleições 2006 [ editar | editar código-fonte ] Collor durante campanha ao Senado, em 2006. Em 2006, Fernando Collor foi eleito senador por Alagoas com 550.725 votos (44,04% dos válidos, à época) [ 34 ] filiado então ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), porém migrando para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) logo no primeiro dia no Senado, vindo, dois anos depois, a ser eleito membro da Academia Alagoana de Letras para ocupar a cadeira de número 20. Fernando Collor em 2008. No dia seguinte à posse como senador, deixou o PRTB e ingressou no PTB a convite do ex-deputado federal Roberto Jefferson ( RJ ), o presidente da legenda e um dos poucos parlamentares que lhe haviam prestado em 1992 fidelidade durante o processo que redundou no seu afastamento da Presidência da República. No dia 8 de junho de 2007, recebeu o título de cidadão da Paraíba , outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado. No dia 4 de março de 2009, tornou-se o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal. No dia 2 de setembro de 2009, foi eleito membro da Academia Alagoana de Letras para ocupar a cadeira de número 20, deixada pelo médico Ib Gatto Falcão, falecido no ano anterior. Collor recebeu 22 dos 30 votos. A votação foi secreta. Oito acadêmicos votaram em branco. Em 10 de maio de 2010, anunciou a sua pré-candidatura ao governo de Alagoas [ 35 ] [ 36 ] [ 37 ] [ 38 ] . No fim do mês, é acusado de fazer campanha antecipada ao inaugurar 174 casas populares em Coruripe ‎, interior de Alagoas [ 39 ] , apesar de ser feito exclusivamente por prefeitos, governador e presidente da República, configurando crime eleitoral. [ 40 ] [ 41 ] [ 42 ] Eleições 2010 [ editar | editar código-fonte ] Em 2010, lançou-se ao governo de Alagoas pela terceira vez (a primeira vez em 1986, quando foi eleito, e a segunda em 2002, quando foi derrotado por Ronaldo Lessa ) pelo PTB apoiado por cinco partidos ( PRB , PSL , PHS , PMN e PTC ). Em sua campanha, declarou apoio a Dilma Rousseff , dizendo ser apoiado também por ela e pelo então presidente Lula. Porém, seu jingle , que possui o trecho 'é Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor' causou grande constrangimento na campanha do PT, que indicou o vice na chapa do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). [ 43 ] A campanha de Lessa interpelou judicialmente a campanha de Collor para que esta retirasse os nomes de seus aliados do jingle. [ 43 ] Em seguida, uma decisão do TRE-AL proibiu Collor de citar os nomes de Lula e de Dilma em suas propagandas eleitorais. [ 43 ] Apesar de omitir ambos os nomes na nova versão, Collor deixou implícita a mensagem de que Dilma e Lula o apoiam em Alagoas. 'Não adianta, o povo sabe quem tá apoiando quem. O povo tá decidido e vai apoiar também', dizia o novo trecho. [ 44 ] A campanha de Collor ao governo estadual foi intensa. Seus partidários organizaram o 'Collor Já', movimento capitaneado pela Juventude do PTB e pelo prefeito da cidade de Traipu , Marcos Santos. [ 45 ] Por outro lado, também foi forte o movimento 'Fora Collor', liderado por integrantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e dez sindicatos e entidades da sociedade civil organizada. [ 45 ] Ambos os movimentos se toparam na praça Sinimbú, no centro de Maceió, durante manifestações no dia 11 de agosto. [ 45 ] A Polícia Militar foi acionada para evitar um confronto entre os dois lados, que trocavam acusações. [ 45 ] A PM deteve duas pessoas por desordem, mas elas foram liberadas em seguida. [ 45 ] Durante o episódio, o 'Fora Collor' denunciou que cada pessoa do 'Collor Já' teria recebido R$ 50,00 para segurar faixas a favor do candidato. [ 45 ] Os dois indivíduos detidos pela PM admitiram ter recebido R$ 20,00 para ajudar a segurar faixas. [ 45 ] A primeira pesquisa do Ibope indicou Lessa 1% à frente de Collor e 5% à frente do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). [ 46 ] Todos os três candidatos estavam empatados em primeiro lugar, uma vez que a margem de erro do levantamento era de 3% para mais ou para menos. [ 46 ] O instituto Gape, pertencente às Organizações Arnon de Mello, também divulgou no mesmo dia uma pesquisa de intenção de voto para governador. [ 46 ] Segundo essa sondagem, Collor liderava a corrida pelo governo com vantagem de 15% sobre Lessa, enquanto Teotônio conquistou a preferência de apenas 16% do eleitorado. [ 46 ] A pesquisa foi contratada por outra empresa da família Collor, o jornal Gazeta de Alagoas. [ 46 ] Após a divulgação das pesquisas, o coordenador do MCCE , Adriano Argolo, entrou com representação na Justiça Eleitoral contra o Gape. [ 47 ] De acordo com o jornal O Globo, a divulgação da pesquisa Ibope fez a campanha de Collor alterar a estratégia. [ 48 ] O ex-presidente focou áreas dominadas pelo tráfico de drogas e com altos índices de criminalidade e descartou sabatinas com setores mais esclarecidos da sociedade, como universitários. [ 48 ] Fernando Collor veio a ser derrotado já no primeiro turno. O segundo turno foi disputado entre os candidatos Teotônio Vilela Filho e Ronaldo Lessa, ambos também ex-governadores de Alagoas. Eleições 2014 [ editar | editar código-fonte ] Foto oficial de Fernando Collor como Senador da República por Alagoas . Em 2014, Fernando Collor foi reeleito senador por Alagoas com 689.266 votos, ou 55,69% dos votos válidos. A segunda colocada foi a ex-senadora Heloísa Helena ( PSOL ) teve 394.309 votos, o equivalente a 31,86% do total. [ 49 ] Durante as últimas semanas da campanha para a reeleição ao Senado , Collor aproveitou os minutos de propaganda eleitoral na televisão para relembrar projetos e conquistas que viabilizou para o estado de Alagoas enquanto senador e presidente. Ele percorreu municípios de todas as regiões do estado e promoveu caminhadas em diversos bairros da capital alagoana. Collor foi atacado por candidatos como Omar Coelho e Heloísa Helena, que relembraram acusações de peculato, corrupção e falsidade ideológica movidas pelo Ministério Público Federal em 2007 . No entanto, ele lembrou que fora absolvido de todas essas acusações, pelo Supremo Tribunal Federal . No final de março de 2016, deixou o PTB e filiou-se ao PTC . [ 50 ] Em outubro de 2017 votou a favor da manutenção do mandato do senador Aécio Neves derrubando decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo onde ele é acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar dois milhões de reais ao empresário Joesley Batista . [ 51 ] [ 52 ] Controvérsias [ editar | editar código-fonte ] Problemas com Rosane Collor [ editar | editar código-fonte ] Em maio de 2010, Collor enfrenta novos problemas: advogados da ex-mulher Rosane Collor afirmam que ela vai mudar de estratégia no julgamento do processo de partilha de bens contra o ex-marido, previsto para junho. Em vez de pleitear a divisão total, como faz desde a separação em 2005, pedirá uma cota de participação nas Organizações Arnon de Mello, que é legalmente a dona da maioria dos imóveis do ex. [ 53 ] Declarações de Rosane Collor sobre magia negra [ editar | editar código-fonte ] A ex-primeira-dama Rosane Collor , logo após a separação em 2005, [ 54 ] fez revelações de que o ex-presidente Fernando Collor participava de rituais de magia negra na mansão oficial do presidente, a Casa da Dinda . [ 55 ] Em 2006 ela diz sofrer ameaças por ser um 'arquivo vivo': 'Eu ia para o lançamento de um disco evangélico e uma pessoa me disse por telefone que se fosse ao evento, eu não voltaria', disse anos mais tarde. [ 54 ] Rosane Collor foi além dizendo que os rituais feitos envolviam cemitérios e sacrifício de animais . [ 56 ] Em 2008, durante entrevista à Folha Universal , jornal semanal da Igreja Universal do Reino de Deus da qual a ex-primeira dama faz parte, ela disse que Collor só recorria aos supostos rituais sempre que alguém 'fazia mal a ele', porque 'na visão de Collor tudo de ruim que mandassem para ele tinha que ser devolvido.' [ 57 ] Em 2012, afirmou que lançaria uma biografia contando outros detalhes dos acontecimentos que seriam os mais surpreendentes da história recente do Brasil. [ 58 ] Em 2014, a ex-primeira-dama Rosane Collor lançou a autobiografia Tudo o Que Vi e Vivi pela editora LeYa, onde narra os bastidores de sua vida com o ex-presidente, o impeachment sofrido por ele em 1992 e rituais macabros de magia negra. [ 59 ] Denúncias de corrupção [ editar | editar código-fonte ] Em março de 2015, durante o mandato como senador pelo PTB de Alagoas, foi incluído na lista de 47 políticos investigados no inquérito sobre a Operação Lava Jato . [ 60 ] Em 14 de julho de 2015, a Polícia Federal deflagrou a operação Politeia com 53 mandados de busca e apreensão em casas de políticos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras . Collor teve três carros apreendidos: uma Ferrari, um Porsche e um Lamborghini, que estavam estacionados na Casa da Dinda . [ 61 ] . Ele classificou a operação da Polícia Federal como “invasiva e arbitrária” [ 62 ] . Em 24 de abril de 2017, a Polícia Federal concluiu um dos inquéritos contra o senador no âmbito da operação Lava Jato e o acusou de peculato – desvio de dinheiro público por meio de seu cargo – por ter interferido para que a BR Distribuidora , subsidiária da Petrobras, contratasse uma empresa que, posteriormente, repassava recursos ao senador. O senador já é alvo de uma denúncia da Lava Jato no STF, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao esquema de corrupção da Petrobras. Oferecida em agosto de 2015, no dia 15 de agosto de 2017, o STF aceitou a denúncia e o tornou réu pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e comando de organização criminosa. Por unanimidade, os ministros da Segunda Turma acompanharam o voto do relator do caso, Edson Fachin . Votaram juntamente com ele Gilmar Mendes , Dias Toffoli , Ricardo Lewandowski e Celso de Mello . Porém os ministros descartaram várias acusações feitas no processo, a exemplo de peculato e obstrução de Justiça. A defesa do ex-presidente alegou que não há provas nem de contrapartida. [ 63 ] Além dessa denúncia, o senador também responde atualmente a seis inquéritos relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras. [ 64 ] Publicações [ editar | editar código-fonte ] Desde 1996, Collor mantém uma página na internet em que é possível ler o primeiro capítulo de um livro de sua autoria intitulado Crônica de um Golpe - A versão de quem viveu o fato. Sobre seus dias como presidente, foram editados os livros Mil Dias de Solidão – Collor bateu e levou, do jornalista Cláudio Humberto Rosa e Silva (porta-voz quando presidente) e Passando a Limpo - A trajetória de um farsante, de autoria do irmão, Pedro Collor, com redação da jornalista Dora Kramer . Os bastidores do governo e do escândalo que derrubou Collor foram relatados no livro 'Todos os sócios do presidente', dos jornalistas Gustavo Krieger, Luiz Antônio Novaes e Tales Faria. As relações com a imprensa são o tema de Notícias do Planalto, de Mário Sérgio Conti e o livro 'A imprensa faz e desfaz um presidente' de Fernando Lattman-Weltma. Há um depoimento também no livro Os Segredos dos Presidentes de Geneton Moraes Neto , produzido pela equipe do Fantástico. O ex-presidente e atual senador Fernando Collor publicou trinta livros, entre ensaios e coletâneas de seus discursos. O Desafio de Maceió , Sergasa/1981. Maceió: Vinte Anos em Três , Sergasa/1982. Relato para a história: a verdade sobre o processo do impeachment , SEEP/2007. O Brasil está pronto para o Parlamentarismo, e você? , SEEP/2007. Parlamentarismo: apresentação da PEC nº 31/07, que institui o Parlamentarismo no Brasil , SEEP/2007. O Parlamentarismo em dez questões , SEEP/2007. Meio Ambiente, Relações Exteriores e Defesa Nacional , SEEP/2007. Brasil – um projeto de reconstrução nacional , SEEP/2008. O Brasil aberto ao mundo: discurso de posse na Presidência da República , SEEP/2008. Uma proposta social-liberal , SEEP/2008. Reforma política e sistemas de governo , SEEP/2008. “Caritas in veritate”: O amor na verdade , SEEP/2009. Se queres a paz, prepara-te para a Democracia , SEEP/2009. Acordo Brasil – Santa Sé , SEEP/2009. Discurso de posse na Academia Alagoana de Letras , SEEP/2009. Agenda 2009-2015: Desafios Estratégicos Setoriais, Infraestrutura para Inovação e Desenvolvimento , SEEP/2009. Agenda 2009-2015: Desafios Estratégicos Setoriais, Infraestrutura de Políticas Públicas , SEEP/2009. Agenda 2009-2015: Desafios Estratégicos Setoriais, Marco Regulatório do Pré-sal , SEEP/2010. Agenda 2009-2015: Desafios Estratégicos Setoriais, Recursos Humanos para Inovação e Competitividade , SEEP/2010. Agenda 2009-2015: Desafios Estratégicos Setoriais, Recursos Humanos para Inovação e Competitividade Formação e Capacitação Profissional para a Infraestrutura – Relatório Final , SEEP/2010. Seminário Pré-sal : Marco Regulatório e reflexos da descoberta no desenvolvimento do Nordeste , SEEP/2010. Diplomacia e Defesa: uma missão constitucional ativa do Parlamento , SEEP/2011. Lei de acesso à informação: o alerta como missão , SEEP/2011. Lei de acesso à informação pública, questão de estado: o debate sem distorções , SEEP/2011. Fernando Collor: discursos 2010 , SEEP/2011. Resgate da História— A verdade sobre o processo do impeachment , SEEP/2007 Rumos da política externa brasileira: Economia e Finanças, Defesa Nacional , SEEP/2011. Rumos da política externa brasileira: Geopolítica e Relações Internacionais . SEEP/2011. Rumos da política externa brasileira: Temas da Agenda Internacional Política Externa Brasileira . SEEP/2012. A origem da Rio+20 , SEEP/2012. Prêmios e honrarias [ editar | editar código-fonte ] Em 1991, o UNICEF escolheu três programas de saúde: agentes comunitários, parteiras e erradicação do sarampo como o melhor do mundo. Estes programas foram promovidos durante o governo Collor. Até 1989, a vacinação brasileira foi considerada a pior na América do Sul . Durante a administração de Collor, o Brasil ganhou um prêmio da ONU , como o melhor da América do Sul, por seu programa de vacinação. O projeto de Collor Minha Gente (Meu Povo), ganhou o prêmio da ONU Modelo de Projeto para a Humanidade, em 1993. Ordens Brasileiras [ editar | editar código-fonte ] Comendador da Ordem do Ipiranga , SP (1981). Comendador da Ordem do Mérito Tamandaré (1982). Ordem Nacional do Mérito - Grande-Colar. Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul - Grande-Colar. Ordem do Mérito Naval - Grã-Cruz. Ordem do Mérito Militar - Grã-Cruz. Ordem do Mérito Aeronáutico - Grã-Cruz. Ordem do Mérito Judiciário Militar - Grã-Cruz. Ordem de Rio Branco - Grã-Cruz. Ordem do Mérito das Forças Armadas - Grã-Cruz. Ordem do Mérito do Tocantins - Grã-Cruz. Ordem do Congresso Nacional - Grande-Oficial. Ordem Timbira do Mérito Judiciário do Trabalho - Grão-Mestre. Medalhas e Comendas Brasileiras [ editar | editar código-fonte ] Grande Medalha da Inconfidência - Minas Gerais . Medalha Mérito Tamandaré - Marinha . Medalha Amigo da Marinha - Marinha. Comenda Manoel André, Alagoas . Medalha Centenário - Tribunal de Contas da União . Medalha do Mérito Indigenista - Ministério da Justiça . Boutouniére da Associação do Comércio Americano - A.C.A. Boutouniére do Rotary International - Rotary Internacional. Ordens Internacionais [ editar | editar código-fonte ] Ordem de San Martin - Grã Collar, Argentina (1990). Ordem do Mérito do Chile , Grã Collar, Chile (1990). Ordem da Águia Asteca - Grã Collar, México (1990). Ordem do Condor dos Andes - Grã Collar, Bolívia (1991). Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito - Grã-Cruz, Portugal (2 de Julho de 1991) [ 65 ] . Ordem Nacional 'Al Mérito' - Grã Collar, Equador (1990). Ordem ao Mérito Melitense - Collar, Malta (1990). Ordem de Isabel a Católica - Collar, Espanha (1991). Mais Nobre Ordem da Coroa do Reino - Grã Collar, Malásia (1991). Grã Mestre da Ordem Nacional do Mérito - Collar, Paraguai (1991). Ordem de Boyacá - Grã Collar, Colômbia (1991). Ordem 'Amizade e Paz' de Primeiro Grau - Grã Collar - Moçambique (1991). Ordem do Libertador - Collar, Venezuela (1990). Ordem do Mérito da República Italiana - Grã Collar, Itália (1990). Ordem General José Estrada Batalha de São Jacinto - Grã Collar, Nicarágua (1991). Cronologia sumária [ editar | editar código-fonte ] Ver também [ editar | editar código-fonte ] Lindolfo Collor Arnon de Mello Pedro Collor de Mello PC Farias Marco Aurélio Mello Zélia Cardoso de Mello Lilibeth Monteiro de Carvalho Rosane Collor Thereza Collor Caras-pintadas Referências ↑ a b c «Fernando Afonso Collor de Mello - Biografia» . UOL - Educação . Consultado em 24 de julho de 2012 ↑ «Itamar Franco - História do Governo Itamar Franco - Brasil Escola» . Brasil Escola . Consultado em 29 de janeiro de 2017 ↑ «Barbosa critica Mello e diz que nunca se aproveitou de parentesco» . Globo G1 . 28 de setembro de 2012 . Consultado em 8 de outubro de 2013 ↑ «Zélia Cardoso ressurge e diz que 'pragmatismo' guiou Plano Collor» . Globo G1 . 9 de setembro de 2008 . Consultado em 8 de outubro de 2009 ↑ «Biblioteca da Presidência da República» . www.biblioteca.presidencia.gov.br ↑ a b c d «A guerra ao turbante» . Abril . Veja.com. 23 de março de 1988 . Consultado em 24 de julho de 2012 . 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Geração Editorial, 1993. Histórico das eleições presidenciais do Brasil (em português ) Ligações externas [ editar | editar código-fonte ] O Wikiquote possui citações de ou sobre: Fernando Collor de Mello O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Fernando Collor de Mello O governo Fernando Collor de Mello no sítio oficial da Presidência da República do Brasil (em português ) Página oficial de Fernando Collor de Mello Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional de 1991 (em português ) Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional de 1992 (em português ) Globo News Dossiê - Parte 1 e Parte 2 na Globo.com Precedido por Dilton Simões Prefeito de Maceió 1979 — 1982 Sucedido por Corinto Campelo da Paz Precedido por José de Medeiros Tavares Governador de Alagoas 1987 — 1989 Sucedido por Moacir Lopes de Andrade Precedido por José Sarney 32º. Presidente do Brasil 1990 — 1992 Sucedido por Itamar Franco v • e Governadores de Alagoas (1889 — 2018) Junta governativa alagoana de 1889 • Tibúrcio Valério de Araújo • Pedro Paulino da Fonseca • Manuel José de Araújo Góis • Pedro Paulino da Fonseca • Manuel José de Araújo Góis • José Correia Teles • Manuel Ribeiro Barreto de Meneses • Jacinto de Assunção Pais de Mendonça • Carlos Jorge Calheiros de Lima • Manuel Gomes Ribeiro • Gabino Besouro • Manuel Sampaio Marques • José Tavares da Costa • Francisco Soares Palmeira • Tibúrcio Valeriano da Rocha Lins • Manuel Gomes Ribeiro • José Vieira Peixoto • Manuel José Duarte • Francisco Manuel dos Santos Pacheco • Euclides Vieira Malta • Joaquim Paulo Vieira Malta • Euclides Vieira Malta • José Miguel de Vasconcelos • Macário das Chagas Rocha Lessa • Clodoaldo da Fonseca • João Batista Accioli Júnior • Fernandes Lima • Manuel Capitolino da Rocha Carvalho • Fernandes Lima • Pedro da Costa Rego • José Júlio Cansanção • Álvaro Correia Pais • Hermilo de Freitas Melro • Luís de França Albuquerque • Tasso de Oliveira Tinoco • Luís de França Albuquerque • Afonso de Carvalho • Temístocles Vieira de Azevedo • Osman Loureiro de Farias • Edgar de Góis Monteiro • Benedito Augusto da Silva • Osman Loureiro de Farias • José Maria Correia das Neves • Ismar de Góis Monteiro • Edgar de Góis Monteiro • Antônio Guedes de Miranda • Silvestre Péricles de Góis Monteiro • Arnon Afonso de Farias Melo • Sebastião Marinho Muniz Falcão • Luiz de Souza Cavalcante • João José Batista Tubino • Antônio Simeão de Lamenha Filho • Afrânio Salgado Lages • Divaldo Suruagy • Ernandes Lopes Dorvillé • Geraldo Medeiros de Melo • Guilherme Palmeira • Teobaldo Vasconcelos Barbosa • Divaldo Suruagy • José de Medeiros Tavares • Fernando Collor de Mello • Moacir Lopes de Andrade • Geraldo Bulhões • Divaldo Suruagy • Manuel Gomes de Barros • Ronaldo Lessa • Luís A